A Primeira Carta de João - Pb. José Roberto A. Barbosa
Texto Áureo: II Tm. 3.16 - Leitura Bíblica em Classe: I Jo. 1.1-4
Objetivo: Mostrar que essa carta, divinamente inspirada, é aplicável a todo leitor que deseja ter sua vida no centro da vontade de Deus.
INTRODUÇÃO
Ao longo deste trimestre estudaremos a I Carta de João. Essa é uma das cartas mais significativas do Novo Testamento. Caracteriza-se por uma estrutura bastante distinta em relação as demais. O conteúdo é contundente na argumentação contra os falsos mestres. Seu estilo e teologia se coadunam com o Evangelho do mesmo autor. Nas aulas dos próximos três meses teremos as seguintes lições: 1) a Primeira Carta de João; 2) Jesus, o Filho Eterno de Deus; 3) Jesus, a Luz do Crente; 4) Jesus, o Redentor e Perdoador; 5) A força do amor cristão; 6) o sistema de viver do mundo; 7) a chegada do Anticristo;
A nossa Eterna salvação; 9) O crente e as bênçãos da salvação; 10) os falsos profetas; 11) o amor a Deus e ao próximo; 12) O testemunho interior do crente; e 13) A segurança em Cristo. Na lição de hoje, trataremos a respeito da autoria dessa carta, do seu propósito e apresentaremos uma visão panorâmica de sua divisão.
1. A AUTORIA DA CARTA
O autor de I João não se identifica na Carta. Ao que tudo indica seus “filhinhos” os reconheceria sem problemas. Uma pista nos é dada em II e III João nas quais o autor se apresenta como o “ancião”. Mesmo o evangelho, do mesmo autor de I João, diz ser “o discípulo a quem Jesus amava” (Jo. 21.20; 13.23). Com base nessas passagens do evangelho e a semelhanças contundentes, atribui-se a autoria da Carta a João, o discípulo, filho de Zebedeu (Mt. 4.21), que a teria escrito entre os anos 85 a 95 d. C. Existem evidências externas da pena de Irineu e do Cânon Muratoriano que atribuem e assumem que I João e o evangelho são do mesmo autor. O João, apóstolo de Cristo e autor dessa epístola, era, como seu pai, pescador de Betsaida, na Galiléia, e trabalhava no lago de Genezaré (Mt. 4.18,19). Sua família parece ter vivido em condições favoráveis, já que seu pai tinha empregados (Mc. 1.20), a sua mãe era uma das mulheres piedosas que seguiam a Jesus e que desde a Galiléia servia ao Senhor com seus bens (Mt. 27.26). João, inicialmente, seguia João Batista, e depois, com seu irmão André, passou a seguir a Cristo (Jo. 1.35-40). A chamada de João e de seus irmãos está registrada em Mt. 4.21,22 e em Mc. 1.19,20. Tratava-se de um dos doze apóstolos (Mt. 10.2). Jesus deu a ele e ao seu irmão o nome de Boanerges (Mc. 3.17), talvez por causa do seu temperamento impulsivo (Mc. 9.38,39; Lc. 9.51-56) e pelas ambições pessoais (Mc. 10.35-40). Ao final, ele foi modificado pelo amor de Jesus e passou a ser denominado de “o discípulo a quem Jesus amava” (Jo. 21.20). Como os demais discípulos, João se distanciou do Mestre após a prisão, mas depois o seguiu até o palácio do sumo sacerdote (Jo. 18.15) e estava presente no Calvário (Jo. 19.26,27). Em companhia de Pedro visitou o túmulo vazio de Jesus (Jô. 202-8) e reconheceu o Senhor na pesca milagrosa (Jo. 21.7). Para a tradição eclesiástica, João teria ficado em Jerusalém até a morte de Maria, a mãe de Jesus, que teria acontecido por volta do ano 48 d. C. e que depois de ter deixado Paulo na Ásia Menor, passou a residir em Éfeso e criado diversas igrejas naquela região. Durante a perseguição de Domiciano, foi desterrado para a ilha de Patmos, no mar Egeu, onde teria escrito o Apocalipse. Anos depois teria sido libertado e retornado a Éfeso onde permaneceu até sua morte, que teria ocorrido por volta do ano 100 d. C. De acordo com Jerônimo, João pela sua idade avançada, não mais podia pregar, por isso, pedia que o levassem ao templo e então contentava-se em exortar a igreja dizendo “Filhinhos, amai-vos uns aos outros”.
2. O PROPÓSITO DA CARTA
O propósito da Carta é apresentado por João no capítulo 5 e versículo 13. Ele procurar reforçar e consolidar o Evangelho, assegurando aos crentes que eles têm vida eterna. A Carta é também uma apologia contra as falsas doutrinas que estavam adentrando a igreja. Os Gnósticos, um ensinamento esotérico dos tempos primitivos da igreja, questionavam a encarnação do Verbo. Eles negavam também que Jesus fosse o Filho de Deus. A esses João denomina de enganadores e anticristos (2.22; 4.15; 5.1). Eles também negavam a humanidade de Cristo, opondo-se, assim, à comunicação de Deus com os homens através do Logos que se fez carne. João combate com veemência essas falsas doutrinas ao longo de sua epístola universal (4.3), declara, logo no início, que ele pôde tocar o corpo de Jesus (1.1). Como se isso não fosse o bastante, defendiam ainda a liberdade para pecar, argumentando que o pecado não atingiria a alma, apenas o corpo. O Apóstolo refuta esse ensinamento imoral ao declarar que todo pecado é iniqüidade (3.4) e que é na comunhão com Deus que o cristão é purificado, sendo reconhecido como filho de Deus (2.5; 3.8-10; 4.13; 5.11). A Epístola destaca a natureza da comunhão com Deus (1.3), pois Ele é luz (1.5), portanto, o homem deve ser purificado e remido (1.7; 2.2) e também santo (2.3-7). Como Deus é amor, devemos também amar-nos uns aos outros (2.10). Como Deus é justo, os Seus filhos também devem ser (2.29-3.3) Cristo veio para tirar o pecado do mundo e nEle não há pecado, portanto, devemos ser santos (3.4-10). O amor sacrificial dEle deve ser o modelo do amor cristão em relação ao próximo (3.11-18). O amor é parte essencial da natureza de Deus (4.7,8).
