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Vencendo a Ansiedade - Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco

A ansiedade é um dos efeitos da ilusória opção humana por uma vida independente de Deus.

INTRODUÇÃO

- Iniciamos o estudo das “doenças do nosso século” pela ansiedade, doença que o nosso ilustre comentarista considerou como sendo “a doença que está no topo da lista dos males que afligem a sociedade dos nossos dias”.

- A ansiedade é o efeito da incompatibilidade entre a natureza humana e a opção por uma vida sem Deus.

I - O QUE É ANSIEDADE

- Iniciamos o estudo das “doenças do nosso século” pelas chamadas “doenças intrapessoais” ou “doenças pessoais”, ou seja, os males que afligem o interior de cada ser humano, o seu relacionamento consigo mesmo.

- O homem foi criado para ser o mordomo de Deus na Terra, ou seja, a criatura que deveria dominar sobre todas as demais criaturas terrenas (Gn.1:26,28), tendo um relacionamento especial com o Criador. Foi feito, assim, para dominar sobre a criação terrena, mas devendo depender direta e exclusivamente de Deus para tal mister.

- O homem, desta maneira, foi constituído à imagem e semelhança de Deus, mas numa relação de nítida dependência do Senhor, com que, aliás, tinha um contato diário, no qual poderia exercer, na sua plenitude, o objetivo de sua criação. Não é à toa que é dito que o homem recebeu, em seu coração, a eternidade (Ec.3:11 ARA), ou seja, uma sensação de que foi criado para viver eternamente, para ter um contato duradouro com o seu Criador, o único ser eterno que existe (Gn.21:33; Is.40:28).

- No entanto, advindo o pecado, o homem perdeu a posição que detinha diante de Deus, tendo sido rompida aquela comunhão primitiva (Is.59:2), fazendo com que o laço indispensável para que pudesse exercer o objetivo para o que foi criado, ou seja, a dependência diante de Deus, desaparecesse.

- O pecado foi resultado da opção feita pelo primeiro casal de ter uma vida independente de Deus. Ao crer na mentira contada pela serpente, segundo a qual, o acesso ao fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal lhes faria iguais a Deus, ou seja, não mais necessitariam de Deus para subsistir (Gn.3:5), o homem preferiu seguir sua vida sem a presença de Deus e isto lhe causou um grande mal interior, pois, sem Deus, o homem nada pode fazer (Jo.15:5).

- Ora, este gesto de “libertação” de Deus, esta escolha pela subsistência ao largo do senhorio de Deus, trouxe ao homem a morte em seus três aspectos: a morte espiritual, a morte moral e a morte física. A morte espiritual é a separação de Deus; a morte moral, a submissão ao mal, ao pecado e a morte física, que é a separação entre o corpo e o homem interior, um dos juízos estabelecidos por Deus por causa do pecado (Gn.3:19).

- Tem-se, portanto, que, ao ser separado de Deus, inclusive expulso do Éden onde desfrutava de uma dimensão eterna (ainda que na Terra), o homem passou a viver um paradoxo: tinha a eternidade em seu coração, fora criado para ser eterno, mas, agora, sua existência terrena passou a ser temporária, passageira, extremamente curta como “a flor da erva”, como um “conto ligeiro” (Sl. 90:5,6,9; I Pe.1:24).

- Como se não bastasse isso, criado para servir a Deus, que o supria de toda uma situação de bem-estar em todos os aspectos de sua vida (Gn.2:8,9), o homem, por causa do pecado, gerou um desequilíbrio na ordem das coisas, de tal maneira que passou a ter de lutar por sua sobrevivência, tendo uma natureza que lhe passou a ser hostil (Gn.3:17-19).

- Criou-se, então, um conflito entre a natureza humana e a realidade trazida pelo pecado. O homem passou a se ver diante de uma existência temporária, passageira, com a inevitável conseqüência da morte física, tendo a eternidade em seu coração e, portanto, tendo uma natureza que fora feita para viver eternamente, que clama pela permanência, que é feita para algo que é duradouro. No entanto, sua natureza pecaminosa, que o domina, fá-lo almejar pelo que é temporário, pelo que é da terra, que se quer ter e usufruir para sempre, mas que se sabe ser temporário e destinado a acabar.

- Este conflito entre a eternidade que existe no interior do homem, mas do caráter passageiro e temporário da existência terrena, do almejo da eternidade, que, entretanto, diante da ruptura do relacionamento com Deus, que é o único ser eterno que existe, não pode ser satisfeito em lugar algum, é a principal fonte da ansiedade, ansiedade esta que se intensifica a partir do momento que o homem mais e mais se tenta endeusar e se afirmar contra o único e verdadeiro Deus, como ocorre neste período imediatamente anterior à volta de Jesus, quando o espírito de rebelião progride intensamente no seio da humanidade.

- “Ansiedade”, diz o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, é “grande mal-estar físico e psíquico; aflição, agonia”; “desejo veemente e impaciente”; “falta de tranqüilidade; receio”; “estado afetivo penoso, caracterizado pela expectativa de algum perigo que se revela indeterminado e impreciso, e diante do qual o indivíduo se julga indefeso”.

