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Neopaganismo, um Mal a Ser Combatido - Pr. Esdras Costa Bentho

Leitura Bíblica em Classe
2 Pe 2.1-9

Introdução:

I. O ressurgimento do paganismo

II. A igreja e o neopaganismo

II. Combatendo o neopaganismo


Conclusão.

Título deste subsídio: A paganização da sociedade pós-moderna

Autor: Esdras Costa Bentho
Palavras-chaves: : Paganismo; Entretenimento; Cultura; Fé Cristã

Introdução

O neopaganismo é um termo que descreve uma variedade de credos e religiosidades que, com roupagem moderna, cultuam a natureza, valorizam os mitos e as divindades pagãs da Antiguidade e da Idade Média. É o antigo paganismo destituído de seus rituais ofensivos ao homem pós-moderno. A diferença entre o neopaganismo e o paganismo tradicional pode ser visto na imagem das bruxas populares. Antes, feia, nariguda, velha, enrugada e verrugosa. Agora, bela, educada e jovem - como aparecem na mídia e na indústria de entretenimento. O neopaganismo também é conhecido nos meios de comunicação pelo nome de Wicca. São politeístas, praticam a feitiçaria, valorizam o horóscopo, cultuam a natureza e as pretensas divindades femininas. Atualmente, as idéias neopagãs são difundidas através dos desenhos animados, dos filmes e das revistas como a Witch (bruxa, em inglês - esta revista é destinada a crianças de 8 a 13 anos). 

O Neopaganismo e a indústria de entretenimento

A cultura, os mitos, as lendas e os folclores pagãos tornaram-se um instrumento de entretenimento nos tempos pós-modernos. Não apenas de divertimento, mas também de riquezas. Basicamente, o mercado de vídeo games e filmes hollywoodianos faturam milhões de dólares em temas que misturam paganismo, religião oriental, gnosticismo e cristianismo, Senhor dos Anéis e Matrix são alguns exemplos. Todavia, a qualidade das produções contrasta com a mensagem e os valores difundidos. George Lucas, afirmou que “o cinema e a televisão suplantaram a igreja como grandes comunicadores de valores e crenças”. E, infelizmente, essa proposição mostrou-se verdadeira. 

A indústria de entretenimento costuma dar uma nova roupagem aos mitos antigos, como por exemplo, a velha bruxa é muito diferente daquelas apresentadas no seriado Charmed, ou da beleza de Nicole Kidman e Sandra Bullock no filme Da magia à sedução (Practical Magic,1998). A imagem dos demônios como seres maléficos, opostos aos homens e dispostos a oprimir a humanidade, é inteiramente alterada no filme Hellboy. O demônio é convocado do inferno e depois “civilizado”, aprendendo a respeitar e amar os homens - uma ideologia perniciosa. Spawn, o soldado do inferno, era um agente da CIA, que após ser morto, vai para o inferno e negocia com o diabo para retornar ao mundo dos vivos. Nesta mesma linha encontramos os filmes que enaltecem o espiritismo, a mediunidade e os supostos fenômenos paranormais. Ron Rhodes (A verdade por trás dos espíritos, médiuns e fenômenos paranormais, CPAD, 2007), faz uma síntese dos principais programas, filmes e séries que divulgam e cultuam o espiritismo. O autor afirma que “as produções de Hollywood têm introduzido muitas pessoas ao mundo paranormal” (p.28).

Os cristãos, portanto, são chamados à reflexão, ao discernimento da cultura midiática e televisiva. Algumas vezes a mensagem ideológica transmitida pela indústria de entretenimento é tão crassa que facilmente o cristão rejeita, entretanto, muitas ideologias religiosas, espiritualismo pagão e distorções da verdade bíblica são apresentadas de modo sutil e imperceptível ao observador desatento. Algumas vezes, necessita-se de mais de uma leitura para compreender todos os símbolos, sinais rituais, e ideologias. Matrix, por exemplo, é um desses filmes que mistura filosofia, símbolos religiosos, mitologia e cristianismo. Uma leitura adequada somente é possível àqueles que conhecem religiões comparadas, história da religião, cristianismo, teoria gnóstica e Jung. 

O neopaganismo e os heróis

Os heróis, que tanto fascinam crianças e adultos, são distorções da imagem divina no homem e personagens antropocêntricos. A figura dos heróis, anti-heróis e vilões são (a meu ver), representações possíveis do super-homem de Nietzsche, ideologias que atestam a potência humana, o deísmo, ateísmo, evolucionismo e a sociedade pós-cristã. O religioso apenas aparece como elemento pós-cristão, dissociado de Deus, de Cristo, das Escrituras. Alguns mais humanos e outros mais poderosos, no entanto, a temática e ideologia são a mesma: Deus não intervém na vida e história humanas, os homens, como seres evoluídos e super-poderosos, são responsáveis pelo seu próprio destino, progresso e vontades. A moral, mediante a qual os heróis agem, carece da autoridade de Cristo, são (in) valores relativos, circunstanciais e centrados no humanismo antropocêntrico. No mundo dos heróis e vilões, Deus é um personagem anacrônico, distante, substituído pelo conceito do Bem que, longe de ser metafísico, é uma realidade metamórfica sujeita ao talante das circunstâncias e à disposição dos heróis. 