3. PANORAMA GERAL DA CARTA
A Carta de I João é uma das mais difíceis de esboçar do Novo Testamento. Alguns estudiosos argumentam, com bastante sentido, que João, nessa Epístola, não tem qualquer intenção de seguir um planejamento lógico. Mesmo assim, tentaremos, nas próximas linhas, traçar um panorama geral da Carta: 1) A base da vida cristã (1.1-5); 2) O significado do andar na luz (1.5-2.2); 3) Resultados da comunhão com o Pai (2.3-3.28): obediência (2.3-5), semelhança com Cristo (2.6), amor (2.7-11), separação (2.12-17), ortodoxia (2.18-28); 3) Justiça sinal de filiação (2.39-3.24): a realidade da filiação (2.29-3.3), a possibilidade da pureza (3.4-10), a essência da justiça (3.11-18), os resultados da justiça (3.19-24); 4) A necessidade da prática da discriminação e do discernimento espiritual (4.1-6); 5) o amor, prova da filiação (4.7-21): origem (4.7,8), significado (4.9,10), inspiração (4.11-16), atividade (4.17-21); 6) grandes certezas do crente (5.1-20): a vitória sobre o mundo (5.1-4), o caráter final de Jesus Cristo (5.5-12), a realidade da salvação (5.13), da oração respondida (5.18-20); 7) Admoestação contra a idolatria (5.21).
CONCLUSÃO
Essa Primeira Carta de João foi escrita para uma comunidade cristã que enfrentava a ameaça Gnóstica do Século I da Era Cristã. Ao tratar a respeito desse tema, o Apóstolo defende o valor da vida coerente, e principalmente, em comunhão com Deus e em amor entre os irmãos. O propósito central da Carta pode ser resumido no seguinte versículo: “Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus” (I Jo. 5.13).
BIBLIOGRAFIA
BOILE, J. M. As epistolas de João. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
STOTT, J. R. W. I, II e III João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.
Publicado no blog Subsídio EBD



Importante essa visão panorâmica sobre a carta de I João.
Certamente me ajudará muito em minhas aulas.
muito obrigada;
Luiza
Lições Bíblicas 3º Trimestre 2009
O homem, como ser biológico foi criado por Deus, então de onde vem tantos problemas e pro que há necessidade de um livro inspirado para ensinar, redargüir e corrigir… A questão fundamental da I carta de João - Os fundamentos da fé cristã e a perfeita comunhão com o Pai está na compreensão de duas palavras:
Criação e Geração:
O homem é o único ser biológico dotado de razão:
O grande problema humano reside, não na sua estrutura biológica ou na sua formação física ou fisiológica, mas na conduta. O inter-relacionamento é o grade problema da humanidade. O comportamento, em todas as suas fases, é que determina as diferenças entre os homens.
Poderia parecer sofisma, mas o lógico muitas vezes passa despercebido: a base das discussões comportamentais é o homem, pois ele é o centro de todas as demandas e especulações, simplesmente por ser este o único ser biológico dotado de razão em todo o universo.
O grande questionamento de toda a existência é justamente sobre a origem da vida e quilo é a sua finalidade. Nesse mote entra, obrigatoriamente, o homem. Sem o ser humano não existe razão para qualquer discussão sobre a verdade, criação, evolução, existência, etc. Para encontrar a verdade sobre a origem da vida, e da vida inteligente é necessário o uso da própria inteligência sob penas de ficarmos girando em círculos com fizeram os hebreus após a saída do Egito.
Vida, existência, eternidade, relacionamento como Deus, posturas pessoais, comportamento coletivo. Psicologia, sociologia, antropologia, qual o caminho? Qual a solução? Qual a resposta?
Porque os homens se comportam como seres individuais?
Aqui não se coloca em discussão nenhuma religião específica, isso causaria certa reserva, afinal existem milhares de pessoas que possuem as suas próprias convicções quanto à religião e à fé que professa e é isso que às torna seres individuais ou grupos separados em busca da verdade. Mas que verdade? Para que precisamos de verdade? O importante é a vida, estarmos vivos e viver a vida como ela se apresenta já é o bastante? Será que o homem possui a vida? Se não a possui, de onde ela se origina?
Primeiros indícios de que os homens não possuem vida intrinsecamente e sim estão de posse exterior de uma força exterior:
Tudo que foi dito acima reforça a uma verdade irrestrita: a única coisa em comum a todas as pessoas e nas sociedades ou nos grupos que professam alguma religião ou seita, seja qual for, é a busca pela sua origem e o pelo seu destino. A preocupação final de todos os seres humanos quer admitam ou não, é com a vida: como viver? Como assegurar a vida dos seus entes? E como será após está vida?
Come é que o homem chegou ao total individualismo, mesmo sendo a mesma massa?
Destas perguntas surge uma diversidade imensa de variação: as pessoas não só querem viver, mas querem viver bem, suprir suas necessidades básicas e sustentar as suas expectativas de riqueza, poder e ostentações. Os que nada possuem e não contam nem com o alimento da próxima refeição, sonham com essa conquista. Esses se esforçam por conseguir o alimento do dia-a-dia. Os que possuem algo mais (o mínimo de comida, roupas e moradia) estes querem bens de consumo e conforto, diversão, luxo e, ainda, preocupam-se em manter a posição já alcançada. Os que já possuem tudo isso (bens de consumo e conforto, diversão, luxo) buscam poder e assim sucessivamente, numa cadeia de ganância e necessidade de auto-afirmação sem qualquer dispositivo de mensuração e de limite.
Porque o homem precisa de estudo para entender a si próprio?
O que o homem realmente carece é de Deus: aí surge outra diversidade de questionamento. À medida que a humanidade evolui em todas as direções, a variação de entendimentos se alarga e as dúvidas se agigantam. É aí que surge a necessidade de muito estudo e especulação para se encontrar o verdadeiro caminho e a resposta para os males da humanidade.
Obstante a isso, toda a verdade pode ser resumida a uma simples palavra “FÉ” e todas as soluções ao entendimento de dois mandamentos de Deus, repetidos por Cristo: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. Para obtenção das respostas que você procura é necessário que você entenda poucas coisas. Se você for capaz de assimilar estas, tudo começa a ficar mais claro na sua cabeça e a sua vida já começa a mudar:
Primeiro você precisa entender de onde você veio.
A origem do homem é Deus. Seja qual for à linha de raciocínio que você adotou: evolucionista ou cri acionista, você teve origem num lugar no tempo e num espaço físico qualquer (é a natureza: espaço, tempo e matéria), ou não? Se você concorda comigo já temos uma evolução. Vamos em frente: Para dar prosseguimento a este raciocínio, precisamos admitir que você está vivo (estar vivo significa que você é uma matéria animada que existe no tempo e no espaço restrito que ocupa em qualquer lugar que esteja), correto? Agora nós precisamos admitir que a vida que possuímos não teve origem em nós mesmos e, portanto, nós não possuímos força para mantê-la, sendo necessária uma força externa para sustentá-la, correto? Se até aqui você concordou comigo, já estamos num estágio bastante avançado da compreensão. Mas é preciso que nos esforcemos mais um pouquinho na direção da verdade.
