O Deus da Bíblia - Rede Brasil de Comunicação
Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Recife / PE
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LIÇÃO 01 - O DEUS DA BÍBLIA
INTRODUÇÃO
Durante este trimestre abordaremos o seguinte tema: O DEUS DO LIVRO E O LIVRO DE DEUS, onde teremos a oportunidade de estudar sobre Deus e sobre a Bíblia. Com certeza, desfrutaremos de um trimestre muito edificante. Nesta primeira Lição, estudaremos sobre a pessoa de Deus, ou seja, “o que se pode conhecer sobre Ele” (Rm 1.19). Pois, é impossível que o homem mortal, limitado e imperfeito conheça, em sua plenitude, Aquele que é Imortal, Ilimitado e Perfeito.
I - QUEM É DEUS
Do hebráico “Elohim”; do grego “Theos” e do latim “Deus”, é o nome da Suprema Divindade que os homens e os anjos cultuam e adoram. Ele é um ser espiritual e dotado de personalidade. A Bíblia atribui a Deus características de personalidade: Ele é zeloso (Dt 6. 15), ira-se (I Rs. 11: 9), ama (Ap. 3: 19) e se aborrece (Pv. 6: 16). Portanto, Ele é uma pessoa. Ele é também um Ser Supremo, Absoluto, Infinito, Eterno, Imutável (Is 26.4) e o Criador dos céus e da terra (Gn 1.1).
II - A EXISTÊNCIA DE DEUS
A existência de Deus é um fato incontestável. A Bíblia não se preocupa em provar a existência de Deus, mas revela claramente sua existência (Jo 5.39). Nos seus 66 livros vemos Deus criando, falando, abatendo, exaltando, intervindo e executando os seus propósitos. Negar a existência de Deus é negar a própria Bíblia.
2.1 Sua existência negada. O ateísmo consiste na negação absoluta da existência de Deus. É também uma atitude de negar a idéia de um Ser Supremo. O ateísmo é ainda a condição do homem que descarta a realidade do Único e Verdadeiro Deus. Tanto no A.T. como no N.T., encontramos exemplos de ateísmo (Sl 10.4; 14.1; Rm 1.28). Existem pelo menos dois tipos de ateus:
Ateus teóricos. São aqueles que tentam negar a existência de Deus por meio de argumentos.
Ateus práticos. São aqueles que não se preocupam em negar a existência de Deus por meio de argumentos, mas vivem como se Deus não existisse.
Porém, todo argumento ateísta cai por terra quando aqueles que se dizem ateus, encontram-se em situação de perigo. Pois, nesta ocasião, ainda que em oculto, eles costumam invocar a Deus.
2.2 Sua existência provada. Além do testemunho das Escrituras, existem diversas evidências que provam a existência de Deus. Dentre os muitos argumentos, citaremos alguns:
A evidência da criação. A existência do universo e do homem não pode ser obra do acaso e provam claramente a evidência de um criador, dotado de inteligência e sabedoria. A própria natureza declara a existência de Deus (Sl 19; Rm 1.19,20).
A evidência da natureza moral do homem. O homem dispõe de natureza moral, isto é, sua vida é regulada por conceitos do bem e do mal. Ele é capaz de discernir entre o certo e o errado e sua consciência é capaz de aprovar ou reprovar seus atos. Quem criou, então, esses conceitos do bem e do mal? Deus, o Justo Legislador (Rm 2.14,15). Podemos, portanto, concluir que o próprio Criador, que também é Legislador, idealizou uma norma de conduta para o homem e deu-lhe condições de compreender esse padrão .
A evidência da natureza religiosa do homem. O homem é, por natureza, um ser religioso, o que, em sentido mais amplo inclui: a aceitação da existência de um Ser acima das forças da natureza; um sentimento de dependência dEle e a necessidade de obter uma comunhão com Ele. Desse modo, podemos então concluir que o homem, foi criado com a capacidade de crer na existência de Deus, confiar em sua bondade, servi-Lo e adorá-Lo (Sl 42.2; Mt 4.10).
A evidência da história. A história da humanidade, o surgimento e o declínio de povos e nações, o estabelecimento e a remoção dos reis e dos imperadores, demonstram claramente a intervenção de um Rei Soberano, que governa o homem e o universo (Dn 2.20,21)
A evidência da crença universal. A crença na existência de um Ser Supremo é comum a todos os povos. Mesmo aqueles que nunca ouviram falar do Deus da Bíblia, crêem na existência de um Ser Supremo, que criou o mundo e exerce domínio sobre ele. Esse conhecimento universal não é, necessariamente, fruto da evangelização e dos tratados teológicos, e sim, de uma evidência pré-estabelecida no próprio homem.
III - A NATUREZA DE DEUS
Sendo Deus Espírito (Jo 4.23,24), Ele não possui um corpo de substância material, ou seja, Ele é Imaterial e Incorpóreo (Lc 24.39). Sendo Espírito, Deus não está sujeito às limitações pelas quais estão sujeitos os seres humanos, que são dotados de um corpo físico.
IV - OS ATRIBUTOS DE DEUS
A palavra atributo significa “o que é próprio a uma coisa ou pessoa”. Portanto, os atributos de Deus são as qualidades inerentes a Ele mesmo. Conhecendo os seus atributos, passamos a compreender como Deus existe e atua.