- A origem da palavra “ansiedade” é a palavra latina “anxietas, atis”, que, por sua vez, tem origem no radical “ang-”, cujo significado é “‘estreitar, oprimir, apertar (a garganta)”, que tem a mesma origem da palavra “angústia”, que a psicologia considera como sendo “estado de excitação emocional determinado pela percepção de sinais, por antecipações mais ou menos concretas e realistas, ou por representações gerais de perigo físico ou de ameaça psíquica” e a psicanálise, “reação do organismo a uma excitação impossível de ser assimilada, desencadeada pelo bloqueio da consecução da finalidade de uma pulsão (p.ex., a frustração do orgasmo) ou pela ameaça de perda de um objeto investido por uma pulsão (p.ex., a perda de um ser amado)”.

- O filósofo cristão dinamarquês Sören Kierkegaard (1813-1855), considerado o “pai do existencialismo”, foi o primeiro a enfrentar, no tempo histórico dos nossos dias, a questão da “angústia” como sendo um sentimento inerente à condição humana. Para este filósofo, a angústia nada mais é que “sentimento de ameaça impreciso e indeterminado inerente à condição humana, pelo fato de que a existência de um ser que projeta incessantemente o futuro se defronta de maneira inexorável com possibilidade de fracasso, sofrimento e, no limite, a morte”.

- Temos, então, que a ansiedade ou angústia é uma sensação que está presente no ser humano de modo inevitável, é o resultado do fato de o homem ter se distanciado de Deus e, portanto, ter de enfrentar uma existência temporária e que será inevitavelmente atingida pela morte física, num espectro de separação de Deus, tendo sido feito para viver eternamente com Deus, tendo, inclusive, a eternidade em seu coração.

- A existência da natureza pecaminosa em todo ser humano e a sua criação para viver eternamente com Deus gera uma frustração, uma sensação de fracasso. O homem interior (alma e espírito) contém a eternidade, ali posta por Deus, mas esta eternidade, numa vida alienada de Deus, numa vida dominada pela carne (a natureza pecaminosa), que o faz viver separado de Deus, o Eterno, não tem nenhum sentido, não é atingida e, por causa disso, o homem sente estreitar-se as suas possibilidades, sente a opressão do pecado sobre a sua vida, que passa a não ter qualquer significado. É esta sensação de angústia que passa a guiar o homem, trazendo-lhe frustrações, pois, apesar de buscar satisfazer esta sua inclinação para o eterno naquilo que o mundo oferece, chega à constatação que chegou o sábio Salomão: tudo é vaidade.

- A ansiedade, portanto, não é algo que possa ser eliminado na criatura humana. Faz parte da sua estrutura. Por isso, é interessante observar que na única vez em que, na Versão Almeida Revista e Corrigida, esta palavra é utilizada, em I Pe.5:7, o escritor sagrado não fala que devemos impedir a ansiedade de existir em nós, muito menos que ela pode ser eliminada, mas, sim, que devemos “lançar a ansiedade sobre Jesus Cristo”, ou seja, ela existe inevitavelmente em cada um de nós mas aquele que nasceu de novo, que é uma nova criatura, tem o poder, como filho de Deus, de lançar a ansiedade sobre o Senhor, ou seja, de não retê-la, mas entregá-la aos cuidados do Senhor.

- Isto significa que todo ser humano, salvo ou não, tem ansiedade, pois ela é o resultado de termos uma natureza pecaminosa e, ao mesmo tempo, termos sido criados para viver com Deus, o que é impossível por causa do pecado que praticamos. Destarte, neste conflito entre o objetivo da eternidade e o domínio do pecado que nos impele para o passageiro e temporário, surge uma “estreiteza”, um “aperto”, uma “opressão” no próprio ser humano, que gera a “ansiedade” ou “angústia”. Isto decorre da própria natureza humana e não há como dela nos livrarmos enquanto não atingirmos a glorificação, que é o estado final da salvação, quando nos livraremos desta natureza pecaminosa, deste “corpo do pecado”. Até lá, porém, quem passou a depender exclusivamente de Jesus, quem se tornou em vara da videira verdadeira (Jo.15:1), tem como se livrar desta ansiedade, lançando-a sobre o Senhor Jesus.

- A palavra “ansiedade”, em I Pe.5:7, é tradução da palavra grega “merimna” (???????), palavra que, em outras passagens das Escrituras, na Versão Almeida Revista e Corrigida, é traduzida também como “cuidados” (Mt.13:22; Mc.4:19; Lc.8:14), “preocupações” (Lc.21:34) e “preocupação” (II Co.11:28).

- Já a palavra “angústia” aparece por diversas vezes nas Escrituras, sendo, em hebraico, no mais das vezes, a tradução da palavra “tsarah” (???) (como em Gn.35:3, v.g.) ou alguma das suas variações, cujo significado é de “estreiteza”, “aperto”, “adversidade”, “dificuldade”.

- A ansiedade ou angústia, portanto, é algo que decorre da própria natureza humana decaída, é o resultado de nosso apartar do Senhor, da entrada do pecado no mundo e, portanto, não há como solucionar esta problemática, que é universal e alcança a todos os homens, a não ser nos reconciliando com Deus, o que se pode fazer somente na pessoa de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

- Por isso, nos dias em que vivemos, de multiplicação da iniqüidade (Mt.24:12), temos o aumento da ansiedade e da angústia entre as nações, entre os seres humanos, até porque, ao se aproximar a data do arrebatamento da Igreja, não devemos nos esquecer de que se aproxima, também, a Grande Tribulação, que a Bíblia diz que será o tempo de maior angústia que houve sobre a face da Terra (Dn.12:1).