Se nós não possuímos controle sobre as nossas vidas, então alguém o possui. Sim ou não? Eu poderia fazer algumas comparações para demonstrar esta verdade, mas seria muito cansativo e acabaríamos numa daquelas discussões dos relativos. Mas não é nada disso que queremos. Então vamos dar só um exemplo: Você possui um emprego, correto? Mas pode perdê-lo a qualquer momento, ou, mesmo que você seja estabilizado, um dia, pelos motivos que você não domina, ele se afastará de você, seja você proprietário, presidente, ministro ou servente. Vai chegar à hora em que esse vínculo se romperá. Você vai deixar para trás essa condição, exceto se outro imperativo maior (a morte), interferir nessa relação, Certo?
O tempo, uma condição da existência que você não domina.
Agora nós estamos prontos para o próximo passo: Você já compreendeu que até o emprego que você conquistou com tanto esforço e sacrifício é um força externa que você não domina e que vai escorrendo com o tempo. Você não possui e nem conhece nenhum dispositivo capaz de sustentá-lo, correto? Você possui a força capaz de romper com ele, isso é fácil, está na sua faculdade de decisão, mas ao contrário, você não possui o domínio, correto?
Agora vamos ao foco da nossa discussão:
Na Bíblia vemos como Deus fez o homem: no princípio… (Gn 1:27-31) – Tudo bem, isso todos sabem e alguns até duvidam, concorda? Mas aqui nos vamos caminhar pelo seu raciocínio de maneira mais técnica porque pode ser que você seja um daqueles que não admitem essa história. Vamos apelar para o seu senso especulativo mais um pouquinho.
O fazer.
Quem faz, usa uma matéria para dar forma a um objeto ou coisa, como queira, é isto? Então Deus fez o homem a partir de alguma coisa? Tens dúvida? Não precisa se defender agora, basta usar seu raciocínio – Toca em você mesmo, sentiu? Agora se lembre de dez anos atrás, como você era – O tempo passou e o espaço que você ocupa é outro, verdade? Então você foi tecido, feito, criado ou qualquer coisa que possa entrar no seu entendimento, correto? Não dá pra fugir desta verdade! Vai à sua Bíblia e consulta, ta lá em gênesis 1. 27-31. Ela diz que Deus fez um homem a partir de uma porção de barro e lhe deu vida através de um sopro Seu - Ai surgiu à vida do homem, a energia que anima essa matéria. Sem discutir algumas nuances, vamos prosseguir dentro desta delimitação:
Se Deus fez um homem e lhe deu vida, com surgiram tantos outros?
A resposta para a pergunta supra é simples: os outros foram gerados a partir do primeiro. Oche! Então o primeiro homem foi capaz de fazer outro homem? É claro que não, eu falei que os outros foram gerados! Então podemos formular outra pergunta: - qual é a diferença entre gerar e fazer? É simples: uma coisa é fazer, você pode fazer comida, fazer carros, fazer roupas, fazer arte, etc. é só pegar uma matéria específica e trabalhar algumas modificações, dando-lhe formas e pronto, material + trabalho é = a produto, podemos produzir, fazer diversas coisas, certo? Agora que você concordou comigo e não vai ter como voltar atrás, você precisa é de determinação para prosseguir: Então vamos em frente né!
Gerar.
Pois bem: você já domina bem esta história de fazer. Agora vamos conhecer um outro termo parecido, porém muito distinto deste; o vocábulo “gerar”. Deixemos de lado as explicações quanto à morfologia dos vocábulos, prossigamos apenas na busca do objeto que ele indica:
Um ser biológico só é capaz de gerar seres da mesma espécie, correto? Í, quase me esqueci de incluir a Eva nesta História, mas isso não vem ao caso, certamente você já sabe que espécie, principalmente quando se trata de espécie animal, é uma composição de dois: macho e fêmea.
Vamos mais um pouquinho: bem, se adão foi feito por Deus, assim como Eva, a qual foi feita de um pedaço biológico de Adão, pela explicação da Bíblia, é claro, o que podemos deduzir é que nós temos dois seres da mesma espécie, que contêm vida e que podem gerar vida, isto também é obvio, não? Se você não acredita na versão da Bíblia, isto não muda o fato, correto?
Aqui é que entre um outro questionamento, o de que o gerar também não é uma força dominada pelo homem, mas que é inerente a este: ou seja, mesmo sem dominar esta força, o fato é que, juntamente com uma mulher, os homens são capazes de gerar um ser da mesma espécie. Preste atenção! Da mesma espécie! É como qualquer ser biológico. Pronto, aqui também nós conseguimos fechar um raciocínio, correto?
A origem de todos os homens
Agora, então, podemos deduzir que todos os homens tiveram origem num só homem, é isto? Se for, então podemos prosseguir no raciocínio: Deus fez Adão, o primeiro homem, depois à mulher, foi tomada uma das suas partes para fazer a mulher; os dois juntos geraram outros homens e mulheres, segundo as suas espécies, multiplicado a vida que receberam é isso mesmo? Poderíamos repetir que mesmo que você não acredite na versão bíblica, este fato continua imutável, pois em algum momento da existência eram apenas dois, concorda? Ou, em algum momento houve o primeiro e o segundo. Tudo tem uma origem, não dá pra existir sem uma origem! Não quando se trata de coisa natural (tempo, espaço e matéria, lembra-se?)
A origem da vida
Agora me veio outra idéia: Deus, por esta explicação, é a origem da vida, é isto mesmo? Mas se ele é a origem da vida, então ele é o detentor deste poder que eu procurava desde o início! Agora eu começo a entender! Se ninguém que eu conheço ou que tenha notícia, possui poder sobre a vida? Se ninguém é capaz de restaurar uma vida depois que ela se esvai? Então aquele que deu a primeira vida é sua origem! Parece confuso não? Eu acho que não se trata de dar a primeira vida, se trata de dar vida a primeira matéria, prover animação ao inanimado, aí está outra resposta. Ôche, então não existem varias vidas? A vida é uma condição? Sendo assim, se a vida veio de Deus, Ele é a própria vida? É Isto? Se eu seguir este raciocínio mais um pouquinho já posso matar uma grande dúvida: se existe a vida e não vidas e, se a origem da vida é Deus, então existe um só Deus. É! Lógica é lógica.
