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Os Dons Espirituais - Ev. Luiz Henrique

Complementos e question√°rios: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

TEXTO √ĀUREO

“Mas a manifesta√ß√£o do ESP√ćRITO √© dada a cada um para o que for √ļtil” (1 Co 12.7).

VERDADE PR√ĀTICA

Cremos no batismo com o ESP√ćRITO SANTO e na atualidade dos dons espirituais.

LEITURA DI√ĀRIA

Segunda Jl 2.28-31 A promessa do derramamento do ESP√ćRITO
Ter√ßa At 1.5; 2.1-4 A chama do ESP√ćRITO foi acesa
Quarta Rm 12.6 Diversidade de dons
Quinta 1 Co 12.31; 13.1-8 Amor, o caminho mais excelente
Sexta 1 Co 14.1 Procurai com zelo os dons espirituais
S√°bado 1 Co 14.1-4 O objetivo dos dons

LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE - 1 Cor√≠ntios 12.1-11.

1 Acerca dos dons espirituais, n√£o quero, irm√£os, que sejais ignorantes. 2 V√≥s bem sabeis que √©reis gentios, levados aos √≠dolos mudos, conforme √©reis guiados. 3 Portanto, vos quero fazer compreender que ningu√©m que fala pelo ESP√ćRITO de DEUS diz: JESUS √© an√°tema! E ningu√©m pode dizer que JESUS √© o Senhor, sen√£o pelo ESP√ćRITO SANTO. 4 Ora, h√° diversidade de dons, mas o ESP√ćRITO √© o mesmo. 5 E h√° diversidade de minist√©rios, mas o Senhor √© o mesmo.
6 E h√° diversidade de opera√ß√Ķes, mas √© o mesmo DEUS que opera tudo em todos. 7 Mas a manifesta√ß√£o do ESP√ćRITO √© dada a cada um para o que for √ļtil. 8
Porque a um, pelo ESP√ćRITO, √© dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo ESP√ćRITO, a palavra da ci√™ncia; 9 e a outro, pelo mesmo ESP√ćRITO, a f√©; e a outro, pelo mesmo ESP√ćRITO, os dons de curar; 10 e a outro, a opera√ß√£o de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os esp√≠ritos;
e a outro, a variedade de l√≠nguas; e a outro, a interpreta√ß√£o das l√≠nguas. 11 Mas um s√≥ e o mesmo ESP√ćRITO opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um com o quer.

INTERAÇÃO

Caro professor, aproveite a aula de hoje para refletir com seus alunos a respeito da opera√ß√£o dos dons espirituais na igreja contempor√Ęnea. Ser√° que em nossas igrejas h√°, de fato, a manifesta√ß√£o de todos os dons espirituais? Temos observado al√©m das l√≠nguas e profecia, os dons de f√©, de curar e de opera√ß√Ķes de maravilhas?

Explique aos alunos que o Novo Testamento não menciona apenas nove dons. Para provar isto à classe, solicite aos alunos que leiam e anotem os dons que aparecem em Rm 12.6-8; 1 Co 12.8-10, 28-30; Ef 4.11.

OBJETIVOS

Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:

Definir dons espirituais.

Exemplificar a atualidade da promessa dos dons.

Explicar o objetivo dos dons.

ORIENTA√á√ÉO PEDAG√ďGICA

Utilize a explicação a seguir ao final do tópico I. Explique aos seus alunos os termos empregados por Paulo no capítulo 12 de 1 Coríntios para categorizar os dons espirituais: (v.4) charisma (carisma); (v.5) diakonia (diakonia); e (v.6) energ?matos (evnerghmatoj). O primeiro (charisma) enfatiza que os dons são dádivas divinas. O segundo (diakonia) ressalta o propósito dos dons: servir ao povo de DEUS. Já o terceiro está relacionado aos dons de poder, indicando a poderosa ação divina através dos servos de CRISTO.

Palavra Chave: Dom espiritual - Dom proveniente da parte de DEUS aos crentes mediante a opera√ß√£o do ESP√ćRITO SANTO.

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D  O  N  S   http://www.apazdosenhor.org.br/prof/licao5-es-osdonsdoespiritosanto.htm

1-¬†¬†¬† Opera√ß√Ķes de DEUS (DONS)

E h√° diversidade de opera√ß√Ķes, mas √© o mesmo DEUS que opera tudo em todos.(I Co 12:6)

E a uns p√īs DEUS na igreja, primeiramente ap√≥stolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de l√≠nguas.(I Co 12:28)

De modo que, tendo diferentes dons segundo a graça que nos foi dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com zelo; o que usa de misericórdia, com alegria. (Rm 12: 6-8) DEUS pode usar animal para falar, como fez com a jumenta de Balaão ou usar um descrente para glorificá-lo, com fez com Nabucodonosor; DEUS usa a quem quer e da maneira que quer.

2-    Dons de CRISTO(Ministérios):  

    E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres.(Ef 4:11); são pessoas dadas à Igreja, para orientá-la e guiá-la fazendo-a crescer. Para edificar e fortalecer a noiva de CRISTO, que é a Igreja. Assim como no corpo humano temos cinco sentidos (olfato,visão,tato,paladar e audição), assim também no corpo de CRISTO, na terra tem cinco ministérios.

3-¬†¬†¬† Dons do ESP√ćRITO SANTO(Manifesta√ß√Ķes = mostrar realmente a presen√ßa de DEUS):

¬†¬†¬† A cada um, por√©m, √© dada a manifesta√ß√£o do ESP√ćRITO para o proveito comum. Porque a um, pelo ESP√ćRITO, √© dada a palavra da sabedoria; a outro, pelo mesmo ESP√ćRITO, a palavra da ci√™ncia; a outro, pelo mesmo ESP√ćRITO, a f√©; a outro, pelo mesmo ESP√ćRITO, os dons de curar; a outro a opera√ß√£o de milagres; a outro a profecia; a outro o dom de discernir esp√≠ritos; a outro a variedade de l√≠nguas; e a outro a interpreta√ß√£o de l√≠nguas. Mas um s√≥ e o mesmo ESP√ćRITO opera todas estas coisas, distribuindo particularmente a cada um como quer. Para estud√°-los dividimos em.

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4-    DONS DE REVELAÇÃO - DONS DE PODER - DONS DE INSPIRAÇÃO.

Dividimos assim os dons para podermos melhor entendê-los e estudá-los,mas, muitas vezes, os confundimos em sua multiforme operação e manifestação.

4.1-    DONS DE REVELAÇÃO (REVELAM ALGO OCULTO OU DESCONHECIDO  SOBRENATURALMENTE).

4.1.1. Palavra de sabedoria:

Palavra= pequena parte da sabedoria de DEUS; acontecimento futuro, só DEUS sabe; tem a ver com onisciência.

Ex:JESUS: “Daquele dia e hora, por√©m, ningu√©m sabe, nem os anjos do c√©u, nem o Filho, sen√£o s√≥ o Pai. Pois como foi dito nos dias de No√©, assim ser√° tamb√©m a vinda do Filho do homem.Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dil√ļvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, at√© o dia em que No√© entrou na arca, e n√£o o perceberam, at√© que veio o dil√ļvio, e os levou a todos; assim ser√° tamb√©m a vinda do Filho do homem. Ent√£o, estando dois homens no campo, ser√° levado um e deixado outro; estando duas mulheres a trabalhar no moinho, ser√° levada uma e deixada a outra. Vigiai, pois, porque n√£o sabeis em que dia vem o vosso Senhor; sabei, por√©m, isto: se o dono da casa soubesse a que vig√≠lia da noite havia de vir o ladr√£o, vigiaria e n√£o deixaria minar a sua casa. Por isso ficai tamb√©m v√≥s apercebidos; porque numa hora em que n√£o penseis, vir√° o Filho do homem.” (Mt 24: 36-44)

Paulo: “34 Rogo-vos, portanto, que comais alguma coisa, porque disso depende a vossa seguran√ßa; porque nem um cabelo cair√° da cabe√ßa de qualquer de v√≥s.” (At 27:34).

4.1.2. Palavra de conhecimento ou da ciência:

Palavra = pequena parte do conhecimento de DEUS, revelação de coisa conhecida; tem a ver com onipresença. (pode ser coisa conhecida por pessoas em outra parte ou localidade, que é revelada aqui onde estamos).

