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A Soberania de Deus e o Livre-arbítrio Humano - Pr. Alcione Alves do Nascimento

TEXTO ÁUREO

“Pois o Senhor, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas”. Deuteronômio 10.17.

VERDADE PRÁTICA

A despeito de seu imenso poder e soberania, Deus concedeu aos homens o direito de agirem como seres livres.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há Salvador. Eu anunciei, e eu salvei, e eu o fiz ouvir, e deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor; eu sou Deus.  Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá? Um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Isaias 43.11-13; Efésios 4.5; João 3.16.

INTRODUÇÃO

É impossível para nós compreender totalmente a relação entre a soberania de Deus e a livre vontade humana.

A Bíblia é clara; Deus sabe quem será salvo, diz que Deus nos escolheu antes da fundação do mundo, descreve os crentes como escolhidos, predestinados e eleitos para salvação, isto é claramente ensinado nas escrituras. A Bíblia também diz que o homem tem a liberdade de escolha, tudo o que temos a fazer é crer em Jesus Cristo e seremos salvos.

 Nossa responsabilidade é levar o Evangelho a todo mundo. Devemos glorificara Deus pela Sua soberania, e pregar a Palavra de Deus convidando as pessoas a ouvir, crer e receber se tornando filho de Deus por adoção em Jesus Cristo, aceitando e recebendo o plano de salvação que Deus projetou antes da fundação do mundo.

I - A ONIPOTÊNCIA DE DEUS

Deus é onipotente. Tem todo o poder, pode fazer acontecer tudo que deseje. Mateus 19.26; Gênesis 17.1; 18.14; Êxodo 6.3; Jó 42.2; Salmos 93.3-4; 115.3; Jeremias 32.17; Apocalipse 19.6; Filipenses 4.13.

Deus domina sobre: a natureza Gênesis 1.1-3; Salmos 33.6-9; 107.25-29; Naum 1.3-6; a experiência humana Gênesis 39.2-3,21; Êxodo 7.1-5; Salmos 75.6-7; Daniel 1.9; 4.19-37; Salmos 76.10; Lucas 12.13-21; João 17.2; Atos 17.28; Tiago 4.12-15; os anjos. Daniel 4.35. O diabo e os demônios Jó 1.12; 2.6; Lucas 22.31-32; Tiago 4.7; Apocalipse 20.2.

É o atributo pelo qual encontramos em Deus o poder ilimitado para fazer qualquer coisa que Ele queira.

O poder absoluto de Deus como a eficiência divina, exercida sem a intervenção de causas secundárias, e o poder ordenado como a eficiência de Deus, exercida pela ordenada operação de causas secundárias.

O seu poder ordenado é parte do seu poder absoluto, pois se Ele não tivesse poder para fazer tudo que pudesse desejar, não teria poder para fazer tudo o que Ele deseja.

2. A Onipotência e a vontade de Deus.

É óbvio, porém, que Deus pode realizar coisas que a Sua vontade não desejou realizar. Gênesis 18.14; Jeremias 32.27; Zacarias 8.6; Mateus 3.9; 26.53. Entretanto há muitas coisas que Deus não pode realizar. Ele não pode mentir, pecar, mudar ou negar-se a Si mesmo. Números 23.19; I Samuel 15.29; II Timóteo 2.13; Hebreus 6.18; Tiago 1.13,17; Hebreus 1.13; Tito 1.3, isto porque não há poder absoluto em Deus, divorciado de Suas perfeições, e em virtude do qual Ele pudesse fazer todo tipo de Em todas as coisas: A onipotência de Deus abrange todas as coisas. I Crônicas 29.12, o domínio sobre a Natureza. Salmos 107.25-29; Naum 1.5,6; Salmos 33.6-9; Isaias 40.26; Mateus 8.27; Jeremias 32.17; Romanos 1.20, o domínio sobre a experiência humana. Salmos 91.1; Daniel 4.19-37; Êxodo 7.1-5; Tiago 4.12-15; Provérbios 21.1; Jó 9.12; Mateus 19.26; Lucas 1.37, o domínio sobre as regiões celestiais. Daniel 4.35; Hebreus 1.13,14; Jó. 1.12; 2.6.

