Sara, uma mulher submissa
SARA, UMA MULHER SUBMISSA
TEXTO ÁUREO
De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seu marido. Efésios 5.24.
VERDADE PRÁTICA
Assim como a Igreja está sujeita a Cristo, da mesma forma estejam às mulheres submissas a seus maridos.
LEITURA EM CLASSE
Gênesis 12.4,5; I Pedro 3.1-6.
INTRODUÇÃO
Sara era esposa legítima de Abraão. Seus direitos como esposa e mãe, nenhuma outra pessoa tinha a prerrogativa de partilhar. Reverenciava seu marido, e nisto é apresentada no Novo Testamento como um digno exemplo. Esse casal formava uma só carne. Eles eram unidos no amor. E foi uma forte provação aos dois a questão de Sara ser incapacitada de ter filhos. Esse é um dos pontos de provação do casal. Deus lhes dera a promessa de um filho. Mas pensemos do ponto de vista humano: como ter filho se Sara era estéril? O que isso poderia significar, considerando a cultura da época? Sara além de submissa obediente ao seu marido possuía uma fé inabalável em Deus. Pela fé, também, a própria Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel aquele que lhe havia feito a promessa.
I. CONTEXTO DA VIDA DE SARA
1. A terra natal de Sara (Gênesis 11.28,31; 15.7).
Tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos Caldeus, a fim de ir para a terra de Canaã; e vieram até Harã, e ali habitaram. Gênesis 11.31. Neemias 9.7.
Em Abraão e sua família se estabeleceu um modelo para as gerações futuras. Infelizmente, eles não foram perfeitos. Porém, o próprio Deus declarou que, em Abraão, seriam benditas todas as famílias da Terra. Gênesis 12.3. Abraão e Sara foram uma bênção em Ur dos Caldeus, Harã e depois em Canaã. Quantas famílias se uniram à família deles para servir ao único Deus e Criador! “Durante sua permanência em Harã, tanto Abraão como Sara haviam levado outros à adoração e ao culto do verdadeiro Deus. Estes se apegaram à casa do patriarca, e o acompanharam à terra da promessa”. Gênesis 12.5. Tão importante quanto foi para Abraão, Sara e Isaque a prática religiosa em seu lar, é hoje na experiência de cada família. “Se já houve um tempo em que toda a casa deveria ser uma casa de oração, agora é este tempo”
2. Um chamado à peregrinação.
Os habitantes de Ur eram idólatras e adoravam toda fonte de calor simbolizada pelo sol, astros e, sobretudo pelo fogo. Josué 24.14. Talvez tenha sido por isso que Deus ordenou que Abrão de lá saísse com sua família, para que sua fé não corresse risco. Com sua esposa Sarai, seu pai Terá e o sobrinho Ló, Abrão deixou Ur para estabelecer-se em Harã, na Mesopotâmia. Abraão e Sara saíram de sua terra, já tinham chegado a Canaã, e agora tinham ido ao Egito em busca de alimento, para ele e sua enorme quantidade de empregados e os muitos animais. Gênesis 13.14-18.
Sara estava com pouco mais de 60 anos, uma mulher muito bonita e atraente. E Abraão errou em seu diagnóstico. Ele se protegeu, mas expôs a sua mulher. Gênesis 12.10-13.
II. O CARÁTER DE SARA
1. Uma mulher submissa.
a) No Egito.
Passou fome e risco de perder a vida no Egito por causa da formosura de Sarai, sua esposa. Gênesis 12.10- 20; passou por contendas com seu sobrinho Ló por causa do espaço para os respectivos gados. Gênesis 13.6-13. Enfrentou luta com a ajuda dos seus empregados para resgatar Ló. Gênesis 14.12- 17, que havia sido aprisionado numa guerra contra Sodoma e Gomorra.
b) Em Gerar, terra de Canaã.
Ainda em sua passagem por Gerar passou novamente por aflição, quando o rei Abimeleque lhe tomou Sarai. Abraão mentiu e Sara mentiu junto. Mas Deus não aprovou. Ele não queria que Abraão mentisse. Então abimeleque mandou que buscasse Sara, e aí que Deus entrou em cena, com o entraria se Abraão tivesse revelado a verdade desde o início. Deus castigou o Abimeleque com pragas, e este devolveu Sara sem tê-la molestado. E ainda deu uma lição de moral em Abraão. Gênesis 20 1-9.
