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A Promessa de Nossa Entrada no Céu - Rádio Boas Novas



A PROMESSA DE NOSSA ENTRADA NO CÉU

INTRODUÇÃO

Durante  a  nossa  existência  aqui  na  terra,  todos  nós  estamos  sujeitos  a  dores,  tristezas  e sofrimentos.  No  entanto,  temos  a  divina  promessa  que,  em  breve,  adentraremos  às  manssões celestiais, onde estaremos na presença de Deus e estaremos livres de todo e qualquer  sofrimento

(Ap 7.17; 21.4-7).

I - QUAIS OS TERMOS BÍBLICOS QUE DESCREVEM O CÉU?

Nas  traduções  da  Bíblia  para  a  língua  portuguesa  há  mais  de  700  ocorrências  da  palavra céu(s). Sendo que, a maioria dos textos bíblicos usa a palavra hebraica Shamayim, que é traduzida literalmente  como  ”as  alturas”,  ou  a  palavra  grega  ouranos,  que  é  traduzida  como  ”o  que  está elevado”. Estes termos são usados em toda a Bíblia, referentes a três céus:

1.  O  primeiro  u  (inferior):  É  o  céu  atmosférico,  onde  sobrevoam  as  aves  e  os  aviões;  onde passam as nuvens, desce a chuva e se processam os trovões e relâmpagos (Dt 11.11,17; 28.12,24; Sl 147.8).

2.  O  segundo  Céu  (intermediário):  É  o  céu  estelar  ou  planetário,  chamado  também  de  céu astronômico (Gn 1.14; 15.5; Sl 33.6; Jr 10.2; Hb 1.10).

3. O terceiro u (superior):  Este céu  é o ponto central do nosso estudo. Podemos  chamá-lo de “céu  dos  céus”  por  estar  acima  de  todos  (Ne  9.6;  Jo  3.13).  É  este  céu  que  o  apóstolo  Paulo denomina de “o Paraíso” (II Co 12.2-4), e que  o Senhor Jesus  mencionou, muitas vezes, em  suas pregações e ensinos (Mt 5.12,16; 6.1,9,10; 7.21; 8.11; 10.32,33).

II - COMO A BÍBLIA DEFINE O TERCEIRO CÉU?

O terceiro céu é descrito nas Escrituras por diversos títulos:

1. Paraíso: Este título nos lembra a felicidade, contentamento  e comunhão que os nossos primeiros pais  desfrutavam     com  Deus,  no  Éden,  antes  da  queda  (Gn  3.8).  Escrevendo  aos  coríntios,  o apóstolo Paulo afirma que foi arrebatado até o terceiro céu, que é o paraíso (II Co 12.2-4).

2. Casa de meu Pai: Em um dos seus últimos discursos, o Senhor Jesus descreveu o céu como a “casa de meu Pai” (Jo 14.1-3), trazendo-nos a idéia do conforto, descanso e comunhão do lar.

3. Cidade celestial:   Assim como Israel peregrinou no deserto, com destino a Canaã, a igreja está peregrinando, com destino a Canaã celeste. O escritor aos Hebreus disse: “Porque s não temos aqui  cidade  permanente,  mas  buscamos  a  futura”  (Hb  13.14);  e  o  apóstolo  Paulo,  escrevendo aos  filipenses,  afirma:  “Mas  a  nossa  cidade  es  nos  us,  de  onde  também  esperamos  o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3.20).

III - A NATUREZA DO CÉU

O céu não é um lugar místico e nem um conceito filosófico. O céu é um lugar real, onde Deus habita; de onde Jesus veio, para tomar forma humana, e para lá voltou, após a sua ressurreição, e de onde Ele voltará, para buscar a Sua igreja. Vejamos como a Bíblia descreve o céu:

1.  O  Céu  é  um  lugar  real:  O  céu  não  é  um  lugar  imaginário,  e  sim,  um  lugar  real,  onde  a  igreja estará  para  sempre  com  o  Senhor  (I  Ts  4.17).  Jesus  descreveu  o  céu  como  um  lugar  onde  existe muitas moradas (Jo 14.1-3).


2.  O u é um lugar indescritível: Apesar das muitas referências bíblicas sobre o céu, cremos que não é possível descrevê-lo por completo, pois não se pode descrever a sua beleza e sua realidade com palavras humanas. O apóstolo Paulo diz que “… as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam” (I Co 2.9).

