Wordpress Themes

Como melhorar a Escola Dominical

COMO MELHORAR A ESCOLA DOMINICAL

INTRODUÇÃO

Antes de tratarmos do tema “Como Melhorar a Escola Dominical”, faremos algumas reflexões sobre a importância da ED no contexto da Educação Cristã.

A) A Escola Dominical não é uma atividade opcional, é uma atividade essencial.

Ela se confunde com a própria essência da Igreja.

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos” (At 2.42).

“A Escola Dominical não é uma parte da igreja; é a própria igreja ministrando ensino bíblico metódico.”

OBS: Enquanto as igrejas tradicionais estão repensando a ED, grande parte das igrejas pentecostais somente começaram a pensar na relevância do ensino bíblico sistemático de algumas décadas para cá.

Há algumas décadas atrás, na maioria das igrejas tradicionais, era comum o número de matriculados na ED ser superior ao número de membros da igreja. O que podemos dizer das nossas Escolas Dominicais?

B) Onde fica a ED no programa geral de nossas igrejas? Qual a sua importância?

Conceito: “A Escola Dominical conjuga os dois lados da Grande Comissão dada à Igreja (Mt 28.20; Mc 16.15). Ela evangeliza enquanto ensina.”

O cumprimento da Grande Comissão através da ED, pode ser visto em quatro etapas:

Alcançar - a ED é o instrumento que cada igreja possui para alcançar todas as faixas etárias.

Conquistar - através do testemunho e da exposição da Palavra: “…serão todos ensinados por Deus…todo aquele que do pai ouviu e aprendeu vem a mim” (Jo 6.45). A conversão é eterna quando acontece através do ensino.

Ensinar - até que ponto estamos realmente ensinando aqueles que temos conquistado?

“O ensino das doutrinas e verdades eternas da Bíblia, na Escola Dominical deve ser pedagógico e metódico como numa escola, sem contudo deixar de ser profundamente espiritual.”

Treinar - devemos treiná-los para que instruam a outros.

I. ATRAVÉS DE UMA EFICIENTE ADMINISTRAÇÃO

1. A administração só será eficiente se houver organização.

Organização lembra ordem, método de trabalho, estrutura, conformação, planejamento, preparo, definição de objetivos.

O crescimento sem ordem é aparente e infrutífero.

“Uma vez que a ordem penetra o universo de Deus, temos base para crer que o céu é lugar de perfeita ordem. Leis preciosas e infalíveis regulam e controlam toda a natureza, desde o minúsculo átomo até os maiores corpos celestes.”

Deus é um ser organizado: planejou a criação; a nossa redenção; a ordem das tribos; o tabernáculo; a multiplicação dos pães, etc.

A organização na Escola Dominical é extremamente necessária. Deverá estar presente em cada fase do trabalho: no planejamento, na execução do plano, e na avaliação dos resultados.

A organização da ED deve ser simples e funcional; de acordo com a realidade de cada igreja.

Razões para a organização:

  • Dividir e fixar responsabilidades;
  • Esclarecer os limites do trabalho a ser realizado;
  • Atender as necessidades das pessoas envolvidas;
  • Garantir resultados satisfatórios.

II. ATRAVÉS DE UM PLANO DE CRESCIMENTO

A Escola Dominical deve crescer tanto em quantidade quanto em qualidade.

As escolas que estão sempre crescendo numericamente, geralmente são as que mais se preocupam com a melhoria da qualidade de ensino. Quais os passos necessários para que a Escola Dominical cresça?

1. Localizar o povo.

Os líderes da ED precisam saber onde se encontra a sua população alvo.

É necessário saber quem são e onde estão os alunos em potencial a serem matriculadas na Escola Dominical. Onde está a fonte de novos alunos?

a) Lista de novos convertidos.

Muitos se convertem e não voltam mais à igreja. Precisamos buscá-los!

Os novos convertidos são como crianças recém-nascidas em Cristo; precisam ser recepcionados e identificados imediatamente após a conversão. (Ficha de identificação e triagem).

b) Relação de visitantes na escola e nos cultos da igreja.

c) O rol de membros da igreja.

O rol de membros é uma fonte quase inesgotável. Faça uma campanha com o lema “Cada crente um aluno”.

O número de matriculados na ED deverá ser maior que o número de crentes no rol de membros da igreja.

d) A comunidade ao redor da igreja.