Na criação, na providência e na redenção: Deus manifestou o seu poder na criação. Romanos 4.17; Isaias 44.24, nas obras da providência I Crônicas. 29.11,12  e na redenção. Romanos 1.16; I Coríntios 1.24.

II - A SOBERANIA DE DEUS E O LIVRE-ARBÍTRIO HUMANO

1. A vontade permissiva e livre-arbítrio.

Vontade ou Auto-determinação. A perfeição de Deus pela qual Ele, num ato sumamente simples, dirige-se à Si mesmo como o Sumo Bem, e às Suas criaturas por amor do Seu nome. Isaías  48.9,11,14; Ezequiel 20.9,14,22,44; 36:21-23. A vontade de Deus recebe variadas classificações, pois a ela são aplicadas diferentes palavras.

Vontade Preceptiva. Na qual Deus estabeleceu preceitos morais para reger a vida de Suas criaturas racionais. Esta vontade pode ser desobedecida com freqüência. Atos 13.22; I João 2.17; Deuteronômio 820.

Vontade Decretória: Pela qual Deus projeta ou decreta tudo o que virá a acontecer, quer pretenda realizá-lo causativamente, quer permita que venha a ocorrer por meio da livre ação de suas criaturas. Atos 2.23; Isaías 46.9-11. A vontade decretória é sempre obedecida. A vontade decretória e a vontade preceptiva relacionam-se ao propósito em realizar algo.

Vontade de Eudokia.Na qual Deus deleita-se com prazer em realizar um fato e com desejo de ver alguma coisa feita. Esta vontade, embora não se relacione com o propósito de fazer algo, mas sim com o prazer de fazer algo, contudo corresponde àquilo que será realizado com certeza, tal como acontece com a vontade decretória. Salmos 115.3; Isaías 44.28; 55.11.

Vontade de Eurestia. Na qual Deus deleita-se com prazer ao vê-la cumprida por Suas criaturas. Esta vontade abrange aquilo que a Deus apraz que Suas criaturas façam, mas que pode ser desobedecido, tal como acontece com a vontade preceptiva. Isaías 65.12.

A vontade de eudokia não se refere somente ao bem, e nela não está sempre presente o elemento de deleite. Mateus 11.26. A vontade de eudokia e a vontade de eurestia relacionam-se ao prazer em realizar algo. Vontade de Beneplacitum: Também chamada Vontade Secreta. Abrange todo o conselho secreto e oculto de Deus. Quando esta vontade nos é revelada, ela torna-se Vontade do Signum ou Vontade Revelada. A distinção entre a vontade de beneplacitum e a vontade de signum encontra-se em Deuteronômio 29.29.

A vontade secreta é mencionada em Salmos 115.3; Daniel 4.17,25, 32,35; Romanos 9.18,19; 11.33,34; Efésios 1.5,9, 11, enquanto que a vontade revelada é mencionada em Mateus 7.21; 12.50; João 4.34; 7.17; Romanos 12.2. Esta vontade está mui perto de nós. Deuteronômio 30.14; Romanos 10.8.

A vontade secreta de Deus pertence a todas as coisas que Ele quer efetuar ou permitir, tal como acontece na vontade decretória, sendo, portanto, absolutamente fixa e irrevogável.

Liberdade: A perfeição de Deus no exercício de Sua vontade. Deus age necessária e livremente. Assim como há conhecimento necessário e conhecimento livre, há também uma voluntas necessária = vontade necessária e uma voluntas libera = vontade livre.

Na vontade necessária Deus não está sob nenhuma compulsão, mas age de acordo com a lei do Seu Ser, pois Ele necessariamente quer a Si próprio e quer a Sua natureza santa. Deus necessariamente se ama a Si próprio e Suas perfeições.

