Drogas
Drogas
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Gostaria de conversar com pais de adolescentes (e com os adolescentes também). Vamos falar de um assunto muito importante e difícil: Drogas
- O que os pais devem fazer ao descobrirem que o filho está envolvido com drogas? Eis algumas sugestões:
1. Não negue suas suspeitas
Por favor, por mais difícil que seja, não escolha ignorar, sufocar ou esconder de si mesmo o temor de que ele esteja experimentando drogas. A droga não escraviza uma pessoa de uma hora para outra. Ela precisa de tempo para tornar alguém dependente e você, pai, pode tomar algumas providências efetivas para tentar ajudar seu filho Não pense que a curiosidade, a fuga, o prazer, a depressão, enfim, aquilo que impulsiona seu filho à droga vai parar num passe de mágica ou quando você ou ele determinarem. Se você não agir rapidamente, estará desperdiçando um tempo precioso.
2. Aprenda a reconhecer os sintomas perigosos que indicam o abuso de drogas
a. perda de energia e ambições
b. declínio significativo no aproveitamento escolar
c. dispersão da atenção
d. comunicação prejudicada - dificuldade até para articular palavras
e. dificuldade para conviver com outras pessoas chegando até a desrespeitá-las, ficando arredio
f. rosto pálido, olhos vermelhos, olhar estagnado, com reações lentas como se estivesse sonolento
g. aparência negligenciada
h. exasperação à menor crítica
i. mudança de comportamento - antes, empreendedor, ativo, competitivo - depois passivo, acomodado
j. amizades misteriosas: telefonemas furtivos, amigos que não se identificam e que nunca aparecem
l. necessidade de ter mais e mais dinheiro. Começam a sumir objetos e quantias guardadas em casa.
3. A dissimulação e a mentira são dois inimigos poderosos
Para vencer esses inimigos do cotidiano do seu filho, você precisa procurar conhecer e conversar com os pais dos amigos dele, com seus professores e com a vizinhança. Não exclua a possibilidade de ter que revelar suas suspeitas e até ser obrigado a pagar o preço de passar por embaraços e constrangimentos.
Pai, talvez você e sua esposa não tenham precipitado seu filho ao abismo das drogas, mas cuidado, seu orgulho pode fazê-lo resistir em admitir um problema seríssimo.
4. Seja coerente com seu filho
Elabore regras claras e justas em três áreas:
a. estipule um “horário de recolher”, determine a hora em que ele deve voltar à casa.
b. acostume-o a prestar contas sobre o dinheiro que gasta, seja salário ou mesada.
c. observe atentamente quem são seus amigos, onde ficam e o que gostam e costumam fazer.
5. Mantenha um diálogo sempre aberto com seu filho
Sei que isso nem sempre será fácil; talvez alguns possam considerar uma ilusão, mas garanto que todo empenho, disposição e esforço são valiosos, mesmo que o progresso seja vagaroso e pequeno.
Seu interesse em ajudar seu filho, que está confuso e sendo enganado pela breve euforia fantasiosa da droga, a princípio pode irritá-lo, mas em algum momento seu gesto de dedicação e carinho fará com que ele reconheça seu cuidado, afeto e aceite seu auxílio.
Também julgo importante que os pais formulem um plano de ação, buscando ajuda e conselhos com psicólogos cristãos, obreiros ou pessoas que atuem na área de ajuda ao dependente químico em quem confiem e que reputem equilibradas.
6. Prepare-se para tempos difíceis, porém, não desanime, não desista!
Não se dê por vencido, mesmo que o processo de libertação da droga seja extenuante, lento e de avanços mínimos. Lembre-se, seu amor incondicional por seu filho é uma força muito mais contundente e poderosa do que qualquer droga!
Fumo
Por que os jovens fumam? Entre outras preocupações que os pais carregam em relação aos seus filhos, como por exemplo, sexo antes do casamento, drogas, pornografia, doenças venéreas, álcool, há ainda o vício do fumo.
Informações sobre os efeitos prejudiciais do fumo ao corpo humano acumulam-se nas últimas cinco décadas. Mesmo com todas as evidências conclusivas de que esse vício representa um perigo à saúde, mais que 35% de adolescentes e jovens brasileiros renderam-se aos “prazeres” desse hábito.
