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Comentário da Lição 5 - Ev. Luiz Henrique

TEXTO ÁUREO
“O alto caminho dos retos é desviar-se do mal; o que guarda o seu caminho preserva a sua alma” (Pv 16.17).
VERDADE PRÁTICA
Os passos de um homem bom são guiados pelo Senhor; e sua retidão será retribuída com bênçãos e prosperidade.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 39.7-9; 45.4,5.
Gênesis 39.7-9
7 E aconteceu, depois destas coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e disse: Deita-te comigo.
8 Porém ele recusou e disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor não sabe do que há em casa comigo e entregou em minha mão tudo o que tem.
9 Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como, pois, faria eu este tamanho mal e pecaria contra DEUS?
Gênesis 39.45.4,5
4 E disse José a seus irmãos: Peço-vos, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então, disse ele: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito.
5 Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque, para conservação da vida, DEUS me enviou diante da vossa face.
JOSÉ: O nome José significa, “O Senhor acrescentará” e era um nome muito comum na época da Bíblia. Apesar de existirem vários Josés mencionados na Bíblia, tem um José que se destaca - o filho de Jacó e o outro por ser o esposo de Maria, aquela que deu a luz ao Senhor JESUS (Que na verdade, não teve qualquer participação na concepção de JESUS, pois esse foi um ato do ESPÍRITO SANTO). Apesar de ter sofrido muitas dificuldades e pessoas más, José permaneceu fiel a DEUS e generoso para com outras pessoas. Como resultado, DEUS o fez ser extremamente bem sucedido e o usou para salvar toda a raça hebraica. (BÍBLIA ILUMINA)

