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Cristo, a Perfeita Paz - Rede Brasileira de Comunicação

Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Ailton José Alves

Av. Cruz Cabugá, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 - Fone: 3084 1524

LIÇÃO 07 - CRISTO, A PERFEITA PAZ

INTRODUÇÃO

Depois de estudarmos sobre algumas doenças que afligem a humanidade nos dias atuais, tais como, ansiedade, medo,  depressão,  etc.,  uma  pergunta  paira  no  ar:  onde  encontraremos  a  perfeita  paz?  Nesta  lição  estaremos respondendo esta pergunta, pois, somente em Cristo, o homem pode experimentar e desfrutar a perfeita e verdadeira paz.

I - A FALTA DE PAZ NO MUNDO

Grande parte da história do mundo parece estar relacionada com guerras. O século XX testemunhou duas guerras mundiais e muitas outras de menor amplitude. Na atualidade, existem guerras de palavras, guerras que envolvem armas, rumores de guerras, formações maciças de sistemas de defesa e ameaças mais perturbadoras de guerras globais. O Senhor Jesus predisse que nos últimos dias não haveria paz, senão guerras e rumores de guerras (Mt 24). Este é um sinal de que em breve Ele virá arrebatar a Igreja, julgar as nações e estabelecer o seu glorioso Reino de paz e justiça.

A falta de paz é notória em todos os níveis da sociedade. Falta paz no trânsito, nas indústrias, nas escolas e até mesmo em muitos lares. A falta de paz também pode ser confirmada nos relatórios médicos que atribuem até setenta e cinco por cento das doenças a distúrbios interiores, como ódio, medo, ansiedade ou tensão. Não vivemos em um mundo calmo; contudo, é possível que o crente cheio do Espírito tenha paz, porque sua confiança não está neste mundo, mas em Jesus. Em João 14.27, Jesus disse aos discípulos: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”.

II - O QUE É PAZ?

Segundo o dicionário Aurélio, paz significa “ausência de lutas, violências ou pertubações sociais”, “tranqüilidade pública”, “concórdia”, “harmonia”. O termo hebraico para paz é Shalom que pode significar “feliz”, “tranqüilo”, “saúde” e “prosperidade”. O termo grego é eirene que nos dá a idéia de “harmonia”, “acordo”, “descanso” e “quietude”.

Espiritualmente falando, paz é uma cultivação (fruto) do Espírito (Gl 5:22) que produz tranqüilidade independente das circunstâncias. A paz do Espírito cria uma harmonia entre Deus e o homem (Rm 5.1; Cl 1.20; Fp 4.7).

III - A NATUREZA DA VERDADEIRA PAZ

A paz concedida por Cristo é uma virtude que afasta o pânico, anula a ansiedade e traz ao coração perturbado a serenidade necessária para tomarmos nossas decisões segundo o propósito de Deus para as nossas vidas. Em todas as situações da vida, inclusive nas incertezas e adversidades, essa paz divina é a nossa segurança para atravessarmos o vale, sabendo que o Senhor sempre fará o melhor para nós. Mediante essa paz, descansamos até mesmo em meio ao sofrimento e às provações da vida (SI 23.4; Jo 14.27; 16.33; 20.19, 21,26).

IV - QUAIS AS TRÊS DIMENSÕES DA PAZ?

De acordo com as Escrituras, a paz possui três dimensões:

4.1 Paz com Deus. “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1,2). A paz com Deus só é possível mediante a justificação pela fé. Pois o pecador, em seu estado de pecado, encontra-se em inimizade com Deus, visto que o pecado é uma violação da vontade de Deus. Porém, quando o mesmo se arrepende, aceitando a Jesus como seu único e suficiente salvador, automaticamente ele é reconciliado com Deus. Somos chamados não só a ter paz com Deus por Jesus Cristo, mas também para sermos pacificadores, reconciliando outras pessoas com Deus, de forma que elas também possam obter a paz com Deus.

4.2 Paz de Deus. “E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações.” (Cl 3:15). Esta é a paz interior que Jesus nos deu pelo Espírito Santo (Jo 14.26,27). A paz interior substitui a raiva, a ira, a culpa e a preocupação. Sem a “paz com Deus” não pode haver a “paz de Deus”.

4.3 Paz com os homens. “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18). A paz, como fruto do Espírito Santo é, primeiramente, ascendente, para Deus; depois, interior, para nós mesmos; e, finalmente, exterior, para nosso semelhante. Devemos buscar a paz e nos empenhar em alcançá-la (1 Pe 3.11). Sigamos o exemplo de Isaque que para evitar um conflito desnecessário com Abimeleque, preferiu cavar outro poço (Gn 26:19-22); e de nosso maior mestre, Jesus, que é identificado nas Escrituras como príncipe da paz (Is 9:6).

V - POR QUE CRISTO É A NOSSA PAZ?

