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A Despedida de um Líder - Pr. Elienai Cabral

Leitura Bíblica em Classe
Josué 24.14-18

Introdução:

I.  Josué faz o povo recordar a fidelidade de Deus 

II.  A Renovação do Concerto

III. Um Memorial Levantado


Palavras-chave: Obediência. Desvio. Desapropriação
Título deste subsídio: Os últimos Atos de um Grande Líder 
 Autor: Elienai Cabral

Os últimos Atos de um Grande Líder

Capítulo 17

Os últimos Atos de um Grande Líder

- Josué 24

“Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade.”

-Js 24.14

“A liderança cristã tem em Josué o exemplo para uma vida abundante.”

O capítulo 24 apresenta os últimos atos pessoais de Josué como líder de Israel. Este capítulo evidencia, também, a preocupação máxima de Josué com a espiritualidade do seu povo. Por isso, ele foi diligente em assegurar a fé e o verdadeiro culto a Jeová no coração de cada israelita. Para preservar os princípios de fé que Israel sempre teve, Josué convocou os líderes do povo, ou seja, os chefes de famílias para ouvir sua última mensagem (Js 24.1). Ele narrou os grandes milagres de Deus em favor de Israel (Js 24.2-13), por isso, instou com todos a que servissem unicamente ao Deus Vivo, o Senhor de Israel (Js 24.14). Dentro desse mesmo capítulo, a história encerra com a morte e o sepultamento de Josué, bem como a morte de Eleazar, o sacerdote (Js 24.29-33). 

Se fizermos uma digressão aos últimos capítulos desse livro percebemos que a preocupação do grande líder era, depois das grandes conquistas feitas, conduzir o povo ao estabelecimento de uma sociedade teocrática. Na mente de Josué, Deus era, de fato, a autoridade máxima da vida do povo que deveria ser exercida através dos lideres dos filhos de Israel. Josué, ao longo de sua vida esforçou-se ao máximo para deixar impresso no coração do povo a realidade de um Deus Todo-poderoso, Invisível, Imutável e Eterno.

Porém, ao analisarmos a pessoa de Josué como homem comum, iremos perceber que, a despeito de seu ilibado caráter, foi alguém com algumas fraquezas de ordem pessoal que influenciaram sua liderança. 

É exatamente no último capítulo da sua história que Josué revela um descuido de liderança. Ele fora o sucessor de Moisés e foi preparado pelo grande líder para dar continuidade ao plano divino de conduzir o povo de Israel à conquista da terra de Canaã. Infelizmente Josué não soube preparar um sucessor para atuar na liderança de Israel após sua morte. Os líderes do povo tiveram que estabelecer um sistema de governo que não teve muita confiança e estabilidade e que submeteu Israel a tornar-se tributário de outras nações.

 A DILIGÊNCIA DE JOSUÉ

Josué Estava Consciente do Fim de sua Vida na Terra (Js 23.14)

Josué não se deixou enganar pelo coração. Ele sabia que não era mais que um homem feito de barro. Conhecia suas limitações, por isso, quando declarou: “E eis aqui eu vou, hoje, pelo caminho de toda a terra”. Seus dias finais de vida física estavam chegando ao seu final, e ele estava pronto para morrer em paz e sem culpa alguma. 

Josué aproveitou o ensejo de Deus ter-lhe dado a graça de subsistir em vida o suficiente para trazer a memória do povo todo o passado histórico de vitórias e conquistas e estimular a fidelidade da nação ao Senhor, o Deus Vivo de Israel. 

Josué Admoestou o Povo a que não entrasse pelo Caminho da Apostasia

(Js 23.12,13,15,16)

Josué trouxe à memória o passado para fortalecer a fé num Deus que sempre cuidou do seu povo, mas revelou aos representantes das tribos a sua preocupação com os costumes pagãos entre as famílias israelitas trazidos através do aparentado com gente de outros povos. Ele admoestou que o problema estava no relacionamento com os idólatras (v.12) e o casamento de seus filhos com os filhos desses povos. Esse envolvimento acabaria induzindo o povo a honrar e servir outros deuses, relegando a glória que pertence unicamente ao Deus de Israel a um segundo plano. Josué entendeu que precisaria haver um novo concerto de Israel que limpasse o passado de todas as crenças pagãs e houvesse reconciliação com o Deus Verdadeiro (v.16).

JOSUÉ APELA PARA A HISTÓRIA DE ISRAEL (Js 24.1-8)

Josué Lembra a História Ancestral de Israel (vv.2-4)

Ao falar ao povo naquele dia especial Josué se expressou como se fosse “a boca de Deus”, com uma atitude de verdadeiro profeta do Altíssimo. No versículo 2, ele lembra a raiz ancestral de Israel quando fala de Abraão e sua família. Declara que eram advindos de uma cultura pagã na Mesopotâmia, uma terra de tradições religiosas politeístas, que incluía os deuses considerados patronos da cidade. Havia divindades individuais para os quais se atribuíam o poder de curar enfermidades e de promover a fertilidade. Eram as crenças daquela região do mundo antigo. 