3.  O Céu é um lugar espaçoso: As testemunhas de Jeová afirmam que apenas 144 mil irão para o céu. Porém, o apóstolo João, na ilha de Patmos, teve uma visão dos mártires na glória, e escreveu:

“Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas  nas  suas  mãos”  (Ap  7.9).  Se  João  descreve  os  mártires  da  grande  tribulação  como  uma multidão, a qual ninguém podia contar”, imagine o que será a igreja, em sua totalidade.

IV- AS BÊNÇÃOS RESERVADAS PARA A IGREJA NO CÉU

Seria  impossível  descrever,  neste  breve  estudo,  as  bênçãos  que  estão  reservadas  para  a igreja no céu. Vejamos algumas:

1.  Santidade  perfeita:  No  céu  não  existe  tentação  e  nem  pecado.  Lá  os  santos  desfrutarão,  para sempre de santidade e pureza, pois receberão corpos gloriosos e incorruptíveis, e não poderão mais pecar (Ap 21.27; 22.14,15).

2. Plenitude de conhecimento: No céu não haverá escola nem ciência. Mas, o conhecimento será perfeito. Os mistérios serão desvendados, temas teológicos de difíceis compreensão, serão, enfim, compreendidos; e muitas coisas encobertas, serão reveladas (Dt 29.29; I Co 13.12).

3. Descanso: Em contraste com a vida presente, no céu não haverá necessidade de corrermos de um lado para outro, na luta pela sobrevivência. Estaremos, para sempre, livres de fadiga, cansaço e dores (Ap 14.13; 21.4).

4. Serviço: O céu não é um lugar de fadiga e cansaço, mas também não é um lugar de inatividade. Está equivocado aquele que pensa que a única coisa que faremos no céu é louvar a Deus. A Bíblia diz “Por isso estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no seu templo; e aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a sua sombra… E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão” (Ap 7.15; 22.3).

5.  Gozo:  Nem  mesmo  o  maior  prazer  experimentado  neste  mundo  poderia  ser  comparado  com  o gozo que desfrutaremos no céu. O céu é um lugar de gozo e de alegria permanente (Ap 19.7; 21.4).

6.  Comunhão com Cristo: No céu seremos semelhantes a Cristo e O veremos face a  face.  Por enquanto, a nossa comunhão com Ele é baseada na fé.  Nós oramos, adoramos e O servimos movidos por fé   (I Pe 1.8). No entanto, ao adentrarmos nas regiões celestes, poderemos vê-Lo face a face (Jo 14.3; II Co 5.8; Fp 1.23; Ap 22.4).

CONCLUSÃO

Apesar  de  ser  tema  de  críticas  e  zombaria  por  parte  dos  incrédulos,  o  céu  é  um  lugar  real, onde  a  igreja  estará,  para  sempre,  com  o  seu  noivo,  o  Senhor  Jesus  Cristo.  Todo  aquele  que recebeu a Cristo como Senhor e Salvador de sua vida, deve desejar habitar neste lugar, preparado para o povo de Deus (Jo 14.1-3).

Oa o Programa “ESCOLA BÍBLICA NO AR” que vai ao ar, todos os sábados, das  22:00 às 23:00h,

pela RÁDIO BOAS NOVAS. Você pode também acessar o  site : http://www.radioboasnovas.net/

publicado no site http://www.radioboasnovas.net/v3/ebd/pdf_ebd/19122007_84estudo.pdf

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    Marcos Roberto
    Escreveu:

    O texto tem como base apenas comprimentar a idéia biblica

    Quem tem promessa não morre?

