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Moisés, o Líder chamado por Deus

(Lição 4, de 28 de outubro de 1984, comentada pelo Pr. Antonio Gilberto da Silva)

MOISÉS, O LÍDER CHAMADO POR DEUS

Verdade prática: Para cada ministério Deus chama o homem certo. E, depois de prová-lo, o comissiona para realizar a tarefa, provendo os meios necessários para isso.

Texto áureo: “Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus. ” -Ex 3.6.

Data da lição: 1463 a.C.

Lugar: Monte Horebe

Texto bíblico para o estudo da lição: Ex 3.1.14; At 7.30-36

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Ex 3.1-10

VOCABULÁRIO

Apascentava Moisés o rebanho de Jetro… (Ex 3.1). Tendo nascido e vivido no Egito durante quarenta anos onde recebera ele elevada cultura e de onde saíra por ter matado um egípcio que estava maltratando um escravo hebreu, Moisés vivia já há quarenta anos em Midiã e tornara-se pastor de ovelhas. O versículo em apreço narra um dos momentos em que Moisés pastoreava o rebanho de seu sogro Jetro, sacerdote em Midiã.

E a sarça não se consumia (Ex 3.2). Muitos estudiosos da Bíblia têm interpretado este fenômeno de várias maneiras. Um deles acredita ser uma figura da graça divina, e explica: “O fogo bem-chegado a uma sarça combustível mas, sem a consumir, simboliza Deus “fogo consumidor” (Dt 4.24; Hb 12.29), no meio de um povo pecaminoso (Israel) e em vez de consumi-lo, o preserva, tornando-se o seu Salvador por excelência”.

Tira a sandália dos pés, (Ex 3.5). Embora revelando-se em graça, Deus é santo, e Moisés, para chegar à sua presença, precisa estar com toda a humildade e reverência.

Eu sou o Deus de teu pai… (Ex 3.6). Enfaticamente, neste versículo, Deus se revela a Moisés como o mesmo Deus das promessas feitas aos patriarcas Abraão, Isaque, e Jacó.

Eu to enviarei… (Ex 3.10). Quando Deus se propõe a intervir na história a favor do seu povo, Ele comissiona homens para cumprir os seus desígnios, investindo-os de poder sobre¬natural.

RECURSOS EDUCACIONAIS

1. Convidar a classe (ou a congregação) para cantar o hino 93, da Harpa Cristã, com a finalidade de preparar o ambiente espiritual para que os alunos sintam que a chamada de Deus não e apenas aos pastores ou professores. Esta lição: deve ser apresentada como uma convocação de todo o povo a lançar mão à obra. (Outros hinos que poderão ser cantados nesse dia: 449; 503; 16; 394; 115; 147 etc.).

2. Fazer um levantamento sobre a vida de homens e mulheres de Deus que se têm destacado no serviço cristão da igreja local. Pode ser algum missionário que tenha sido enviado ao estrangeiro, ou um pastor já idoso que tenha dedicado a sua vida ao serviço da igreja.

3. Deixe como tarefa semanal para os alunos uma pesquisa sobre homens e mulheres que serviram a Deus de forma dedicada. Cada aluno pode escolher uma personagem bíblica e pesquisar como foi a sua chamada, quais os serviços prestados e de que forma podemos sentir a mão de Deus guiando, ajudando e protegendo tal personagem, bem como as principais lições práticas aprendidas através de sua vida.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

1. Enfatizar a importância do milagre de Deus ao revelar-se através da sarça que; estando em chamas, não se consumia.

2. Conscientizar os alunos de que cada crente tem um trabalho para fazer na obra de Deus.

3. Demonstrar que, ao comissionar um crente a determinado trabalho, Deus providencia todas as condições para que tal tarefa seja cumprida a contento. Deus nunca pede ao homem algo que ele não possa fazer.

