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O Cuidado com a Língua - Luciano de Paula Lourenço

Texto Base: Tiago 3:1-12
“Porque todos trope√ßamos em muitas coisas. Se algu√©m n√£o trope√ßa em palavra, o tal var√£o √© perfeito e poderoso para tamb√©m refrear todo o corpo” (Tg 3:2).

INTRODUÇÃO
Nesta Aula, veremos o quanto o crist√£o precisa ser cuidadoso com a l√≠ngua, pois ela pode ser um instrumento de b√™n√ß√£o ou de destrui√ß√£o.¬†Teremos como texto base Tiago 3:1-12. Tiago j√° demonstrou sua preocupa√ß√£o com os pecados da l√≠ngua em outros textos: Tg 1:19,26; 2:12; 4:11; 5:12. Em Tiago 1:19, ele encorajou seus leitores a serem “tardios para falar”, enquanto em Tg 1:26, a a√ß√£o de refrear a l√≠ngua √© destacada como um dos principais ingredientes de uma “religi√£o pura”. Agora, ele ataca o problema com certa minuciosidade. Assim como os m√©dicos de antigamente examinavam a l√≠ngua para conhecer o estado de sa√ļde do paciente, Tiago avalia a sa√ļde espiritual da pessoa por meio de suas palavras. A primeira etapa do autodiagn√≥stico s√£o os pecados da fala, que j√° tratamos sobre isso na Aula 05. Tiago concordaria com a pessoa espirituosa que disse: “Cuide de sua l√≠ngua. Ela fica num ambiente molhado, onde √© f√°cil escorregar!”.
Como vimos na Aula 05, ninguém pode se dizer religioso sem primeiro refrear sua língua (Tg 1:27). Tiago está dizendo que podemos ter um conhecimento colossal das Escrituras, podemos ter um invejável cabedal teológico, mas se não dominamos a nossa língua, a nossa religião é vã. Para Tiago, para ser um cristão verdadeiro não basta apenas a teologia ortodoxa, é preciso também uma língua controlada.
I. A SERIEDADE DOS MESTRES (Tg 3:1,2)
1. O rigor com os mestres.¬†Os mestres levam sobre si grandes responsabilidades e ser√£o julgados com especial rigor em virtude da influ√™ncia exercida sobre os outros. Ao referir-se aos “mestres”, Tiago tem em mente exatamente todos aqueles crentes que exercem a atividade de ensino na Igreja. Trazendo para os dias de hoje, aqui est√£o inclu√≠dos os obreiros em geral, professores da Escola Dominical, dirigentes de igreja, ou qualquer irm√£o em Cristo que exer√ßa, reconhecidamente, um minist√©rio de ensino entre o povo de Deus. Ora, uma vez que s√≥ pode dar quem tem para dar, isto √©, s√≥ pode ensinar quem tem realmente recebido e aprendido o bastante para poder ensinar, e uma vez tamb√©m que Jesus afirmou que “a quem muito foi dado, muito ser√° exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais ser√° pedido” (Lc 12:48), √© √≥bvio que ningu√©m tem uma responsabilidade maior do que aqueles que ensinam a Palavra de Deus. Trata-se de uma atividade extremamente honrosa e para a qual existe uma promessa extraordin√°ria de Deus: “…os que a muitos ensinam a justi√ßa refulgir√£o como as estrelas, sempre e eternamente” (Dn 12:3 - ARC). Entretanto, por outro lado, como toda ben√ß√£o, toda d√°diva, todo dom - e o ensinar √© um dom (Rm 12:6,7; Ef 4:8,11,12) - traz consigo uma responsabilidade, e essa responsabilidade √© ainda maior no caso do dom do ensino, ent√£o o ju√≠zo ser√° mais severo para os mestres. √Č o que assevera Tiago, inclusive incluindo-se entre os mestres, entre aqueles que passar√£o por esse julgamento diante de Deus: “…¬†receberemos¬†mais duro ju√≠zo”¬†(Tg 3:1).
2. A seriedade com os mestres (Tg 3:1).¬†Ensinar √© coisa s√©ria. Logo, os mestres devem exercer esta miss√£o com muita seriedade. Jesus foi muito enf√°tico e contundente ao advertir os disc√≠pulos sobre isso: “Qualquer, pois, que violar um destes menores mandamentos e assim ensinar aos homens ser√° chamado o menor no Reino dos c√©us; aquele, por√©m, que os cumprir e ensinar ser√° chamado grande no Reino dos c√©us” (Mt 5:19). Na igreja do primeiro s√©culo da era crist√£, o minist√©rio de mestre inclu√≠a n√£o s√≥ o ensino aos disc√≠pulos, mas tamb√©m a defesa da Palavra diante dos advers√°rios da f√© crist√£. Estas duas esferas de atua√ß√£o faziam parte do minist√©rio da lideran√ßa did√°tica, objetivando o cumprimento da Grande Comiss√£o: “Ide… pregai o evangelho… fazei disc√≠pulos… ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei…” (Mt 28:19,20).
3. Perfei√ß√£o que domina o corpo (Tg 3:2).¬†Usando como gancho o fato de que mesmo os mestres s√£o pass√≠veis de erro, Tiago insere o tema da l√≠ngua, ao falar do “trope√ßo na palavra”, isto √©, o trope√ßo na fala: “…¬†Se algu√©m n√£o trope√ßa em palavra, o tal var√£o √© perfeito e poderoso para tamb√©m refrear todo o corpo”.
