Wordpress Themes

Um Líder que Faz a Diferença

Discute-se no campo da liderança se existe o líder inato, congênito. Alguns estudiosos sobre liderança nos tempos modernos rejeitam a idéia de liderança nata e entendem que toda pessoa possui, em certo grau, propensão para liderai mas precisa ser desenvolvida. Do ponto de vista espiritual, entende-se que liderança independe das características naturais que uma pessoa possa ter para a mesma, porque Deus vocaciona a quem quer e como quer para tornar um líder.

O livro de Josué é a história de um líder. Dentre os nomes mais importantes da história de Israel, Josué destaca-se como um personagem que tem servido de modelo de liderança. Escolhido por Deus, ele foi um líder moldado por Moisés ao longo da peregrinação de Israel, especialmente a partir da saída dos israelitas da terra do Egito em sua peregrinação no deserto. Josué possuía qualidades de liderança as quais foram forjadas e aprimoradas num período de 40 anos de peregrinação.

Aspectos da liderança

Josué foi um líder inspirador porque reuniu não apenas competência e carisma, mas revelou possuir um caráter ilibado. Ele destacou-se como um homem “cheio do espírito de sabedoria” (Dt 34.9). É interessante perceber que essa qualificação fora dada a Josué como uma delegação espiritual, porque o texto declara que esse espírito de sabedoria lhe fora dado depois que Moisés “tinha posto sobre ele as suas mãos”.

Essa autoridade espiritual foi reconhecida pelo povo de Israel. Naturalmente, esse “espírito de sabedoria” tem um sentido adjetivo, porque se refere a uma qualidade moral, de caráter espiritual, que Deus concedeu a Josué para dar continuidade ao projeto divino da conquista da terra de Canaã para o seu povo.

Sua história o revela como um homem piedoso que temia a Deus e que não se detinha quando precisava lutar pelo projeto divino para o seu povo. Certamente, ele cometeu erros típicos das limitações humanas, mas sabia corrigi-los quando se conscientizava dos mesmos.

Deus escolhe a quem quer porque só Ele sabe e conhece particularmente aqueles que possuem as qualidades necessárias para liderar o seu povo na Terra.

Até o quinto livro da Bíblia, Deuteronômio, Moisés é destacado como o grande líder que Deus escolheu para tirar Israel da escravidão egípcia.

Desde o seu surgimento na vida de Israel, vários episódios contundentes e milagrosos, promovidos pela sabedoria divina e determinados pela sua presciência, fizeram surgir outras lideranças, entre as quais Josué, o qual se tornou admirador e fiel servidor de Moisés durante sua liderança diante do povo de Israel.

Desde que Josué conheceu Moisés, o serviu com fidelidade e creu no propósito de Deus na vida daquele líder, absorvendo seus ideais e sonhos como sendo os propósitos divinos para o seu povo. Aprendeu, durante 40 anos, os princípios básicos de liderança para tornar-se, naturalmente, depois da morte de Moisés, o líder escolhido e preparado para dar continuidade à história desse povo e cumprir todo o propósito divino para com Israel.

A vida de Josué

Originalmente, seu nome era Oséias (Nm 13.8), mas, por razões desconhecidas do coração e da mente de Moisés, quando este o conheceu, percebeu no rapaz habilidades e talentos diferentes de todos os jovens de sua idade e diz a Bíblia que Moisés propôs a troca de nome de Oséias para Josué (Nm 13.16).

O significado hebraico do nome Oséias é “salvação”, mas Moisés, certamente influenciado pelo Espírito de Deus, entendeu que esse homem seria mais que um “salvador de seu povo”. Deu-lhe o nome Josué, cujo significado o identificaria como um instrumento de Deus para a salvação do seu povo. Por isso, Josué significa “o Senhor é salvação”.

Josué era efraimita, filho de Num, filho de Elisama, príncipe da tribo de Efraim (Ex 33.11). Nas organizações tribais da época, Josué tornara-se príncipe (maioral), como fora seu avô (Nm 13.1-3,8,16).

Na realidade, Josué nasceu no Egito no tempo em que seus pais e seu povo estavam escravizados sob o domínio do segundo Faraó, aquele que não conhecera a José (Ex 1.8). Criado no Egito, por força da servidão egípcia, ao tornar-se um jovem, foi feito trabalhador escravo.

De algum modo, Josué chamara a atenção dentre seu povo pela ousadia e tenacidade para fazer alguma coisa que pudesse mudar aquele estado de miséria e humilhação em que vivia sua gente. De repente, surge no cenário egípcio Moisés, identificando-se como um enviado do Deus de Israel para libertá-lo da escravidão egípcia.