As Suas criaturas são objetos de Sua vontade livre, pois Deus determina voluntariamente o que e quem Ele criará; e os tempos, lugares e circunstâncias de suas vidas.

Ele traça as veredas de todas as Suas criaturas, determina o seu destino e as utiliza para Seus propósitos. Jó ll.10; 23.13,14; 33.13; Provérbios 16.4; 21.1; Isaías 10.15; 29.16; 45.9; Mateus 20.15; Apocalipse 4.11;Romanos 9.15-22; I Coríntios 12.11.

O livre-arbítrio é a liberdade que Deus dá á vontade homem para ele escolher. O homem não é uma máquina manipulada por Deus, é um ser livre para fazer o que quiser.

Alguns textos bíblicos que falam sobre o livre-arbítrio humano.

 Deuteronômio 30.15, 19, 20: Josué 24.15: I Reis 18.21; Isaías 1.19, 20; 28.12; 30.15; 55.7; Jeremias 7.23; Mateus 23.37; 25.45; Marcos 9.47; Lucas 12.57; João 3.36; 6. 37; Romanos 1.18. 6.16; 14.12; II Coríntios 4.3, 4; 5.10: Efésios 4.18: II Tessalonicenses 1.8; 2.10, 12: II Pedro 3.5; Apocalipse 3;20.

2. A vontade diretiva e predestinação.

Vontade Diretiva de Deus designa qualquer coisa que Deus explicitamente quer e pode ser corretamente designada de “a perfeita vontade” de Deus.

E a vontade revelada de Deus é que todos sejam salvos. I Timóteo 2.4; II Pedro 3.9. Isso não quer dizer que todos serão salvos, mas apenas que Deus deseja a salvação de todos.

Vontade Permissiva de Deus. A “vontade de Deus” pode referir-se àquilo que Deus permite, ou deixa acontecer, embora Ele não deseje especificamente que ocorra. Tal coisa pode ser corretamente chamada “a vontade permissiva de Deus.”.

De fato, muita coisa que acontece no mundo é contrária à perfeita vontade de Deus (pecado, violência, ódio, dureza de coração),  mas Ele permite que o mal continue por enquanto. Exemplo: A chamada de Jonas para ir a Nínive fazia parte da perfeita vontade de Deus, mas sua viagem na direção oposta estava dentro de sua vontade permissiva. Jonas 1. Além disso, a decisão de muitas pessoas permanecerem sem salvação é permitida por Deus. Ele não impõe a fé aos que recusam a salvação mediante Seu Filho. Semelhantemente, muitas aflições e males que acometem a humanidade são permitidos por Deus, II Pe 3.17; 4.19, mas não é desejo Seu que suas criaturas sofram. I João 5.19.

Predestinar é determinar o futuro. Há três povos predestinados na Bíblia: Israel, da semente de Abraão. Gênesis 17.6; Ímpios, que serão lançados no inferno. Salmos 9.17; Igreja, predestinada a ir ao céu. I Tessalonicenses 4.16-17.

Conheceu grego “proginoskw proginosko”: significa sentiu, como a atração entre o homem e a mulher judáicos.

Predestinou grego “proorizw proorizo” - designou antes, nomeou, conforme estava escrito no Novo testamento.

Imagem grego “eikwn eikon” - ser como, em excelência moral e mente santa.

Chamou grego “kaleo” - convidou, como um Pai convida um filho.

Justificou - grego “dikaiow dikaioo” - pronunciou alguém justo, pela observância às leis divinas, usado para aquele cujo modo de pensar, sentir e agir é inteiramente conforme a vontade de Deus, e quem por esta razão não necessita de retificação no coração  vida).

Glorificou - grego “doxazw doxazo”-honrar, estimar, manifestar sua dignidade como condição gloriosa de bem-aventurança dos cristãos em face da sua condição de verdadeiros adoradores e convertidos a Deus.