Era plano de DEUS que a família de Abraão fosse ao Egito - DEUS conhece o futuro.
»GÊNESIS [15]
13 Então disse o Senhor a Abrão: Sabe com certeza que a tua descendência será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos; 14 sabe também que eu julgarei a nação a qual ela tem de servir; e depois sairá com muitos bens.
A rivalidade entres os irmãos (filhos de Jacó ou Israel) só era uma cadeia de acontecimentos para que a vontade de DEUS fosse realizada.
Em Rm 9.11 vemos que o menor sendo superior para DEUS do que o maior, é normal na família de Abraão, já indicando que não é nada por merecimento, mas pela graça de DEUS:
Rm 9.11 (pois não tendo os gêmeos ainda nascido, nem tendo praticado bem ou mal, para que o propósito de Deus segundo a eleição permanecesse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama), 12 foi-lhe dito: O maior servirá o menor.
Parece que Jacó não tinha aprendido muito com o problema de preferência de filhos em sua família (depois de ter sofrido tanto por isso), agora coloca em José uma túnica real.
A inveja vai se alastrando pouco a pouco incendiada pela preferência revelada pelo pai.
Jacó reconhecia nitidamente a mão de DEUS nas coisas e tratou de “dar uma mãozinha”, o que acabou prejudicando seu filho José, mas tudo dentro do plano divino.
O local onde José passou tanto aperto, era bem próximo onde Eliseu se viu cercado por carros de DEUS. 2Rs 6.13-17).
José é chamado de Sonhador. Rúben como mais velho, tinha maior responsabilidade junto ao pai e por isso hesitou sobre a morte de José.
A caverna onde José fora lançado era uma cisterna seca, sem água.
Os irmãos ainda fizeram uma refeição enquanto tramavam contra seu irmão mais novo, isso é sinal de dureza de coração.
Os ismaelitas faziam rota de Damasco para o Egito para venderem especiarias e escravos.
Judá interfere para proveito próprio com a idéia do sangue de animal (bode) em lugar do sangue de José. Nos lembra o sangue do carneiro em lugar do sangue de Isaque, mas para JESUS não havia substituto.
Ismaelitas ou Midianitas eram os mesmos que hoje denominamos árabes. ou seja um povo fora da aliança Abraãmica com DEUS, para que deles viesse a nascer JESUS.
As 20 moedas eram o preço normal de um escravo da época, assim como para JESUS foram cobradas trinta, pela sua importância para os compradores.
é dada a notícia da “morte de José” a seu pai: vemos o desespero de Jacó na perca do filho que para ele era o principal de seus filhos e o mais querido por ele.
Agora Potifar entra na história como comandante da guarda de Faraó, podendo ser usado também o título de carcereiro-chefe da guarda de Faraó.
José se torna homem de sucesso entre os prisioneiros.
Assim como Sansão, José é tentado, mas recusa-se a ser como os demais antes dele que devido à confiança de seu patrão não souberam lidar com a fama e com as regalias de uma vida melhor. Ele tinha DEUS em sua vida. Tinha caráter, adquirido é claro com a convivência com DEUS vendo e ouvindo seu pai falar com DEUS.
Depois da Adulação veio o ataque final, mas José estava preparado a fugir da aparência do mal.
2Tm 2.22 Foge também das paixões da mocidade, e segue a justiça, a fé, o amor, a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor.
Jo 10:5 mas de modo algum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos.
Como vemos, nem sempre o certo é enfrentar o mal, mas às vezes o melhor é fugir do mesmo.
A adúltera exige a morte do escravo hebreu (termo utilizado no sentido pejorativo), morto, ele não poderia testemunhar contra ela.
parece que Potifar tinha lá suas dúvidas sobre sua esposa, pois também conhecia José e seu testemunho. A pena é abrandada para uma prisão possivelmente com trabalhos forçados em uma fortaleza do rei (faraó).
Foi acorrentado a princípio, mas com a providência de DEUS a seu favor, achou graça diante de todos e pode se tornar membro de confiança ali também.
O copeiro e o padeiro eram figuras ilustres que ali se achavam acusados de crimes contra faraó, para ver como era importante um copeiro devemos nos lembra de Neemias como copeiro de Artaxerxes tempos depois.
José, novamente usado por DEUS revela o conteúdo certo dos sonhos dos dois condenados (Um absolvido e outro condenado posteriormente).
Agora quem sonha é Faraó, DEUS está nesse negócio e em vão se procuram magos, advinhos, encantadores, desvendadores de sonhos, etc…
A lembrança do ex-prisioneiro com José tem a mão de DEUS, pois pessoas desta estirpe não se lembram de favores feitos por prisioneiros estrangeiros.
José, em respeito aos costumes egípcios barbeia-se para entrar na presença de faraó, outra providência de DEUS para que em breve fosse escolhido como governador geral do Egito.
José passa toda glória, honra e louvor para DEUS e a resposta para o sonho diz ser o poder de revelação de DEUS.
José ainda indica que um sábio administrador dará conta de resolver a situação desesperador que se avizinha, recolhendo alimentos em Silos, ou prédios de armazenagem.
José é o escolhido e apresentado como a maior autoridade do reino de Faraó, sobre ele, só faraó.
Era costume dar nome novo apara o estrangeiro e assim lhe é dado o nome de Zafenate-Panéia, ou seja, “Aquele que Ra deu” (referência ao deus egípcio - o Sol - principalmente adorado em On - Heliópolis, depois).
Após vinte anos de sofrimento, agora José percorre todo o Egito arrecadando alimentos.
A seca atinge tanto o delta do Nilo, como toda a terra de Israel (Canaã) que sofre pela falta de chuvas.
Todos os irmãos de José descem ao Egito em busca de água, menos o último filho, o da amada Raquel, Benjamim, irmão mais moço de José.
O tratamento de José a princípio revelam ódio e rancor, mas na verdade tratava-se de um belo plano de reconciliação, faltando para isso uma reação de arrependimento de seus irmãos.
José exige o bem mais precioso da família - o filho mais jovem, Benjamim, o mais querido do pai.
Fica um de garantia de que vão voltar (Simeão). É o penhor, assim como o ESPÍRITO SANTO está aqui conosco para provar que JESUS virá nos buscar.
Os irmãos voltam e Judá consegue persuadir José usando o argumento do pai que não suportaria mais esta perda e morreria.
Benjamim agora nesta visita é exigido e isto desperta a lembrança da falta de seu irmão que eles mesmos venderam. Daí nasce o arrependimento, pois o castigo de DEUS agora lhes é certo. Judá suplica para ficar em lugar de Benjamim, isto é um sacrifício vicário só assumido por amor altruísta, assim como CRISTO nos substituiu na cruz.
Parece que a frase a respeito do copo ou da taça pode ser interpretado assim: Como o copo José usava nas refeições seria fácil que ele adivinhasse que o mesmo havia sido roubado durante sua refeição com eles, pois notaria facilmente sua ausência.
não nenhum respaldo bíblico para se crer que José fazia adivinhações, já que isso era considerado abominação diante de DEUS.
José se revela a seus irmãos perdoando-os e reconhecendo como plano de DEUS todas as coisa pelas quais passou, como um maravilhoso plano para salvar seu povo e principalmente sua família da morte.
Nota = Gózen - Provável “Terra de Ramessés”. Parte leste do delta do Nilo. Perto de Tânis.
Quatorze passos para a honradez - O CARÁTER DE JOSÉ:
1. Influência piedosa, Gn 39:2,3
2. Fiel em situações difíceis, Gn 39:1-6,20-23.
3. Honradez nos negócios, 39:5,6
4. Resistência à tentação, 39:7-9
5. Graça divina, 39:21
6. Circunstâncias providenciais, 40:5-8
7. Não mudou ante a súbita prosperidade, Gn 41:14-46.
8. Honra a DEUS, 41:16
9. Revelações divinas, Os sonhos se cumprem, Gn 41:25-36
10. Manifestou amor fraternal, Gn 43:30; 45:14.
11. Filho afetuoso, Gn 45:23; 47:7.
12. Dependente de DEUS, Gn 41:16; 45:8.
13. Devoção filial, 46:29
14. Devolveu bem por mal, Gn 50:1
Demonstra espírito similar ao de CRISTO
1- Ao ser Vendido pelos irmãos.
2. Ao perdoar o pecado dos irmãos, 45:15
3. Em sua devoção filial, 46:29
4. Ao retribuir o mal com o bem, 50:19-21
Semelhanças entre Daniel e José. Ambos foram levados cativos na juventude, foram jovens exemplares e serviram na corte real. Foram perseguidos injustamente, mas seu sofrimento converteu-se em fundamento sólido que lhes proporcionou honra. Por causa da interpretação de sonhos, foram promovidos a governantes. Viveram vida pura em meio a um ambiente corrupto e morreram em terra estrangeira.