Josué acompanhou de perto os lances ousados de Moisés e acreditou que o tempo da resposta divina às orações e gemidos do seu povo havia chegado.

Assistiu à tragédia das pragas sobre a terra do Egito e participou do livramento que Deus concedeu à sua gente.

Josué era o primogênito de sua família (1Cr 7.27), e não podia esquecer jamais da noite em que as portas das casas de seu povo foram aspergidas com sangue de cordeiro para protegê-lo da morte dos primogênitos. A sua própria casa foi protegida da espada do Anjo do Senhor, porque os umbrais das portas estavam tingidos com o sangue de um cordeiro.

Pedra bruta

Já dissemos que, no mundo secular, a idéia de existirem líderes natos não é bem aceita. Um “líder nato” é como uma pedra preciosa bruta, que precisa ser lapidada e trabalhada. Segundo os especialistas, liderança é desenvolvida, não descoberta. Por isso, liderança requer disposição para ser um líder, autodisciplina para obter sucesso naquilo que faz e humildade para aprender. Josué indica que tinha essas qualidades, que foram aprimoradas sob a liderança de Moisés.

 ”Deus escolhe a quem quer

porque só Ele sabe e   conhece  

particularmente  aqueles que

possuem  as qualidades

necessárias para

liderar”

Entretanto, na linguagem bíblica, inevitavelmente, o termo liderança ganha um sentido especial porque vem vestido, também, de um sentido espiritual. Quando ligamos o termo liderança com chamada, vocação divina, o fazemos com base em textos bíblicos, tais como o que o apóstolo Paulo escreveu aos cristãos efésios (Ef 4.1).

Há uma diferença entre a escolha que os homens fazem e a que Deus faz. Davi, ao final de sua vida declarou a todo o povo de Israel: “O Senhor, Deus de Israel, me escolheu de toda a casa de meu pai para que eu fosse rei em Israel”, 2 Cr 28.4.

Entretanto, na história de Josué, a relação entre ser escolhido por Deus e ser líder na sua obra ganha um sentido especial. O sentido da palavra escolhido não tem conotação existencialista, mas é uma palavra que se ajusta perfeitamente àqueles que são predestinados por Deus desde o ventre da mãe para cumprirem os desígnios divinos.

A vocação divina para o exercício ministerial implica numa compulsão interna e externa em que a pessoa chamada se dispõe com toda a sua vida a cumprir a tarefa designada por Deus  (At 20.24 e Ef 4. 11-12).

a) O trabalho de lapidação - O método de preparação de um líder na vida do povo de Deus difere completamente dos métodos do mundo. Os sistemas humanos enfatizam a preparação de um líder desenvolvendo habilidades meramente humanas, enquanto que a preparação de um líder nos assuntos do Reino de Deus na Terra requer o desenvolvimento de habilidades além das intelectuais, que são as habilidades morais e espirituais.

b) Como lidar com os talentos que temos? - Um dos segredos para que um líder obtenha sucesso em sua liderança é saber que não basta ter talento excepcional para fazer certas coisas e não ter habilidade para lidar com as pessoas, com as circunstâncias ao seu redor. O sucesso de uma liderança não está em fazer sucesso pessoal, mas em realizar grandes tarefas delegando-as em partes e produzindo o esforço conjunto. Isso é liderança!

c- Os desafios de sua preparação para a liderança - Até assumir a liderança de Israel, Josué foi desafiado em  várias atividades enfrentando  muitos obstáculos matérias e físicos, os quais deram a condições de aprender a lidar com circunstâncias adversas.

Ao longo da caminhada para Canaã, Josué experimentou a aridez dos desertos causticantes, a falta de água, a falta de alimentos básicos e o enfrentamento com povos inamistosos (Ex 15.22-27; = 16.1-36; = 17.1-7). Essas experiências lhe ensinaram a depender de Deus e respeitar a liderança de Moisés.

 ”O sucesso de uma liderança

não está em fazer sucesso

pessoal, mas em realizar

grandes tarefas”

 Josué, o líder que Deus necessitava

Deus sempre inicia seu programa de ação por meio de pessoas. De modo especifico, a Bíblia dá provas dessa forma de Deus agir em vários textos (Ez 22.30; = Jo 1.6; Is 6: 8).

O homem é o elemento com o qual Deus conta. É o ponto focal de tudo que se relaciona com o seu projeto na Terra. Ele é o objeto e, ao mesmo tempo, o portador da graça divina aos demais homens. Do ponto de vista espiritual, o homem é o método o qual Deus se utiliza para evangelizar o mundo, guiar a Igreja e fazer a sua vontade na Terra.

