A Despedida de um Líder - Rede Brasil de Comunicação
Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Recife / PE
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LIÇÃO 13 - A DESPEDIDA DE UM LÍDER
INTRODUÇÃO
Nesta ultima lição do trimestre estudaremos o último discurso de Josué. Josué estava velho e sabia que não viveria por muito tempo. Ele tomou, então, a decisão de trazer ao povo algumas palavras de advertência. Então, após reunir todas as tribos de Israel, inclusive os anciãos, juízes e oficiais em Siquém, Josué relembrou ao povo a fidelidade de Deus em cumprir com suas promessas e conclamou todo o povo, a fim de levá-los a uma renovação do concerto, em que se comprometeram em servir ao Senhor com fidelidade e dedicação. Neste discurso, Josué não destacou sua liderança, habilidades e qualificações; pelo contrário, concentrou sua atenção na bondade de Deus e seu cuidado para com Israel (Js 24.2-13); e, repetidas vezes admoestou ao povo a permanecerem fiéis ao Senhor (Js 24.14-28).
I - ONDE FOI REALIZADO ESTE DISCURSO?
- Foi em Siquém que Josué realizou seu último discurso. A cidade de Siquém (do hebraico “ombro”) estava situada entre os montes Gerizim e Ebal, a 64 Km ao norte de Jerusalém (Gn 12.6; 33.18-20). Josué dispunha de bons motivos para convocar o povo em Siquém, tendo em vista que eventos importantes haviam acontecido nesta cidade:
- Foi em Siquém que Abraão recebeu a promessa que Deus daria aos seus descendentes a terra de Canaã, e erigiu um altar a fim de demonstrar a sua fé no único e verdadeiro Deus (Gn 12.6,7);
- Foi em Siquém que Jacó, ao retornar de Padã-Arã, sepultou os ídolos que seus familiares haviam trazido (Gn 35.4);
- Foi em Siquém que Josué erigiu um altar e revisou as leis diante de todo o povo, depois da primeira fase da conquista de Canaã (Js 8.30-35).
II - QUAIS AS PRINCIPAIS LIÇÕES QUE PODEMOS EXTRAIR DO DISCURSO DE JOSUÉ?
Muitas lições podemos extrair deste discurso, dentre elas:
2.1 Josué relembra ao povo a fidelidade de Deus: “Então Josué disse a todo o povo: Assim diz o Senhor Deus de Israel: Além do rio habitaram antigamente vossos pais, Terá, pai de Abraão e pai de Naor; e serviram a outros deuses. Eu, porém, tomei a vosso pai Abraão dalém do rio e o fiz andar por toda a terra de Canaã; também multipliquei a sua descendência…E eu vos dei a terra em que não trabalhastes, e cidades que não edificastes, e habitais nelas e comeis das vinhas e dos olivais que não plantastes” (Js 24.3-13). Josué traz à memória do povo, um breve relato da história de Israel, desde a chamada de Abraão até a conquista de Canaã, com o intuito de demonstrar a fidelidade de Deus em cumprir suas promessas. Isto nos ensina sobre o dever que temos de transmitirmos às gerações futuras os feitos do Senhor e Sua fidelidade para com o seu povo (Dt 32.7; Jz 6.13).
2.2 Josué convoca o povo a temer e a servir ao Senhor: “Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade; e deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais além do rio e no Egito, e servi ao Senhor” (Js 24.14). Depois de ouvir o relato da história de Israel, o povo foi conclamado a lançar fora os ídolos e servir única e exclusivamente a Deus. Isto porque “Ninguém pode servir a dois senhores” (Mt 6.24). Na verdade, a palavra idolatria significa “toda e qualquer adoração a ídolos”. Mas, a idolatria não se restringe apenas a adoração a ídolos. Tudo aquilo que, em nosso coração, tira a primazia de Deus, torna-se um ato de idolatria. O que significa dizer que, qualquer apego excessivo a uma pessoa ou objeto também torna-se numa idolatria. Ao contrário do que muita gente pensa, idolatria não é só adorar a outros deuses, mas também o apego excessivo ao dinheiro, a pessoas e objetos, também são práticas idólatras. No A.T., por exemplo, Deus adverte a nação de Israel para que não fizesse para si, imagens de esculturas (Ex 20.3-5). Já no N.T. o apóstolo João, advertindo a igreja, diz: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.” (I Jo 5.21). E o apóstolo Paulo, exortando aos cristãos em Corinto, que fugissem da idolatria, escreve: “Portanto, meus amados, fugi da idolatria.” (I Co 10.14).
2.3 Josué leva o povo a tomar uma decisão: “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se os deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais…” (Js 24.15).
