Publicado em 20 de Maio de 2013 as 11:41:15 PM
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A EBD e a família, uma parceira de contribuição mútua.
A Escola Bíblica Dominical (EBD) é uma oportunidade única de estudar a bíblia, aplicando-a à vida pessoal e com uma mensagem adequada a cada faixa etária. É, por isso, um instrumento de crescimento espiritual para toda a família. Os filhos precisam de alimento espiritual, tem de ser ensinados nos caminhos do senhor e instruídos no caráter cristão, precisam aprender que toda a vida deve estar centrada em Deus e os pais tem um papel importantíssimo no acompanhamento da vida espiritual dos filhos. Família e EBD têm uma meta em comum: formar cristãos maduros e produtivos para honrar e servir a Deus. Esse fato tece laços profundos entre as duas instituições, favorecendo a troca de informações e ajuda mútua.Nos dias atuais, a família tem “terceirizado” para a EBD o encargo de ensinar aos seus filhos as verdades espirituais e acredita que os mestres contagiem valores morais e comportamentais, alegando que os pais trabalham cada vez mais, e não tem tempo para zelar dos filhos. A família, contudo, não pode fugir a esta responsabilidade, pois Deus delegou aos pais a tarefa de ensinar aos filhos a Sua Palavra (Dt 6.6,7; Sl 78.5).Portanto, é uma obrigação e não uma opção dos pais dar aos filhos a instrução e a disciplina condizente com a formação cristã (Ef 6.4). Os pais devem ser exemplos de vida e conduta cristãs, e se importar mais com a vida espiritual dos filhos e não apenas com seu emprego, profissão, trabalho na Igreja ou posição social; não que estes sejam menos importantes, mas é preciso reconhecer-se a importância da formação do caráter dos filhos, durante toda a vida destes. Uma conduta genuinamente cristã reflete na constituição de um caráter coeso com os padrões de moralidade, mesmo que esses padrões sofram alterações ao longo do tempo. A família deve, então, cooperar com a EBD na instrução de seus pequenos, numa interação abençoada e abençoadora.
Funções da família nesta interação: 1. Estímulo - Cabe aos pais estimular os filhos a frequentarem a EBD, e a melhor maneira de fazer isto é dando o exemplo (Fp 4.9). A criança que acompanha os pais à EBD desde pequena será estimulada a continuar quando crescer (Pv 22.6). Os pais que não vão a EBD cometem duplo erro: deixam de progredir como deveriam na vida cristã e deixam de dar o exemplo a seus filhos. Se os pais faltam ou se atrasam, os filhos os acompanham, geralmente. Por isso, devem esforçar-se para ser pontuais e frequentes na EBD. 2. Valorização - Os pais ensinam os filhos a valorizar a leitura e o estudo da Bíblia, a respeitar seus professores e colegas e a fazer, durante a semana, a preparação para as aulas. Os pais devem interessar-se pelo que os seus filhos estudaram, o que é que aprenderam, o que é gostaram mais. Devem ajudar seus filhos durante a semana, nas leituras da bíblia, no estudo da lição, na aprendizagem dos versículos e nas tarefas de aplicação bíblica, bem como ensinar os seus filhos a orarem pelos professores da EBD e a ter amor pela igreja. Os pais devem considerar a EBD como uma escola importante para o desenvolvimento espiritual e moral dos seus filhos, assim como valorizam o bom empenho nos estudos seculares dos seus filhos.
O segredo de uma EBD dinâmica e eficaz depende, e muito, do aluno. O aluno dedicado, assíduo, pontual, responsável, vai à EBD com prazer e não simplesmente para “marcar o ponto” ou rever os amigos. Ele faz a lição de casa, lê a Bíblia e sua revista, anota suas dúvidas e vem disposto a colaborar seriamente na sala de aula.É lamentável quando o aluno vai à escola dominical sem ter estudado durante a semana, sem sua Bíblia e/ou sem revista. O que dizemos do aluno que vai à escola sem levar livros ou caderno? Em contrapartida, o que dizer do aluno que pesquisa em casa sobre o assunto estudado em sala de aula, complementando seu estudo?De uma coisa precisamos estar cientes: muito do bom desempenho do professor numa sala de aula depende de seus alunos. Quando o aluno não se prepara em casa, conforme já mencionamos acima, ele perde a oportunidade de contribuir com algo mais. Contribuindo, ganha a classe e o professor também. Muitos dos alunos que ficam calados durante a exposição do professor cometem o erro (para não dizer “pecado”) da negligência semanal, e os pais podem estimular seus filhos a serem melhores alunos.A contribuição dos pais na educação cristã dos filhos deve ser inabalável e consciente. Vida familiar e vida escolar são simultâneas e complementares. É importante que pais e professores, filhos/alunos compartilhem conhecimentos, alcancem e trabalhem os assuntos envolvidos no seu dia-a-dia, pois a família é o espaço adequado para se viver os valores aprendidos na EBD, entendendo-se que a potência da ação normalizadora da escola sobre crianças e adolescentes é maior quando respaldadas pela experiência e aceitação da família.Geralmente as crianças não apreciam levantar cedo para ir à EBD. Boa parte delas já faz isso durante a semana. Porém, os pais devem ensinar aos filhos que a escola de domingo é muito especial. Erra o pai ou a mãe que acha que não deve levar sua criança à EBD apenas porque ela está cansada por estudar durante a semana, ou porque brincou demais no sábado ou foi dormir tarde por causa daquela festa na igreja. Esse é um tipo de compaixão que não edifica. É nessa hora que os pais, amigavelmente, devem mostrar aos filhos que a EBD é importante para toda a família.
Funções da escola nesta interação com a família: 1. Conteúdo - A EBD provê o conteúdo que será ensinado, a grade disciplinar adequada a cada faixa etária, os materiais de apoio etc. Ela define os objetivos e a filosofia educacional: o que queremos alcançar com este ensino e por que. 2. Método - Cabe também à escola determinar o método de ensino/aprendizagem a ser utilizado em sala de aula, para melhor absorção dos conteúdos. Para isso, os professores precisam ser constantemente orientados e estimulados a se aperfeiçoarem no seu trabalho.
