Vivendo sem Medo - Ev. Luiz Henrique

TEXTO ÁUREO:
“Na caridade, não há temor; antes, a perfeita caridade lança fora o temor” (1 Jo 4. 1 8a).

VERDADE PRÁTICA:
O amor de DEUS derramado no crente é a garantia da vitória sobre o medo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Números 13.25-32.
25 - Depois, voltaram de espiar a terra, ao fim de quarenta dias. 26 - E caminharam, e vieram a Moisés, e a Arão, e a toda a congregação dos filhos de Israel no deserto de Parã, a Cades, e, tornando, deram-Ihes conta a eles e a toda a congregação; e mostraram-Ihes o fruto da terra. 27 - E contaram-lhe e disseram: Fomos à terra a que nos enviaste; e, verdadeiramente, mana leite e mel, e este é o fruto. 28 - O povo, porém, que habita nessa terra é poderoso, e as cidades, fortes e mui grandes; e também ali vimos os filhos de Anaque. 29 - Os amalequitas habitam na terra do Sul; e os heteus, e os jebuseus, e os cananeus habitam ao pé do mar e pela ribeira do Jordão. 30 - Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Subamos animosamente e possuamo-Ia em herança; porque, certamente, prevaleceremos contra ela. 31 - Porém os homens que com ele subiram disseram: Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós. 32 - E infamaram a terra, que tinham espiado, perante os filhos de Israel, dizendo: A terra, pelo meio da qual passamos a espiar, é terra que consome os seus moradores; e todo o povo que vimos no meio dela são homens de grande estatura.
Números 17-20 especifica precisamente a missão dos espias. Eles devem espiar a terra de Canaã, começando do Neguebe ao sul e avançando para o norte através das montanhas (17). As fronteiras da terra de Canaã são definidas mais exatamente em 34:1-12, aproximadamente o território atual da moderna Israel, Líbano e grande parte da Síria Meridional. Nas cartas de el-Amarna (século XIV a.c.) pressupõe-se uma forma semelhante de definir os limites de Canaã, e era esta região que estava sob controle egípcio durante o Novo Reinado (séculos XVI-XIII a.C.).O Neguebe é a região árida, inadequada para a agricultura, que vai para o sul a partir de Berseba (cf. Gn 20:1; 24:62; Nm 21:1). As montanhas significam a cordilheira que vai para o norte, atravessando os territórios tribais de Judá, Efraim e entra na Galiléia (cf. Js 20:7).Em suas viagens os espias foram instruídos a observar como era a terra, em particular a força dos seus habitantes, se as suas cidades eram fortificadas, e trazer de volta alguns dos seus frutos (18-20). Os dias das primícias das uvas (20) é o fim de julho, aproximadamente dois meses depois da partida de Sinai (10:11). Deuteronâmio 1: 2 diz que há apenas onze dias de jornada de Horebe a Cades-Barnéia; isto seria conseguido por um grupo pequeno em marcha constante e ininterrupta. Israel era um grupo muito maior, e houve vários fatos que atrasaram a sua jornada (cf. 11: 20; 12: 15).