2. Uma mulher impaciente.
Abraão e Sara estavam certos de terem feito a coisa correta ao planejarem o nascimento de um filho com Hagar, que foi Ismael. Abraão cria, por certo, que era assim o cumprimento da promessa. Então, quando Deus lhe apareceu para ratificar a promessa, já tendo ele o filho Ismael, Sara riu. Achou engraçado, pois, parecia pensar, será que Deus ainda não percebeu que eu não podia mais procriar? Gênesis 18.9-15. Abraão estava com 100 anos, e sara com 90. Imagina ela ter filho com essa idade, além do que sempre foi estéril. Isso era impossível, qualquer um podia perceber. E Abraão estava tão confiante do que fizera com Sara que exclamou: “Oxalá, viva Ismael diante de Ti” Gênesis. 17.18. Racionalmente, isso é realmente motivo para rir. Sara reagiu normalmente como qualquer ser humano, que diante das circunstâncias; impaciência, ansiedade e desesperanças agiriam. Gênesis 18.14; I Coríntios 1.9: II Pedro 1.4.
3. Uma mulher de fé.
Sara foi à primeira mulher cuja fé se nos mostra para que a observemos, e isto especificamente em seu papel de mulher casada dois dos apóstolos se referem a essa exemplar mulher submissa e graciosa. Primeiro Paulo que indica que por fé ela se tornou mãe. Hebreus 11.11; segundo, Pedro, que roga às mulheres cristãs que sejam como Sara, que obedecia a Abraão chamando-lhe de senhor. I Pedro 3.6. Não sabemos nada da infância e da juventude de Sara, como era como filha em sua casa, ou como uma donzela naquela sociedade em Ur. Sara nos é conhecida como a esposa de Abraão e assim nos é conhecida pela Bíblia.
Como esposa submissa ao seu marido cumpriu todos os deveres e preceitos divinos. No Éden Deus havia dito que a vontade da mulher devia ser submetida a do marido e Sara busca sua satisfação na obediência a esta ordem. Gênesis 3.16. Quando Abraão sai de Ur dos Caldeus para ir a Canaã, ela deixa sua casa, amigos, enfim toda sua vida, para ir com seu esposo a um país completamente desconhecido. Quando fora raptada por estrangeiros, permanece fiel a Abraão. Em tudo se adapta às circunstancias. Recebe seus convidados e sem saber com Abraão hospeda anjos. E finalmente, decide dar preferência a sua serva Hagar do que ver seu marido sem filhos.
III. RECOMENDAÇÕES BÍBLICAS AOS MARIDOS.
O Esposo e a esposa formam “uma só carne”, apesar das diferenças. O que pode ajudar a manter o compromisso e a felicidade conjugal? O apóstolo Paulo escreveu: “Os maridos devem estar amando as suas esposas como aos seus próprios corpos.” Portanto, em parte, a palavra “uniu” significa que o marido se preocupa tanto com o bem-estar do seu cônjuge como com o seu próprio. Pessoas casadas devem mudar seu modo de pensar de “meu” para “nosso”, de “eu” para “nós”.
Superar ataques tempestuosos ao casamento o tornará sábio como marido. Desenvolver tal sabedoria pode resultar em felicidade. “Feliz o homem que achou sabedoria. Provérbios 3.13.
1. Como Cristo amou a Igreja (Efésios 5.25-28.
O amor sacrificial de Cristo é o exemplo do amor que o marido deve para a sua esposa, e isto deve ser comunicado um ao outro de maneira franca, honesta mesmo diante dos problemas e diferenças. Provérbios 15.22; 20.5; 25.11. O marido deve orar e estudar Palavra de Deus com seu cônjuge regularmente, e orar a Deus pedindo ajuda para resolver as questões do cotidiano da vida a dois. Provérbios 3.5, 6; Filipenses 4.6, 7; II Timóteo 3.16, 17.
Cristo amou a sua Igreja a si mesmo se entregou por ela. Assim, para o marido, o limite é o interesse apenas ao próprio cônjuge. Provérbios 5.15-21; Hebreus 13.4.
O marido deve falar com a esposa de modo bondoso e com consideração; evitando acessos de ira, importunar e fazer observações críticas e mordazes. Provérbios 15.1; 20.3; 21.9; 31. 26, 28; Efésios 4.31, 32.