Entretanto, segundo o capítulo 12 de Gênesis, Abrão foi chamado por um Deus desconhecido daquela civilização que era o Espírito Eterno no qual Abrão creu como o Deus invisível (Yahweh), único e o qual serviu durante toda sua vida. Quando Josué fala da terra “dalém do rio” (vv.2,3), referia-se a Harã, a cidade para onde o pai de Abrão, Tera, migrou (Gn 11.31), que ficava a oeste do Eufrates. Neste mesmo lugar ficava a cidade de Ur, de onde saiu Abrão ao ouvir o chamado de Jeová (Yahweh). De Ur Abrão saiu para uma terra que manava leite e mel. Josué lembrou o passado pagão de seu mais ilustre ancestral, Abrão, que foi o pai de toda a nação de Israel.

Josué Lembra a História da Libertação do Egito (Js 24.5,6)

Depois de trazer a memória toda a família ancestral de Israel (Isaque e Jacó), Josué lembra a vinda de Jacó e seus filhos para o Egito os quais viveram ali como escravos por quatrocentos e trinta anos de servidão (v. 4). Lembra Moisés e Arão, os quais se tornaram os líderes que comandaram a saída de Israel do Egito (v. 5). Logo a seguir, Josué lembra ao povo que ele mesmo saíra do Egito e andou com Israel por quarenta anos no deserto até chegar à terra de Canaã (v. 6). Josué conta para aquela geração que desconhecia as proezas dos seus pais e que, eram eles, os filhos dessa geração passada que estava tendo o privilégio de entrar e tomar posse da Terra Prometida que o Senhor havia dado ao seu povo (v. 7). 

Josué Lembra, por Último, que Deus lhes Entregou a Terra dos seus Inimigos (vv.8-13)

Todos aqueles povos listados em Gênesis 15.19-21 e em Deuteronômio 7.1-8 viviam na terra de Canaã e tinham suas cidades-reino, suas fortalezas, costumes e religiosidade pagã. Mas Jeová lhes deu, como declara o texto: “E eu vos dei a terra em que não trabalhastes e cidades que não edificastes, e habitais nelas; e comeis das vinhas e dos olivais que não plantastes” (Js 24.13). Naturalmente, o povo teve que lutar por esta terra, mas tinha a garantia de que Jeová, o Senhor de Israel, pelejaria em seu favor. 

Josué Deixou-nos uma Lição para os nossos Dias

Ao trazer à tona a história do seu povo e como tudo começou tinha por objetivo fazer com que as novas gerações não perdessem o compromisso com a história. Em nossos dias atuais, a Igreja é o povo de Deus que tem uma história a ser preservada. É preocupante quando vemos a igreja moderna pender para outras doutrinas, abandonando os fundamentos originais deixados por Jesus e seus apóstolos (At 2.42-44). 

JOSUÉ PROPÔS UMA NOVA ALIANÇA COM DEUS E COM A HISTÓRIA

(Js 24.14-16)

1. Servir ao Senhor com Sinceridade e com Verdade (Js 24.14)

Em toda a história de Israel é possível lembrar-se de, pelo menos, quatro renovações de alianças entre Deus e Israel (Êx 24.1-8; 2 Rs 23.1-3,21,22; Ne 8.5-9). Cada uma dessas alianças teve o seu momento histórico de importância na vida moral e espiritual de Israel. Houve em cada uma delas o ajuntamento do povo, a recitação dos atos de Deus, a leitura da lei e a reafirmação de fidelidade à aliança feita. Essas reuniões sempre culminaram com a cerimônia de sacrifício a Deus. Na história de Josué em Siquém não foi diferente. Josué relembra o passado e desafia o povo a que tenha uma nova atitude para com Deus e com a história. Manter viva a história requeria uma nova disposição de Israel em servir a Deus com sinceridade, sem envolvimento com costumes pagãos. 

2.Destruir e Jogar Fora todas as Imagens dos Deuses Pagãos (Js 24.14)

Toda idolatria é abominação diante de Deus. Não convivência entre Jeová e os deuses cananeus que eram de pedra e de barro. Eram os pequenos deuses cananeus expostos em imagens que podiam ser guardadas nas casas e tendas do povo. Esses deuses deveriam ser destruídos e a fé deveria ser purificada para dedicar-se unicamente ao Deus Vivo, o Deus que tirou a Israel do Egito. A recordação de todas as bênçãos que Deus havia outorgado a Israel era suficiente para estimular ao povo em servir e temer unicamente a Deus, com atitude de gratidão pelas suas bênçãos em toda a sua história. 