Números 21-26 descreve resumidamente como os espias cumpriram exatamente as instruções de Moisés dadas em 17-20. Eles atravessaram a terra de Canaã de sul a norte; o deserto de Zim fica na fronteira meridional, a nordeste de Cades (cf. 20:1; Js 15:1), enquanto que Reobe (21), perto de Hamate, fica na fronteira setentrional10S (Nm 34:8). Era uma distância de cerca de 400 quilômetros em cada direção; por conseguinte, quarenta dias é uma estimativa realista do tempo necessário para que cobrissem essas distâncias. Moisés havia instruído que eles subissem, entrassem no Neguebe, entrassem na região montanhosa (17); eles assim fizeram: Hebrom é a maior cidade nas montanhas de Judá (22). Alguns dos habitantes dessa cidade são mencionados (22; cf. versículo 19; Js 15 :14; Jz 1 :10), e descritos como filhos de Enaque: Embora Enaque provavelmente fosse um genuíno nome de clã, ‘anãq em hebraico também significa pescoço, e este grupo era famoso por sua altura (cf. 33). Eles também descobriram que Zoã, que deve ser identificada com Tanis, no delta do Nilo, perto da terra de Gósen (cf. SI 78:12,43), fora edificada sete anos depois de Hebrom. Se Tanis foi fundada pelos hicsos, reis do Egito (c. 1700 a.C.), pode-se subentender que Hebrom também o fora. De qualquer forma, isto dá a entender que Hebrom era uma cidade grande e bem fortificada (cf. 19). Finalmente, eles voltaram, trazendo uma seleção de frutos da terra: uvas, romãs e figos, que carregavam às costas com a ajuda de varais; embora vara seja a tradução tradicional da palavra hebraica môt, pode significar algo mais elaborado, como as estruturas para carregar o tabernáculo em 4:10, 12. Essas uvas provinham de um vale chamado Escol, que significa “cacho.” A sua localização é incerta, mas presume-se que deva ser próximo a Hebrom, que até hoje é um centro viticultor. Não há contradição entre o versículo 23, que sugere que este vale já tinha esse nome antes de os espias chegarem, e o versículo seguinte, que atribuiesse nome a eles. Se o nome do vale foi dado pelos espias, então o versículo 23 é proléptico. Se esse nome é pré-israelita (um dos aliados de Abraão em Gn 14:13, 24 é chamado Escol, e vivia perto de Hebrom), então os espias, no versículo 24, estão dando uma nova interpretação a uma palavra antiga.Pode ser significativo que a narrativa dedique tanta atenção a Hebrom. Foi perto de Hebrom que pela primeira vez DEUS prometera a Abraão que ele herdaria aquela terra (Gn 13:14-18). Foi dessa região que ele saiu para derrotar a coalisão de reis (Gn 14:13ss.). Foi em Hebrom que ele adquiriu a sua única propriedade em Canaã, para o sepultamento da sua esposa, e onde ele e outros patriarcas foram sepultados (Gn 23; 25:9; 35:27-29; 50:13). O narrador conhecia essas tradições, e presume que os espias as conheciam, e que o leitor as conhece. É essencial que elas sejam levadas em conta à medida que o resto da história se desenrola.
Números 27-29. Depois da descrição fria e objetiva do que os espias descobriram em Canaã, feita no parágrafo anterior, estes versículos descrevem em termos mais coloridos a impressão que Canaã causou na maioria e o relatório que eles apresentaram a Moisés na presença da congregação, isto é, dos principais homens da nação (26; cf. 30). Um indício da atitude dos espias é dado nas suas primeiras palavras. Eles chamam Canaã de terra a que nos enviaste; geralmente, quando a terra é qualificada por uma cláusula relativa, é descrita como terra “que o Senhor lhes tem prometido dar,” ou algo parecido (cf. 13:2; 14:16, 23, 30, 40; 15:2, etc.). Sempre que os espias descrevem a terra, eles evitam intencionalmente esta fraseologia (cf. 13:32). Eles continuam com uma animação aparentemente ainda mais positiva, dizendo que a terra verdadeiramente mana leite e mel (27) e mostram os frutos que colheram. Mas então, usando uma forte partícula adversativa porém (heb. ‘epes kf; cf. Jz 