2. Como a si mesmo (Efésios 5.28,29).
A raiva e a frustração profundas e mal-resolvidas podem acabar com o amor e o afeto no casamento. O apóstolo Paulo deu o seguinte conselho aos homens: “Vós, maridos, persisti em amar as vossas esposas e não vos ireis amargamente com elas.” Colossenses 3.19. O mesmo princípio se aplica às esposas. Quando os dois se esforçam em mostrar consideração, bondade e compreensão, contribuem para a felicidade e contentamento. Evitar confrontos e atitudes hostis contribui para que não haja conflitos quando surgem dificuldades. Paulo incentivou: “Tornai-vos benignos uns para com os outros, ternamente compassivos, perdoando-vos liberalmente uns aos outros.” Efésios 4.32.
E se sentimentos de incapacidade, frustração ou de ser subestimado o incomodarem? De modo calmo e claro, diga a seu cônjuge o motivo da sua preocupação. No entanto talvez seja melhor que o amor cubra questões pequenas. I Pedro 4.8.
Aplicar humildemente os conselhos da Bíblia mesmo se achar que o outro não está fazendo tudo o que deveria. Romanos 14. 12; I Pedro 3.1, 2.
Esforçar-se para desenvolver as qualidades espirituais mencionadas na Bíblia. Gálatas 5. 22, 23; Colossenses 3.12-14.
CONCLUSÃO
As mulheres são exortadas a serem submissas aos seus maridos como Sara foi com seu esposo, Abraão. Quem assim procede, diz Pedro, se torna filha de Sara. I Pedro 3.1-6.
Abraão é exemplo de fé; ele é chamado de pai dos que crêem. Sara é exemplo de submissão. Com isto concluímos que a fé em Cristo resgata no homem e na mulher sua submissão à autoridade direta a Deus. Fé e submissão andam juntas na experiência do homem com Deus.
A submissão torna-se mais prática quando a palavra diz do “respeito” que a mulher deve ter pelo esposo.
Para a mulher é crucial saber que ela é amada pelo seu marido. Efésios. 5.28; que ele é seu líder Efésios 5.23, e que ele confia nela Provérbios. 31.11. Dá-lhe o devido valor Provérbios. 18.22, gastar tempo com ela. I Pedro. 3.7; que tal demonstrar amor ao lembrar-se de datas importantes, isso manter acesa a chama do amor. Lamentações 3.21. Amá-la e demonstrar que está sempre atraído por ela, e cuidando de suas necessidades. Provérbios 5.18,19; I Pedro 3.7, e claro, tratá-la com respeito, honra e educação.
Pastor Alcione Alves do Nascimento, CGADB 36942, é auxiliar da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, Boqueirão, Curitiba, Paraná. Professor da EBD, e responsável pelo Ensino Doutrinário na Igreja (Sextas Feiras).


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Edmilson Escreveu:
Comentarista, Paulo não escreveu a carta aos Hebreus!
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ALCIONE ALVES DO NASCIMENTO Escreveu:
Prezado Mestre Edmilson!
Muito obrigado pela sua observação…
” A epsitola é anônima. As Igrejas orientais geralmente não duvidam da autoria paulina” Conciso Dicionário Bíblico. Edição 1974 - Imprensa Bíblica Brasileira.
“Assim, quando São Paulo escreveu a Carta aos Cristãos da Palestina (e aos da diáspora), intitulou-a “Carta aos Hebreus”.
“Alguns sábios destacam algumas evidências que podem indicar uma autoria paulina.”
A escrita da carta aos hebreus tem sido amplamente atribuída ao apóstolo Paulo. Era aceita por primitivos escritores como epístola de Paulo. O Papiro Chester Beatty N.° 2 (P46) (de aproximadamente 200 dC) contém Hebreus entre nove das cartas de Paulo, e Hebreus é alistado entre “quatorze cartas de Paulo, o apóstolo”, em “O Cânon de Atanásio”, do quarto século dC.
“São Paulo escreveu uma carta aos hebreus que viviam em Roma, onde tinham feito prosélitos entre os pagãos e no final do I século contavam com doze sinagogas”
Portanto, meu amado irmão em Cristo fico com essa tese…embora respeite a sua: “ Paulo não escreveu hebreus!”
Um abraço em Cristo
Pr.Alcione
Edmilson
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