- Notamos a presença da ansiedade ou angústia assim que ocorreu a queda do primeiro casal. Na viração daquele fatídico dia, quando o Senhor Se apresentou ao homem, a Bíblia diz que o casal havia se escondido. Disse Adão ao Senhor que havia se escondido porque havia temido porque estava nu (Gn.3:10).

- Este medo de algo indeterminado, este receio de não se sabe o quê, como o demonstrado pelo primeiro casal ao tentar se esconder da presença de Deus é o que caracteriza a ansiedade ou angústia. Diz o médico psiquiatra brasileiro Isaac Efraim, que tem um site específico sobre a ansiedade, que “…A ansiedade é uma sensação ou sentimento decorrente da excessiva excitação do Sistema Nervoso Central conseqüente a interpretação de uma situação de perigo. Parente próximo do medo, (muitas vezes onde a diferenciação não é possível) é distinguida dele pelo fato de o medo ter um fator desencadeante real e palpável enquanto na ansiedade o fator de estimulo teria características mais subjetivas….” (Ansiedade e seus transtornos. Disponível em: http://www.ansiedade.com.br/ansiedade/index.htm Acesso em 06 jun. 2008).

- A ansiedade caracteriza-se, portanto, por ser um receio, o medo de algo indeterminado e impreciso, resultado nítido do conflito entre a eternidade que está no coração do homem e o domínio do pecado que o leva a uma existência terrena passageira e a uma vida dominada pela busca do temporário, do passageiro. Daí porque o referido psiquiatra ter afirmado que “…O nosso Sistema Nervoso Central e a nossa mente necessitam de uma situação de conforto e de segurança para usufruir a sensação de repouso e de bem estar. Quando a nossa percepção nos alerta para uma situação de perigo a este estado acontece o estado ansioso…” (EFRAIM, Isaac. end. cit.). Como, sem a comunhão com Deus, gera-se a incerteza, o receio do que está por vir, como vemos nitidamente na reação do primeiro casal na viração do dia em que pecaram, surge a ansiedade, este “aperto no coração”, que somente poderá ser resolvido mediante o restabelecimento da comunhão com o Senhor, o que se faz única e exclusivamente por intermédio de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

- A ansiedade é, ainda segundo Isaac Efraim, “…o grande sintoma de características psicológicas que mostra a intersecção entre o físico e psíquico, uma vez que tem claros sintomas físicos como taquicardia (batedeira), sudorese, tremores, tensão muscular aumento das secreções (urinárias e fecais) aumento da motilidade intestinal, cefaléia (dor de cabeça). Quando recorrente e intensa também é chamada de Síndrome do Pânico (Crise ansiosa aguda). Toda esta excitação acontece decorrente de uma descarga de um Neurotransmissor chamada Noradrenalina que é produzida nas Supra-renais, Lócus Cerúleos e Núcleo Amigdalóide….” (end. cit.). Os dias em que vivemos, de intensa agitação e de excessiva oferta de prazeres e atrativos para saciar o vazio existente dentro do ser humano só fazem aumentar a ansiedade e toda a sua problemática entre os homens.

II - VIRAR-SE A DEUS - A CHAVE PARA SE LIBERTAR DA ANSIEDADE

- Visto o que é a ansiedade, tanto do ponto-de-vista espiritual, como também biológico, devemos atentar para o devido tratamento desta “doença do nosso século”, a fim de que, como servos de Deus, não só saibamos lidar com ela, como também contribuamos para que muitos possam também ser curados deste grande mal.

- Não devemos nos esquecer de que o objetivo deste nosso trimestre é não só identificar as doenças que têm vitimado a humanidade dos nossos dias, como também verificar as curas que a Bíblia oferece para elas, já que a Bíblia é a Palavra de Deus e nós, como membros do corpo de Cristo, temos a missão de “curar todos os oprimidos do diabo”, porque Deus é conosco.

- Por primeiro, como vimos, a ansiedade é algo que está presente em todos os seres humanos, inclusive os que aceitaram a Cristo como seu único e suficiente Senhor e Salvador. Desta maneira, quando falamos em ansiedade, não devemos olhar para os outros, mas, em primeiro lugar, olhar por nós mesmos para que não venhamos a cair (I Co.10:12).

- Ora, se a ansiedade, como vimos, surge do descompasso entre a eternidade existente em nosso coração, posta ali por Deus, e o domínio do pecado que nos leva a uma existência terrena e passageira, onde não se pode obter a satisfação desta inclinação ao eterno, vemos que o primeiro passo para bem nos conduzirmos com relação à ansiedade é o do domínio da natureza pecaminosa em nós.

- A salvação, portanto, é o primeiro e indispensável passo para cuidarmos da ansiedade. A ansiedade resulta do domínio da natureza pecaminosa sobre o homem, e não poderá ser tratada se a carne não estiver crucificada com Cristo. Devemos andar segundo o espírito e não segundo a carne para termos condição de lutar contra a ansiedade e, por isso, temos de ter nascido de novo, nascido da água e do Espírito (Jo.3:3-6).

