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Os Dons Espirituais - Pr. Osiel Varela

LIÇÃO 10            -       Autor: Osvarela

Texto √Āureo:

Mas a manifesta√ß√£o do Esp√≠rito √© dada a cada um para o que for √ļtil. I Co. 12.7

Leitura Bíblica em Classe.

I Co. 12.1-11.

1    ACERCA dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.

2    Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados.

3    Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo.

4    Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.

5    E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.

6¬†¬†¬† E h√° diversidade de opera√ß√Ķes, mas √© o mesmo Deus que opera tudo em todos.

7¬†¬†¬† Mas a manifesta√ß√£o do Esp√≠rito √© dada a cada um, para o que for √ļtil.

8    Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;

9    E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;

10  E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas.

11  Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.

Palavra de √Ęnimo:

N√£o h√° crist√£o que n√£o tenha algum dom de minist√©rio (1Co 12.7; Ef 4.7). √Č de cada crente a responsabilidade de descobrir, desenvolver e usar plenamente quaisquer que sejam as capacidades para o servi√ßo, que Deus lhe deu. B√≠blia de Genebra. Pg.1406.

Definição da manifestação do Espírito Santo:

“Manifesta√ß√Ķes”.

Exatamente o que é manifesto?

O que é feito visível.

Evidência.

Manifestar: Exprimir-se; revelar.

Um dom espiritual √© uma “manifesta√ß√£o do Esp√≠rito” (1 Cor√≠ntios 12:7).

Isto √© como o Esp√≠rito Santo √© visto - no exerc√≠cio dos Dons espirituais. Uma das maiores demonstra√ß√Ķes do Esp√≠rito Santo √© uma igreja na qual os membros est√£o exercitando os dons uns para com os outros, com sabedoria e doutrina como¬† a ensinada por Paulo nesta Ep√≠stola.

Introdução:

Eis um assunto-tema que, você como cristão já ouviu aparentemente vários comentários diferenciados.

Segundo o credo assembleiano, nós os membros das Assembléias de Deus no Brasil dogmaticamente segundo a Palavra de Deus cremos nos DONS ESPIRITUAIS.

Leia abaixo e conheça o nosso credo.

Este é o Credo das Igrejas Assembléias de Deus no Brasil.

Cremos…

1. Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt. 6.4; Mt 28.19; Mc. 12.29).

2. Na inspira√ß√£o verbal da B√≠blia Sagrada, √ļnica regra infal√≠vel de f√© normativa para a vida e o car√°ter crist√£o (2 Tm. 3.14-17).

3. Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e sua ascensão vitoriosa aos céus (Is 7.14; Rm 8.34 e At. 1.9).

4. Na pecaminosidade do homem que o destituiu da glória de Deus, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode restaurá-lo a Deus (Rm 3.23 e At. 3.19).

5. Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus (Jo. 3.3-8).

6. No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor (At. 10.43; Rm. 10.13; 3.24-26 e Hb 7.25; 5.9).

7. No batismo bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro uma só vez em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19; Rm 6.1-6 e Cl. 2.12).

8. Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus no Calvário, através do poder regenerador, inspirador e santificador do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do poder de Cristo (Hb. 9.14 e 1Pd 1.15).

9. No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a sua vontade (At. 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7).

10. Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade (1 Co. 12.1-12).

11. Na Segunda Vinda premilenial de Cristo, em duas fases distintas. Primeira - invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da terra, antes da Grande Tribulação; segunda - visível e corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (1Ts. 4.16. 17; 1Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5 e Jd. 14).

12. Que todos os crist√£os comparecer√£o ante o Tribunal de Cristo, para receber recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo na terra (2Co 5.10).

13. No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis (Ap 20.11-15).

14. E na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis (Mt 25.46).

I - A Relev√Ęncia do Tema:

Este assunto maravilhoso, para n√≥s os crentes, pois, √© uma disciplina fadada a m√ļtiplas interpreta√ß√Ķes, alguma sem fundamento ou sensacionalistas.

√Č necess√°rio entender o que seja Dom.

Etimologicamente.

Dom vem do latim donu, presente, d√°diva.

Ef. 2:8 -    Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.

Deus n√£o escolhe quem busca poder, status e fama. Pelo contr√°rio: “Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os s√°bios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes” (1 Co 1.27). Esse √© um princ√≠pio divino, que se estende por todo o Plano de Salva√ß√£o.

Em Rm. 12.4-8; 1Co 12-14, Paulo chama as habilidades divinamente concedidas para servir de carismata (manifesta√ß√Ķes espec√≠ficas de charis, “gra√ßa”, 1Co 12.4), e de pneumatika (demonstra√ß√Ķes espec√≠ficas do minist√©rio do Esp√≠rito Santo, que √© o pneuma de Deus, 1Co 12.1). ¬†

a- Graça ou Dom é um princípio divino, que se estende por todo o Plano de Salvação.

Segundo os romanos, um dom era uma capacidade especial dada de presente pelos “deuses”.

Deus n√£o escolhe quem busca poder, status e fama.

Pelo contr√°rio: “Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os s√°bios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes” (1 Co 1.27).

-No grego e no hebraico.

-Merimós: significa dom, mas é derivativa da idéia de dividir; Hb. 2.4;4.12;

Mas, além destas palavras temos as palavras mais comuns encontradas e utilizadas pelos estudiosos da Bíblia Sagrada:

-Mattan - hb. Algo oferecido gratuitamente; como dom - Nm.18.11

-Nisseth - coisa elevada. Com conotação de dom - II Sm. 19.42.

-Maseth - dom - sentido de dom Et. 2.18;Jr. 40.5.

-d√Ķron (grego) - dar presentes como express√£o de honra (Mt. 2.11) d√Ķrea - presente gr√°tis.

-d√Ķron (grego) - dar presentes como express√£o de honra (Mt. 2.11) d√Ķrea - presente gr√°tis.

-Doma - gr.  Presente, indica um presente sagrado em alguns casos. Mt. 7.11 e Lc. 11.13; Fp. 4.8,17;

-D√≥sis - gr. Os m√ļltiplos dons de Deus, dado a todos; Tg. 1.17; Fp. 4.15.

-Dorea - gr. Dons ou presentes, podendo, no entanto ter conotação sagrada ou profana; At. 8.20; 10.45; Rm. 5.15,17; II Co. 9.15; Ef. 3.7; 4.7; Hb. 6.4;

-Dorema - palavra que tem uso geral para dom.

Rm. 5.16:

Tg. 1.17:

b- charisma - dom envolvendo graça por parte de Deus como Doador,

c- charisma - dom envolvendo gra√ßa por parte de Deus como Doador, …Ch√°ris e Charisma

A primeira significa Graça, tendo maior conotação de dom gratuito.

Utilizada por duas vezes, para significar a ação de comunicar com as necessidades dos santos, ou seja, da Igreja.

II Co.8.4

A segunda é usada para indicar os dons do Espírito, as suas graças, que nos são concedidas gratuitamente, para a Obra do Ministério;

I Co.12.4,9;28-31.:

Esta segunda palavra tem seu uso ligado ao enfoque do dom da graça de Deus, que nos traz Salvação:

Rm. 5.15-16:

Como dom espiritual:

Rm. 1.11: Porque desejo ver-vos, para vos comunicar algum dom espiritual, a fim de que sejais confortados;

Dom segundo o dicionário é dádiva; presente; Poder [substantivo - braço; força].