Ex: JESUS: “Mas JESUS logo percebeu em seu esp√≠rito que eles assim arrazoavam dentro de si, e perguntou-lhes: Por que arrazoais desse modo em vossos cora√ß√Ķes?” (Mc 2:8)

JESUS: Jo 1.48 Perguntou-lhe Natanael: Donde me conheces? Respondeu-lhe JESUS: Antes que Felipe te chamasse, eu te vi, quando estavas debaixo da figueira.

Paulo: “Eis aqui vos digo um mist√©rio: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados”(I Co 15:51).

4.1.3. Discernimento de espíritos: 

    Saber de onde vem e o que está operando numa pessoa.

Ex: JESUS: “E JESUS, vendo-lhes a f√©, disse ao paral√≠tico: Filho, perdoados s√£o os teus pecados.”(Mc 2:5)

Paulo:” E fazia isto por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao esp√≠rito: Eu te ordeno em nome de JESUS CRISTO que saias dela. E na mesma hora saiu.”(At 16:18).

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4.2-    DONS DE PODER (DÃO PODER PARA SE FAZER ALGO SOBRENATURAL).

4.2.1. Fé:  

¬†¬†¬† Para crer no imposs√≠vel (temos f√© natural, sobrenatural e espiritual), precisamos de f√© para comer (pode estar envenenado), para andar no meio da rua (pode ser atropelado), para viajar de avi√£o (pode cair), para adorar a DEUS (N√£o estamos vendo-o), para crer em milagres sem os ver. Don de f√© √© acreditar que o imposs√≠vel de acontecer j√° aconteceu. √Č imposs√≠vel que algu√©m que j√° morreu torne a viver.

Ex: JESUS: “E, tendo dito isso, clamou em alta voz: L√°zaro, vem para fora!(Jo 11: 43)

Paulo: “Tendo Paulo descido, debru√ßou-se sobre ele e, abra√ßando-o, disse: N√£o vos perturbeis, pois a sua alma est√° nele.”(At 20:10)

¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬† NASCERIA UM FILHO DE UM CASAL EM QUE O HOMEM TEM 100 ANOS E A MULHER 90 ANOS? ABRA√ÉO CREU ASSIM MESMO. PODERIA ALGU√ČM MATAR UM FILHO E DEPOIS VOLTAR PARA CASA COM ESTE FILHO VIVO? ABRA√ÉO CREU; POR ISSO FOI JUSTIFICADO PELA SUA F√Č EM DEUS.

4.2.2. Dons de curar: 

¬†¬†¬† Dons no plural, alguns s√£o usados para certos tipos de doen√ßas, NENHUMA PESSOA √Č USADA PARA CURAR TODOS OS TIPOS DE DOEN√áA.

Ex: JESUS: “Mas ele, conhecendo-lhes os pensamentos, disse ao homem que tinha a m√£o atrofiada: Levanta-te, e fica em p√© aqui no meio. E ele, levantando-se, ficou em p√©.”(Lc 6:8)

Paulo: “Aconteceu estar de cama, enfermo de febre e disenteria, o pai de P√ļblio; Paulo foi visit√°-lo, e havendo orado, imp√īs-lhe as m√£os, e o curou.”(At 28:8); “Erasto ficou em Corinto; a Tr√≥fimo deixei doente em Mileto.”(2Tm 4:20). PAULO N√ÉO CUROU SEU COMPANHEIRO TR√ďFIMO.

4.2.3. Operação de maravilhas: 

    Mudança na natureza, MUDA O QUE ERA NATURAL.

EX. PARAR O SOL (JOSU√Č) - VOLTAR DEZ GRAUS O TEMPO (ISA√ćAS)

Ex: JESUS: “Dito isto, cuspiu no ch√£o e com a saliva fez lodo, e untou com lodo os olhos do cego, e disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Silo√© (que significa Enviado). E ele foi, lavou-se, e voltou vendo.”(Jo 9:6,7)

Paulo: “Mas ele, sacudindo o r√©ptil no fogo, n√£o sofreu mal nenhum.”(At 28:5).

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4.3-    DONS DE INSPIRAÇÃO OU DA FALA (DIZEM ALGO DE SOBRENATURAL).

4.3.1. Profecia:

¬†¬†¬† Pode vir de 3 fontes: DEUS, homem e satan√°s. Devem ser julgadas (1 Ts 5:21,22) e controladas para haver ordem no culto; um depois do outro e no m√°ximo tr√™s em cada reuni√£o (1 Co 14.31). N√£o devem ser desprezadas(1 Ts 5:20). V√™m para edifica√ß√£o, exorta√ß√£o e consola√ß√£o(1 Co 14:3). L√≠nguas + Interpreta√ß√£o = Profecia (1 Co 14:27,13). Diferente de profeta, todo profeta profetiza, nem todo que profetiza √© profeta (1Co 14:31) e (Ef 4:11) Profeta √© minist√©rio dado por CRISTO, profecia √© manifesta√ß√£o do ESP√ćRITO SANTO. Profeta prediz alguma coisa que ainda vai acontecer, profecia n√£o prediz nada. Todos podem profetizar (1 Co 14.31), mas poucos s√£o chamados para serem profetas.¬†

Ex: JESUS: “Assim tamb√©m v√≥s agora, na verdade, tendes tristeza; mas eu vos tornarei a ver, e alegrar-se-√° o vosso cora√ß√£o, e a vossa alegria ningu√©m vo-la tirar√°.”(Jo 16:22).

Paulo: “disse Paulo ao centuri√£o e aos soldados: Se estes n√£o ficarem no navio, n√£o podereis salvar-vos. Ent√£o os soldados cortaram os cabos do batel e o deixaram cair. Enquanto amanhecia, Paulo rogava a todos que comessem alguma coisa, dizendo: √Č j√° hoje o d√©cimo quarto dia que esperais e permaneceis em jejum, n√£o havendo provado coisa alguma. Rogo-vos, portanto, que comais alguma coisa, porque disso depende a vossa seguran√ßa; porque nem um cabelo cair√° da cabe√ßa de qualquer de v√≥s.”(At 27:31-34).

4.3.2. Variedade de línguas: 

    4 tipos de línguas: Não proibais falar em línguas; é ordem de DEUS (1 Co 14.39).

4.3.2.1. Língua para oração: 

“Porque se eu orar em l√≠ngua, o meu esp√≠rito ORA BEM, mas o meu entendimento fica infrut√≠fero.”(I Co 14:14). Voc√™ quer orar bem? Veja tamb√©m em Rm 8.26 que n√£o sabemos pedir como conv√©m, mas o ESP√ćRITO SANTO sabe o que precisamos e ELE sabe pedir.

Fala com DEUS: “Porque o que fala em l√≠ngua n√£o fala aos homens, mas a DEUS; pois ningu√©m o entende; porque em esp√≠rito fala mist√©rios.”(I Co 14:2). Por isso √© t√£o combatido o falar em l√≠nguas, pois nem Satan√°s entende.

Edifica√ß√£o pr√≥pria: “O que fala em l√≠ngua edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja.”(I Co 14:4)

Voc√™ quer ser edificado? “Mas v√≥s, amados, edificando-vos sobre a vossa sant√≠ssima f√©,¬† orando no ESP√ćRITO SANTO,” Jd.20 (orar no ESP√ćRITO, n√£o quer dizer orar em pensamento).

4.3.2.2. Língua para interpretação: 

¬†¬†¬† “Todos t√™m dons de curar? falam todos em l√≠nguas? interpretam todos?”(I Co 12:30), nem todos recebem; “Que fazer, pois? Orarei com o esp√≠rito, mas tamb√©m orarei com o entendimento; cantarei com o esp√≠rito, mas tamb√©m cantarei com o entendimento.”(I Co 14:15). Falam em l√≠nguas todos? Quer dizer em l√≠nguas para interpreta√ß√£o, ou seja, nem todos t√™m o dom de l√≠nguas, mesmo sendo batizados. Essa linguagem pode ser interpretada pelo que fala ou por outrem.

4.3.2.3. Língua como sinal para incrédulo: 

¬†¬†¬† “De modo que as l√≠nguas s√£o um sinal, n√£o para os crentes, mas para os incr√©dulos; a profecia, por√©m, n√£o √© sinal para os incr√©dulos, mas para os crentes.”(I Co 14:22); estrangeiros ouvem em sua pr√≥pria l√≠ngua, ex: “Ouvindo-se, pois, aquele ru√≠do, ajuntou-se a multid√£o; e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua pr√≥pria l√≠ngua.”(At 2:6). Pode algu√©m ser usado para falar, por exemplo em alem√£o em algum lugar e uma pessoa presente al√≠, que fala alem√£o entender√° tudo o que DEUS quer falar-lhe.

