O Deus da Bíblia - Ev. Luiz Henrique
Complementos e questionários:
Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

TEXTO ÁUREO:
“Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único DEUS seja honra e glória para todo o sempre. Amém” (1Tm 1.17).

VERDADE PRÁTICA:
Há muitos falsos deuses inventados pelo homem ou pelo maligno, mas o DEUS da bíblia é único, verdadeiro e soberano. 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Salmos 136.1-9, 26.
1 Louvai ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua benignidade é para sempre. 2 Louvai ao DEUS dos deuses; porque a sua benignidade é para sempre. 3 Louvai ao Senhor dos senhores; porque a sua benignidade é para sempre. 4 Àquele que só faz maravilhas; porque a sua benignidade é para sempre. 5 Àquele que com entendimento fez os céus; porque a sua benignidade é para sempre. 6 Àquele que estendeu a terra sobre as águas; porque a sua benignidade é para sempre. 7 Àquele que fez os grandes luminares; porque a sua benignidade é para sempre. 8 O sol para governar de dia; porque a sua benignidade é para sempre. 9 A lua e as estrelas para presidirem a noite; porque a sua benignidade é para sempre.
26 Louvai ao DEUS dos céus; porque a sua benignidade é para sempre.
PORQUE A SUA BENIGNIDADE É PARA SEMPRE. Este refrão, através do Sl 136, ensina-nos que a misericórdia e o amor de DEUS são a base de todas as suas obras a nosso favor e a origem de todas as nossas ações de graças. Sua misericórdia abrange sua fidelidade e sua bondade.
O DEUS DA BÍBLIA
Palavra Chave: DEUS - “El no hebraico, “DEUS”. Ser Supremo, Criador do universo, do homem, e de todas as coisas.
YHWH - Êx 3.13-15; 20.7; Jo 1.18; 5.43-44 - Esse é o impronunciável nome de DEUS para os judeus, o nome de DEUS em hebraico.
Os nomes de DEUS revelam algumas de suas qualidades, pois nunca poderíamos compreender tudo a respeito d`ELE:
‘El Shaddai: “Deus todo poderoso”
‘El Elyon: “Deus Altíssimo”
‘El Ròi: “O Deus que vê”
‘El Olam: “O Deus eterno”
‘El Elohe Yisráel: “Deus, o Deus de Israel”
Yawehw-Ropheka: “O Senhor teu médico”
Yaweh- Nissi: “O Senhor minha bandeira”
Yaweh- Shalon: “O Senhor é minha paz”
Yaweh Rafá: “O senhor que Sara (ou cura)”
Yaweh- Ròi: “O Senhor é o meu pastor”
Yaweh- Tsidkenu: “O Senhor justiça nossa”
Yaweh- Shammah: “O Senhor está ali”
Yaweh- Sabaoth: “O Senhor dos exércitos”
Qedosh Yiráel: “O santo de Israel”
Tsur: “Rocha”
Abba: “Pai” ou “O Pai”
Melek: “Rei”
Gòel: “Redentor”
Rishoh Wa-Acharon: “O 1º e o último”
Elohe ‘Emeth: “O Verdadeiro”
EL = DEUS
No relacionamento de DEUS conosco também conhecemos mais d`ELE:
1. Retidão: Deus nunca erra, nunca falha, sempre cumpre suas promessas.
2. Justiça: Deus jamais é desonesto, DEUS considera todos iguais e julga com justiça, EE julga a todos.
3. Amor: Deus ama com amor desinteressado, puro, amor agape, perfeito, a ponto de dar se próprio único Filho por nós. (Deus é amor)

I- A EXISTÊNCIA DE DEUS:
1. A existência de DEUS questionada. 2. A existência de DEUS é um postulado. 3. A existência de DEUS não precisa ser provada.
Tal questão percorreu o pensamento por longo período de tempo e até hoje não foi resolvido. Partindo da premissa de que a existência de Deus não precisa ser provada, pois Deus é Deus acreditando ou não.
Auxiliados pelos grandes pensadores que refletindo sobre a prova da existência de Deus concluimos:
1º- Quanto ao postulado da EXISTÊNCIA DE DEUS, Kant o apresenta como uma decorrência LÓGICA de que, sendo a felicidade o soberano bem para os homens, e tendo em vista que estes vivem no MUNDO, tal fato PRESSUPÕE a existência de alguém que seja CAUSA DO MUNDO e, portanto, alguém que lhe seja EXTERIOR.
Além dos postulados da IMORTALIDADE DA ALMA e da EXISTÊNCIA DE DEUS, Kant apresenta ainda O CRISTIANISMO como o protótipo da RELIGIÃO NACIONAL, vale dizer, UNIVERSAL!
2º-O Pai do Racionalismo (Descartes) tinha a seguinte teoria: “Não é possível pensarmos o conceito de infinito, pois somos cercados pela finitude, mas pensamos! Logo, existe algo superior que nos possibilita pensar o infinito é isso conclui só pode ser Deus”. E também defendia a opinião de que quando pensamos na idéia deste objeto - Deus - pensamos na idéia de um ser perfeito; se um ser é perfeito, deve ter a perfeição da existência, senão lhe faltaria algo para ser perfeito. Portanto, ele existe. Se Deus existe é infinitamente perfeito, não me engana. A existência de Deus é garantia de que os objetos pensados por idéias CLARAS e distintas são reais. Portanto, o mundo tem realidade.
Outra forma é através da lei da não contradição, pos a partir dela podemos pensar “Se eu afirmo que Deus não existe suponho que Ele exista, pois não posso negar o que não existe se nego logo existe só não aceito sua existência”.
Outra tese é a seguinte: segundo alguns que defendem a teoria do big-bem para provar a inexistência de Deus, como é possível que uma explosão não tenha sido causada por uma força motriz? (lembrando que isso é uma LEI DA FISICA) Que força é essa? Como se explica a ordenação do mundo?
Segundo alguns cientistas se a explosão do big-bem tivesse sido um grau mais quente ou mais frio todas as leis naturais que conhecemos seriam diferentes.
Tal pensamento traz conseqüências drásticas, pois reduz o homem a um produto, acidental e causal, da atividade da matéria, um resultado das forças e leis da natureza. Que faz com que o homem seja fadado a uma existência sem sentido, um existir por existir. Será? (Pensar assim é o mesmo que afirmar que ao jogar algumas cartas de baralho para cima elas possam vir organizadas)
Ainda pode se pensar em outra: “Por mais que não conheçamos a Deus plenamente, nós racionalmente podemos pensá-lo, o que nos leva a concluir que Ele existe, pois não se pode imaginar ou pensar o inexistente, nossa razão não é capaz de fazê-lo, portanto se penso em Deus é comprovado que Ele exista”.
