Wordpress Themes

A Inversão de Valores - Pb. José Roberto A. Barbosa

Texto Áureo: II Pe. 3.3 - Leitura Bíblica em Classe: Mt. 23.13-19,28
Objetivo: Mostrar que os valores éticos e morais encontrados na Bíblia são absolutos e insubstituíveis, porque estão fundamentados na Palavra e no caráter de Cristo.
INTRODUÇÃO
A sociedade moderna inverteu os valores morais. Essa condição remete ao contexto israelita dos tempos do profeta Isaias (Is. 5.20). A fim de ressaltar a importância da ética e da moral, estudaremos, na lição de hoje, os seguintes tópicos: 1) conceitos de valor, ética e moral; 2) As causas da inversão de valores; e 3) o resgate dos valores cristãos.
1. DEFINIÇÕES: VALOR, ÉTICA E MORAL
Aristóteles, o filósofo grego, fazia a distinção entre valor intrínseco e valor extrínseco. Para ele, esse é o fundamento que faz os seres humanos valorizarem ou desvalorizarem determinadas coisas. Diz-se que algo tem valor intrínseco quando a base para seu valor é percebido como estando em sua própria natureza, isto é, quando é valorizado por si só, em vez de por seus efeitos. Ao contrário, algo tem valor extrínseco quando a base para seu valor encontra-se em sua relação com outro valor, isto é, quando é valorizado por seus efeitos. A ética, por sua vez, tem a ver com as questões que envolvem o correto e o impróprio, bem como a determinação do bem humano. A moral envolve a prática real de viver segundo determinada crenças. A ética é a sua contraparte, na medida em que busca identificar o porquê de serem algumas práticas morais ou imorais. A ética cristã envolve o modo como as pessoas devem viver. A fonte da ética cristã é a Bíblia Sagrada. Essa ética mostra como deve ser o relacionamento do cristão, com Deus, e em particular, com os outros seres humanos. O que se observa, nesses últimos tempos, é uma inversão dos valores éticos na sociedade. As pessoas não querem dar ouvidos ao que está revelado na Escritura, substituindo tais valores por modelos mundanos (Is. 5.18-25; Cl. 2.8).

2. AS CAUSAS DA INVERSÃO DE VALORES
O relativismo vigente defende que não existem verdades absolutas, por isso, tudo é relativo. Essa parece ser uma declaração contraditória, pois, se tudo é relativo, somos levados, então, também a concluir que “é relativo que tudo seja relativo”. Associado ao relativismo, está a visão pluralista, que aceita, como certo, todo e qualquer posicionamento. É como se não mais existissem fronteiras entre o certo e o errado. Os meios de comunicação em massa, principalmente, a televisão, têm sido amplamente utilizados para difundir os valores invertidos. A programação televisiva, na sua maior parte, encontra-se sob o controle de visões antibíblicas. Até mesmo os telejornais precisam ser vistos à luz da criticidade bíblica, tendo em vista que alguns jornais manipulam as informações de acordo com os interesses humanistas com vistas a denegrir a imagem dos evangélicos. A maioria dos canais objetiva desestruturar as famílias. Nas novelas e filmes, as pessoas que desempenham o seu papel, vivem como se Deus não existisse, e quando nele acreditam, não O concebem de acordo com a revelação bíblica. O padrão bíblico para o casamento é que seja entre homem e mulher (Gn. 2.21-24), em amor e submissão (Ef. 5.31-33), criando os filhos no temor do Senhor (Ef. 6.1-4). Diferentemente dos seculares, os valores de Deus são: 1) absolutos - Deus é soberano, por conseguinte, seus princípios e preceitos também os são (Rm. 11.34-36). O homem pode até rejeitá-los, mas a conseqüência será sua própria ruína (Dt. 12.28; Gl. 6.7,8); 2) imutáveis - Deus não muda (Ml. 3.6; Hb. 13.8), por isso, seus preceitos e princípios jamais mudarão, de eternidade a eternidade permanece a palavra de Deus (Sl. 119.89; Mc.13.31); e 3 ) universais - Deus é único, em toda parte, apenas Ele é Deus (Dt. 6.4; II Sm. 7.22; Is. 45.21; 46.9; I Co. 8.4), portanto, seus preceitos e princípios não estão restritos a um determinado país ou região (Mt. 28.18-20).

3. A REAÇÃO À INVERSÃO DE VALORES
3.1 Moldando-se ao caráter de Cristo
Nós, os cristãos, não podemos viver como vive o mundo, pois sabemos que o final desse caminho é a morte (Pv. 14.12). Somos chamados a andar no Espírito, não cumprindo as concupiscências da carne (Gl. 5.19,20), mas a desenvolver o fruto do Espírito, que, conforme está escrito em Gl. 5.22, é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Assim, estaremos sendo moldados ao caráter de Cristo, nosso Senhor, que conclama à santificação (Lv. 20.7; Mt. 5.48; I Ts. 4.3-7).