Faça um recenseamento. Já que o departamento crescerá, os administradores deverão pensar em que direção ele irá crescer.

Faça uma visita ás famílias e convide-as para visitar a Escola Dominical. (Organize uma classe para não crentes.)

2. Promova uma campanha contínua de matrículas.

Existe uma ligação direta entre a matrícula e a presença na ED. à medida que cresce a matrícula, cresce também a presença.

Para dobrar a freqüência na ED é necessário dobrar a matrícula. (Geralmente, o número de alunos que freqüentam a ED assiduamente, corresponde a metade do número de alunos matriculados.)

a) Que plano de matrícula a sua igreja usa?

  • Plano de matrícula contrário ao crescimento.
  • Exigência de um novo aluno assistir à classe durante certo número de domingos seguidos, antes de ser matriculado.
  • Desligar qualquer pessoa matriculada que não assista com regularidade à classe.
  • Motivos justos para desligamentos: morte; transferência para outra igreja; mudança de residência que impossibilite a assistência à escola; um pedido insistente da parte do próprio aluno.

b) Quando se deve matricular um novo aluno?

Imediatamente, se for esse o desejo dele. Não se deve pôr obstáculos para a efetivação da matrícula.

3. Elabore um programa de visitação.

A visitação visa encorajar os alunos ausentes, e reintegrá-los à vida cristã.

(Todo Domingo, cada classe deve preparar uma lista de alunos ausentes e determinar quem da classe os visitará durante a semana.)

4. Ampliar as estruturas.

Criar novos departamentos, novas classes.

5. Providenciar espaço adequado.

Não adianta pensar em matricular novos alunos, em formar novas classes, se não existe espaço para a nova classe funcionar. Este é um dos principais problemas que explicam o pouco crescimento na maioria das Escolas Dominicais.

“A Escola Dominical crescerá enquanto houver espaço para as classes”

a) Redimensionar o espaço que já possui na igreja.

Um estudo criterioso apontará o espaço não usado ou mal usado.

b) Aproveitar o espaço existente nas casas próximas à igreja ou em escolas públicas ou particulares (Se for extremamente necessário).

c) Realizar a Escola Dominical em dois turnos.

Algumas igrejas realizam duas Escolas Dominicais: uma pela manhã e outra à tarde. Os colégios fazem isto; porque não a igreja?

d) Ampliar a construção.

A igreja que constrói espaço suficiente para a sua ED tem espaço para todas as suas necessidades.

III. ATRAVÉS DO ALISTAMENTO, FORMAÇÃO, E TREINAMENTO DE NOVOS PROFESSORES

Se a ED vai crescer em organização e providenciar espaço para novas classes, naturalmente precisará de novos professores.

Como alistar novos professores? Quais os critérios de escolha? Como identificar um autêntico candidato ao magistério cristão?

VOCAÇÃO

É ideal que o professor tenha vocação para o magistério.

Vocação é a inclinação predominante para um determinado tipo de vida e de atividade, no qual o indivíduo encontra plena satisfação e melhores possibilidades de auto-realização.

É a tendência natural para realizar determinada atividade de modo excelente; aptidão, talento, inclinação.

A vocação floresce no próprio interior da personalidade.

De que modo se manifesta?

A vocação revela-se como um conjunto de predisposições; preferências afetivas, atitudes e ideais de cultura e de sociabilidade.

Temperamento. Temperamentos egocêntricos, fechados, incapazes de abrir e manter contatos sociais comuns com certo calor e entusiasmo, não estão preparados para a função do magistério.

Sociabilidade. A educação e o ensino são fenômenos de interação psicológica e social; este exige comunicabilidade e dedicação à pessoa dos educandos e aos seus problemas.

Amor “paedagogicusâ€. Simpatia e interesse natural pelos alunos e desejo de auxiliá-los nos seus problemas e anseios.

Geralmente a escolha de um professor favorito se baseia num relacionamento pessoal e não na capacidade para ensinar. Os alunos se lembram dos professores que mostraram interesse especial e cuidaram deles antes de se lembrarem daqueles que tinham bons dotes de oratória.

Apreço e interesse pelos valores da inteligência e da cultura. O professor que realmente tem vocação para o magistério é naturalmente um estudioso, um leitor assíduo, com sede de novos conhecimentos, capaz de se entusiasmar pelo progresso da ciência e da cultura.

APTIDÕES NATURAIS

É ideal que o professor seja pré-qualificado para o exercício de suas funções.