O maior perigo daquele que ensina est√° no falar desenfreado, que leva a declara√ß√Ķes irrefletidas. Tiago n√£o diz que todo mundo usa deliberadamente mau a l√≠ngua, mas que, √†s vezes, ela √© mal empregada por todas as pessoas, involuntariamente. Tiago diz que, quem nunca √© culpado de um deslize cometido com a l√≠ngua, quem nunca profere uma palavra ociosa ou v√£, esse √©¬†perfeito, isto √©, plenamente instru√≠do, bem equilibrado e bem aparelhado para aceitar a responsabilidade de ensinar a outros e de frear toda a inclina√ß√£o menos digna. Quem tem o dom√≠nio sobre a l√≠ngua, tem igualmente o cora√ß√£o preservado, pois a boca fala do que o cora√ß√£o est√° cheio.
Todos n√≥s batalhamos contra a tenta√ß√£o de falar antes de pensar, talvez uma palavra √°spera ou cr√≠tica usada desnecessariamente, talvez uma express√£o de raiva ou √≥dio. Uma simples palavra mal empregada pode levar uma na√ß√£o √† beira da guerra, destruir uma amizade de toda a vida, desfazer uma fam√≠lia ou arruinar um casamento. Por isso, a advert√™ncia de Tiago:¬†”Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar”¬†(Tiago 1:19).
Salomão, em Provérbios 6:16-19, elenca seis pecados que Deus aborrece e um pecado que a alma de Deus abomina. Dos sete pecados, três estão ligados ao pecado da língua: a língua mentirosa, a testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos.
O maior problema da igreja em Corinto era os pecados sociais da l√≠ngua.¬†Foi necess√°rio que Paulo tratasse este problema com muita firmeza. “Rogo-vos, por√©m, irm√£os, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que n√£o haja entre v√≥s dissens√Ķes; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer“(1Co 1:10).
Portanto, amados irm√£os, discipline-se! Fa√ßa um prop√≥sito com Deus e consigo mesmo: n√£o empreste os seus l√°bios para fazer o mal. “Se algu√©m entre v√≥s cuida ser religioso, e n√£o refreia a sua l√≠ngua, antes engana o seu cora√ß√£o, a religi√£o desse √© v√£”(Tg 1:26). “Porque quem quer amar a vida e ver os dias bons, refreie a sua l√≠ngua do mal e os seus l√°bios n√£o falem engano”(1Pe 3:10). “Porque por tuas palavras ser√°s justificado, e por tuas palavras ser√°s condenado”¬†(Mt 12:37).
II. A CAPACIDADE DA L√ćNGUA (Tg 3:3-9).
1.¬†¬†As pequenas coisas no governo do todo (Tg 3:3-5).¬†”3 - Ora, n√≥s pomos¬†freio¬†nas bocas dos cavalos, para que nos obede√ßam; e conseguimos dirigir todo o seu corpo. 4 - Vede tamb√©m as naus que, sendo t√£o grandes e levadas de impetuosos ventos, se viram com um bem pequenoleme¬†para onde quer a vontade daquele que as governa. 5 - Assim tamb√©m a l√≠ngua √© um pequeno membro e gloria-se de grandes coisas”.
Aqui, Tiago faz uma analogia acerca da nossa capacidade de usarmos a l√≠ngua. A l√≠ngua tem o poder de dirigir tanto para o bem como para o mal. Tiago usa duas figuras para mostrar o poder da l√≠ngua: o freio na boca do cavalo e a do leme do navio (Tg 3:3,4). As duas ilustra√ß√Ķes evidenciam como esses dois objetos menores, essas pequenas partes de um todo, tem o poder de influenciar completamente o todo, de direcionar e dirigir todo o conjunto - o freio dirige as a√ß√Ķes do cavalo e o leme conduz o imenso navio na dire√ß√£o que o capit√£o deseja.
Para que serve um cavalo indom√°vel e selvagem?¬†Um animal ind√≥cil n√£o pode ser √ļtil, antes, √© perigoso. Mas, se voc√™ coloca¬†freio¬†nesse cavalo, voc√™ o conduz para onde voc√™ quer. Atrav√©s do freio a inclina√ß√£o selvagem √© subjugada, e ele se torna d√≥cil e √ļtil. Tiago diz que a l√≠ngua √© do mesmo jeito. Se voc√™ consegue controlar a sua l√≠ngua, tamb√©m conseguir√° dominar os seus impulsos, a sua natureza e canalizar toda a sua vida para um fim proveitoso.
A figura do leme.¬†Um navio transatl√Ęntico √© dirigido para l√° ou para c√°, pelo timoneiro, por meio de um pequeno leme. Imagine o que seria um navio sem o leme. Colocaria em risco a vida dos tripulantes, a vida dos passageiros e a carga que transporta. Isso seria um grande desastre. Sem leme, um navio seria um instrumento de morte, de naufr√°gio, de loucura. O leme, por√©m, pode conduzir esse grande transatl√Ęntico, fugindo dos rochedos, das rochas submersas e pode transportar em paz e seguran√ßa os passageiros, os tripulantes e a carga que nele est√°. O que Tiago est√° dizendo √© que se n√≥s n√£o controlarmos a nossa l√≠ngua, n√≥s seremos como um transatl√Ęntico sem leme e sem dire√ß√£o.¬†Se n√£o controlarmos nossa l√≠ngua, vamos nos arrebentar nos rochedos, vamos nos destruir e vamos ainda destruir quem est√° perto de n√≥s, porque a l√≠ngua tem poder de dirigir para bem ou para o mal. Clique aqui para ler o texto completo »

