Partidarismo na Igreja - Ev. Isaías de Jesus
INTRODUÇÃO
Paulo delicadamente, mas de forma implacável, apresenta as reivindicações do evangelho para os coríntios. Em sua comparação do homem espiritual com o homem natural, ele havia escrito em princípios amplos e gerais. Agora ele se torna direto e específico. Paulo sabia muito bem que finalmente a verdade deve ser explicada e questões definitivamente básicas devem ser encaradas, para que o cristianismo seja significativo na vida de um homem. Então ele apresenta a questão: Os coríntios permanecerão como crianças carnais, ou eles se tornarão templos espirituais?
I - CRISTÃOS CARNAIS - 1 Coríntios 3:1-23
Paulo tinha repreendido os coríntios por seguirem os homens e exaltarem a sabedoria mundana. O capítulo três declara a causa radical desses pecados: a carnalidade.
Carnalidade (3:1-4, 18-20): Paulo repreendeu os sintomas da espiritualidade infantil dos coríntios:
Sua alimentação. Eles não podiam tolerar carne forte (isto é, verdades espirituais profundas), somente leite (isto é, os fundamentos).
O ciúme e a discórdia. Os irmãos competiam entre si tentando mostrar-se superiores uns dos outros.
Sua exaltação de pregadores. Os coríntios tentavam aliar-se com um pregador ou outro, criando partidos rivais.
Seu orgulho. Eles pensavam que eram sábios (3:18), cheios de conhecimento (8:2) e espiritualidade (14:37). Egoísmo e presunção cegavam-nos para suas verdadeiras necessidades espirituais.
Ensinamentos corretivos (3:5-9, 21-23): Paulo enfatiza a posição inferior dos pregadores. Eles eram meros servidores de Deus, mas é ele quem dá o crescimento e que recompensa os pregadores de acordo com seu trabalho (não de acordo com sua eloqüência ou inteligência). Além do mais, ciúme, rivalidade e jactância sinalizam sentimentos de inferioridade. Mas nenhum cristão precisa provar ou “reivindicar” nada porque Deus nos deu todas as coisas em Cristo.
Edifício de Deus (3:10-17): A igreja é o edifício de Deus, composto de Cristo como fundação e aqueles que são trazidos a Cristo como materiais de construção (veja Efésios 2:19-22; 1 Pedro 2:5).
Paulo instrui pessoas que fazem três tipos de coisas para o edifício de Deus: lançar a fundação, construir sobre a fundação e destruir o edifício. Àqueles que estão lançando a fundação, ele insiste que Cristo seja o material exclusivo. Desde que a filosofia e a sabedoria mundana são vazias, aqueles que pregam o evangelho precisam pregar aquelas coisas reveladas pelo Senhor.
Àqueles que estão construindo sobre a fundação ele encoraja o cuidado. Os construtores trazem vários tipos de pessoas a Cristo. Alguns são duráveis como ouro, prata e pedras preciosas; outros são altamente inflamáveis como madeira, feno e palha. No fogo (isto é, no tempo da tribulação e da tentação) a qualidade destes discípulos se manifesta. Alguns construtores encontram suas “obras” (isto é, convertidos) destruídas pelo fogo da aflição. Ainda que grandemente desapontados, esses mesmos construtores serão salvos desde que pessoalmente resistam ao fogo.
Outros construtores regozijam-se grandemente porque aqueles a quem eles ensinaram perseveram na tribulação. Finalmente, aqueles que destroem o edifício com falso ensinamento e com divisão estão ameaçados com julgamento severo pelo Todo-Poderoso.