Na mesma proporção das roupas que o jovem usa, do estilo de cabelo que adota, fumar também revela como ele é. Permita-me sugerir, querido pai, o que acredito que seu adolescente esteja tentando comunicar ao aderir ao vício do tabaco:
- Eu pertenço…
Quase universalmente, a primeira vez que um rapaz ou uma moça experimenta um cigarro é no contexto de um grupo. Em outras palavras, ele começa a fumar por causa da pressão exercida pelos seus colegas.
A nicotina é um tipo de veneno que, geralmente, causa náusea quando são dadas as primeiras tragadas. Então, é necessário muito estímulo e encorajamento da turma para apreciar e perseverar um hábito que, a princípio, pode ser repugnante.
- Eu já cresci!
Poucos adultos avaliariam um jovem pela quantidade de maços de cigarro que ele consome. O adulto estima maturidade pela responsabilidade que a pessoa consegue assumir e cumprir. Por outro lado, para os adolescentes, a maturidade relaciona-se aos privilégios conquistados. Nós, às vezes inconscientemente, comunicamos que fumar é prerrogativa de adulto.
- Eu posso!
Ninguém quer ser passado para trás, ninguém gosta de ser enganado ou menosprezado. Uma das maneiras que uma pessoa encontra para se impor é mostrando-se auto-suficiente, dona de si.
Fumando, ela se sente assim. Até as marcas de cigarro sugerem isso. Uma delas escolheu um fazendeiro forte, ágil, destemido, que domina seu cavalo e conduz o gado com determinação e destreza. Um vencedor! (Só não dizem que, alguns anos após ter feito aquela propaganda, o maravilhoso “cow boy” definhou até morrer de câncer no pulmão!)
- Eu sinto raiva!
Muitos jovens estão crescendo à medida em que a raiva também cresce em seu íntimo. O alvo tem endereços certos, tais como: autoridades, os pais, Deus e, até, eles próprios. Às vezes, quando um jovem está zangado resolve fumar para desafiar, ferir e atingir aos outros e/ou à pessoa de quem sente raiva.
- Eu sou viciado!
Para mim, há um momento em que o vício do fumo toma conta do jovem e é preciso muita força de vontade para reverter o processo. Uma vez que foi ultrapassada a fase inicial e experimental, o resto fica por conta da nicotina, que se torna dona da situação.
O batimento cardíaco, a digestão, a pressão sangüínea, o sono e a temperatura corporal são afetados pelo fumo. Mas a pessoa se acostuma com a droga e, uma vez viciada, fica muito difícil abandoná-la.
A grande maioria dos fumantes gostaria de parar com o vício, mas são impedidos porque não encontram em si mesmos força de vontade, disciplina e motivação necessárias. Obviamente, a nicotina é o fator que impossibilita a pessoa deixar de fumar.
O que fazer quando descobrir que seu filho fuma?
1. Seja exemplo
Pai, se você tem o hábito de fumar, não espere que seu filho se abstenha desse vício. Ele não é hereditário, mas o exemplo do pai geralmente influi para que o filho faça opção semelhante.
Foram feitas pesquisas que comprovam o fato de que um não-fumante recebe a fumaça expelida dos cigarros e também acaba, por tabela, inalando nicotina.
2. A pessoa que fuma não acrescenta nada de significativo à sua vida
Um dos alvos que o pai deve ter é mostrar ao filho como desfrutar a vida e desenvolver-se como ser humano vencedor, sem depender de vícios para realizar-se, impor-se ou encontrar prazer. 3. O fumo sempre prejudica a vida de uma pessoa
O pai deve alertar o filho, desde pequeno, sobre os prejuízos concretos que o fumo acarreta à saúde. Por exemplo, está comprovado por pesquisas médicas que o cigarro diminui o tempo de vida das pessoas. Os próprios fabricantes de cigarro são obrigados a imprimir nos maços um alerta sobre esse risco.
4. Continue amando e aceitando incondicionalmente seu filho, apesar dele estar fumando
De qualquer forma, mesmo que você descubra que seu filho está fumando, ame-o e aceite-o como pessoa, como o filho que você tanto ama, mas deixe absolutamente claro que o vício que ele tem não o agrada porque é prejudicial à saúde dele.