Amor ao próximo
Agora que eu começo a entender o outro questionamento: Ora, se Deus fez o primeiro homem e esse gerou os demais, então toda a humanidade está ligada, de certo forma?
Agora complicou tudo! Se toda humanidade está ligada, uns aos outros, como uma cadeia de elementos químicos, todas as coisas que conhecemos tem a mesma origem?
Viche, a idéia de ligação da humanidade numa cadeira existencial é um fato. Agora eu não tenho mais argumento para tecer variáveis. Acho que minhas dúvidas acabaram por aqui: Meu neto, meu filho, eu, meu pai, meu avô, meu bisavô… Todos estão ligados até chegar a Adão e conseqüente a Deus? Por esta forma todas as outras pessoas estariam ligadas a mim, uma vez que todos tiveram a mesma origem, é isto?
A gora eu começo a entender porque Deus insiste em nos mandar amar ao próximo como a nós mesmos. Essa parte eu já posso encerrar, mas surge outra dúvida: Diz a Bíblia que o homem, ao pecar, se desvinculou de Deus, se afastou. Ou seja, diz a Bíblia que o homem procurou andar segundo o seu entendimento e não mais segundo a vontade de Deus. Sendo assim como é que eu posso tornar a Deus? Pelo que consegui entender, pelo que conseguir extrair dos fatos acima, cada vez mais a gente está se distanciando do centro da vida (Deus).
Como podemos fazer o caminho de volta? Se elevar até Deus? Como fazer isso? Isso é possível? Vejamos.
Primeiro é preciso entender que Deus é perfeito, justo e verdadeiro. Estas qualidades que nós conhecemos. Mas um fato é intrigante: não conhecemos nenhuma criatura que possua essas qualidades tão desejadas. Encontrei à base das questões e das dúvidas de toda a existência humana. Seria uma temerosidade afirmarmos que alguém dentre os nossos conhecidos é perfeito, sim ou não? Mas percebemos que é possível atingir a perfeição, apenas não sabemos como dominar os nossos impulsos em momentos cruciais e depois lamentamos. Podia ter sido diferente si… Perfeição é um parâmetro mensurável e definível (um conjunto de qualidades). Ausência de Defeitos, concorda?
Há! Então o que buscamos são qualidades? Correto!
Uma das maneiras que conhecemos para obtermos qualidades de verdade é o treinamento freqüente daquele bem ou perfil desejado. Se acreditarmos que cantar é uma qualidade e que queremos cantar, seria necessário procurar uma escola de cântico e começáramos a aprender e treinar; se jogar futebol é bom e queremos fazer isso, precisamos adquirir uma bola e estudar algumas regras incessantemente, até alguém dizer que nós somos bons jogadores, craques; se a prática da medicina ou do direito seriam valores a serem cultivados, os quais seriam proveitosos, a primeira coisa que deveríamos fazer seria nos escrever no vestibular de uma boa universidade para treinar bem, até que alguém ateste as nossas capacidades. É assim ou não? Se você concorda, então podemos seguir em frente:
Espere aí! Nós estávamos era buscando o caminho de volta, vimos acima que à medida que a humanidade cresce dentro deste universo temporal, nos distanciamos cada vez mais do nosso criador. É como caminhar numa linha reta cujo ponto de partida é o primeiro homem e o final é a morte de cada um. É assim?
E essa história de treinamento onde entra?
Na verdade se o homem não tivesse se desviado do caminho correto não seria necessário nenhum treinamento. O caso é que o pecado provocou um grande estrago na consciência humana. Isto é uma coisa muito simples de se entender: Agora você pode querer fugir de si mesmo, mas não é possível. Senão vejamos:
O homem, tal qual foi criado por Deus, foi colocado em um determinado local onde não havia necessidade de esforço para sua sobrevivência, tudo que ele necessitava estava posto na natureza. Afinal, sem as complicações das nossas cabeças, a existência só depende da água, do ar, do sol (fogo) da terra para prover alimento do abrigo, o resto é alegoria (i, é a natureza de novo). Sim ou não?
Você ainda não entendeu qual foi o estrago provocado pelo pecado, correto? Pois bem, vamos examinar as motivações nossas de cada dia: alias, prefiramos nem tocar nesse assunto porque senão acabaremos num tremendo emaranhado de pecados. Vamos só indicar quais são os pecados básicos e você mesmo vai fazer as sua deduções: soberba (arrogância e orgulho), avareza (ganância, cobiça), luxúria (extravagância), inveja , gula , ira e preguiça . Tem mais, precisamos prosseguir?
Bem, agora que você já fez uma reflexão? Podemos continuar na busca? Ora, se o caminho de volta a Deus não pode ser feito porque, como vimos na nossa reflexão, os pecados e a distância que nos separa no tempo e no espaço percorrido até aqui são irredutíveis pela nossa capacidade, então qual seria a solução?
Ai é simples! Pode ser complicado se você ainda não assimilou tudo que foi escrito acima, mas no geral é simples, você vai entender.
Quando a gente constrói um edifício, nós criamos alguns dispositivos para, ao chegarmos no topo, podermos descer ou vice-versa. Sem o auxilio desse dispositivo ficaríamos isolados encima ou embaixo, correto? Um simples edifício já se torna uma barreira caso a gente não se previna nos processos de evolução da estrutura. Pois bem!
Agora nós podemos caminhar mais um pouquinho.
O exemplo acima pode abrir espaço para várias outras dúvidas. É claro que nunca iríamos achar um exemplo perfeito, mas é só um gancho.
Ora, se a gente não pode subir ou descer um simples prédio sem um dispositivo auxiliar, imaginem como poderíamos chegar a Deus, depois de percorrida toda um existência com todas as suas complicações, como vimos.
Pois bem, nós realmente não podemos voltar a Deus, mas Deus pode vir até nós. Este é um raciocínio, no mínimo, lógico! Se não vejamos. Dentro daquela perspectiva de todos estarmos ligados a Deus como uma cadeira de elementos químicos, seria impossível mudarmos de posição na emaranhada cadeira, então vamos a outra perspectiva:
Deixemos de ser apenas uma matéria animada e passemos ao plano da existência como parte de Deus, como espírito: bem, você pode começar a elaborar todas aquelas dúvidas, mas aguarde um pouco e veremos como o seu próprio intelecto vai absorve essa idéia racional.