    “E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna”
    (I João 2: 25)
    Tem razão o poeta em dizer que quem tem promessa não morre?
    A mesma idéia que invalida a morte por um período de tempo para aqueles que têm promessa, também invalidaria a volta de Cristo por igual período. Se fosse desta maneira, muitos que esperam o cumprimento de alguma ‘promessa’ teriam a certeza de que não seriam surpreendidos pelo dia do Senhor por um determinado período de tempo (I Tessalonicenses 5: 1).
    A bíblia contraria o argumento do poeta uma vez que quem tem promessa de Deus também morre!
    Ela demonstra que Abraão, Isaque e Jacó tinham uma promessa de Deus, porém, morreram sem alcançá-las “Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra” (Hebreus 11: 13).
    O escritor aos Hebreus também demonstra que muitos tiveram uma vida vitoriosa. Ex: Moisés, Raabe, Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e alguns profetas são exemplos de fé, pois venceram as adversidades confiados em Deus e alcançaram livramento conforme as promessas de Deus ainda em vida (Hebreus 11: 32- 34).
    Do mesmo modo, ou seja, pela fé, muitos outros experimentaram a morte, a tortura, o escárnio, os açoites, as prisões, o apedrejamento, foram serrados, mortos à espada, outros eram necessitados, aflitos, maltratados, etc., o que demonstra que, muitos, embora crendo, não alcançaram livramento das agruras deste mundo.
    Dentre estes servos de Deus, muitos recusaram o livramento de Deus, segundo a sua promessa, visando alcançar superior ressurreição (Hebreus 11: 35b- 38).
    O escritor aos hebreus apresenta aos seus leitores um contraste, pois pela fé muitos venceram reinos, fecharam a boca dos leões, apagaram o poder do fogo, e outros pela mesma fé somente receberam forças para suportar toda sorte de reveses na vida. Isto demonstra que Deus faz-se presente na vida de seus servos em todas as situações e circunstâncias.
    O amor e a graça de Deus são concedidos por intermédio do evangelho de igual modo para todos os que crêem, porém, o livramento de Deus diante das agruras desta vida não alcança a todos. Embora muitos tenham recebido bom testemunho pela fé, não foram vitoriosos segundo a concepção humana.
    A concepção de alguém vitorioso hoje é a de uma pessoa bem sucedida financeiramente, empreendedor, cheio de bens materiais, mas, não é assim a vitória que o crente conquistou em Cristo, visto que, muitos pela fé viveram maltratados, aflitos e necessitados. Isto demonstra que a promessa de Deus vai além de questões vinculadas a livramentos com relação às agruras deste mundo “Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos” (II Coríntios 1: 8).
    Quem tem promessa de Deus morre, pois para Deus vivem todos! (Lucas 20: 38). A morte física não é empecilho para cumprimento de suas promessas e Abraão verá o cumprimento cabal das promessas de Deus. Do modo que se expressou o poeta entende-se que a morte põe termo às promessas de Deus, e NÃO é assim, pois Deus não é Deus de mortos.
    Quem foi mais vitorioso: o evangelista João, que morreu velho e de morte natural (João 21: 22), ou Estevão, que foi apedrejado no início do seu ministério? (Atos 7: 55- 58). Quem teve maior fé, Moisés que rejeitou ser chamado filho da filha de Faraó ou Tiago, irmão de João, que foi morto ao fio da espada? (Atos 12: 2).
    Pela fé ‘todos’ os personagens bíblicos citados anteriormente pelo escritor da carta aos Hebreus morreram sem alcançar as promessas “E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa…” (Hebreus 11: 39).
    Há acepção de pessoas em Deus? Ele é injusto por dar livramento para alguns e outros não? A promessa de Deus não é para todos os homens?
    A idéia de que quem tem promessa não morre surge de uma falta de compreensão sobre o que é a promessa de Deus e como alcançá-la. Para uma melhor compreensão é preciso entender estes dois versos: “Portanto não lanceis fora a vossa confiança, que tem uma grande recompensa. Necessitais de perseverança, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa” (Hebreus 10: 35- 26).
    ‘Não lançar fora a confiança’ é o mesmo que ‘perseverar na fé’. Qual fé? Ora, a mesma fé que uma vez foi dada aos santos: a verdade do evangelho (Judas 3). É necessário a todos que crêem na mensagem do evangelho perseverar, pois esta é a obra perfeita que a fé produz no cristão: a perseverança (Tiago 1: 4).
    A fé sem perseverança é morta, pois esta é a obra perfeita que a fé produz no cristão!
    Só alcança a promessa de Deus aqueles que fazem a sua vontade! Qual é a vontade de Deus que o homem deve fazer (executar)? Sacrifícios, rezas, imprecações, orações, jejuns, etc.? Não! A vontade de Deus é esta: ‘Que creiais naquele que Ele enviou’ (João 3: 23).
    Ora, somente alcança a promessa de Deus aqueles que crêem no nome do seu Filho Jesus Cristo. É pela fé que se alcança a promessa de Deus. Ou seja, ‘fazer a vontade de Deus’ é o mesmo que ‘crer em seu Filho’. Através da crença (fé) o homem torna-se participante de uma promessa, e só é possível alcançá-la perseverando na fé.