II - O CRISTÃO CARNAL (3.1-9)
Paulo não poderia falar a estas pessoas como crentes cheios do Espírito. Portanto, á feita uma distinção dentro das posições da igreja. Todos os crentes recebem o Espírito Santo quando têm fé e crêem (Ef 1.13). A vida espiritual só é possível no Espírito Santo e através dele. Mas nem todos os cristãos são cheios do Espírito e guiados pelo Espírito. Alguns cristãos são carnais. Mas embora rotule os coríntios como sendo carnais, Paulo é rápido em lembrar-lhes que eles deveriam ser templos de Deus.
a) A realidade do cristão carnal (3.1-3a). Paulo está prestes a dirigir uma acusação mais severa aos coríntios. Contudo, o apóstolo o faz com um espírito de amor, pois ele se identifica com eles chamando-os de irmãos, ou “companheiros cristãos”. E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo
b) As Características do Cristão Carnal (3.3b-9). Paulo lista várias características do estado carnal nos versículos 3-9. Esta lista não extingue todas as expressões de tal estado. Mas ela ajuda Paulo a chegar ao primeiro dos maiores problemas em Corinto, o das divisões.
1) Inveja (3.3). A palavra zelos é traduzida como inveja. É aquele espírito que faz uma pessoa arrasar outra a fim de exaltar-se a si mesma. O invejoso se recusa a reconhecer os talentos ou os dons dos outros, contudo se vangloria nestas mesmas qualidades quando ele mesmo as possui.
2) Contenda (3.3). A inveja leva à contenda (eris). No grego clássico a palavra era muito poderosa. Neste contexto eia é usada para sugerir a natureza de uma pessoa “dominada pelo ódio”. A inveja e a contenda apontam para rivalidades não saudáveis e não-cristãs. Barclay escreve: “Se um homem estiver em divergência com seus companheiros, se ele for uma criatura rixosa, competitiva, controvertida, problemática, ele poderá ser um diligente freqüentador da igreja, e até mesmo um assíduo cooperador da igreja, mas não será um homem de Deus”. Os coríntios estavam andando segundo os homens; isto é, eles estavam vivendo como pessoas que nunca haviam experimentado a graça de Deus.
3) Dissensões (3.4-5). Uma outra característica do homem carnal é a dissensão. O resultado da inveja e da contenda é geralmente uma expressão aberta e prática. Neste caso, ele se manifestou em uma lealdade que é indigna em relação à liderança humana:
III - A IGREJA É A FAMÍLIA DE DEUS (3.1-4)
Paulo não está ensinando que existem duas categorias de crentes: os crentes carnais e os espirituais, os maduros e os imaturos. Essa tese de que o crente carnal recebeu a Cristo como Salvador, mas ainda não o recebeu como Senhor; que ele está justificado, mas ainda não está se santificando e que ele é salvo, mas ainda não obedece a Cristo é uma falácia. Esse ensino gera nos crentes uma falsa convicção de pecado e uma falsa segurança de salvação.
Aquele que ainda não recebeu a Cristo como Senhor nunca o recebeu como Salvador. A grande ênfase do Novo Testamento é o senhorio de Cristo. Cristo não é Salvador de quem Ele ainda não é o Senhor. Entretanto, por que Paulo chama os crentes de Corinto de carnais? A imaturidade e a carnalidade dos crentes de Corinto eram resultantes de dois fatores.
A imaturidade é conseqüência de não se ter apetite espiritual. A primeira razão da imaturidade era revelada pela dieta espiritual. Paulo fala que estava dando leite para eles, porque não podiam receber alimento sólido. Há alguns que pensam que a diferença entre leite e carne é que algumas pessoas da igreja podem receber determinado tipo de ensino e doutrina enquanto outras não. Será que Paulo está dizendo que algumas pessoas podem receber um tipo de ensino e que só mais tarde, elas podem receber outro tipo de doutrina? Não é isso que Paulo está dizendo!
A imaturidade é conseqüência de relacionamentos mal orientados. A imaturidade é conhecida quando os crentes deixam de viver em união para Formarem partidos dentro da igreja (3.3,4). Um crente imaturo em vez de construir pontes de comunhão cava abismo nos relacionamentos.
Em vez de ser um ministro da reconciliação, está sempre se envolvendo em intrigas e contendas, formando partidos e grupos dentro da igreja.
Ele cria ou segue facções dentro da igreja em vez de laborar pela paz. Paulo usa a palavra népios, “criança” para designar os crentes de Corinto. O cristão carnal é aquele cuja vida não é dirigida pelo Espírito; aquele que não discerne todas as coisas espiritualmente. Talvez se refira ao fato de eles provocarem divisões na igreja, seguindo líderes humanos, não discernindo a vontade de Deus ao utilizar diferentes instrumentos na Sua obra.