RESUMO DA VIDA DE JOSÉ - 2 - BEP -
37.2 JOSÉ. A história de José nos revela como os descendentes de Jacó vieram a ser uma nação dentro do Egito. Esta seção de Gênesis não somente nos prepara para a narrativa do êxodo do Egito, como também revela a fidelidade que José sempre teve para com DEUS, e as muitas maneiras como DEUS protegeu e dirigiu a sua vida para o bem doutras pessoas. Ressalta a verdade que os justos podem sofrer num mundo mau e iníquo, mas que, por fim, triunfará o propósito de DEUS reservado para eles.
37.3 UMA TÚNICA DE VÁRIAS CORES. A túnica ricamente ornamentada que José recebeu de seu pai, contrasta fortemente com as túnicas comuns usadas por seus irmãos. Ela revelava uma posição especial de favoritismo e honra diante de seu pai.
37.5 UM SONHO. DEUS, às vezes, nos revela sua vontade através de sonhos proféticos (28.10-17; Nm 12.6-8; Dn 7; Mt 1.20-24). Hoje, sob o novo concerto, DEUS ainda pode nos falar através de sonhos (cf. At 2.17).
37.6 OUVI… ESTE SONHO. José revelou precipitação e imaturidade ao contar aos irmãos o seu sonho. (Mas DEUS aproveitou a situação para realizar seu plano).
37.7 OS VOSSOS MOLHOS O RODEAVAM E SE INCLINAVAM AO MEU. Um dia esse sonho teve seu cumprimento literal (42.6; 43.26; 44.14).
37.28 LEVARAM JOSÉ AO EGITO. Embora José fosse tratado com crueldade pelos seus irmãos e vendido como escravo, DEUS serviu-se dessas más ações do homem para realizar a sua vontade na vida de José.
No Egito, os descendentes de Jacó foram isolados dos egípcios, e assim puderam tornar-se um povo nitidamente separado, dedicado exclusivamente a DEUS (46.34). José era fiel a DEUS e às suas leis, ao passo que Judá era um fracasso. O NT requer idênticos padrões morais para aqueles que exercem liderança espiritual.
39.1 JOSÉ FOI LEVADO AO EGITO. José foi levado ao Egito aproximadamente em 1900 a.C. Isso deve ter ocorrido cerca de duzentos anos depois da chamada de Abraão (12.1-3). José enfrentou três grandes provas no Egito:
a- a prova da pureza pessoal, prova essa que os jovens freqüentemente enfrentam quando estão longe de casa;
b- a prova da oportunidade de vingança, uma prova por que freqüentemente passam as pessoas que sofreram injustiças e a
c- prova de encarar a morte (quando José esteve injustamente na prisão).
Em cada caso, José triunfou na prova mediante sua confiança em DEUS e suas promessas.