Sentido: Deus sentiu, de antemão, o futuro amor das almas pecadoras por Ele e lhes deu a oportunidade de terem um novo nome pela Lei do Novo testamento, pois sabia que guardariam sua lei, não rejeitariam seu convite e viveriam conforme sua vontade, o que seriam mostrados como dignos de serem honrados como. Nota-se que não é uma escolha fatalista de Deus, antecipando quem vai ou não ao céu.

Deus é soberano para escolher: escolheu Jesus para pagar nossos pecados. João 6.38; Israel com os propósitos: Manifestar seu poder, trazer palavra divina, manifestar Jesus ao mundo; a Igreja com três propósitos: Anunciar evangelho; produzir frutos e manifestar visível poder divino.

III - PREDESTINAÇÃO E LIVRE-ARBÍTRIO

1. A predestinação e o livre - arbítrio.

 No Novo Testamento: predestinação é proorizw proorizo - decidir de antemão; no NT do decreto de Deus desde a eternidade; preordenar, designar de antemão. Romanos 8.29-30; Efésios 1.5; 11.

Livre-arbítrio: Adão e Eva escolheram desobedecer a Deus e comer da árvore do bem e do mal. Gênesis 3.11; Homem pode fazer o bem ou o mal. Gênesis 4.7; Os homens escolhem se querem servir ou não, a Deus. Josué 24.15; Os homens podem escolher entre a porta estreita e a larga. Mateus 7.13.

Deus chamou todos os homens: Todos pecaram. Romanos 3.9-12; A justiça e salvação são para todos. Romanos 3.22-23; A graça foi para todos. Romanos 5.18; Condição para todos serem filhos. Romanos 8.14; João 3.16; Deus entregou Jesus por todos nós. Romanos 8.32; João 6.39; Deus é rico para com todos os que o invocam. Romanos 10.12; Misericórdia é para todos. Romanos 11.32; Santos são todos os que invocam a Jesus. I Coríntios 1.2; Todos mortos em Adão e todos vivificados em Cristo. I Coríntios 15.22; Jesus morreu por todos, mas todos os querem? II Coríntios 5.15; Deus quer que todos se salvem pelo único mediador. I Timóteo 2.3-6 e se arrependam. II Pedro 3.9; Jesus morreu por todos. Hebreus 2.9.

2. A obra redentora e a presciência de Deus.

“Jesus foi entregue segundo o desígnio determinado e a presciência de Deus” Atos 2.23. Cristo morreu pelos nossos pecados segundo as Escrituras, e sua morte cumpre em particular a profecia do Servo Sofredor. A nossa salvação deriva da iniciativa de amor de Deus para conosco, pois “foi Ele quem nos amou e enviou seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados. I João 4.10. Foi Deus que em Cristo reconciliou o mundo consigo”. II Coríntios 5.19. Nisto consiste a redenção de Cristo: Ele “veio dar a sua vida em resgate por muitos”. Mateus 20.28, isto é, “amar os seus até o fim” João 13.1, pra que sejais “libertados da vida fútil que herdastes dos seus pais” I Pedro 1.18.

Em Apocalipse 13.8, fala do cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo, pois sabia que o homem iria pecar. Quem aceita a Jesus, participa do plano elaborado antes da fundação do mundo. Herança e reino preparado Mateus 25.34; Entramos no repouso quando cremos. Hebreus 4.3; Ao aceitar a Jesus, participamos do plano e em Cristo, estamos predestinados ao céu.

A nossa fé e a graça de Deus participam juntas. Atos 15.11; Temos que permanecer no evangelho senão nossa fé é em vão I Coríntios 15.2; Somos eleitos no propósito de sermos santos e irrepreensíveis diante de Deus, Efésios 1.4-5: predestinados para filhos na adoção por Jesus Cristo. Isso fala no plural, onde indica que somos Eleitos em Cristo para salvação. Romanos 8.29-30. Esse chamado ou eleição não é completo, mas um processo dinâmico. I Pedro 5.10;

Deus justifica pela fé, que é imputada como justiça. Romanos 3.30; 4.5.