As Escrituras afirmam que a verdadeira paz não tem origem no homem, e sim, no Senhor Jesus. Vejamos:

5.1 As promessas do AT à respeito da vinda do Messias, eram promessas de um reino de paz. Davi profetizou que o Filho de Deus governaria as nações (Sl 2.8,9; Ap 2.26,27; 19.15); Isaías vaticinou que o Messias reinaria como o Príncipe da Paz (Is 9.6,7); Ezequiel predisse que o novo concerto que Deus se propôs estabelecer através do Messias seria um concerto de paz (Ez 34.25; 37.26); e Miquéias, ao profetizar o nascimento em Belém do rei vindouro, declarou: “E este será a nossa paz” (Mq 5.5).

5.2 O sacrifício de Jesus nos trouxe a paz. O profeta Isaías, diz: “Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados.” (Is 53:4,5 ).

5.3 As Escrituras afirmam que ele é a nossa paz e que na cruz, ele derrubou o muro de separação entre Deus e o homem. “Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio… E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus” (Ef 2.14; Cl 1.20).

5.4 Além disso:

Ele é chamado de príncipe da Paz: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6);

A primeira mensagem pregada, depois que ele nasceu, foi de paz:  “Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens” (Lc 2.14).

Porque ele deu aos discípulos a sua paz. Durante o seu ministério, Ele disse aos discípulos: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá” (Jo 14.27).  E, depois de haver ressuscitado, ele apareceu outras vezes aos discípulos e disse: “Paz seja convosco” (Jo 20.19,21,26).

VI - COMO VIVER A VERDADEIRA PAZ

A paz proporcionada por Cristo nos dá condições de vivermos em paz com Deus, com o próximo e de desfrutarmos da paz interior. Vejamos:

6.1 Vivendo a paz com Deus. A paz que Jesus nos oferece é diferente da paz ilusória que o mundo dá. Essa paz cumpre o propósito mais sublime do Senhor para o ser humano: restaurar a nossa paz com Deus (Rm 5.1). O nosso relacionamento com Deus, antes rompido pelo pecado, é agora restaurado mediante a justificação por Ele outorgada (Rm 5.1; Fp 3.9; GI 2.16).

6.2 Vivendo a paz “uns com os outros”. Quando estamos em Cristo, a paz com Deus é restaurada, e daí passamos a ter harmonia uns com os outros na dimensão do amor de Deus que é derramado em nossos corações (Rm 5.5). Essa paz supera qualquer obstáculo, não se enfraquece quando não é correspondida e busca sempre suprir as deficiências humanas nos relacionamentos (Mc 9.50; Rm 12.9-21; 1 Ts 5.12,13).

Deixemos que essa paz flua com mais intensidade em nossos corações, e assim, nos preocuparemos mais com o bem-estar do próximo. Os conflitos externos serão ajustados a uma realidade mais harmoniosa; o ódio não terá espaço em nossas vidas e a nossa boca jamais se abrirá para proferir maledicências, porque Cristo, o Senhor da paz, habita em nós.

6.3 Vivendo a paz interior. A paz interior é o resultado da promessa de Deus em nós. É válido pensar nesses termos porque todos os nossos atos externos procedem do coração (Pv 4.23). Se o nosso coração não está em paz com Deus, de nada adianta buscar a paz uns com os outros, porque jamais alcançaremos os nossos objetivos.

A paz interior, provinda de Deus (CI 3.15), que excede a todo entendimento, é o remédio contra toda a amargura, todo o ressentimento e qualquer outra obra que o Inimigo tente para nos desviar do propósito de Deus. Lembremo-nos de que essa paz que o Senhor nos dá é a fonte de nossa alegria e o antídoto contra toda e qualquer ansiedade, medo, depressão, etc (Fp 4.4-6).

CONCLUSÃO

Quando falamos da perfeita paz, não estamos nos referindo ao alívio momentâneo proporcionado em momentos de silêncio ou em um lugar tranqüilo. Não nos referimos também a paz oferecida em um consultório de um psicólogo e muito menos nos tranqüilizantes. Estamos nos referindo à paz que se desenvolve em nosso interior quando temos o Espírito Santo habitando em nós.

BIBLIOGRAFIA

Bíblia Sagrada. A.R.C.

Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. R.N. Champlin. 7ª edição 2004. HAGNOS.

O Fruto do Espírito. Antônio Gilberto - 1ª edição 2004. CPAD.

Lições Bíblicas/ Jovens e Adultos - 1º Trim. 2005; 4º Trim. 2007.

Publicado no site da Rede Brasileira de Comunicação

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  1. Carla Escreveu:

    A Paz do SENHOR JESUS, louvo ao DEUS TODO PODEROSO,toda semana tenho acessado o site deste ministerio para aprender mais da PALAVRA de DEUS , tenho aprendido como ser um cristão verdadeiro ,que anda dentro da obediência a DEUS,tem me fortalecido espiritualmente,que DEUS continue derramando a tua graca sobre este ministerio, que venha crescer essa obra,na presença de DEUS,DEUS e fiel,amem.

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