Como a nossa cadeia existencial não é uma coisa que dominamos, podemos notar a carência de auxílio para nos orientar, principalmente nos fundamentos, pois dados os princípios, nós, como seres dotados de razão, portanto inteligentes, podemos depreender a verdade e os meio que necessitamos para encontrar o ele perdido. Pois bem!
Uma das maneiras de nos tornarmos melhores do que somos é buscando o aperfeiçoamento. Assim nós precisamos começar nos comportar da forma que queremos ser, é como nas profissões citadas acima: quando tentamos simular um comportamento, nós estamos caminhando numa direção. Ao simularmos algo mau, estamos crescendo nesse sentido, mas se simulamos algo bom, todos os dias, acabamos por aprender e sermos vistos por esse ponto, dessa forma.
Não se esqueça que as nossas imperfeições, como você já deve ter percebido, estão no campo da conduta. O que o homem perdeu quando desobedeceu a Deus foi a sua condição moral. A nossa natureza sofreu um dano desde o princípio.
Até aqui nós vínhamos tratando das nossas falhas, dos nossos pecados de forma bem técnica, agora é hora de ousarmos mais um pouquinho, podemos?
O pecado não é um defeito ou doença física porque não é apenas de uma falha técnica, é uma falha moral que afeta a relação do homem com o homem: a verdade e o bem; uma estranha e persistente inclinação para a incoerência, para o mal, para fazer o que não se devemos, para a mentira, apesar de saber que a verdade seria melhor. Aqui você poderia perguntar o porquê disso. Já vamos adiantando que a busca de facilidades, o imediatismo é a principal ferramenta do erro, mas existem outras, porem vamos ficar pó aqui para não nos desviarmos do foco.
O que queremos mesmo é a fórmula.
Já vimos que ficar como estamos é, à primeira vista, o melhor a fazer. O problema é que não é possível ficar como estamos tudo vai mudando e a gente, sem perceber, se vê envolvido em problemas que não domina, dos quais, muitas vezes, não se vislumbra soluções. Porém quando esses problemas ameaçam a nossa própria existência ou a existência de quem tanto amamos, e isso é inevitável, cedo ou tarde vai acontecer, é que nos damos conta. É como na natureza, nada permanecesse estático: ou sobe ou desce parado é que não dá pra ficar. Mas o que nós queremos é mudar para melhor. Já que descobrimos que a nossa origem é Deus e que a vida que nos sustenta provem dele, e que não possuímos o dispositivo para nos manter vivos, porque este corpo de matéria é falível. Já que agora podemos deduzir, logicamente é claro, que a vida, se veio de Deus, sendo Deus eterno, a vida que nos sustenta também é eterna. Então podemos dar o próximo passo.
Você percebeu que a vida é eterna? Se não, volte atrás e dê mais uma olhada. A vida é uma condição, você não possui vida, você está vivo correto?
Agora já começamos a entrar numa luta interior, correto? Se você ainda não percebeu isto, comece a fazer alguns questionamentos para você mesmo: Quais são os seus desejos agora? Olhe a sua volta. O que você pressupõe que vai acontecer consigo? O que lhe daria mais prazer nesse momento? Deu para perceber que precisamos de dinheiro, de outras pessoas e de alguns daqueles truques que aprendemos durantes a vida. Vejam que já começam a entrar em ação alguns daqueles comportamentos tão debatidos acima (pecados capitais).
Como estamos sendo agora? dinheiro, prazer, ambição, é isso? Desejos, presunções e precauções, é isso? Agora você pode perceber, sem influência externa, que você precisa mudar? Ainda não?
Já descobrimos, com poucas reflexões, como nós estamos. Agora vamos ver como nós deveríamos estar:
Somente uma vida nova seria capaz de indicar um novo caminho a seguir. Submeter-se a uma vida nova é muito difícil. É mais difícil ainda é ficar do modo como estamos vivendo, pois já sabemos, também, qual é a causa de tantos erros e queremos acertar. Outra coisa aprendida é que a vida que temos pertence a Deus, mas sabemos, pela experiência, que ela se esvai com o tempo.
Problemas? Como é que você pensa resolver estes problemas? Nada demais, Deus é bom, justo e perfeito. Ora, algum desses grandes pensadores já disse “eu sei que sou imperfeito, logo existe alguém perfeito…” Claro que o filosofo se referia a Deus, dono da vida e, sendo Ele perfeito, certamente quer nos dá-la (a vida) definitivamente, podemos então obter vida eterna? Sim, é disso que vamos falar agora:
Talvez você já tenha ouvido falar de Cristo, se você ainda não ouviu, precisa ter um pouco mais de atenção no que será dito. Se você já ouviu será mais fácil, basta botar o seu intelecto para funcionar.
Se você já orou o pai nosso, você vai perceber que sua postulação é de filho, você diz “pai nosso que está no céu” você se refere a Deus como seu e meu pai. Na verdade você está apelando, nós já vimos que somos criaturas de Deus e não filhos: filhos são gerados, as coisas geradas são da mesma espécie das que às geraram, portanto como é que podemos afirmar que somos filhos de Deus?
Agora vejamos se já é hora de recorrer a algum manual de procedimentos:
É, parece que ficamos num beco sem saída. Exceto se um fato novo se configurar.
Pois bem, temos um fato novo, precisamos de uma instrução: A Bíblia pode nos prestar este auxílio.
Ora, talvez você nem seja Cristão e aí, como é que ficamos? Não tem importância, não estamos discutindo religião mesmo. O que procuramos é a verdade, e a verdade cabe em qualquer discussão inteligente. Nós já sabemos que somos, por excelência, inteligentes e racionais. Alias, nós somos os únicos animais reacionais que se tem notícia e é por isso que podemos discutir, refletir e escolhe o melhor caminho a seguir. É assim mesmo? Concordou? Então sigamos em frente:
Vamos à Bíblia - (JO 1:1) - No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Isto quer dizer que o que é já era desde o principio, é isso que nos entendemos? Não pense em religião, apenas observe qual é o significado deste período escrito na língua portuguesa. (MT 1:23) - Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco. Agora estamos diante de outra afirmação, desta feita está dito que o Emanuel é Deus? Conosco? Nada a acrescentar. (MT 1:25) - E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus. Agora identificamos o nome do verbo que estava desde o principio e agora está conosco, este trecho da Bíblia diz que o seu nome é Jesus. Ih, parece que adiantei uma idéia, mas não tem problema, vamos completar o raciocínio: (MT 3:17) - E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. Então é isto, A Bíblia afirma que Cristo é o filho de Deus.
Até aqui tudo bem, já deu pra entender, estamos indo na direção do cristianismo? Não é isso o que queremos. O que queremos é estabelecer um raciocínio na busca da verdade que procuramos.
