A Pedagogia de Jesus - II Parte
Porque Jesus teve tanta influência na vida das pessoas?
“Ao deixar Cristo Seu alto posto de comando, poderia haver tomado na vida qualquer posição que escolhesse. Mas a grandeza e a posição nada eram para Ele, Aquele que fora designado no conselho celeste, veio a terra como instrutor do homem… [1].”
Mesmo sem desejar o tÃtulo humano de mestre, Jesus foi reconhecido como tal, a sua vida fora tomada pela sua missão, pois sabia da “… necessidade do homem quanto a um mestre divino… [2].” Como Jesus não houve mestre em tempo algum, ninguém causou maior impacto na vida dos homens que Cristo e seus ensinos. Eis as razões:
1. Jesus era a verdade encarnada
Somente Jesus podia afirmar: “Eu sou… a verdade [3].”
Nenhum elemento é mais importante para aquele que ensina do que aquilo que ele é em si. Portanto das maiores lições que tomamos o que realmente importa não é somente seu conteúdo, mas com quem as aprendemos. Como afirmou J.M. Price, “a melhor encadernação para os evangelhos não é o marroquim: é a pele humana [4].”
Nenhum homem conseguirá alcançar com suas palavras além de aonde chegam seus atos, mais é aprendido daquilo que se vive do que se fala. Jesus foi totalmente aquilo que ensinava, “durante Seu ministério, Jesus dedicou mais tempo a curar os enfermos do que a pregar. Seus milagres testificavam da veracidade de suas palavras, de que não veio a destruir, mas a salvar [5].”
“Ele realizava na própria vida o que ensinava [6].”
2. Seu amor o levava a servir
Nada poderá suprir a falta de interesse pelo bem estar de nossos semelhantes, nenhum conhecimento acumulado, nenhuma qualificação, nenhuma oratória. Jesus tinha interesse sincero pelo povo, sem importar com suas qualificações, credo, raça, nacionalidade ou sexo. Para o mestre nada importava mais do que a pessoa que estava diante dele.
Jesus amou o jovem rico por estar perdido sem saber.
Jesus amou o homem leproso e o tocou, mesmo sabendo das rÃgidas leis cerimoniais, encarou o homem mais importante que os ritos.
Jesus amou o coletor de impostos desprezado e odiado por todos, caminhou até ele e foi a sua casa assumindo as conseqüências para salvar esta única vida.
Jesus amou a mulher prostituta quando todos queriam matá-la ele deu o que todos a negaram, confiança e uma segunda chance.
Jesus amou a mulher na beira do poço que lutava com seus problemas de relacionamento e esquecendo de sua necessidade por água oferecendo a ela a água viva.
“Cristo não conhecia distinção de nacionalidade, posição ou credo… não passava nenhum ser humano por alto como indigno, mas procurava aplicar a toda pessoa o remédio capaz de sarar. O que tocava Seu coração era uma alma sedenta pelas águas da vida [7].”
3. Jesus acreditava no poder do ensino
Ele viu que o ensino proporcionava uma oportunidade única em formar os ideais, as atitudes, e a conduta do homem, seu principal agente de redenção foi o ensino. Ele ensinava com poder por que conhecia as escrituras e seu poder. Este conhecimento não era inerente apenas de Sua divindade, mas também de seus estudos.
“Estudava a palavra de Deus, e as horas de maior felicidade para Ele eram aquelas em que Se podia afastar do cenário de seus labores e ir para o campo a meditar… O alvorecer encontrava-O muitas vezes em algum lugar retirado, meditando, examinando as Escrituras, ou em oração [8].”
4. Jesus conhecia a natureza humana
Todo aquele que ensina, deve procurar conhecer um pouco da natureza humana, suas necessidades, seus anseios, seus medos e suas expectativas. É necessário compreender que não são lições que são ensinadas, mas pessoas, elas são o centro na atenção de quem ensina.
Ao compreender a natureza do homem Jesus tornou-se apto para poder ensinar e para solucionar-lhes as suas necessidades profundas e ocultas. Jesus apelava para aos corações com poder, pois conhecia suas necessidades.
Referências:
[1]E.G. White, O Desejado de Todas as Nações, TatuÃ, SP, Casa Publicadora Brasileira, pág 35.
[2] Idem
[3] João 14:6
[4] J. M Price, A pedagogia de Jesus, Rio de Janeiro, RJ, Juerp editora, pág. 9.
[5] E. G. White, A Ciência do Bom Viver, TatuÃ, SP, Casa Publicadora Brasileira, pág. 19
[6] E.G. White, Conselho aos Professores, Pais e Estudantes, TatuÃ, SP, Casa Publicadora Brasileira, pág 262
[7] E. G. White, A Ciência do Bom Viver, TatuÃ, SP, Casa Publicadora Brasileira, pág. 25
[8] E. G. White, A Ciência do Bom Viver, TatuÃ, SP, Casa Publicadora Brasileira, pág. 52
Publicado no blog Encontro com o Poder


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