Na verdade existem circunstâncias em que o fumo é o sintoma de algum desajuste ou problema. Assim, ele não é a causa, a raiz que deve ser combatida, mas a conseqüência. Os pais devem ser sensíveis e não descarregar sobre seus filhos sua decepção e desagrado por eles estarem fumando, de forma que isso os impeça de averiguarem o que se esconde por trás desse grito de rebeldia, ou de socorro. Como na maioria das ocasiões em que enfrentamos problemas na nossa vida, o diálogo, a compreensão e o amor são a melhor solução.
Álcool
No estilo de vida da sociedade atual tornou-se praticamente aceitável que os adolescentes bebam. O efeito da bebida alcoólica para as crianças, adolescentes e jovens é pernicioso, destruidor e atinge, também, muitas moças e rapazes cristãos que convivem em nossas igrejas.
Eles aprendem a beber observando seus pais e através do bombardeio impiedoso da mídia. É habitual assistirmos programas humorísticos onde o bêbado surge caracterizado como alguém divertido, engraçado, alegre; em muitos programas de auditório ou shows de entrevistas e música, as pessoas aparecem fumando e segurando uma dose de whisky em suas mãos; geralmente, na maioria das novelas, há um personagem ou outro que não dispensa os pseudos prazeres de um copo.
Aparentemente, é quase impossível isolar e proteger nossos filhos de uma sociedade viciada.
Entretanto, creio que existam algumas formas de prepararmos nossos filhos para enfrentarem essa ameaçadora realidade.
Primeiramente, e como tenho enfatizado incessantemente neste livro, o exemplo é o fator de maior impacto na vida de um filho. O que seu exemplo tem comunicado a seu filho? Você é disciplinado e equilibrado em relação à bebida?
À medida que envelheço reconheço, cada vez mais, que em muitas coisas sou semelhante a meu pai.
O círculo continua e agora minhas filhas refletem muito do que eu sou. Que grande responsabilidade pesa sobre os ombros de todos os pais e de todas as mães!
Pai, se você gosta de beber para relaxar ou tornar a vida mais suportável, não se surpreenda se seu filho optar pelo mesmo método para conseguir encontrar “paz”. Você será hipócrita se exigir abstinência de seu filho se não tiver, você mesmo, autocontrole.
Em segundo lugar, é essencial dialogar com seu filho sobre o perigo dos excessos com a bebida. O álcool tem sido considerado símbolo de divertimento e prazer, envolvendo seus adeptos numa áurea de refinamento e status, mas não revela com honestidade as mazelas que traz em seu rastro.
Converse com ele sobre os motivos, as carências, as decepções, as frustrações, enfim, o sofrimento e a insatisfação que leva um homem a permitir que a bebida o escravize e vença. Responda correta e adequadamente às perguntas que ele fizer, até aquelas mais embaraçosas, mesmo sobre os membros da família que têm o vício de beber.
Busquem juntos, na Palavra de Deus, o que ela ensina sobre o assunto. Os jovens precisam entender claramente o que a Bíblia quer dizer quando afirma que seus corpos são santuários de Deus (1 Co 6.19,20); quem ou o quê deve controlar sua vida (Ef 5.18,20); o exemplo que ele deve transmitir aos outros (1 Co 10.23 a 11.1); a responsabilidade de ser bom mordomo de seus bens e talentos (Mt 25.14-30).
Já em terceiro lugar, desafio todos vocês a dispensarem a seus filhos um tempo de qualidade que proporcione o desenvolvimento de um relacionamento íntimo com eles. Empenhe-se nessa tarefa desde quando eles ainda são pequenos, mas em especial durante sua adolescência e juventude.
Pai, se você for amigo íntimo de seu filho, ele terá liberdade e confiança para compartilhar com você seus conflitos, dúvidas e alegrias.
Amado leitor, é sábio prevenir os problemas e dedicar-se a um filho procurando orientá-lo a fim de que ele evite e fuja do mal. Mas o que você fará se um dia alguém o trouxer para casa carregado, bêbado, desnorteado? Qual deve ser a resposta de um pai ao constatar que seu filho é um alcoólatra?