É, portando, na escola, que se pensa sobre o que pode ser ensinado às crianças, sobre o método que pode tornar mais lógica a ação do conjunto docente e como a EBD poderá encontrar saídas legítimas à superação dos enigmas morais e éticos que assolam o seu dia-a-dia, pela aplicação da Palavra de Deus. Contribuições da EBD para a Família
a) Ensino transformador - A EBD leva aos seus alunos o ensino da Palavra de maneira eficiente, a fim de conduzi-los ao conhecimento da verdade e a experiências reais com Deus. Promove uma educação de aplicação transformadora, viva, não apenas teórica, pois está carregada de realidade e senso prático, que visa levar os alunos a uma mudança de comportamento para uma vida de temor, santidade e serviço cristão. A família é um lugar de aplicação e vivência do ensino da EBD. b) Desenvolvimento de amizades - A EBD é o espaço mais propício ao desenvolvimento de amizade e companheirismo cristãos, pois reúne os seus alunos conforme a faixa etária e propicia a interação entre eles. Existe uma classe para cada idade, e a família toda pode receber o conteúdo adequado para sua formação cristã. Alguns adolescentes se afastam do evangelho porque viram seus amigos de infância se distanciarem da fé. Daí a necessidade de incentivar as crianças a se entrosarem com outros coleguinhas da igreja. Essa troca fortalece a vida espiritual delas. Muitos pais saem da igreja correndo para casa e se esquecem de que os filhos precisam desenvolver essas amizades. Além disso, os pais precisam mostrar a alegria de estar na igreja para que os filhos desejem permanecer mais tempo ali.
c)Ensino continuado - Há uma enorme e crescente necessidade de genuíno e sadio alimento espiritual que só pode ser obtido pelo estudo claro, metódico, continuado e progressivo da Palavra de Deus. A EBD é a própria igreja crescendo e desenvolvendo-se através do estudo da Palavra de Deus. Na EBD homens, mulheres, jovens, adolescentes e crianças adquirem uma fé mais robusta e madura, e, assim, estarão continuamente sendo preparados para desempenharem suas atividades na obra de Deus e a desenvolver a espiritualidade e o caráter cristão. d) Evangelização - A EBD é um dos meios de evangelização que a igreja possui, ou seja, pode-se evangelizar na EBD e através dela. Além disso, nela o crente aprende a amar e cooperar com a obra missionária. É o ambiente propício para que a família traga convidados não cristãos para aprenderem a Palavra de Deus. A igreja pode ajudar criando uma classe de alunos não crentes, realizando feira missionária, etc. e) Descoberta de talentos - A EBD é o lugar para a descoberta, motivação e treinamento de novos talentos. Ali as crianças e adolescentes podem envolver em tarefas edificantes e, assim, desenvolverem seus diversos talentos: musicais, teatrais, organizacionais, etc. Grande parte dos adolescentes se afasta da fé porque não aprofundou suas habilidades dentro da igreja. Papel da família na educação cristã
Psicólogos, educadores, pais e pastores concordam em um ponto: a formação do caráter começa na infância. “Até os sete anos, a criança está em formação da sua personalidade. A criança pequena é como uma esponja, pois absorve tudo o que lhe é ensinado. O que aprende nessa fase, ela vai levar para o resto da vida. Quanto mais cedo conviver com a ideia de Deus, certamente isso será apreendido de forma mais profunda”, explicou a psicóloga Elizabeth Pimentel, autora do livro “O Poder da Palavra dos Pais” (Editora Hagnos).Os pais são os primeiros educadores na vida dos filhos. Assim como os filhos aprendem a falar com os pais, também aprendem códigos de conduta, a viver com limites, a respeitar e serem respeitados, a amar a Deus acima de todas as coisas, a ter um coração grato, a amar ao próximo, a ler a Bíblia, a orar, a obedecer. O problema é que os pais muitas vezes não ensinam os filhos “no” caminho em que devem andar, mas ensinam “o” caminho em que devem andar, e os próprios pais andam por outro caminho (Pv 22.6).Crianças geralmente observam tudo e procuram verificar se aquilo que os pais dizem sobre religião e fé faz parte da experiência de vida deles. Se os pais estão dispostos a obedecerem àquilo que ensinam, então, são dignos de inteira confiança.Cabe à igreja o papel de auxiliar e dar suporte à educação dos filhos de seus membros. Isto precisa ser realizado de forma criativa e contextualizado com o mundo atual, para atrair as crianças e os adolescentes às suas atividades e também englobar os pais, para que eles tenham ciência do que seus filhos estão aprendendo dentro da igreja e qual o papel destes na formação daqueles.A igreja deve conscientizar a família que ela pode e deve complementar o ensino bíblico que a criança recebe na EBD, por meio de ações realizadas no âmbito do lar, como estas: a) Culto doméstico - A prática do culto doméstico promove a espiritualidade no lar. Vivemos em um mundo globalizado, onde a individualidade, o materialismo-consumista tem ocupado a primazia no ambiente familiar, portanto valores espirituais são importantes na vida familiar. A igreja deve estimular e promover o culto doméstico como prática frequente entre seus membros. b) Dia de consagração - Família que ora unida vence unida. Um dia de consagração familiar tem o propósito de unir a família na oração e jejum. Este dia pode fazer parte do calendário da igreja. c) Desenvolvimento da leitura - Está mais do que comprovado que o indivíduo que lê frequentemente e com discernimento alcança amplos benefícios, entre eles, uma maior compreensão das verdades espirituais. A leitura é um processo pelo qual nós chegamos a entender as ideias de outra pessoa. Isso é provavelmente a forma mais eficiente de aumentar o que sabemos acerca da realidade e de como viver melhor. A pessoa que aprendeu a ler bem não depende apenas de professores vivos para sua educação. O crescimento de sua mente, benfeitoria de sua sabedoria e seu comportamento não estão associados ao fato de estar ou não em uma escola, pois quase todos os maiores pensadores da história compartilharam sua sabedoria por escrito e em virtude desses grandes livros estarem quase todos disponíveis para a compra em lojas ou emprestados em bibliotecas, a pessoa que se treinou na leitura boa e ativa, que se preocupa em crescer em sabedoria, não depende exclusivamente de aulas com professores. Ao contrário, um bom leitor não está escravizado pela TV e internet. Este tal tem uma vida inteira de conhecimento à sua frente. É de máxima importância que os adolescentes e jovens parem de encher suas cabeças com o conteúdo superficial da TV e internet e comecem a formar o hábito da leitura ativa e frutífera. É uma decepção terrível que o aprendizado e o conhecimento mental estejam estritamente associados à escola. A boa leitura deve ser a vocação de uma vida inteira. A família deve esforçar-se para estimular seus membros à leitura de Bíblia, de bons livros evangélicos e de outros livros edificantes, muito úteis na formação de todos.A igreja pode ajudar promovendo gincanas de leitura bíblica, incentivando a formação de clubes de leitura, criando bibliotecas, etc. Conclusão
A EBD têm proporcionado muitas contribuições à família evangélica, auxiliando-a para que possa tornar os lares verdadeiros ambientes de saúde física, espiritual, psicológica e social. A educação é um esforço conjugado entre a família, escola e a igreja. O ensino aplicado e valorizado por todos tem o poder de guiar a criança por toda a vida.