Josué é um estereótipo modelar do homem que o Senhor precisa, porque ele reunia todas aquelas qualidades essenciais para uma liderança eficaz.                                                              

Que tipo de homem Deus necessita?

Em primeiro lugar, deve ser um homem disposto a seguir as pisadas de Cristo, o modelo por excelência.

Ele aproximou-se de alguns homens e disse-lhes: “Vinde após mim”, Mc 1.17; a outros, Ele disse: “‘ e segue Deus precisa de homens que permitam’ que Ele os prepare para a missão de liderança, como fez a Simão Pedro e a seu irmão André (Mc 1.17).

Josué foi esse homem especial. Porém, um homem como nós, de carne e osso, que tinha como objetivo principal de sua vida fazer e obedecer a vontade de Deus na condução do seu povo à Terra Prometida.

A lição que aprendemos na história de Josué é a de que Deus usa as pessoas que se prontificam a fazer a sua vontade e cumprir seus propósitos. Josué, um homem simples do povo, tornou-se o meio que Deus usou para conduzir o povo à conquista da terra prometida.

Ele sabia que era o próprio Deus quem guiaria Israel. Por isso, não usurpou em momento algum o mérito que pertencia apenas ao Senhor de Israel. Ele entendeu que foi pelo poder divino que as águas do Jordão se abriram para Israel passar para o outro lado.

Em toda a sua História, Josué entendeu que não foi pela sua estratégia que os muros de Jericó ruíram, mas foi pelo poder de Deus. Assim como o Senhor usou a Josué, Ele também nos usa, pela nossa fidelidade, nosso compromisso nossas habilidades para a sua glória.

Quando nos colocamos à sua disposição para realizar a sua obra, Ele nos habilita a fazermos o que precisa ser feito e nos capacita a conduzir o povo de Deus para a terra prometida.

Elienai Cabral é líder da AD em Sobradinho (DF), articulista, escritor e comentarista deste trimestre das Lições Bíblicas para Jovens e Adultos, que trata o tema Livro de Josué - As conquistas e as promessas do povo de Deus.

Publicado no blog do Ev. Isaías de Jesus

converter em pdf.


  1. Warning: file_get_contents(http://...@hotmail.com) [function.file-get-contents]: failed to open stream: HTTP request failed! HTTP/1.1 404 Not Found in /home/storage/1/49/c5/ebdweb1/public_html/wp-content/plugins/bbuinfo-blogblogs-user-info-plugin/bbuinfo.php on line 174
    VALDIR CARVALHO
    Escreveu:

    TEMOS UMA MISSÃO

    QUAL A MISSÃO DE JOSUÉ ?
    Concluir a promessa de Deus à Israel retirada da escravidão egípcia.
    A Palavra de Deus, pergunta:“Deus é homem para que minta?”
    Ele falou à Abraão e levou algum tempo para que sua promessa pudesse ser realizada. Mas quando ela veio, o povo estava num grau tão grande de apostasia espiritual que nada causava crença, mesmo as situações manifesta de Deus no meio do arraial.

    Sua biografia é repleta de situações de envolvimento com ordenanças e dentre todas, uma, se destaca, quando o Senhor Deus, manda Moisés, seu líder, a dizer-lhe que tivesse ânimo, pois algo lhe estava reservado a acontecer. Seria aquele que teria a incumbência de levar o povo a atravessar o Jordão e entrar na terra que lhes fora prometida.

    Quem foi Josué para o povo de Deus?
    Numa aplicação pessoal e de entendimento religioso para os nossos dias, Josué o chamado Oséias, que sem deixar de ser filho da tribo de Efraim, cujo pai chamava-se Num, trás à nossa compreensão, a questão da escolha, do chamado, do aprendizado, e da consciência à obediência, mas principalmente a recompensa em andar segundo a vontade de Deus.

    Tinha Josué 10 anos a menos que Moisés, e por serem contemporâneos, presenciou o então jovem Oséias, a passagem do anjo da morte sobre as casas no Egito, na grande noite da mortandade. Saiu Oséias do Egito, juntamente com os demais que caminhariam rumo à uma terra que lhes seria posta como recompensa à obediência.

    O chamado de Oséias está relacionado com os desígnios de Deus na vida daqueles que sendo chamados, sabem aguardar, mas que não esperam o tempo passar simplesmente porque tem chamado. Durante o período de observação e espera, se capacitam e vão se afeiçoando à tarefa que esteja por vir.