IV - OBSERVAÇÕES DOUTRINÁRIAS

1. A segurança salvífica.

A perseverança dos santos é uma doutrina que afirma que todo aquele que Deus chamou para a sua graça não pode perder a salvação, mas, certamente, Ele o fará perseverar, pois é eternamente salvo. Apesar de haver a vontade do homem, no final de tudo é Deus que preserva o Cristão através do operar do Espírito Santo no seu coração.

A salvação envolve perseverança até o fim em meio ao ódio do mundo como promessa futura de salvação Mateus 10.22; Mates 24.13; 24.22; Marcos 13.13, 20; Apocalipse 21.24; envolve em querer renunciar a vida por amor de Jesus Mateus 16.25; 19.23-26; Marcos 8.35; 10.23-27; Lucas 9.24;.17.33; 18.24-27; envolve a vigilância contra o diabo para não perder a salvação. Lucas 8.12; envolve a luta para entrar pela porta estreita. Lucas 13.23-24; envolve esperar, aguardar salvação de Deus. Romanos 8.24, Salmos 119.123; envolve ser remanescente ou o continuo fiel. Romanos 9.27; Isaías 10.22; envolve confessar com a boca e crer no coração a Jesus como Senhor e crer na ressurreição. Romanos 10.9-10; Efésios 2.5; Hebreus 9.28; Salmos 119.94; envolve procurar cumprir a justiça de Deus. Romanos 10.10; Salmos 40.10; envolve estar dentro dos propósitos soberanos de Deus Romanos 11.11; II Timóteo 1.9; Judas 1.5; Salmos 96.10; 98.2; envolve conhecer o tempo, despertar do sono espiritual. Romanos 13.11; II Coríntios 6.2; Salmos 69.13; envolve ser envolvido num processo de libertação, ainda que em lutas, dores, tristezas e tormentos. I Coríntios 3.15; I Coríntios 5.5; II Coríntios 1.6; II Coríntios 7.10; II Timóteo 2.10; envolve a particularidade de que é algo pessoal, individual. I Coríntios 7.16; envolve serviço e renúncia. I Coríntios 9.22; I Coríntios 10.33; envolve realidade se retiver a Palavra de conformidade com a Lei. I Coríntios 15.2; envolve sermos bom perfume de Cristo a Deus e povo II Coríntios 2.15; Filipenses 1.28; Tiago 5.20; envolve arrependimento para Deus. II Coríntios 7.10; envolve o recebimento do selo do Espírito Santo da Promessa e sua ação em nós. Efésios 1.13; Filipenses 1.19; Tito 3.5; envolve revestimento espiritual para a guerra espiritual. Efésios 6.17; I Tessalonicenses 5.8; Judas1. 3; envolve permanecer na fé, no amor e na santificação. I Timóteo 2.15; envolve lutar, trabalhar e esperar em Deus em fidelidade. I Timóteo 4.10; envolve perseverar no cuidado de si mesmo e da doutrina. I Timóteo 4.16; A salvação envolve obediência a Cristo pela longanimidade do Senhor. Hebreus 5.9; II Pedro 3.15; envolve vida de oração. Tiago 5.15; envolve escapar da corrupção do mundo. II Pedro 2.20; envolve em vigilância. Mateus 24.42; 25.13; Marcos 13.33-37; 14.38; Lucas 12.37-39; 21.36; Efésios 6.18; I Pedro 4.7; 5.8; Apocalipse 3.3,11; 16.15.

2. A predestinação fatalista.

A predestinação fatalista é uma doutrina que afirma que Deus, na sua soberania, escolheu pessoas, individualmente, para a salvação e perdição, negando o direito do homem decidir sobre a sua vida.

A predestinação fatalista é contestada pelos motivos abaixo:

Por causa dos atributos de Deus: Justiça: Gênesis 18. 25; Deuteronômio 10. 18; I Samuel 26. 23; I Reis 8. 32; Jó 8. 3; Salmos 9. 18; 11. 7; 36. 6; 71. 19; 103. 6; Jeremias 22. 3.