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O Cuidado com a Língua - Ev. Isaías de Jesus

TEXTO √ĀUREO¬†= “Porque todos trope√ßamos em muitas coisas. Se algu√©m n√£o trope√ßa em palavra, o tal var√£o √© perfeito e poderoso para tamb√©m refrear todo o corpo (Tg 3 2).
VERDADE PRATICA = A nossa língua pode destruir vidas, portanto sejamos cuidadosos com o que falamos.

LEITURA BIBLICA = TIAGO 3: 1-12
INTRODUÇÃO
√Č muito dif√≠cil algu√©m n√£o trope√ßar em palavras. √Äs vezes, dizemos algo que n√£o gostar√≠amos que sa√≠sse de nossos l√°bios. Quando percebemos,j√° √© tarde. √Č o que se, chama de ato falho, pois revela o que est√° no interior da pessoa e, muitas vezes, causa s√©rios problemas a quem diz e a quem ouve. Por isso, precisamos vigiar, santificando a l√≠ngua, para que n√£o venhamos a trope√ßar por palavras.
A DIFICULDADE EM DOMINAR A L√ćNGUA
1. Mais duro ju√≠zo aos mestres.¬†Tiago aconselha que muitos n√£o devem querer ser mestres, pois para estes est√° reservado “mais duro ju√≠zo” (v.l). De acordo com a B√≠blia de Estudo Pentecostal, os mestres s√£o “os pastores, dirigentes de igreja, mission√°rios, pregadores da Palavra ou qualquer pessoa que ensine √†s congrega√ß√Ķes. O professor precisa compreender que ningu√©m na igreja tem uma responsabilidade maior do que aqueles que ensinam as Sagradas Escrituras. No ju√≠zo, os mestres crist√£os ser√£o julgados com mais rigor e mais exig√™ncia do que os demais crentes”.
2. O mestre tem que ser exemplo. √Č tarefa dif√≠cil ensinar na Igreja do Senhor. As pessoas empolgam- se com os ensinos bem ministrados, fundamentados e ilustrados, mas, depois, olham para a vida do pregador. “Assim falai e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade” (Tg 2.12).
3. O var√£o perfeito (v.2).¬†O ap√≥stolo diz que “todos trope√ßamos em muitas coisas”. Ele se inclu√≠a entre os que falhavam em muitas coisas, acrescentando que “se algu√©m n√£o trope√ßa em palavra, o tal var√£o √© perfeito e poderoso para tamb√©m refrear todo o corpo”. E isso n√£o √© f√°cil. Contudo, entregando nosso eu ao controle do Esp√≠rito Santo, Ele pode refrear nossos impulsos, inclusive a compuls√£o no falar.
4. E mais fácil dominar animais e navios (vv.3,4).
Tiago diz que os cavalos e navios s√£o dominados pelo homem e que, “toda a natureza, tanto de bestas-feras como de aves, tanto de r√©pteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana”.Enquanto isso, “nenhum homem pode domar a l√≠ngua” (v.8). S√≥ h√° uma solu√ß√£o: santificar a l√≠ngua dizendo como Davi: “P√Ķe, √≥ Senhor, uma guarda √† minha boca; guarda a porta dos meus l√°bios” (SI 141.3).

OS MALES PROVENIENTES DA L√ćNGUA
1. A l√≠ngua √© um fogo (v.6a).¬†Tiago usa essa figura para mostrar que, assim, como um pequeno fogo pode incendiar um grande bosque (v.5), “a l√≠ngua tamb√©m √© um fogo; como mundo de iniq√ľidade”, posta entre os nossos membros, “e contamina todo o corpo”, “inflamada pelo curso do inferno”. Realmente, na vida quotidiana, vemos que a l√≠ngua serve de instrumento para propaga√ß√£o da mentira, das falsas doutrinas, da intriga, da inveja, das agress√Ķes verbais, dos improp√©rios, da fofoca, que tantos males t√™m causados √†s igrejas.
2. A dubiedade da l√≠ngua (vv.9, 10).¬†A l√≠ngua “est√° cheia de pe√ßonha mortal” (v.Sc). Por isso, √© preciso muito cuidado no falar, pois com a mesma l√≠ngua com que “bendizemos a Deus e Pai”, “amaldi√ßoamos os homens, feitos √† semelhan√ßa de Deus”. Ainda que de uma mesma fonte n√£o possa sair √°gua doce e √°gua amarga (Tg 3.11), ou de uma figueira sair azeitona, ou da videira sair figos (Tg 3.12), infelizmente, da mesma l√≠ngua podem sair a b√™n√ß√£o e a maldi√ß√£o. N√£o nos esque√ßamos de que um dia cada um dar√° contas a Deus at√© das palavras ociosas. Jesus advertiu: “Seja, por√©m, o vosso falar: Sim, sim; n√£o, n√£o, porque o que passa disso √© de proced√™ncia maligna” (Mt 5.37).
3. Todos trope√ßam em muitas coisas (3.2).¬†Estas “muitas coisas” aqui mencionadas pelo ap√≥stolo incluem necessariamente o falar. Quem, sinceramente, n√£o se lembra de uma ou mais ocasi√Ķes em que fez mau uso da l√≠ngua para expressar ira, murmura√ß√£o ou para prejudicar a reputa√ß√£o do seu semelhante?

