Depressão: o mal do século?
Um tipo de doença caracterizada por possuir sintomas particulares, que pode acometer crentes e não crentes
Jacqueline Falheiro
jfalheiro@hotmail.com
Infelizmente a palavra “depressão” é freqüentemente empregada nos dias de hoje. Quem nunca se sentiu para baixo ou de alto astral? Essa ambigüidade de sentimentos é normal à alma do homem. A depressão é, enquanto evento psiquiátrico, algo bem diferente. É uma doença como outra qualquer e que precisa de intervenção médica para tratamento. Classificada por alguns estudiosos como o mal do século, essa doença tem seus reflexos no meio do povo evangélico.
Geralmente, as pessoas que convivem com os depressivos, sempre tentam, da sua maneira, colocá-los para cima, incentivando ou as vezes cobrando uma iniciativa e postura de reação contra o desejo de dormir excessivamente ou ficar deitado vendo as horas passarem. Foi justamente esse episódio que aconteceu com Sérgio Fonseca. Ele revela que sentia uma vontade muito grande de dormir e que a compreensão da famÃlia foi fundamental.
“A ajuda e a compreensão da minha famÃlia foi muito importante. O fato de desejar dormir o dia inteiro não significava que eu era uma vagabundo”.
Segundo médicos, o desejo exagerado de dormir é um dos sintomas, mas existem outros que de vez enquanto passam despercebidos, são eles: perda de energia ou interesse, humor deprimido, dificuldade de concentração, alterações do apetite e do sono, lentidão das atividades fÃsicas e mentais, sentimento de pesar ou fracasso, pessimismo, dificuldade de tomar decisões, dificuldade para começar a fazer suas tarefas, irritabilidade ou impaciência, inquietação, achar que não vale a pena viver, desejo de morrer, chorar à toa ou dificuldade para chorar, entre outros. Para Sérgio, outro fator que o ajudou na sua cura foi o tratamento psiquiátrico e psicológico, além do acompanhamento pastoral.
“O acompanhamento de um amigo ou de um membro de uma igreja séria é muito importante no processo da cura”, afirma ele, que ficou por 2 anos neste processo. Segundo Fonseca ninguém está livre de passar por esta situação, seja crente ou não crente. “Dificuldade na vida qualquer um tem. A pessoa só não pode ficar deprimida a vida inteira. É claro que o evangélico não deve padecer disso, e é justamente a fé que ajuda a pessoa a sair desta situação”, declara Sérgio, que se formou bacharel em Direito há 3 anos e é pós-graduando em Direito Privado, e atualmente não toma mais remédios além de viver a vida normalmente.
Segundo o psicológo Pedro Sérgio Costa Lima, as causas que originam um quadro depressivo em uma pessoa são difÃceis de ser identificadas. “Fica difÃcil dizer uma causa própria para a depressão. Uns entram por uma grande perda, outros por medo, outros ainda por uma frustração e assim vai…”, diz.
Quando questionado sobre a diferença entre a depressão normal e a psiquiátrica, ele alega que atualmente não se pode mais classificá-las como tal. Agora, o termo correto é “psicose bipolar”, a antiga psicose manÃaco-depressiva. “Há sim a depressão leve ou moderada, que é identificada quando a queixa do paciente é angústia, melancolia e desânimo. Mas, quando a angústia é grande a ponto do paciente se prostrar, não querendo se alimentar, perdendo a prática da higiene pessoal e o gosto pela vida, chorando o tempo todo, a esse estágio chamamos de depressão grave. Nesses casos, além da psicoterapia, o psicólogo percebe a necessidade de uma intervenção medicamentosa indicando o paciente ao psiquiatra”, revela Pedro Sérgio, que atua na área da psicologia há mais de 6 anos. Ele disse ainda que, segundo os médicos, a única depressão que não tem cura é a endógena, que se dá em estágio grave, sem um causa aparente, podendo ser até hereditária, e que com ajuda dos remédios o paciente até sai desse estágio, mas pode retornar posteriormente.
Para o Dr. Pedro, a psicologia contribui para a cura dos depressivos através da psicoterapia, mais conhecida popularmente como terapia. “Ela auxilia no processo de cura dos indivÃduos que estão depressivos, porque os faz trabalhar as questões emocionais mal resolvidas. Falando a pessoa dilui as questões, aliviando-se e levando a redução do quadro depressivo, chegando a voltar a uma vida normal e produtiva”, afirma.
Ele também declara que já vivenciou vários casos de pacientes que se curaram com o auxÃlio da terapia, mas que por questão de ética não poderia revelar. Apenas um caso poderia ser citado, pois, segundo ele, o próprio paciente conta a sua cura nas Igrejas como um testemunho. “Quando ele chegou ao consultório, já estava num estágio grave de depressão. Morava, há dois anos, dentro de um galinheiro desativado na casa de seus pais. Não tinha ânimo para viver, estava melancólico e angustiado. Durante o processo terapêutico, foi conseguindo se aliviar do peso de suas questões emocionais e gradativamente retornando à vida. Depois de anos ainda se encontra trabalhando e convivendo com a sociedade”. Revela Pedro Sérgio Costa Lima, que além de psicológo é pastor e advogado há mais de 25 anos. Além disso, acumula coordenação do programa Sentinela da Secretaria de Ação Social do MunicÃpio de São Gonçalo (RJ), que atende crianças e adolescentes vÃtimas de abusos sexuais e de prostituição infantil atendendo também na Primeira ClÃnica Popular do Estado do Rio de Janeiro para tratamento de dependentes quÃmicos.
Publicado no Jornal Palavra


esse trabalho de vocês é de grande importância pra mim, me ajuda muito na preparação da aula da escola dominical. obrigada
Amados de Deus, creio que égrande o vosso galardão, pelo vosso empenho no ensino da Palavra de Deus.Quantos professores eprofessoras, como eu, são auxiliadas! Quantas vidas são edificadas. Deus vos use e abençoe muito mais ainda.
Um abraço de gratidão.
Nos laços do Calvário
AdaÃres - Professora da Classe Saral. (Senhoras.)
Tenho encontro marcado com os excelentes textos para a preparação das aulas dominicais.
Queridos que Deus vos abençoe ricamente fico muito feliz com esses depoimentos pois tem mim enriquecido bastante para passar uma aula rica para meus alunos. fiquem na paz.
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