3.2 Estimulando vocações cristãs para a vida pública
Deus nos chama à santificação, não ao isolacionismo, por isso, devemos tomar parte das decisões sociais, como sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.13-16). José (Gn. 50.2) e Daniel (Dn.6.4,28) são dois bons exemplos bíblicos de homens que foram usados por Deus para beneficiar o seu povo e para testemunhar das grandezas de Deus na vida pública. O estímulo às vocações cristãs deve ter como propósito a defesa de uma ética cristã, para isso, faz-se necessário que as pessoas vocacionadas sejam “capazes e tementes a Deus” (Ex. 18.21) e que não busquem o poder apenas para o seu bem pessoal, mas com o propósito de servir (Lc.22.26).

3.3 Mantendo os padrões bíblicos de vida e testemunho
Nada adiantará defendermos uma coisas e vivermos por outra, esse era o grande problema dos fariseus, repreendidos por Jesus em Mt. 23. O mundo não quer apenas ouvir o que temos a dizer, mas, principalmente, como vivemos a partir do que cremos. Por isso, o apóstolo Tiago ressaltou que “a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma” (Tg. 2.17). Somos reconhecidos pelos nossos frutos (Mt. 7.16-20).

CONCLUSÃO
O relativismo moral solapa o mundo pós-moderno, já que o homem, com base na cosmovisão materialista e existencialista, tende a pôr o errado em lugar do certo. A conseqüência tem sido a destruição dos valores espirituais e morais, levando-o ao afastamento de Deus. Nós, os cristãos, a fim de dar o exemplo, devemos viver, não de acordo com os preceitos e princípios humanistas, mas com a vontade de Deus que é absoluta, imutável e universal (Rm. 12.1,2).

BIBLIOGRAFIA
COLSON, C. & PEARCEY, N. E agora, como viveremos? Rio de Janeiro: CPAD, 2000.
COLSON, C. & PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

Publicado no blog Subsídio EBD

converter em pdf.

  1. Adriano Escreveu:

    Grandes homens de Deus têm deixado de serem referências espirituais, deixando de lado um chamado para ser pastor de ovelhas, objeto de Deus na libertação das almas perdidas e oprimidas (Lider espiritual). Em um momento em que a igreja passa por uma desacelerção no crescimento (pouco se ver almas aceitando a cristo nas igrejas.), pastores antes ganhadores de almas abraçam a causa política deixando o ministério entrgue por Deus em segundo plano.
    Seria um inversão de valores?
    Conheço homens de Deus na igreja que exercem cargos públicos, alguns pregam ou têm algum minestério importante na igreja, mas não são os pastores, são os homens certos para cargos públicos ( uns pregam, outros cantam, outros oram…) É uma desorra deixar o ministério do Senhor para exercer qualquer cargo fora da igreja.

  2. Dc. Gilson Alves(ADEG) Escreveu:

    Concordo com o irmão, a AD não centralizou seu comando, apesar de ter a(s) convenção(S). CGADB e CGAIDB. Creio que as doutrinas e usos e costumes deveriam vir de forma centralizada para as AD. Exemplo da (IMW), Metodista Wesleyana da qual fui membro, as doutrinas e usos vêem de um concilio de líderes, bispos e pastores, são difundidas nas congregações, ou seja, igrejas locais, cujos pastores e dirigentes acatam este manual e a igualdade doutrinaria da igreja permanece em todas as regiões. Outra coisa que eles (IMW) fazem é substituir ou trocar de igreja de tempos em tempos alguns pastores, por motivos diversos, e isso tem dado resultados positivos. Não é o que vejo em algumas AD, cada líder age como se fosse o dono da igreja ou fundador. Creio que esse problema na AD não tem solução. Não vou a reuniões no comando da AD, mas creio que esses assuntos (falta de crescimento, esvaziamento vertiginoso em algumas, usos e costumes, descentralização de comando) têm pautas constantes nas mesmas.
    Vejo também na igreja, vários membros com problemas psicológicos e ate alguns com os três modos de doenças (física, espiritual e psicológica) que não se tratam.
    Vejo também que algumas igrejas ou lideres tem se esforçado para manter a boa tradição da AD, quanto aos bons usos e costumes. E tem razão, pois vimos que a liberalidade tem trazido prejuízos aos bons costumes na AD, porem devemos ter consciência que não estamos mais em 1908, ou 1930 e sim 2008. As Doutrinas do Pai são Universais, Absolutas e Imutáveis, os usos e costumes não deveriam ser tomados, muitas vezes tendo precedência à doutrina do bom caráter.

  3. Dulce Bezerra Escreveu:

    “E ELE MESMO CONCEDEU UNS PARA APÓSTOLOS, OUTROS PARA PROFETAS, OUTROS PARA EVANGELISTAS E OUTROS PARA PASTORES E DOUTORES”
    (Ef. 4.11).

    Estão deixando de lado a excelência do ministério para abraçarem o poder temporal.
    E ainda têm a coragem de dizer que é para ajudar a Igreja; que a Igreja precisa ter
    representantes lá (dentro da lama).
    DESDE QUANDO O SENHOR PRECISA DE QUE ALGUÉM O AJUDE?

Comente.