  • Saúde e equilíbrio mental;
  • Boa apresentação;
  • Órgãos de fonação, visão e audição em boas condições;
  • Boa voz: firme, agradável, convincente;
  • Linguagem fluente, clara e simples;
  • Confiança em si mesmo, com perfeito controle emocional;
  • Naturalidade e desembaraço;
  • Firmeza e perseverança;
  • Imaginação, iniciativa e liderança;
  • Habilidade de criar e manter boas relações humanas com seus alunos.

QUALIFICAÇÃO ESPIRITUAL (CHAMADA)

Em linhas gerais, o professor precisa ser um crente fiel, espiritual e seguro conhecedor das doutrinas bíblicas, além de ter comprovada capacidade para ensinar.

Ser chamado por Deus para o ministério do ensino (Ef 4.11,12).

Como identificar os professores genuinamente chamados?

Os chamados têm esmero (dedicação): “…se é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7b).

Esmero significa integralidade de tempo no ministério - estar com a mente, o coração e a vida nesse ministério.

Ter um relacionamento vital e real com Jesus Cristo.

Cristo é seu salvador pessoal; salvo-o de todo o pecado e é também Senhor e dono da sua vida.

Esforçar-se em seguir o exemplo de Jesus.

Jesus é o maior pedagogo de todos os tempos; usou todos os métodos didáticos disponíveis para ensinar.

Reconhecer a importância da sua tarefa.

Encarar o magistério cristão com seriedade. Chegará o dia em que cada professor dará contas de si mesmo a Deus (Rm 14.12;).

“Muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo” (Tg 3.1).

Disposição de aprender (humildade).

O homem é um ser educável e nunca acaba de aprender. Aprendemos com os livros; com nossos alunos; aprendemos enquanto ensinamos. Não há melhor maneira de aprender do que tentar ensinar outra pessoa. Quando o professor não sabe uma resposta, é melhor ser honesto e dizer que não sabe.

Liderança positiva.

  • Lealdade à igreja e ao pastor: na assistência aos cultos; na participação no sustento financeiro (dízimos).
  • Ser crente integrado à sua igreja: presença nos cultos e atividades da igreja; manter-se distante dos ventos de doutrinas; eticamente correto.
  • Viver o que ensina. O professor não pode ensinar aquilo que não está disposto a obedecer. O professor deve personificar a lição.
  • O professor deve ter um lar cristão modelar.
  • Apoiar a missão e a visão da igreja local. O professor não deve usar a sala de aula para promover uma revolta contra a direção da igreja.
  • Ter como alvo o nascimento de uma nova classe a cada ano.
  • Ter como alvo a geração de novos professores a cada ano.

IV. ATRAVÉS DA UTILIZAÇÃO DE MÉTODOS CRIATIVOS

1. Exposição oral.

Aula expositiva ou preleção. Método tradicional usado freqüentemente em escolas de todos os níveis. O professor colocado diante do grupo expõe oralmente a matéria, falando ele só o tempo todo. É o método mais criticado, mas também o mais utilizado. O êxito ou fracasso no seu emprego dependerá da habilidade do professor.

2. Perguntas e respostas.

É largamente utilizado por ensinadores experientes, desde os dias da antigüidade. A eficácia deste método reside no fato de que as perguntas sempre são desafiadoras. A mente, neste caso, não apenas recebe informação, mas a analisa e pondera. Existe todo um processo de reflexão, analise e avaliação que ocorre no cérebro do aluno, enquanto ele recebe a pergunta, medita nas suas implicações e verbaliza a resposta.

3. Discussão ou debate.

O método de discussão ou debate é aquele em que um assunto ou tópico da lição é colocado para ser discutido entre os membros do grupo.

4. Técnicas de trabalho em grupo (Dinâmica de grupo)

Por maior que seja o entusiasmo do professor em incentivar a participação ativa dos alunos, seu sucesso vai depender em última instância de saber organizar atividades que facilitem esta participação. Aí é que entram as técnicas de trabalho em grupo. Eis algumas: grupos simples com tarefa única; pergunta circular; grupos de verbalização e de observação; estudos de casos etc.

V. MELHORANDO A COMUNICAÇÃO ENTRE PROFESSORES E ALUNOS

Ensinar não é somente transmitir, não é somente transferir conhecimentos de uma cabeça a outra, não é somente comunicar. Ensinar é fazer pensar; é ajudar o aluno a criar novos hábitos de pensamento e de ação.