Josué leva o povo a fazer uma escolha: se serviriam ao Senhor ou aos ídolos. Isto nos ensina que cada israelita tinha a liberdade de escolher a quem servir e adorar. Como podemos observar, a doutrina do livre-arbítrio é bíblica, pois podemos observá-la não só nas Escrituras (Mt 11:28-30; Jo 7:17; 12:32 ; At 2:38; Rm 8:32; Tito 2:11; etc), mas na própria experiência humana, que mostra a capacidade nata do ser humano de escolha; do contrário, o homem não poderia ser responsabilizado moralmente por seus atos. A própria Bíblia nos mostra o homem sendo convocado ao arrependimento (Mt 3:2; 4:17; Mc 1:15; At 2:38; 3:19; 17:30, 1 Tm 2:4). Se o mesmo fosse incapaz de fazê-lo, Deus não o exigiria.
2.4 Josué apresenta-se como exemplo: “…porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15) A despeito da decisão dos israelitas, Josué e sua família estavam determinados a servirem a Deus. Dessa forma, ele apresenta-se como exemplo e modelo para todo o povo. Eis aí o grande desafio para o povo de Deus, principalmente para os líderes: servir de exemplo. Por isso o apóstolo Paulo diz a Timóteo: “Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza.” (I Tm 4.12); e também reprendeu os judeus, porque se consideravam guia dos cegos e luz dos que estavam em trevas, mas o nome de Deus era blasfemado por causa deles (Rm 2.17-24).
2.5 Josué fez concerto com o povo: “Assim, fez Josué concerto, naquele dia, com o povo e lho pôs por estatuto e direito em Siquém”. (Js 24.25). A renovação do concerto entre o Senhor e Israel importou num duplo compromisso: 1º. Deus prometeu cuidar do seu povo; e 2º. os israelitas comprometeram-se a servir unicamente ao Senhor Deus. Foi um pacto permanente e mútuo entre Deus e Israel.
Segundo o Novo Concerto mediante a morte de Cristo, o crente também se compromete a seguir a Cristo através do arrependimento, fé e obediência. Ele, por sua vez, comprometeu-se a ser nosso Senhor e Salvador e a nos conduzir ao lar celestial, à presença do Pai. Assim como aconteceu a Israel no A.T., primeiramente Deus veio até nós, com misericórdia e graça e estabeleceu as condições do Novo Pacto. Nós, como Israel dos tempos antigos, devemos viver segundo os princípios estabelecidos neste Novo Concerto.
III - JOSUÉ ERGUE UM MEMORIAL
No mesmo local em que foi realizado o discurso, Josué tomou uma grande pedra como memorial, para que o povo de Israel não viesse a esquecer do pacto restabelecido com o Senhor. “E Josué escreveu estas palavras no livro da lei de Deus; e tomou uma grande pedra, e a erigiu ali debaixo do carvalho que estava junto ao santuário do Senhor. E disse Josué a todo o povo: Eis que esta pedra nos será por testemunho, pois ela ouviu todas as palavras, que o Senhor nos tem falado; e também será testemunho contra vós, para que não mintais a vosso Deus”.
IV - A MORTE DE JOSUÉ
O livro de Josué termina com a morte de Josué, o grande homem de Deus, aos cento e dez anos de idade. Sua fidelidade e obediência a Deus, e a Moisés, fez com que ele pudesse ver, antes de sua morte, o cumprimento da promessa de Deus: a conquista de Canaã. Mas não apenas isto. Sua vida serviu de exemplo para todo Israel: “Serviu, pois, Israel ao Senhor todos os dias de Josué, e todos os dias dos anciãos que ainda sobreviveram muito tempo depois de Josué, e que sabiam todas as obras que o Senhor tinha feito a Israel” (Js 24.31). O exemplo de Josué influenciou toda a nação, conduzido-a a obediência a Deus.
CONCLUSÃO
Sem dúvidas, Josué é um dos grandes personagens da Bíblia. Sua vida de fé, obediência, perseverança e determinação servem de exemplo para cada um de nós. As dificuldades que enfrentou em sua vida, como a escravidão no Egito, a peregrinação no deserto e as batalhas na conquista de Canaã, trouxeram-lhe grandes experiências e possibilitou uma maior comunhão com Deus. Por isso, antes de sua morte, ele traz à memória do povo a fidelidade a Deus e convida-os para renovação do pacto com o Senhor.
BIBLIOGRAFIA
- Bíblia de Estudo Pentecostal. João Ferreira de Almeida. Ed. C.P.A.D. Estudo Panorâmico da Bíblia. Henrieta C. Mears. Ed. VIDA.
- Geografia Bíblica. Claudionor de Andrade. Ed. C.P.A.D.
- A.T. Interpretado Versículo por Versículo. Russel N. Champlin. Ed. HAGNOS.
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não quero comentar sobre esta lição quero falar por que vcs não falam sobre Apocalipse.
Se aceitarem minha sugestão me mande um imail por favor sempre quis que esta matéria caise na escola dominical.
Esta lição esta ótima mas eu nunca vi uma liçao sobre o assunto Apocalipse
A Paz do Senhor
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