ESBOCO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

I. O PREPARO DE MOISÉS (Ex 3.1)

1. O preparo de Moisés no lar

2. O preparo de Moisés no deserto

II. A CHAMADA DE MOISÉS

1. A sarça ardente

2. O método da chamada divina

3. O conteúdo da chamada

III. A RESPOSTA DE MOISÉS

IV. LIÇÕES DA CHAMADA DE MOISÉS

1. Ser paciente na preparação para o trabalho do Senhor

2. Aproveitar o tempo e as oportunidades que Deus dá

3. Atender logo o chamado divino

4. Confiar na providência divina.

EXPOSIÇÃO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

Moisés significa tirado (certamente em alusão ao fato dele ter sido retirado da água). Era filho de Anrão e Joquebede, da tribo de Levi (Nm 26.59). Ele foi o líder espiritual de Israel e também o seu legislador. O povo de Israel achava-se escravo no Egito sob o poder de Faraó. Chegara o tempo de cumprir-se a palavra de Deus, segundo Ex 15.16 e Dt 8.4,5. Somente Deus podia liber¬tar Israel, tão forte era o poder de Faraó, Para isso Deus serviu-se de um instrumento humano cha¬mado Moisés, que não somente tirou o povo do Egito, mas também o conduziu as fronteiras da Terra Prometida.

Secularmente Moisés foi homem de vasto saber e capacidade. Em Atos 7.22 está dito que ele foi educado em toda a ciência dos egípcios, e era poderoso em palavras e em obras. O celebre historiador Josefo descreve Moisés como um grande general, que á frente dum numeroso exército do seu país conduziu com grande estratégia e sucesso uma extensa campanha contra os etíopes, derrotando-os totalmente. Mas o que nos importa primeiramente é saber que ele foi por Deus preservado da morte, quando ainda bebê; e, muito depois, no devido tempo, ele foi diretamente chamado por Ele, para libertar e conduzir o povo de Israel. A libertação de Israel do poder de Faraó, em meio a sucessivos portentos da parte de Deus é a maior manifestação de poder divino no Antigo Testamento.

I. O PREPARO DE MOISÉS (Ex 3.1)

Todos os homens a quem Deus usou estavam ocupados e trabalhando quando foram chamados. Amós cuidava de gado (Am 7.15); Gideão malhava trigo (Jz 6.11); Samuel começou como porteiro da casa do Senhor quando ainda menino (1 Sm 3.15); Saul procurava animais perdidos (1 Sm 9); Davi apascentava o rebanho (1 Sm 16.11); Eliseu estava arando a terra (1 Rs 19.19); Neemias era copeiro do rei (Ne 1.11); Daniel era um dos assistentes do rei (Dn 1.19); Pedro e André estavam pescando (Mt 4.18-20); Mateus estava ocupado na coletoria (Mt 9.9). E assim por diante.

Muitas dessas ocupações eram simples e humildes, mas quem deseja e pensa fazer grandes coisas para Deus, deve antes saber fazer coisas pequenas e simples. Ler Lc 16.10,11. Moisés cuidava de ovelhas quando Deus o chamou. Foi uma boa experiência para ele, visto que estava sendo chamado para ser o pastor de Israel.

1. O preparo de Moisés no lar (Ex 18.2-4). Sua experiência como marido e pai de dois filhos, Gerson e Eliezer, certamente despertaram em Moisés sentimentos de compaixão, paciência. brandura, bondade e mansidão.

Isto foi de grande valor para ele quando mais tarde a petulância e a murmuração dos israelitas foram ao extremo.

2.O preparo de Moisés no deserto (Ex 3.1). Moisés viveu no palácio como príncipe real durante seus primeiros 40 anos (At 7.23). Os próximos 40 anos ele viveu no deserto, não muito longe do Sinai, por onde mais tarde conduziria o povo de Deus (At 7.29,30). Seus últimos 40 anos foram dedicados A liderança do povo de Deus, tirando-o da servidão do Egito e conduzindo-o A entrada de Canaã (Nm 14.33). Ele viveu 120 anos (Dt 34.7), divididos em três períodos de 40 anos cada.

No palácio de Faraó, ele viveu cercado de luxo e se preparou sob a direção dos melhores professores e líderes da época, na corte mais adiantada do mundo de então. Humanamente ele estava preparado, mas espiritualmente ele aprendeu as primeiras lições tom Deus, na solidão do deserto. Era Deus guiando os seus passos e preparando na sua escola da experiência para a grande obra que ele deveria executar.

Isso ocorreu para que Moisés depois não se orgulhasse, mas Jesse toda glória a Deus. Foi no deserto que Moisés libertou-se de sua auto-suficiência que tanto complicou a sua vida quando ele pre¬maturamente agiu na sua força no sentido de querer libertar o seu povo, pensando que tinha capacidade para isso, Ex 2.11-15.