39.2 O SENHOR ESTAVA COM JOSÉ. As Escrituras deixam claro que a separação entre José e o seu povo estava sob o controle de DEUS. DEUS estava operando através de José e das circunstâncias deste, a fim de preservar a família de Israel e reuni-la segundo a sua promessa (45.5-15; 50.17-20,24; Sl 105.17-23)
39.9 COMO… EU… PECARIA CONTRA DEUS? Todo o pecado, inclusive o pecado contra a integridade do casamento (i.e., o adultério), é sobretudo um pecado contra DEUS (Sl 51.4). O rei Davi, tempos depois, aprendeu essa lição em amarga experiência, ao longo de um contínuo julgamento divino em sua vida e na de sua família (ver Êx 20.14).
39.12 ELE… FUGIU. José, por lealdade e fidelidade a seu DEUS, bem como por lealdade a Potifar, continuou resistindo ao pecado (Pv 7.6-27). Ele triunfou sobre a tentação, porque de antemão já estava firmemente decidido a permanecer obediente ao seu Senhor e a de não pecar (v. 9). O crente do novo concerto vence a tentação da mesma maneira. Ele precisa tomar uma decisão firme e resoluta de não pecar contra DEUS. Havendo esse propósito, não poderá haver lugar para desculpas, exceções ou concessões.

39.20 E O ENTREGOU NA CASA DO CÁRCERE. A vida de vitória sobre a tentação e a fidelidade a DEUS nem sempre resultam em recompensa imediata. José sofreu por causa da sua retidão. CRISTO declara que seus seguidores são também perseguidos por causa da justiça (Mt 5.10) e nos afirma que tais pessoas são bem-aventuradas e que receberão um grande galardão no céu (Mt 5.11,12).

39.21 O SENHOR… ESTAVA COM JOSÉ. Quatro vezes no capítulo 39 está escrito que o Senhor estava com José (vv. 2,3,21,23). Porque José honrava a DEUS, DEUS honrava a ele. Aqueles que temem a DEUS e o reconhecem em todos os seus caminhos têm a promessa de que DEUS dirigirá todos os seus passos (Pv 3.5,6).

40.1 E ACONTECEU, DEPOIS. José mantinha a sua fé em DEUS, mesmo quando estava confinado no cárcere, sem motivo, durante pelo menos dois anos. Suas interpretações dos sonhos de Faraó, por revelação do ESPÍRITO de DEUS, resultou na oportunidade para sua libertação imediata e ato contínuo, na sua ascendência à posição de autoridade. Essa narrativa salienta que, embora DEUS não seja a causa de tudo que acontece (39.7-23), Ele pode usar até circunstâncias adversas para fazer cumprir a sua vontade, visando ao nosso bem, segundo os seus propósitos (ver Rm 8.28).