Sem contar com questões como: “Pensamos no Eterno, no Imutável, no Imortal, no Infinito to como já disse, mas a pergunta é a partir de que, pois não temos a possibilidade de chegar ao eterno devido fato de ser temporal, não temos possibilidade de chegar ao imutável por sermos mutáveis, não chegamos ao mortal por sermos mortais, não chegamos ao infinito por sermos finitos e por mais que caminhemos para lá nunca chegaremos, pois quando o infinito é nós não somos mais, o que nos leva a concluir racionalmente que tais conceitos nos foram dados por algo transcendente”.
E para terminar vemos que o homem é um ser Transcendente Porque será? Afirmar que Deus não existe é o maior equivoco de todos é como afirmar que do nada pode sair algo, mas sabemos que o nada é eternamente estério, logo do nada, nada vem!
3º- Sobre as calamidades ocorrentes no mundo, são conseqüência do distanciamento de Deus, (assim como o frio é a ausência de calor) pois Deus nos fez livres colocando em nosso coração a grande lei natural de fazer o bem e evitar o mal, mas em decorrência da má utilização de nosso livre arbítrio Deus transfere para tábuas da Lei o que não conseguimos ler em nosso coração. São estas leis orientações para vivermos aquilo para que fomos criados.
Sobre por que acredito em Deus. Acredito porque sei que o homem tem desejo de felicidade, de bem, enfim de tudo que possui conceitos eterno, logo se somos finitos alguém deve ter nos dado a possibilidade de pensar-lo e deseja-los. Segundo porque acredito que não sou uma matéria inerte no meio da humanidade que teve seu inicio do nada sem sentido, e terá seu fim com a morte.
II - A LIMITAÇÃO HUMANA DIANTE DE DEUS
1. O homem natural não alcança a mente divina. 2. O homem natural não compreende as coisas de DEUS.
1Co 2.14 Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las,
porque elas se discernem espiritualmente.
O homem/mulher natural (gr. psuchikos, 2.14), denotando a pessoa irregenerada, i.e., governada por seus próprios instintos naturais (2Pe 2.12). Tal pessoa não tem o Espírito Santo (Rm 8.9), está sob o domínio de Satanás (At 26.18) e é escravo da carne com suas paixões (Ef 2.3). Pertence ao mundo, está em harmonia com ele (Tg 4.4) e rejeita as coisas do Espírito (2.14). A pessoa natural não consegue compreender a Deus, nem os seus caminhos; pelo contrário, depende do raciocínio ou emoções humanas.
Conhecimento de DEUS - Professor de Teologia no UNASP
(Amin A. Rodor Th.D. - <http:///>)
Apesar dos avanços humanos nas áreas da ciência, descobertas e tecnologia, há muita dúvida ao nosso redor. Diz-se que 94% de todos os cientistas conhecidos estão vivendo hoje e, contudo, os problemas básicos da existência não estão sendo resolvidos. Convivemos com a incerteza acerca da vida, sua origem, propósito e destino. Incerteza acerca da morte e do que é certo ou errado. Incerteza, ainda, acerca de Deus e do que crer a respeito dEle. Muitos adotam uma atitude de dúvida sistemática como uma afilosofia, um estilo de vida. Estes são os chamados agnósticos, que julgam não haver base para se saber sobre Deus e as questões espirituais. Os cristãos, porém, não apenas crêem que Deus existe, mas como conseqüência direta dessa convicção, crêem que Deus não nos deixou em trevas acerca dEle. Deus existe, Deus Se comunica! Isto é, se Deus como Criador de todas as coisas, a realidade final, a única fonte de vida, verdade e harmonia, o infalível Legislador, cujas leis espirituais, morais e físicas governam o mundo, sim, se Ele existe, então é apenas lógico esperar que Ele se manifeste de várias formas para estabelecer contato com Suas criaturas.
Necessidade da Revelação
Por definição, Deus é inacessível. Sua onipotência, eternidade e absoluta perfeição, essencialmente O colocam muito além de nossa mente limitada. As Escrituras apresentam um aparente dilema a respeito da inacessibilidade de Deus. Por um lado, Ele é incompreensível e inalcançável ao homem, como sugerido em vários textos bíblicos. Em Jó 11:7 estão as perguntas retóricas: “Alcançarás os caminhos de Deus? Chegarás à perfeição do Todo-poderoso?” Essas questões sugerem uma resposta negativa. Isaías 55:9 afirma que “Assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os Meus caminhos mais altos que os vossos caminhos, e Meus pensamentos mais altos que os vossos pensamentos”. I Timóteo 6:15-16 diz: [o Deus] “bendito e único Soberano, o Rei dos reis e o Senhor dos senhores; o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível…” Isaías 45:15 declara: “Verdadeiramente, Tu és Deus misterioso…” Estes textos, e uma quantidade de outros, indicam que o homem não poderia nunca encontrar Deus através dos seus métodos regulares de pesquisas, indução, dedução, lógica ou experimentos. Para encontrar Deus por si mesmo, o homem deveria ser como o próprio Deus.
Por outro lado, as Escrituras também afirmam que o Deus inescrutável e insondável, que excede os limites humanos, deve ser conhecido. João 17:3 afirma: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam…” Esse conhecimento não é visto apenas como algo recomendável, opcional, um luxo dispensável, ou uma curiosidade interessante. O conhecimento de Deus nas Escrituras é apresentado como algo vital, indispensável e insubstituível, do qual depende a própria vida eterna. Oséias 6:3 coloca tal necessidade em forma imperativa: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor…” Assim, a convergência destes textos sugere um paradoxo. De um lado, as Escrituras insistem em declarar que Deus é incompreensível e inescrutável. Por lado, afirmam que Ele deve ser conhecido, sendo este conhecimento dEle um requisito de absoluta necessidade para a salvação.
O paradoxo é resolvido pela revelação, ou seja, o Deus que não pode ser encontrado pelo homem deixado sozinho, por nenhum dos seus métodos de busca, graciosamente revela-Se, dá-Se a conhecer. Pela própria etimologia da palavra, revelar significa “afastar o véu” (re + velo). Ao Se revelar, Deus afasta o véu de mistério que O cerca. Assim, a parede de separação é derrubada e somos introduzidos à intimidade e à presença do Eterno. II Coríntios 2:9 e 10, enfatiza: “nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano… Deus no-lo revelou.” Seus mistérios, incompreensíveis doutra forma, Seus planos e Sua vontade são partilhados pelo próprio Deus, através da Revelação.
A PALAVRA DE DEUS (BEP - CPAD)
Is 55.10,11 “Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam, mas regam a terra e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia; antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei.”