Mesmo quando esmagados pelas evidências, muitos pais negam o envolvimento de seus filhos com o álcool e/ou drogas. Alguns, quando se convencem e reconhecem o problema, procuram um culpado, muitas vezes os amigos, a escola, etc. É verdade que os amigos são uma influência poderosa na vida dos adolescentes e jovens, mas essa dificuldade, em particular, diz respeito a seu filho e não adianta procurar apontar culpados. Se os pais continuam obstinadamente cegos, se insistem na negação, isto só agrava e retarda a possibilidade de solucionar o problema.
Por outro lado, há pais que explodem, esbravejam, descontrolam-se afetando seriamente sua relação com os filhos e, até mesmo, afastando-os de si, quem sabe definitivamente, precipitando-os a afogar suas dores e frustrações em mais e mais bebida. Concordo que esta pode ser, perfeitamente, a resposta de um pai que se sente malogrado na sua função paterna, decepcionado, entristecido, fracassado, culpado ao ver seu filho derrotado pelo álcool. Entretanto essas reações só atropelam ainda mais o caminho para o arrependimento e para a cura.
Se for a primeira vez que seu filho tem esse procedimento, converse amorosamente com ele e tente entender o porquê de ter acontecido. Verbalize seus sentimentos sem agressividade, sem acusações ou ataques. Mesmo que isso tenha ocorrido várias vezes, seja: “… pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1.19). Seja rápido para perdoar e: “Sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Ef 4.32).
Isso não quer dizer, que o filho não será disciplinado de alguma maneira ou não arcará com as conseqüências de seus atos. Mas seu principal propósito será o de sempre manter a linha de comunicação desimpedida e, ao lado dele, procurar uma resposta e solução para o problema.
Responda sinceramente: você está mais preocupado com tudo que ele está passando ou com o que isso pode representar à sua reputação e imagem pessoal e familiar perante seus amigos e conhecidos? Talvez você sinta culpa, ansiedade por ter cometido erros na educação do seu filho e ache que esses erros são a causa de tudo o que está acontecendo. Os pais devem ter o cuidado de não carregarem tal culpa, mesmo entendendo que erraram em vários aspectos enquanto criavam seus filhos. Tal sentimento não leva a lugar algum.
O fundamental é que seu filho sinta que você o ama e o aceita e quer o melhor para ele, mesmo que isso macule a sua reputação e imagem como homem e pai. A atração e envolvimento que uma criança, adolescente ou jovem sente pela bebida, geralmente é o sintoma perceptível de um problema interior que permanece sufocado em uma baixa-estima, na profunda necessidade de ser aceito pelos colegas ou porque ele não consegue lidar satisfatoriamente com algum problema que o atormenta.
Os pais devem aproveitar essa crise na vida dos filhos para confirmar seu amor e aceitação. Abrace-o e diga-lhe o imenso valor que ele tem para você. É através das crises da vida que é possível acontecer a transformação de relacionamentos e aprofundar a comunicação e o amor entre todos da família.
É normal os pais colocarem esses fardos às costas e os carregarem sozinhos, receosos sobre o que os outros pensarão se descobrirem o que está acontecendo. A Bíblia conclama que levemos as cargas uns dos outros (Gl 6.2). Penso que, às vezes, é mais fácil levar a carga de outra pessoa do que nos abrirmos para compartilhar nossas dores.
Compartilhe suas necessidades, angústias e dores seletivamente, com um pastor, amigo cristão, que seja aberto, compreensível e confiável. Você precisará de orações, conselhos e até de informações. Muitos têm enfrentado experiências semelhantes à sua, e a igreja é fortalecida quando se torna um hospital onde as pessoas são tratadas, curadas e recebem o carinho e o amor de seus irmãos.
JAIME KEMP é atualmente diretor da Sociedade Religiosa Lar Cristão. Foi missionário da Sepal por 31 anos e fundador da Missão Vencedores Por Cristo. É conferencista e autor de 33 livros. Aceita convites para seminários e palestras.