Carlos Kleber Maia é casado com Dione e têm dois filhos: Álvaro e Diana. Pastoreia atualmente a congregação da Assembleia de Deus no bairro de Gramoré, em Natal/RN. É graduado em Teologia com Especialização em Teologia do Novo Testamento.
Publicado em 20 de Maio de 2013 as 10:13:58 AM
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Desde as sociedades tribais pré-históricas, a família exerce um papel fundamental na educação dos filhos. A ausência do Estado, das classes, do comércio e da escrita, dispensava a existência de escolas. As crianças aprendiam com os adultos, em especial a família, questões que envolviam os valores espirituais e morais, assim como atividades práticas para a sua sobrevivência (trabalhos manuais, caça, pesca etc.).
Esse modelo de educação “informal” se estendeu por longos anos em sociedades nômades, seminômades e sedentárias, até o advento das grandes cidades, da escrita, das transformações técnicas, da produção excedente, da comercialização e dos inovadores pensamentos sobre política e democracia.
Numa perspectiva bíblica judaico-cristã, observamos este tipo de educação nos seguintes textos:
Porque eu o tenho escolhido, a fim de que ele ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para praticarem retidão e justiça; a fim de que o Senhor faça vir sobre Abraão o que a respeito dele tem falado. (Gn 18.19)
E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este? Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou. (Êx 12.26-27)
E naquele mesmo dia farás saber a teu filho, dizendo: Isto é pelo que o Senhor me tem feito, quando eu saí do Egito. E te será por sinal sobre tua mão e por lembrança entre teus olhos, para que a lei do Senhor esteja em tua boca; porquanto com mão forte o Senhor te tirou do Egito. (Êx 13.8-9)
E quando teu filho te perguntar no futuro, dizendo: Que é isto? Dir-lhe-ás: O Senhor nos tirou com mão forte do Egito, da casa da servidão. (Êx 13.14)
E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas. (Dt 6.6-9)
Quando teu filho te perguntar no futuro, dizendo: Que significam os testemunhos, e estatutos e juízos que o Senhor nosso Deus vos ordenou? Então dirás a teu filho: Éramos servos de Faraó no Egito; porém o Senhor, com mão forte, nos tirou do Egito; (Dt 6.20-21)
Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma, e atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontais entre os vossos olhos. E ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te; E escreve-as nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas; Para que se multipliquem os vossos dias e os dias de vossos filhos na terra que o Senhor jurou a vossos pais dar-lhes, como os dias dos céus sobre a terra. (Dt 11.18-21)
E falou aos filhos de Israel, dizendo: Quando no futuro vossos filhos perguntarem a seus pais, dizendo: Que significam estas pedras? Fareis saber a vossos filhos, dizendo: Israel passou em seco este Jordão. Porque o Senhor vosso Deus fez secar as águas do Jordão diante de vós, até que passásseis, como o Senhor vosso Deus fez ao Mar Vermelho que fez secar perante nós, até que passássemos. (Js 4.21-23)
Percebe-se nestes textos do Antigo Testamento, a participação e a importância da família na preservação dos valores espirituais e morais do povo judeu.
A figura dos agentes especializados para a tarefa de ensinar surge com a instituição do sacerdócio;
E falou o Senhor a Arão, dizendo: Não bebereis vinho nem bebida forte, nem tu nem teus filhos contigo, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações; E para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo, E para ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o Senhor lhes tem falado por meio de Moisés. (Lv 10.8-11)
Então o rei da Assíria mandou dizer: Levai ali um dos sacerdotes que transportastes de lá para que vá e habite ali, e lhes ensine a lei do deus da terra. (2 Rs 17.27)
No terceiro ano do seu reinado enviou ele os seus príncipes, Bene-Hail, Obadias, Zacarias, Netanel e Micaías, para ensinarem nas cidades de Judá; e com eles os levitas Semaías, Netanias, Zebadias, Asael, Semiramote, Jônatas, Adonias, Tobias e Tobadonias e, com estes levitas, os sacerdotes Elisama e Jeorão. E ensinaram em Judá, levando consigo o livro da lei do Senhor; foram por todas as cidades de Judá, ensinando entre o povo. (2 Cr 17.7-9)
E disse aos levitas que ensinavam a todo o Israel e estavam consagrados ao Senhor: Ponde a arca sagrada na casa que edificou Salomão, filho de Davi, rei de Israel; não tereis mais esta carga aos ombros; agora servi ao Senhor vosso Deus, e ao seu povo Israel. (2 Cr 35.3)
Posteriormente, os profetas assumiram também essa tarefa;
Então enviou Saul mensageiros para prenderem a Davi; quando eles viram a congregação de profetas profetizando, e Samuel a presidi-los, o Espírito de Deus veio sobre os mensageiros de Saul, e também eles profetizaram. (1 Sm 19.20)
E foram cinqüenta homens dentre os filhos (discípulos) dos profetas, e pararam defronte deles, de longe; e eles dois pararam junto ao Jordão.” (2 Rs 2.7)
Os filhos dos profetas disseram a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face é estreito demais para nós. (2 Rs 6.1)
Durante e após o período do cativeiro na Babilônia, surge a figura do escriba, uma classe de mestres especializados, que copiavam, interpretavam e ensinavam a Lei:
[…] este Esdras subiu de Babilônia. E ele era escriba hábil na lei de Moisés, que o Senhor Deus de Israel tinha dado; e segundo a mão de Senhor seu Deus, que estava sobre ele, o rei lhe deu tudo quanto lhe pedira. […] Porque Esdras tinha preparado o seu coração para buscar e cumprir a lei do Senhor, e para ensinar em Israel os seus estatutos e as suas ordenanças. (Ed 7.6, 10)
Apesar do surgimento destes “educadores especializados”, a participação da família na educação dos filhos não foi abandonada. No livro de provérbios, escrito entre 950-700 a.C., encontramos as seguintes exortações;
Ouvi, filhos, a instrução do pai, e estai atentos para conhecerdes o entendimento. Pois eu vos dou boa doutrina; não abandoneis o meu ensino. Quando eu era filho aos pés de meu, pai, tenro e único em estima diante de minha mãe, ele me ensinava, e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos, e vive. (Pv 4.1-4)
Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele. (Pv 22.6)
Como já citamos, com o advento das grandes cidades, da escrita, das transformações técnicas, da produção excedente, da comercialização, dos inovadores pensamentos sobre política e democracia, a educação e a escola ganharam um novo formato. É no período da Grécia clássica que acontece algumas das grandes revoluções pedagógica. A pólis, no intuito de formar os seus cidadãos, criam escolas especializadas para atender as suas demandas. No geral, a criança permanece em casa, com a família, até os sete anos. Após esse período, o Estado assume a sua educação (preparo físico, educação musical, formação cívica e militar, leitura e escrita, gramática, retórica etc.).