3. Escolher a quem Servir, ao Senhor de Israel ou aos outros Deuses (Js 24.15,16)

O texto deixa transparecer que havia certa dificuldade na vida religiosa de Israel, porque a mistura de gente de outros povos produziu costumes estranhos à vida religiosa de Israel. Josué, entretanto, percebendo que Israel ainda tinha muita terra para conquistar e que ele já havia chegado ao final de sua vida, preocupou-se em renovar a aliança do povo com Deus. Como era um líder carismático e respeitado, toda e qualquer convocação da parte dele era obedecida. Por isso, Josué tinha autoridade para desafiar o povo e levá-lo a decidir sobre o seu futuro espiritual. Era a decisão para escolher servir unicamente a Deus e abandonar completamente todos os outros deuses mortos do passado. Os líderes do povo ao ouvirem o desafio de Josué declararam com veemência e decisão em servir unicamente ao Senhor: “Então, respondeu o povo e disse: Nunca nos aconteça que deixemos o Senhor para servirmos a outros deuses; porque o Senhor é o nosso Deus” (Js 24.16,17).

4. Josué Declarou sua Decisão Pessoal de Servir unicamente ao Senhor (Js 24.15)

Josué foi perspicaz ao fazer a declaração de que “ele e sua casa serviriam ao Senhor”, porque Josué tinha toda uma história brilhante de fidelidade a Deus marcada pelos grandes atos do Senhor em favor de Israel sob sua liderança. Seu exemplo alcança nossos tempos. Sua fidelidade a Deus nos estimula a servirmos unicamente ao Senhor, que nos deu Jesus Cristo, nosso Libertador da vida de pecado.

5. Josué Erigiu um Memorial de Pedra (Js 24.26,27)

 Para não ficar no “ar” o novo concerto feito com Israel, o grande líder Josué erigiu uma grande pedra junto a um carvalho, para servir de memorial daquele evento de renovação da aliança feita entre Deus e o povo de Israel.

CONCLUSÃO

Josué tornou-se o modelo de um grande líder do povo de Deus. Ao morrer, avançado em idade, deixou o testemunho de sua fidelidade a Deus. 

Este texto é o último capítulo do livro Josué Um Líder que Fez Diferença, do pastor Elienai Cabral, comentarista da Revista Lições Bíblicas deste trimestre que abordou o tema: Livro de Josué As conquistas e as promessas do povo de Deus. Visite o site do autor: http://www.elienaicabral.com.br/  

Publicado no site da CPAD

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    Pascoal P.Mota
    Escreveu:

    Pr. Elienai Cabral diz: “Infelizmente Josué não preparou um Lider”, não quero discordar do amado irmão, mas pensemos:

    Para tirar o povo do Egito, Deus preparou Moisés>
    Para fazer o povo herdar a terra, aqui estava Josué.
    Após a posse da terra, cada tribo tinha seus principes.
    Que eram as autoridade maiores.
    Lembrando ainda que cada uma das tribos, tinha um lugar para adoração.
    Deus tb proveu profetas para o povo.
    Então: cada tribo teria sua administração específica e não precisava de um lider geral.
    Em sendo assim, os principes da família, com certeza, a melhor administração seria exercida em prol da comunidade.
    Um lider geral, seria um rei? seria um juíz? quem sabe.
    E isto trazendo para a Igreja hj, Cada uma delas tem autonomia e claro que o proprio povo dee cobrar resultados em prol do reino de Deus.
    Abraços


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    Thiago
    Escreveu:

    A Paz do Senhor Jesus Cristo

    uma satisfação em comentar e apreciar o vosso escrito! Mas surgiu uma dúvida, ou melhor, tenho uma colocação…

    o querido irmão disse:” É exatamente no último capítulo da sua história que Josué revela um descuido de liderança. Ele fora o sucessor de Moisés e foi preparado pelo grande líder para dar continuidade ao plano divino de conduzir o povo de Israel à conquista da terra de Canaã. Infelizmente Josué não soube preparar um sucessor para atuar na liderança de Israel após sua morte. Os líderes do povo tiveram que estabelecer um sistema de governo que não teve muita confiança e estabilidade e que submeteu Israel a tornar-se tributário de outras nações.”

    só quero dizer, que não achei em todo o livro de Josué, Deus ordenando ele providenciar um sucessor, ASSIM como Deus ordenou para Moisés, que fizesse á respeito de Josué.

    Creio que a vontade de Deus é que o povo fizesse, assim como fizeram no primeiro capítulo de juízes (CONSULTAR AO SENHOR)… Deus sempre teve desejo de cuidar do seu povo diretamente…

    A falha, CREIO eu que foi do povo em abandonar ou virar ás costas para esse desejo divino…

    Quanto á Josué: ele foi fiel em todo o seu ministério.

    Que Deus abençoe

    Thiago


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    Thiago
    Escreveu:

    Paz do Senhor Jesus

    satisfação minha em estar aqui!

    Não creio que Josué tenha sido falho, em não deixar um sucessor, pois no Livro de Josué não encontrei Deus ordenando que ele assim o fizesse… como foi o caso de Moisés que Deus havia ordenado que colocasse Josué no seu lugar.

    Creio que a vontade de Deus era de guiar o povo, veja bem que no primeiro capítulo de Juízes o Povo Consultou ao SENHOR e foram respondidos …. mais tarde o povo abandonou este princípio bom.

    o mesmo ocorreu na época de Samuel e Saul quando o povo rejeitou á Deus!

    mas Josué foi fiel em tudo!……… Que Deus abençoe

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