4.3.2.4. Gemidos inexprimíveis:

¬†¬†¬† ” Do mesmo modo tamb√©m o ESP√ćRITO nos ajuda na fraqueza; porque n√£o sabemos o que havemos de pedir como conv√©m, mas o ESP√ćRITO mesmo intercede por n√≥s com gemidos inexprim√≠veis.”(Rm 8:26), ora√ß√£o intercessora. O ESP√ćRITO SANTO √© nosso intercessor aqui na terra. ELE leva nossa ora√ß√£o a JESUS CRISTO que est√° assentado √† direita de DEUS PAI, intercedendo por n√≥s l√° no c√©u. O pai recebe a ora√ß√£o e responde de acordo com sua vontade.

4.3.3. Interpretação de Línguas:

“Que fazer, pois, irm√£os? Quando vos congregais, cada um de v√≥s tem salmo, tem doutrina, tem revela√ß√£o, tem l√≠ngua, tem interpreta√ß√£o. Fa√ßa-se tudo para edifica√ß√£o. Se algu√©m falar em l√≠ngua, fa√ßa-se isso por dois, ou quando muito tr√™s, e cada um por sua vez, e haja um que interprete. Mas, se n√£o houver int√©rprete, esteja calado (ore t√£o baixinho que ningu√©m o note) na igreja, e fale consigo mesmo, e com DEUS.”(I Co 14:26-28); “Por isso, o que fala em l√≠ngua, ore para que a possa interpretar.”(I Co 14:13) JESUS n√£o falava porque tudo que falava era o que DEUS queria falar e as l√≠nguas s√£o sinais da presen√ßa de DEUS em nosso meio, JESUS √© DEUS.

Paulo: “Dou gra√ßas a DEUS, que falo em l√≠nguas mais do que v√≥s todos.”(I Co 14:18).N√£o quis dizer latim, grego e hebraico, pois s√£o l√≠nguas aprendidas e faladas no tempo de Paulo por quase todos; o que Paulo quis dizer √© que orava muito em l√≠nguas e tamb√©m que tinha dom de l√≠nguas.

 Nós falamos sem aprender, vem de cima, vem de DEUS, não necessitamos que alguém nos ensine, podemos receber na igreja, na rua, no campo, em casa (como aconteceu comigo) ou outro qualquer lugar sem interferência de outrem ou por imposição de mãos de alguém.

Dia do Pentecostes: Inicio da Igreja Propriamente dita. (At 2)

Avivamento da Rua Azuza - Avivamento que enviou mission√°rios para o mundo todo.

Daniel Berg e Gunnar Vingren vêem para o Brasil e fundam a Igreja Assembléia de DEUS - Avivamento no Brasil.

5-¬†¬†¬† CONSIDERA√á√ēES FINAIS:

5.1‚ÄĘ Dons, s√≥ depois do batismo com o ESP√ćRITO SANTO.(vaso vazio n√£o transborda)

5.2‚ÄĘ O senhorio √© de CRISTO.(o cabe√ßa do corpo)

5.3‚ÄĘ Para glorifica√ß√£o de DEUS.(o ESP√ćRITO SANTO glorifica a DEUS)

5.4‚ÄĘ Vaso deve estar limpo sempre para o uso constante.(santifica√ß√£o)

5.5‚ÄĘ Nada √© de n√≥s mesmos, tudo vem de DEUS(nada de orgulho).

5.6‚ÄĘ Todos os dons s√£o para os outros s√≥ um para n√≥s linguagem de ora√ß√£o. (l√≠ngua que foi batizado)¬†

Ajuda mailto:%20insejec@uol.com.br

Ev.Luiz Henrique de Almeida Silva    

Paulo e os Dons

Estudando sobre a vida do apóstolo Paulo pude confirmar realmente que os nove dons operavam em seu ministério:

  Vamos ver:

-PALAVRA DE SABEDORIA: (pequena parte da sabedoria de DEUS a respeito do futuro) At 27.22 Mas agora vos admoesto a que tenhais bom √Ęnimo, porque n√£o se perder] a vida de nenhum de v√≥s, mas somente o navio.

- PALAVRA DE CONHECIMENTO: (pequena parte do conhecimento¬† de DEUS a respeito de algo conhecido em outra parte, por√©m n√£o no local revelado) At 27.10 Dizendo-lhes: Senhores, vejo que a navega√ß√£o h√° de ser inc√īmoda, e com muito dano, n√£o s√≥ para o navio e carga, mas tamb√©m para as nossas vidas.

¬†- DISCERNIMENTO DE ESP√ćRITOS: At 16.18 E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao esp√≠rito: Em nome de JESUS CRISTO, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu.

- F√Č: (Dom necess√°rio para ressurrei√ß√£o de mortos - crer no imposs√≠vel) At 20.10 Paulo, por√©m, descendo, inclinou-se sobre ele e, abra√ßando-o, disse: N√£o vos perturbeis, que a sua alma nele est√°.

- Milagres ou Maravilhas (Agindo sobrenaturalmente na natureza) At  28. 5 Mas, sacudindo ele a víbora no fogo, não sofreu nenhum mal.

- DONS DE CURAR: At 28. 8 E aconteceu estar de cama enfermo de febre e disenteria o pai de P√ļblio, que Paulo foi ver, e, havendo orado, p√īs as m√£os sobre ele, e o curou.

- PROFECIA (Edificação, Exortação e Consolação) Ts 4.13 Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança.

- DOM VARIEDADE DE L√ćNGUAS: 1 Co 14. 18 Dou gra√ßas ao meu DEUS, porque falo mais l√≠nguas do que v√≥s todos.

- DOM DE INTERPRETA√á√ÉO DE L√ćNGUAS: 1 Co 14. 13 Por isso, o que fala em l√≠ngua desconhecida, ore para que a possa interpretar (Este n√£o est√° claro, por√©m por dedu√ß√£o, como estava ensinando, muito provavelmente era o que acontecia com ele pr√≥prio).

Ev.Luiz Henrique de Almeida Silva    

ATUALIDADE DOS DONS ESPIRITUAIS

Luiz Antonio Ferraz / outubro de 1995

  INTRODUÇÃO

Os Nove Dons Extraordin√°rios

Neste trabalho, nos propomos a demonstrar a atualidade dos dons espirituais. Desejamos comprovar que os dons extraordinários não cessaram com a ultimação do Novo Testamento. Segundo alguns expoentes, os dons dividem-se em ordinários e extraordinários. Na primeira classificação incluem-se os dons de natureza comum. Na segunda encontramos aqueles dons de caráter sobrenatural. Na opinião de muitos eruditos, alguns desses dons de natureza sobrenatural cessaram quando o Novo Testamento foi completado. Esses dons extraordinários são aqueles nove alistados em I Coríntios 12:8-10: (1) palavra da sabedoria, (2) palavra do conhecimento, (3) fé, (4) curas, (5) operação de milagres, (6) profecia, (7) discernimento de espíritos, (8) variedade de línguas, (9) interpretação de línguas. Afirma-se que nos dias de hoje não devem existir esses dons, porque eles tinham a função de causar efeito, autenticar a mensagem apostólica e servir de sinal para a inauguração de uma nova era que estava surgindo no plano dispensacional de DEUS.


 

CAP√ćTULO I¬† -¬† ARGUMENTOS FILOS√ďFICOS
I. EPISTEMOL√ďGICO¬†

O primeiro argumento filos√≥fico que examinaremos √© o epistemol√≥gico. “A epistemologia √© o campo da filosofia que investiga a natureza e a origem do conhecimento.1 A epistemologia estuda como sabemos.2 ” Na √°rea da epistemologia devemos fazer as seguintes perguntas: “Como conhecemos alguma coisa? Quando √© justificada a alega√ß√£o de que algu√©m sabe? √Č poss√≠vel o conhecimento indubit√°vel (certo) acerca de qualquer coisa”?3 Para respondermos √† pergunta “como podemos conhecer”? devemos analisar as nossas fontes de conhecimento ou a origem de nossas cren√ßas. As seguintes fontes ser√£o aqui analisadas: o testemunho de outras pessoas, a intui√ß√£o (usada aqui no sentido de instintos, sentimentos, e desejos), o racioc√≠nio, e a experi√™ncia sens√≥ria. Estas fontes levam a cinco l√≥gicas ou crit√©rios para validar as cren√ßas. S√£o elas a f√© ou o autoritarismo, o subjetivismo, o racionalismo, o empirismo, e o pragmatismo.