- Como disse o psiquiatra Isaac Efraim, a ansiedade resulta da falta de uma sensação de bem-estar, e esta sensação de bem-estar somente advém ao ser humano quando a eternidade do seu interior se encontra com o Eterno, ou seja, quando alguém aceita a Cristo Jesus como seu único e suficiente Senhor e Salvador, instante em que o próprio Deus vem morar no interior do homem, preenchendo aquele vazio de significado, aquele vácuo interior do ser humano, vácuo que só pode ser preenchido por Deus porque é “um vazio do tamanho de Deus”, o único ser eterno que existe.

- O novo nascimento faz com que o homem atinja a dimensão eterna perdida com o pecado, ele é uma nova criatura, gerada da semente incorruptível e que permanece para sempre, a Palavra do Senhor (I Pe.1:23,25). Por isso, as obras do salvo são permanentes (Jo.15:16; Sl.112:1,3,9; Sl.125:1).

- A primeira vez que a palavra “angústia” é mencionada nas Escrituras, na Versão Almeida Revista e Corrigida, em Gn.35:3, é mencionada por Jacó que afirma que iria construir um altar a Deus que O havia respondido no dia da angústia. Já por esta expressão, vemos que somente Deus pode atender e tratar da angústia do homem. Não há como nos livrarmos da angústia, dela cuidarmos, se não nos dirigirmos a Deus e, como é sabido, ninguém vai ao Pai a não ser por Jesus Cristo (Jo.14:6).

- Não é outro o ensinamento de Moisés ao povo de Israel, quando, em Dt.4:30, fala que, quando Israel estivesse em angústia, deveria virar-se ao Senhor e ouvir a Sua voz. Sendo a angústia o resultado da separação de Deus, temos que sem se voltar ao Senhor, sem buscar em Deus a solução deste problema, não há como vencer-se a angústia ou ansiedade.

- O ser humano, sob o domínio do pecado, em vez de virar-se para o Senhor, prefere esconder-se de Deus, buscar outro lugar ou outros seres para se abrigar, o que de nada adianta, pois só Deus pode suprir este vazio decorrente do fato de a eternidade estar em seu coração. Virar-se para Deus é aceitar se submeter ao Senhor, passar a fazer a Sua vontade. Quem faz a vontade do Senhor alcança o preenchimento do vazio da eternidade e, por isso, atinge a dimensão da eternidade. Por isso, é dito que “quem faz a vontade do Senhor permanece para sempre” (I Jo.2:17).

- Esta reação de se esconder da presença de Deus, esta fugra para outros lugares ou abrigos que não o Senhor, que tem sido a sistemática maneira pela qual o homem sem Deus tenta lidar com o problema da ansiedade e da angústia é completamente inócua e só traz mais angústias para o ser humano (Pv.1:27; 11:8; Rm.2:9).

- Israel tomou esta atitude no início do reinado de Saul, quando, desprezando completamente o escolhido por Deus para governá-los, ao se verem em dificuldade, ante a chegada dos filisteus, foram se esconder pelas cavernas, pelos espinhais, pelos penhascos, pelas fortificações e pelas covas (I Sm.13:6), quando a solução estava em enfrentar o inimigo sob o comando daquele que Deus havia escolhido para reinar sobre eles. De igual modo, os homens somente sairão do estado angustioso se decidirem lutar contra o mal sob o domínio daquele que é o Cristo do Senhor: Jesus.

- Aliás, o texto sagrado é claríssimo ao mostrar que, todas as vezes em que Israel estava em angústia e se converteu ao Senhor, teve solucionados os seus problemas (II Cr.15:4; 20:9; Ne.9:27; Sl.107:6,13,19).

- Davi, um homem segundo o coração de Deus, mais de uma vez, deixou registrado que o caminho para superação da angústia e da ansiedade é o de voltar-se a Deus, de buscar a presença do Senhor. Em II Sm.22:7, em um salmo, já no final de sua vida, disse que quando estava em angústia, clamou ao Senhor, que o ouviu e o tirou daquela situação, algo que, aliás, repetiu em diversos salmos de sua autoria, como no Sl.4:1, 9:9; 18:6; 37:39; 46:1, 60:11, 86:7; 108:12; 138:7; 142:2; 143:11. Quando confrontado com a conseqüência de sua desobediência ao mandar numerar o povo, também não teve dúvida em entender que somente poderia lidar com a angústia caindo nas mãos do Senhor e não na dos homens (II Sm.24:14; I Cr.21:13).

- Asafe, outro salmista, também dá seu testemunho de que foi buscando a Deus que se livrou da angústia (Sl.81:7), convicção que também possuía o autor anônimo do Salmo 91 (Sl.91:15) ou do Salmo 112, a chamada “oração do aflito” (Sl.102:2), ou, ainda, do Salmo 118 (Sl.118:5). Também, os chamados “cânticos dos degraus” (salmos 120 a 134), cantados pelo povo de Israel nas suas idas a Jerusalém, iniciam-se com a certeza que tinha o salmista de que a angústia é removida quando nos dirigimos a Deus (Sl.120:1). Os profetas também não deixaram de mostrar ao Senhor como a solução para a angústia humana. Isaías (Is.25:4), Jeremias (Jr.14:8; 15:11; 16:19), Jonas (Jn.2:2), Naum (Na.1:7) também atestam que o Senhor é quem livra da angústia.

III - A SANTIFICAÇÃO COMO MEIO DE SE LIBERTAR DA ANSIEDADE

- Assim, para tratarmos da angústia, precisamos, em primeiro lugar, voltarmo-nos para o Senhor, entregarmos-Lhe a vida, a fim de que tenhamos como nos libertar dela. Só o justo se liberta da angústia (Pv.11:8; 12:13) e a justiça somente é obtida mediante a justificação pela fé em Cristo Jesus (Rm.5:1).