II. A CHAMADA DE MOISÉS (Ex 3.2-10)

1. A sarça ardente (Ex 3.2-4). Tratava-se de sarça comum, como outras que havia no lugar, só que esta ardia sem ninguém ter-lhe ateado fogo e, ardendo, não se consumia. A sarça aqui re¬ferida é um pequeno arbusto formando moitas. O que causou pasmo a Moisés é que a sarça continuava a queimar, mas não se consumia. A verdade é que o fogo era sobrenatural, da parte de Deus e que o seu anjo estava no meio do fogo:

a. Aquele fogo era um emblema da presença divina. Tratava-se da presença do Deus vivo. No mesmo Monte Sinai, posterior-mente quando Deus promulgou a sua lei por meio do mesmo Moisés, ele falou ao povo do meio do fogo sobrenatural. No tabernáculo também no Santo dos Santos, entre os querubins de gl6ria lá estava o fogo sobrenatural como expressão da presença divi¬na. No Monte da Transfiguração Deus falou do meio de uma nu¬vem luminosa. No dia de Pente¬coste, línguas como que de fogo repousaram sobre cada um. No Monte Carmelo Deus se manifestou como fogo celeste queimando o sacrifício que estava sobre o altar.

Que no altar da nossa vida, arda continuamente o fogo divino, queimando o que não presta e purificando todo o nosso ser. Ler Lv 6.13.

O fogo que ardia na sarça era a presença do Deus vivo, dai Moisés esconder seu rosto e temer olhar para o fenômeno (Ex 2.6).

b. Aquele fogo era um emblema da presença de Deus no meio do seu povo. Aquela sarça, crê-se que era um tipo de acácia niloteca, um arbusto inexpressivo e sem qualquer beleza. É uma figura do povo de Deus desprezado, desconsiderado e rejeitado pelo mundo, mas no meio do qual Deus habita e se manifesta (Mt 18.20; Ef 2.22).

2. O método da chamada divina (Ex 3.4). Deus, ao ver que Moisés se virava maravilhado para contemplar a sarça que não se consumia, chamou-o do meio do fogo. Deus o chamou pelo nome, só que neste caso o nome foi repetido: Moisés, Moisés! Deus costuma falar assim quando se trata de algo muito urgente; muito importante ou muito serio. Abraão, Abraão (Gn 22.11); Samuel, Samuel (1 Sm 3.10); Marta, Marta (Lc 10.41); Simão, Simão (Lc 22.31); Saulo, Saulo (At 9.4); Jacó, Jacó (Gn 46.2).

Deus nos chama para o seu trabalho de modo direto e pessoal. Ele conhece os que são seus (Jo 10.3,14).

3. O conteúdo da chamada (Ex 3.5-10). Deus a seguir falou a Moisés sobre a reverência na sua presença. Naquele tempo, conforme a cultura daquela parte do mundo, o descalçar os pés era sinal de respeito, consideração e reverencia. Hoje em nossa cultura ocidental é bem diferente.

As palavras do Senhor no v.5 falava da santidade na presença do Senhor. Um lugar se torna santo pela presença manifesta de Deus. Por isso o crente deve viver em santidade porque ele e templo em que Deus quer sempre habitar. A igreja de Deus deve ser uma igreja santa e santificada ao Senhor; Deus, porem, e santíssimo. Ele é três vezes santo (Is 6.3). Para que Deus nos use precisamos viver em santidade. Ser santo e abandonar tudo aquilo que sabemos e sentimos que não é de Deus; que desagrada a Deus; que não vem de Deus, e tudo isso pela ação do Espírito, e não segundo os nossos padrões de certo e errado. Não é o nosso exame falho, superficial e humano que decide este assunto de santificação, mas o divino. Ler Sl 139.23.

Em seguida Deus esclareceu a chamada de Moisés, revelando a necessidade do povo, bem como os detalhes da missão de Moisés (Ex 3.6-10). Vemos aqui que a chamada divina envolve clareza da parte de Deus para com o crente.

III. A RESPOSTA DE MOISÉS (Ex 3.11).

Moisés diante da presença real de Deus reconheceu que nada era. O poder de Deus se aperfeiçoa em nossa fraqueza; quando somos nada em nós mesmos e dependemos inteiramente dele.