1. AUTORITARISMO: Esta fonte baseia-se no testemunho de autoridades. Começamos nossa aprendizagem ao aceitar as crenças da nossa família. Posteriormente aceitamos o que nos é dito por nossos professores e amigos. Ainda depois de formados, dependemos do testemunho de livros, jornais, etc. Aceitamos todas essas fontes quando acreditamos serem elas boas. Desse modo delegamos autoridade às fontes que acreditamos fidedignas. Essa autoridade tem origem em 4 elementos:

1.1. O Prestigio da Autoridade: As autoridades evang√©licas que defendem a atualidade dos dons extraordin√°rios s√£o pessoas de prest√≠gio. Elas gozam de nossa confian√ßa, e n√£o somente da nossa, mas at√© mesmo da de seus oponentes. Portanto, a palavra desses irm√£os, homens de erudi√ß√£o comprovada, tem um peso decisivo sobre nossas cren√ßas. Algumas autoridades que podemos citar s√£o: D. M. Lloyd Jones, John R. W. Stott, Ray C. Stedman, David Yonggi Cho, C. P. Wagner, Pr. Ant√īnio Gilberto (meu acr√©scimo), entre outros.

1.2. O N√ļmero de Defensores: O grande n√ļmero de pessoas que defendem a atualidade dos dons √© algo que deve ser levado em conta. Se os dons extraordin√°rios tivessem cessado, ent√£o grande multid√£o de evang√©licos estariam sendo enganados. Ser√° que DEUS permitiria tal coisa?

1.3. A Persist√™ncia na Cren√ßa: Apesar dos ataques que vem sofrendo ao longo da hist√≥ria, a cren√ßa nos dons extraordin√°rios tem persistido at√© o presente. Se os dons extraordin√°rios manifestados imediatamente ap√≥s o per√≠odo apost√≥lico, as manifesta√ß√Ķes hist√≥ricas contempor√Ęneas, bem como as atuais da era moderna, fossem de fato falsifica√ß√Ķes, h√° muito elas teriam desaparecido da lembran√ßa do povo evang√©lico. Ele n√£o fariam nenhuma quest√£o de ressuscit√°-las.

1.4. A Antiguidade da Cren√ßa: A cren√ßa nos dons extraordin√°rios n√£o √© nenhuma inova√ß√£o da Igreja Moderna. Ela existe desde o nascimento da Igreja; tem o selo apost√≥lico como garantia, bem como a autentica√ß√£o do ESP√ćRITO SANTO nas suas mais diversas opera√ß√Ķes atrav√©s da Igreja.

2. Subjetivismo: Temos aqui o argumento baseado na intui√ß√£o, isto √© no sentido dos instintos, sentimentos e desejos. Isto n√£o significa que nossas cren√ßas acerca da realidade dos dons extraordin√°rios tem sua origem em dados dos sentidos ou coisas semelhantes, mas, sim, atrav√©s de nosso contato imediato com o conhecido. Portanto este elemento pressup√Ķe que o conhecedor tenha algum tipo de contato direto com o que √© conhecido, ou seja com o objeto da cren√ßa, que no nosso caso, s√£o os dons extraordin√°rios. Para melhor elucida√ß√£o tamb√©m classificamos o subjetivismo em duas categorias: realismo direto e misticismo.

2.1. Realismo Direto ou do Bom Senso: √Č o ponto de vista concebido pelo homem comum, sem qualquer reflex√£o filos√≥fica, por√©m caracterizada pelo bom senso e bom ju√≠zo. Pessoas psiquicamente sadias n√£o ousariam defender uma experi√™ncia subjetiva se de fato n√£o acreditassem nela. Pode ser que estivessem enganadas, mas n√£o por muito tempo. Pode ser que alguns se enganassem, mas n√£o todos. Uma experi√™ncia subjetiva, isto √©, pessoal, interior, √© algo que costuma ficar gravado no esp√≠rito pelo resto de nossas vidas, principalmente se esta tem sua origem na pessoa do ESP√ćRITO SANTO de DEUS. Este fato deve ser considerado como evid√™ncia de que o ESP√ćRITO SANTO ainda opera extraordinariamente, atrav√©s dos dons, em nossos dias.

2.2. Misticismo: √Č o subjetivismo supra-racional, que tem a ver com o conhecimento de DEUS. Certamente podemos conhecer a DEUS, e de fato o conhecemos, mas alguns conhecimentos est√£o al√©m da raz√£o humana. √Č o caso tamb√©m dos dons extraordin√°rios, que conhecemos hoje em parte, mas n√£o o compreendemos totalmente. A experi√™ncia m√≠stica de muitos irm√£os comprovam a atualidade dos dons extraordin√°rios.

3. Racionalismo: Este elemento aponta para a raz√£o, para aquilo que √© cognosc√≠vel. H√° boas raz√Ķes para acreditarmos nos dons extraordin√°rios para hoje. Os pr√≥prios argumentos deste trabalho se constituem em algumas destas raz√Ķes.

4. Empirismo: Aponta para o elemento baseado mais na experi√™ncia do que na raz√£o. √Č claro que a experi√™ncia de um crist√£o n√£o deve servir como padr√£o para autentica√ß√£o dos dons, mas o grande n√ļmero de experi√™ncias sentidas por tantos crist√£os, servem para evidenciar que algumas delas s√£o pelo menos genu√≠nas. J√° que o empirismo se baseia na experi√™ncia, √© √≥bvio supor que esta se serve dos sentidos e daquilo que se descobre com eles.

4.1. Sentidos F√≠sicos: Vis√£o, olfato, audi√ß√£o, tato e paladar. Relatos de experi√™ncias espirituais envolvendo a vis√£o √© a mais comum que encontramos. Mas tamb√©m j√° se ouviu falar de manifesta√ß√Ķes envolvendo a audi√ß√£o, o olfato e outros sentidos.

4.2. Sentidos Emocionais: In√ļmeros irm√£os t√™m sido tocados em suas emo√ß√Ķes, quando as opera√ß√Ķes espirituais do ESP√ćRITO SANTO de DEUS se manifestam. Dever√≠amos mesmo acreditar que essas experi√™ncias foram apenas produto da emo√ß√£o humana? N√£o seriam de fato o resultado da opera√ß√£o do ESP√ćRITO? Quando DEUS se manifesta, homem algum pode resistir a ponto de permanecer emocionalmente est√°tico.

5. Pragmatismo: Este argumento considera a funcionalidade, utilidade e resultados pr√°ticos do objeto conhecido.

5.1. Funcionalidade: Os dons que conhecemos funcionam mesmo?

5.2. Utilidade: Os dons s√£o realmente √ļteis?

5.3. Resultado: Os dons extraordinários de hoje têm bons resultados práticos?

II. METAF√ćSICO¬†

Este nome prov√©m de uma palavra grega que significa “depois da f√≠sica”. Atrav√©s do uso do termo este veio a significar “al√©m” do f√≠sico. Da√≠, a metaf√≠sica, para alguns fil√≥sofos, “√© o estudo do ser ou da realidade.”4 Enquanto que a epistemologia ocupa-se com as capacidades e as limita√ß√Ķes de quem sabe, “a metaf√≠sica trata da exist√™ncia e da natureza daquilo que √© sabido.”5 A metaf√≠sica considera, pois, as qualidades e os relacionamentos das coisas conhecidas, ou seja: a realidade. De que forma ent√£o podemos conhecer realisticamente (metafisicamente) os dons extraordin√°rios? S√≥ podemos conhecer o desconhecido por interm√©dio do que conhecemos, o real desconhecido pelo real desconhecido, o irreal desconhecido pelo irreal desconhecido. S√≥ podemos conhecer aquilo que √© verdadeiro por meio daquilo que n√£o √© verdadeiro. Logo podemos conhecer a realidade verdadeira por meio da realidade falsa. Conhecemos muito bem as falsifica√ß√Ķes demon√≠acas, e por meio delas podemos conhecer a verdadeira manifesta√ß√£o de DEUS. Se existe o falso, necessariamente deve tamb√©m existir o verdadeiro. A realidade dos falsos dons extraordin√°rios, comprovam a exist√™ncia dos verdadeiros dons extraordin√°rios.
 