O neopaganismo e as religiosidades

O neopaganismo manifesta-se como um conjunto de religiosidades, sincretismo, misticismo e ocultismo. Em um mundo plural e multicultural, o paganismo ressurgiu com nova roupagem, eclético, não ofensivo à estética e ao racionalismo modernos. Trata-se, na verdade, de nova estratégia do misticismo pagão para difundir suas ideologias, doutrinas, ritos e ocultismo. Fala-se de paz, mas ignora-se o Príncipe da Paz, Cristo; ensina ecologia, mas é eco-idolatria, é mística, porém dissociada da verdadeira espiritualidade cristã. Essas religiosidades são produtos da fé cega, irracional, de caráter hedonista e antropocêntrico. A salvação é intrapessoal, está dentro da pessoa, e não extrapessoal, fora dela, como se dependesse de outro para tal; é gnóstica. A paz está na harmonia entre o homem e a natureza, no controle psíquico e nos exercícios corporais que equilibram e sintonizam o homem ao cosmos. Suas rezas e petições são mantras, isto é, encantamentos que materializam a divindade invocada. São engodos de religiões vetustas, anticristãs e marginais que se adequaram às necessidades da sociedade pós-cristã. É um novo sincretismo, mas de realidade e natureza contrárias a Cristo.

A verdade por trás do neopaganismo

O neopaganismo, neologismo usado para se referir às roupagens modernas do antigo paganismo, é uma falsa religiosidade que tem combatido o cristianismo e seduzido a sociedade hodierna. Todavia, o neopaganismo é uma religiosidade que usa máscaras para atrair os seus adeptos e afastar o homem do verdadeiro Deus.

Desde a Antiguidade hebraica, o povo eleito foi advertido, exortado e admoestado contra os cultos pagãos egípcios, canaanitas, assírios, babilônicos entre outros (Dt 12.2,3,29-32, etc.). Israel, a nação eleita e preciosa, inúmeras vezes, apesar das advertências dos profetas, sucumbiu ao culto da fertilidade e a outras manifestações do paganismo gentio (Jz 2.11-14, etc.) Infelizmente, o povo era seduzido pela orgia dos cultos da fertilidade. Em nossa obra, A família no Antigo Testamento: história e sociologia (CPAD, 2006), ocupamos um capítulo do livro para explicar esses rituais pagãos pelo que, solicito ao leitor que busque nesta obra os elementos exegéticos e históricos necessários à compreensão do tema. Os elementos mais comuns ao paganismo antigo eram: a liberação sexual e a homossexualidade praticada nos cultos orgiásticos; o sacrifício de infantes, como gratidão pela colheita; adoração à natureza, mediunidade; crença que os espíritos dos mortos intervêm no mundo dos vivos; idolatria, e o uso de substâncias psicotrópicas para entrar em êxtase ou transe. Essa é a verdadeira origem e face do neopaganismo.

Adquira do autor:

Hermenêutica fácil e descomplicada (CPAD)

Família no Antigo Testamento: história e sociologia (CPAD)

Visite o blog do autor: www.teologiaegraca.blogspot.com

Publicado no site da CPAD

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    Marcelo Medeiros
    Escreveu:

    Amei o estudo. Quando o estimado Pastor fala: “A diferença entre o neopaganismo e o paganismo tradicional pode ser visto na imagem das bruxas populares. Antes, feia, nariguda, velha, enrugada e verrugosa. Agora, bela, educada e jovem - como aparecem na mídia e na indústria de entretenimento” automaticamente me lembrei da Jeanne é um gênio, representada pela “bela” (que com o passa do tempo, deixou de ser assim) Barbara Edem, e da Feiticeira. Hoje temos a Sabrina, com aquele gato fofinho e outras coisas mais; tudo estratégia da mídia a fim de populazirar estes mitos religiosos.
    Este aspecto em particular, me chamou a atenção em razão de um fato: a leitura e a reflexão, há muito deixaram de ser os ícones sobre os quais se constrói qualquer tipo de pensamento, ou opinião. Tudo em nosso mundo é ditado pela cultura midiática. É neste aspecto, que precisamos atentar para as palavrs do autor do post.


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    minerva
    Escreveu:

    Vocês sõ uns crentes idiotas e que querem acabar com o mundo.


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    minerva
    Escreveu:

    E eu sei que são preconceituosos e não vão postar o meu comentário.


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    Rute
    Escreveu:

    É triste ver que diante de tantas evidências, ainda existem pessoas que não percebem o quanto muitas crianças estão ficando insensíveis, violentas e com dificuldade de amar.

    Consequentemente, alguns adolescentes e jovens matam os pais, avós…ou às vezes sentem vontade de…

    Graças a Deus não são todos mas, vemos claramente que o mundo não é mais o mesmo.

    O que está acontecendo é que as mentes estão ficando cauterizadas e muitos achando normal uma criança se drogar ou um pai abusar de um filho.

    Infelizmente, o mundo que queremos ver restaurado está se destruindo em todos os seus segmentos. Mas Deus o amou de tal maneira que enviou Jesus para que todo aquele que crer n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16

    O que nos interessa? Perdição ou restauração?

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