A NATUREZA DA PALAVRA DE DEUS. A expressão “a palavra de DEUS” (também “a palavra do Senhor”, ou simplesmente “a palavra”) possui várias aplicações na Bíblia.
(1) Obviamente, refere-se, em primeiro lugar, a tudo quanto DEUS tem falado diretamente.
(2) Além da fala direta, DEUS ainda falou através dos profetas.
(3) A mesma coisa pode ser dita a respeito do que os apóstolos falaram no NT.
(4) Além disso, tudo quanto JESUS falava era palavra de DEUS, pois Ele, antes de tudo, é DEUS (Jo 1.1,18; 10.30; 1Jo 5.20).
(5) A palavra de DEUS é o registro do que os profetas, apóstolos e JESUS falaram, i.e., a própria Bíblia. No NT, quer um escritor usasse a expressão “Moisés disse”, “Davi disse”, “o ESPÍRITO SANTO diz”, ou “DEUS diz”, nenhuma diferença fazia (ver At 3.22; Rm 10.5,19; Hb 3.7; 4.7); pois o que estava escrito na Bíblia era, sem dúvida alguma, a palavra de DEUS.
(6) Mesmo não estando no mesmo nível das Escrituras, a proclamação feita pelos autênticos pregadores ou profetas, na igreja de hoje, pode ser chamada a palavra de DEUS.
(a) Pedro indicou que, a palavra que seus leitores recebiam mediante a pregação, era palavra de DEUS (1Pe 1.25), e Paulo mandou Timóteo “pregar a Palavra” (2Tm 4.2). A pregação, porém, não pode existir independentemente da Palavra de
DEUS. Na realidade, o teste para se determinar se a palavra de DEUS está sendo proclamada num sermão, ou mensagem, é se ela corresponde exatamente à Palavra de DEUS escrita.
(b) O que se diz de uma pessoa que recebe uma profecia, ou revelação, no âmbito do culto de adoração (1Co 14.26-32)? Ela está recebendo, ou não, a palavra de DEUS? A resposta é um “sim”. Paulo assevera que semelhantes mensagens estão sujeitas à avaliação por outros profetas. Todavia, há a possibilidade de tais profecias não serem palavra de DEUS (ver 1Co 14.29 nota). É somente em sentido secundário que os profetas, hoje, falam sob a inspiração do ESPÍRITO SANTO; sua revelação jamais deve ser elevada à categoria da inerrância (ver 1Co 14.31).
O PODER DA PALAVRA DE DEUS. A palavra de DEUS permanece firme nos céus (Sl 119.89; Is 40.8; 1Pe 1.24,25).
Não é, porém, estática; é dinâmica e poderosa (cf. Hb 4.12), pois realiza grandes coisas (55.11).
(1) A palavra de DEUS é criadora.
(2) A palavra de DEUS sustenta a criação.
(3) A palavra de DEUS tem o poder de outorgar vida nova.
(5) A palavra de DEUS é a arma que o Senhor nos proveu para lutarmos contra Satanás (Ef 6.17; cf.Ap 19.13-15). J
(6) Finalmente, a palavra de DEUS tem o poder de nos julgar.
NOSSA ATITUDE ANTE A PALAVRA DE DEUS. A Bíblia descreve, em linguagem clara e inconfundível, como devemos proceder quanto a palavra de DEUS em suas diferentes expressões. Devemos ansiar por ouvi-la (1.10; Jr 7.1,2; At 17.11) e procurar compreendê-la (Mt 13.23). Devemos louvar, no Senhor, a palavra de DEUS (Sl 56.4,10), amá-la (Sl 119.47,113), e dela fazer a nossa alegria e deleite (Sl 119.16,47). Devemos aceitar o que a palavra de DEUS diz (Mc 4.20; At 2.41; 1Ts 2.13), ocultá-la nas profundezas de nosso coração (Sl 119.11), confiar nela (Sl 119.42), e colocar a nossa esperança em suas promessas (Sl 119.74,81,114; 130.5). Acima de tudo, devemos obedecer ao que ela ordena (Sl 119.17,67; Tg 1.22-24) e viver de acordo com seus ditames (Sl 119.9). DEUS conclama os que ministram a palavra (cf. 1Tm 5.17) a manejá-la corretamente (2Tm 2.15), e a pregá-la fielmente (2Tm 4.2). Todos os crentes são convocados a proclamarem a palavra de DEUS por onde quer que forem (At 8.4).
III - A DIFERENÇA ENTRE O DEUS DA BÍBLIA E OS FALSOS DEUSES
1. O DEUS da Bíblia é o Criador. 2. O DEUS da Bíblia é Eterno. 3. O DEUS da Bíblia é SANTO.
4. O DEUS da Bíblia. é o Supremo Juiz do Universo. 5. O DEUS da Bíblia é o DEUS Salvador (Gn 32.30; SI 7.10).
A INSPIRAÇÃO E A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS (BEP - CPAD)
2Tm 3.16,17 “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de DEUS seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra.”
O termo “Escritura”, conforme se encontra em 2Tm 3.16, refere-se principalmente aos escritos do AT (3.15). Há evidências, porém, de que escritos do NT já eram considerados Escritura divinamente inspirada por volta do período em que Paulo escreveu 2Tm (1Tm 5.18, cita Lc 10.7; 2Pe 3.15,16). Para nós, hoje, a Escritura refere-se aos escritos divinamente inspirados tanto do AT quanto do NT, i.e., a Bíblia. São (os escritos) a mensagem original de DEUS para a humanidade, e o único testemunho infalível da graça salvífica de DEUS para todas as pessoas.
Sempre que acharmos nas Escrituras alguma coisa que parece errada, ao invés de pressupor que o escritor daquele texto bíblico cometeu um engano, devemos ter em mente três possibilidades no tocante a um tal suposto problema:
(a) as cópias existentes do manuscrito bíblico original podem conter inexatidão;
(b) as traduções atualmente existentes do texto bíblico grego ou hebraico podem conter falhas; ou
(c) a nossa própria compreensão do texto bíblico pode ser incompleta ou incorreta.
OS ATRIBUTOS DE DEUS
Sl 139.7,8 “Para onde me irei do teu ESPÍRITO ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também”.
A Bíblia não procura comprovar que DEUS existe. Em vez disso, ela declara a sua existência e apresenta numerosos atributos seus. Muitos desses atributos
são exclusivos dEle, como DEUS; outros existem em parte no ser humano, pelo fato de ter sido criado à imagem de DEUS.
ATRIBUTOS EXCLUSIVOS DE DEUS.