Publicado no Portal Biblia World Net



SABENDO MAIS SOBRE AS DROGAS
Como seres espirituais que somos, sempre deveremos nos pautar pelo ensinamento da Palavra de Deus, o texto de Provérbios 2. 9 Então, entenderás justiça, juízo e eqüidade, todas as boas veredas. Porquanto a sabedoria entrará no teu coração, e o conhecimento será agradável à tua alma. O bom siso te guardará, e a inteligência te conservará.
Muitos de nós desejaríamos não tomar conhecimento sobre este assunto, desejando que elas nem existissem, mas, não há como, hoje, passarmos despercebidos sobre tal tema.
Precisamos saber para poder orientar, ainda que objeto de pesquisa seja procurado:
Quanto o homem se perde no mundo do vício dos alucinógenos, o que fazer, ainda mais quando são nossos parentes, amigos, conhecidos, filhos de amigos ou equiparados. Eis que o traficante numa ponta do problema é perverso, ele não leva em conta : Deus e sua criação, as famílias, os anseios, os sonhos, os ritos. Ele é o púnico que tira proveito do mal que causa. Já o intermediário, este, busca no seu comércio, até um meio da própria sobrevivência, também é danoso no processo em que está inserido. Já o consumidor, este é a causa e que dá causa a todo o processo do terrorismo que se instalou na face da terra com o advento do século em que se transformou o consumo de drogas.
Salmos 10.4 O perverso, na sua soberba, não investiga; que não há Deus são todas as suas cogitações. São prósperos os seus caminhos em todo tempo; muito acima e longe dele estão os teus juízos; quanto aos seus adversários, ele a todos ridiculiza. Pois diz lá no seu íntimo: Jamais serei abalado; de geração em geração, nenhum mal me sobrevirá. A boca, ele a tem cheia de maldição, enganos e opressão; debaixo da língua, insulto e iniqüidade. Põe-se de tocaia nas vilas, trucida os inocentes nos lugares ocultos; seus olhos espreitam o desamparado. Está ele de emboscada, como o leão na sua caverna; está de emboscada para enlaçar o pobre: apanha-o e, na sua rede, o enleia.
Algumas coisas aqui abordadas são de suma importância ao nosso conhecimento, sem que as demais já conhecidas sejam desprezadas. Vejamos:
1-. Dependendo do meio,pouco se fala sobre o assunto e pouca publicação há a respeito.
2.- Em virtude, o velho e saudoso diálogo precisa voltar à reinar no meio das famílias.
3.- Precisa-se averiguar aonde está o problema do indivíduo com tóxico-dependência: se no ocupacional, no social, no financeiro ou no familiar que leve à religião.
4.- Procurar reduzir o convívio errado que possa estar conduzindo o indivíduo a ser um usuário, dado ao meio, a oferta e a procura.
5.- Procurar descobrir a “causa e o efeito”, se dentro de casa, na escola, nos amigos, no trabalho, nas atividades, nas frustrações ou quem sabe: no ter de mais.
6.- Saber avaliar a questão caso o filho esteja utilizando de meio toxicológico. O que fazer? Como fazer e a quem recorrer?
7.- Não dramatizar o fato, encarar com realismo, com segurança, e ser objetivo na busca da solução do problema.
8.- Procurar ter certeza do que está ocorrendo, para não ser o acusador apenas.
9.-Ter uma conversa franca com o envolvido ou os envolvidos (filho e amigos dele).
10.-Verificar há quanto tempo está ocorrendo o uso de substâncias ou bebidas.
11.-Procurar identificar os motivos que levaram a fazer uso.
12.-Não acusar o envolvido de: maconheiro, boleteiro, drogado, marginal, bêbado.
13.-Não se recriminar se constatar que o problema esteve sempre junto de ti.
14.-Dar o apoio necessário ao envolvido, como se você o fosse e precisasse de ajuda.
15.-Lembrar que o amor, o carinho a compreensão são armas poderosas na ajuda.
16.-Lembrar que o nosso passado é o nosso principal professor.
17.-Ter a consciência que após curado, o usuário poderá recair e, prevenir-se antecipadamente sobre o problema, é antever situações desagradáveis. Ter em mente que a reconquista do controle da situação, dependerá do envolvido, o controle das suas atitudes e dos seus próprios pensamentos. Considerando sempre, os métodos empregados para a recuperação.