    O agora Josué, o aprendiz de profeta e mestre na arte da guerra, transmite persistência e oferece aos seus liderados, o otimismo que toda missão deseja que o seu capitão tenha.
    Houve um momento em que o otimista e cuidadoso defensor do seu líder Moisés, foi repreendido por se indignar em saber que outros dois homens tinham se levantado como profetas no meio da congregação. Razão de Moisés lhe dizer que deixasse-os ser, pois quisera haver muito mais iguais a eles no meio do povo. Mesmo imbuídos em nossa missão, podemos errar pelo excesso de zelo. Nossa ótica natural pode nos fazer ver o que não é desejado aos olhos de Deus.

    Coube ao jovem líder, príncipe nomeado por indicação e escolha de Deus, e mais 11 guerreiros, a incumbência de ir vistoriar com olhos de espião a terra da promessa, e o que encontra lhe causa ânimo. Apreensivo à luta que se armava para a conquista, diz à congregação que se Deus lhes agradar, a terra seria possuída. Algo que não acontecera com os demais 10 espias separados por Moisés. Todos os 10 inflamaram a congregação contra o poder de Deus. Razão de Deus os deixar serem errantes por 40 anos, aos quarenta dias que os espias haviam permanecidos observando a terra, e que depois descreram da ação de Deus e sua força, padeceram para cada dia da investigação, um ano de peregrinação.
    Dos que foram com Josué, somente outro destemido e quase apedrejado espião, coube a Calebe adentrar mais tarde à terra, os outros todos padeceram pela incredulidade e soberba pessoal.

    O ajudante de ordens de Moisés, recebe de Deus, a incumbência moral, e a responsabilidade espiritual de levar o povo a fazer posse da Terra Prometida muitos anos antes à Abraão. Com os quais mesmo tendo feito pouco caso da Aliança de Deus com sua gente escolhida, Deus permaneceu foi fiel em sua Palavra.
    Capacitou Deus a Josué ser um líder no qual a Grande Congregação de Israelitas, o tivessem em respeito por também verem ser Deus com ele. Toda palavra proferido por Moisés, o maior profeta da história, foi lida a todo o povo de Israel, para que recordassem do que Deus falara ao seu servo e pelo seu servo, objetivando perceberem que aquilo ao qual Deus determinara que assim o fizessem.

    Num período de cerca de seis anos, Josué derrotou 31 reis e subjugou grande parte da Terra Prometida, para que o povo vissem que o Senhor da Salvação estava com eles.
    Precisou passar uma geração. Precisou uma geração de incrédulos padecer e cair no deserto, para que a nova, pudesse reconhecer a Grande Mão de Deus e na sua Vontade.
    Deus tinha os seus planos e os seus planos não puderam ser alterados. Mesmo que os que deles fizeram parte levassem grande multidão à fazer descrença de que sua Palavra estava em andamento, deste que faraó padeceu na carne a morte do seu herdeiro, até entender e pudesse autorizar a saída da terra da servidão e o desejo de Deus que o seu povo Lhe pudessem prestar culto no deserto.
    Difícil é reconhecer o desejo de Deus quando a fé e a percepção é pouca.
    Horrenda é a coisa cair nas mãos do Deus vivo, assim viria a dizer a Palavra de Deus, anos mais tarde.
    Deus os tirou da escravidão, mas disse para andar segundo os seus mandamentos e que não era para acrescentar nada àquilo que Ele determinava. Deus indignado, com a descrença do seu povo, fez com que vagassem pelo deserto, habitando em tendas e padecendo. Mas ainda assim, não retirou a sua misericórdia. Não os deixou órfãos.
    Deus oferece refugio, mas requer que O tenhamos por Senhor.
    Para alguns até satanás é deus, mas para nós e outros tantos, há somente UM DEUS e Senhor. Precisou morrer a geração que saíra do Egito e à qual o Egito não havia saído de dentro do coração delas. Uma nova geração de adoradores precisou surgir.

    Qual a nossa missão como HERDEIROS da promessa?
    R.= Levar o evangelho à toda criatura, para que arrependendo, possa fazer parte do povo de Deus que fará posse da Terra Prometida.

    Valdir Carvalho – 02.01.2009 – Cascavel- Pr


  2. Warning: file_get_contents(http://...@yahoo.com.br) [function.file-get-contents]: failed to open stream: HTTP request failed! HTTP/1.1 404 Not Found in /home/storage/1/49/c5/ebdweb1/public_html/wp-content/plugins/bbuinfo-blogblogs-user-info-plugin/bbuinfo.php on line 174
    Marta Maria da Silva
    Escreveu:

    Agradeço a Deus pela vida de todos que desenvolvem artigos, auxiliando aos
    professores da escola dominical. Esses artigos têm sido um forte material de
    apoio para as aulas, porém seria interessante que os vídeos fossem editados
    de uma maneira mais fácil para fazer o download.

    obrigada,
    Deus continue abençoando todos.

Comente.