4:9,11 Sm 12:14; Am 9:8), eles chamam atenção para os obstáculos que havia no caminho da conquista: o povo é forte (28: cf.18) e as cidades mui grandes e fortificadas (28: cf.19). E depois relacionam alguns dos habitantes da terra, os filhos de Enaque (28; cf.22). Os amalequitas, povo semelhante aos beduínos, viviam nas fronteiras meridionais de Canaã, e na península do Sinai (cf. Ex 17:8ss.; Nm 14:45; I Sm 15); os heteus viviam na região de Hebrom (Gn 23); os jebuseus em Jerusalém (Js 15:63; 11 Sm 5:6ss.); os amorreus também viviam nas montanhas, enquanto que os cananeus propriamente ditos viviam ao longo do litoral marítimo e nos vales. Os cananeus deram o seu nome a toda a região, e em algumas passagens quaisquer dos habitantes pré-israelitas de Canaã são chamados de cananeus (cf. 14:45; Gn 13:7). Estes detalhes em primeira mão a respeito dos moradores da terra deram ao relatório dos espias um toque de autoridade, e sem dúvida ajudaram a convencer o povo da impossibilidade da sua conquista. Mas ao mesmo tempo eles lançaram um desafio, indireta mas totalmente, às promessas divinas. Até este ponto a frase terra que mana leite e mel sempre estivera ligada com a promessa de que DEUS iria dar essa terra e seus habitantes, várias vezes mencionados aqui, a Israel (Ex 3:8, 17; 13:5; 33:3; Lv 20:24). Os espias questionam a exeqüibilidade dessa promessa. Eles consideram a presença dessas outras nações como um obstáculo intransponível à invasão, não como confirmação do propósito de DEUS.
Números 30-33. A tentativa de Calebe de acalmar o povo e reacender a sua fé nas promessas (subamos, possuamos, heb. ‘ãlàh, yãras são palavras chave em Ex 3:8, 17; 33:3 e Lv 20:24) é imediatamente repelida pelos outros espias, com uma representação falsa e ainda mais ultrajante (31-33). Desta vez as palavras deles são cognominadas de “infamantes”, o que significa não apenas que eles descrevem a terra como má, mas que as suas acusações contra ela são falsas. A sua alegação de que ela devora os seus habitantes (32), isto é, que eles tendem a morrer devido ao seu ambiente hostil (Lv 26:38; Ez 36:13), é falsa. Veja Levítico 18:25,28, onde se faz uma personificação semelhante da terra. Finalmente, eles voltam aos homens de estatura elevada, os filhos de Enaque, a quem eles descrevem com hipérboles fantásticas como Nefilins, isto é, os semi-deuses Que viviam na terra antes do dilúvio (Gn 6 :4). “Éramos aos nossos próprios olhos como gafanhotos, e assim também o éramos aos seus olhos.” (33; cf. Is 40:22). Segundo a lei oriental antiga, aqueles que fizessem acusações falsas eram punidos recebendo a sentença que os acusados receberiam, se fossem condenados (Dt 19:16-19). Os espias haviam acusado falsamente a terra, de ser homicida; portarlto, podiam esperar receber, eles mesmos, a pena de morte. Este princípio é posto em prática no resto da história. Os espias encontram morte súbita (14:37). O povo que aceita o falso testemunho da maioria, e não a evidência em contrário de Calebe e Josué, sofre de morte semelhante. O destino que eles temiam encontrar em Canaã, de fato Ihes sobrevém no deserto (14:3, 29-34).
O medo da maioria dos espias abate a fé dos demais, mas Josué e Calebe são homens de fé e rebatem o relatório funesto apresentado por eles..
JOSUÉ… E CALEBE. Tanto Josué como Calebe resistiram à opinião majoritária dos espias. Tendo como base do seu relatório um firme compromisso com DEUS e a plena confiança nas suas promessas a Israel, recusaram a admitir a decisão, por maioria esmagadora, do povo de DEUS mesmo arriscando suas próprias vidas com essa recusa (vv. 6-10). Esse evento crucial, na viagem de Israel no deserto, ensina-nos que não devemos admitir que a opinião da maioria, até mesmo da igreja, esteja sempre certa. Os crentes fiéis devem estar dispostos a ficar firmes à base da Palavra de DEUS, mesmo se a maioria estiver contra eles (ver 2 Tm 1.15).