18.-Que os pais podem e devem ser o exemplo para os seus filhos. Ter o conceito em mente que a fruta “jabuticaba”, seca no pé, e que a goiaba cai em baixo do pé; ou seja, nossas ações poderão desencadear reações em nossos filhos, e que eles, mesmo que não percebamos, estão constantemente de olho em nós.
19.-A atitude que o pai tiver em relação ao descobrir que o filho é usuário ou dependente, desencadeará o rápido regresso ao estado natural do envolvido.
20.-Saber que pode contar com ajuda dos meios sociais, da igreja , do poder legislativo do poder judiciário, não no sentido da repreensão, mas de orientação.
A liberação das drogas resolveria o problema do consumo?
O acesso fácil ao mundo das drogas poderá levar a um aumento do número de usuários experimentais e ocasionais, transformando-os em usuários contumazes. A liberação não oferecerá a eliminação da dependência do usuário. Se há a oferta maior, é porque há os que procuram é em maior quantidade, questão da produção em relação ao consumo.
O que pode ser feito em relação à oferta?
A prevenção é o divisor entre a busca e o consumo. A orientação leva à educação sobre o assunto, devendo vir com exemplos reais. Demonstrando as conseqüências, que inibirão o futuro usuário da busca à droga. Mostrando os danos físicos, emocionais, sociais, psicológicos que algumas drogas deixam as seqüelas irreversíveis à pessoa.
Como podemos ajudar um jovem a ter atitudes contrárias à droga?
Nossos exemplos como pais, nossas atitudes, nosso testemunho de vida.
Os usuários potenciais, na maioria dos casos observados, são aqueles que presenciaram seus pais consumindo calmantes, para poderem dormir, droga de qualquer espécie que causaram fuga ante ao menor sinal de nervosismo, aqueles pais que tomavam qualquer coisa que propiciasse sair de situações. Uma dosezinha de uísque para dormir, para fazer refeições, um cigarro após uma discussão, tudo quanto propiciasse artifício de compensação emocional ao momento.
Saber que este processo de aprendizagem começa na infância e vai até ao final da adolescência, e que sendo assim, eles nos observam.
Quais as razões que levam uma pessoa a usar drogas?
O fato de uma pessoa usar drogas uma vez ou outra, não faz dela um dependente. Mas experiências inocentes podem levar uma pessoa à presença da lei e ao internamento em uma casa de recuperação. O excesso de preocupação com os filhos em relação à droga, pode levar o filho à busca em saber qual a sensação que a droga causa, tornando-o um dependente. Saber orientar sem cobrar é uma questão necessária. Cabe ao adulto alertar sobre os riscos relacionados com o uso. O jovem, sendo um curioso por natureza, tende ir de encontro à busca. Para o adolescente, o risco faz parte do jogo, e o próprio risco, é transformado em desafio para sua auto-afirmação.
As drogas podem modificar o que sentimos e ser atrativas pelo que causam?
Sobretudo para o jovem sim. Ele necessita descarregar suas energias, ou demonstrar que como individuo é capaz. É onde começa o caminho inverso à maioria social. Não tendo ele, a maturidade pelos anos vividos, pode se enlaçar no convite fácil, e descambar para o desatino individual, donde o regresso será sofrido.
Algumas atividades em que o jovem pode se envolver para que isto não ocorra é a interação desportiva, sadia. Sem que com isto venha à abandonar suas atividades religiosas e seus costumes. Nisto sempre monitorado pelos mais experientes.
Consumir drogas é uma forma de prazer. Isso não pode ser negado. Entretanto o preço a ser pago pode ser muito alto.
A pressão do grupo pode ocasionar o consumo?
Não necessariamente. Dependerá do que implantarmos na cabeça da criança e no seu desenvolvimento de adolescente. Embora a pressão do grupo tenha influência, jamais o grupo, e sua influência, poderá ter domínio sobre a personalidade e o caráter do envolvido, sob pena de tudo quanto nós, pais nos empenhamos em transmitir, ter sido em vão e sem proveito..
O uso da droga pode ser uma tentativa de compensação?