Mas ser colocado como filho de Deus já é um bom começo, seja qual for a sua religião, se você pode ser filho de Deus, já não resta mais dúvidas que existe uma saída para todos os nossos questionamentos, afinal tudo começou quando nos escolhemos caminhar segundo o nosso entendimento: O fato do pecado e da desobediência é semelhante ao comportamento de um soldado que se acha muito experto e começa a traçar os seus próprios fazeres, desconsiderando o real objetivo da sua convocação e toda a estrutura montada só para garantir a sua disciplina apenas com a finalidade de ter ele como parte de um todo, um corpo imenso, capaz de fazer frente a qualquer inimigo. Ele não entende que agindo individualmente se torna vulnerável e torna todo o corpo vulnerável. Deu pra entender? Se ainda não deu, podemos demonstrar qual é a posição do comandante desse soldado: Ele, o comandante, que possui mais informações, as quais o soldado não possui, fica numa situação delicada, não? Bem paremos por aqui, voltemos ao nosso tema:
Nós já descobrimos que somos um conjunto de egoísmo, medo, esperança, ambição e outras coisas mais. Isso nos amedronta, sendo racionais, isso nos amedronta: Precisamos matar esses monstros, mas devemos nos lembrar que eles são o todo do nosso próprio “eu” construído ao longo da nossa existência, com influência de toda a existência da espécie.
Já vimos também que somos parte de um total, um conjunto. Que todos os seres humanos estão entrelaçados de forma que não há como viver sem dependermos uns dos outros – Engels e Marx até conceberam uma idéia e acabaram possibilitando a criação de um sistema, totalitário, na esperança de sustentar está estrutura numa base cientifica bem estudada. Isso deu em nada. Individualistas nós já somos quando tentamos permanecer como estamos, então não é o caso explicar isto. O que nos resta então?
Agora é hora de discutirmos uma nova vida. Uma nova vida, como é isso? Um cetro homem chamado Nicodemos também fez a mesma pergunta. “(JO 3:4) - Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?”
Na verdade nós também descobrimos nesta história que recebemos os elementos básicos da nossa existência de Deus e, muitas vezes nem percebemos. Água, alimento (que sai da terra), ar, luz… Tudo, quer queira quer não, já está posto. A complicação é apenas no inter-relacionamento humano (como no exemplo do soldado, a questão é o comportamento), alguns se apossam de muito deixando os outros sem nada. Isto, com já vimos, é fruto dos sete pecados básicos, em cuja explicação nota-se a noção de propriedade influenciando todo o resto.
Neste espaço não há como nos aprofundar no tema “Jesus Cristo”. Sairíamos do nosso enfoque, mas se você consultar a sua consciência agora, obterá uma resposta. “Eu não sou como deveria ser”, mas se você consultar a Bíblia, no que se refere à consciência que Cristo imprimiu nas suas páginas, você verá que você pode ser diferente.
Quando nós começarmos a buscar uma qualidade de verdade, o primeiro passo é encontrar parâmetros, isto faz parte da condição de ser racional. Muitos de nós já leu, estudou ou ouviu falar de grades homens, humanistas, santos e orientadores espirituais: Péricles, Sócrates, Platão, Aristóteles, precursores da filosofia; Paulo, Agostinho e Thomaz de Aquino, sábios cristãos; Buda, orientador religioso do oriente; Maomé, sábio profeta muçulmano; Descarte e todos os filósofos cartesianos e iluministas, pensadores inteligentes e racionais que buscavam, com todo empenho, uma fórmula para os problemas do homem sem recorre a Deus diretamente e questionando os valores da Bíblia, simplesmente pala sua simplicidade. Cristo, em certo momento, parece dizer para que desconsideremos todas as regras e todos os ensinamentos catalogados por muitos séculos e nos apeguemos a apenas dois deles “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo que a nós mesmos”. Simular uma vida igual à vida de Cristo, certamente é a forma de obteremos uma resposta. Para amor a Deus é necessário que acreditemos na sua existência e, para isso nos já demos o primeiro passo. Lembra-se da história da vida (a vida e não muitas vidas, ser um condição e não uma posse. Etc.)
“Com referência a Deus, nós agimos como crianças que se nutrem no útero da mãe, mas não possuem nenhuma noção de quem ela é e como ela é “(li isso em algum livro e achei muito lógico, talvez C.S. Lewis).
Para entendermos como Deus realmente é, não existe qualquer recurso ou dispositivo ao nosso alcance, de forma que se nós não podemos ir até Deus, só existe uma maneira nos ligarmos a Ele. Seria necessário que ele viesse até nós. \\\\\\\\\\\\\ês o “X” da questão. Então é por isso que veio o Emanuel, Deus conosco?
Quando falamos de Deus, é necessário que tenhamos a clara noção de que não precisamos nos aventurar na busca de entendimento de toda a Sua dimensão, apenas precisamos entendê-Lo no seu relacionamento com o ser humano. A questão em debate é tão somente em decorrência da nossa existência, não existindo um ser racional, que pensa e questiona, todos os problemas se dissipariam, concorda?
Tem um porém! Agora é a hora de estabelecermos mais uma verdade! Nós sabemos que estamos ligados a Deus, como matéria viva, criados por Ele, portanto Ele é o princípio. Porem, se analisarmos as passagens bíblicas supra, veremos que Cristo é filho de Deus, Deus mesmo afirma isso. Se Deus é Espírito, como de fato, então Cristo se fazendo homem como nós, de carne e osso, e sendo também espírito, o Cristo ressuscitado, então é fácil deduzir que nós somos da mesma espécie de Cristo, nascido da mulher, e ainda podemos ser como Ele, nascidos do Espírito. Como então pode ocorrer isso? É simples, vamos em frente:
Nós temos duas espécies de comportamentos, a má e a boa, disto também não dá pra fugir. Aí está o segredo!
Agora vamos caminhar em outra direção, mudar a perspectiva de abordagem.
Tem hora que não dá mais pra fugir. Ou você admite que é dominado pela espécie de comportamento predominantemente má ou nada feito.
Se você abriu o coração, digo, o entendimento, e reconheceu o tanto de mentira que conta para si mesmo todo dia, a toda hora e a todo memento ou o tanto de mentira dos outros que você absorve só para não ter que encarar a verdade e assumir uma posição, então é hora de darmos o próximo passo.