Interessante:

Ora! O pr√≥prio l√©xico brasileiro adota como sin√īnimo de Dom a palavra Poder, escrita com P mai√ļsculo, demonstrando autoridade.

Nós recebemos e temos este Poder, recebido de quem tem Todo o Poder nos céus e na Terra, Jesus Cristo.

Mt. 28.18: 18 E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Versão Bíblia digital - cortesia Tio Sam.

Atos 1. 8. Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra.

Lc.10. 19. Eis que vos dei autoridade para pisar serpentes e escorpi√Ķes, e sobre todo o poder do inimigo; e nada vos far√° dano algum.

Ou ainda: poder, como ter autorização para.

¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬† ¬†¬†¬†¬†¬† Ter for√ßa, dom√≠nio, energia - “power” em ingl√™s;

                  Autoridade constituída;

Leia esta express√£o:

Os dons espirituais s√£o poderes ou gra√ßas que o Esp√≠rito Santo confere aos servos¬† de Deus para a edifica√ß√£o da igreja“. (Hb 2.4 e 1Pe 4.10).

Lc.10.19. Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpi√Ķes, e toda a for√ßa do inimigo, e nada vos far√° dano algum.

Poder detém força do inimigo.

Poder destrói barreiras.

Finalidades dos Dons:

Biblicamente os dons espirituais têm uma finalidade precípua:

Edificação do corpo de Cristo.

Ef. 4:12 - Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo;

Para Glória de Deus. [leia abaixo]

II - Entendendo e qualificando:

Dons naturais ou e Dons espirituais

A - Dons temporais:

Todos temos os dons temporais que são dados a todos os homens, sendo inimaginável alguém viver sem o principal: O Dom da Vida.

a- Para nosso sustento:

Is. 42. 5. Assim diz Deus, o Senhor, que criou os céus e os desenrolou, e estendeu a terra e o que dela procede; que dá a respiração ao povo que nela está, e o espírito aos que andam nela.

Os alimentos dados a todos os viventes sob o sol.

I Tm. 6. 17. …manda aos ricos deste mundo que n√£o sejam altivos, nem ponham a sua esperan√ßa na incerteza das riquezas, mas em Deus, que nos concede abundantemente todas as coisas para delas gozarmos;

A chuva

As esta√ß√Ķes do tempo.

Mt. 6. 25, 31,32. Por isso vos digo: N√£o estejais ansiosos quanto √† vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. N√£o √© a vida mais do que o alimento, e o corpo…Portanto, n√£o vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir? (Pois a todas estas coisas os gentios procuram.) Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso.

Zc. 10.1. Pedi ao Senhor chuva no tempo da chuva ser√īdia, sim, ao Senhor, que faz os rel√Ęmpagos; e ele lhes dar√° chuvas copiosas, e a cada um erva no campo…

II -A - Dom - Talento - Vocação:

No Antigo Testamento:

Deus capacitou a certos homens com dons para a obra do santu√°rio e outras obras, como canto e m√ļsica.

Tratava-se de um Dom especialmente para certas habilidades, mas em prol da Obra de deus.

Ex.36.1,2. ASSIM trabalharam Bezalel e Aoliabe, e todo o homem s√°bio de cora√ß√£o, a quem o Senhor dera sabedoria e intelig√™ncia, para saber como haviam de fazer toda a obra para o servi√ßo do santu√°rio…tinha ordenado…Mois√©s chamou a Bezalel e a Aoliabe…em cujo cora√ß√£o o Senhor tinha dado sabedoria;

Ex.35.30-35. Depois disse Mois√©s…: Eis que o Senhor tem chamado…a Bezalel…E o Esp√≠rito de Deus o encheu de sabedoria, entendimento, ci√™ncia e em todo o lavor, E para criar inven√ß√Ķes, para trabalhar em ouro, e em prata, e em cobre, e em lapidar de pedras para engastar, e em entalhar madeira, e para trabalhar em toda a obra esmerada…lhe disp√īs o cora√ß√£o para ensinar a outros [este trecho √© uma li√ß√£o para n√≥s]; a ele e a Aoliabe…Encheu-os de sabedoria do cora√ß√£o, para fazer toda a obra de mestre, at√© a mais engenhosa, e a do gravador, em azul, e em p√ļrpura, em carmesim, e em linho fino, e do tecel√£o; fazendo toda a obra, e criando inven√ß√Ķes.

Assim ainda hoje o Espírito do Senhor tem escolhido homens e mulheres para toda a Obra na Sua Casa.

Ex.38.22,23. Fez, pois, Bezalel…tudo quanto o Senhor tinha ordenado a Mois√©s…E com ele Aoliabe…um mestre de obra, e engenhoso art√≠fice

Este exemplo de Bezalel é o ponto de introdução sobre o que passamos a discorrer.

A capacitação anunciada de Jesus O Homem.

Isaías 11. 1. Então brotará um rebento do toco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará.2 E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor.

Mesmo os eventos de serviços - diakonia - que inicialmente eram apenas de serviço, mas com a condicionante de serem os que ocupariam esta função na Igreja, era necessário serem cheios do Espírito Santo.

A - A capacitação - diakonia - no Novo Testamento:

Atos 6.2.3. E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarreguemos deste serviço.

Ora, seria um menosprezo aos Ap√≥stolos servir √† mesa? Sem d√ļvida que n√£o.Mas, para o crescimento, edifica√ß√£o da Igreja, por discernimento eles entenderam que seria √ļtil homens cheios do Esp√≠rito Santo, para realizar este servi√ßo.

Poderiam escolher qualquer um?

N√£o, pois a necessidade, veja que entendimento espiritual?

A necessidade era da Igreja, como noiva de Cristo e estes precisariam de ter dons do espírito para saber utilizar com misericórdia, compaixão a sua atividade, que era fundamental para a Igreja crescer e para deixar os Apóstolos livres para pregar a Palavra do Nazareno.

Bem… o dom natural √© inato.

Obra do acaso genético ou do presente de Deus, quem sabe a verdade?

A questão é que algumas pessoas nascem com algo especial, que lhes permite realizar bem alguma coisa, com extrema facilidade.

O dom é espiritual, porque é um presente de Deus.

Gálatas 1:15-16, por exemplo, declara, efetivamente, que Paulo foi dotado para pregar desde antes o seu nascimento. Mas este dom, obviamente, não foi exercitado até muitos anos depois.

Certamente, ele, sem d√ļvida, pregava e ensinava antes de crer, mas tal prega√ß√£o ou ensino recebeu inteiramente uma nova dimens√£o quando ele foi salvo. Ele tinha o dom (talento) desde o come√ßo; ele se tornou “espiritual” quando ele se tornou espiritual. (Um homem “espiritual” √© um crist√£o. Esta √© a terminologia de Paulo em 1 Cor√≠ntios 2:14-15). Dons Espirituais - por Fred G. Zaspel

a- O talento √© usado com esfor√ßo e pela vis√£o de Deus da capacidade individual de cada um, porque depende da for√ßa, do suor, do m√ļsculo, da determina√ß√£o para ser desenvolvido e aprimorado, pois tamb√©m em sua ess√™ncia, rudimentarmente, √© da√ß√£o de Deus.

b- A voca√ß√£o vinda do voc√°bulo “vocare“, de chamado √© um chamado para determinada a√ß√£o.

Ato de chamar ou invocar; Predestinação, desígnio, escolha, chamamento; Tendência, inclinação; Talento, aptidão, pendor.

A palavra voca√ß√£o (etimologicamente) deriva do verbo latino VOCARE [Do latim vocatione ]que significa “chamar”.