Salom√£o encara esta quest√£o com extremo realismo quando diz: “Tampouco apliques o teu cora√ß√£o a todas as palavras que se disserem, para que n√£o venhas a ouvir que o teu servo te amaldi√ßoa. Porque o teu cora√ß√£o tamb√©m j√° confessou muitas vezes que tu amaldi√ßoaste a outros” (Ec 7.21,22).
Por isso a advert√™ncia de Jesus deve sempre ressoar em nossos cora√ß√Ķes: “Porque por tuas palavras ser√°s justificado, e por tuas palavras ser√°s condenado” (Mt 12.37).
3. A l√≠ngua √© humanamente indom√°vel (3.8).¬†Tiago diz que se pode disciplinar o cavalo e gui√°-lo com r√©deas, bem como o navio se deixa navegar sob o comando dum pequeno leme, “mas nenhum homem pode domar a l√≠ngua. √Č um mal que n√£o se pode refrear; est√° cheia de pe√ßonha mortal (v.8).Um cavalo sem r√©deas pode tornar-se um destruidor, tal como um navio sem leme pode ser destru√≠do ou causar a destrui√ß√£o de outros. Da mesma forma, a menos que o homem discipline o seu falar, a l√≠ngua poder√° torn√°-lo destrutivo e auto-destrut√≠vel.
4. Com a l√≠ngua tanto se bendiz quanto se amaldi√ßoa (3.9).¬†Como √© poss√≠vel que um mesmo instrumento tenha a capacidade de ser usado para fins t√£o opostos entre si?A l√≠ngua √© capaz disto. Ela tanto bendiz ao Deus Criador como amaldi√ßoa o homem, feito √† semelhan√ßa divina. Aturdido, em face de esta duplicidade no uso da l√≠ngua, suplica o ap√≥stolo do Senhor:¬†¬†”Meus irm√£os, n√£o conv√©m que isto se fa√ßa assim” (v.10). Que Deus nos guarde do mau uso da l√≠ngua!
OS CRIMES COMETIDOS COM A L√ćNGUA
1. A cal√ļnia.¬†Pode ser feita atrav√©s da mentira, falsidade e inven√ß√£o contra algu√©m. A lei jur√≠dica brasileira prev√™ pena contra os caluniadores. E de admirar que, em muitas igrejas, quem calunia n√£o sofre qualquer a√ß√£o disciplinar e com isso o mal se avoluma, pois o caluniador √© assim estimulado na sua tarefa maligna e destruidora dos valores alheios. Outros, da mesma √≠ndole, t√™m prazer em relembrar, comentar e espalhar fraquezas, imperfei√ß√Ķes e pecados dos outros, servindo-se da l√≠ngua. A B√≠blia condena a cal√ļnia (ler o SI 101.5). “N√£o dir√°s falso testemunho contra teu pr√≥ximo” (√äx 20.16). (Ver √äx 23.7; Dt 5.20; Pv 19.9.)¬†¬†Hoje, h√° pessoas que est√£o desviadas dos caminhos do Senhor, porque foram v√≠timas de cal√ļnia de algum irm√£o.
2. A difama√ß√£o.¬†Da mesma forma, √© crime contra a honra, previsto no C√≥d√Įgo Penal Brasileiro. √Č perigoso o trope√ßo na palavra, falar contra a honra de algu√©m.Muitas vezes, o obreiro “passa a m√£o por cima” do difamador para n√£o d√° esc√Ęndalo. Se algu√©m fuma √© “cortado” da comunh√£o. Fumar √© pecado contra o corpo, mas ser√° isso mais grave que difamar algu√©m?
Uma jovem contou que seu pastor excluiu-a da igreja, porque um irm√£o disse que ela estava namorando com um incr√©dulo, quando isto n√£o era verdade. Nem sequer teve oportunidade de defesa. Enquanto isso, o difamador ficou normalmente nas atividades da congrega√ß√£o. A B√≠blia diz: “Irm√£os, n√£o faleis mal uns dos outros” (Tg 4.11 a).
3. A inj√ļria.¬†‚ÄėJesus, no Serm√£o da Montanha, disse: “…e qualquer que chamar a seu irm√£o de ra√ßa ser√° r√©u do sin√©drio; e qualquer que lhe chamar de louco ser√° r√©u do fogo do inferno” (Mt 5.22b). H√° uma atitude de dois pesos e duas medidas, em muitas igrejas, quando s√≥ s√£o punidos aqueles que adulteram ou roubam, mas ficam totalmente impunes os caluniadores, injuriadores e difamadores. Algu√©m responder√° por isso no ju√≠zo de Deus.
OUTROS TROPEÇOS NA PALAVRA
1. O boato.¬†Originariamente, boato vem do latim boatu, significando “mugido ou berro de boi”. Hoje, significa “not√≠cia an√īnima, que corre publicamente sem confirma√ß√£o; baleia; rumor, zunzunzum”. H√° um dem√īnio espalhando esse tipo de coisa em muitas igrejas. √Č o “ouvi dizer…”, o “disseme-disse”, sin√īnimos de mexerico. J√° √© conhecida a hist√≥ria do homem que espalhou boato contra outro. Este, abatido, ficou doente. Depois, ficou provado que o fato n√£o era verdade. O boateiro foi pedir perd√£o ao atingido pela m√° not√≠cia. Este lhe disse: “Eu perd√īo se voc√™ fizer duas coisas”, O outro indagou: “O que?” Primeiro, que voc√™ pegue este saco de penas, suba o monte e deixe o vento lev√°-las. O boateiro disse: “Sim, isto √© f√°cil. Fa√ßo logo”. E o fez. Ao retornar, o homem doente lhe disse: “Agora, pe√ßo que fa√ßa a segunda coisa: v√° e junte todas as penas que espalhou”.
O mentiroso disse: Ah! Isso √© imposs√≠vel! A Palavra de Deus condena esse tipo de mal uso da l√≠ngua (ler Lv 19.16; Ex 23.1). Tenhamos cuidado com esse “mugido de boi” do Diabo!
2. A murmura√ß√£o.¬†Murmurar significa “dizer em voz baixa; segredar; censurar disfar√ßadamente; conversar, difamando ou desacreditando”. Os dem√īnios da murmura√ß√£o est√£o soltos no meio de muitas igrejas. √Č crente falando contra o pastor e sua fam√≠lia e vice-versa; √© obreiro falando contra outro; √© esposa de obreiro murmurando contra esse ou aquele crente; s√≥ quem gosta disso √© o Diabo, causando tristeza e dissens√Ķes nas igrejas. Devemos ter cuidado, pois Deus ouve as murmura√ß√Ķes (√äx 16.7,8; SI 31.13). A B√≠blia ordena: “Fazei todas as coisas sem murmura√ß√Ķes nem contendas” (Fp 2.14).
3. As palavras torpes.¬†”N√£o saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas s√≥ a que for boa para promover a edifica√ß√£o, para que d√™ gra√ßa aos que a ouvem?” (Ef 4.29).
S√£o palavras chulas, ou grosseiras; pornofonias (palavras ou express√Ķes obscenas); pornografias. Ou seja: baquilo relativo √† prostitui√ß√£o, a coisas obscenas, (sejam por revistas, filmes, etc.), piadas grosseiras; anedotas que ridicularizam as coisas de Deus. Tudo isso leva o crente a trope√ßar na palavra, usando a l√≠ngua para agradar ao Diabo e entristecer o Esp√≠rito Santo.
ILUSTRANDO O PODER DAS PALAVRAS
N√£o pode haver duplicidade na palavra do crist√£o. O d√ļplice pensar n√£o deve fazer parte do estilo de vida do seguidor de Jesus Cristo. Procurando ilustrar o que isto significa, Tiago pergunta: “Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial √°gua doce e √°gua amargosa?Meus irm√£os podem tamb√©m a figueira produzir azeitonas, ou a videira figos? Assim tampouco pode uma fonte dar √°gua salgada e doce” (vv.11.12).¬†¬†Atentemos, pois, para esta tr√≠plice ilustra√ß√£o do poder das palavras, feita pelo ap√≥stolo: Clique aqui para ler o texto completo »

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O Cuidado com a Língua - AD Londrina

Aula ministrada pelo Pr. Wilsonei Mattos para EBD da Asssembléia de Deus em Londrina.