41.1 AO FIM DE DOIS ANOS INTEIROS, FARAÓ SONHOU. O cap. 41 mostra DEUS operando na vida de Faraó e de José, a fim de controlar o destino das nações e prover um lugar para o seu povo escolhido. Todas as nações estão sujeitas às intervenções de DEUS e ao seu controle direto.
41.8 OS ADIVINHADORES DO EGITO. Os adivinhos (ou mágicos, i.e., pessoas que praticavam a magia ou feitiçaria) eram comuns no Egito (cf. Êx 7.11; 8.7,18,19; 9.11). A magia consistia na prática de adivinhação (i.e., a tentativa de descobrir conhecimentos ocultos por meio de maus espíritos), na tentativa de predizer o futuro e controlar o curso da natureza, dos seres humanos ou das circunstâncias, mediante a ajuda de poderes sobrenaturais ou espíritos. A lei mosaica condenava rigorosamente todo e qualquer contato com a magia ou feitiçaria (Dt 18.9-14) e o NT os condena igualmente (At 19.17-20; Ap 9.20,21; 22.15).

41.16 DEUS DARÁ RESPOSTA. José enfatizou que seu DEUS daria a interpretação do sonho de Faraó. Sua fé no Senhor DEUS, confessada publicamente, poderia ter-lhe custado a vida, na presença de um rei egípcio, o qual considerava-se a si mesmo um deus.
41.46 JOSÉ ERA DA IDADE DE TRINTA ANOS. José tinha dezessete anos ao ser vendido como escravo por seus irmãos (37.2). A seguir, passou treze anos como escravo, e pelo menos três desses anos foram passados no cárcere. Desse lugar, DEUS o exaltou a uma posição de honra e autoridade. Aos trinta anos, porém, José continuou sendo fiel ao seu DEUS. Tal dedicação é manifesta nos nomes hebraicos dos seus dois filhos: Manassés (hb. que faz esquecer , v.57), e Efraim (hb. duplamente frutífero , v.52).

42.4 BENJAMIM. Benjamim era um dos dois filhos de Raquel e, portanto, o irmão germano de José. Tendo já perdido um dos filhos de Raquel, Jacó agora protege atentamente a Benjamim, mantendo-o em casa.
42.8 JOSÉ… CONHECEU OS SEUS IRMÃOS. José ocultou a sua identidade até certificar-se de que seus irmãos demonstrariam pesar pelo que tinham feito a ele e ao pai, anos antes (cap. 37).
42.9 VÓS SOIS ESPIAS. Embora José reconhecesse seus irmãos e bem soubesse que não eram espias, os pôs à prova a fim de verificar se o caráter deles fora transformado e, se sentiam remorso pelo mal que praticaram contra ele e seu pai, Jacó.
42.21 NA VERDADE, SOMOS CULPADOS. Os irmãos de José reconheciam agora sua culpa pelo seu tratamento impiedoso com José, vinte anos antes (37.2; 41.46,53,54). Concluíram que DEUS estava lhes aplicando o justo castigo pelo seu crime (vv. 21,22). Muitas vezes, quando temos pecado oculto em nossa vida, DEUS age para despertar nossa consciência e vermos a nossa culpa. Nesses casos, podemos, ou endurecer o coração ou humilhar-nos diante de DEUS, confessar o pecado e decidirmos andar em retidão.