√Č a tradu√ß√£o do termo “vocatione” que quer dizer chamado, apelo, toda voca√ß√£o compreende um chamado. Assim, toda voca√ß√£o comporta aquele que chama (Deus) e aquele que √© chamado (o homem).

  • 1. Ato de chamar ou invocar.
  • 2. Des√≠gnio, escolha, chamamento.
  • 3. Tend√™ncia, inclina√ß√£o.
  • 4. Talento, aptid√£o, pendor.

Sendo assim temos cada qual um chamado recebido segundo o prop√≥sito de Deus para cada um em sua Obra, sob as condi√ß√Ķes especiais at√© mesmo da particularidade pessoal respeitada por Deus.

A - Vocação:

A voca√ß√£o √© um convite, uma proposta √† liberdade e responsabilidade do homem, √† qual ele pode aderir ou n√£o, mas n√£o lhe compete fabric√°-la ou modific√°-la. √Č um chamado que vem de encontro ao homem, a ele cabe apenas atender ou n√£o. Mar√≠as esclarece que “a voca√ß√£o tamb√©m n√£o √© escolhida, por√©m n√£o seria correto dizer que me encontro com ela; antes ela me encontra, me chama, e correlativamente a descubro; n√£o me √© imposta, e sim apresentada, e embora n√£o esteja em minhas m√£os ter ou n√£o ter essa voca√ß√£o, permane√ßo frente a ela com uma essencial liberdade: posso segui-la ou n√£o, ser fiel ou infiel a ela.” (Mar√≠as 1983, p.24). MAR√ćAS, Juli√°n. Ortega: las trayectorias. Madrid, Alianza Editorial, 1983.

- √Č um chamado como Paulo diz a Tim√≥teo:

2Te 1:11 - Por isso também rogamos sempre por vós, para que o nosso Deus vos faça dignos da sua vocação, e cumpra todo o desejo da sua bondade, e a obra da fé com poder;

Rom 11:29 - Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento

A vocação representa um chamado, algo que vem do céu; da vida espiritual através de Jesus Cristo.

Fp 3:14 - Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

I Co. 7.20. Cada um fique na vocação em que foi chamado.

B - Talento: Já talento é similar na origem, mas diferente na essência. Ao contrário do dom, o talento pode ser desenvolvido com treino, disciplina e obstinação.

- Talento pressup√Ķe o gastar-se no trabalho de Deus, no negociar com a melhor semente que se tem no Universo a Palavra de Deus. Talento pressup√Ķe a√ß√£o e uso da energia ativada pela Salva√ß√£o em a√ß√£o no Reino de Deus, √© o suor m√≠stico do corpo, alma e esp√≠rito.

II Co.12.15. Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado.

Mt.25.14-29. Porque isto √© tamb√©m como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens.¬†E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe…¬†Devias ent√£o ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros.¬†Tirai-lhe, pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos.¬†Porque a qualquer que tiver ser√° dado, e ter√° em abund√Ęncia; mas ao que n√£o tiver at√© o que tem ser-lhe-√° tirado.

C - O DOM

Ef. 4.28. Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens.

O DOM, diferentemente ao talento que também é dado a cada um, o qual é relacionado ao granjear, realizar os negócios de Deus, que lhe são dados em suas mãos, com a finalidade de multiplicação, o Dom é uma dádiva de Deus com a finalidade de edificação espiritual da Igreja, ou seja, revela-se pela ação do crescimento, mas no sentido espiritual do Corpo de Cristo, que acabará produzindo resultado de crescimento da qualidade da vida cristã e até mesmo na quantidade.

Atos 2. 38 -  E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo.  47 Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.

II - 1 - Quem e quando se recebe os Dons:

Usualmente e popularmente:

Dom é uma dádiva que alguns recebem de Deus.

√Č algo especial que alguns especiais recebem de Deus.

Algo espiritual que alguns por sua muita santidade recebem de Deus.

Algo espiritual que alguns poucos escolhidos por Deus

√Č o “charisma” na vida dos santos.

Usa-se você tem um dom, quando alguém manifesta uma ação do Espírito Santo sobre natural, como visão revelação, etc.

Podemos afirmar sem errar que, todos quantos aceitam a Jesus Cristo como Salvador recebem um Dom, pois a pr√≥pria Salva√ß√£o na sua origem e ess√™ncia espiritual divina √©: “Porque pela gra√ßa sois salvos, por meio da f√©; e isto n√£o vem de v√≥s, √© dom de Deus. Ef. 2:8“.

Este é um dom bastante para a salvação da alma do homem ou mulher que, aceita Jesus como Salvador.

Mas, este dom é apenas o dom capacitador inicial para a obra de Deus, embora seja o dom iniciador do cristão[ã] na sua nova vida, agora, sob a égide de Deus como Filho. Pela própria presença do Espírito Santo.

At. 2. 38. Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo.

Lc. 9.1. Reunindo os doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os dem√īnios, e para curarem doen√ßas;

João 20.22. E havendo dito isso, assoprou sobre eles, e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.

Utilizei-me deste √ļltimo vers√≠culo para contrapor, voluntariamente, pois o mesmo, √© muito utilizado quando se discute sobre como ou quando, se recebe o batismo com o Esp√≠rito Santo.¬†

III - Os Dons Espirituais doados por Deus para a execução da sua Obra. 

O dom espiritual não é um fim em si mesmo, é especialmente dado para a edificação da Igreja em toda a sua complexidade como Corpo, muito embora simples como foi Jesus.

Desta forma, temos segundo a B√≠blia algumas rela√ß√Ķes de Dons.

Voc√™ vai encontrar varia√ß√Ķes em listas de dons, todos, a partir das listas paulinas em sua maioria.

A - As listas podem se encontradas nas paulinas:

Epístola aos Romanos 12.

I Epístola aos Corintíos 12

Epístola aos Efésios 4

Romanos 12 menciona os seguintes dons espirituais:

a)    Profecia (pregação, declaração inspirada)  
b)    Serviço (ministério)  
c)    Ensino (comunicação de princípios bíblicos)  
d)    Exortação (estímulo à fé, encorajamento)  
e)    Contribuição (doação, generosidade)  
f)     Liderança (autoridade, governo, administração)  
g)    Misericórdia (simpatia, consolo, bondade)

I Coríntios 12 adiciona:

h)    Sabedoria (conselho sábio, palavra sábia)  
i)     Conhecimento (falar com propriedade)  
j)     Fé (crer na intervenção divina)  
k)    Cura (sarar mágoas e doenças físicas)  
l)     Milagres (realização de grandes feitos)  
m)  Discernimento de espíritos (percepção espiritual)  
n)    Línguas (falar em línguas nunca aprendidas)  
o)    Interpretação de línguas (tradução compreensiva)  
p)    Apóstolo  
q)    Socorro  
r)     Administração (governo, presidência, liderança)

Efésios 4 adiciona:

s)    Evangelista (missionário, pregador da salvação em Cristo)  

t)      Pastor (ministrar ao povo de Deus)

Há autores que alistam ainda mais dons! 

Christian A. Scwarz apresenta uma lista com 30 dons, acrescentando três aos já alistados:

Criatividade Art√≠stica, Habilidade Manual e M√ļsica.

O que não vai de encontro as palavras da Bíblia, pois vimos acima casos similares, que nos dão conta da doação de sabedoria, habilidade para a Obra de Deus.