    Há uma grande diferença entre a promessa de um homem e a promessa de Deus. Enquanto o homem é falho, Deus é todo poder para cumprir com a sua palavra. Ora, desta forma temos que a promessa de Deus vincula-se a sua palavra. A promessa de Deus é firme, pois ele não pode mentir, jurou pela sua palavra e o seu eterno poder constitui-se em garantia para aqueles que nele esperam.
    A bíblia apresenta aos homens uma promessa de Deus que é antes dos tempos eternos “Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos” (Tito 1: 2).
    Paulo demonstrou que a promessa de Deus é atemporal, visto que foi feita antes dos tempos que se medem de séculos em séculos, ou seja, na eternidade. No A. T. as promessas de Deus apontavam para o Messias, a esperança de vida eterna para a humanidade que jazia em trevas. Ele também demonstrou que todas as promessas de Deus cumprem-se em Cristo “Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós” (II Coríntios 1: 20).
    Observe que todas quantas promessas que Deus fez cumpre-se em Cristo para a sua própria glória. Como é isto?
    Ora, quando lemos acerca de Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Davi, vemos que eles foram vencedores em inúmeras batalhas. Mas, qual o propósito de Deus em conceder-lhes vitória? Eles eram melhores que os demais homens? Tiveram uma fé superior? Não! Antes, as vitórias que conquistaram tinham como foco principal preservar a linhagem de Cristo.
    Se considerarmos que Deus escolhe dentre os homens alguns para satisfazer os seus caprichos pessoais é porque nos esquecemos do propósito eterno de Deus, que é o de ‘convergir em Cristo todas às coisas’ (Efésios 1: 10).
    Ora, todas as promessas do Antigo Testamento visavam preservar a linhagem do Messias. Embora muitos não tenham visto o cumprimento desta promessa, morreram na fé. Estes que morreram na fé, em alguns momentos de sua vida terrena foram agraciados com livramentos pontuais, outros, porém, mesmo na fé, não tiveram igual livramento.
    Portanto os cristãos não devem embaraçar-se com negócios desta vida, pois o que importa é a fé que opera pelo amor de Deus revelado em Cristo, pois em Cristo todas as promessas cumprem-se.
    Observe o que disse o apóstolo João: “E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna” (I João 2: 25). A promessa de Deus é específica: a vida eterna. Agregado a promessa de vida eterna àqueles que permanecem em Cristo, temos a promessa da presença de Cristo em todos os dias “Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (Mateus 28: 20).
    A ordem para ensinar a guardar as coisas que Cristo mandou tem como foco a promessa de vida eterna. A promessa para guardar os mandamentos de Cristo promove a vida eterna, bem como nunca será abandonado àqueles que nele confiam.
    Cristo prometeu estar com os seus todos os dias até a consumação dos séculos e está é uma promessa válida a todos os cristãos, e mesmo assim Estevão morreu apedrejado. Ele estava só? Não!
    Isto demonstra que a preocupação dos cristãos não deve se fixar em problemas, promessas pontuais ou com a morte, visto que: “Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor” (Romanos 14: 8).
    É de conhecimento que a promessa que Deus fez é a promessa de vida eterna. Ora, tal promessa é para que amemos a sua vinda e não estejamos embaraçados com as coisas desta vida “Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra” (II Timóteo 2: 4).
    Paulo recomenda que aqueles que usam deste mundo, que vivam como se dele não abusassem “E os que usam deste mundo, como se dele não abusassem, porque a aparência deste mundo passa” (I Coríntios 7: 31).
    Agora chegamos à questão principal: Sobre qual tipo de promessa escreveu o poeta? De onde surgiu à concepção de que não morre quem tem promessa? De onde pode surgir uma nova promessa?
    Se for por meio de profecias temos uma ressalva do apóstolo Paulo que diz: “Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação” (I Coríntios 14: 3). A finalidade da profecia hoje não é estabelecer novas promessas, e sim exortação, consolação e edificação, pois já temos a promessa: a vida eterna!
    Não é da vontade de Deus que o cristão se fixe nas coisas desta vida, e as suas promessas não dizem de coisas passageiras, tais como: bens materiais, relacionamentos humanos, viagens, ministérios, dons, etc., antes é preciso viver hoje como se Cristo voltasse agora.
    Há um grande misticismo no mundo! Os homens vivem em procura de prognósticos, adivinhações, oráculos, promessas, etc. Deus não contraria a sua palavra, concedendo uma promessa pontual para o amanhã, uma vez que o dia de amanhã não nos pertence “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” (Mateus 6: 34); “Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece” (Tiago 4: 14).