42.37 MATA OS MEUS DOIS FILHOS. Os versículos 29-38 demonstram que os irmãos de José tinham melhorado seu caráter. Rúben, por exemplo, preferia perder seus próprios filhos a causar mais tristeza ao seu pai.
43.9 SEREI RÉU DE CRIME. Assim como Rúben (42.37), Judá assumiu de espontânea vontade a responsabilidade pelo seu irmão Benjamim. Ofereceu-se para tomar sobre si a vergonha e a culpa, se Benjamim não voltasse são e salvo.
43.14 E EU, SE FOR DESFILHADO. Quando Israel percebeu que nada podia fazer para alterar as suas circunstâncias terríveis, só lhe restava colocar seus filhos nas mãos de DEUS, orar pedindo misericórdia e preparar-se para qualquer eventualidade. Estava disposto a aceitar a vontade de DEUS, mesmo se envolvesse a perda do filho e demais sofrimentos. Entretanto, os acontecimentos levaram-no a um final de vida feliz, regozijando-se em DEUS e nEle confiando, pois o guiara durante toda a sua vida.
44.5 EM QUE ELE BEM ADIVINHA? É evidente que José não praticava ocultismo, o qual era proibido por DEUS. Há duas explicações possíveis para este particular da narrativa. (1) A palavra hebraica traduzida adivinha , também pode significar perceber . Assim, o texto também significaria que José não deixaria de perceber que o copo de prata desaparecera. (2) Pode ser, também, que José estava tão somente adequando-se à imagem que os irmãos teriam dele como um governante egípcio (v. 15).
44.13 RASGARAM AS SUAS VESTES. Tratava-se de um sinal evidente de grande angústia e aflição. Os irmãos poderiam ter seguido viagem e deixado Benjamim, mas a resolução de voltarem e assumirem as conseqüências, tendo Benjamim com eles, revelou que seu caráter realmente mudara e que agora se preocupavam de fato com seu irmão e seu pai (vv. 18-34).
44.18-34 ENTÃO, JUDÁ SE CHEGOU A ELE. Verifica-se que os irmãos de José experimentaram uma grande mudança interior em relação ao tempo em que o venderam para o Egito. Essa mudança revela-se não somente na disposição de todos os irmãos sofrerem como escravos por amor a Benjamim (vv. 13-16), mas, principalmente, na súplica de Judá em favor de Benjamim (vv. 18-34). Estavam agora dispostos a assumir a culpa pela iniqüidade que praticaram no passado e a pagar qualquer preço para salvar Benjamim e evitar que o pai deles sofresse uma aflição mortal (vv. 16,32,33).
45.5 DEUS ME ENVIOU. José revela que muitas vezes DEUS sobrepõe soberanamente a sua providência e controla as más ações dos seres humanos a fim de executar a sua vontade (50.20)
45.7 PARA CONSERVAR VOSSA SUCESSÃO. DEUS operou através de José para a preservação do povo do concerto, do qual descenderia o CRISTO. Note-se que, embora CRISTO viesse da linhagem de Judá e não da de José, DEUS usou este para preservar a linhagem da qual viria CRISTO. José, portanto, foi um antecessor espiritual de CRISTO, algo muito mais importante do que ser ancestral físico (Rm 4.12-16).
45.10 NA TERRA DE GÓSEN. Localizada a cerca de 64 km da atual cidade do Cairo, Gósen situava-se no delta do Nilo, ficando assim separada dos centros principais da vida egípcia. Ali, os israelitas viveriam isolados dos egípcios e se desenvolveriam como nação.
46.1 E PARTIU ISRAEL. Israel (i.e., Jacó) e sua família migraram para o Egito.
(1) A mudança de território do povo de DEUS foi conseqüência direta da fome severa que DEUS fez surgir no mundo (47.13). DEUS literalmente forçou Israel a mudar-se para o Egito, por seu controle soberano (15.13,14). Na nova terra, o povo escolhido por DEUS multiplicar-se-ia e se tornaria uma grande nação e de lá retornaria a Canaã (50.24).
(2) Cumprindo a exigência dos egípcios (cf. 43.32; 46.34), os filhos de Israel habitaram separadamente na terra de Gósen. Ali, permaneceriam separados, um povo consagrado a DEUS, esperando o dia da sua volta à pátria prometida de Canaã, onde assumiriam o seu papel no plano divino da redenção.
46.3 EU SOU DEUS,… NÃO TEMAS. DEUS novamente promete que estará com Jacó e sua família e reitera a promessa que os seus descendentes se tornarão uma grande nação e que voltarão à terra de Canaã. Todos nós precisamos da reafirmação da parte de DEUS, do seu amor, cuidado e presença enquanto aqui vivermos e experimentarmos as dificuldades e tomadas de decisão inevitáveis nesse mundo perdido. Se você estiver se esforçando mesmo, para seguir o Senhor, você tem o direito de pedir da parte dEle uma reafirmação do seu amor por você e da sua direção para a sua vida (Jo 1.12,13).
46.26 SESSENTA E SEIS. As sessenta e seis pessoas são as que viajaram com Jacó para o Egito. As setenta no versículo 27 inclui José, seus dois filhos e Jacó. Atos 7.14 conta o número de pessoas como setenta e cinco, incluindo, assim, os netos de José.
46.34 ABOMINAÇÃO. A ocupação principal da família de Jacó era a criação de animais. Tradicionalmente, os egípcios tinham grande desprezo por pastores de rebanhos. Essa animosidade ajudou os israelitas a permanecerem separados dos egípcios e dos seus respectivos costumes (43.2; ver 45.10).