Em outro lugar (Rm 12.4-8; 1Co 12-14) Paulo chama as habilidades divinamente concedidas para servir de carismata (manifesta√ß√Ķes espec√≠ficas de charis, “gra√ßa”, 1Co 12.4), e de pneumatika (demonstra√ß√Ķes espec√≠ficas do minist√©rio do Esp√≠rito Santo, que √© o pneuma de Deus, 1Co 12.1). ¬†

A import√Ęncia do Amor:

Pastor Dr. Antonio Gilberto destaca na Reflexão e Subsídio Doutrinário da Lição - Mestre,  a questão da validade e o amor como a virtude do mundo cristão, e nós podemos acrescentar que o Grande Amor de deus é o centro da garantia de nossas como seres humanos.

Se todos os dons forem dados, se todos nós profetizarmos se todos formos bons obreiros e não tivermos Amor, nada disto valeria a pena:

Um Caminho Mais Excelente (13.1-13)

O Amor √©…

Sem Amor…

O Amor √© Maior Que…

Paciente, benigno, altruísta, verdadeiro, cheio de esperança, duradouro (vs 4-7)

Não é invejoso, orgulhoso, egoísta ou rude, nem aceita provocação (vs 4,5)

As línguas são apenas barulho (v 1)

Profecias, mistérios, ciência e fé nada valem (v 2)

Boas obras s√£o in√ļteis (v 3)

 

Profecias, que desaparecer√£o. (v 8)

Línguas, que cessarão (v 8)

Ciência, que passará (v 8)

Amor √© um dos termos mais din√Ęmicos que Paulo emprega Para referir-se √† vida santa habilitada pela plenitude do Esp√≠rito. Inclui motiva√ß√£o e a√ß√£o. O amor √© caracter√≠stica do crist√£o maduro.

Este quadro está sendo reproduzido, pois o apresentei em outra lição.

IV- A ação dos Dons na vida da Igreja e pessoal:

Assim temos os Dons de expressão verbal ou que verbalizam através do uso das cordas vocais com a enunciação audível, seja de línguas estranhas, aos que ouvem, ou não, ou através de palavras inteligíveis ao linguajar dos homens.

A-Na vida ministerial:

Todos nós somos chamados, de uma forma ou de outra a fazer algo, a alguma coisa.

Antigamente este termo significava qualquer espécie de aptidão.

Por exemplo: aptid√£o para medicina, m√ļsica, artes, etc… Depois ele foi adquirindo um significado religioso passando a designar o chamado de Deus.

Vocação sempre indica um chamado. E quem chama sempre deseja alguma resposta da pessoa a quem chama. Deus não age de forma diferente. Só que, ao chamar, Deus, antes de pedir Ele dá.

Deus chamando o homem lhe dá a vida, a existência, e com a vida, dá-lhe também a liberdade.

B-Na vida pessoal:

Como o dom espiritual afeta o portador?

O exercício do dom traz alegria e satisfação, e ele se sente liberto e seguro em ser ele mesmo (auto-aceitação).
A nossa Lição trata quase que exclusivamente dos Dons que se caracterizam pela sua manifestação.

Um dos melhores exemplos da ação do Dom de Deus vem do próprio Escritor da Epístola em tela, o Apóstolo Paulo que sofreu a transformação após receber o Dom da Graça - Salvação - tendo a sua vida por nada e se transformando no Apóstolo dos gentios.

Atos 9:18 - E logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista; e, levantando-se, foi batizado.

a- O próprio episódio da visita de Ananias a Paulo e este fato que representa o abrir da visão:

Escamas caem dos olhos do homem quando recebe a oferta gratuita de Deus - Os Dons Espirituais, que o fazem:

Discernir;

Entender;

Profetizar;

Ensinar;

Curar; Atos 19.12. De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam.

Falar em novas línguas.

Eis um fato que precisa ser comunicado a cada novo crente e despertado pela ação da própria Igreja que recebeu o impactante poder do Dom de falar em Línguas.

b-Pedro transformado após o receber o Dom do Espírito Santo.

Ou seja, a ação do charisma na vida do cristão é fundamental.

B - Na Igreja:

Os dons espirituais não são brinquedos; são ferramentas do Espírito para que a obra de Deus seja feita com eficiência. G. Raymond Carlson

Uma igreja funcionando como um corpo bem dotado é uma bela demonstração do Espírito. Atos 2.42.ss.

A finalidade dos Dons não é para particular exaltação ou demonstração, seja pessoal ou seja da Igreja onde há profusão desta Manifestação.

Se h√° alguma coisa em nos gloriarmos, seja no Senhor!

Primeiro: ela é a Demonstração do Espírito Santo, como Ele quer.

Segundo: e a mais fundamental finalidade:

Para Glória de Deus. Aleluia!

I Pedro 4:10 e 11[servindo uns aos outros conforme o dom que cada um recebeu, como bons despenseiros da multiforme gra√ßa de Deus. Se algu√©m fala, fale como entregando or√°culos de Deus; se algu√©m ministra, ministre segundo a for√ßa que Deus concede; para que em tudo Deus seja glorificado por meio de Jesus Cristo, ma quem pertencem a gl√≥ria e o dom√≠nio para todo o sempre. Am√©m. aconselha os crentes a usarem seus dons espirituais, para ent√£o explicar o motivo para tanto: “…para que em todas as coisas seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a gl√≥ria e o dom√≠nio pelos s√©culos dos s√©culos”.]

Considerar que os dons espirituais t√™m o mero objetivo de adornar e beneficiar a pessoa que os tem seria t√£o absurdo quanto dizer: “Eu acendo o fogo n√£o para esquentar a sala, mas para esquentar a lareira“. Abraham Kuyper

V - Conhecendo os Dons do Espírito:

A - As manifesta√ß√Ķes e inova√ß√Ķes sem regra.

Podemos dividir os Dons em algumas divis√Ķes [vide acima], talvez voc√™ encontre divis√Ķes diferenciadas e todas ser√£o pass√≠veis de acr√©scimos ou diferen√ßas, sobre o mesmo assunto-tema, pois depender√° da convic√ß√£o de f√© de cada segmento evang√©lico ou crist√£o.

Este √© um assunto que permeia a comunidade crist√£, de nossos dias, tendo em vista a posi√ß√£o de certas lideran√ßas, que se tem utilizado de manifesta√ß√Ķes espirituais de modo diversos, sem contudo isto se enquadrar na palavra de Paulo sobre a Diversidade de dons.

Parece-me que h√° exagero em certas manifesta√ß√Ķes.

Sempre digo que h√° uma linha t√™nue, como o fio de uma espada, na qual o crist√£o deve andar, sem o que, ele poder√° cair em manifesta√ß√Ķes de crendices, em verdadeiros transes espirituais, em inova√ß√Ķes, como sopro, ou a necessidade de um objeto de toque para receber ou perceber a a√ß√£o dos dons espirituais.

A ação do Espírito Santo é algo intangível, mas ao mesmo tempo pode ser sentida pela comunicação do Espírito Santo com nosso espírito.

Esta linha determina a divisa entre, o lado espiritual divino e o e m√≠stico emocional, podendo aqueles que n√£o temo discernimento de profecias, vis√Ķes, revela√ß√Ķes, curas, ou outros dons, passar at√© mesmo para o lado que o Ap√≥stolo Pulo definiu em Corinto, como o pr√≥prio texto da Li√ß√£o: “I Co. 12.1.ss: ACERCA dos dons espirituais, n√£o quero, irm√£os, que sejais ignorantes. V√≥s bem sabeis que √©reis gentios, levados aos √≠dolos mudos, conforme √©reis guiados. Portanto, vos quero fazer compreender que ningu√©m que fala pelo Esp√≠rito de Deus diz: Jesus √© an√°tema, e ningu√©m pode dizer que Jesus √© o Senhor, sen√£o pelo Esp√≠rito Santo“.