- Daí vermos, de pronto, que a libertação da angústia, iniciada com a salvação do homem, é, assim como a salvação, um processo contínuo e que somente terminará na glorificação, quando nos livraremos da natureza pecaminosa, da carne, que, sempre em conflito com o nosso espírito, pode nos fazer pecar e ingressar em terreno propício à angústia (I Co.15:50-54).

- Mas, se ao aceitarmos a Cristo, temos acesso ao Pai e, portanto, condições de preenchermos o vazio que há em nós, que é a causa da angústia ou da ansiedade, como a salvação é um processo contínuo, temos que, também, continuamente nos voltarmos a Deus, a fim de que não sejamos alcançados pela ansiedade. Torna-se imperioso que, após o arrependimento dos nossos pecados e a nossa conversão, estejamos em santificação, pois, sem ela, ninguém verá o Senhor (Hb.12:14).

- A santificação progressiva, que é aquela que se dá enquanto aqui vivermos neste mundo, voltando-nos para Deus, é um grande e importante instrumento para que saibamos lidar com a angústia ou a ansiedade.

- A santificação progressiva nos faz santos, ou seja, nos mantêm separados do pecado. Esta separação do pecado, que é contínua e um processo de cada vez maior distanciamento do mal, é uma ação que é produzida, principalmente, por três agentes: a Palavra de Deus, o Espírito Santo e a oração.

- Jesus disse que a verdade, que é a Palavra de Deus, é o principal agente que nos santifica (Jo.17:17). Como ela testifica de Jesus, que é a luz do mundo (Jo.5:39), por ela podemos ter a visão espiritual, vermos assim como o Senhor as vê, pois estaremos iluminados pela luz do Evangelho de glória de Cristo (II Co.4:4). Jesus é a luz do mundo e, pela Sua Palavra, também nos tornamos luz do mundo (Mt.5:14; Jo.1:9; 8:12).

- Por isso, o salmista, no Salmo 119, o Salmo da Palavra de Deus, diz que a Palavra de Deus é a nossa consolação durante a angústia, aquela que nos vivifica e impede que nos separemos do Senhor. (Sl.119:50). A lei do Senhor é a alegria do salvo e, por isso, não perecemos quando vem a angústia (Sl.119:92). Como os mandamentos do Senhor são o prazer do salvo, o aperto e a angústia não se apoderam dele (Sl.119:143).

- Na parábola do semeador, o Senhor Jesus deixou bem claro que, quando damos lugar à Palavra do Senhor, ou seja, quando a semente cai em boa terra, não há risco de que a angústia venha a nos matar espiritualmente. Mas aquele que se deixa envolver pela angústia e não dá espaço para a Palavra de Deus, tendo uma vida que se assemelha ao terreno onde há pedregais, breve a vida espiritual se extingue, assim como aqueles que, mesmo tendo dado maior espaço à Palavra do Senhor, com o tempo, deixam-se envolver pelos cuidados deste mundo e, por isso, também acabam morrendo espiritualmente, como o terreno existente entre os espinhos (Mt.13:20-22).

- Sem buscarmos meditar na Palavra de Deus de dia e de noite, sem buscarmos cumprir o que nos ensinam as Escrituras, não teremos como vencer a angústia e a ansiedade. Ao conhecermos a Deus através da Sua Palavra, descobrimos qual é a Sua vontade, o que tem importância, o que significa o reino de Deus e, por isso, não nos deixamos iludir pelas coisas perecíveis deste mundo, não perdemos tempo com aquilo que perece.

- Muitos se portam, na atualidade, como a multidão que seguiu a Jesus depois da multiplicação dos pães. Aquela multidão empreendeu uma viagem cansativa, ao redor do mar da Galiléia (que é um lago), atrás de Jesus, caminhando toda uma noite, em estradas perigosas, num longo caminho, somente para encontrar-se com o Senhor logo na primeira hora da manhã. Todo este esforço, porém, não era resultado de devoção a Jesus ou de reconhecimento de Sua condição de Messias, mas um esforço para ter o que comer sem trabalhar, para, numa linguagem popular, “viver de sombra e água fresca”. O Senhor os admoestou a que não trabalhassem pela comida que perece, mas, sim, pela que permanece para a vida eterna (Jo.6:27).

- O desconhecimento da Palavra de Deus faz com que não saibamos o que é importante, em busca do que devemos correr, pois somente teremos uma carreira adequada e conveniente, nesta nossa existência terrena, se olharmos para Jesus, o autor e consumador da nossa fé (Hb.12:1,2).

- Muitos, assim como Marta, correm de uma para outra parte, pensando, inclusive, estar a agradar a Jesus, mas inverteram as prioridades de suas vidas, trabalham pelo que perece, correm atrás daquilo que não importa e, por isso, acabam se afadigando, perdendo o seu tempo. A estes, Jesus continua a dizer: “Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas,  mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.”(Lc.10:41b,42).