Ensinar não é só comunicar, mas é necessário primeiro comunicar.

1. A importância da comunicação no processo ensino-aprendizagem.

Para que haja comunicação é necessário que se estabeleça pontes de ligação entre o comunicador e o receptor.

Toda comunicação possui três componentes básicos: intelecto, emoção vontade; em outras palavras, pensamento, sentimento e ação.

A maioria dos professores se limita a transmitir a mensagem apenas intelectualmente. Damos pouco peso aos aspectos emocional e vontades da comunicação.

Então, todas as vezes que formos dar aula, devemos responder às seguintes perguntas: o que é que sei e desejo que esses alunos saibam também? O que sinto, e desejo que eles sintam também? O que estou fazendo e quero que eles façam?

2. Qual é o padrão ideal de comunicação e interação entre professores e alunos?

  • Comunicação unilateral;
  • Comunicação bilateral;
  • Comunicação multilateral.

3. O processo da comunicação humana.

O processo da comunicação possui 4 elementos: Emissor, receptor, mensagem, e meio ou canal.

O emissor codifica a mensagem e emite a mensagem. O receptor recebe a mensagem, decodifica (interpreta) e responde ao seu interlocutor (retroalimentação, feed back).

4. Principais problemas de comunicação entre professores e alunos.

  • Professor está mais preocupado em expor a matéria (transmitir conhecimento);
  • Professor utiliza conceitos ou termos que ainda não existem na experiência dos alunos novos convertidos;
  • Professor não se preocupa em aumentar o vocabulário de seus alunos;
  • Professor coloca tantas idéias em cada exposição que somente algumas delas são compreendidas e retidas;
  • Alguns professores falam rápido demais ou articulam mal as palavras. Outros, em voz baixa e tom monótono;
  • Professor não utiliza meios visuais para comunicar conceitos ou relações que exigem apresentação gráfica.

VI. ATRAVÉS DO APOIO IRRESTRITO DO PASTOR

1. Comparecendo e participando.

2. Estimulando (A importância do estudo da Bíblia).

3. Incentivando seus auxiliares do ministério e líderes de Departamento.

4. Investindo na Escola Dominical.

a) Recursos financeiros.

Deve a igreja destinar uma verba regular a fim de que a Escola Dominical possa funcionar sem atropelos e improvisações.

b) Recursos humanos.

Compreende a reciclagem periódica do superintendente e professores.

c) Recursos Técnicos.

Aquisição de material didático, mobílias adequadas e salas pedagogicamente planejadas.

Obs.: Comportamento negativo

- Permitir atividades paralelas à Escola Dominical (Atividades administrativas, tesouraria, serviço de som, afinação de instrumentos musicais, aconselhamento pastoral)

- Não investir, ou investir insuficientemente na área de educação.

A principal parcela do orçamento da igreja sempre é dirigida a outras áreas em detrimento da educacional.

CONCLUSÃO

Todo o trabalho da ED deve passar por uma avaliação periódica. Deve-se objetivar o padrão de Excelência:

1. Como buscar o padrão de excelência?

Comparando o presente progresso (os resultados) com os alvos e objetivos previstos. A partir daí, você vai descobrir a possibilidade de melhorar e aperfeiçoar.

2. Quais as causas do insucesso da sua Escola Dominical?

3. Quais as causas da constante evasão de alunos?

4. A quantidade de alunos em cada classe está dentro dos padrões ideais?

5. A mobília e as instalações são apropriadas?

6. O programa de abertura e encerramento da ED são extensos demais a ponto de suprimir o tempo das aulas?

(Adaptada de fontes de pesquisas pelo Pb Fábio Peres Peixoto)

Publicado no site http://www.missoesurgente.net/eb.htm

converter em pdf.

  1. Daniel Augusto de Carvalho amoedo Escreveu:

    Graça e Paz do Senhjor Jesus Cristo

    Gostei imensamente de ter lido este artigo, sou professor de duas classe na minha Igreja, ensino discipulado II e adultos, isto porque nossa escola é dividida em dois turnos. observei alguns artigos que são necessários ao crescimento da escola.
    Se possível for passarei este site ao nosso superitendente
    Grato

    do Irmão em Cristo
    Daniel Amoedo

  2. Edison Escreveu:

    Gostaria de um contato com o autor do estudo para possivel ministração de curso em Campinas.

Comente.