(1) DEUS é onipresente - i.e., Ele está presente em todos os lugares a um só tempo. O salmista afirma que, não importa para onde formos, DEUS está ali (Sl 139.7-12; cf. Jr 23.23,24; At 17.27,28); DEUS observa tudo quanto fazemos.
(2) DEUS é onisciente - i.e., Ele sabe todas as coisas (Sl 139.1-6; 147.5). Ele conhece, não somente nosso procedimento, mas também nossos próprios pensamentos (1Sm 16.7; 1 Rs 8.39; Sl 44.21; Jr 17.9,10). Quando a Bíblia fala da presciência de DEUS (Is 42.9; At 2.23; 1Pe 1.2), significa que Ele conhece com precisão a condição de todas as coisas e de todos os acontecimentos exeqüíveis, reais, possíveis, futuros, passados ou predestinados (1Sm 23.10-13; Jr 38.17-20). A presciência de DEUS não subentende determinismo filosófico. DEUS é plenamente soberano para tomar decisões e alterar seus propósitos no tempo e na história, segundo sua própria vontade e sabedoria. Noutras palavras, DEUS não é limitado à sua própria presciência (ver Nm 14.11-20; 2Rs 20.1-7).
(3) DEUS é onipotente - i.e., Ele é o Todo-poderoso e detém a autoridade total sobre todas as coisas e sobre todas as criaturas (Sl 147.13-18; Jr 32.17; Mt 19.26; Lc 1.37). Isso não quer dizer, jamais, que DEUS empregue todo o seu poder e autoridade em todos os momentos. Por exemplo, DEUS tem poder para exterminar totalmente o pecado, mas optou por não fazer assim até o final da história humana (ver 1Jo 5.19 nota). Em muitos casos, DEUS limita o seu poder, quando o emprega através do seu povo (2Co 12.7-10); em casos assim, o seu poder depende do nosso grau de entrega e de submissão a Ele (ver Ef 3.20).
(4) DEUS é transcendente - Ele é diferente e independente da sua criação (ver Êx 24.9-18; Is 6.1-3; 40.12-26; 55.8,9). Seu ser e sua existência são infinitamente maiores e mais elevados do que a ordem por Ele criada (1Rs 8.27; Is 66.1,2; At 17.24,25). Ele subsiste de modo absolutamente perfeito e puro, muito além daquilo que Ele criou. Ele mesmo é incriado e existe à parte da criação (ver 1Tm 6.16 nota). A transcendência de DEUS não significa, porém, que Ele não possa estar entre o seu povo como seu DEUS (Lv 26.11,12; Ez 37.27; 43.7; 2Co 6.16).
(5) DEUS é eterno - i.e., Ele é de eternidade à eternidade (Sl 90.1,2; 102.12; Is 57.12). Nunca houve nem haverá um tempo, nem no passado nem no futuro, em que DEUS não existisse ou que não existirá; Ele não está limitado pelo tempo humano (cf. Sl 90.4; 2Pe 3.8), e é, portanto, melhor descrito como “EU SOU” (cf. Êx 3.14; Jo 8.58).
(6) DEUS é imutável - i.e., Ele é inalterável nos seus atributos, nas suas perfeições e nos seus propósitos para a raça humana (Nm 23.19; Sl 102.26-28; Is 41.4; Ml 3.6; Hb 1.11,12; Tg 1.17). Isso não significa, porém, que DEUS nunca altere seus propósitos temporários ante o proceder humano. Ele pode, por exemplo, alterar suas decisões de castigo por causa do arrependimento sincero dos pecadores (cf. Jn 3.6-10). Além disso, Ele é livre para atender as necessidades do ser humano e às orações do seu povo. Em vários casos a Bíblia fala de DEUS mudando uma decisão como resultado das orações perseverantes dos justos (e.g., Nm 14.1-20; 2Rs 20.2-6; Is 38.2-6; Lc 18.1-8).
(7) DEUS é perfeito e santo - i.e., Ele é absolutamente isento de pecado e perfeitamente justo (Lv 11.44,45; Sl 85.13; 145.17; Mt 5.48). Adão e Eva foram criados sem pecado (cf. Gn 1.31), mas com a possibilidade de pecarem. DEUS, no entanto, não pode pecar (Nm 23.19; 2Tm 2.13; Tt 1.2; Hb 6.18). Sua santidade inclui, também, sua dedicação à realização dos seus propósitos e planos.
(8) DEUS é trino e uno - i.e., Ele é um só DEUS (Dt 6.4; Is 45.21; 1Co 8.5,6; Ef 4.6; 1Tm 2.5), manifesto em três pessoas: Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO (e.g., Mt 28.19; 2Co 13.14; 1Pe 1.2). Cada pessoa é plenamente divina, igual às duas outras; mas não são três deuses, e sim um só DEUS (ver Mt 3.17; Mc 1.11).
ATRIBUTOS MORAIS DE DEUS. Muitas características do DEUS único e verdadeiro, especialmente seus atributos morais, têm certa similitude com as qualidades humanas; sendo, porém, evidente que todos os seus atributos existem em grau infinitamente superior aos humanos. Por exemplo, embora DEUS e o ser humano possuam a capacidade de amar, nenhum ser humano é capaz de amar com o mesmo grau de intensidade como DEUS ama. Além disso, devemos ressaltar que a capacidade humana de ter essas características vem do fato de sermos criados à imagem de DEUS (Gn 1.26,27); noutras palavras, temos a sua semelhança, mas Ele não tem a nossa; i.e., Ele não é como nós.
(1) DEUS é bom (Sl 25.8; 106.1; Mc 10.18). Tudo quanto DEUS criou originalmente era bom, era uma extensão da sua própria natureza (Gn 1.4,10,12,18,21,25,31). Ele continua sendo bom para sua criação, ao sustentá-la, para o bem de todas as suas criaturas (Sl 104.10-28; 145.9); Ele cuida até dos ímpios (Mt 5.45; At 14.17). DEUS é bom, principalmente para os seus, que o invocam em verdade (Sl 145.18-20).
(2) DEUS é amor (1Jo 4.8). Seu amor é altruísta, pois abraça o mundo inteiro, composto de humanidade pecadora (Jo 3.16; Rm 5.8). A manifestação principal desse seu amor foi a de enviar seu único Filho, JESUS, para morrer em lugar dos pecadores (1Jo 4.9,10). Além disso, DEUS tem amor paternal especial àqueles que estão reconciliados com Ele por meio de JESUS (ver Jo 16.27).
(3) DEUS é misericordioso e clemente (Êx 34.6; Dt 4.31; 2Cr 30.9; ‘Sl 103.8; 145.8; Jl 2.13); Ele não extermina o ser humano conforme merecemos devido aos nossos pecados (Sl 103.10), mas nos outorga o seu perdão como dom gratuito a ser recebido pela fé em JESUS CRISTO.