Acesse: www.adlondrina.com.br

Lição 8 - 3T/2014

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O Cuidado com a Língua - Pr. Geraldo Carneiro Filho

ESCOLA B√ćBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANG√ČLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITER√ďI - RJ
LI√á√ÉO N¬ļ 08 - DATA: 24/08/2014
T√ćTULO: “O CUIDADO COM A L√ćNGUA”
TEXTO √ĀUREO - Tg 3.2
LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE: Tg 3.1-12
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/

I - INTRODUÇÃO:

Um dos piores pecados é o da língua; os resultados abaladoramente sérios.Quantos filhos de Deus sucumbiriam chorando amargamente, se pudessem ver a amplitude e as consequências dos seus pecados da língua!

II - O TROPEÇO NA PALAVRA:

√Č muito dif√≠cil algu√©m n√£o tro¬≠pe√ßar em palavras. √Äs vezes, dize¬≠mos algo que n√£o gostar√≠amos que sa√≠sse de nossos l√°bios. Quando per¬≠cebemos, j√° √© tarde. √Č o que se cha¬≠ma de ato falho, pois revela o que est√° no interior da pessoa e, muitas vezes, causa s√©rios problemas a quem diz e a quem ouve. Por isso, precisamos vigiar, santificando a l√≠n¬≠gua, para que n√£o venhamos a tro¬≠pe√ßar por palavras.

(1) - Mais duro ju√≠zo aos mestres - Tg 3.1 -¬†Tiago aconselha que muitos n√£o de¬≠vem querer ser mestres, pois para estes est√° reservado “mais duro ju√≠zo”. De acordo com a¬†B√≠blia de Estudo Pentecostal,¬†os mestres s√£o “os pastores, dirigentes de igreja, mission√°rios, pregadores da Palavra ou qualquer pessoa que en¬≠sine √†s congrega√ß√Ķes. O professor precisa compreender que ningu√©m na igreja tem uma responsabilidade maior do que aqueles que ensinam as Sagradas Escrituras. No ju√≠zo, os mestres crist√£os ser√£o julgados com mais rigor e mais exig√™ncia do que os demais crentes”.

(2) - O mestre tem que¬†ser¬†exem¬≠plo -¬†√Čtarefa dif√≠cil ensinar na Igreja do Senhor. As pessoas empolgam-se com os ensinos bem ministrados, fundamentados e ilustrados, mas, depois, olham para a vida do pregador - Tg 2.12.

(3) - O var√£o perfeito - Tg 3.2 -¬†O ap√≥stolo diz que “todos trope√ßamos em muitas coisas”. Ele se inclu√≠a en¬≠tre os que falhavam em muitas coisas, acrescentando que “se algu√©m n√£o trope√ßa em palavra, o tal var√£o √© perfeito e poderoso para tamb√©m refrear todo o corpo”. E isso n√£o √© f√°cil. Contudo, entregando nosso eu ao controle do Esp√≠rito Santo, Ele pode refrear nossos impulsos, inclu¬≠sive a compuls√£o no falar.

(4) - √Č mais f√°cil dominar animais e navios - Tg 3.3-4 -¬†Tiago diz que os cavalos e navios s√£o dominados pelo homem e que, “toda a natureza, tan¬≠to de bestas-feras como de aves, tan¬≠to de r√©pteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana”. Enquanto isso, “nenhum homem pode domar a l√≠n¬≠gua” (Tg 3.8). S√≥ h√° uma solu√ß√£o: san¬≠tificar a l√≠ngua dizendo como Davi: “P√Ķe, √≥ Senhor, uma guarda √† mi¬≠nha boca; guarda a porta dos meus l√°bios” (Sl 141.3).

III - OS MALES PROVENIENTES DA L√ćNGUA:

(1) - A l√≠ngua √© um fogo - Tg 3.6a -Tiago usa essa figura para mostrar que, assim, como um pequeno fogo pode incendiar um grande bosque (Tg 3.5), “a l√≠ngua tamb√©m √© um fogo; como mundo de iniquidade”, posta entre os nossos membros, “e contamina todo o corpo”, “inflamada pelo curso do inferno”. Realmente, na vida quotidiana, vemos que a l√≠ngua serve de instrumento para propaga¬≠√ß√£o da mentira, das falsas doutrinas, da intriga, da inveja, das agress√Ķes verbais, dos improp√©rios, da fofoca, que tantos males t√™m causados √†s igrejas.

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O Cuidado com a Língua - Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco

Aula pr√©via referente a Li√ß√£o 8: O Cuidado com a L√≠ngua do 3¬ļ Trimestre de 2014: F√© e obras ‚ÄĒ ensinos de Tiago para uma vida crist√£ aut√™ntica, como prepara√ß√£o dos Professores da EBD durante a semana anterior a aula.

Lição 8 - 3T/2014

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O Cuidado com a Língua - Sulamita Macêdo

Professoras e professores, observem estas orienta√ß√Ķes:

1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:

- Cumprimentem os alunos.

- Perguntem como passaram a semana.

- Escutem atentamente o que eles falam.

- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se h√° alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.

2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.

3 - Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email.Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.

4 - Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.

5 - Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associada a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!