13.32 INFAMARAM A TERRA.
A incredulidade dos dez espias tinha duas dimensões:
(1) a fidelidade que DEUS sempre demonstrara ao seu povo não levou esses dez homens a um relacionamento de lealdade com Ele, e
(2) não confiavam em DEUS, nem nas suas promessas a respeito do seu futuro (cf. Gn 15.18; 17.8; Êx 33.2). Sua falta de fé contrastava nitidamente com a fé que Calebe e Josué manifestavam.

Medo - do Lat. metu, terror, receio, susto. (http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx)
O medo é uma constante atual na vida humana, sendo gerado principalmente pela falta de fé em DEUS, ou seja, na falta do crer no controle e poder de DEUS sobre tudo e sobre todos.
O medo é um sentimento que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. Pavor é a ênfase do medo.
O medo pode provocar reações físicas como descarga de adrenalina, aceleração cardíaca e tremor. Pode provocar atenção exagerada a tudo que ocorre ao redor, depressão, pânico etc.
O medo implícito influencia ocultamente as decisões e escolhas que os indivíduos têm que realizar durante a vida. Sendo assim, a escolha por uma profissão, o ciclo de amizades, a saída da casa dos pais, e, até mesmo, a escolha de parceiros para relacionamentos, podem estar sendo afetadas pela antecipação mental que o sujeito faz das situações que ele acha que irá enfrentar.
O medo é uma reação obtida a partir do contato com algum estímulo físico ou mental (interpretação, imaginação, crença) que gera uma resposta de alerta no organismo. Esta reação inicial dispara uma resposta fisiológica no organismo que libera hormônios do estresse (adrenalina, cortisol) preparando o indivíduo para lutar ou fugir.
A resposta anterior ao medo é conhecida por ansiedade. Na ansiedade o indivíduo teme antecipadamente o encontro com a situação ou objeto que lhe causa medo. Sendo assim, é possível se traçar uma escala de graus de medo, no qual, o máximo seria o pavor e, o mínimo, uma leve aniedade.
O medo pode se transformar em uma doença (a Fobia) quando passa a comprometer as relações sociais e a causar sofrimento psíquico. A técnica mais utilizada pelos psicólogos para tratar o medo se chama Dessensibilização Sistemática. Com ela se constrói uma escala de medo, da leve ansiedade até o pavor, e, progressivamente, o paciente vai sendo encorajado a enfrentar o medo. Ao fazer isso o paciente passa, gradativamente, por um processo de restruturação cognitiva em que ocorre uma re-aprendizagem, ou ressignificação, da reação que anteriormente gerava a resposta de alerta no organismo para uma reação mais equilibrada.
Fobia (do Grego ????? “medo”), em linguagem comum, é o temor ou aversão exagerada ante situações, objetos, animais ou lugares.
O termo “fobia” tem origem na Grécia Antiga e foi inspirado no deus grego do medo, Fobus. As fobias representam um tipo de medo intenso, irracional e incontrolável de objetos, ou de situações específicas.
Sob o ponto de vista clínico, no âmbito da psicopatologia, as fobias fazem parte do espectro das doenças de ansiedade com a característica especial de só se manifestarem em situações particulares.
São três, os tipos de fobias:
Agorafobia - Medo de estar em lugares públicos concorridos, onde o indivíduo não possa retirar-se de uma forma fácil ou despercebida.
Fobia Social - Medo perante situações em que a pessoa possa estar exposta a observação dos outros, ser vítima de comentários ou passar perante uma situação de humilhação em público.
Fobia Simples - Medo circunscrito diante de objetos ou situações concretas.
O DSM IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais) divide as fobias simples em 5 tipos:
Animais (aranhas, cobras, etc.)
Aspectos do ambiente natural (trovoadas, terramotos, etc.)