47.9 MINHAS PEREGRINAÇÕES. Jacó referiu-se à sua vida e à dos seus antepassados, como uma peregrinação.
48.5 OS TEUS DOIS FILHOS… SÃO MEUS. Jacó considerou os dois filhos de José como se fossem dele mesmo, e assim garantiu a José uma porção dupla de herança. Efraim e Manassés, portanto, iam ter os mesmos direitos e posição dos demais filhos de Jacó, tais como Rúben e Simeão. Os descendentes de Efraim e de Manassés, respectivamente, formaram duas tribos distintas.
MORRE JACÓ.
50.20 DEUS O TORNOU EM BEM.
50.25 FAREIS TRANSPORTAR OS MEUS OSSOS DAQUI. A fé perseverante de José estava firmada na promessa de DEUS, de que Canaã seria a pátria do seu povo (13.12-15; 26.3; 28.13). Por isso, pediu que seus ossos fossem transportados para a terra da promessa. Quatrocentos anos mais tarde, quando os israelitas deixaram o Egito, na sua viagem para Canaã, levaram consigo os ossos de José (Êx 13.19; Js 24.32; Hb 11.22). Da mesma forma, todos os salvos sabem que seu futuro está reservado, não neste mundo presente, mas noutra pátria, a celestial, onde habitarão para sempre com DEUS e desfrutarão eternamente da sua presença e bênçãos.
É essa a sua promessa aos seus servos fiéis (Hb 11.8-16; Ap 21.1-4).
RESUMO DA LIÇÃO CPAD - REVISTA
O testemunho da vida de José nos mostra a
possibilidade de o homem manter-se, sob a
graça divina, íntegro, independente da idade
e das circunstâncias que o envolvam.
I. CONTEXTO FAMILIAR
1. Jacó, um pai perspicaz.
2. O caráter dos irmãos de José (Gn 35.23-26).
II. A CONSOLIDAÇÃO DO CARÁTER DE JOSÉ
1. Integridade na casa dos pais.
2. Resistindo à tentação na casa de Potifar.
a) Um empregado humilde e abnegado.
b) Um servo piedoso e temente a DEUS.
3. No cárcere, interpretando sonhos.
4. No palácio, aconselhando os poderosos.
5. Diante de seus irmãos, no reencontro.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO
“Integridade e Reputação
Integridade, segundo Carter, é algo muito específico e requer três etapas:
a) discernir o que é certo e o que é errado;
b) agir baseado no que foi discernido, mesmo a custo pessoal; e
c) dizer abertamente que a ação é feita com base no que a pessoa entendeu sobre o que é certo a partir do que é errado […]
A palavra integridade é derivada da mesma raiz latina do vocábulo inteireza, isto é, ‘um número inteiro’. O vocábulo transmite o significado de totalidade, completude; somos pessoas inteiras, como números inteiros que não são divididos. E isto inclui a idéia de ‘a serenidade da pessoa que confia no conhecimento de que está vivendo justamente’. Warren Wiersbe graceja: ‘DEUS quer fazer números inteiros; Satanás quer fazer frações’.
Há diferença entre caráter (integridade) e reputação. D. L. Moody disse que o caráter é o que o homem é na obscuridade.
Infelizmente, nossa geração acha difícil distinguir caráter de reputação; esta é apenas o que parece importar em nossa geração indiferente. Todavia, o caráter é mais importante que a reputação. As pessoas podem prejudicar sua reputação, mas não podem prejudicar o seu caráter.
Lemos em Provérbios: ‘A integridade dos retos os guia; mas, aos pérfidos, a sua mesma falsidade os destrói’ (Pv 11.3, ARA).”
(LUTZER, E. W. Quem é você para julgar? Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 236-7.)
APLICAÇÃO PESSOAL
Talvez você seja uma daquelas pessoas que lê as histórias dos heróis da fé e imagina como seria bom tornar-se governador de um grande império, como José. Mas poucas vezes perguntamos a nós mesmos se estaríamos dispostos a viver os mesmos dramas, a enfrentar os mesmos desafios, ou a sentir o mesmo azorrague cortando-nos a alma. A distância que percorremos entre os nossos sonhos e a concretização deles não é tão importante quanto como atravessamos essa senda. Alguns chegam com reputação, mas sem caráter. Outros, com caráter, mas sem reputação. Mas os que são íntegros e fiéis a DEUS chegam com ambos. Em qual das três situações você se encontra?
Palavra Chave:
Integridade -
Virtude mediante a qual a pessoa e seus atos são irrepreensíveis, íntegros, honestos, incorruptíveis.
SINOPSE DO TÓPICO (1) - A família de José estava longe de tornar-se ideal. Havia rixas entre as mulheres de Jacó, invejas, homicídios e impurezas entre os filhos do patriarca.
SINOPSE DO TÓPICO (2) - José convivera com os maus hábitos de seus irmãos e com as rixas entre as esposas de seu pai. Porém, manteve-se ilibado na casa de seus pais e durante todo o tempo em que viveu no Egito.
Ajuda:
www.cpad.com.br - Bíblias, Livros e Revistas -
Bíblia Ilúmina. - Bíblia Thompson - BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal (CPAD)
www.escoladominical.com.br
www.ebdweb.com.br com vídeos do programa EBD na TV - Assista, isto pode lhe ajudar a ministrar a aula.
www.montesiao.pro.br
Gênesis - Introdução e Comentário - Derek Kidner - Série Cultura Bíblica - 5 Edição - 1997
Sociedade religiosa Edições Vida Nova - São Paulo - SP


