Os Males do Consumismo - Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Leitura BÃblica em Classe
Eclesiastes 2.4-11.
Introdução:
I. Os males do consumismo
II. Comércio e consumo no ambiente cristão
III. Provisão divina nas necessidades diárias
IV. Como fugir do consumismo
Conclusão:
A mordomia cristã consiste não somente da correta administração do dinheiro, mas também do tempo e dos talentos que Deus nos deu. É muito importante que haja desde a infância orientação segura neste sentido. Todo cristão deve buscar direção divina neste particular e permitir que o EspÃrito Santo lhe dê o necessário senso de valor, que capacite a ser um bom exemplo.Â
I. A mordomia financeira e os gastos pessoais
O controle permanente das finanças duma famÃlia é de suma importância para a felicidade do lar. Recomenda-se que os vários membros da famÃlia participem nas decisões que determinam à aplicação das rendas. È preciso fazer um orçamento e viver dentro dele. O Diabo instiga muitos a gastarem o que não têm, para viverem sempre endividados e em situação difÃcil. Muitas vezes isso ocorre por culpa do marido ou da mulher, para competirem com vizinhos ou atenderem caprichos pessoais. Isso não vem de Deus. Daà vem tristezas, escândalos e frustrações. Os obreiros precisam ter muito cuidado com isto, pois muitos deles já deixaram para seus sucessores, dÃvidas de fornecedores, de aluguel, farmácia, etc. Isto é um escândalo para o mundo e a Igreja. Na parábola do homem que ia construir a torre, Jesus nos ensina a necessidade da precaução e planejamento e de bom senso nos gastos que fizermos. Os pais devem ensinar os filhos sobre o dinheiro, como usá-lo, poupá-lo e sabiamente empregá-lo.
II.A mordomia dos dÃzimos e ofertas (2 Sm 24.24; 2 Co 8.11-15; 9.7,8)
Às vezes o problema financeiro é crônico na famÃlia porque ninguém entrega o dÃzimo do Senhor. Têm a mão fechada. O dÃzimo é o plano por Deus estabelecido para a manutenção de sua obra na terra. Quem se recusa a entregar o dÃzimo, está roubando a Deus. Tudo que possuÃmos pertence a Deus, de quem somos mordomos. Por isso interroga Malaquias: “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dÃzimos e nas ofertas.” As Escrituras não só indica a quantia a ser entregue (Gn 28.22), mas também diz onde deve ser depositado, entregue: “à casa do tesouro” (Ml 3.10). Os dÃzimos devem ser recolhidos à tesouraria da igreja. A igreja, então, terá com que manter o ministério, cuidar das obrigações sociais, promover a evangelização, construir templos, etc. Cabe ao pai de famÃlia dar o exemplo e incentivar os filhos a também serem dizimistas.Â
OLSON, N Lawewnce. Lições BÃblicas. Rio de Janeiro: CPAD, 1981.Â
III. O dilema entre o “ter” e o “ser”
O velho dilema entre “o ter” e “o ser” tem sido a causa de muitos debates sociológicos, filosóficos e teológicos. A natureza carnal, contaminada e influenciada pelo pecado, leva o homem a deixar-se dominar pelo desejo de ter mais e mais, ainda que seja prejudicado. A busca do dinheiro e das riquezas materiais tem levado muitos a cometer maldades, violência e crimes inomináveis. Quantas mortes por causa do dinheiro! Quantos crimes por causa de bens matérias, de terras, de carros, de ouro, prata, etc. Quantos lares são destruÃdos porque seus lÃderes não sabem administrar as finanças da casa, envolvendo-se em despesas desnecessárias. […]
IV. Evitando os extremos
De um lado, há os avarentos, que se apegam demasiadamente à poupança, em detrimento do bem-estar dos familiares. São os “pães-duros”. Estes preferem ver os filhos sob um padrão baixo de conforto, não adquirindo os bens necessários, somente com o desejo de “poupar”, de entesourar para o futuro. Do outro lado, há os que gastam tudo o que ganham, e compram o que não podem, à s vezes para satisfazer o exibicionismo, a inveja de outros, ou por mera vaidade. Isso é obra do Diabo.
Se possÃvel, comprar à vista
Faz bem quem só compra à vista. Se comprar a prazo, é necessário que o crente avalie sua renda, e quanto vai comprometer a prestação assumida, incluindo juros. É importante que se faça um orçamento familiar, em que se observe quanto ganha, o que vai gastar (após entregar o dÃzimo ao Senhor), e se possÃvel, ficar com alguma reserva para imprevistos. O crente em Jesus deve conter-se dentro dos limites de sua renda, seja ela grande ou pequena.
Não ficar por fiador
Outro cuidado importante é ao ficar por fiador. A BÃblia não aconselha (ler Pv 11.15; 17.18; 20.16; 22.26; 27.13). Outro perigo é fornecer cheque para alguém utilizar seu nome. Conheço casos de irmãos que ficaram em aperto por isso.Â
Fugir do agiota
É importante fugir do agiota. É verdadeira maldição quem cai na mão dessas pessoas, que cobram “usura” ou juros extorsivos (cf. Êx 22.25; Lv 25.36). Esse tipo de atividade é ilÃcita e ilegal. Um cristão não deve praticar a agiotagem, que é o empréstimo de dinheiro, de modo clandestino, geralmente a juros exorbitantes. Quem assim procede aproveita-se da situação financeira de certas pessoas, visando obter vantagem pessoal. Conheci casos em que o agiota cobrava 20% de juros de uma pessoa que estava necessitando de dinheiro, e não tinha condições de recorrer ao banco. Com uma taxa dessas, em menos de cinco meses, o devedor já terá pago o que pediu emprestado e continua devendo o mesmo. O que é mais triste é saber que há crentes que praticam esse tipo de coisa, explorando a necessidade alheia. A BÃblia condena tal prática.Â
LIMA, Elinaldo Renovato de. Ética Cristã: Confrontando as Questões Morais do Nosso Tempo. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, pp. 172-174.
Publicado no site da CPAD


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