Sangue, injeções ou feridas
Situações (alturas, andar de avião, andar de elevador, etc.)
Outros tipos (medo de vomitar, contrair uma doença, etc.)
Vemos na Bíblia que DEUS impunha medo aos inimigos de Israel
Dt 2.25 Neste dia começarei a pôr um terror e um medo de ti diante dos povos que estão debaixo de todo o céu; os que ouvirem a tua fama tremerão diante de ti e se angustiarão.
Et 9.2 Porque os judeus nas suas cidades, em todas as províncias do rei Assuero, se ajuntaram para pôr as mãos naqueles que procuravam o seu mal; e ninguém podia resistir-lhes, porque o medo deles caíra sobre todos aqueles povos.
O medo é capaz de fazer fugir até mesmo um irmão de sua casa
Jz 9,.21 Então partiu Jotão, e fugiu e foi para Beer; e ali habitou por medo de Abimeleque, seu irmão.
A bíblia nos exorta para não termos medo da noite e nem do que venha a ocorrer durante o dia.
Sl 91.5 Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia,
Por pior que seja o inimigo DEUS nos livra.
Jr 42.11 Não temais o rei de Babilônia, a quem vós temeis; não o temais, diz o SENHOR, porque eu sou convosco, para vos salvar e para vos livrar da sua mão.
A visão das coisas de DEUS provoca medo nos homens e até mesmo em seus mais corajosos profetas:
Ez 1.18 E os seus aros eram tão altos, que faziam medo; e estas quatro tinham as suas cambotas cheias de olhos ao redor.
O medo do castigo das autoridades sempre foi uma constante entre os homens:
Dn 1.10 E disse o chefe dos eunucos a Daniel: Tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida; pois por que veria ele os vossos rostos mais tristes do que os dos outros jovens da vossa idade? Assim porias em perigo a minha cabeça para com o rei.
Até mesmo quando há intempéries DEUS nos adverte a não termos medo:
Mt 8.26 E ele disse-lhes: Por que temeis, homens de pouca fé? Então, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se uma grande bonança.
Os discípulos sentiram o que os homens em geral sentem diante do desconhecido ou do inusitado:
Mt 14.26 E os discípulos, vendo-o andando sobre o mar, assustaram-se, dizendo: É um fantasma. E gritaram com medo.
Mt 17.6 E os discípulos, ouvindo isto, caíram sobre os seus rostos, e tiveram grande medo.
O medo provocado pela falta de fé pode trair até o mais intrépido discípulo:
Mt 14.30 Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me!
A visão de anjos causa medo e pavor aos homens:
Mt 28.4 E os guardas, com medo dele, ficaram muito assombrados, e como mortos.
Mt 28.5 Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscais a JESUS, que foi crucificado.
Existe, muitas vezes, o medo de perder uma posição religiosa ou social até mesmo por parte de um discípulo, novo convertido:
Jo 19.38 Depois disto, José de Arimatéia (o que era discípulo de JESUS, mas oculto, por medo dos judeus) rogou a Pilatos que lhe permitisse tirar o corpo de JESUS. E Pilatos lho permitiu. Então foi e tirou o corpo de JESUS.
Discípulos, quando em dúvida sobre a segurança e a providência de DEUS, têm medo:
Jo 20.19 Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou JESUS, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco.
O medo mais comum aos homens é o da morte:
Hb 2.15 E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão.
A Bíblia sempre nos adverte a fazermos a obra de DEUS sem temer os inimigos que certamente se levantarão contra:
1Pe 3.14 Mas também, se padecerdes por amor da justiça, sois bem-aventurados. E não temais com medo deles, nem vos turbeis;
Temer é melhor que ter medo:
A expressão: “temer a DEUS” parece associar a Medo ou Receio. A nossa idéia é que devemos ter receio (medo) de DEUS.