Nós precisamos estar muito atentos a isso. O alvo de Deus para a igreja é a maturidade. O que Deus espera dos membros da igreja é a maturidade. Nós não temos de seguir a homens. Nós temos de seguir o Senhor da Igreja. Nós não temos de colocar nenhum líder da igreja num pedestal. Não temos de promover o culto à personalidade. Jesus é o fundamento, o edificador, o dono e o protetor da igreja (Mt 16.18). Somente Ele é digno de receber a honra e a glória na igreja.
IV - A IGREJA É A LAVOURA DE DEUS (3.5-9)
A igreja é um campo e o seu alvo é a quantidade. Paulo mostra agora que a igreja é o campo onde Deus semeia. Cristo comparou o coração humano a um terreno onde a semente da Palavra é semeada (Mt 13.10,18-23). A igreja é como um campo que deve produzir fruto para Deus. Jesus disse que cada um de nós é ramo da videira verdadeira (Jo 15.1). O propósito do ramo é produzir frutos. Se ele não produzir frutos é cortado e lançado fora. A tarefa do ministério é cultivar o solo, semear a semente, regar a planta e fazer a colheita dos frutos.
Nós somos como os obreiros que trabalham nesse campo, e esse campo é a própria igreja. Na igreja há diversidade de ministérios. Há aqueles que preparam o terreno, os que regam o que foi semeado, e aqueles que colhem o fruto na hora da colheita. Quais são as lições que Paulo está ensinando?
Paulo esvazia a controvérsia sobre o culto à personalidade. Quando Paulo pergunta: “Quem é Apolo? E quem é Paulo?” Ele mesmo responde: “Servos por meio de quem crestes” (3.5). Assim, Paulo denuncia a infantilidade e a carnalidade da igreja (3.4), pois seus membros estavam andando segundo os homens.
Paulo elabora argumentos para esvaziar a controvérsia sobre o culto à personalidade no versículo 5. O que ele está dizendo é que a ênfase deve recair sobre Deus e não sobre o obreiro. Devemos tirar os nossos olhos dos instrumentos e colocá-los em Jesus. Quem é Paulo? Quem é Apolo? No texto original a pergunta não é quem, mas o quê?
No texto grego o termo está no neutro. Paulo não pergunta quem é Paulo ou quem é Apolo; ele pergunta: O que é Paulo e o que é Apolo?
Paulo ensina a interdependência dos ministérios na igreja (3.8). Paulo, Apolo e Pedro não estavam competindo na igreja entre si; ao contrário, cada um estava fazendo o seu trabalho sob o senhorio de Cristo. Há diversidade de ministérios, mas unidade de propósitos. O plantar e o regar são tarefas vitais e cada uma depende da outra. Não estamos competindo na obra, estamos trabalhando todos para o Senhor da obra. Não somos rivais, somos parceiros, cooperadores de Deus. Nós não estamos brigando para ter um espaço ao sol na igreja. Nós somos um. Nós estamos no mesmo barco, no mesmo time, na mesma obra e com o mesmo objetivo.
Paulo ensina que não há espaço para vaidades pessoais no ministério da igreja. A grande ênfase de Paulo é sobre Deus e não sobre o homem. Quando a igreja começa a colocar o seu foco e holofotes no homem, demonstra imaturidade espiritual. Paulo diz: “Ora, o que planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu galardão, segundo o seu próprio trabalho” (3.8). Quando a igreja coloca os holofotes sobre o obreiro, ela subtrai a glória que é de Deus.
Aqueles que promovem o culto à personalidade ou buscam glórias para si mesmos e se colocam num pedestal estão usurpando a glória que só a Deus pertence. Paulo diz que só Deus pode dar o crescimento: “Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento” (3.6,7). O trabalho humano sem a ação de Deus não produz resultados. Ninguém fabrica conversão.