CAP√ćTULO II¬† -¬† ARGUMENTOS ESCRITUR√ćSTICOS
Os argumentos escriturísticos são aqueles baseados na revelação de DEUS, em sua palavra escrita, isto é nas Sagradas Escrituras.
I. EXEG√ČTICO

O argumento exeg√©tico baseia-se na interpreta√ß√£o do texto b√≠blico original. Para este trabalho utilizaremos a passagem de I Cor√≠ntios 13:8-13, que tem sido usada por muitos comentaristas para defender a nega√ß√£o dos dons extraordin√°rios neste tempo presente. Um destes comentarista √© B. F. Cate, autor do livro “The Nine Gifts of the Spirit. Are not in the church today” (Os Noves dons do ESP√ćRITO. N√£o se manifestam na igreja no dia de hoje). Veremos ent√£o a interpreta√ß√£o de B. F. Cate, e, em seguida apresentaremos nossa exegese do texto em quest√£o.

1. A Vis√£o de B. F. Cate de I Cor√≠ntios 13:8-13: Cate inicia o primeiro cap√≠tulo de seu livro fazendo esta pergunta: “Os Nove Dons: Quando Cessaram Eles?” Em seguida passa a argumentar da seguinte maneira: “Paulo diz: ‘O amor jamais acaba.’ Isto implica que os dons acabariam; portanto, ele prossegue dizendo: ‘mas, havendo profecias, desaparecer√£o; havendo l√≠nguas, cessar√£o; havendo ci√™ncia, passar√°; porque em parte conhecemos e em parte profetizamos (vers√≠culo 8 e 9). a raz√£o por que eles s√≥ conheciam em parte era que ent√£o ainda ainda n√£o estava completamente revelado aquilo do Novo Testamento que agora est√° escrito. ‘Quando, por√©m,’ diz Paulo, ‘vier o que √© perfeito (a ultima√ß√£o do Novo Testamento), ent√£o o que √© em parte (profecia, etc.) ser√° aniquilado’ (vers√≠culo 10). Depois ele ilustra isso dizendo: ‘Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das cousas pr√≥prias de menino’ (vers√≠culo 11). Nos dias primitivos da presente dispensa√ß√£o, quando foi escrita esta ep√≠stola, eles eram como meninos; mas estava aproximando-se rapidamente o tempo quando desistiriam ‘das cousas pr√≥prias de menino’ (os nove dons), e andariam pela f√© no ‘caminho sobremodo excelente’ do ‘amor’ e na luz da completa revela√ß√£o de DEUS.

“Paulo ilustra novamente, dizendo: ‘Porque agora (quando esta ep√≠stola foi escrita) vemos como em espelho, obscuramente (em parte conhecemos), ent√£o (quando a revela√ß√£o de DEUS ao homem fosse completada) veremos face a face; agora conhe√ßo em parte, ent√£o conhecerei como tamb√©m sou conhecido’ (vers√≠culo 12). Conhecer ‘como tamb√©m sou conhecido,’ significa: n√≥s, agora que a revela√ß√£o de DEUS est√° completa, n√£o mais ‘em parte conhecemos,’ mas conhecemos a mente de DEUS (para esta dispensa√ß√£o) tal como Ele conhece nossa mente.”6 Cate prossegue dizendo: “Existem alguns que encontram dificuldade em ver que ‘o que √© perfeito’ em I Cor√≠ntios 13:9,10 refere-se √† perfei√ß√£o (ultima√ß√£o) da revela√ß√£o de DEUS para a era da igreja. Paulo, ao demonstrar que ‘o amor jamais acaba,’ mas que os nove dons cessariam quando o Novo Testamento chegasse √† sua ultima√ß√£o, refere-se apenas a tr√™s deles como exemplo do todo (vers√≠culo 8). Depois, nos vers√≠culos 9 e 10 ele reduz isto a um √ļnico dom - o da profecia - como um exemplo do todo. Vejamos mais uma vez o que dizem estes vers√≠culos: ‘Porque em parte conhecemos, e em parte profetizamos. quando, por√©m, vier o que √© perfeito, ent√£o o que √© em parte (profetizar) ser√° aniquilado.’ Paulo n√£o est√° falando a respeito da perfei√ß√£o dos santos; est√° falando a respeito da perfei√ß√£o da profecia. Demonstra assim que o dom de profecia deveria cessar quando a revela√ß√£o de DEUS para a era da Igreja chegasse √† perfei√ß√£o.”7 Esta √© a vis√£o de Cate. Com amor e respeito √†queles que pensam dessa forma, passaremos a contra-argumentar esta posi√ß√£o. N√≥s cremos que, na passagem, Paulo fala da perfei√ß√£o dos santos, e defenderemos esta tese, porque se o fizermos, ficar√° tamb√©m demonstrado que os dons extraordin√°rios existem hoje. Isto porque Paulo deixa claro, na passagem, que os profetas deveriam profetizar ‘em parte’ at√© que viesse ‘o que √© perfeito.’ Portanto, se ‘o que √© perfeito’ ainda n√£o veio, ent√£o n√≥s ainda temos profetas profetizando ‘em parte’ ainda hoje.

2. Uma An√°lise de I Cor√≠ntios 13:8-13: Nesta passagem analisaremos os voc√°bulos “perfeito”, “quando”, “agora”, “ent√£o” e “conhecer”.¬†

2.1. O Perfeito do Versículo 10: O termo grego usado em I Coríntios 13:10 é teleio (téleios). Esta palavra pode ser traduzida de várias maneiras:

(1) “perfeito”, referindo-se √† coisas (Rm.12:2; ICo.13:10; Tg.1:4,17,25; Hb.9:11, IJo.4:18, etc.);

(2) “perfeito”, referindo-se √† pessoas, com o sentido de “maduro” ou “adulto” em sentido moral e espiritual (Mt.5:48; 19:21; Fp.3:15; Cl.1:28; ICo.2:6; 14:20; Ef.4:13; Hb.5:14);

(3) “perfeito”, referindo-se √† DEUS em sua perfei√ß√£o absoluta (Mt.5:48).8 No vers√≠culo 10 de I Cor√≠ntios 13, o termo grego teleion (t√©leion) √© “adjetivo pronominal, nominativo, neutro, singular.”9 De acordo com isto, a tradu√ß√£o correta do texto deveria ser: “quando. por√©m, vier aquilo que √© perfeito, ent√£o aquilo que √© em parte ser√° aniquilado.” Isto porque este adjetivo, na l√≠ngua grega, n√£o √© feminino nem masculino, mas est√° no g√™nero neutro. Portanto, o argumento de Cate, de que “o que √© perfeito em parte” se refere a profecia, se desfaz; e isto por duas raz√Ķes:

(1) A palavra grega profecia, usada no vers√≠culo 8 (profhteia = profete√≠a), √© “substantivo, nominativo, feminino, plural.”

10 Se a palavra “profecia” √© feminina, ent√£o “aquilo que √© perfeito” tamb√©m deveria estar no g√™nero feminino para concordar, mas n√£o est√°.

(2) Se “o que √© perfeito” fosse a revela√ß√£o prof√©tica completada pelo Novo Testamento, ent√£o “o que √© perfeito em parte,” a revela√ß√£o prof√©tica do Antigo Testamento, teria sido aniquilada. De fato o Antigo Testamento foi aperfei√ßoado ou completado pelo Novo Testamento, mas de forma alguma ele foi aniquilado ou cessou em seus efeitos. JESUS disse que nenhuma profecia do Antigo Testamento cessaria at√© que tudo se cumprisse (Mt.5:18). JESUS n√£o disse que a lei cessaria at√© que tudo fosse revelado (a revela√ß√£o do Novo Testamento), mas at√© que tudo se cumprisse. Como poderia o Antigo Testamento ter sido aniquilado se ainda h√° muitas profecias para serem cumpridas? “…a Escritura n√£o pode falhar.” (Jo.10:35).¬†

Cremos que a palavra “perfeito” cont√©m nesta passagem a id√©ia do fim ou do objeto consumado ou completado, pois de acordo com o contexto da ep√≠stola, Paulo, logo adiante, no cap√≠tulo 15, passa a tratar da ressurrei√ß√£o. Em I Cor√≠ntios 15:24 o ap√≥stolo diz: “…ent√£o vir√° o fim…” A palavra fim √© telo (t√©los). Portanto deve referir-se √† ressurrei√ß√£o ou perfei√ß√£o dos santos na consuma√ß√£o, quando toda a profecia ter√° sido completada, finalizada ou aperfei√ßoada11 (Lc.22:37) e a f√© ter√° o seu fim, quando deixaremos de ver por enigma, e veremos face a face ao Nosso Salvador: “(CRISTO) a quem, n√£o havendo visto, amais; no qual, n√£o vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indiz√≠vel e cheia de gl√≥ria, obtendo o fim da vossa f√©, a salva√ß√£o das vossas almas.” (I Pedro 1:8,9).

