Wordpress Themes

A Nossa Eterna Salvação- Jean Claude

INTRODUÇÃO

A salvação é a grande oportunidade oferecida por Deus à humanidade através da graça. Em aceitar Jesus Cristo, nós somos chamados filhos de Deus e, ser filho, é pertencer a uma família, com direito a um nome, um lar e um futuro. Aprenderemos com o apóstolo João que Deus é o provedor e que Jesus é o autor da tão maravilhosa graça salvadora.

Leitura em Classe (1Jo 3.1-5; Rm 8.14-17)

1Jo 3.1-5
“Vede quão grande caridade nos tem concedido o Pai” (v.1). O apóstolo João mostra sua admiração pela graça que é a origem de uma dádiva tão maravilhosa. Ou seja, observai quão grande amor nos tem concedido o Pai: “que fôssemos chamados filhos de Deus”. Quem recebe o Filho Jesus, torna-se também filho de Deus (Jo 1.12). O Pai eterno mostra um amor maravilhoso ao adotar pessoas como nós, que por natureza, somos herdeiros do pecado, da culpa e do juízo de Deus; nós que pela prática somos filhos da corrupção, da desobediência e da ingratidão! O Deus santo não se envergonha de ser chamado de nosso Pai e de nos chamar de seus filhos, “por isso” (ou por esse motivo), porque “o mundo não nos conhece” e “não conhece a Ele”. João coloca a honra dos crentes acima do reconhecimento do mundo. Enquanto o mundo quase não conhece a verdadeira alegria que os genuínos seguires de Cristo sentem, vivem expostos às calamidades comuns da terra e do tempo, sujeitos às aflições desta vida, sem esperança; mas nós, embora às vezes pobres, modestos e menosprezados somos protegidos do céu e brevemente habitaremos lá!

OBS.: O mundo não lembra que uma grande pessoa residiu nesta terra; sim, o Criador habitou nela. Os judeus não perceberam que o Deus de Abraão, Isaque e Jacó era um dos seus habitantes em seu próprio país. Ele veio aos seus e os seus não o receberam (Jo 1.11), mas, certamente, se o conhecessem “nunca crucificariam ao Senhor da glória” (1Co 2.8).

“Amados, agora somos filhos de Deus” (v.2). Chamados de “amados” por João, os discípulos tinham a natureza de filhos pela regeneração: temos o título, o espírito e o direito à herança dos filhos pela adoção (Sl 149.9).

“…ainda não é manifesto o que havemos de ser” (v.2). A glória pertencente à filiação e adoção é adiada e reservada para outro mundo. Os filhos de Deus precisam andar pela fé e viver pela esperança. O tempo da revelação dos filhos de Deus em seu estado e glória próprios ocorrerá quando seu irmão mais velho vier para chamar e reunir a todos:

“Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos” (v.2). Isso faz lembrar a promessa em João 14.3 “virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também”. Quando a Cabeça da igreja, o Filho unigênito do Pai, aparecer, os seus membros, os adotados de Deus, aparecerão e serão manifestados juntamente com Ele. Podemos então esperar na fé, esperança e desejo intenso, pela revelação do Senhor Jesus; assim como também a criação aguarda pela sua perfeição e “…a manifestação dos filhos de Deus” (Rm 8.19). Os filhos de Deus serão semelhantes a Jesus em honra, poder, e glória. Seus corpos desprezíveis serão feitos como o corpo glorioso de Jesus Cristo; serão preenchidos com vida, luz e bem-aventurança a partir dele (leia Cl 3.4).

“E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro” (v.3). O apóstolo ressalta o compromisso dos filhos de Deus na continuidade da santificação. Sabemos que nosso Senhor é santo e puro; aqueles que esperam viver com Ele precisam buscar a maior pureza possível, afastando-se do mundo, da carne e do pecado; precisam crescer na graça e na santidade, pois a esperança em alcançar o céu nos forçará a fazer assim. Além de sermos santificados pela fé, somos também santificados pela esperança.

Depois de falar sobre a obrigação do crente para com a pureza da sua esperança em relação ao céu e a comunhão com Cristo em glória no dia da sua aparição, João agora prossegue no sentido de encher a mente dos crentes com múltiplos argumentos contra o pecado:

“Qualquer que comete o pecado também comete iniqüidade; porque o pecado é iniqüidade” (v.4). O pecado é contrário à lei divina. Cometer iniqüidade é transgredir essa lei (é ilegal). O pecado é a destituição ou a privação da harmonia e conformidade com a lei divina. A concretização do pecado agora é a rejeição da lei divina, que é a rejeição da autoridade divina e, consequentemente, do próprio Deus.

“E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado” (v.5). O plano e missão do Senhor Jesus Cristo no mundo e para o mundo, era para remover os pecados.

Rm 8.14-17

“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus” (v.14). Semelhante a um estudante, que em sua aprendizagem é guiado por seu professor, como um viajante, que em sua viagem é orientado por seu guia, como um soldado, quem em combate é dirigido por seu capitão, assim são os que em Cristo se submetem pela fé à sua orientação, em obediência, são levados a toda verdade e à total submissão. Eles são “os filhos de Deus” por adoção, reconhecidos e amados por Ele.