- O cansaço pelo esforço desmedido e em vão é uma das principais características que a ansiedade ou angústia tem gerado nos dias hodiernos. O “estresse”, um dos maiores males dos nossos dias, nada mais é que este estado de exaustão gerado pela ansiedade desmedida que faz com que as pessoas corram de um lado para outro por coisas fúteis e passageiras. Aliás, a palavra “estresse” tem origem no inglês “stress” que, por sua vez, tem origem no francês antigo “destrece”, cuja origem é a palavra latina “strictus”, que significa “estreito”, “apertado”, ou seja, a mesma origem de “angústia”.

- Jesus disse que uma das características dos homens sem Deus e sem salvação, os “gentios”, é a de que são inquietos, ansiosos, por causa da comida, da bebida e da vestimenta. Como não conseguem preencher o vazio da eternidade, angustiam-se com a necessidade de esforço e de luta pela sua própria sobrevivência, sentindo-se impotentes para garantir a própria subsistência, pois, ainda que tenham recursos suficientes para comer, beber e vestir, não podem alcançar a vida eterna, que lhes é impossível, embora a sintam pela eternidade que há em seu coração.

- Assim, os homens sem Deus e sem salvação, alienados do Criador, do Eterno, gastam-se e se angustiam em busca da sobrevivência, fazendo tudo o que for necessário para garantir comida, bebida e vestimenta, mesmo sabendo que, como um conto ligeiro, deixarão de existir perante a face desta Terra(Mt.6:31,32). Esta corrida desenfreada e sem qualquer sentido é criticada pelo Senhor Jesus, que diz que não devemos viver nesta perspectiva mundana e superficial, mas, como servos dEle, sabermos que o que realmente importa é o reino de Deus e a sua justiça, a manutenção da vida eterna em Jesus (Mt.6:33).

- Lamentavelmente, não são poucos os que cristãos se dizem ser que têm, como Marta, entrado em estresse e em graves problemas de saúde porque têm gastado suas forças naquilo que perece e desprezado o que realmente importa, o reino de Deus e a sua justiça. Quem conhece a Palavra de Deus, não comete este erro, mas, considerando o que é realmente importante, mantém-se em comunhão com o Senhor, sabendo que basta a cada dia o seu mal (Mt.6: 34) e que o mais importante da “vida debaixo do sol” é “temer a Deus e guardar os Seus mandamentos” (Ec.12:13).

- Mas, para vivermos nesta perspectiva da eternidade, em que cada dia que passa nos aproxima do dia perfeito (Pv.4:18), é preciso que tenhamos fé, que enxerguemos a mão do Senhor em cada passo que damos. Isto somente se dá mediante a Palavra do Senhor, meio pelo qual vem a fé (Rm.10:17), pois só pela fé podemos ver o invisível (Hb.11:1).

- Sem o conhecimento da Palavra de Deus, não há como obtermos fé e, assim, podermos descansar apesar de todas as adversidades da vida. Quando confiamos em Deus e Lhe entregamos os nossos passos, a nossa vida, o nosso caminho, sabemos que tudo que nos ocorre é para o nosso bem (Rn.8:28) e que é o Senhor quem fará todas as coisas (Sl.37:5). Ademais, como sabemos quem é o Senhor e quem somos nós e que dEle dependemos, não nos atrevemos a querer entender o caminho traçado por Ele em nossa vida (Pv.20:24).

- A falta de fé em Deus é um dos principais fatores que levam muitos dos que começaram a servir a Deus a enveredar pelo caminho da angústia e da ansiedade. Quando perdemos a visão espiritual, deixamos de nos levar pelo Senhor e passamos a prestar atenção às circunstâncias à nossa volta, entramos na ansiedade e na angústia, que nos leva ao naufrágio espiritual, se o Senhor não nos socorrer a tempo, como ocorreu com Pedro enquanto andava sobre as águas do mar da Galiléia.

- Quando se perde Jesus, como ficou bem figurado no episódio em que José e Maria perderam o menino em Jerusalém, logo sobrevém a angústia e a ansiedade na vida das pessoas (Lc.2:48). Quando deixamos de ver onde está o Senhor, não nos preocupamos mais em atender à Sua direção, não olhamos onde Ele está, não O temos mais como o autor e o consumador da nossa fé, somos levados a querer, por nós mesmos, resolver os problemas, solucionar as questões que se nos apresentam e, aí, ingressamos no campo da ansiedade e da angústia.

- Jamais devemos nos esquecer, para não entrarmos em angústia e ansiedade, de que dependemos exclusivamente do Senhor, de que sem Ele nada podemos fazer. Lembremo-nos, sempre, das palavras de Jesus que nos mostra que não podemos sequer fazer as coisas mínimas, como, por exemplo, aumentar em um côvado a nossa estatura, por que haveremos de ficar ansiosos por coisas maiores, como o futuro, que não nos pertence (Lc.12:22-26)?

- Evidentemente que os nossos deveres como seres humanos, como cidadãos, como pais de família, como membros de uma sociedade exigem de nós projetos, planejamentos, cuidados e uma certa ordenação, mas, repetindo aqui as palavras do pastor João Lundgren, das Assembléias de Deus em Caxias do Sul/RS, saibamos que, embora sejamos nós os que planejam, é Deus quem nos deve dirigir. Na direção do Deus e na confiança nesta direção, teremos uma grande arma contra a angústia e a ansiedade.

- Esta aqui á segunda fonte de santificação, que nos liberta da angústia e da ansiedade: o Espírito Santo (Rm.15:16; II Ts.2:13: I Pe.1:2). Seguindo a direção do Espírito, buscando sempre a Sua orientação, mediante uma vida de oração e de jejum, saberemos nos libertar das angústias e das ansiedades. O Espírito deve nos dirigir e devemos sempre atendê-lO e, deste modo, certamente não entraremos em ansiedade e angústia.