V - A IGREJA É O SANTUÁRIO DA HABITAÇÃO DE DEUS - (3.9b-23)
No versículo 9 Paulo passa de uma metáfora agrícola para uma arquitetônica. A igreja é um templo e o seu alvo é a qualidade. Paulo usa a metáfora do edifício para descrever a igreja. A igreja é o templo de Deus porque é a sociedade na qual o Espírito Santo habita, preceitua William Barclay. Cada pessoa salva é um templo da habitação de Deus (6.19,20).
A igreja local, de igual forma é templo de Deus (3.16,17). A Igreja universal também é comparada ao templo de Deus (Ef 2. 19:22). Dessa maneira podemos afirmar que Deus habita em cada crente salvo, Deus habita nos crentes de uma igreja local e Deus habita na igreja como o somatório de todos os convertidos de todos os lugares do mundo.
Na edificação dessa igreja como edifício de Deus é preciso estar apercebido da importância da qualidade.
Nós que estamos edificando essa casa da morada de Deus seremos julgados em nosso trabalho. Um dia Deus julgará o nosso trabalho (3.13). Deus está interessado em que construamos com qualidade.
A igreja não é do pregador nem da congregação. Ela é a Igreja de Deus. Somos edifício de Deus (3.9). Haverá um julgamento para nós. A Bíblia diz: “[…] manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará” (3.13). Esse dia é o dia do juízo, o dia da segunda vinda de Cristo, quando Ele se manifestará em chamas de fogo (2 Ts 1.6-8). A maneira que você está construindo será julgada e provada pelo fogo. Precisamos construir esse edifício de Deus com qualidade. Deus não está procurando apenas números.
Ele quer qualidade.
VI - DEVEMOS CONSTRUIR SOBRE O FUNDAMENTO CERTO - (3.10,11).
O apóstolo é claro: “Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor; e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo” (3.10,11). O fundamento, o alicerce e a pedra fundamental da igreja não é o papa, não é o pastor, não é um missionário nem é uma liderança local. Pastores e pregadores mudam, passam e morrem; somente a igreja edificada em Jesus sobrevive. Jesus Cristo é o fundamento da Igreja (Is 28.16; At 4.11; Ef 2.20; I Pe 2.6). Ele é a pedra sobre a qual a Igreja está edificada (Mt 16.18). A Igreja não poderia ser edificada sobre Pedro nem sobre Paulo, porque tanto Pedro quanto Paulo morreram. Eles passaram, mas Cristo permanece para sempre.
Não podemos abandonar a mensagem da cruz embora essa mensagem seja escândalo para os judeus e loucura para os gregos. Paulo diz: Eu estou determinado a pregar só Jesus. E o fundamento da igreja é Jesus (3.11). Paulo está dizendo que quando o crente deixa de edificar sobre o fundamento, ele começa naufragar na vida. Seria loucura construir uma casa sem lançar o fundamento certo. Também seria uma irresponsabilidade construir uma casa, lançando o fundamento errado.
VII - PRECISAMOS CONSTRUIR COM O MATERIAL CERTO - (3.12-17).
Paulo usa duas categorias de materiais: Ouro, prata e pedras preciosas pertencem a uma categoria de material permanente, belo, valoroso e difícil de ser obtido. Depois ele cita outros três tipos de material: madeira, feno e palha. Esses pertencem a uma espécie de material temporário, barato e fácil de obter. E o que representa todo esse material? Esse material não está falando de pessoas, mas de doutrinas, de verdades.
Muitas pessoas estavam tentando construir a igreja com um evangelho imiscuído e misturado com a filosofia pagã. Um evangelho secularizado, centrado no homem. Para Paulo, esse tipo de pregação era madeira, palha e feno. Nessa mesma linha de pensamento, Charles Hodge afirma: “Em consistência com o contexto, ouro, prata e pedras preciosas, pode somente significar a verdade; e madeira, palha e feno, o erro.
Devemos construir com material nobre, duradouro, e permanente; um material que resista ao fogo do julgamento. É preciso que o obreiro cave para encontrar esses materiais, porque ouro, prata e pedras preciosas não são encontrados na superfície. É preciso cavar na Palavra, mergulhar nas profundezas das riquezas de Cristo, e se alimentar dessas finas iguanas. Se o obreiro ficar sempre na superfície sem jamais se aprofundar, ele acabará construindo com palha, feno e madeira. Esses materiais são encontrados em qualquer lugar da superfície.