Podemos observar que apesar destas mudanças significativas, de onde surgem as nossas escolas modernas e as teorias pedagógicas, a Bíblia nos relata que a participação da família, em especial na formação dos valores espirituais e morais de seus filhos, ainda permanece:
[…] trazendo à memória a fé não fingida que há em ti, a qual habitou primeiro em tua avó Loide, e em tua mãe Eunice e estou certo de que também habita em ti.” (2 Tm 1.5)
Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. (2 Tm 3.14-15)
Como anda nos dias atuais a relação entre a escola, com os seus agentes especializados na arte de educar, e a família cristã? Qual o papel da escola e da família na educação e formação integral de seus filhos? A falta de repostas e confusões feitas sobre essas questões acabam por promover sérios problemas e distúrbios em nossa sociedade.
Há um verdadeiro jogo de “empurra”, onde família e escola tentam transferir as responsabilidades da educação. Trocas de acusações tornam-se cada vez mais comuns. A escola culpa a família pelo desinteresse, insubmissão e não-aprendizado do aluno, e a família culpa a escola por tais problemas.
A escola afirma que é lugar apenas da aquisição de saberes diversos, transferindo a responsabilidade da disciplina, formação ética e moral dos alunos para a família. O pior, é que a família cristã, além de não estar envolvida no acompanhamento da aquisição destes saberes oferecidos pela escola, está também negligenciando a sua importância na formação dos valores espirituais, éticos e morais de seus filhos, querendo transferir para a escola (e para a igreja) tais papéis.
Família e escola não podem estar se digladiando, antes, precisam cooperar entre si no processo educativo e formador de cidadãos. Para que isso aconteça, uma integração maior precisa acontecer. A escola precisa assumir o seu papel de cooperadora na formação moral (o papel de formadora espiritual foi infelizmente abolido nesta sociedade pós-cristã e pós-moderna) e conhecer mais a vida familiar de seus alunos, enquanto a família precisa participar mais ativamente e efetivamente na vida escolar de seus filhos, sendo atores coadjuvantes dos professores no processo de aquisição de saberes.
Nenhuma outra instituição social é mais influente na formação do caráter, na educação, na disseminação de valores éticos, morais e espirituais do que a família.
De que maneira a família cristã pode cumprir na atualidade, o seu importante e fundamental papel na educação integral de seus filhos amados?
1. Mantendo, aplicando e ensinando no contexto familiar os princípios e orientações bíblicas quanto aos valores éticos, morais e espirituais judaico-cristãos;
2. Cooperando com a escola através das seguintes ações, prescritas na Cartilha “ACOMPANHEM A VIDA ESCOLAR DOS SEUS FILHOS“:
-Matriculando seus filhos na educação infantil. Quanto mais cedo eles começarem a estudar, mais sucesso terão em sua vida escolar; -Incentivando seus filhos a continuar estudando. Mostrando que, quanto mais eles estudarem, terão mais oportunidades profissionais e pessoais; -Orientando seus filhos a cuidarem do material escolar( livros, cadernos, lápis, etc) e uniforme; -Visitando a escola de seus filhos sempre que puderem; -Conversando com os professores; -Conversando com os seus filhos sobre a escola, os professores, os amigos, as tarefas, os conteúdos; -Incentivando o hábito de leitura; -Ensinando-os a dividirem bem o tempo para o lazer e o estudo.
Juntas, a família cristã e a escola serão instrumentos poderosíssimos para a influência e transformação de vidas, nessa caótica e transtornada sociedade pós-cristã e pós-moderna.
“A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.” (Art. 205 da Constituição Federal/1988)
“A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.” (Lei 9.394/96, Art. 2º) BIBLIOGRAFIA
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da educação. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2005.
ELLISEN, Stanley A. Conheça melhor o Antigo Testamento: esboços e gráficos interpretativos. São Paulo: Vida, 1991.
GEORGE, Sherron K. Igreja ensinadora. Campinas-SP: Luz para o Caminho, 1993.
PFEIFEFER, Charles F.; VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
JAEGER, Werner. Paidéia: a formação do homem grego. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
MARROU, Henri-Irénée. História da educação na antigüidade. São Paulo: EPU, 1990.
TEIXEIRA, Evilázio F. Borges. A educação do homem segundo platão. São Paulo: Paulus, 1999.
OBS: Texto publicado por este autor no livro “Uma Igreja com Saúde”, Arte Editorial, 2011, p. 68, sob o título “Educação, família e escola”.
Vivemos em dias difíceis, a respeito dos quais tratou Paulo em sua Epístola a Timóteo (II Tm. 3.1-2). Especialmente para a criação dos filhos no temor do Senhor, tendo em vista que os valores cristãos estão sendo cada vez mais solapados pela mídia. Diante dessa situação, estudaremos, na lição de hoje, a respeito da importância da educação cristã, principalmente no contexto familiar, sob a responsabilidade dos pais. Inicialmente trataremos a respeito da educação no Antigo, e depois no Novo Testamento. Ao final, faremos um apelo para que os pais invistam não apenas na formação profissional, mas também espiritual dos seus filhos.