Uma passagem esclarecedora pode ser encontrada em Romanos 10:4, onde lemos que “…o fim ( t√©los) da lei √© CRISTO…”. Obviamente a lei n√£o teve seu fim (ela n√£o foi aniquilada, veja Mt.5:17), mas ela foi aperfei√ßoada por CRISTO: “Anulamos, pois, a lei, pela f√©? N√£o, de maneira nenhuma, antes confirmamos a lei.” (Rm3:31). Pela nossa f√© em CRISTO, a lei est√° sendo, em n√≥s, confirmada e aperfei√ßoada, at√© que chegue a ressurrei√ß√£o, quando deixaremos de andar por f√© (II Co.5:7) para andar por vista, pois veremos CRISTO face a face: “…quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque havemos de v√™-lo como Ele √©.”(I Jo√£o 3:2). Na ressurrei√ß√£o alcan√ßaremos nossa perfei√ß√£o espiritual, deixaremos de ser meninos, e conheceremos plenamente a CRISTO, como dEle somos conhecidos: “…at√© que todos cheguemos √† unidade da f√© e do pleno conhecimento do Filho de DEUS, √† perfeita varonilidade, √† medida da estatura da plenitude de CRISTO, para que n√£o mais sejamos como meninos…” (Ef.4:13,14). O contexto desta passagem diz que CRISTO “…concedeu dons aos homens… at√© que todos cheguemos √† unidade da f√©…” (vv.8,13). De acordo com este contexto, os dons de CRISTO devem durar at√© que se completem as observa√ß√Ķes feitas por Paulo no vers√≠culo 13. Neste sentido, nem mesmo o dom de ap√≥stolo, mencionado no vers√≠culo 11, teria cessado.

2.2. O Quando do Vers√≠culo 10: A palavra quando usada neste vers√≠culo √© traduzida do grego otan (h√≥tan). Este termo √© uma “part√≠cula temporal” que pode ser traduzida por “no tempo que.”12 Portanto o vers√≠culo est√° dizendo que “o que √© perfeito em parte” somente ser√° aniquilado “no tempo que vier o que √© perfeito,” e esse tempo ainda √© futuro, pois h√≥tan se refere a “um tempo definido e espec√≠fico.” Esse tempo definido e espec√≠fico era futuro para o ap√≥stolo Paulo, quando ele escrevia a ep√≠stola, e ainda hoje, √© futuro para n√≥s.

2.3. O Quando do Vers√≠culo 11: O quando deste vers√≠culo, no grego, n√£o √© hotan, como no vers√≠culo anterior, mas ote (h√≥te), que tamb√©m √© uma “part√≠cula temporal,”

13 mas se refere a um tempo indefinido, pois Paulo n√£o estava falando da √©poca em que ele era crian√ßa, mas de um tempo indefinido, ao qual ele chama de “tempo de menino,” que ele usa para contrastar com o tempo definido pela vinda daquilo que √© perfeito.

2.4. O Agora do Vers√≠culo 12: Esta palavra aparece duas vezes no vers√≠culo 12, como tradu√ß√£o do voc√°bulo grego arti (arti). Trata-se de um adv√©rbio, com sentido de “j√°, imediatamente, no presente, presentemente,” como √© utilizado em Jo.9:19,25: I Pe.1:6,8. “No grego helen√≠stico o sentido √© ampliado para referir-se ao presente em geral.”14 Segundo Grosheide, arti expressa “um contraste entre esta dispensa√ß√£o e a futura.”15 De acordo com isto, o agora do vers√≠culo 12 n√£o expressa apenas o tempo do ap√≥stolo Paulo, quando a ep√≠stola foi escrita por ele, mas tamb√©m o tempo presente, at√© o final da presente dispensa√ß√£o.

2.5. O Agora do Vers√≠culo 13: A palavra agora deste vers√≠culo √© traduzida do grego nune (nune), que pode tamb√©m ter a id√©ia de tempo (At.22:1; 24:13; Rm.3:21; Ef.2:13; etc.), mas no vers√≠culo em quest√£o, foi usado com sentido l√≥gico e n√£o temporal, como √© usado em I Co.5:11; 15:20; Hb.9:26; etc. Nesses casos, a id√©ia de tempo √© “enfraquecida ou totalmente ausente” e deve ser melhor traduzida por “por√©m, mas, ora.”16 Nesse sentido o que o ap√≥stolo est√° dizendo √© que neste tempo presente ainda “vemos como em espelho, obscuramente,” porque vemos por meio da f√© (II Co.5:7), e da esperan√ßa (Rm.8:24,25) que “√© a certeza das cousas que se esperam, a convic√ß√£o de fatos que se n√£o v√™em.” (Hb.11:1). “Logo…” - diz o ap√≥stolo - “…permanecem a f√©, a esperan√ßa e o amor…” (v.13). Estas tr√™s virtudes s√£o necess√°rias para haver o conhecimento de DEUS. A f√© e a esperan√ßa nos concedem um conhecimento parcial (Rm.1:17; Ef.3:17-19; II Tm.3:15), por isso cessar√£o, quando o conhecimento completo vier. O amor, por√©m permanecer√° pela eternidade, quando vier o que √© perfeito, pois o amor “…√© o v√≠nculo da perfei√ß√£o.” (Cl.3:14).

2.6. O Ent√£o do Vers√≠culo 12: A palavra grega para este voc√°bulo √© tote (t√≥te). Este adv√©rbio indica tempo, e est√° em conex√£o com o “quando” do vers√≠culo 10, que tamb√©m √© temporal. Segundo o l√©xico, deve ser traduzido por “naquele tempo.”17

2.7. O Verbo Conhecer dos Vers√≠culos 9 e 12: Este verbo aparece quatro vezes no texto. Nas duas primeiras ocorr√™ncias, √© usado o verbo grego gnwskw (gn√īsk√ī): “…em parte conhecemos…”(v.9), “…agora conhe√ßo em parte…”(v.12). Nas outras duas ocorr√™ncias o verbo grego √© preposicionado com o prefixo grego epi (epi): epignwskw (epign√īsk√ī): “…ent√£o conhecerei como tamb√©m sou conhecido…”(v.12). O prefixo adicionado ao voc√°bulo d√° um sentido pleno ao verbo. A Nova Vers√£o Internacional do Novo Testamento traduz com mais exatid√£o o vers√≠culo 12: “Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, ent√£o, veremos face a face. Agora conhe√ßo em parte; ent√£o, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido.”18

Note que na primeira ocorr√™ncia, Paulo acrescenta as palavra “em parte” ao verbo conhecer, porque o seu conhecimento, quando ele escrevia a ep√≠stola era parcial. Mas ele diz que, no tempo (ent√£o) em que viesse aquilo que √© perfeito, ele veria face a face e teria o pleno conhecimento. Barrett diz que “As palavras apresentam a inadequa√ß√£o do atual conhecimento humano de DEUS, em contraste com o conhecimento que DEUS tem do homem e o conhecimento de DEUS que os homens ter√£o na era futura.”19

√Č claro que Paulo n√£o atingiu o pleno conhecimento. Ele caminhava com esfor√ßo na vida crist√£, para obter o melhor n√≠vel de perfei√ß√£o, mas sabia que seria imposs√≠vel ating√≠-lo nesta vida: “…para o conhecer e o poder da sua ressurrei√ß√£o… para de algum modo alcan√ßar a ressurrei√ß√£o dentre os mortos. N√£o que eu o tenha j√° recebido, ou tenha j√° obtido a perfei√ß√£o; mas prossigo para conquistar aquilo para o que tamb√©m fui conquistado por CRISTO JESUS. Irm√£os, quanto a mim, n√£o julgo hav√™-lo alcan√ßado; mas uma cousa fa√ßo: esquecendo-me das cousas que para tr√°s ficam e avan√ßando para as que diante de mim est√£o, prossigo para o alvo, para o pr√™mio da soberana voca√ß√£o de DEUS em CRISTO JESUS. Todos, pois, que somos perfeitos (maduros at√© um certo n√≠vel), tenhamos este sentimento; e, se porventura pensais doutro modo, tamb√©m isto DEUS vos esclarecer√°. Todavia, andemos de acordo com o que j√° alcan√ßamos.”(Fp.3:10-16). Entretanto quando Paulo estava para morrer, sabendo que iria encontrar-se com o Senhor face a face, ele escreveu: “Combati o bom combate, completei (telew = tel√©√ī = aperfei√ßoei) a carreira, guardei (threw = t√™r√©√ī = permenec√≠ fiel) a f√©.”(II Tm.4:7). O sentido de tel√©o neste verso √©: “terminar, completar, chegar ao alvo.”20

O que √© verdade para Paulo, tamb√©m √© para n√≥s. Nenhum crist√£o hoje ousa dizer que tem o pleno conhecimento de DEUS ou das coisas de DEUS. Paulo, que n√£o atingiu esse n√≠vel, possu√≠a muito mais conhecimento do que n√≥s que temos a Escritura completa. √© certo que podemos ter um pleno conhecimento subjetivo da verdade (II Tm.2:25), mas o conhecimento pleno, objetivo e absoluto, s√≥ a DEUS pertence (Dt.29:29). Portanto “…conhe√ßamos e prossigamos em conhecer ao Senhor: como a alva a sua vinda √© certa…” (Os.6:3), porque “…a vida eterna √© esta: que te conhe√ßam a ti, o √ļnico DEUS verdadeiro, e a JESUS CRISTO, a quem enviaste… Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles e eu neles esteja.” (Jo.17:3,26).