6 - Agora, iniciem o estudo da li√ß√£o. Observem as seguintes sugest√Ķes:

- Falem que o tema da aula é sobre o cuidado que devemos ter com a língua, isto é, com aquilo que falamos.

- Dividam a turma em duplas ou trios, distribuam um provérbio abaixo para cada grupo, peçam para que eles leiam e pensem sobre seu significado. Depois, eles devem, diante da turma, ler o provérbio e falar o que entendem sobre ele.

“Quando morrer o corpo vai num caix√£o, a l√≠ngua num caminh√£o”.

“Fulano tem coceira na l√≠ngua”.

“Boca fechada n√£o entra mosca”.

“Quem muito fala, muito erra”.

“O tolo calado passa por s√°bio”.

“A boca fala do que o cora√ß√£o est√° cheio”.

“Quem conta um conto, aumenta um ponto”.

“Quem muito fala, d√° bom dia a cavalo”.

- Coloquem no quadro as seguintes figuras:

Freio de cavalo

Leme de navio

Fogo

Veneno

Fonte

√Ārvore: Oliveira e Figueira

- Falem: Tiago nos alerta quanto ao uso da língua através destas figuras.

- Agora, pe√ßam para os alunos abrirem a B√≠blia em Tg 3.2 a 12. Fa√ßam uma leitura compartilhada destes vers√≠culos, que consiste em cada aluno ler um vers√≠culo ou at√© mesmo a turma ler alguns vers√≠culos que precisam ser mais enfatizados.√Ä medida que a leitura for realizada voc√™s analisam o que foi lido com a figura proposta por Tiago e o uso da l√≠ngua, apresentando exemplos e orienta√ß√Ķes contextualizadas com o tipo de aluno que voc√™ ensina.

- Depois, coloquem no quadro a figura abaixo ou apresentem como slide. Leiam e reflitam sobre o poder de um boato.

- Depois, leiam o texto¬†“As Tr√™s Peneiras”,¬†que proporcionar√° a reflex√£o sobre o cuidado de passar boatos em 03 peneiras antes de repass√°-los adiante.

- Para concluir, utilizem a din√Ęmica¬†“Portador de B√™n√ß√£o”.Tenham uma excelente e produtiva aula!
Din√Ęmica: Portador de B√™n√ß√£o

Objetivo: Concluir o estudo sobre o cuidado com o que falamos, transmitindo uma mensagem abençoadora para os colegas.

Material:Não é necessário

Procedimento:

- Falem: Estudamos sobre o cuidado com aquilo que falamos.

- Continuem, falando: Fomos alertados que de uma mesma boca n√£o pode proferir b√™n√ß√£o e maldi√ß√£o. Agora, vamos ser portador de uma mensagem aben√ßoadora para os colegas, usando adequadamente nossa fala.- Antes, vejamos o que a B√≠blia nos diz sobre isto:”Eis que recebi mandado de aben√ßoar; pois ele tem aben√ßoado, e eu n√£o o posso revogar”(Nm 23.20).¬†”O Senhor Deus me deu uma l√≠ngua erudita, para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que est√° cansado”(Isa√≠as 50:4).

- Depois, organizem os alunos em 02 grupos.

- Peçam para que cada aluno transmita uma mensagem abençoadora para os colegas do seu grupo.

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O Cuidado com a Língua - Ev. Natalino das Neves

Aula ministrada pelo Ev. Natalino das Neves - Projeto IEADSJP_EBDTV.

Projeto da IEADSJP - Igreja Evangélica Assembleia de Deus de São José dos Pinhais

Baixe, também, os slides da aula, clicando aqui.

Publicado no Blog do Ev. Natalino das Neves

Lição 8 - 3T/2014

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O Cuidado com a Língua - Ev. José Roberto A. Barbosa


O CUIDADO COM A L√ćNGUA

Texto √Āureo Tg. 3.2 - Leitura B√≠blica Tg. 3.1-12
Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

www.subsidioebd.blogspot.com

Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO

O uso inadequado da l√≠ngua pode resultar em preju√≠zos irrepar√°veis. Por isso, o crist√£o precisa ter cuidado para n√£o se perder ao falar. Na aula de hoje, estudaremos a respeito desse importante assunto. Inicialmente mostraremos o poder da l√≠ngua, principalmente para a destrui√ß√£o das vidas. Em seguida, nos voltaremos para o perigo de uma l√≠ngua descontrolado, que leva √† ruina. Ao final, apontaremos algumas dire√ß√Ķes com vistas ao uso correto da l√≠ngua, com vistas √† edifica√ß√£o.
1. O PODER DA L√ćNGUA

As palavras t√™m o poder de ferir as pessoas, por isso todo crist√£o deveria medir bem as consequ√™ncias do que vai dizer. Esse tema √© recorrentemente abordado por Salom√£o nos Prov√©rbios. Em Pv. 6.16-19 encontramos seis pecados que Deus aborrece, e um que Ele abomina, tr√™s deles ligados √† l√≠ngua: a l√≠ngua mentirosa, a testemunha falsa e o que semeia contenda entre os irm√£os. Para Tiago, o dom√≠nio da l√≠ngua √© uma das manifesta√ß√Ķes da verdadeira religiosidade. Ningu√©m pode se considerar autenticamente crist√£o a menos que seja capaz de dominar a sua l√≠ngua. Aqueles que est√£o no magist√©rio crist√£o, isto √©, que foram vocacionados para o ensino, devem ter mais cuidado ainda (Tg. 3.1). Os l√≠deres costumam ser observados nesse particular, e se n√£o vigiarem poder√£o colocar o minist√©rio a perder por causa de uma l√≠ngua desenfreada. H√° pastores que perdem o controle por qualquer motivo, e ao se exasperarem revelam quem seus sentimentos mais destruidores. Por esse motivo Tiago lembra que aquele que n√£o trope√ßa na l√≠ngua √© var√£o perfeito (Tg. 3.2). N√£o podemos deixar de destacar que a l√≠ngua tem o poder de dirigir, podemos orientar uma multid√£o pelo poder da l√≠ngua (Tg. 3.3,4). Muitos l√≠deres levaram as massas a tomar decis√Ķes pelo poder da palavra, como Martin Luther King Jr. E Adolf Hitler. O primeiro usou as palavras em prol dos direitos civis, para o bem da sociedade. O segundo tamb√©m o usou a l√≠ngua, conseguiu atingir as massas, mas para propagar ideias destruidoras. Isso mostra que a l√≠ngua tanto tem o poder de construir quanto destruir, motivar as pessoas quanto menospreza-las. Ainda que essa seja pequena, comparada por Tiago a um freio e leme, √© capaz de causar estragos de alta propor√ß√£o. Como uma fagulha e uma por√ß√£o de veneno, pode incendiar uma floresta inteira. Um boato na igreja pode destruir uma pessoa, e em alguns casos, toda uma fam√≠lia (Ef. 4.29). Os crist√£os devem avaliar criteriosamente as declara√ß√Ķes a respeito de um irm√£o ou irm√£, antes de dirigir qualquer julgamento. A l√≠ngua pode ser: perigosa (Tg. 3.6), indom√°vel (Tg. 3.7). Por outro lado, esse pequeno instrumento tamb√©m pode ser utilizado para glorificar a Deus, e para aben√ßoar as pessoas.