1. EDUCAÇÃO CRISTÃ, CONCEITOS FUNDAMENTAIS
O conceito de educação é bastante amplo, e por demais complexo. O verbo educar, em latim, significa instruir, orientar. Mas as definições de educação dependem bastante das concepções teóricas envolvidas. Em várias instituições educacionais, a abordagem educacional está atrelada à mera informação. A maioria das escolas dos dias atuais, preocupadas com o mercado de trabalho, repassam apenas conteúdos. A educação é meramente bancária, os alunos vão para a escola apenas para receberem informações. Por conseguinte, valores que deveriam ser trabalhados pela escola, tais como o respeito pelo próximo, são relegados a segundo plano. Um reflexo desse modelo educacional é a ausência de posicionamentos éticos por parte daqueles que frequentam os bancos escolares. Os alunos estudam bastante, conseguem entrar nas universidades, mas não se comprometem com o outro. Evidentemente isso acontece também porque a filosofia educacional que predomina nas escolas é materialista. A ênfase no mercado e a desconsideração de uma ética maior estão fortalecendo o individualismo. De modo que, na sociedade, e às vezes nas igrejas, o tratamento é cada um por si, ninguém considera mais o próximo. Isso acontece também por falta de uma cosmovisão cristã em relação à educação. Não podemos esquecer que o ser humano caiu no Éden, e isso resultou no distanciamento do Criador e do próximo. Em consonância com a pedagogia de Jesus, precisamos ensinar a verdade às pessoas, inclusive às crianças, pela Palavra de Deus (Mc. 4.33; Lc. 24.27). O Mestre Jesus valorizava as pessoas, independentemente da condição social, fosse uma adúltera, como a mulher samaritana (Jo. 4), ou um doutor da lei, como Nicodemos (Jo. 3). A educação cristã, seja na igreja ou na família, deve partir das Escrituras, que é útil, a fim de conduzir as pessoas à santificação (II Tm. 3.16).
2. EDUCAÇÃO CRISTÃ NO ANTIGO TESTAMENTO
Antes de 2.500 a. C já identificamos, no Antigo Testamento, um sistema educacional formal e estruturado, a fim de treinar as crianças, desde a infância (Pv. 22.6). A educação, naquele contexto, deveria oportunizar o desenvolvimento de uma profissão, mas, sobretudo, o caráter. Samuel é um exemplo de um jovem que fora instruído, desde cedo, ao serviço do Senhor, sob a supervisão do sacerdote Eli (I Sm. 3.10). A competência para a leitura, tendo em vista o domínio das leis, era estimulada desde cedo (Dt. 6.9; 17;18,19; 27.2-8; Js. 18.4,9; Jz. 8.14; Is. 10.19). Talvez por causa do excesso de imagem, principalmente por causa da influência da televisão, as crianças estão lendo cada vez mais tarde. Isso é preocupante, ao invés de lerem um livro, que desperta a imaginação, procuram antes o filme. No Antigo Pacto as ordenanças divinas eram valiosas, por isso deveriam ser ensinadas (Dt. 4.9,10; 6.20), a fim de desenvolver princípios éticos (Lc. 19.2). A instrução não se voltava apenas ao domínio das leis, mas, principalmente, à justiça social (Am. 2.6,7), e ao temor do Senhor, princípio de toda sabedoria (Pv. 1.2-4; 9.10). Durante o cativeiro babilônico surgiu a sinagoga, que serviu como instituição formal para a educação, para a leitura da Torá. A primeira escola do judeu era o seu lar, em casa os filhos aprendiam os rudimentos da fé. Isso porque, na cultura judaica, a família era a base da sociedade. As crianças tinham valor, e pesava, sobre os pais, a responsabilidade de educá-los, por serem dádivas de Deus (Jó. 5.25; Sl. 127.3; 128.3,4). Alguns pais não querem mais se comprometer com a educação dos seus filhos. Por causa do ativismo, inclusive na igreja, muitos pais estão deixando os filhos à mercê da televisão. Os estragos têm sido os mais terríveis, filhos inseguros, com valores distorcidos, tomados pela rebeldia. O treinamento das crianças, no Antigo Testamento, envolvia também a formação artística (I Sm. 16.11; II Rs. 4.18; Jz. 21.21; Lm. 5.14). Essa formação deve ser considerada pelos pais, pois a arte exerce um papel na construção do caráter. A instrução quanto as prendas domésticas também recebia atenção, principalmente para as meninas (Ex. 35.25; II Sm. 13.8).
3. EDUCAÇÃO CRISTÃ NO NOVO TESTAMENTO
O estudo ocupou papel de destaque no ministério de Jesus, não por acaso a Ele se referiam como Rabi, Mestre (Jo. 3.2). Jesus ensinava, a multidão ficava maravilhada com Suas instruções (Mt. 5.1). O conteúdo da Sua mensagem era o evangelho do Reino, fundamentado na Palavra de Deus (Mt. 4.23). A pedagogia do Reino, conforme ensinada por Jesus, estava fundamentada no amor-agape (Mt. 12.31; Jo. 15.12). Essa é uma falha no sistema educacional humano. Ninguém fala em amor, o afeto, uma carência fundamental do ser, está sendo desconsiderada. Os escritos de alguns educadores, dentre eles Paulo Freire e Rubem Alves, têm alertado os professores para esse importante aspecto. Contrariando a lógica do mercado, que sempre quer tirar vantagem em tudo, Jesus ensina a perdoar, e às vezes a ganhar através da perda (Mt. 18.21). A coisificação do ser, resultante do modelo de mercantilização da pessoa, deve dar lugar à dignidade. Jesus respeitava as pessoas, não desprezava as mulheres e as crianças, o que era comum naqueles dias (Mt. 18.1,10). Mas Jesus também chamou a atenção para a realidade do pecado. As crianças estão cada vez menos comprometidas com outro porque não são ensinadas a esse respeito. O pecado tem causado transtornos terríveis à sociedade, o maior deles é o distanciamento de Deus (Rm. 3.23). A supervalorização do dinheiro, bastante comum hoje em dia, deve ser questionada, tanto na igreja quanto no lar (Mc. 10.21). Os pais precisam não apenas através das palavras, mas também de ações, mostrar aos filhos que não são controlados pelo consumismo. Existem várias métodos para o ensino da Palavra de Deus às crianças, as estórias tem muito efeito. Jesus era um contador de histórias, suas parábolas atraiam a atenção dos ouvintes (Mt. 13.3). O Mestre aproveitava todas as oportunidades e lugares para ensinar os princípios divinos (Lc. 9.14). Os pais precisam investir em momentos familiares para a formação dos seus filhos.