- O Espírito Santo faz-nos lembrar das palavras do Senhor (Jo.14:26), guia-nos em toda a verdade e nos anuncia o que há de vir (Jo.16:13), fazendo com que, com a mente de Cristo, saibamos tudo discernir (I Co.2:14-16). Ele está conosco para nos consolar (Jo.14:16), intercedendo por nós e nos impedindo de naufragar em nossa caminhada para o céu.

- Eis porque devemos nos voltar para Deus quando estamos em angústia ou ansiosos. Sem a direção do Espírito Santo, a tendência é que as circunstâncias nos sufoquem, que sejam “espiritualmente asfixiados” pelos problemas, pelos receios, pela perplexidade. Precisamos ser “arejados” pelo Espírito do Senhor, que nos consolará, que nos orientará, que nos dirigirá. Na hora da angústia, devemos olhar para o Senhor, elevar os olhos para acima dos montes, acima dos problemas, sabendo que o socorro vem do Senhor e que o Senhor nos mandou o Espírito Santo para que fique conosco e nos ajude a nos dirigir a Ele.

- A própria oração, por si só, santifica-nos (I Tm.4:5) e uma vida de oração nos fará aproximar-nos de Deus e, desta maneira, seremos libertos da ansiedade e da angústia. Podemos verificar que os homens e mulheres de oração (cada vez mais raros nas igrejas locais…), não pessoas que não apresentam os sintomas da ansiedade, da angústia, não são pessoas estressadas, que estão repletas de distúrbios psicológicos, físicos e psicossomáticos. Muito pelo contrário, são pessoas que se notabilizam pela sua vida comedida, pelo equilíbrio, pela sensatez. Por quê? Porque têm uma grande intimidade com o Senhor e, por isso, não se deixam levar pelas circunstâncias, não querem “abraçar o mundo”, buscando resolver aquilo que está fora do seu alcance, mas, bem ao contrário, sabem esperar no Senhor, onde têm o fortalecimento do seu coração (Sl.27:14).

- Muitos, em nossos dias, têm recorrido a expedientes vários para se recuperar do estresse, como, por exemplo, a prática de exercícios físicos, com destaque para as milenares práticas do yoga ou de outras técnicas de meditação vindas do Oriente e que, inclusive, são incentivadas e estimuladas pelo movimento Nova Era.

- Não resta dúvida de que a medicina tem reconhecido que o controle da respiração, que é um dos objetivos destas técnicas, tem um grande efeito no tratamento do estresse, estágio patológico da ansiedade e da angústia. Diz o dr. Isaac Efraim, por exemplo, “…Uma vez identificado este estado deve-se focar na respiração. A freqüência respiratória precisa ser diminuída. Deve se inspirar lentamente e encher o pulmão em mais ou menos 75%. Em seguida deve-se expirar e tirar todo o ar do pulmão(inclusive com a ajuda do diafragma),também de forma lenta. A respiração tem a capacidade de controlar o corpo e a mente. Este tipo de exercício deve ser feito por pelo menos 10 minutos e deve-se tentar manter a cabeça vazia. Os pensamentos precisam sair da mente junto com o ar expirado. Os Yogues já sabem destas coisas há mais de 3000 anos. A ansiedade é desencadeada por preocupações…” (Como diminuir a ansiedade? Disponível em:    http://www.ansiedade.com.br/ansiedade/diminuir.htm Acesso em 06 jun. 2008).

- Não contraria a Palavra de Deus a busca de um tratamento biológico ou médico para situações de estresse, mas, em primeiro lugar, devemos lembrar que o estresse não decorre tão somente de um problema físico, que, no mais das vezes, é apenas a conseqüência de uma situação psíquica, de um estado espiritual. O simples tratamento físico do problema não resolve e, o que é pior, muitas das vezes pessoas que se dizem cristãs recorrem a terapias que estão espiritualmente comprometidas com o maligno, que partem de pressupostos totalmente contrários à sã doutrina, como é o caso do yoga e de todas as técnicas fundadas em religiões ou seitas orientais.

- Em vez de se recorrer a “meditações transcendentais”, a experiências preconizadas por gurus e outras autoridades vinculadas direta ou indiretamente a filosofias e doutrinas que contrariam a Palavra de Deus, por que não buscarmos meditar na Palavra do Senhor? Por que não buscarmos na oração e na meditação da Palavra a solução para os nossos problemas de ansiedade e de angústia, que nada mais são que conseqüência de um distanciamento nosso da presença do Senhor?