Amor de Deus: Levíticos 26. 45; II Reis 8. 19; Salmos 44. 26; Isaías 43. 25; Sofonias 3. 17; João 15. 13; I João 4. 16.

Misericórdia de Deus: Êxodo 20. 6; Neemias 9. 31; Salmos 23. 6; Jeremias 3. 22; Daniel 9. 9; Lucas 1. 50; Efésios 2.4; I Pedro 1. 3; II João 1. 3.

Graça de Deus: O atributo pelo qual fomos alcançados pelo favor imerecido, bondade benevolente amorosa de Deus. Salmos 86. 15; João 1. 14; Atos 11. 23; 13. 43; 15. 11; Romanos 3. 24; 5. 15,16; II Coríntios 9. 14; Gálatas 2. 21; Tito 2. 11.

Se Deus já escolheu pessoas para o céu e para o inferno, será Ele responsável pelos pecados destes? Ninguém pode dar contas do que não é responsável, e Deus jamais pode fazer alguém pecar. I João 3. 8; I João 1. 5; Romanos 14. 12; I Tessalonicenses 4. 4.

E Deus sendo amor, misericórdia e justiça, Ele não faz acepção de pessoas. Romanos 2. 11; 11. 32; e se Ele não faz acepção de pessoas, Ele deseja salvar todos. I Timóteo 2. 4,5; Romanos  5. 18.

CONCLUSÃO

Soberania é o direto absoluto e exclusivo de Deus exercer autoridade no Universo. Ele tem essa prerrogativa devido às perfeições de seu caráter e a Sua posição como criador de todas as coisas e governador de tudo que criou. Como criador, seu domínio é perfeito e seus desígnios eternos, e assim deve ser obedecido.

Há outros seres no universo que também foram criados por Deus. Há anjos e espíritos. Eles não têm corpos humanos e são mais poderosos que nós. Também foram criados para servir a Deus e como os homens, têm o livre arbítrio. Alguns deles caíram em pecado e desobediência.

Deus poderia ter feito inúmeras máquinas para fazer sua vontade mecanicamente. Em vez disso, Eles escolheu criar seres que pudessem se assim o desejassem servi-lo voluntariamente e amá-lo livremente. Mal podemos entender por que Ele assim o quis, mas as evidências claramente apontam nessa direção. O homem faz suas escolhas, e Deus concede as conseqüências.

Pastor Alcione Alves do Nascimento, CGADB 36942, é auxiliar da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, Boqueirão, Curitiba, Paraná. Professor da EBD, e responsável pelo Ensino Doutrinário na Igreja (Sextas Feiras).

Formação Secular: Administração, Pós-graduado em gestão de Recursos Humanos; Filosofia, Licenciado em: Psicologia, sociologia e História; Inglês (Avançado). Acadêmico de Direito (8º Período).

Formação Teológica: Bacharel em Teologia e Pós-graduado em Antropologia da Revelação.

Atividades: Oficial da Polícia Militar do Paraná; Professor Universitário, das Faculdades Integradas Santa Cruz (FARESC) e Faculdade Manuel de Assis (FAMA).

Contato para: Conferências, palestras, Estudos Bíblicos e Seculares. Rua Professora Júlia Valery Legat Neal, 558. Xaxim - Cep 81810-590 - Curitiba, Paraná.

Fones 041 3275.4337 - 9115.5461 - professorn331952@yahoo.com.br

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    valdir carvalho
    Escreveu:

    PERMISSIVIDADE e LIVRE ARBÍTRIO
    Quando se fala em Livre Arbítrio não de deve esquecer de uma palavra: PERMISSIVIDADE que é o “ato de não se praticar as proibições”. Hoje estamos assim: É proibido proibir.
    E isto tem levado a sociedade à sua degeneração social, onde princípios bíblicos são tidos como inaceitáveis neste momento de modernidade. Um mundo anarquizado, no sentido moral, social, espiritual. Tudo é permitido. Muita liberdade leva o homem à libertinagem. Perdem-se valores.
    O MODUS VIVENTI de cada indivíduo leva a sociedade como um todo a se perder ou se REGENERAR…… FELIZ A NAÇÃO CUJO DEUS é O SENHOR.
    Deus não aceitou o pecado anteriormente, nem agora, nem nunca, tanto que não deixou os primeiros homens cobertos por folhas de figueira, mas propiciou pele de animal para que se vestissem. Deus se adaptaria às necessidades humanas atuais? Sabemos que não. Sabemos por sua Palavra que Ele é imutável, mas é MISERICORDIOSO e LONGÂNIMO….. são atributos de Deus.
    A inobservância dos princípios da Palavra de Deus, leva a sociedade ao caos moral e isto é perceptível, quando filhos agridem e matam seus pais, e pais aos filhos. NÃO HÁ TEMOR.
    O fato de muitos dizerem: EU FAÇO o que quero, ou CADA QUAL é cada um, faz do cidadão um EXCLUSIVO dentro de um todo. Transformando Sodoma e Gomorra pequena diante da “moderna” sociedade atual, com seus meios de corrupção e de influência. Exemplo: a TV, a INERNET, REVISTAS e as proibições na educação dos filhos, diante das leis que surgem.
    ISTO NÃO É SÓ AOS QUE SÃO DO MUNDO…. MAS, PARA TODOS OS QUE ESTÃO NO MUNDO….
    NÃO BASTA SABER DAS ESCRITURAS é NECESSÁRIO VIVER O QUE ESTÁ NA ESCRITURA.
    Infelizmente nossa tendência assim não faz. Precisando à cada instante MORTIFICAR O DESEJO LACIVO DENTRO DE CADA UM DE NÓS….

    Igrejas que já não pregam mais o que deveriam instigar à que seus fiéis aceitassem VERDADES que lhes são IMPOSTAS à pregarem. Não basta somente saber que as Escrituras mencionam, tem que ter a preocupação que a Igreja como instituição, deve conduzir os seus participantes à influenciarem a sociedade como PESSOAS DIFERENTES, assim como eram os primeiros CRENTES.
    Hoje, muitas não PREGAM por medo de PERDEREM SEUS FIÉIS, então, aquilo que deve ser passa a ser deixado ao lado, enquanto isto, elas se enchem de pessoas que somente dentro da própria igreja são diferentes, saindo de suas reuniões, voltam a ser os VELHOS homens pecaminosos….
    COMO FICAM OS FRUTOS DIGNOS DE ARRPENDIMENTO, falados por Jesus, se a sua Igreja tem MEDO DE ensinarem que seus fiéis DESENVOLVAM?
    Neste processo estará a REPONSABILIDADE de seus DIRIGENTES e ENSINADORES quanto ao FATO da SANTIFICAÇÃO, de onde a Palavra FALA: Que sem esta (SANTIFICAÇÃO) ninguém haverá de VER A DEUS.
    A SALVAÇÃO DO HOMEM depende da disposição do homem RECEBER da GRAÇA de Deus.
    Muitos dizem: TENHO que ser santo demais, puritano demais, desejo ter mais liberdade de ação,
    desejo beber e não posso, desejo dar o cano em alguém e não devo, desejo ser “eu” e não consigo….. mas a Palavra diz: NÃO SOU MAIS EU QUE VIVE EM MIM, mas sim CRISTO…. e Cristo requer: SEDES SANTO, COMO EU O SENHOR TEU DEUS SOU SANTO.
    Portanto, ter LIVRE ARTBÍTRIO é saber que temos RESPONSABILIDADES com a NOSSA LIBERDADE
    Valdir Carvalho – 31.10.2008 – Cascavel - Pr


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    leizer.silva
    Escreveu:

    Estou passando por aqui, para dizer que aproveitei este comentario da liçao ,(livre arb e sob de Deus). Como subsidio para minha aula.
    Sou membro da AD,Campinas (belem) Sede e prof da ebd , numa congregação do campo. Deus abençoe.

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