(4) DEUS é compassivo (2Rs 13.23; Sl 86.15; 111.4). Ser compassivo significa sentir tristeza pelo sofrimento doutra pessoa, com desejo de ajudar. DEUS, por sua compaixão pela humanidade, proveu-lhe perdão e salvação (cf. Sl 78.38). Semelhantemente, JESUS, o Filho de DEUS, demonstrou compaixão pelas multidões ao pregar o evangelho aos pobres, proclamar libertação aos cativos, dar vista aos cegos e pôr em liberdade os oprimidos (Lc 4.18; cf. Mt 9.36; 14.14; 15.32; 20.34; Mc 1.41; ver Mc 6.34).
(5) DEUS é paciente e lento em irar-se (Êx 34.6; Nm 14.18; Rm 2.4; 1Tm 1.16). DEUS expressou esta característica pela primeira vez no jardim do Éden após o pecado de Adão e Eva, quando deixou de destruir a raça humana conforme era seu direito (cf. Gn 2.16,17). DEUS também foi paciente nos dias de Noé, enquanto a arca estava sendo construída (1Pe 3.20). E DEUS continua demonstrando paciência com a raça humana pecadora; Ele não julga na devida ocasião, pois destruiria os pecadores, mas na sua paciência concede a todos a oportunidade de se arrependerem e serem salvos (2Pe 3.9).
(6) DEUS é a verdade (Dt 32.4; Sl 31.5; Is 65.16; Jo 3.33). JESUS chamou-se a si mesmo “a verdade” (Jo 14.6), e o ESPÍRITO é chamado o “ESPÍRITO da verdade” (Jo 14.17; cf. 1Jo 5.6). Porque DEUS é absolutamente fidedigno e verdadeiro em tudo quanto diz e faz, a sua Palavra também é chamada a verdade (2Sm 7.28; Sl 119.43; Is 45.19; Jo 17.17). Em harmonia com este fato, a Bíblia deixa claro que DEUS não tolera a mentira nem falsidade alguma (Nm 23.19; Tt 1.2; Hb 6.18).
(7) DEUS é fiel (Êx 34.6; Dt 7.9; Is 49.7; Lm 3.23; Hb 10.23). DEUS fará aquilo que Ele tem revelado na sua Palavra; Ele cumprirá tanto as suas promessas, quanto as suas advertências (Nm 14.32-35; 2 Sm 7.28; Jó 34.12; At 13.23,32,33; ver 2Tm 2.13). A fidelidade de DEUS é de consolo inexprimível para o crente, e grande medo de condenação para todos aqueles que não se arrependerem nem crerem no Senhor JESUS (Hb 6.4-8; 10.26-31).
(8) Finalmente, DEUS é justo (Dt 32.4; 1Jo 1.9). Ser justo significa que DEUS mantém a ordem moral do universo, é reto e sem pecado na sua maneira de tratar a humanidade (Ne 9.33; Dn 9.14). A decisão de DEUS de castigar com a morte os pecadores (Rm 5.12), procede da sua justiça (Rm 6.23; cf. Gn 2.16,17); sua ira contra o pecado decorre do seu amor à justiça (Rm 3.5,6; ver Jz 10.7). Ele revela a sua ira contra todas as formas da iniqüidade (Rm 1.18), principalmente a idolatria (1Rs 14.9,15,22), a incredulidade (Sl 78.21,22; Jn 3.36) e o tratamento injusto com o próximo (Is 10.1-4; Am 2.6,7). JESUS CRISTO, que é chamado o “Justo” (At 7.52; 22.14; cf. At 3.14), também ama a justiça e abomina o mal (ver Mc 3.5; Rm 1.18; Hb 1.9). Note que a justiça de DEUS não se opõe ao seu amor. Pelo contrário, foi para satisfazer a sua justiça que Ele enviou JESUS a este mundo, como sua dádiva de amor (Jo 3.16; 1Jo 4.9,10) e como seu sacrifício pelo pecado em lugar do ser humano (Is 53.5,6; Rm 4.25; 1Pe 3.18), a fim de nos reconciliar consigo mesmo (ver 2Co 5.18-21). A revelação final que DEUS fez de si mesmo está em JESUS CRISTO (cf. Jo 1.18; Hb 1.1-4); noutras palavras, se quisermos entender completamente a pessoa de DEUS, devemos olhar para CRISTO, porque nEle habita toda a plenitude da divindade (Cl 2.9).
IV - DEUSES QUE NÃO SÃO DA BÍBLIA
1. O deus do Teísmo Aberto. 2. O deus da Nova Era.
Pergunta: “O que é teísmo aberto?” <http:///>
Resposta: “Teísmo aberto”, também conhecido como “teologia da abertura” e “abertura de Deus”, é uma tentaiva de explicar a relação entre o pré-conhecimento de Deus sobre os fatos e o livre arbítrio dos homens. Os argumentos do teísmo aberto são essencialmente estes: (1) seres humanos são verdadeiramente livres, (2) se Deus soubesse o futuro absolutamente, os seres humanos não poderiam ser verdadeiramente livres, (3) portanto, Deus não sabe absolutamente tudo sobre o futuro. O teísmo aberto acredita que o futuro não pode ser conhecido. Portanto, Deus sabe tudo o que pode ser sabido - mas Ele não conhece o futuro.
O teísmo aberto baseia estas crenças em Escrituras que descrevem Deus “mudando de idéia”, ou “sendo surpreendido”, ou “parecendo adquirir conhecimento” (Gênesis 6:6; 22:12; Êxodo 32:14; Jonas 3:10). À luz de diversas outras Escrituas que declaram o conhecimento de Deus acerca do futuro, estas Escrituras devem ser entendidas como Deus descrevendo a si próprio de maneira que possamos entender. Deus sabe quais serão nossas ações e decisões, mas Ele “muda de idéia” com relação às Suas idéias baseado nas nossas ações. Deus estando “surpreso” e decepcionado com a perversidade da humanidade não significa que Ele não sabia que as coisas iriam ocorrer.
Em contradição ao teísmo aberto, Salmos 139, versos 4 e 16 declaram: “Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda… e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda”. Como Deus poderia prever detalhes intricados sobre Jesus Cristo no Antigo Testamento se Ele não conhecesse o futuro? Como Deus poderia de alguma maneira garantir a nossa salvação eterna se Ele não soubesse o que haveria de acontecer no futuro?