Sim. Entretanto cabe aos pais o dever de propiciar segurança para seus filhos, através do afeto, demonstrando amor, amparo, apesar dos defeitos dos seus filhos e suas dificuldades como pais.
Existem sinais que identificam se o filho está usando drogas?
Não é de maneira fácil a percepção. Deve-se cuidar com o clima da desconfiança, pois poderá ser um pretexto à utilização. Os pais devem procurar saber sobre a questão com o próprio filho, com cuidado, e buscar orientação de quem é da área. Conflitos familiares podem levar os filhos à busca e utilização, pela oferta dos colegas. Estes serão mais presentes na vida dos filhos em relação aos próprios pais.
Deve-se conversar com os filhos sobre o problema das drogas?
Sim, na proporção que eles demonstrarem interesse. Mas sempre procurando orientar.
Qualquer atividade vista como oculta do mundo dos pais e de seus orientadores, pode ser percebida como instigante e excitante, e, é tudo o que o jovem busca na fase da sua adolescência. Os pais devem prestar atenção às reações de seus filhos.
Como deve ser as informações que os pais devem transmitir?
Dado à percepção dos jovens ser maior que a de seus pais, eles provavelmente, saberão mais sobre drogas do que os próprios pais. Os pais terão maiores dificuldades em falar sobre as drogas ilegais do que as legais (álcool,cigarros). É aconselhável aos pais adquirirem conhecimentos básicos sobre as principais substâncias de uso e abuso, para que possam dar orientações corretas.
A maioria dos filhos aceita a autoridade de seus pais, outros, próprio da idade, tem dificuldade. O autoritarismo, arbitrariedade ou rigidez em demasia, pode levar o filho para longe dos pais e mais perto daquele que oferece drogas.
O que fazer quando um filho está usando drogas?
Quando se tornar impossível conversar com o filho, os pais devem procurar pessoas que admirem o seu filho, tal qual: um amigo dele, um parente, uma pastoral de aconselhamento familiar, um professor, o médico da família , um jurista ou um profissional especializado. Não há uma resposta simples para esta questão.
A lei é diferente para cada tipo de droga, portanto, a orientação é diferente.
Cada indivíduo é diferente consigo mesmo, e os pais, são diferentes em conduzir orientação ao filho, pois todos são indivíduos em si.
Aos que usam drogas, quem deve ser tratado?
Principalmente os que se tornaram dependentes, tanto os ocasionais como os costumeiros. Os ocasionais, talvez com conselhos demovam de seus novos hábitos, já os costumeiros, necessitam de tratamento e orientação de pessoas mais aparelhadas.
Devendo em ambos os casos, dar orientação sobre o perigo de se tornar um viciado e aonde o vício leva.
O usuário experimental, é um indivíduo que poderá ser dominado pelo vício, aí, necessitando de ajuda sem sombra de dúvida, pois se tornou escravo do seu engano e do seu vício.
O que causa a abstinência do uso?
É como um luto após a quebra do laço que os unia. A droga e quem a consome, eram considerados mutuamente como amigos. A droga era aquela que sempre esteve presente em suas ansiedades. Nas tristezas e nas alegrias.
O deixar da droga funciona como a morte de um parente que se vai. Nos primeiro dias causa depressão, tristeza e até raiva, vontade de que tudo fosse como antes, depois passa, é normal, e acontece com todos os que param. Como tudo na vida passa, esta sensação também passa. É como um acordar gradativo e muitas vezes isto causa susto, ou seja, constatação da realidade à vida, ao meio, à aceitação de si mesmo.
Não deve estranhar se o envolvido possa ter atitudes diferentes, podendo voltar a ser uma criança ou adolescente. Isto não é retrocesso, são as causas das inconseqüências vividas.
De quem é problema?
É meu , é teu, é social.
Como indivíduo, sou senhor dos meus atos, como membro da sociedade humana, meus atos individuais podem te alcançar, então, minhas ações passam a ser teus problemas também e vice-versa.
Causa/ Efeito …. Ação e Reação.
Fonte de busca:
Casa Dia Jaú –
Jaú –SP
Elaboração:
Valdir Carvalho – Cascavel – PR – 24.8.2008
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