VIII - DEVEMOS CONSTRUIR DE ACORDO COM O PLANO DE CORRETO (3.18-20).
Se quisermos construir do jeito que Deus quer, devemos construir de acordo com o plano correto. Paulo diz que há uma sabedoria do mundo que funciona no mundo, mas não na igreja. A sabedoria do mundo não funciona para a igreja, porque a sabedoria de Deus é diferente da sabedoria do mundo. Aquilo que o mundo valoriza, o Reino de Deus despreza. O que o Reino de Deus despreza, o mundo valoriza. O Reino de Deus está em posição invertida e de ponta-cabeça. O Reino de Deus tem valores invertidos.
IX - DEVEMOS CONSTRUIR COM A MOTIVAÇÃO - (3.21-23).
Se quisermos construir do jeito que Deus quer, devemos construir com a motivação certa. E qual é a motivação certa de trabalhar na igreja e de edificar o santuário de Deus? E a glória de Deus! Toda vez que eu estou buscando a glória de homens ou querendo a glória de homens e colocando o homem no centro, eu estou tirando a glória que é de Deus. Então, a primeira motivação tem de ser a glória de Deus e quando a glória de Deus é a nossa motivação, não vai existir partido, não vão existir disputas nem querelas, não vai existir ninguém querendo ser mais importante que o outro dentro da igreja.
a) Não é a igreja que é nossa; nós é que somos da igreja. Não é a igreja que pertence ao ministro, mas o ministro que pertence à igreja, afirma Charles Hodge. A igreja é riquíssima, ela é herdeira de Deus. Tudo que o Pai tem é do Filho. Cada crente tem todas as coisas em Cristo. Quão ricos nós somos em Cristo!
O pai disse para o filho mais velho, o irmão do filho pródigo: “Meu filho tudo o que eu tenho é seu”. Paulo afirma: “Tudo é vosso e vós de Cristo e Cristo de Deus”. Tudo é vosso:
1) O mundo - para habitar, estudar, usar, deleitar, conquistar.
2) A vida - como um dom diário de Deus, como uma preparação para a eternidade.
3) A morte - para pôr fim ao nosso sofrimento, para nos conduzir ao céu.
4) O presente - a providência, o cuidado, a direção.
5) O futuro - a vinda de Cristo, a ressurreição do corpo, o dia do julgamento, o céu, a vida eterna.
X - LUTANDO PELA UNIÃO
A oração do Senhor (João 17) é muito citada - em parte - para enfatizar a necessidade de união entre o povo de Deus. Eu te desafio a estudar cuidadosamente o capitulo a procura dos meios de obter e manter aquela união.
Há três partes a serem consideradas: a oração de Cristo em favor de si mesmo, em favor dos apóstolos, e em favor daqueles que “vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra”. Na oração de Cristo para si (versículos 1-5) ele diz que veio à terra para dar a vida eterna, e ele identifica isso como “conhecer” o Pai e Filho. Seu trabalho na terra glorificou o Pai e quando terminasse (na crucificação) ele pediria para voltar à sua glória original com o Pai.
Assim como o Pai foi glorificado no Filho, Cristo é glorificado nos seus apóstolos (versículo 10). Também, na segunda parte de sua oração, Cristo diz que ele manifestou o nome de Deus (versículo 6) e havia lhes dado a palavra do Pai (versículos 6,8 e 14) a fim de “conhecerem” Deus (receber, acreditar e guardar a palavra - versículos 6 e 8; veja 1 João 2:3-5). Sendo tão “guardados” os apóstolos são “um, assim como nós” (versículo 11). São separados, santificados, através da verdade (versículos 17-19).
Finalmente, Cristo ora por todos aqueles a quem os apóstolos ensinariam. A “glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade” (versículos 22-23). Esses também “conheceram” Deus (versículo 25), como resultado de terem recebido a verdade declarada.
É pedir demais esperar que um leitor discernente observe certos pensamentos recorrentes? Primeiro, há glória divina, na qual o Pai e Filho são um. Depois há uma declaração daquela glória (através da manifestação e ensinamento da palavra de Deus); e compartilhar naquela glória, conforme os ensinados venham a conhecer Deus. Foi através disso que aqueles que não são divinos venham a ser UM com a divindade.