Por fim, o teísmo aberto falha na sua tentativa de explicar o inexplicável - a relação entre o pré-conhecimento de Deus e o livre arbítrio da humanidade. Assim como formas extremas do Calvinismo falham ao fazer dos seres humanos nada mais que robôs pré-programados, o teísmo aberto falha ao rejeitar a verdadeira onisciência de Deus. Deus deve ser entendido por fé, pois “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11:6). O conceito do teísmo aberto não é, portanto, escritural. É simplesmente outra forma de o homem finito com a sua mente finita tentar entender um Deus infinito, da mesma forma que se tentasse beber um oceano inteiro. O teísmo aberto deve ser rejeitado pelos seguidores de Cristo. Mesmo que o teísmo aberto seja uma explicação para a relação entre o pré-conhecimento de Deus e o livre arbítrio humano - ele não é a explicação bíblica.
Movimento Nova Era (ou, em inglês, New Age).
Nestes dois mil anos de cristianismo, nunca a sociedade esteve tão influenciada por idéias ocultistas, esotéricas, mágicas ou pseudo-místicas, como nos dias de hoje. Corrompido pela decadência moral e pelo enfraquecimento dos princípios religiosos, o Ocidente é invadido por uma grande variedade de práticas contrárias à Palavra de DEUS. Com efeito, assistimos hoje ao surgimento de diversas correntes religiosas - também denominadas filosóficas - que se infiltram entre os cristãos e operam uma verdadeira revolução silenciosa.
O diretor da “Folha de S. Paulo”, Otávio Frias Filho, assim descreveu essa situação:
“Todos os deuses, todas as crenças, todos os sistemas religiosos serão aceitos ao mesmo tempo. Como os antigos romanos, toleraremos todos exatamente por não acreditar a fundo em nenhum deles.
Nossa fé se reduziu à crença numa energia cósmica qualquer, uma “força”. […]
Gnomos, espíritos, magos, anjos, duendes, demônios - um cortejo de quimeras extintas pela luz elétrica - ressuscitam, assim, no ecletismo da nova religião, a mais relativista que já houve, apta a admitir quaisquer fantasias e ignorar contradições entre elas”.
A nova mentalidade começa a invadir, infelizmente, até ambientes cristãos!
Trata-se, como veremos, de um movimento organizado (e não espontâneo, como julgam alguns), direcionado contra a Religião de Nosso Senhor Jesus Cristo, e que, por vezes, até se apresenta como cristão.
Seu nome? Não poderia ser mais genérico: Movimento Nova Era (ou, em inglês, New Age).
Ao longo da história humana, Satanás veio procurando desvirtuar a vinda do Filho de DEUS através de histórias mirabulantes de deuses que nasceram de virgens, que morreram e ressuscitaram, que fizeram muitos milagres, que andaram com discípulos pregando, que nasceram no dia 25 de Dezembro, que foram crucificados, e até mesmo que foram chamados de Rei de reis e de Alfa e Ômega; mas todos são facilmente desmascarados por uma análise cuidadosa histórica e teológica.
Só em JESUS CRISTO as escrituras sagradas se cumprem com integridade e verdade.
Só o nosso DEUS é o DEUS da Bíblia, sendo a Bíblia a sua Palavra.

Veja uma reportagem de Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo, site da Globo sobre DEUS e deuses abaixo:
<http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL652419-9982,00-DEUS+BIBLICO+PODE+SER+FUSAO+DE+VARIOS+DEUSES+PAGAOS+DIZEM+ESPECIALISTAS.html>
Deus bíblico pode ser fusão de vários deuses pagãos, dizem especialistas.
Personalidade e atributos de Javé são compartilhados com outras divindades do Oriente.
Pai celestial El, jovem guerreiro Baal e até ’senhora’ Asherah teriam sido influências.
A afirmação pode soar desrespeitosa para judeus ou cristãos, mas não está muito longe da verdade: Javé, o Deus do Antigo Testamento, parece ter múltiplas personalidades. Para ser mais exato, especialistas que estudam os textos bíblicos, lêem antigas inscrições encontradas nos arredores de Israel ou escavam sítios arqueólogicos estão reconhecendo a influência conjunta de diversos deuses pagãos antigos no retrato de Javé traçado pela Bíblia.
A idéia não é demonstrar que o Deus bíblico não passa de mais um personagem da mitologia. Os pesquisadores querem apenas entender como elementos comuns à cultura do antigo Oriente Próximo, e principalmente da região onde hoje ficam o estado de Israel, os territórios palestinos, o Líbano e a Síria, contribuíram para as idéias que os antigos israelitas tinham sobre os seres divinos. As conclusões ainda são preliminares, mas há bons indícios de que Javé é uma fusão entre um deus idoso e paternal e um jovem deus guerreiro, com pitadas de outras divindades - uma delas do sexo feminino.
O deus cananeu El, retratado como um pai sábio e idoso, foi muito importante nos primórdios da religião israelita
O ponto de partida dessas análises é o fundo cultural comum entre o antigo povo de Israel e seus vizinhos e adversários, os cananeus (moradores da terra de Canaã, como era chamada a região entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo em tempos antigos). A Bíblia retrata os israelitas como um povo quase totalmente distinto dos cananeus, mas os dados arqueólogicos revelam profundas semelhanças de língua, costumes e cultura material - a língua de Canaã, por exemplo, era só um dialeto um pouco diferente do hebraico bíblico.

Memórias de Ugarit
Os cananeus não deixaram para trás uma herança literária tão rica quanto a Bíblia. No entanto, poucos quilômetros ao norte de Canaã, na atual Síria, ficava a cidade-Estado de Ugarit, cuja língua e cultura eram praticamente idênticas às de seus primos do sul. Ugarit foi destruída por invasores bárbaros em 1200 a.C., mas os arqueólogos recuperaram numerosas inscrições da cidade, nas quais dá para entrever uma mitologia que apresenta semelhanças (e diferenças) impressionantes com as narrativas da Bíblia. “Por isso, Ugarit é uma parte importante do fundo cultural que, mais tarde, daria origem às tribos de Israel”, resume Christine Hayes, professora de estudos clássicos judaicos da Universidade Yale (EUA).
Uma das figuras mais proeminentes nesses textos é El - nome que quer dizer simplesmente “deus” nas antigas línguas da região, mas que também se refere a uma divindade específica, o patriarca, ou chefe de família, dos deuses. “Patriarca” é a palavra-chave: o El de Ugarit tem paralelos muito específicos com a figura de Deus durante o período patriarcal, retratado no livro do Gênesis e personificado pelos ancestrais dos israelitas: Abraão, Isaac e Jacó.