Temos que ter cuidado, pois o Senhor continua o mesmo.

B - Cessaram os Dons?

Por outro lado existem aqueles que acreditam que os Dons foram somente para os dias da Igreja Primitiva e se dividem entre aqueles que desprezam alguns dons e aceitam outros ou confundem o recebimento de Dons com o batismo ou o ato de aceitar a Cristo como Salvador de suas vidas.

√Č l√≥gico que, ao aceitar Cristo como Salvador, o Esp√≠rito Santo vem e limpa a casa onde vai morar -”n√£o sabeis, v√≥s, que sois templo do Esp√≠rito Santo” - ou - ” eis que estou a porta e bato, se algu√©m abrir,Eu e o Pai viremos e faremos nele morada…”.

Estes grupos n√£o aceitam, mormente o:

Dom da glossolalia.

Dom de profecia.

Dom de vis√£o.

Entendem que cessaram com os Apóstolos. Veja o tópico II da Lição CPAD - pg.72 - Mestre.

Muito embora possamos considerar que, deixando a Bíblia falar, conforme texto base da Lição:

I Co. 12.6. E h√° diversidade de opera√ß√Ķes, mas √© o mesmo Deus que opera tudo em todos.at√© ao vers√≠culo 10….[leia o texto].E a outro a opera√ß√£o de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os esp√≠ritos; e a outro a variedade de l√≠nguas; e a outro a interpreta√ß√£o das l√≠nguas.

Sem, contudo, desprezar os demais Dons espirituais ou coloc√°-los como cessados ou inoperantes em nossos dias, pois h√° alguns que at√© alegam que certos Dons j√° n√£o existem e que a “manifesta√ß√£o” destes, seria obra de mentes fracas.

Isto, dito por alguns teólogos do tempo presente.

Existe a rejeição do Batismo no Espírito Santo, bem como, os dons.

A Palavra √© clara na explana√ß√£o, n√£o deixando margens para d√ļvidas. Afirmar que os dons do Esp√≠rito ficaram restritos ao Pentecostes √© desconhecer a B√≠blia como regra de f√©.

Esta tese contraria todas as cartas Paulinas, pois, foram escritas em datas posteriores ao Pentecostes.

A conversão de Paulo aconteceu por volta do ano 37 dC, anos após a descida do Espírito Santo no Pentecostes (30 dC).

VI - Divis√£o dos Dons Espirituais:

A nossa Lição trata quase que exclusivamente dos Dons que se caracterizam pela sua manifestação.

Mas, os dons espirituais podem ser amplamente classificados além das habilidades para falar, como para prestar ajuda prática com amor.

Assim temos os Dons de expressão verbal ou que verbalizam através do uso das cordas vocais com a enunciação audível, seja de línguas estranhas, aos que ouvem, ou não, ou através de palavras inteligíveis ao linguajar dos homens.

E temos os dons expressos nas listas citadas ao longo deste coment√°rio, sem considerar-se as mesmas como a plena extens√£o dos Dons.

A - Sub-divis√£o:

1 - Os Dons de express√£o verbal [charisma]:

1-a - Glossolalia.

Destaco este dom entre os dons de express√£o.

Trata-se de falar em línguas estranhas desconhecidas e concedidas pelo Espírito Santo.Podendo ser estranhas as línguas faladas no Mundo ou mesmo, estranhas e desconhecidas em qualquer parte do Planeta, pois são concedidas sem relação alguma com as línguas da Humanidade.

Porém como na primeira manifestação desta operação em Atos dos Apóstolos 2, pode haver o entendimento de alguém presente á reunião, e que fale outra língua humanamente conhecida em nosso planeta, que possa vir a entender a que Deus está falando através do que recebeu este Dom de línguas estranhas.

Ex. em uma Igreja que freq√ľentei, um senhor japon√™s que fora levado, por um casal de crentes japoneses. Ele n√£o entendia nada em portugu√™s.

Durante a pregação o pregador da noite envolvido na chama do pentecostes, falou em línguas estranhas enquanto pregava.

Ap√≥s o culto √†quele visitante nip√īnico foi at√© ele e muito feliz, come√ßou a conversar em japon√™s com o pregador, e ficou surpreso, ao ser informado pelos seus convidandos que, o pregador nada sabia da l√≠ngua japonesa.

Este √© um exemplo de que as manifesta√ß√Ķes do Esp√≠rito Santo continuam atingindo cora√ß√Ķes como aqueles de outrora em Jerusal√©m.

Atos 2.4.ss. E todos ficaram cheios do Esp√≠rito Santo, e come√ßaram a falar noutras l√≠nguas, conforme o Esp√≠rito lhes concedia que falassem. Habitavam ent√£o em Jerusal√©m judeus, homens piedosos, de todas as na√ß√Ķes que h√° debaixo do c√©u. Ouvindo-se, pois, aquele ru√≠do, ajuntou-se a multid√£o; e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua pr√≥pria l√≠ngua. E todos pasmavam e se admiravam, dizendo uns aos outros: Pois qu√™! n√£o s√£o galileus todos esses que est√£o falando? Como √©, pois, que os ouvimos falar cada um na pr√≥pria l√≠ngua em que nascemos? N√≥s, partos, medos, e elamitas; e os que habitamos a Mesopot√Ęmia, a Jud√©ia e a Capad√≥cia, o Ponto e a √Āsia, a Fr√≠gia e a Panf√≠lia, o Egito e as partes da L√≠bia pr√≥ximas a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como pros√©litos, cretenses e √°rabes ouv√≠mo-los em nossas l√≠nguas, falar das grandezas de Deus.

O trecho final de Lucas o escritor, indica claramente qual a finalidade de falar em línguas, não teria nenhum sentido se esta manifestação  não fosse para edificação, salvação, sinal de maravilhas e acrescentar almas a recém criada e inaugurada Igreja.

Haveria melhor testemunho que o de uma multid√£o?

Este dom é desprezado ou mal-entendido por parte de Igrejas cristãs ou considerado apenas como de uso restrito pela Igreja primitiva, cessando após certo tempo.

a-O dom da Glossolalia e os Corintíos:

 A atividade e uso dos Dons, principalmente os vocalizados era uma das dificuldades da Igreja em Corinto,  Paulo procura organizar esta situação.

Para meu espanto, quando vou a certas reuni√Ķes parece que os irm√£os n√£o leram este cap√≠tulo.

[I Co.14. 23. Se, pois, toda a igreja se reunir num mesmo lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão porventura que estais loucos?

b-Polêmicas:

O cap√≠tulo 14 de I Corint√≠os √© polemizado por muitos crentes, o quais ficam entre dois extremos, sendo que outros o anulam em suas pr√°ticas lit√ļrgicas congregacionais.

Ministrando aula de teologia sobre Novo testamento, quando chegamos a I Ep√≠stola de S√£o Paulo aos Corint√≠os fui inquirido pelos alunos, sobre o uso deste dom de forma disciplinada, j√° que muitos tinham algumas d√ļvidas.

-Poderiam falar em línguas durante o culto?

-Se deveriam falar e isto poderia causar esc√Ęndalo para os n√£o crentes presentes na reuni√£o?