II. HERMENÊUTICO

Este argumento baseia-se nas leis de interpreta√ß√£o do texto b√≠blico. N√£o h√° em todo o Novo Testamento nenhum texto que diga claramente que os dons extraordin√°rios cessariam. O √ļnico texto que poderia dar alguma margem √† esta interpreta√ß√£o √© o de I Cor√≠ntios 13: 8-13. Este texto, por ser um pouco obscuro, e de dif√≠cil interpreta√ß√£o, tem sido usado para demonstrar a extin√ß√£o dos dons extraordin√°rios para a √©poca posterior √† √©poca apost√≥lica. Contudo, uma boa exegese, como a que acabamos de apresentar, no sub-cap√≠tulo anterior, dissolve toda a d√ļvida quanto a exist√™ncia dos dons extraordin√°rios para hoje.

III. PROF√ČTICO

O argumento prof√©tico tem a ver com o car√°ter prof√©tico da mensagem, do sinal operado ou propriamente da manifesta√ß√£o do dom extraordin√°rio. O genu√≠no dom extraordin√°rio tem que ser puro e santo. Suas assevera√ß√Ķes devem ser claras e exatas, n√£o deixando nenhuma margem √† d√ļvida. Desassemelham-se das adivinha√ß√Ķes, progn√≥sticos, agouros e feiti√ßarias, com os quais n√£o devem ter nenhum v√≠nculo, o m√≠nimo que seja (Dt.18:9-14). A palavra prof√©tica, por exemplo, deve acontecer exatamente como foi predita: “Se disseres no teu cora√ß√£o: como conhecerei a palavra que o Senhor n√£o falou? Sabe que quando esse profeta falar, em nome do Senhor, e a palavra dele se n√£o cumprir nem suceder, como profetizou, esta √© palavra que o Senhor n√£o disse; com soberba a falou o tal profeta: n√£o tenhas temor dele.” (Dt.18:21,22).

In√ļmeros crentes t√™m sido beneficiados com a manifesta√ß√£o do genu√≠no dom extraordin√°rio. Vidas foram edificadas ao receberem uma palavra prof√©tica de edifica√ß√£o, exorta√ß√£o e consolo (I Co.14:3). Poderia vir de Satan√°s algo que promovesse o bem estar dos santos? Certamente que n√£o! “Acaso pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que √© doce e o que √© amargoso?” (Tg.3:11).

IV. ESPIRITUAL

Este argumento, t√£o importante quanto o prof√©tico, baseia-se n√£o no car√°ter do dom propriamente, mas no car√°ter espiritual da pessoa atrav√©s da qual o dom se manifesta. Ele se focaliza no instrumento que manifesta o dom, e n√£o na manifesta√ß√£o do dom. √Č preciso discernir o car√°ter da pessoa que fala ou manifesta algum dom extraordin√°rio. Esta pessoa √© s√©ria em sua vida com DEUS? Leva uma vida santa e irrepreens√≠vel? √Č conhecida? Deixa transparecer alguma suspeita? Tudo isso deve ser levado em conta, mesmo que o sinal por ela predito, venha a acontecer: “Quando profeta ou sonhador se levantar no meio de ti, e te anunciar um sinal ou prod√≠gio, e suceder o tal sinal ou prod√≠gio, de que te houver falado, e disser: vamos ap√≥s outros deuses, que n√£o conheceste, e sirvamo-los, n√£o ouvir√°s as palavras desse profeta ou sonhador; porquanto o Senhor vosso DEUS vos prova, para saber se amais o Senhor vosso DEUS de todo o vosso cora√ß√£o, e de toda a vossa alma.” (Dt.13:1-3). DEUS permite a manifesta√ß√£o de “…poder, e sinais e prod√≠gios da mentira…” (II Ts.2:9), para enganar aqueles que “…n√£o acolheram o amor da verdade…” (II Ts.2:10). Portanto, todo sinal ou dom extraordin√°rio, por mais portentoso que seja, que contraria a verdade da palavra de DEUS deve ser rejeitado porque n√£o vem de DEUS. O Novo Testamento apresenta um caso interessante para o nosso exame. Diz a b√≠blia que “..indo n√≥s para o lugar da ora√ß√£o, nos saiu ao encontro uma jovem possessa de esp√≠rito adivinhador… seguindo a Paulo e a n√≥s, clamava dizendo: estes homens s√£o servos do DEUS Alt√≠ssimo, e vos anunciam o caminho da salva√ß√£o…” (At.16:16,17). Note que nesta passagem tudo que o esp√≠rito dizia acerca de Paulo e seus companheiros era verdade, por√©m tratava-se de um esp√≠rito adivinhador, isto √©, um dem√īnio que “…adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores.” (At.16:16). Paulo tratou logo de expulsar aquele esp√≠rito (At.16:18) para proteger a pureza de sua mensagem, a qual ele anunciava gratuitamente, sem fins lucrativos, para que os seus ouvintes n√£o a considerassem equivalente √† mensagem que aquele esp√≠rito anunciava.

Temos encontrado homens seríssimos em sua vida com DEUS. Estes têm servido de instrumentos nas mãos divinas, como canais de manifestação de dons extraordinários. Se rejeitarmos a existência dos dons extraordinários, teríamos que rejeitar a muitos homens e mulheres de DEUS.
 

CONCLUSÃO
Nesta conclus√£o queremos salientar uma palavra final sobre o texto de I Cor√≠ntios 13:8-13, muito usado por nossos oponentes para negar a atualidade dos dons extraordin√°rios, e, por n√≥s, para defender a sua exist√™ncia. Reconhecemos algumas dificuldades que a passagem apresenta. Paulo n√£o diz claramente o que √© “o perfeito.” Dissemos neste trabalho tratar-se, o perfeito da ressurrei√ß√£o. Alguns t√™m afirmado tratar-se da vinda de JESUS; outros, por sua vez, dizem que √© o amor. Todas essas posi√ß√Ķes trazem dificuldades. A ressurrei√ß√£o (anastasi = an√°stasis) vinda (parousia = parous√≠a), e o amor (agaph = ag√°p√™) s√£o palavras femininas, enquanto que a palavra perfeito (telo = t√©los) est√° no g√™nero neutro. Talvez pud√©ssemos dizer, referindo-se √† ressurrei√ß√£o, que Paulo estava falando do evento da ressurrei√ß√£o, do seu fen√īmeno. Da√≠ ter√≠amos uma poss√≠vel solu√ß√£o. O mesmo se poderia dizer em rela√ß√£o √† vinda de CRISTO.

Uma coisa, por√©m, podemos afirmar sem vacilar. Aquilo que √© perfeito n√£o √© a profecia do Novo Testamento, como afirmou B. F. Cate. Isto demonstramos ao longo deste ensaio. N√≥s acreditamos que o perfeito √© o conjunto de todas estas coisas: a vinda de JESUS, seu amor completado em n√≥s, a ressurrei√ß√£o, o cumprimento das promessas futuras, encontradas nas Escrituras, que vir√£o na consuma√ß√£o desta era. Todos estes elementos, √© claro, n√£o poderia ser gramaticalmente descrito por uma s√≥ palavra, masculina ou feminina. Paulo vinculou o todo √† uma s√≥ palavra: “o perfeito,” e esta, para descrever tantas perfei√ß√Ķes de DEUS, s√≥ poderia estar no neutro, porque se refere √† muitas coisas.