Nesses textos da Bíblia há, por exemplo, referências a El Shadday (literalmente “El da Montanha”, embora a expressão normalmente seja traduzida como “Deus Todo-Poderoso”), El Elyon (”Deus Altíssimo”) e El Olam (”Deus Eterno”). O curioso é que, na mitologia ugarítica, El também é imaginado vivendo no alto de uma montanha e visto como um ancião sábio, de vida eterna.
Tal como os patriarcas bíblicos, El é uma espécie de nômade, vivendo numa versão divina da tenda dos beduínos; e, mais importante ainda, El tem uma relação especial com os chefes dos clãs, tal como Abraão, Isaac e Jacó: eles os protege e lhes promete uma descendência numerosa. Ora, a maior parte do livro do Gênesis é o relato da amizade de Deus com os patriarcas israelitas, guiando suas migrações e fazendo a promessa solene de transformar a descendência deles num povo “mais numeroso que as estrelas do céu”.
Israel ou “Israías”?
Outros dados, mais circunstanciais, traçam outros elos entre o Deus do Gênesis e El: num dos trechos aparentemente mais antigos do livro bíblico, Deus é chamado pelo epíteto poético de “Touro de Jacó” (frase às vezes traduzida como “Poderoso de Jacó”), enquanto a mitologia ugarítica compara El freqüentemente a um touro. Finalmente, o próprio nome do povo escolhido - Israel, originalmente dado como alcunha ao patriarca Jacó - carrega o elemento “-el”, lembra Airton José da Silva, professor de Antigo Testamento do Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeirão Preto (SP).
“É o nome do deus cananeu, mais um indício de que Israel surge dentro de Canaã, por um processo gradual”, diz Silva. Ele argumenta que, se Javé fosse desde sempre a divindade dos israelitas, o nome desse povo seria “Israías”. Isso porque o elemento adaptado como “-ías” em português (algo como -yahu) era, em hebraico, uma forma contrata do nome “Javé”. Curiosamente, o elemento se torna dominante nos chamados nomes teofóricos (ligados a uma divindade) dados a israelitas no período da monarquia, a partir dos séculos 10 a.C. e 9 a.C.

E esse nome (provavelmente Yahweh em hebraico; a sonoridade original foi obscurecida pelo costume de não pronunciar a palavra por respeito) é um enigma e tanto. As tradições bíblicas são um tanto contraditórias, mas pelo menos uma fonte das Escrituras afirma que Javé só deu a conhecer seu verdadeiro nome aos israelitas quando convocou Moisés para ser seu profeta e arrancar os descendentes de Jacó da escravidão no Egito. (A Moisés, Deus diz que apareceu a Abraão, Isaac e Jacó como “El Shadday”.) O problema é que ninguém sabe qual a origem de Javé, o qual nunca parece ter sido uma divindade cananéia, exatamente como diz o autor bíblico.
Senhor do deserto
A esmagadora maioria dos arqueólogos e historiadores modernos não coloca suas fichas no Êxodo maciço de 600 mil israelitas (sem contar mulheres e crianças) do Egito, por dois motivos: a semelhança entre Israel e os cananeus e a falta de qualquer indício direto da fuga. Mas muitos supõem que um pequeno componente dos grupos que se juntaram para formar a nação israelita tenha sido formado por adoradores de Javé, que acabaram popularizando o culto. Quem seriam esses primeiros javistas? Uma pista pode vir de alguns documentos egípcios, que os chamam de Shasu - algo como “nômades” ou “beduínos”.
“Duas ou três inscrições egípcias mencionam um lugar chamado ‘Yhwh dos Shasu’, o que, para alguns especialistas, parece ser ‘Javé dos Shasu’. Talvez sim, talvez não. Não temos como saber ao certo”, diz Mark S. Smith, pesquisador da Universidade de Nova York e autor do livro “The Early History of God” (”A História Antiga de Deus”, ainda sem tradução para o português).
“É menos provável que o culto a Javé venha de dentro da Palestina e da Síria, e um pouco mais plausível que ele tenha se originado em certas regiões da Arábia”, diz Airton da Silva. Mark Smith lembra que algumas das passagens poéticas consideradas as mais antigas da Bíblia - nos livros dos Juízes e nos Salmos, por exemplo - referem-se ao “lar” de Javé em locais denominados “Teiman” ou “Paran”. Aparentemente, são áreas desérticas, apropriadas para a vida de nomadismo. “Muitos especialistas localizam essa região no que seria o noroeste da atual Arábia Saudita, ao sul da antiga Judá [parte mais meridional dos territórios israelitas]”, diz Smith.
Seja como for, quando Javé entra em cena com seu “nome oficial” durante o Êxodo bíblico, a impressão que se tem é que ele já absorveu boa parte das características de um outro deus cananeu: Baal (literalmente “senhor”, “mestre” e, em certos contextos, até “marido”), um guerreiro jovem e impetuoso que acabou assumindo, na mitologia de Ugarit e da Fenícia (atual Líbano), o papel de comando que era de El.
Indícios dessa nova “personalidade” de Deus surgem no fato de que, pela primeira vez na narrativa bíblica, Javé é visto como um guerreiro, destruindo os “carros de guerra e cavaleiros” do Faraó e, mais tarde, guiando as tribos de Israel à vitória durante a conquista da terra de Canaã. Tal como Baal, Javé é descrita como “cavalgando as nuvens” e “trovejando”. E, mais importante ainda, uma série de textos bíblicos falam de Deus impondo sua vontade contra os mares impetuosos (como no caso do Mar Vermelho, em que as águas engolem o exército egípcio por ordem divina) ou derrotando monstros marinhos.
Há aí uma série de semelhanças com a mitologia cananéia sobre Baal, o qual derrotou em combate o deus-monstro marinho Yamm (o nome quer dizer simplesmente “mar” em hebraico) ou “o Rio” personificado. Na mitologia do Oriente Próximo, as águas marinhas eram vistas como símbolos do caos primitivo, e por isso tinham de ser derrotadas e domadas pelos deuses.
Javé também é associado à chuva e à fertilidade da terra pelos antigos autores bíblicos - atributos que aparecem entre as funções de Baal. Há, porém, uma diferença importante entre os dois deuses: outra narrativa de Ugarit fala do assassinato de Baal pelas mãos de Mot, o deus da morte, e da ressurreição do jovem guerreiro - provavelmente uma representação mítica do ciclo das estações do ano, essencial para a agricultura, já que Baal era um deus que abençoava a lavoura.
O lado guerreiro de Javé é talvez o mais difícil de aceitar para a sensibilidade moderna: quando os israelitas realizam a conquista da terra de Canaã, a ordem dada por Deus é de simplesmente exterminar todos os habitantes, e às vezes até os animais (embora, em alguns casos, os homens de Israel recebam permissão para transformar as mulheres do inimigo em concubinas).