-Quando deveriam falar?

Etc…

I Co. 14. 27. Se alguém falar em língua, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e cada um por sua vez, e haja um que interprete.

Este √© um assunto que n√≥s assembleianos, parece-me, n√£o temos muitas d√ļvidas, mas para surpresa os alunos eram assembleianos e muitos de anos de vida com Cristo e batizados com o Esp√≠rito Santo.

c-Devemos disciplinar nossos crentes, como Paulo disciplinou a Igreja de Corinto:

a-Falar em línguas estranhas durante todo o culto ou durante todos os louvores, não edifica a nenhum crente.

d-Falar em l√≠nguas estranhas durante toda a prega√ß√£o, tamb√©m n√£o edifica nenhum crente ou a Igreja e ainda pode causar esc√Ęndalo ao n√£o converso.

Porém falar em línguas estranhas em momentos do culto, do louvor, ou da pregação é completamente normal.

Quando Paulo fala sobre um, dois ou tr√™s ele est√° no contexto do cap√≠tulo did√°tico, ensinando a Igreja de Corinto a ser uma Igreja disciplinada, pois o que menos havia nela era disciplina, ele queria cessar as disputas “espirituais” para que houvesse edifica√ß√£o.

Paulo ensina isto.

I Co. 14. 22. De modo que as l√≠nguas s√£o um sinal, n√£o para os crentes, mas para os incr√©dulos…

√Č como uma vez ouvi o Mission√°rio Lawrence Olsen “in memorian”, com aquele sotaque am√©rico-mineiro, e voz grossa, advertir a Igreja durante sua prega√ß√£o quando ele falava sobre coisas ruins e algu√©m glorificava a Deus, ele disse: “esta na √© hora de glorificar, mas de pedir miseric√≥rdia“.

[I Co.14. 2. Porque o que fala em língua não fala aos homens, mas a Deus; pois ninguém o entende; porque em espírito fala mistérios.]

Ou seja, ele queria dizer:

Pratique o culto racional, o culto da Inteligência e depois pode glorificar na hora certa, seja em glórias a Deus ou falando em línguas.

√Č este o ensinamento sobre o uso do Dom de L√≠nguas, que Paulo queria ensinar e parece que ainda hoje muitos n√£o aprenderam, e outros pensam que aprenderam e impedem os crente de us√°-lo na Igreja como j√° vi pessoalmente.

e- Orar em Línguas:

Temos visto nos movimentos mais recentes e mesmo em algumas Igrejas Assembleianas, o incentivo por parte de pregadores e em algumas, dos próprios líderes, para toda a Igreja orar em línguas.

Em outros casos, pregadores se utilizam, n√£o se escandalizem, do uso de l√≠nguas estranhas para encaminhar suas prega√ß√Ķes e envolver a multid√£o, principalmente quando o audit√≥rio est√° meio, como que, sonolento.

I Co. 14. 6-9. E agora, irmãos, se eu for ter convosco falando em línguas, de que vos aproveitarei. Assim também vós, se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? Porque estareis como que falando ao ar.

Há momentos que devemos orar em línguas e há momento que devemos orar com entendimento, sabendo o que estamos pedindo ao Pai.

I Co. 14. 2.ss: Porque o que fala em l√≠ngua n√£o fala aos homens, mas a Deus; pois ningu√©m o entende; porque em esp√≠rito fala mist√©rios…O que fala em l√≠ngua edifica-se a si mesmo.

Entenda este versículo no seu contexto, sem este entendimento restará uma sensação de contradição no próprio texto.

Pois a nossa mente precisa descansar em/e falar com Deus sabendo o que estamos pedindo.

A nossa alma também precisa ser alcançada pela plenitude de Deus, quando oramos em línguas e é edificada.

Portanto, a Lição que aprendemos é que os dois momentos são necessários e precisam ser usados com discernimento racional e espiritual.

Aliás, Jesus não deixou nenhuma oração ou ensino sobre orar em línguas, mas em Mateus 6, Ele ensinou a Oração perfeita - O Pai Nosso.

Temos exemplos cr√≠ticos em muitas reuni√Ķes em que certos irm√£os sem disciplina, o que Paulo doutrina nesta ep√≠stola, s√≥ falam em l√≠nguas, s√≥ oram em l√≠nguas, e isto em casos que eu presenciei, durante todo o culto, seja, no momento do louvor congregacional, na leitura da palavra, durante a prega√ß√£o, em nenhum momento tais crentes abrem o entendimento para ouvir o que est√° sendo pregado, para a Palavra que limpa e edifica, para a Ora√ß√£o intercess√≥ria daquele que est√° doente, para, enfim ouvir o que est√° sendo ensinado no culto, na realidade s√£o cor√≠ntios contempor√Ęneos que, agem no meio da Igreja atual e muitos, ainda s√£o considerados, como os super-crentes, com express√Ķes: “este √© fogo puro”;”este √© canela de fogo”.

Deveriam ler e estudar mais esta Lição, que veio em boa hora.

Que Deus em Cristo d√™ vida e sa√ļde e mais do seu Esp√≠rito ao Pastor Professor Antonio Gilberto e a Dire√ß√£o da CPAD.

A ação de um Dom necessita do amparo de outro.

Segundo a B√≠blia Sagrada um √ļnico dom √© concedido sob o pedido espec√≠fico.

Não entenda que, estou dizendo que, os outros também não sejam fruto de busca, pela oração.

B- O Dom de Interpretação.

I Co. 14. 12,13. Assim também vós, já que estais desejosos de dons espirituais, procurai abundar neles para a edificação da igreja. Por isso, o que fala em língua, ore para que a possa interpretar.

A condicionante é imperativa: Ore!

Paulo insere aqui um elemento que faltava na Igreja de Corinto, a oração com a inteligência a oração racional.

Tem-se necessidade nestes dias de uma incessante e correta busca de dons espirituais.

A atividade do Dom de línguas estranhas é uma evidencia necessária, mas a busca em oração do Dom de Interpretação é uma busca ordenativa para edificação da Igreja.

Paulo queria dizer que aqueles que eram os mais ansiosos para demonstração de poder e utilizavam os Dom de línguas sem discernimento ou sabedoria, deveriam se preocupar, com o corpo da Igreja que ficava sem a necessária Palavra, da mensagem da profecia, enquanto seus espíritos oravam bem a Igreja ia mal.

C - Dom de Profecias:

I Co. 12.1. ACERCA dos dons espirituais, n√£o quero, irm√£os, que sejais ignorantes.

Paulo preocupado com a falta de conhecimento do uso dos dons espirituais em Corinto procede a um ensinamento programático e sistemático, iniciando a Ordenação dos dons.

Interessante notar que Paulo faz esta ordenação com base

No entendimento.

Na edificação do Corpo

Tiramos uma grande lição deste ensino.

Os dons s√£o necess√°rios?

Sim. Mas, Deus os concedeu como:

- Primeiro benefício para edificação do Corpo de Cristo.

- Para benefício da vida pessoal do cristão.

- Para benefício espiritual do homem interior.

- Por fim, como uma utilidade para a Igreja e seus membros.

- H√° uma diversidade de Dons.

- Há diversidade de Línguas.

A questão da Diversidade dos Dons é para Paulo fundamental nesta ilha de egoísmo que se tornou a Igreja de Corinto.