A igualdade dos crentes pelos quais Jesus orou era a qualidade comum a ser encontrada entre todos que fazem parte da imagem divina. A união existe porque eles são um. O plano divino não é um molde de uma organização ou de uma crença que força pessoas heterogêneas a ficarem na mesma sociedade. O plano do Senhor muda as pessoas, na essência que diz respeito à sua vida espiritual, assim se tornam homogêneas e por isso são um. “Eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade”. O ideal (e com certeza é um ideal) é um povo semelhante a Deus; que tem a mente de Cristo (Filipenses 2:5), em palavra e nas ações fazendo tudo em seu nome (Colossenses 3:17) transformado da glória à glória de sua imagem (2 Coríntios 3:18), e tudo isso para a glória de Deus (1 Pedro 4:11).
A natureza ideal desta unidade não é diferente de ser santo como Deus é santo (1 Pedro 1:16), puro como ele é puro (1 João 3:3), etc. Isso não é obtido no sentido absoluto, mas seus princípios são aceitos; é a nossa meta constante, a marca para qual estamos indo. Se falharmos em reconhecer o aspecto ideal desta união, podemos considerar o nível de nossa obtenção como o padrão e começarmos a nos medir em comparação aos outros. Isso pode derrotar a união pela qual Cristo orou e promover nossa marca de sectarismo.
CONCLUSÃO:- Enriquecidos e Unidos em Cristo.
Era agradável para a igreja em Corinto constatar que havia alguém dentre os seus membros que estava associado com o apóstolo em seu grande ministério. (Compare o versículo 1 com Atos 18.17.) Nós fomos santificados em Cristo segundo o propósito de Deus, mas importa que confirmemos nosso chamado vivendo santamente. Notemos a liberalidade de Paulo - para ele, bastava que um homem invocasse a Jesus como seu Senhor. Os que assim procediam ele podia receber como irmãos.
Não existia nenhum traço de um sectarismo estreito em sua natureza. Se quisermos viver a verdadeira vida, precisamos recorrer a Jesus Cristo. Nossas riquezas estão nele, à espera de que as reivindiquemos e as usemos.
As insondáveis riquezas de Cristo estão à nossa disposição, mas é preciso que nos apropriemos delas e as ponhamos em uso. Comecemos a viver como herdeiros de Deus. Temos a mensagem e o conhecimento através do Espírito Santo. Mas nós os temos procurado em nós mesmos. Esse é o nosso erro!
Devemos olhar para o alto antes de estender nossas mãos para o mundo. Deus nos chamou para estarmos lado a lado com seu Filho. Partilhamos das tristezas, sofrimentos e trabalhos dele pela conversão do mundo; e ele nos convida a participar de sua graça. O inteiramente unidos do versículo 10 traz a idéia de remendar uma roupa rasgada. O objetivo de Paulo nessa epístola era pôr fim à contenda que havia dividido a Igreja de Corinto. Amém
Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados - MS
Comentário Bíblico F.B.MEYER
Comentário Expositivos Hagnos 1 Coríntios
http://www.estudodabiblia/.
Publicado no blog do Ev. Isaías de Jesus


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Jonas Escreveu:
Caro Irmão, ev. Isaias, sempre leio os comentários deste site, pois tem sido muito util para enriquecer meus conhecimentos, como também para ministrar a aula da EBD no domingo. Deus te abençõe! Obrigado por mais este substancioso comentário!
Dc. Jonas Flávio Caetano - Cerqueira Cesar - SP
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wagner araujo Escreveu:
bom a paz do SENHOR JESUS meu amo irmao fico feliz de ver que ainda existe muitos
que ainda nao se dobraram, diante de tantas controversas que estamos passando
nos dias atuais gostaria dizer que estudo mavilhoso que acabei de ler, fique c/ DEUS
wagner.
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ana melo Escreveu:
alguem sabe me informar se o prof. Caramuru Afonso Francisco, ainda esta fazendo comentario das lições da cpad…admiro muito as reflexões dele…
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