Textos de outra nação da área, os moabitas (habitantes de Moab, a leste do Jordão) ajudam a lançar luz sobre esse costume aparentemente bárbaro. Um monumento de pedra conhecido como a estela de Mesa (nome de um rei de Moab em meados do século 9 a.C.) fala, ironicamente, de uma guerra de Mesa com Israel na qual o rei moabita, por ordem de seu deus, Chemosh, decreta o herem, ou “interdito”. E o herem nada mais é que a execução de todos os prisioneiros inimigos como um ato sagrado. Tratava-se, portanto, de um elemento cultural de toda a região.
Lado feminino
Se a “múltipla personalidade” de Javé pode ser basicamente descrita como uma combinação de El e Baal, há uma influência mais sutil, mas também perceptível, de um elemento feminino: a deusa da fertilidade Asherah, originalmente a esposa de Baal na mitologia cananéia. Normalmente, Deus se comporta de forma masculina na Bíblia, e a linguagem utilizada para falar de sua relação com os israelitas é, muitas vezes, a de um marido (Deus) e a esposa (o povo de Israel). Mas o livro bíblico dos Provérbios, bem como alguns outras fontes israelitas, apresenta a figura da Sabedoria personificada, uma espécie de “auxiliar” ou “primeira criatura” de Deus que o teria auxiliado na obra da criação do mundo.
Segundo o texto dos Provérbios, Deus “se deleita” com a Sabedoria e a usa para inspirar atos sábios nos seres humanos. Para muitos pesquisadores, a figura da Sabedoria incorpora aspectos da antiga Asherah na maneira como os antigos israelitas viam Deus, criando uma espécie de tensão: embora o próprio Deus não seja descrito como feminino, haveria uma complementaridade entre ele e sua principal auxiliar.
Conclusão:
Estes são alguns dos disparates dos incrédulos e ímpios homens sem fé nos dias de hoje.
Oremos por esses incréduloas para que a luz do evangelho se lhes penetre e os converta a DEUS, o DEUS verdadeiro, o DEUS da Bíblia, o Único que deve ser adorado e exaltado sobre tudo e todos os seres visíveis e invisíveis. Glória a DEUS! O DEUS da Bíblia.
Subsídio Teológico (REVISTA CPAD)
“A Existência de DEUS”
Embora a Bíblia não apresente argumentos em favor da existência de DEUS, (. .. ) argumentos clássicos vem sendo apresentados desde a Era Medieval. Apesar de limitados em si mesmos, provêem eles, em seu conjunto, o apoio intelectual suficiente para corroborar a verdade da Bíblia.
O primeiro desses argumentos é o ontológico.
Defende este que um Ser Perfeito implica numa existência real. Por conseguinte, para se conceber um Ser Perfeito, é necessário se acreditar que este Ser Perfeito realmente exista.
O segundo argumento clássico é o cosmológico.
Segue-se de maneira coerente ao ontológico. O universo, como todos o admitimos, não existe por si mesmo. Todos os eventos que presenciamos dependem de alguma causa além deles mesmos.
O terceiro argumento clássico em prol da existência de DEUS é o teleológico, ou argumento do desígnio.
O mundo maravilhoso descoberto pela inquirição científica desvenda uma notável e espantosa ordem em toda a natureza. As improbabilidades matemáticas de todas estas maravilhas terem ocorrido por mero acaso, leva-nos a enaltecer àQuele que é o autor de tudo quanto vemos e admiramos.
O quarto argumento clássico é o moral.
Ele apresenta-se como o senso inato do que é certo e do que é errado. Que ser humano não o possui?
Similar ao anterior é o quinto argumento. Achase ele alicerçado sobre a estética ou beleza.”
(MENZIES, William W.; HORTON, S. M. Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos da Nossa Fé. Rio de Janeiro - RJ - CPAD, 2005, pp. 36-37).

RESUMO DA LIÇÃO 1 - 4TRIMESTRE DE 2008
O DEUS DA BÍBLIA
Palavra Chave: DEUS - “El no hebraico, “DEUS”. Ser Supremo, Criador do universo, do homem, e de todas as coisas.
I- A EXISTÊNCIA DE DEUS:
1. A existência de DEUS questionada. 2. A existência de DEUS é um postulado. 3. A existência de DEUS não precisa ser provada.
II - A LIMITAÇÃO HUMANA DIANTE DE DEUS
1. O homem natural não alcança a mente divina. 2. O homem natural não compreende as coisas de DEUS.
III - A DIFERENÇA ENTRE O DEUS DA BÍBLIA E OS FALSOS DEUSES
1. O DEUS da Bíblia é o Criador. 2. O DEUS da Bíblia é Eterno. 3. O DEUS da Bíblia é SANTO. 4. O DEUS da Bíblia. é o Supremo Juiz do Universo.
5. O DEUS da Bíblia é o DEUS Salvador (Gn 32.30; SI 7.10).
IV - DEUSES QUE NÃO SÃO DA BÍBLIA
1. O deus do Teísmo Aberto. 2. O deus da Nova Era.
CONCLUSÃO
O DEUS da Bíblia é o Criador eterno, imutável, onipotente,onisciente, onipresente, infalível, absoluto e soberano.
Sinopse do tópico (I) A existência de DEUS não pode ser explicada somente pela lógica humana, pois a sabedoria do homem é limitada e falível.
Sinopse do tópico (II) A humanidade, em razão do pecado, não tem como compreender e aceitar que existe um único DEUS, por isso, O Eterno em sua bondade, revelou-se ao homem através de CRISTO.
Sinopse do tópico (III) Através das escrituras sagradas podemos conhecer a diferença entre o DEUS da bíblia e os falsos deuses.
Sinopse do tópico (IV) O maligno usa seus ardis através do Teísmo Aberto e da Nova Era para que o homem não reconheça que o DEUS da bíblia é o verdadeiro.
Ajuda:
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD’S, DVD’S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
http://www.escoladominical.com.br/ - http://www.ebdweb.com.br/
http://universobiblico.com.br/assembleia/Users/sony.com/Desktop/videosebdnatv.htm (VÍDEOS da EBD na TV, DESTA LIÇÃO INCLUSIVE)
BÍBLIA ILUMINA EM CD - Bíblia de Estudo NVI EM CD - Bíblia Thompson EM CD.
Nosso novo endereço: http://universobiblico.com.br/assembleia/estudosbiblicos/
http://www.youtube.com/watch?v=nFN7C07MUzc
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http://br.youtube.com/watch?v=ULTmbp2CIRk Zeitgeist Refutado - Parte 10 de 10 - Legendado
Publicado no site Estudos Bíblicos EBD



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Querida irmã assista esses vídeos são interessantes
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