Pois, ainda hoje existem certas nuvens sem água, ilhas pessoais amantes de seus próprios dons que, são como diz Pedro e Judas:

II Pe. 2.2. E TAMB√ČM houve entre o povo falsos profetas, como entre v√≥s haver√° tamb√©m falsos doutores, que introduzir√£o encobertamente heresias de perdi√ß√£o, e negar√£o o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdi√ß√£o.

2Pe 2:17 -    Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas eternamente se reserva.

Judas - Estes são manchas em vossas festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas;

Pedro compartilha através deste texto da mesma visão de Paulo, citando profetas e doutores como algo natural entre os crentes da Igreja Primitiva.

Sob este texto [da inicial do tópico] podemos, identificar uma unidade de pensamento à respeito da utilização e compreensão da Lista de Dons capacitadores à Igreja.

A declaração de Paulo é bastante para dizer: não existem Dons sem utilidade, ou são falsos dons.

Conforme o texto áureo da Lição:

Mas a manifesta√ß√£o do Esp√≠rito √© dada a cada um para o que for √ļtil. I Co.12.7

Este deve ser o fulcro do aprendizado desta Lição.

A utilidade dos Dons Espirituais é a base da doação pelo Espírito Santo, à Igreja através de seus membros, templo do Espírito Santo.

Os Dons De Serviço:

Neste trimestre aprendemos muito sobre diakonia.

Nós ministros somos servos, como Paulo se declara, nós somos fracos, para que vós sejais fortes.

Este é o pensamento de diakonia servir, como um servo serviria ao seu amo e senhor.

Nós somos servos na questão dos Dons que nos estão submissos aos nossos espíritos, para que o Senhor que, é o doador dos Dons de serviço nos faça atender a necessidade do Corpo de Cristo a Igreja.

Dons e santidade:

A Igreja em Corinto é um exemplo peculiar e difícil discernimento quando a olhamos sob a ótica da I Epístola de Paulo aqueles irmãos e irmãs e vemos que havia profusão dos Dons entre os daquela Igreja.

Primeiro:

Como entender em nossos dias que, estamos procurando que em nossas igrejas haja uma efusão de manifestação os Dons do Espírito Santo?

Como entender que em nossos dias que, certos crentes se arvoram de “vasos” √ļnicos de Deus entre os Irm√£os e irm√£s e s√£o verdadeiros or√°culos de grupos e at√© mesmo de igrejas?

Como entender que em nossos dias que, em nossas Igrejas só consideramos um culto avivado com a profusão verbalizada dos Dons espirituais?

Como entender em nossos dias que, entre nós haja aqueles que se portam como os de Corinto, efusão espiritual e vida de trajetória desviada da hospitalidade, da mansidão, da contenda, da dissensão, onde encontramos até pastores fofoqueiros ou mexeriqueiros ou contenciosos?

Eu sou um crente pentecostal, gosto de cultos avivados, glorifico a Deus sempre, gosto de sentir a presença forte e doce do Senhor, através da ação do Espírito Santo, e sou assembleiano, aceitando todo nosso Credo, digo isto, para que algum leitor menos atento possa pensar que, não aceitamos a verdadeira efusão do Espírito Santo, e que posso julgar se é verdadeira ou não, esta manifestação, com base no que estudamos na Bíblia Sagrada e neste Trimestre, até a aula deste domingo vindouro.

Dons de manifesta√ß√Ķes de habilidades intelectuais e sobrenaturais:

I Co. 12.1-11.

Acerca dos dons espirituais, n√£o quero, irm√£os, que sejais ignorantes.Ora, h√° diversidade de dons, mas o Esp√≠rito √© o mesmo…Mas a manifesta√ß√£o do Esp√≠rito √© dada a cada um, para o que for √ļtil….√© dada a palavra da sabedoria…a palavra da ci√™ncia…a f√©…os dons de curar…a opera√ß√£o de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os esp√≠ritos; e a outro a variedade de l√≠nguas; e a outro a interpreta√ß√£o das l√≠nguas.

A -Diversidade:

Desnecessário continuar falando da necessidade da diversidade de ministérios, a própria condução do texto nos revela, em conjunto com Lição e o texto Bíblico da necessidade de diversidade.

Diversidade não imputa qualidade à Igreja, como em Corinto, mas a diversidade doutrinada imputa qualidade e acrescenta quantidade á Igreja.

B - quando Paulo foi seguido por dias por uma moça que tinha um espírito de adivinhação Paulo discernindo o espírito, mandou em Nome de Jesus que o espírito imundo sai-se dela.

Atos 16.16-18.

Este é um exemplo digno de ser tomado das páginas bíblicas, do que é esta qualidade de Dom espiritual.

A sabedoria é um dos destaques deste trimestre.

Muito se debate sobre a palavra sabedoria no contexto bíblico e somos até contestado sobre nosso saber.

Mas, qual seria a origem da sabedoria de alguns homens de Deus.

Ao abrir um texto b√≠blico, ao demonstrar sabedoria em temas que outros acham dificuldades, ao solucionar situa√ß√Ķes complicadas com senso incomum, o que seria isto?

Esta é Sabedoria que alguns homens citados na Bíblia conseguiram como Dom espiritual.

B- Esta é a sabedoria que Salomão conseguiu com humilhação e com uma simples e sábia oração [neste caso havia a sabedoria natural elevada, mas foi lhe concedida outra sabedoria] e conseguiu a Sabedoria doada por Deus.

I Rs.3. 7.ss. Agora, pois, √≥ Senhor meu Deus…eu sou apenas um menino pequeno; n√£o sei como sair, nem como entrar…Teu servo est√° no meio do teu povo que elegeste…D√°, pois, a teu servo um cora√ß√£o entendido para julgar o teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; pareceu bem…Senhor o ter Salom√£o pedido tal coisa…Deus lhe disse: Porquanto pediste isso…, mas pediste entendimento para discernires o que √© justo, eis que fa√ßo segundo as tuas palavras. Eis que te dou um cora√ß√£o t√£o s√°bio e entendido, que antes de ti teu igual n√£o houve, e depois de ti teu igual n√£o se levantar√°.E ainda, se andares nos meus caminhos, guardando os meus estatutos e os meus mandamentos, como andou Davi…

a-Extrato do texto:

Pedido humilde

Pedido para usar com o povo de Deus

Pedido de Dons:

Discernir

Conhecimento

b-Recebeu:

Dom da ciência

C- Dom de Operação de Maravilhas:

No Novo testamento:

Cura e maravilhas;

Atos 3.7.ss. Nisso, tomando-o pela m√£o direita, o levantou; imediatamente os seus p√©s e artelhos se firmaram e, dando ele um salto, p√īs-se em p√©. Come√ßou a andar e entrou com eles no templo, andando, saltando e louvando a Deus. Todo o povo, ao v√™-lo andar e louvar a Deus reconhecia-o como o mesmo que estivera sentado a pedir esmola √† Porta Formosa do templo; e todos ficaram cheios de pasmo e assombro, pelo que lhe acontecera.

Encontramos Pedro e João subindo para o Templo na hora da Oração.

Encontram um coxo.

Oferecem ajuda.

O coxo é curado.

O povo fica maravilhado.

Esta expressão final, não é uma definição sobre o ato em si, mas a confirmação de que aquilo era incomparável a tudo o que eles podiam esperar dos Apóstolos, e por acontecer, após a morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Como aqueles homens que seguiam ao Nazareno podiam operar coisas como só ele realizar, sem a sua presença física?

Só por algo concedido em Nome de Jesus:

Um Dom Espiritual!