No entanto, este é um enfoque errado para a palavra “temer”. Quando a Bíblia em algumas dezenas de texto, refere-se, a Temor a DEUS. Não está afirmando literalmente que o homem deve estar com medo e cheio de receio em relação a Ele. Mas, que deve haver um “sentimento” de reverência e respeito ao Senhor. “Temer a DEUS” é, portanto, Reverenciar ou Respeitar ao Criador.
O Temor ao Senhor é descrito como:
a) Sabedoria:
“O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria; revelam prudência todos os que o praticam. O seu louvor permanece para sempre.” (Sl 111.10);
b) Esperança:
“Melhor é o pouco, havendo o temor do SENHOR, do que grande tesouro onde há inquietação.” (Pv 15.16);
c) Tesouro:
“Haverá, ó Sião, estabilidade nos teus tempos, abundância de salvação, sabedoria e conhecimento; o temor do SENHOR será o teu tesouro.” (Is 33.6);
Fonte de Vida (Pv 14.27);
d) Eterno:
“O temor do SENHOR é límpido e permanece para sempre; os juízos do SENHOR são verdadeiros e todos igualmente, justos.” (Sl 19.9);
e) Necessário no Servir:
“Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a DEUS de modo agradável, com reverência e santo temor; porque o nosso DEUS é fogo consumidor.” (Hb 12.28, 29)
Sigamos o conselho de DEUS
Sl 115.11 Vós, os que temeis ao SENHOR, confiai no SENHOR; ele é o seu auxílio e o seu escudo.

“Não Tenha Medo”
O profeta Eliseu, guiado por DEUS, estava derrotando o exército sírio sozinho. Cada vez que eles se preparavam para atacar Israel, o profeta avisava o rei israelita, que conseguia emboscar o inimigo antes que atacasse. O rei da Síria suspeitava que houvesse um espião em seu próprio governo, mas era assegurado por seus homens que Eliseu era o responsável por suas derrotas. O rei declarou guerra a Eliseu. Durante a noite, seu exército cercou a cidade onde o profeta vivia.
O jovem que trabalhava com Eliseu levantou-se muito cedo na manhã seguinte e viu as tropas cercando a cidade. Ele ficou assustado e correu a Eliseu: “O que vamos fazer?” (2 Reis 6:15, BLH). Com seus olhos naturais, ele viu a insuperável força do inimigo e sua própria fraqueza.
Mas Eliseu viu a situação de modo diferente. De seu ponto de vista espiritual, o exército não representava uma ameaça. Ele confortou o jovem: “Não tenha medo, pois aqueles que estão conosco são mais numerosos do que os que estão com eles” (2 Reis 6:16, BLH).
Eliseu e seu servo não feriram ninguém naquele dia. DEUS entregou o exército sírio nas suas mãos e ele deixou que fosse para casa em paz. Aqueles soldados e o povo de Israel aprenderam uma forte lição: DEUS é maior do que qualquer inimigo que enfrentamos.
Precisamos lembrar a mesma lição quando nos levantamos para enfrentar problemas insuperáveis. DEUS nos assegurou que o socorro está disponível. Precisamos abrir nossos olhos e ver como ele nos tem ajudado. Considere como nossos aliados são mais numerosos e poderosos do que as forças do diabo. Quando enfrentamos tentações, perseguições e outros obstáculos que ameaçam nosso bem-estar espiritual, podemos recorrer às muitas fontes de socorro que DEUS tem provido. Os cristãos fiéis podem nos auxiliar (Efésios 4:11-16). O ESPÍRITO SANTO intercede pelos filhos de DEUS (Romanos 8:26-28). JESUS vive para nos auxiliar a superar o mal (Rm 5:8-11). E nosso Pai celestial nos protege e socorre (Rm 8:31-39). Verdadeiramente, aqueles que estão conosco são mais numerosos do que os inimigos!