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    gedilson
    Escreveu:

    A paz do Senhor, achei uma benção de Deus este comentário, é, e será de grande proveito para a nossa aprendizagem, que Deus continue abeçoando este homem de Deus, dando sempre sabedoria e conhecimento de sua palavra.


  2. Warning: file_get_contents(http://...@globo.com) [function.file-get-contents]: failed to open stream: HTTP request failed! HTTP/1.1 404 Not Found in /home/storage/1/49/c5/ebdweb1/public_html/wp-content/plugins/bbuinfo-blogblogs-user-info-plugin/bbuinfo.php on line 174
    marco antonio
    Escreveu:

    Graça e paz ,

    Amado irmão Henrique, tenho acompanhando o teu esforço e desevolvimento
    na obra do Senhor e observado o valor e zelo que o amado irmão tem demons
    trado com a palavra do Senhor.
    Tenho uma dúvida referente esta mudança que houve neste site da ebdweb,
    que agora fiquei limitado as pesquisas, dos diversos assuntos que haviam não
    consigo mais acha-los, pois para mim como professor da ebd, não posso ficar
    limitado só há umas linhas de pensamentos de alguns homens de Deus, de fato
    preciso buscar outras fontes para melhor analise de diversor temas.seria possivel
    me informar como acha-los? Sou grato no Senhor que todo poderoso continue lhe abençoando.


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    Maria de Fatima da Silva
    Escreveu:

    Fiquei muito feliz em ler tudo que está escrito, neste site, e parabenizo os escritopres
    estes sites evangélicos, e que deveriam ser bem mais, para cortar pelo menos um pouco, se não todo o site de pedofilia na internet. Sei que o direito a todos de ter e usar a internet o que quiserem, mas é necessário irmos podando devagar estes sites pornograficos que muitas vezes aparecem em nossa tela, sem querermos.
    Obrigada pelos ensinamentos da palavra de Deus. Que a Paz do nosso Senhor Jesus Cristo, possa abrilhantar cada vez mais a sua vida e a nossa do lado de cá da telinha.


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    leila ferraz
    Escreveu:

    este comentário sobre a vida de JOSÉ muito me tem sido util. parabéns a todos que contribuiram. um forte abraço e que o nosso DEUS continue os abençoando!


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    Luiz Henrique de Almeida Silva
    Escreveu:

    A paz do Senhor. DEUS continue nos abençoando e usando-nos a todos nós.


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    marcelo ennes
    Escreveu:

    foi muito util para mim , pois tirei grandes lições para ebd da minha igreja.

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