CONCLUSÃO
Os filhos são herança de Deus, recompensa do Senhor (Sl. 127.3), por isso devem ser ensinados com amor a fim de que desenvolvam o temor a Deus (Ef. 6.1-4). A educação secularizada, a não ser nas escolas confessionais evangélicas, não investe na formação espiritual das crianças. Diante dessa realidade, a igreja, através da Escola Dominical, e os pais, no convívio doméstico, devem instruir seus filhos nos caminhos do Senhor. A orientação de Pv. 22.6, que se trata de um princípio geral, deve nos motivar à educação cristã dos nossos filhos, a fim de que esses, quando crescerem, permaneçam na Palavra de Deus.
BIBLIOGRAFIA
GANGEL, K., HENDRICKS, H. (eds.) Manual de ensino para o educador. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
LEBAR, L. E. Educação que é cristã. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.
Publicado em 18 de Maio de 2013 as 10:02:58 AM
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Assista os vídeos da TV EBD com a aula da Lição 7 - O Divórcio. Para facilitar o download, o vídeo é dividido em 5 partes. Você pode assistir aqui mesmo, clicando nos vídeos, ou clicar nos links, acima dos vídeos para salvar; ao abrir a nova página, clique no botão Download. Os vídeos são produzidos pelo Ev. Luiz Henrique e também publicados no site Estudos Bíblicos EBD, ou no blog EBDnaTV.
Publicado em 18 de Maio de 2013 as 09:50:16 AM
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QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 7 - O DIVÓRCIO
Responda conforme a revista da CPAD do 2º Trimestre de 2013
Complete os espaços vazios e marque com “V” as respostas verdadeiras e com “F” as falsas
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
“Eu vos digo, porém, que qualquer que _______________________________ sua mulher, não sendo por causa de _____________________________________, e casar com outra, comete ______________________________; e o que casar com a repudiada também comete adultério” (Mt 19.9).
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
O ___________________________________, embora admissível em caso de _____________________________________, sempre traz sérias conseqüências à família. Por isso DEUS o _______________________________.
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
I. O DIVÓRCIO NO ANTIGO TESTAMENTO
3- Como era o divórcio na lei de Moisés e como é hoje?
( ) O capítulo 24 do livro de Deuteronômio trata a respeito do Adultério.
( ) O capítulo 24 do livro de Deuteronômio trata a respeito do divórcio.
( ) Como a prática havia se tornado comum em Israel, o propósito da lei era regulamentar tal situação a fim de evitar os abusos e preservar a família.
( ) Nenhuma lei do Antigo Testamento incentivava alguém a divorciar-se, mas servia como base legal para a proibição de outros casamentos com a mulher divorciada.
( ) O divórcio era e é um ato extremo.
( ) Infelizmente, muitos que conhecem a Palavra do Senhor se divorciam por qualquer motivo.
( ) O casamento é uma aliança de amor, inclusive com DEUS, um pacto que não pode ser quebrado, sobretudo por motivos fúteis e torpes.
4- Por que era dada a carta de divórcio?
( ) A mulher e o homem tinham tal direito.
( ) Todavia, segundo a lei, a mulher que fora repudiada, depois de viver com outro marido, não poderia retornar para o primeiro,pois tal atitude era considerada abominação ao Senhor.
( ) Divorciar-se não era fácil, pois havia várias formalidades, e somente o homem podia pedir o divórcio.
( ) A mulher não tinha tal direito.
( ) A Lei de Moisés, apesar de não incentivar o divórcio, dispunha de vários mecanismos para torná-lo mais humano.
II. O ENSINO DE JESUS A RESPEITO DO DIVÓRCIO
5- O que JESUS respondeu à pergunta dos fariseus sobre o divórcio e o que significa isso?
( ) Procurando incriminar JESUS, e imbuídos da idéia difundida pela escola do rabino Hillel (que defendia o direito de o homem dar carta de divórcio à mulher “por qualquer motivo”), os fariseus questionaram: “É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?”.
( ) Procurando incriminar JESUS, e imbuídos da idéia difundida pela escola do rabino Shamai (que defendia o direito de o homem dar carta de divórcio à mulher “por qualquer motivo”), os fariseus questionaram: “É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?”.
( ) Respondendo aos acusadores, JESUS relembrou o ”princípio” divino para o casamento, quando DEUS fez o ser humano, “macho e fêmea”, “ambos uma [só] carne”.
( ) Assim, o Mestre concluiu: “Portanto, o que DEUS ajuntou não separe o homem”.
( ) Essa é a doutrina originária a respeito da união entre um homem e uma mulher; ela reflete o plano de DEUS para o casamento, considerando-o uma união indissolúvel. Clique aqui para ler o texto completo »
“Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério” (Mt 19.9).
VERDADE PRÁTICA
O divórcio, embora admissível em caso de infidelidade, sempre traz sérias conseqüências à família. Por isso DEUS o odeia.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Dt 24.1 - O divórcio no Antigo testamento
24.1 ESCRITO DE REPÚDIO. O divórcio resulta do pecado humano (cf. Mt 19.8). As instruções que se acham nos versículos 1-4 foram dadas por DEUS para regular o divórcio no Israel antigo. Observe o seguinte nesses versículos:
(1) O termo “coisa feia”, provavelmente se refira a certa conduta vergonhosa ou imoral, porém não da gravidade do adultério. Certamente não se trata de adultério, pois a penalidade deste era a morte, e não o divórcio (cf. 22.13-22; Lv 20.10).
(2) O “escrito de repúdio” era um documento legal entregue à mulher, para a rescisão do contrato do casamento, para protegê-la e liberá-la de todas as obrigações para com o seu ex-marido.
(3) Depois de receber o escrito de divórcio, a mulher estava livre para casar-se de novo. Nunca poderia, porém, voltar ao seu primeiro marido, se o segundo casamento se dissolvesse (vv. 2-4).
(4) A ocorrência do divórcio é uma tragédia (cf. Ml 2.16; ver Gn 2.24).
Publicado em 16 de Maio de 2013 as 10:31:40 AM
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TEXTO ÁUREO
“Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério” (Mt 19.9). VERDADE PRÁTICA
O divórcio, embora admissível em caso de infidelidade, sempre traz sérias consequências à família. Por isso Deus o odeia. LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Mateus 19.3-12 OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
• Dissertar sobre o divórcio no Antigo Testamento;
• Defender como padrão o ensinamento de Jesus sobre o divórcio; e
• Explicar o porquê do ensino de Paulo acerca do divórcio. PALAVRA-CHAVE
Divórcio:Dissolução do vínculo matrimonial.