2. O DESCONTROLE DA L√ćNGUA

Tiago destacou, no in√≠cio da sua Ep√≠stola, que se algu√©m se considera religioso, mas n√£o refreia a sua l√≠ngua, engana-se a si mesmo. Sua religi√£o n√£o tem valor algum (Tg. 1.26). O descontrole da l√≠ngua √© um desastre, por isso os que ocupam posi√ß√£o de lideran√ßa devem estar atentos (Gl. 6.7). Isso porque, como advertiu o Senhor, a quem muito √© dado, mais ainda ser√° exigido (Lc. 12.48). Um l√≠der com uma l√≠ngua descontrolada √© perigoso porque ele pode fazer trope√ßar um dos pequeninos do Senhor (Mt. 18.6). H√° pastores que utilizam o p√ļlpito para desabafar, alguns deles para verbalizar seus descontroles emocionais. Esses est√£o ferindo muitos crentes com suas palavras impensadas, al√©m de desviar as ovelhas do rebanho, ainda preparam a pr√≥pria ruina (Mt. 7.1,2; Rm. 2.1-3). Jesus lembrou que a boca fala do que o cora√ß√£o est√° cheio (Mt. 12.34), h√° pessoas que est√£o cheias de √≥dio e ressentimento. Por isso, quando se dirigem aos outros, at√© mesmo dentro das igrejas, liberam apenas veneno. Lembremos que √© do interior do cora√ß√£o que v√™m os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os roubos, homic√≠dios, adult√©rios, cobi√ßas, engano, arrog√Ęncia e insensatez (Mc. 7.21,22). Existem pessoas t√≥xicas, que n√£o h√° quem suporte ficar perto delas, n√£o desperdi√ßam as oportunidades para causar destrui√ß√£o atrav√©s da l√≠ngua. Como bem lembra o autor dos Prov√©rbios, essas pessoas est√£o sendo conduzidas √† destrui√ß√£o (Pv. 10.8), pois acomodam sentimentos de viol√™ncia (Pv. 10.11), elas cavam a pr√≥pria cova (Pv. 26.27,28), suas conversas √© armadilha e desgra√ßa (Pv. 18.7). O uso da l√≠ngua no ambiente familiar precisa ser bem avaliado, muitos pais est√£o destruindo a vida dos filhos, dirigindo-lhes palavras de menosprezo. H√° pais que adjetivam seus filhos com palavras de menosprezo, resultado em baixa estima, e complexo de inferioridade. Marido e mulher devem ponderar no uso das palavras, os julgamentos precipitados, express√Ķes jocosas, podem destruir o relacionamento conjugal. Ao inv√©s de usar as palavras para destruir, devemos elogiar sempre que poss√≠vel, reconhecendo o potencial das pessoas.

3. O USO CORRETO DA L√ćNGUA

O dom√≠nio da l√≠ngua deve ser a meta de todo crist√£o que quer viver uma religiosidade madura. Como os homens aprenderam a domar os animais, devem fazer o mesmo com a l√≠ngua. E isso somente poder√° ser feito pelo poder do Esp√≠rito Santo, atrav√©s da produ√ß√£o do Seu fruto no crist√£o (Gl. 5.22). Ao longo do tempo, em um processo de “adestramento” espiritual, o crente aprende a n√£o se enredar por meio do falar (Pv. 12.13). Devemos aprender com Jesus, at√© mesmo quando somos insultados, a n√£o abrir a boca, a entregar as palavras destruidoras √†quele que julga com justi√ßa (I Pe. 2.22,23). Como Davi, devemos orar ao Senhor pedindo que Ele coloque uma guarda √† nossa boca (Sl. 141.3). Reconhecemos que h√° em n√≥s uma natureza corrompida, que precisa ser controlada pelo Esp√≠rito (Mt. 7.15-18). Mas quando somos espirituais, dirigidos pelo Esp√≠rito, orientados pela Palavra, controlamos os l√°bios (Tg. 3.12). O crist√£o deve investir na coer√™ncia, na rela√ß√£o entre o que diz e o que faz, n√£o pode haver dubiedade, muito menos contradi√ß√£o, entre o falar e o proceder do crist√£o (Tg. 5.12). Evidentemente n√£o somos perfeitos, mas n√£o podemos deixar de buscar a perfei√ß√£o. N√£o devemos permitir que palavras imorais nos conduzam √† impureza, tenhamos cuidado com aqueles que se assentam na roda dos escarnecedores, apenas para falarem improp√©rios (Mt. 15.18,19). No dia de Ju√≠zo daremos conta de toda palavra in√ļtil que tivermos falado, seremos absolvidos ou condenados pelas nossas palavras (Mt. 12.36,37). A l√≠ngua deve ser um instrumento para o crist√£o aben√ßoar, n√£o amaldi√ßoar as pessoas. O uso correto da l√≠ngua mostra quem de fato somos, afinal somos conhecidos pelos nossos frutos, e um deles √© a palavra (Mt. 7.16-20). Quando falamos revelamos quem somos, nossas cren√ßas, posi√ß√Ķes e interesses. Se investimos em espiritualidade, mostraremos por meios das palavras, que somos de Deus (Ef. 4.29).