“Quem sou eu?” Moisés estava aqui reconhecendo que não era nada em si e que Deus era tudo. O orgulho e um pecado do espírito e todo crente tem que lutar contra ele pela fé, na eficácia do sangue de Jesus, que nos purifica de todo o pecado. Moisés tinha muita autoconfiança antes da sua saída do Egito. Agora, após 40 anos no deserto, aprendendo com Deus, ele estava transformado noutro homem. Ele tinha aprendido a pratica da humildade. São pessoas assim que Deus usa no seu serviço. Os soberbos Ele não usa.

IV. LIÇÕES DA CHAMADA DE MOISÉS

1. Ser paciente na preparação para o trabalho do Senhor. Moisés tinha 40 anos quando compareceu perante Faraó6, em nome de Jeová, como dirigente do seu povo. Samuel começou a se preparar desde criança. Jesus tinha cerca de 30 anos quando iniciou sua obra redentora. José tinha 30 anos quando foi feito primeiro-ministro do Egito e percorreu toda aquela terra. Aquilo fazia parte do plano de Deus para mais tarde retirar o seu povo de lá.

Há muitos que quando sentem a chamada divina imediata-mente abandonam tudo e saem despreparados para a obra do Senhor, resultando isso em males e prejuízos para a própria obra, para o individuo, para os seus e para a igreja. O Senhor da seara, antes de ordenar aos seus “ide por todo o mundo”, primeiro os chamou para com Ele ficarem cerca de três anos e se prepararem para a grande obra que os esperava.

“Procura apresentar-te a Deus, aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2 Tm 2.15). Eliseu teve longa preparação antes de assumir o lugar de Elias; Daniel teve que receber preparação para servir a Nabucodonosor. Se isto aconteceu com todos eles, quanto mais ao crente para servir ao rei do Universo e cuidar da sua obra. Se Deus to chamou para o seu trabalho, prepara-te.

Muitos interpretam mal as palavras de Jesus em Mt 4.19: “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens”. Ele nos prepara espiritualmente, capacitando, ungindo, enchendo da sua graça e do seu poder, mas o preparo do lado humano, nós é que devemos cuidar, adquirindo conhecimento e experiência e tudo o mais necessário, segundo a direção divina.

2. Aproveitar o tempo e as oportunidades que Deus dá. Isto faz parte da preparação. Há aqueles que desperdiçam o tempo e as oportunidades e quando chega a hora de entrar no trabalho vão lamentar e aprender a fazer o serviço cristão a custa de erros. Moisés vinha cuidando de rebanho há muito tempo quando chegou o momento de Deus na sua vida.

3. Atender logo o chamado divino. Chegou o momento na vida de Moisés. Deus disse é agora. Nas epístolas o servo do Senhor é comparado a um atleta. Este se prepara durante muito tempo para o dia da prova. Um mesmo exercício e repetido dezenas e centenas de vezes até que seja feito com perfeição. O Senhor Jesus é digno do nosso melhor. Outra coisa que caracteriza o atleta e a autodisciplina do corpo, da mente e dos apetites. Muitos crentes, jovens e idosos não são usados por Deus por falta de disciplina no seu espírito; intemperança; descontrole em tudo ou quase tudo. O domínio próprio em nossa vida, se for natural, como sempre, e muito limitado e falho, mesmo que o individuo tenha vasta cultura ou assistência, mas aquilo que é fruto do Espírito Santo em nossa vida e uma bênção de inestimável valor em todos os sentidos. Ler GI 5.22.

Jonas, devido a problemas pessoais (animosidade) não atendeu logo ao chamado divino para iniciar o trabalho do Senhor. Deus, na sua infinita paciência e compaixão, chamou-o pela segunda vez. Comparar Jn 1 com 3.1,2. Devemos obedecer de vez ao chamado do Mestre. Jonas teve sérios contratempos causados por sua desobediência.

4. Confiar na providência divina. Deus nunca chama alguém para este ser um fracasso. Quando ele chama e envia, ele também provê o necessário.

a. Moisés sentiu-se incapaz (Ex 3.11). “Quem sou eu?” Deus lhe respondeu: “Eu serei contigo” (v.12).

b. Moisés carecia de sabedoria (Ex 3.13). “Que lhes direi?” Deus lhe respondeu: “Eu sou o que sou” (v.14); isto e, Eu sou o todo suficiente. Suficiente em poder, suficiente em recursos, suficiente em proteção, suficiente nas dificuldades. Aleluia!

c. Moisés via problemas no povo (Ex 4.1). “Não crerão, nem acudirão a minha voz.” Deus o credenciou com sinais, prodígios e maravilhas (vv. 2-9). Ler Mc 16.17-20.

d. Moisés alegou sua falta de eloqüência (Ex 4.10). Deus lhe prometeu inspiração e mais um porta-voz (vv. 11-16).