COMENTÁRIO
introdução
Prezados leitores, o tema da lição desta semana é laborioso para se desenvolver e exige atenção e cuidado, pois o divórcio se tornou tão comum que até mesmo seja possível que exista alguém nessa situação em sua classe; e não só divorciados, mas também recasados! Temos uma problemática a respeito do divórcio [O divórcio (do latim divortium, derivado de divert?re, “separar-se”) rompimento legal e definitivo do vínculo de casamento] e do segundo casamento, se são ou não permitidos de acordo com a Bíblia (A polêmica a respeito do divórcio e do segundo casamento, se são ou não permitidos de acordo com a Bíblia, gira basicamente em torno das palavras de Jesus em Mateus 5.32 e 19.9). O divórcio é, na ótica bíblica, uma tragédia. Nunca é uma solução alegre e universal. É uma possibilidade restrita permitida com tristeza, como exceção e, por isso, deve-se fazer sempre o máximo de empenho para reconciliar e restaurar famílias. Devemos ensinar mesmo quando houver adultério, que são necessárias paciência e oração pela restauração. O exemplo de Oséias do Antigo Testamento, que amou sua esposa adúltera, é paradigmático. Esse amor do profeta pela esposa infiel simboliza o amor de Deus pelo seu povo, muitas vezes idólatra ou apóstata. Deus oferece uma salvação completa e perfeita para o seu povo. Lembremos que a lição de hoje visa expor o que as Escrituras Sagradas dizem sobre o assunto. A igreja deve embasar-se no respaldo bíblico para agir quanto à realidade do divórcio, não esquecendo que, no projeto original de Deus, não havia espaço para o divórcio. Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!
I. O DIVÓRCIO NO ANTIGO TESTAMENTO
1. A lei de Moisés e o divórcio. A lei Mosaica previa o caso que se uma mulher não fosse achada virgem, ou seja a recém-casada, esta seria apedrejada, desse modo o marido ficava livre para casar de novo: “Porém se isto for verdadeiro, isto é, que a virgindade não se achou na moça, Então levarão a moça à porta da casa de seu pai, e os homens da sua cidade a apedrejarão, até que morra; pois fez loucura em Israel, prostituindo-se na casa de seu pai; assim tirarás o mal do meio de ti” (Dt 22.20-21). Hoje em nossos dias, no tempo da graça, não há apedrejamento, “pois quem não tem pecado atire a primeira pedra (Jo 8.7b).” “Ele [Jesus] permite o divórcio em caso de adultério; sendo que a razão da lei contra o divórcio consiste na máxima: ‘Serão dois numa só carne’. Se a esposa [ou o esposo] se prostituir e se tornar uma só carne com um adúltero [ou uma adúltera], a razão da lei cessa, e também a lei. O adultério era punido com a morte pela lei de Moisés (Dt 22.22). Então, o nosso Salvador suaviza o rigor, e determina que o divórcio seja a penalidade” (HENRY, M. Comentário Bíblico Novo Testamento: Mateus a João. 1 ed., RJ: CPAD, 2008, p.242).
2. A carta de divórcio. Em Dt 24.1,3, carta de repúdio; em Jr 3.8, Is 50.1: carta de divórcio. Vem do Hebraico significando “cortando para separar” (do laço matrimonial), divórcio. (#3748, Strong.s). Essa palavra Hebraica deriva de uma outra palavra hebraica (#3772) que significar .cortar; destruir ou consumir. e usada em Lv 20.5 com “extirparei do meio”. Lv 21.14; 22.13; Nm 30.9: “repudiada“. “Aquele que deseja divorciar-se de sua esposa, por qualquer motivo (muito comum nos homens), deve registrar por escrito que nunca voltará a casar com aquela mulher. Portanto, ela terá a liberdade de casar com outro homem. Entretanto, enquanto essa carta de divórcio não lhe for dada, não poderá fazê-lo”. Esta é a lei de que fala Deuteronômio: “Se um homem tomar uma mulher e se casar com ela, e se ela não for agradável aos seus olhos, por ter ele achado coisa indecente nela, e se lhe lavrar um termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir de casa; e se ela, saindo de sua casa, for e se casar com outro homem” (Dt 24.1-2). Modelo de uma Carta de Repúdio ou de Divórcio (Estilo israelense, do tempo de Jesus): “No dia……..da semana…………do mês………….., ano de………..desde o início da criação do mundo, de acordo com o regulamento normal da Província de……………………………….eu…………………….., filho de…………………………………, qualquer que seja o nome pelo qual sou conhecido, da cidade de…………………………………….,estando em pleno gozo das faculdades mentais, e sem compulsão, imposição de espécie alguma, divorcio, dispenso e repudio a você ………………………………. filha de ……………………………………. , qualquer que seja o nome pelo qual você seja conhecida, da cidade de………………………………… , você, que foi minha esposa até aqui. Mas agora está repudiada, você ………………………………….. , filha de…………………………… , qualquer que seja o nome pela qual você é chamada, da cidade de…………………………………. , para que esteja livre e aos teus próprios cuidados, para que segundo a sua livre vontade se case com quem lhe agradar, sem impedimento algum da parte de ninguém, de hoje em diante e sempre. Você está livre, portanto, para qualquer pessoa que queira se casar com você. Seja esta a sua carta de divórcio escrita por mim, uma carta de separação e expulsão, de acordo com a lei de Moisés e Israel. _____________________________ O marido
Testemunha…………………………. filho de…………………………..
Testemunha………………………….. filho de………………………….. (Copiado de International Standard BibIe Encyclopaedia, “Divorce in OT’ in caput “Bill of Divorcement” - vol. II. p. 864 trad. do inglês, K. Yuasa). SINOPSE DO TÓPICO (I)A lei de Moisés não incentivava o divórcio, mas dispunha de mecanismos diversos, com o objetivo de garantir a dignidade humana.