CONCLUSÃO

Com o autor de Provérbios, devemos lembrar sempre que a língua tem um poder terapêutico, portanto, devemos usar a língua para o bem do próximo, nunca para o mal (Pv. 12.18; 15.4). A sabedoria consiste justamente na capacidade de saber distinguir o momento de falar e o de ficar calado (Pv. 10.19). O descontrole deve dar lugar à paciência, para não sermos contados entre os tolos (Ec. 7.8,9). Ao invés de revidar, o melhor mesmo é aceitar a instrução do Senhor, somente assim seremos verdadeiramente sábios (Pv. 19.20).

BIBLIOGRAFIA

MOTYER, J. A. The message of James. Downers Grove, Inter Versity Press, 1985.

WIERSBE, W. W. Be mature: James. Colorado Springs: David C. Cook, 2008.

Publicado no blog Subsídio EBD 

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A Fé se Manifesta em Obras - Rede Brasil de Comunicação

Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Aílton José Alves

Av. Cruz Cabug√°, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 Fone: 3084 1524

LI√á√ÉO 07 - A F√Č SE MANIFESTA EM OBRAS - 3¬ļ TRIMESTRE 2014

(Tg 2.14-26)

INTRODUÇÃO

Em Tiago 2.14-26 vemos o apóstolo chamando a atenção dos cristãos quanto a práticas das boas obras como demonstração da fé que professavam ter em Cristo. Tiago é enfático ao asseverar que a fé sem as obras é morta. Na verdade a exortação quanto a prática da fé não é apenas um ensinamento peculiar do apóstolo, mas que faz parte do Novo Testamento e é perfeitamente aplicável a todo e qualquer servo de Deus.

I - DEFINI√á√ēES

1.1 F√©. A palavra f√© no hebraico √© “heemim” e no grego √© “pisteu√Ķ”. A B√≠blia diz que “a f√© √© o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se n√£o v√™em” (Hb 11.1). “√Č a confian√ßa que depositamos em todas as provid√™ncias de Deus. √Č a cren√ßa de que Ele est√° no comando de tudo, e que √© capaz de manter as leis que estabeleceu. √Č a convic√ß√£o de que a sua Palavra √© a verdade. Enfim, √© a tranquilidade que depositamos no plano de salva√ß√£o por Deus estabelecido, e executado por seu Filho no Calv√°rio” (ANDRADE, 2006, p. 188).

1.2 Obras. A palavra obra no grego “ergon” denota “trabalho, a√ß√£o, ato”. Ocorre frequentemente indicando as a√ß√Ķes humanas, boas ou ruins (Mt 23.3; 26.10; Jo 3.20,21; Rm 2.7,15; I Ts 1.3; 2 Ts 1.11). Pode-se dizer que as obras de que Tiago se refere √© “tudo quando se faz, pela f√©, visando a expans√£o do Reino de Deus. √Č a maior evid√™ncia de uma f√© viva e eficaz. Pelas obras atesta-se a qualidade da f√©” (ANDRADE, 2006, p. 282).

II - F√Č E OBRAS NA PERSPECTIVA DE TIAGO E DE PAULO

A passagem de Tiago 2.14-26 √© a mais conhecida e mais debatida da ep√≠stola. Estes vers√≠culos, mais do que quaisquer outros, levaram Martinho Lutero (s√©culo XVI), a descrever este livro como “uma ep√≠stola que n√£o passa de palha” por n√£o mencionar a justifica√ß√£o pela f√© mas pelas obras. A maior das dificuldades na interpreta√ß√£o surgiram por n√£o se entender que Tiago n√£o estava refutando a doutrina paulina da justifica√ß√£o pela f√©, mas antes uma distor√ß√£o dela o que Paulo tamb√©m o fez (Rm 6.1,2). Na verdade, o que Paulo rejeita s√£o obras sem f√© (Gl 2.16); o que Tiago rejeita √© a f√© sem obras (Tg 2.14); Paulo nega a efic√°cia das obras antes da convers√£o (Ef 2.9); Tiago apela √† necessidade das obras depois da convers√£o (Tg 2.18); Paulo declara como algu√©m √© justificado (Rm 8.33); Tiago enfatiza como algu√©m deve viver depois de justificado (Tg 2.15-17); Paulo confirma a declara√ß√£o por Deus da nossa retid√£o (Rm 5.1); Tiago fala da demonstra√ß√£o da nossa retid√£o (Tg 2.22); Abra√£o foi justificado porque creu em Deus (Rm 4.3); Abra√£o foi justificado porque obedeceu a Deus (Tg 2.21-24).

III - O ENSINO DO NT SOBRE AS OBRAS COMO EVID√äNCIA DA F√Č

Tiago falou que nascemos da Palavra (Tg 1.18), ouvimos a Palavra (Tg 1.19), acolhemos a Palavra (Tg 1.21), mas devemos tamb√©m praticar a Palavra (Tg 1.23). Ouvir a Palavra e falar a Palavra n√£o substitui o praticar a Palavra. “O fato √© que ningu√©m pode ser salvo mediante as obras, mas tampouco ningu√©m pode ser salvo sem produzir obras” (BARCLAY, sd, p. 87). A √™nfase de Tiago sobre as obras que devem acompanhar a f√©, tem a mesma caracter√≠stica de todo o ensino do Novo Testamento. Abaixo destacaremos alguns exemplos:

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A Fé se Manifesta em Obras - Pr. César Moisés

Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula.

O Pr. César Moisés ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical falando sobre o tema da lição 7 - A Fé se Manifesta em Obras.

Lição 7 - 3T/2014

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