Moisés obedeceu. Ler Ex 4.18-20. Ele o fez pela fé. Daí em diante seus passos foram passos de fé em Deus (Hb 11.24-29).

Quando Deus quer realizar alguma obra neste mundo, escolhe alguém para isso. Ele mesmo podia libertar o seu povo sem qualquer recurso humano, mas em vez de assim fazer Ele usou Moisés como instrumento nas suas mãos. É um privilegio incalculável fazer o trabalho do Senhor; o trabalho que ele faria se estivesse aqui. Todos aqueles que servem ao Senhor no seu trabalho devem fazer tudo bem feito, seja na Escola Dominical, na visitação, na pregação, nos testemunhos, no coral, na direção dos cultos, nas aulas, na tesouraria, na construção, na educação, ou seja qual for o trabalho que Ele nos confiou. Ler com meditação a advertência que está em Jr 48.10 e Dt 28.47.

ENSINAMENTOS PRÁTICOS

1. Os acontecimentos que marcaram a vida de Moisés, bem como a sua reação ao chamado de Deus, em Horebe, ensinam lições preciosas aos servos de Deus. Quanto mais difícil e a tarefa que Deus tem para seus servos, maior e mais difícil e a preparação e o caminho que eles têm a percorrer antes de cumprir sua tarefa. Se estamos enfrentando muitas dificuldades que não foram causadas por nossa própria imprudência, ainda assim devemos alegrar-nos no Senhor e aguardar o momento determinado por Deus. Sempre foi assim com aqueles que realmente foram chamados por Ele.

Desde novo, Moisés se sentia responsável pelo povo de Israel. Ele havia sido salvo da morte (Ex 2.5) e levado para o palácio onde aprendera a ciência com uma das civilizações mais adiantadas do mundo antigo. Tal fato deve ter levado Moisés a perceber que fora escolhido pelo Deus de seus pais para tornar-se o libertador de seu povo. Entretanto quando ele tomou suas próprias iniciativas, foi interrompido de forma chocante (Ex 2.11-15). O caminho de Deus era outro. Havia outras lições que ele precisava aprender.

Para ser apto a conduzir o povo através do deserto não bastava conhecimentos de astronomia, geometria, geografia, etc. Ele precisava aprender a sobrevivência no deserto, a paciência, a tolerância, o auto-controle e, principalmente, aprender o caminho para uma íntima e profunda comunhão com Deus. O silêncio e a imensidão do deserto, bem como o trato contínuo das ovelhas de seu sogro, deram-lhe essas qualidades. Agora ele sabia que, da mesma forma que as ovelhas, o povo não lhe pertencia. Ele deveria cuidar, guiar e, depois, prestar contas. Deus não permitiu sequer que Moisés possuísse o seu próprio rebanho. O professor de escola dominical, o pastor e todos os que servem á igreja devem atentar bem para a vida de Moisés. A responsabilidade e grande. Mas o Dono da obra é o Senhor e é Ele quem proverá os meios e as condições para que o trabalho seja feito. Toda a honra e toda a gloria pertencem ao Senhor (Ap 5.13)!

QUESTIONÁRIO

1. Que fazia Moisés no deserto?

2. Que maravilha ele presenciou lá?

3. Por que Deus se identificou como o Deus dos pais?

4. Qual o significado de tirar as sandálias?

5. Que tarefa deu Deus a Moisés?

6. Como Moisés se sentiu frente a tal responsabilidade?

7. Estava Moisés apto ao trabalho? Explique por que.

8. Que trabalho Deus lhe deu?

9. Está você consciente de estar realizando sua missão, o melhor que pode? Explique-se.

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  1. alcides Escreveu:

    caro colega,

    gostei muito deste site. Ele é muito informativo e abençoador para os professores.

    espero que não esqueça de quem sou.

    se possivel me envie os arquivos que me prometeu.
    ahh! se tiver alguma coisa sobre teologia da vida cristã, caro irmão, por favor me envie.

    forte abraço,

    Pb. Alcides Silva

  2. Aliomar P. Santana Escreveu:

    Fiquei maravilhado com historia da vida e liderança de Moises.
    que Deus abençoe os a todos os professores

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