Da forma como foi exposto o problema da criação ou geração, deu para perceber que se criados, da matéria surgimos e, como sabemos, à matéria voltaremos. A vida que anima a matéria biologicamente é uma condição, se a matéria se fadiga pela ação dos próprios elementos que lhes fornecem a energia de subsistência e pelo desgaste provocado pelo tempo, não da para sustentar a condição de vivo, cessada a energia, a luz se apaga. Mas se gerados, não há como dissipar a força, ele se perpetrará e sempre estará nalgum lugar. Vejam o exemplo da lâmpada acesa e lâmpada apagada. A energia vai estar permanentemente existindo, mesmo se a hidro-elétrica ou qualquer gerador parar de girar, ela vai estar ali, em qualquer lugar, basta provocar e ela reaparece. É assim ou não?
Existe uma maneira de explicar o homem dualístico: Matéria (física) e espírito (metafísico)
A nossa formação biológica é bem mais fácil de explicar porque vemos e tocamos. Vemos o nascimento, o crescimento e vemos a morte. Algumas vezes saindo do consciente, algumas pessoas até chegam a duvidar da sua própria existência, mas isso não muda nada, elas estão ali falando que duvidam e isso já mostra que elas existem.
O que não vemos também existe, e não é pouca coisa, concorda?
Nós sentimos milhares de coisas que não vemos, assim sabemos que elas existem e outras vezes somos enganados por ilusões dos sentidos, vendo e sentindo coisas que, de fato, não existem. Correto?
Pois bem, não precisamos complicar tanto para saber que possuímos um espírito e que este espírito não é algo externo a nossa matéria, mas algo que se forma na própria geração. Explicar isso também é fácil: quando o óvulo e o espermatozóide se encontram formando um zigoto, surge um embrião, mas ambos já eram matérias animadas (biológicas), porem sem personalidade, correto? Mas quando o zigoto se torna um embrião, aí a forma de vida se torna pessoal. Uma pessoa que evolui até atingir a condição de deixar o ambiente do seu primeiro ciclo e partir para a aventura da respiração e da alimentação autônoma. O nascituro, como diz o termo jurídico, agora é nascido, único e distinguível entre milhões de semelhantes. Alma vivente. O que parece é que tanto o corpo como o espírito que o anima foram gerados ali mesmo, num só ato, concorda?
Pessoa é pessoa, um não é outro, mesmo sem considerar o corpo, considerando apenas a personalidade, os sentimentos, desejos e anseios. As coisas tangíveis e não tangíveis de cada pessoa são extremante distintas umas das outras. Isso a ciência atesta, labora e prova. Sei que alguns tentam fugir das nossas fraquezas buscando truques para não assumir e encarar a verdade também no campo espiritual. Argumentam que o espírito pode encontrar um corpo melhor, em outro memento, porque agora quer mesmo é ficar como está. Como a estória dos soldadinhos de chumbo, mas isso é tolice. Você é você mesmo e vai ter que assumir tudo cedo ou tarde, quer queira, quer não. Essa estória de reencarnação e de nirvana começa a fugir quando você penetra no seu próprio intelecto e se pergunta: -Como é que eu vou ser outro sendo eu? Se célula como célula forma vidas novas, como é que o espírito, condição de ser vivo vem de outro que já existiu? Então não seria este, mas aquele uma vez que o ser é pessoal (pessoa).
A noção de eternidade que possuímos não é à toa. Pesquisas e pesquisas mostram que em todos os tempos, todos os povos, mesmo nas mais remotas civilizações ou nas mais isoladas comunidades, há a manifestação da noção de eternidade.
Se tivermos que dar conta de tudo que nos é confiado nesta vida, pela lógica, teremos que dar conta de que recebemos de Deus. Porém é necessário entender o propósito da existência para um melhor posicionamento. A parte mais complicada é assimilar que esta existência material é apenas uma passagem, mesmo vendo, a todo memento, alguém se esvaindo, se consumido, indo. Mas é assim, uma só passagem. Não tem volta, depois é outra condição, a eterna existência em outro plano, o plano espiritual. Com Deus ou sem Deus, isso é você quem escolhe, pense nisto, não dá para arriscar.
Pois bem, nos fomos criados por Deus e gerados pelos nossos pais, segundo a semelhança deles: biótipo e comportamento (lei da hereditariedade como diz a ciência - Caracteres somáticos hereditários). Cristo foi gerado por Deus, segundo as características divinas e se fez homem semelhante a qualquer um de nós só para completar um projeto de resgate do ser perdido, sendo gerado no ventre de Maria, homem composto de células: corpo, alma e espírito.
Pela lógica, poderia se dizer que: sendo Deus perfeito e sendo Cristo gerado por Deus, Cristo foi perfeito como homem, mesmo estando num mundo corrompido. Se você concorda está fácil caminhar mais um pouco na nossa explanação, se não, observe algumas das posturas de Cristo descritas na Bíblia e tente imitar algumas destas só por uns dias. Por exemplo: Tente falar aquilo que pensa sem pensar nas conseqüências ou falar apenas a verdade, doa a quem doer. Veja o resultado. Mesmo sem fazer isso você já percebeu que irá ter problemas. O ministério de Cristo durou mais ou menos três anos, foi interrompido pelo interesse humano. Coisas do pecado. Hoje é diferente? Claro que não! Você não é como Cristo, não está com a mesma responsabilidade que Ele estava, portanto não se preocupe. Pelo contrário, sossegue. Mas uma coisa você precisa saber, você precisa nascer de novo, não da carne, mas do espírito como vimos algumas linhas acima (já foi explicado a Nicodemos).
Você não é capaz de ir até Deus, isso também já deduzimos das explicações acima, mas Deus veio até você. Cristo é Deus e Ele veio só para te ajudar, comesse hoje. Mude de atitude e aceite o perdão de Jesus. Se voce quiser entender melhor, volte às notas de rodapé sobre os pecados capitais e analise cada um deles à luz da sua própria consciência. Você tem toda uma vida para se deixar ajudar na direção de Deus, em contra partida a tudo isso que acabamos de ver, o Diabo quer que você deixe para depois, amanhã, talvez. Hoje você tem outras coisas para resolver. Existe até uma teoria pior que a de deixar tudo para depois, a da reencarnação: Na outra encarnação as coisas se resolvem, serão várias vidas até alcançar a perfeição (o nirvana ou o purgatório). Você tem todo tempo do mundo, pode deixar tudo pra depois. Será?
O que Cristo disse é pra valer. Ou você se faz novo ou nada feito. A luta interior é grande, os desejos, as precauções e as presunções persistem.
O que fazemos? Buscamos permanecer como estamos, sendo nós mesmos? Dinheiro, prazer, ambição. Será que somos nós mesmos quando nos deixamos na inércia como os soldadinhos de chumbo? Será que eu estou sendo guiado pela minha personalidade? Como eu gosto de pensar, só faço o que me convém, o que eu quero. |Será?