II. O ENSINO DE JESUS A RESPEITO DO DIVÓRCIO
1. A pergunta dos fariseus. No diálogo de Jesus com os fariseus a questão do repúdio à mulher está sendo tratada à luz de Deuteronômio 24.1. Existe, para o gosto democrático do nosso tempo, muito machismo nessa prática. A maioria dos tradutores está abandonando a palavra “repudiar” para usar a palavra “divórcio”, instituição que regula tanto os direitos da mulher como os do homem e dos filhos, o que forma todo o corpo jurídico vigente em nossas respectivas sociedades. No contexto de Mateus 19.9, na discussão com os fariseus, Jesus mostra que, no princípio, a regra não era a separação ou o divórcio. O que Deus ajuntou não deve o homem separar. Entretanto, por causa da dureza dos corações, Moisés permitiu que houvesse separações. A pergunta dos fariseus “pode o homem repudiar sua mulher por qualquer motivo”, foi o baixíssimo nível em que caiu o casamento, por causa da interpretação machista de Deuteronômio 24.1. Segundo esse preceito o homem podia repudiar a esposa se ela não fosse agradável aos seus olhos, por ter achado nela “algo indecente”. Jesus procura mostrar o que existia desde o princípio: o padrão de Deus para o casamento e a prática do divórcio que Moisés procurava moderar e regular, para proteger a mulher. O divórcio não é uma ordem de Deus, nem uma solução que o agrade. Aqui vemos repetir-se o modelo, o padrão de Deus e a orientação pastoral. Jesus não se mostra contra a permissão outorgada por Moisés. Parece a favor dela, mas ele reformula a cláusula de exceção na frase que começa com “Eu porém vos digo“, em Mateus 19.9, tornando muito mais imperativa a manutenção do casamento. Ele estreitou a cláusula de exceção que estava indefinida, fato que a tornava por demais inclusiva. Em outras palavras, a cláusula de exceção, introduzida pela expressão “eu porém vos digo” vem responder à expectativa criada pela indagação dos fariseus, “É lícito para o homem repudiar a sua mulher por qualquer motivo?“, e está logicamente ligada ao contexto desse diálogo. Sua ausência criaria um vazio lógico e semântico dentro dessa construção. Clique aqui para ler o texto completo »
Publicado em 14 de Maio de 2013 as 05:51:06 PM
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INTRODUÇÃO
I - O divórcio no Antigo Testamento
II - O ensino de Jesus a respeito do divórcio
III - Ensinos de Paulo a Respeito do Divórcio
CONCLUSÃO
DIVÓRCIO NO PERÍODO INTERBÍBLICO
Entre os judeus, havia duas escolas importantes, que ditavam as normas de comportamento para sociedade. Essas normas vigiam no tempo de Jesus.
A Escola de Shammai
Este rabino tinha uma interpretação radical do Deuteronômio 24.1.
Segundo seu entendimento, a carta de divórcio só podia ser dada à mulher em caso de fornicação ou infidelidade conjugal. De certa forma, era uma evolução do pensamento judaico, pois uma leitura cuidadosa do texto referido dá a entender que a mulher só podia ser despedida se o homem achasse nela “coisa feia”, ou “coisa indecente”, sem que isso fosse a prática de infidelidade ou prostituição, visto que às mulheres infiéis só restava a pena de morte (cf. Lv 20.10; Dt 22.20-22). Mas a visão de Shammai era bem aceita por grande parte dos intérpretes da Lei.
Veremos que Jesus corroborou esse pensamento, quando doutrinou sobre o assunto.
A Escola de Hillel
Este era um rabino de visão liberal, e favorecia a posição do homem em relação à mulher. Para ele, o homem poderia deixar sua mulher, divorciando-se dela, “por qualquer motivo”, por qualquer “coisa feia”, ou “coisa indecente”. Tais coisas seriam as que já enumeramos antes: andar de cabelos soltos, falar com homens que não fossem seus parentes, maltratar os sogros, falar muito alto, etc. Assim, o homem podia divorciar-se a seu bel-prazer. Com isso, o divórcio, ao invés de proteger a mulher, dando-lhe direito a uma nova oportunidade de constituir um lar, fê-la uma vítima em potencial dos caprichos machistas da época.
Segundo o Dr. Alfred Edersheim, a mulher podia, “como exceção, divorciar-se, no caso de ser o marido leproso ou trabalhar em serviço sujo, por exemplo, em curtume ou em caldeira, e também no caso de apostasia religiosa, caso abraçasse uma religião herética” (citado em Divórcio à Luz da Bíblia, p.30). Esse último conceito não tem base veterotestamentária. Era uma evolução da lei judaica.
******
“[…] Existem duas linhas opostas sobre o divórcio: uma que crê que Jesus revogou o divórcio previsto em Deuteronômio 24.1-4; outra que admite que o Novo Testamento permite o divórcio em situações excepcionais[…].
Analisando o divórcio à luz da Bíblia, vimos que ele estava previsto na lei de Moisés e era realizado nos tempos do Antigo Testamento. Era uma prática comum nas comunidades judaica, grega e romana, nos dias do ministério terreno de Jesus e de seus apóstolos. Vimos também que o divórcio está amparado pelo Novo Testamento nos seguintes casos: prática de prostituição (MT 5.31,32; 19.9) e impossibilidade de reconciliação entre os cônjuges em casais mistos, desde que a iniciativa seja da parte descrente (1 Co 7.15). Fora isso, o divórcio será adultério, caso o divorciado ou a divorciada contraia novas núpcias.
John Stott, em sua obra Grandes Questões sobre o Sexo, declara de maneira resumida o propósito de Deus com o casamento e de que maneira o divórcio é visto biblicamente, nos seguintes termos:
1. Deus criou o homem, no princípio, macho e fêmea, tendo ele mesmo instituído o casamento. Era seu propósito e ideal que a sexualidade humana se realizasse através do casamento, e que esta fosse uma união exclusiva, amorosa e vitalícia.
2. Em nenhum lugar da Escritura se aconselha ou se encoraja o divórcio. Pelo contrário, mesmo no caso de ser biblicamente justificado ele continua sendo um lamentável pecado em relação ao ideal divino.
3. O divórcio e o novo casamento são permissíveis (não imperativos) sobre duas bases. A primeira é aquela em que há uma parte inocente e outra culpada de imoralidade sexual. Em segundo lugar, o cristão pode concordar com a deserção do cônjuge no caso de este se recusar a viver com ele ou ela.
Entretanto, em ambos os casos a permissão é concedida em termos negativos e relutantes. Somente querendo alguém se divorciar sobre o fundamento de infidelidade conjugal é que recasamento não resulta em adultério. Somente se a parte não cristã insiste na não convivência é que a parte cristã “não está mais sujeita” (STOTT, 1993, pp. 93,94).
Sem essa compreensão sobre casamento e divórcio, fica difícil para o pastor aconselhar as pessoas que se encontram nessa situação. Quem defende tais princípios terá condições de êxito no aconselhamento para os casais. Essa linha resumida, traçada acima por John Stott, é o padrão que a maioria das igrejas evangélicas segue, e está amparada pela Palavra de Deus.”
Texto extraído da obra ” Casamento, Divórcio e Sexo À Luz da Bíblia”, editada pela CPAD.