Os atributos de Deus estão divididos em:
4.1 Atributos Incomunicáveis. São aqueles que pertencem única e exclusivamente a Deus.
Deus é Eterno. Eternidade significa “não ter começo e nem fim” e é é um atributo exclusivo da divindade. Nenhuma outra coisa e nenhum outro ser é eterno, pois todos estes, um dia foram criados, conforme (Gn capítulos 1,2). Deus possui uma existência absoluta que não está limitada ao tempo (Sl 45.6; 90.2; 93.2; Is 40.28; 57.15).
Deus é Imutável. A imutabilidade de Deus é um atributo absoluto que lhe confere a qualidade de não sofrer alterações em sua natureza. Ou seja, Ele não está sujeito à mudanças. (Ml 3.6; Hb 1.12; 6.17,18; Tg 1.17).
Deus é Onipresente. Ou seja, Ele tem o poder de estar presente em todos os lugares ao mesmo tempo (Sl 139.7-12; At 17.27,28). Seus olhos estão em todo lugar (Pv 15.3). Por isso, ninguém pode esconder-se dEle (Jr 16.17; 23.24; Am 9.2,3).
Deus é Onisciente. Onisciência é a qualidade exclusiva daquele que tudo sabe e nada lhe está oculto. Para Deus, o passado e o futuro são como o presente (II Sm 7.20; Sl 139). Ele conhece todas as coisas (I Jo 3.20) e seu entendimento é infinito (Sl 147.5). Ele conhece nossa estrutura (Sl 103.14), nossos corações (At 15.8; Lc 16.15; I Cr 28.9) e todo segredo (Sl 44.21). Ele conhece nossos pensamentos (Sl 139.1-3), nossas palavras (Sl 139.4), nossas necessidades (Mt 6.32; Lc 12.30) e sabe até o número de nossos cabelos (Mt 10.30).
Deus é Onipotente. A onipotência de Deus refere-se ao poder absoluto e infinito que só Ele possui e, através do qual, pode realizar ou fazer qualquer coisa que esteja em conformidade com a sua natureza (Gn 17.1; 18.14; Jó 42.2; Sl 62.11; Lc 1.37). Ninguém pode impedi-Lo (Is 43.13; 14.27 Rm 9.19,20), pois Ele é soberano e faz tudo que lhe apraz (Sl 135.6; 115.3). Por isso, Ele é poderoso para cumprir com suas promessas (Rm 4.21).
4.2 Atributos Comunicáveis. São aqueles que podem e devem ser encontrados no ser humano.
Deus é Santo. A Bíblia denomina Deus de Santo (Sl 99.3) e de “Santo de israel” (Sl 89.18). A santidade de Deus significa sua absoluta pureza e separação do pecado e de tudo que é mal. Ele não peca e nem tolera o pecado (I Pe 1.15,16; Tg 1.13). Quando os serafins descrevem o resplendor divino que emana daquEle que está assentado no trono, eles exclamaram: “ ...Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” (Is 6.3).
Deus é Justo. Justiça é a santidade de Deus que se manifesta no tratamento correto com suas criaturas, bem como a conduta reta em relação ao outro (Gn18.25). Deus revela a sua justiça quando livra o inocente (Ex 34.7; Nm 14.18), condena o ímpio (Pv 6.17) e exige que o homem faça justiça (Dt 27.25; Sl 15.5; Jr 22.3).
Deus é Misericordioso. A misericórdia de Deus é a divina bondade em ação ao sentir compaixão pelas suas criaturas e oferecer-lhes alívio (Lm 3.22; Is 54.7; Dn 9.9). Uma das mais belas descrições da misericórdia de Deus encontra-se em Salmos 103.9-18. O conhecimento de sua misericórdia torna-se o fundamento da nossa esperança e da nossa confiança (Sl 52.8; 130.7). Porém, a maior demonstração da misericórdia de Deus, foi enviar o Seu filho para morrer pelos pecadores (Lc 1.78; Tt 3.5; ).
Deus é Amor. A Bíblia não somente diz que Deus ama o homem (II Co 13.11; Ef 2.4; II Ts 2.16; II Co 9.7), como também que Ele é amor (I Jo 4.8,16; II Co 13.11). O amor de Deus é como um rio que emana dEle mesmo, que é a fonte perene desse sentimento. Quando Jesus quis demonstrar a profundidade do amor de Deus para com os seus discípulos, disse: “...tens amado a eles como me tens amado a mim.” (Jo 17.23). O mesmo amor com que Deus amou a Seu Filho, amou também a cada um de nós. A Bíblia diz ainda que Ele nos amou, quando éramos ainda pecadores (Ef 2.4,5; Rm 5.8). Ele aborrece o pecado (Hb 1.9) mas ama o pecador (Jo 3.16,17). Como disse o poeta: “Se os mares todos fossem tintas e o céu sem fim fosse papel. Se as árvores todas fossem penas e os homens todos escrivães. Nem mesmo assim o amor seria descrito em seu fulgor. Hó maravilha deslumbrante é este eternal amor“.
CONCLUSÃO
Seria impossível, neste simples resumo, descrever a pessoa de Deus. Enumeramos, portanto, apenas uma pequena descrição da Pessoa , natureza e atributos daquEle que é infinitamente mais, além daquilo que pensamos.
BIBLIOGRAFIA
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Dicionário Teológico. Claudionor Correa de Andrade.
Teologia Sistemática. Eurico Bergsten.
Conhecendo as Doutrinas da bíblia. Myer Pearlman. Ed. Vida.
Publicado no site da Rede Brasil de Comunicação



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