De qualquer forma, seja o que for o perfeito, claro ficou que ele ainda não veio, e mesmo que não saibamos o que possa ser (esta nossa dificuldade prova que não conhecemos plenamente hoje), é fato inegável que os dons extraordinários não cessaram.

RESUMO DA REVISTA DA CPAD - LIÇÃO 10 - 2TRIMESTRE DE 2009

INTRODUÇÃO

“Cremos na atualidade do batismo no ESP√ćRITO SANTO e dos dons espirituais”.

I. O QUE SÃO OS DONS ESPIRITUAIS

1. Defini√ß√£o. Os dons espirituais s√£o dota√ß√Ķes e capacita√ß√Ķes sobrenaturais.

2. Origem. S√£o procedentes do √önico e Verdadeiro DEUS Tri√ļno .

II. A ATUALIDADE DOS DONS ESPIRITUAIS

1. O falso ensino dos cessacionistas.

Deduzem, erradamente, que os dons espirituais cessaram após a era apostólica.

2. Os dons prometidos profética e historicamente.

A profecia de Joel e o Dia de Pentecostes.

Em nossos dias - 1906, na Rua Azusa (EUA) - No Brasil em 1911.

III. OBJETIVOS DOS DONS ESPIRITUAIS

Edificação da igreja, mas também para o progresso do crente (1 Co 14.1-4).

1. Objetivos congregacionais.

Edificação, consolação e exortação do povo de DEUS.

2. Objetivos individuais.

“O que fala l√≠ngua estranha edifica-se a si mesmo,… (1 Co 14.4).

IV. OS DONS DE MANIFESTAÇÃO VERBAL

Mensagens orais, segundo a orienta√ß√£o do ESP√ćRITO SANTO.

1. Dom de variedade de línguas.

Os crentes, em espírito, oram, adoram e louvam a DEUS de modo sobrenatural.

2. Dom de interpretação de línguas.

Opera juntamente com o dom anterior, formando ambos uma profecia.

3. Dom de profecia.

“Para edifica√ß√£o, exorta√ß√£o e consola√ß√£o” de todos (v.3).

Deve ser julgada (1 Co 14.29).

V. OS DONS DE SABER

Sabedoria, ciência e discernimento sobrenaturais.

1. O dom da palavra da sabedoria (1 Co 12.8).

2. O dom da palavra da ciência (v.8).

3. O dom de discernir os espíritos (v.10).

VI. OS DONS DE PODER

Fé, Curas, e Operação de Maravilhas.

1. Dom da fé (v.9). Fé no impossível.

2. Os dons de curar (v.9). A palavra “curar” est√° no plural no

texto grego, indicando diferentes “curas”.

3. Dom de opera√ß√£o de maravilhas (v.10). S√£o opera√ß√Ķes

de milagres extraordin√°rios.

CONCLUSÃO - Devemos buscar com zelo os dons espirituais.

Afinal, eles são uma grandiosa dádiva da graça divina ao nosso dispor.

SINOPSE DO T√ďPICO (1) Os dons espirituais s√£o dota√ß√Ķes e capacita√ß√Ķes sobrenaturais que o Senhor JESUS, por interm√©dio do ESP√ćRITO SANTO, outorga √† sua Igreja.

REFLEX√ÉO “O dom de profecia, hoje, n√£o tem a mesma autoridade can√īnica das Escrituras, que s√£o infal√≠veis.”

SINOPSE DO T√ďPICO (2) Os dons espirituais n√£o cessaram ap√≥s a era apost√≥lica.

REFLEX√ÉO “O amor n√£o √© um dom espiritual, como aqueles que Paulo discute neste contexto e em outras passagens. √Č, antes, uma virtude, um aspecto do fruto do ESP√ćRITO.” (Gl 5.22,23)

SINOPSE DO T√ďPICO (3) Os dons espirituais visam √† edifica√ß√£o, consola√ß√£o e exorta√ß√£o do povo de DEUS e tamb√©m o enriquecimento da vida espiritual de seu portador.

SINOPSE DO T√ďPICO (4) - A variedade e a interpreta√ß√£o de l√≠nguas e a profecia s√£o dons de manifesta√ß√£o verbal.

SINOPSE DO T√ďPICO (5) Os dons de saber s√£o: Palavra da sabedoria, palavra da ci√™ncia e discernimento dos esp√≠ritos.

SINOPSE DO T√ďPICO (6) Os dons de poder s√£o: F√©, curas, e opera√ß√£o de maravilhas.

AUX√ćLIO BIBLIOGR√ĀFICO - Subs√≠dio Doutrin√°rio

“Amor - O grandioso cap√≠tulo do Amor da B√≠blia Sagrada n√£o √© uma digress√£o, nem tampouco uma interpola√ß√£o de uma composi√ß√£o j√° existente, escrita por Paulo ou por outra pessoa, na discuss√£o dos dons espirituais. Suas refer√™ncias aos v√°rios dons espirituais teriam feito pouco sentido se j√° existissem isoladamente. Isto √©, sua men√ß√£o de l√≠nguas, profecias, mist√©rios, ci√™ncia, e f√©, indicam que foi escrito para esta ocasi√£o espec√≠fica e que formou uma ponte necess√°ria entre a exist√™ncia dos dons (cap.12) e sua opera√ß√£o (cap.14).

V√°rias notas preliminares est√£o em ordem:

A palavra para amor, ágape não era comumente usada antes do primeiro século. Os escritores do Novo Testamento, porém, apresentam-na como a principal virtude de um cristão. Consta aproximadamente 115 vezes no Novo Testamento.

O amor n√£o √© um dom espiritual, como aqueles que Paulo discute neste contexto e em outras passagens. √Č, antes, uma virtude, um aspecto do fruto do ESP√ćRITO (Gl 5.22,23). ‘O amor n√£o √© um charisma [dom], mas um completo modo de vida’ (Carson,57).

A ess√™ncia do amor √© a doa√ß√£o sacrificial de si mesmo, √†s vezes a favor de algo ou algu√©m que n√£o o merece. Os exemplos supremos s√£o o pr√≥prio DEUS (J√ī 3.16) e JESUS (Ef 5.25).”

(STRONSTAD, R.; ARRINGTON, F. L. (orgs.) Comentário Bíblico Pentecostal. RJ: CPAD, 2004, p.1020.)

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

STRONSTAD, Roger; ARRINGTON, French L (orgs.) Comentário Bíblico Pentecostal. RJ: CPAD, 2004.

Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 2002.

SAIBA MAIS - Revista Ensinador Crist√£o, CPAD, no 38, p. 41.

APLICAÇÃO PESSOAL

√Č poss√≠vel uma igreja com a presen√ßa de tantos dons ser considerada carnal? Sim, √© poss√≠vel, pois a igreja de Corinto √© a maior prova disso (1 Co 3.1,3,4). √Č preciso que tomemos muito cuidado para n√£o classificar irm√£os que possuem dons espirituais como “irm√£os muito espirituais”. Infelizmente √© comum medirmos o grau de espiritualidade de um crente pela quantidade de dons que ele possui ou pelo fato de ele “ser muito usado por DEUS”. Entretanto, a B√≠blia nos mostra o caminho mais excelente: o amor. N√£o √© por acaso que Paulo associa dons, amor e Corpo de CRISTO num mesmo tratado. Uma igreja pode reunir todos os dons espirituais, no entanto, se n√£o tiver amor, ela n√£o ter√° utilidade nenhuma no Reino de DEUS (1 Co 13.3).

AJUDA

CPAD - http://www.cpad.com.br/ - B√≠blias, CD’S, DVD’S, Livros e Revistas. BEP - B√ćBLIA de Estudos Pentecostal.

http://universobiblico.com.br/assembleia/estudosbiblicos/videosebdnatv.htm ¬† (V√ćDEOS da EBD na TV, DE LI√á√ÉO INCLUSIVE)

B√ćBLIA ILUMINA EM CD¬†- B√ćBLIA de Estudo NVI EM CD - B√ćBLIA Thompson EM CD. ¬†

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    ednilce
    Escreveu:

    Estes estudos tem sido um subsídio maravilhoso para melhorar as minhas aulas, Deus vos enriueça de sabedoria, conhecimento e boa vontade de compartilhar.


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    Rute Mota
    Escreveu:

    Que Deus continue lhe dando essa sabedoria para assim nos auxiliar,pois as nossas d√ļvidas se esclarecem depois de estudarmos os seus coment√°rios.

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