Ainda hoje temos o mesmo Poder de receber, buscar e operar estes milagres e maravilhas em Nome do Senhor Jesus.Glória a Deus!

Conclus√£o:

Na Grécia, o Dar [o dom] estava ligado a um pacto/aliança de amizade e hospitalidade.

Este entendimento grego sobre Dom, robustece o entendimento ao povo de Corinto sobre o que eles estavam fazendo com os Dons de Deus.

Afinal, os Dons s√£o pertencentes a Deus que os doa a quem quer.

A alian√ßa com Deus atrav√©s de Jesus Cristo √© que nos garante o recebimento dos Dons. Por√©m Ele s√≥ os d√° na medida da f√© [alguns dos dons, mas…. pois afinal Ele √© o doador]

Na medida da necessidade da Igreja.

Na medida da necessidade de capacitação.

Na medida do crescimento necess√°rio.

Na medida do estabelecido por Ele.

Estava buscando de Deus um maior entendimento sobre o que √© este “ser √ļtil”.

Ou o que √© “para edifica√ß√£o”.

Utilidade √© ser On√©simo, ou seja, um escravo que longe de seu Senhor √© preso e depois de regatado pelo Evangelho de Cristo torna-se realmente √ļtil para o seu senhor e para o Senhor Deus.

Onésimo passa a ter um valor excelente impregnado pela ação do Espírito Santo.

Deve ser este o ponto de vista da Palavra √ļtil na vida de todos n√≥s.

Edificação é edificar sobre o rudimento da fé: Jesus Cristo.

√Č por esta raz√£o que a palavra edifica√ß√£o tem significado celestial e divino de uma opera√ß√£o de construir vidas pela opera√ß√£o do Esp√≠rito Santo atrav√©s do maior Dom de Deus ao Mundo Jesus Cristo O Unig√™nito.

OS Dons Espirituais estão em total evidência para a Igreja.

A atua√ß√£o do Esp√≠rito Santo continua plena e legitimamente atuante em nossas vidas, o que devemos nestes √ļltimos dias √© ter o discernimento e usa-lo como dire√ß√£o de tudo aquilo que se apresenta como a√ß√£o divina, seja em manifesta√ß√Ķes de poder, em gestos, em manifesta√ß√Ķes m√≠sticas, como revela√ß√Ķes, profecias.

Quanto a Liturgia é necessário obedecermos a orientação da Bíblia Sagrada, quanto a hierarquia:

Em primeiro lugar: Obediência ao que diz a Bíblia Sagrada;

Obediência ao Credo Assembleiano;

Obediência ao Pastor da Igreja;

Segundo:

Quanto ao uso dos Dons é necessário deixar claro que:

√Č atual e perene at√© a volta de Cristo o Dom de Glossolalia

√Č necess√°rio e indispens√°vel o uso do Dom de Profecia

√Č necess√°rio e indispens√°vel o uso do Dom de Interpreta√ß√£o

Fonte:

Rodrigo Mendes item/11

Jabesmar  hpg.ig

MAR√ćAS, Juli√°n. Ortega: las trayectorias. Madrid, Alianza Editorial, 1983.

http://www.hottopos.com/

Dons Espirituais - por Fred G. Zaspel

Tema: Dom e talento

Arthur Kumoto

Vida simples Editora .abril

Editora 34. Páginas apresentadas com permissão. 

Dons Espirituais - por Fred G. Zaspel

Mateus Zampieri- Dons

Dons espirituais.

Diante do trono - Bíblia online - estudos.

Bíblia digital - cortesia Tio sam

Bíblia Plenitude

Dicionário Aurélio

Bíblia de Genebra.  

Subsídio complementar:

Este subsídio é compilação do autor do texto e a maior parte dele é de autoria das fontes citadas:

“Administra√ß√Ķes”

No verso 5 Paulo os chama de “administra√ß√Ķes” [vers√£o inglesa - em algumas outras vers√Ķes “minist√©rios”, “servi√ßos”]. O termo no grego √© diakonia, “servi√ßo”, a mesma palavra da qual tomamos a palavra “di√°cono”, que significa “servo”. O pr√≥ximo fato sobre os dons espirituais, portanto, √© que eles s√£o servi√ßos a serem prestados. Sua fun√ß√£o prim√°ria √© para os outros. Dons s√£o para servir.

¬†”Espirituais”

No verso 1, a Vers√£o Autorizada (KJV) menciona “dons espirituais”. No grego lemos simplesmente “espirituais” (ton pneumatikon), significando “coisas caracterizadas ou controladas pelo Esp√≠rito”.

Dons espirituais são, portanto, em primeiro lugar, coisas controladas ou caracterizadas pelo Espírito.

“Opera√ß√Ķes”

O verso 6 os chama de “opera√ß√Ķes”. Esta √© a palavra grega da qual tomamos nossa palavra portuguesa “energia” (energema). Os dons espirituais s√£o tamb√©m energizadores. Provavelmente esta palavra enfatiza a divina energia nos capacitando a realizar o servi√ßo. Pedro tinha esta mesma id√©ia em mente quando ele diz para “ministrar” (servir) com a “capacidade” (for√ßa) que Deus d√° (1 Pedro 4:11). Deus nos dota para realizar o servi√ßo na Sua for√ßa.

“Manifesta√ß√Ķes”

Finalmente, o verso 7 se refere a eles como “manifesta√ß√Ķes”. A palavra grega (phanerosis) significa “fazer vis√≠vel”, ou “mostrar”. Os dons espirituais, ent√£o, s√£o mostras vis√≠veis de servi√ßo aos outros. Os dons espirituais n√£o s√£o habilidades dadas para fazer algo para si mesmo, sozinho. Isso √© ego√≠smo. Eles s√£o “servi√ßos” vis√≠veis realizados para outros. Eles s√£o exercitados em amor, Paulo ensina no cap√≠tulo 13, e “o amor n√£o busca os seus pr√≥prios interesses” (13:5).

Dons Espirituais - por Fred G. Zaspel




Osvarela

Publicado no blog Estudando a Palavra

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    osiel varela
    Escreveu:

    Corre√ß√Ķes do autor:
    devido a falhas de revis√£o.
    Ex. em uma Igreja que freq√ľentei, um senhor japon√™s que fora levado, por um casal de crentes japoneses. Ele n√£o entendia nada em portugu√™s..
    leia:
    Ex. em uma Igreja que freq√ľentei, um senhor japon√™s fora levado, por um casal de crentes japoneses. Ele n√£o entendia nada em portugu√™s…
    ‚Äú√Č como uma vez ouvi o Mission√°rio Lawrence Olsen … esta na √© hora de glorificar, mas de pedir miseric√≥rdia‚Äú.
    leia:
    ‚Äú√Č como uma vez ouvi o Mission√°rio Lawrence Olsen …esta n√£o √© hora de glorificar, mas de pedir miseric√≥rdia‚Äú.
    O Autor: Osvarela


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    Regina
    Escreveu:

    Maravilhoso esse coment√°rio! Deus o aben√ß√Ķe. Muito √ļtil. Fique na paz.


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    assuero vasconcelos
    Escreveu:

    louvo a Deus por sua vida e pela grande contribui√ß√£o que os seus coment√°rios tem nos dado para socializarmos com os dissentes da EBD a compreen√ß√£o dos textos das li√ß√Ķes.


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    osiel varela
    Escreveu:

    A Paz do Senhor
    Agradeço os comentários.
    que Ele cresça e eu diminua.
    Osvarela

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