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A Despedida de um Líder - Jaquesilene Santos Silva

Texto Áureo: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24. 15)

Ao encerrarmos este trimestre de estudos sobre o livro de Josué, creio que a maior lição ou o maior ensinamento que podemos tirar é que Deus honra aqueles que lhe são fiéis até o fim. Pois, enquanto Josué esteve na liderança do povo do Israel, estes serviram ao Senhor. “Serviu, pois, Israel ao Senhor todos os dia de Josué…” (Js 24. 31).

A história de Israel aponta uma verdade ensinada claramente por toda história, isto é, que as massas são ou logo serão aquilo que seus líderes forem. Daí a grande responsabilidade de um líder.

A escolha por Josué para suceder Moisés não foi mera politicagem! Josué foi escolhido por Deus porque era “homem em quem havia o espírito” (Nm 27. 18). Se Josué não fosse um líder escolhido por Deus, o que teria acontecido a Israel diante dos povos inimigos?

Para Josué, Deus não foi menos ajudador do que para Moisés, pois o Senhor assumiu com ele este maravilhoso compromisso, manifestando-lhe confiança: “Como fui com Moisés, assim serei contigo, não te deixarei nem te desampararei.” (Js 1. 5).

Deus que é onisciente sabia que além do Jordão muitas e duras provas o seu povo teria de enfrentar, devendo, para vencer, ter um comandante à altura. Para executar as atribuições do seu cargo tinha que se submeter permanentemente à direção do céu.

Josué, ao chegar ao final da sua jornada, convocou o povo para uma verdadeira “profissão de fé”, na qual fez menção às maravilhas realizadas pelo Senhor aos filhos de Israel.
Ele reiterou sua completa confiança em Deus e, movido por uma fé pessoal abrasante e heróica, desafiou o povo a continuarem firmes e a renovarem o pacto de fidelidade incondicional ao Deus verdadeiro.

Exortou o povo dizendo: “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram os vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus em cuja terra habitais; porém eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24. 15). Josué foi fiel até a morte!

As péssimas condições espirituais de muitas igrejas nos dias de hoje têm estreita relação com as lideranças das mesmas. Existe um provérbio as avessas que diz: “Tal sacerdote, tal povo”.
Este assunto é muito sério pois envolve o Sagrado. E não se pode brincar com isto. Certos fatores contribuem para uma liderança espiritual defeituosa, tais como: o desejo de sempre agradar, ser amado e admirado, ter medo de desagradar (principalmente os mais abastados), ambição, ausência de verdadeira experiência espiritual e preparo insuficiente.

Quantos desses líderes da atualidade podem dizer como o apóstolo Paulo? “Sede também meus imitadores, irmãos” (Fp 3. 17). Infelizmente, muitos sem terem chamado de Deus e as qualidades necessárias, fazem de si mesmos pastores e líderes.

Os crentes esperam do seu líder espiritual que este os leve às verdes pastagens, mas muitas ovelhas são desviadas sem se aperceberem do que está acontecendo. A igreja iluminada não aceita isto! Somos protestantes!

A lealdade a Deus, a fidelidade à verdade e a perseverança de uma boa consciência são jóias mais preciosas que o ouro. As recompensas da liderança santa são tão grandes e as responsabilidades de um líder, tão pesadas, que ninguém pode deixar de levar a sério este assunto. Que Deus nos abençoe!

Comentários: Jaquesilene Santos Silva, membro da igreja Assembléia de Deus - Ministério do Belém - em Dourados/MS.

Auxilio bibliográfico
SANTOS, Cícero Severo dos. Os frutos da fidelidade. Rio de Janeiro: CPAD, 1982.
TOZER, A. W. O melhor de A. W. Tozer. São Paulo: Ed. Mundo Cristão, 1984

Publicado no Blog do Ev. Isaías de Jesus

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