Mesmo que a morte nos ronde, ainda assim nada devemos temer
Sl 23.4 Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
Subsídio Devocional
“A paz lança fora o medo Quase todas as pessoas que sentem medo querem identificá-Io, explorá-Io e encontrar meios de livrar-se dele de uma vez por todas. Será realmente possível abolir a ansiedade diária? Sim, é possível [ … ]
O apóstolo João nos ensina que o amor é a maneira correta de sermos livres do temor que obstrui o caminho da fé. Ouçamos cuidadosamente o que ele fala a este respeito: ‘No amor não existe medo; antes; o perfeito amor lança fora o medo … aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” (1 Jo 4.18 - ARA). Portanto, fica evidente que a nossa fé, isto é, nossa confiança em DEUS e em suas realizações a nosso respeito, somente serão aperfeiçoadas a partir do momento que aceitamos toda sua vontade. Então, Ele derramará do seu amor em nossos corações, por meio do ESPÍRITO SANTO que nos é dado. Assim, o medo, que pode ser comparado a uma pequena sujeira em nossa mente, será impelido ou até mesmo destruído pela ação poderosa do ESPÍRITO SANTO em nossas vidas. A fé, que é uma reação positiva da alma, agora tem livre curso para operar. Assim, portanto, a melhor terapia para trazer libertação do medo é o amor.”

RESUMO DA LIÇÃO 03 - MEDO
3º TRIMESTRE 2008
“Medo” é o sentimento que melhor
caracteriza o presente século.
I - OS TEMORES DESTE SÉCULO
1. O medo no indivíduo.
2. O medo nas comunidades (vv.31,32).
3. O medo no mundo.
II- OS MEDOS DO SER HUMANO
1. Medo do insucesso.
2. Medo da morte (5123.4).
3. Medo do futuro (Nm 14.1-9).
a) Não tema o futuro.
b) Confie em DEUS (Nm 13.30; 14.11).
c) Seja fiel ao Senhor JESUS.
III- A RESPOSTA DE JESUS PARA O MEDO:
“NÃO TEMAS!”
1. Exemplos de coragem dos servos de DEUS.
a) Josué e Calebe. b) Gideão. c) Davi. d) Elias.
d) Daniel. e) Pedro. f) Paulo.
IV . COMO VENCER O MEDO
1. Faça a vontade de DEUS.
2. Busque a presença do Senhor.
3. Busque o refúgio do Senhor.
SINOPSE DO TÓPICO (1)
Os temores deste século classificam-se em: individuais, comunitários e mundiais.
SINOPSE DO TÓPICO (2)
Os medos mais comuns do homem moderno são: medo do insucesso, da morte e do futuro.
SINOPSE DO TÓPICO (3)
“Não temas” foi e continua sendo a resposta de JESUS para o medo. Esta mensagem de ânimo foi dirigida a Abraão, Josué, Gideão, Elias, João, etc.
SINOPSE DO TÓPICO (4)
O medo é vencido quando o crente faz a vontade de DEUS, busca a presença e o refúgio do Senhor.
Ajuda:
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD’S, DVD’S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
http://www.escoladominical.com.br/ - http://www.ebdweb.com.br/
http://universobiblico.com.br/assembleia/estudosbiblicos/videosebdnatv.htm (VÍDEOS da EBD na TV)
BÍBLIA ILUMINA EM CD - Bíblia de Estudo NVI EM CD - Bíblia Thompson EM CD.
Nosso novo endereço: http://universobiblico.com.br/assembleia/estudosbiblicos/
http://www.estudosdabiblia.net/d104.htm
http://prosecmc.multiply.com/journal/item/255
http://pt.wikipedia.org/wiki/Medo
SILVA, S. Pedro da. Entrando no campo da fé. Rio de janeiro: CPAD, 2006, pp. 78,80.)
Números - Introdução e comentário - Gordon J. Wenhan - Série Cultura Bíblica - Mundo Cristão.
Publicado no site Estudos Bíblicos EBD


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