    Deus não invalida a sua palavra através de uma promessa pontual. Como conciliar uma promessa tendo em vista questões deste mundo com o que diz a sua palavra: o homem viverá do suor do seu rosto (Genesis 3: 19); tudo sucede igualmente a todos os homens (Eclesiastes 9: 2); o tempo e a sorte ocorrem a todos e o homem não sabe a sua hora (Eclesiastes 9: 11- 12); o homem não tem como descobrir o que há de ser (Eclesiastes 7: 14).
    Alguém pode citar Simeão. Dele temos que era homem temente a Deus e que esperava a consolação de Israel (Lucas 2: 25). Ora, foi lhe revelado pelo Espírito, que antes de morrer haveria de ver a Salvação de Israel. Temos uma revelação, da mesma forma que teve José e Maria.
    Tal revelação de Deus a Simeão serviu de sinal e testemunho aos pais do menino Jesus e àqueles que estavam no templo (Lucas 2: 33). De igual modo serviu de sinal ao povo o anunciado pela profetiza Ana. Ora, o anunciado pela profetiza Ana e a revelação que teve Simeão foram a respeito do Cristo, e não de questões particulares.
    Perceba que a revelação de Simeão serviu de sinal e testemunho ao povo de que o menino é a consolação de Israel (Lucas 2: 34- 35), porém, ele morreu e não viu o seu povo consolado, pois a promessa ainda se dará no futuro.
    A única profecia acerca da preservação de uma vida foi feita ao rei Ezequias: “Vai, e dize a Ezequias: Assim diz o SENHOR, o Deus de Davi teu pai: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas; eis que acrescentarei aos teus dias quinze anos” (Isaías 38: 5), mas tal promessa era factível à época, pois não havia a promessa da iminente volta de Jesus.
    O que muitos cristãos pensam em nossos dias também subiu ao coração de Ezequias: “Pois pensava: Haverá paz e segurança em meus dias” (Isaias 39: 8).
    Não há promessas condicionais, visto que todas as promessas de Deus têm em Cristo o cumprimento (o sim) “Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós” (II Coríntios 1: 20).
    Quando se estabelece alguma condição para receber algo, já não é promessa, e sim uma recompensa. Não há promessas condicionais, pois se assim fosse estabeleceria uma dívida entre o Criador e a criatura (Romanos 4: 4).
    Todos os homens são falhos e nenhuma promessa de Deus esteve ou estará vinculada a fidelidade do homem. Abraão, um exemplo de fé, mesmo após receber o testemunho de que creu em Deus, cometeu várias falhas. Na tentativa de auxiliar Deus a cumprir a sua promessa apresentou o seu servo damasceno Eliéser (Genesis 15: 3- 4), o seu filho Ismael (Genesis 17: 18) e riu-se da promessa (Genesis 17: 17).
    Os cristãos são fiéis por estarem em Cristo, ou seja, ninguém é fiel a Cristo, antes, por estar em Cristo, na condição de nova criatura, é fiel EM Cristo (Efésios 1: 1). Por andar na presença de Deus Abraão foi declarado perfeito (justificado) (Genesis 17: 1). Como andar como Abraão? Por fé!
    As promessas de Deus são incondicionais para que o homem possa descansar nele, pois é Ele quem trabalha para os que nele esperam (crêem) (Isaias 64: 4).
    Algumas pessoas consideram o capítulo 28 de Deuteronômio como promessas condicionais, porém, é uma expressão da lei. Por que expressão da lei? Porque só é possível servir a Deus (ou obedecê-lo, ou cumprir os seus mandamentos) por meio da fé. Se fosse possível aos ouvintes da lei cumpri-la, não haveria necessidade da vinda do Messias, pois o mandamento de Deus só é possível cumprir por intermédio de Cristo.
    As promessas de Deus são todas sustentadas pela sua fidelidade e Ele não fica a mercê das realizações pessoais de homem algum (Hebreus 6: 13; Amós 6: 8).
    É factível a promessa da vinda de Cristo ser protelada pela ‘promessa’ particular de um filho a alguém? A ‘promessa’ de uma vida farta neste mundo, ou como dizem, ‘Deus virará o seu cativeiro’, mudará os tempos que Deus estabeleceu por seu próprio poder?
    O que Jesus realmente prometeu? “E Jesus, respondendo, disse: Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho, Que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no século futuro a vida eterna” (Marcos 10: 29- 30).
    Enquanto Jesus disse que no mundo os seus seguidores teriam aflições, muitos cristãos se valem de pretensas promessas para reclamar de Deus como fez Baruque “Ai de mim! Acrescentou o Senhor tristeza à minha dor; estou cansado do meu gemido, e não acho descanso” (Jeremias 45: 3).
    Porque fizeram algo, como fez Baruque ao ser escriba de Jeremias, pensam que Deus lhes deve alguma coisa. O descanso que procuram é concernente a esta vida, e desprezam o verdadeiro descanso do Senhor!
    Para estes diz o Senhor: “Procuras grandezas? Não as busques. Pois eu trarei mal sobre toda a humanidade, diz o Senhor, mas a ti darei a tua alma por despojo, em todos os lugares para onde fores” (Jeremias 45: 5).

    Claudio Crispim

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