Parece que o que chamo de minha personalidade, o que eu acho que é meu, é apenas um conjunto de influências externas.
O meu comportamento, meus idéias, meus valores podem ser influenciados pela propaganda? Podem? E pensar que as minhas decisões eram tão autônomas! Assim eu acho que estou dizendo que eu não tenho uma personalidade tão própria, estou dizendo que as minha decisões não são tão minhas, tão pessoais como eu pensava que fossem.
Estranho como os meus atributos não são tão interiores como eu pensava que fossem. Desta forma os meus valores podem estar todos errados!
Submeter-se a uma nova vida é muito difícil, mudar não é fácil, é preciso romper barreiras. A primeira barreira a ser vencida é a barreira da inércia, da comodidade (lembra-se do pecado da desídia- preguiça). Transformar uma mata silvestre em um roçado produtivo é tarefa árdua, mas se não for feito não haverá alimento e ai ficar mais difícil ainda quando a fome apertar.
Procurar uma igreja talvez seja a solução para esse estado de inércia espiritual, alguém lá poderá indicar a receita. Será?
As igrejas têm tantas atribuições e vários objetivos que muitas vezes nem sabemos por onde estamos indo de fato. Assistência social, educação, missão, construção. Mas é disso que precisamos, esse é o problema que aflige a humanidade?
O Estado organizado possui semelhantes atribuições e mesmo assim as coisas não se encaixam. A igreja se confunde com o estado em suas atribuições? É isso? Se juntarmos tudo que o Estado se propõe a fazer: Proteção da soberania e dos territórios (objetivos militares); organização da infra-estrutura e do saneamento (objetivos políticos); suprimento das necessidades financeiras e das necessidades de conforto e segurança do povo (objetivos sociais), vermos que não é assim tão complexo: o “Estado existe apenas para proteger os cidadãos e prover-lhes segurança e conforto” diz o escritor irlandês C.S. Lewis. Os tribunais, exércitos, polícias, hospitais, estatais e todas as leis estão agindo para aumentar a segurança e prolongar a vida das pessoas e prover felicidade para todos. Se não for assim não estão fazendo nada.
No caso da igreja, a coisa é bem mais simples, ela “existe apenas para levar o homem a Cristo. Se isto não está acontecendo, tudo que fazemos é pura perda de tempo“. O estado nunca vai levar o homem a Cristo e a Igreja nunca vai conseguir suprir as lacunas deixas pelo Estado. Por isso esqueçamos a idéia de procurar uma igreja para resgatar as nossas necessidades financeiras, as necessidades físicas de cura e de segurança, mesmo sabendo que Cristo cura e que o comportamento cristão afasta as ameaças do crime e da maldade humana. Esqueçamos a idéia de satisfazer o desejo de auto-afirmação e as buscas por conforto, mas procuremos uma igreja invisível onde atua o Espírito Santo, no nosso interior. A coisa ocorre de dentro pra fora.
Nascer de novo é buscar ser semelhante a \Cristo. Se você consultar a sua consciência obterá logo um resposta. Toda vez que você for agir, toda vez que você for fazer algo ou falar algo, consulte a sua consciência, digo, examine a sua consciência, pergunte a ela se você está se revestindo de Cristo para agir e você verá que as suas ações começarão a mudar, que você passará a ser diferente. Isso não pode ser uma medida provisória como aquelas que são usadas pelo governo do Brasil, porque senão, você vai acabar como o próprio Brasil onde tudo é provisório. Você vai ter que adotar uma medida definitiva, imitar Cristo vai ser a lei. Obediência a Deus e amor a aproximo é a regra.
O problema aqui são as divergências dos homens, as pessoas colocam-se sempre em primeiro lugar. Não há como escapar desta condição, a não ser que conheçamos a Cristo. Este assunto é muito polemico porque entra a discussão sobre o que se deve priorizar, o que se deve colocar em primeiro plano: se a família, a pátria ou qualquer pessoa? Quando cristo disse “aquele que não deixar pai e mãe… Ele não estava querendo que você abandonasse seu pai e sua mãe, o que Ele queria era demonstrar que não existe prioridade, que o amor ao próximo não deve estabelecer fronteiras. Em outras culturas não cristãs esses valores são semelhantes porque são inerentes ao homem. Ninguém, em nenhuma parte do mundo, valoriza o egoísmo, o egocentrismo, o eu primeiro lugar.
O altruísmo sempre foi e sempre será o bem maior a ser perseguido, mas quando se trata do contrato dos outros. A questão do certo e do errado, tratada por muitos seguimentos da filosofia com uma questão relativa, nunca foi e nem será relativa. Se você quer tirar a prova disso, recorra a um valor que você julga bom, um comportamento que você espera que as outras pessoas cultivem, agora veja, examine na sua consciência. Quantas vezes voce deixou de cumprir um dever moral ou uma obrigação e encontrou uma simples desculpa para se justificar. Não precisa ser grave não, mas é o conjunto dessas atitudes que torna o mundo tal qual estamos acostumados. Os negócios escusos, as vantagens que buscamos em detrimentos dos outros, passando de simples comportamentos irregulares à crimes nocivos e perversos como vimos nas CPIS da vida, começam assim, parecendo que não é tão grave. Pura desculpa.
Agir como Cristo seria é a maneira correta de relacionamento humano, mas, compreendo, como já afirmado, que não é fácil. Aliás, é uma questão de resignação, de começar a treinar uma maneira mais justa de viver.
(EF 2:15) - Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,
(HB 7:28) - Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre.
(TG 1:25) - Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.
Enfrentar as palavras acima é um desafio. A lei perfeita da liberdade, é claro, trata-se da verdade, da distinção comum a todos os seres racionais, a qual todos procuram fugir por medo e comodidade. Lei do certo e do errado.
Hiran R. ALencar - Bel Teologia
Excelente comentário. Que Deus continue lhe abençoando com esta grande sabedoria divina.
MUITO BOM SEU COMETARIO ,VAI MI AJUDAR NA MINHA AULA MUITO OBRIGADA GRAÇA
gostei muito vai me ajudar bastante na minha aula que Deus te abençoes fica na paz
fiquei muito feliz com todas as informações que pude adiquirir que jesus continue abençoando os escritores e que cada dia nos possamos aprender da melhor maneira possivel
A todos os comentaristas, parabéns. Os textos tem sido auxílios valiosos na elaboração das aulas. Deus vos abençoem.
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