- Em vez de recorrer a técnicas de relaxamento (muitas das quais igualmente vinculadas a doutrinas e filosofias contrárias à sã doutrina), por que não buscarmos orar mais, meditar nas coisas do Senhor e aplicar os ensinos de Jesus de que não devemos viver ansiosos pelo amanhã, mas confiarmos nEle, a Ele tudo entregarmos, sabendo que Ele sempre nos fará o melhor? É triste vermos que pessoas descompromissadas com as Escrituras, como o próprio dr. Isaac Efraim, advertirem que “…quanto maior a nossa pressa para atingir o objetivo maior a ansiedade. Não se pode ter pressa para atingir objetivo.É como dizem os ditados populares: ‘O apressado come cru’. ‘Devagar se vai ao longe’. É lógico que não devemos abrir mão de nossos objetivos, mas é preciso que ele seja atingido quando possível e necessário no plano do real e não na cabeça, o que nos protege é a nossa ação e não as nossas idéias, portanto as idéias servem para nos orientar e não para nos acelerar. Esvazie a cabeça quando estiver ansioso e confie que de forma lenta você chegará num ponto de proteção, abra mão mentalmente de sua meta e objetivo por um tempo. Só até recuperar o equilíbrio. ‘Mente acelerada é mente desequilibrada’ (Isaac Efraim)…” (Como diminuir a ansiedade ? end.cit.), conselhos que nada mais são que reprodução dos ensinamentos de Jesus no sermão do monte, enquanto muitos dos que cristãos se dizem ser estão afadigados, estressados e “espiritualmente asfixiados” e, o que é mais triste, na própria obra do Senhor!

- O inimigo tem conseguido cirandar com muitos nestes dias, levando-os à perda da saúde física, moral e espiritual, porque tais pessoas não têm se virado para o Senhor a fim de não serem atingidos pela ansiedade e pela angústia. Como servos do Senhor, embora nos seja inevitável ter ansiedade, pois ela é inerente à condição humana, como vimos supra, não podemos permitir que ela fique e domine o nosso ser. Não podemos permitir que a angústia venha a nos separar do amor de Deus que há em Cristo Jesus nosso Senhor, porque, diz-nos a Bíblia, ela não tem este poder (Rm.8:35,39).

- Voltemos para o Senhor Jesus, Ele está pronto a nos consolar, a nos dar força, a nos orientar, a nos dirigir, a nos ensinar a deixarmos tudo nas Suas mãos, vivendo a cada dia, na perspectiva do dia perfeito, que é o que devemos almejar. A angústia, a ansiedade vêm, são inevitáveis, mas, como o apóstolo Paulo, podemos muito bem viver neste mundo atribulados, surpreendidos pelos problemas, mas não podemos, de modo algum, vivermos angustiados (II Co.4:8).

- Quando a ansiedade ou angústia chegarem, devemos lembrar que somos dependentes de Deus, na Palavra, no Espírito e na oração, lancemos esta ansiedade sobre o Senhor Jesus, o que só é possível depois que nos humilhamos debaixo da potente mão de Deus, depois que nos rendemos ao Senhor e aceitamos Seu domínio sobre nós (I Pe.5:6,7) e, assim, até pela experiência que temos de que Ele tem cuidado de nós, pois mais valemos do que os lírios do campo, do que as aves dos céus (Mt.6:25-30), poderemos superar a angústia e a ansiedade, ter renovada a nossa fé e prosseguirmos a carreira que nos está proposta. Pense nisso, creia nisso e não permita que as tribulações da vida se transformem em ansiedade e angústia.

Hino 372 - Salmos e Hinos

Vai, alma tristonha

                                   Sarah Poulton Kelley

l .Vai, alma tristonha, teu pranto depor!

Enterra os cuidados aos pés do Senhor!

Ao mestre confia toda essa aflição,

Jesus te concede real compaixão!

2. Teus sustos e medos descobre ao Senhor! 

Seu mando transforma a noite em fulgor!

Levanta a cabeça!  Cedo há de raiar

O sol que dissipa nuvens de pesar! 

3. Há muitos que choram angústia maior;

Há corações tristes de culpas e dor!

Vai!  Leva a mensagem de perdão e luz!

Vai, deixa as tristezas na mão de Jesus!

Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco é Presbítero na Assembléia de Deus, Belenzinho - São Paulo, professor de Escola Bíblica Dominical, professor da Faculdade Evangélica de São Paulo (FAESP) e colaborador do Portal Escola Dominical.

Publicado no Portal Escola Dominical

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  1. ADSON Escreveu:

    aguardo email do Dr. Prof. Caramuru

  2. cristiano salmeirao Escreveu:

    preciso falar com o dr. caramuru é seu amigo de birigui cristiano salmeirao

  3. Lucimara Escreveu:

    Gostaria de saber do Dr. caramaru se ainda ele faz comentários sobre as lições da CPAD?SE faz ,qual o site posso encontrar?

  4. Nonato Maia Escreveu:

    Desejo obter os comentários do Dr. Caramuru consernetes a lição da CPAD

  5. fábio menezes Escreveu:

    a paz do Senhor Jesus nosso Senhor e salvador . Graça e paz para todos. gostaria de dar um abraço bem forte na exscelêcia do presbitero edoutor caramuru,faz muito tempo q havia mudado para a cidade de osasco e por muito tempo estando eu aqui era professor da escola blblica dominical no bairro da mooca na qual até mesmo presbitero esteve uma vez miniostrando algo ao nosso coração. só q perdi o seu telefone e por muitom tempo aprendi com o presbítero e com querido pastor diniz na preparação da escola biblica dominical aos sabados a noite e depois de muito tempo q não participo gostaria de sabrer c ainda esta havendo ou não? e gostaria de dar um abraço no irmão caramuru sabendo q na pessoas simples q é não c importa de assim chama-lo. Para todos os demais fique um forte abraço dwe quem ama a palavra de Deus como assim vós também meu telefone presbitero caramuru é :75974924 ficarei muito alegre de poder reve-lo. Desde já agradeço a atenção dispensada.

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