“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor…” (v.15). O espírito de escravidão refere-se à dispensação que estava o povo do Antigo Testamento, por causa das trevas e do terror daquele período. O véu significava escravidão (2Co 3.15,17). O espírito de adoção não estava plenamente derramado como agora, pois a lei abriu a ferida, mas proporcionou remédio insuficiente para ela. Então vós não estais naquela dispensação, não recebeste aquele espírito.

“…mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.” Quando Deus adota alguém, dá-lhe um espírito de adoção - a natureza de filhos. Aba, Pai, é uma oração clamorosa, o que não é apenas uma expressão séria, mas natural de desejo; uma criança que não pode falar desabafa seus desejos chorando. Agora, o Espírito nos ensina a nos achegar, em oração, a Deus como a um Pai, com uma santa e humilde confiança, incentivando a alma nessa tarefa. “Aba” é uma palavra siríaca que significa “pai” ou “meu pai” e “pater” é uma palavra grega; e por que ambas, Aba e Pai? Porque Cristo disse assim na oração (Mc 14.36): “Aba, Pai”, e temos recebido o Espírito do Filho.

“O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (v.16). Os que são santificados têm o Espírito de Deus testemunhando com seus espíritos, o que não deve ser entendido como revelação extraordinária imediata, mas como uma obra habitual do Espírito, em e por meio do consolo, falando de paz para a alma.

“E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo” (v.17).
Aqui, o apóstolo Paulo fala sobre os privilégios dos crentes, é a parte nobre da nossa felicidade, a saber, um direito à glória futura. A nossa filiação, como adoção de filhos, nos dá o direito àquela glória, assim a disposição de filhos nos ajusta e prepara para ela. Nas heranças terrenas essa regra não se mantém, sendo apenas aos primogênitos os herdeiros, mas a igreja é uma igreja de primogênitos, pois todos eles são herdeiros. O céu é uma herança de que todos os santos são herdeiros.

OBS.: “Herdeiros de Deus” (Sl 16.5-6; Nm 18.20; ap 21.3); “co-herdeiros de Cristo” (Hb 1.2; Ap 21.7; Jo 17.24; Ap 3.21). A glória futura é a recompensa dos sofrimentos presentes e a realidade das esperanças do presente.

“… se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” (v.17). O estado da igreja neste mundo sempre é, e era especialmente naquela época, um estado de angústia. Ser um cristão certamente era ser um sofredor. Então, para consolá-los em relação àqueles sofrimentos, ele lhes fala que eles sofriam com Cristo - por sua causa, por sua honra, pelo testemunho de uma boa consciência, e deveriam ser glorificados com Ele (ver 2Tm 2.12), leia Rm 8.18.

I - A ADOÇÃO DO CRENTE

A palavra grega traduzida como adoção (huiothesia), significa “colocar na posição de filho”. Somente ocorre cinco vezes nas Escrituras, e todas elas nos escritos de Paulo: Rm 8.15, 23; 9.4; Gl 4.5; Ef 1.5.

- O tempo da adoção. Nos conselhos de Deus, foi um ato no passado eterno (Ef 1.5). Antes mesmo de começar a raça hebraica, sim, antes da criação, Ele nos predestinou para esta posição (Hb 11.39-40). Na experiência pessoal ela se torna verdadeira para o crente na hora em que ele aceita a Jesus Cristo (Gl 3.26). Mas a percepção plena da filiação aguarda a vinda de Cristo. É naquela hora que a adoção será plenamente consumada (Rm 8.23). Então, nossos corpos serão libertos da corrupção e da mortalidade e se tornarão semelhantes ao corpo glorioso de Cristo (Fl 3.20-21).

II - O QUE CONSTITUI A SALVAÇÃO?

Três aspectos que caracterizam a salvação:

a) Justificação: faz lembrar um tribunal: o homem culpado e condenado, perante Deus, é absolvido e declarado justo (justificado) ver 2Co 5.21;
b) Regeneração: sugere uma cena familiar: a alma morta em transgressões e ofensas, precisa de uma nova vida, e esta vida é lhe concedida por um ato divino de adoção. Torna-se herdeira de Deus e membro de sua família (2Co 5.17);
c) Santificação: Esta palavra faz lembrar o templo, pois relaciona-se com o culto a Deus. A pessoa, depois de ter sido declarado justo e recebido uma nova vida, dessa hora em diante, dedica-se ao serviço de Deus (1Co 1.30).

OBS.: O homem salvo, portanto, consiste em ser justificado, regenerado e santificado. Sendo justificado ele pertence aos justos; sendo regenerado ele é filho de Deus; sendo santificado ele é “santo”, ou seja, separado. Essas três experiências constituem na plena salvação, que são três princípios de vida cristã em direção à perfeição.

III - CONDIÇÕES DA SALVAÇÃO

Deus exige do homem ARREPENDIMENTO e ; abandonar o pecado e buscar a Deus são as condições e os preparativos para a salvação.

- (crer, confiar, ver Rm 10.9) é o instrumento pelo qual recebemos a salvação, fato que não se dá com o arrependimento.

- Arrependimento - ocupa-se com o pecado e o remorso. O arrependimento é a verdadeira tristeza sobre o pecado, incluindo um esforço sincero para abandoná-lo (2Co 7.10).

IV - A SEGURANÇA DA SALVAÇÃO

Nesse ponto, vamos considerar se a salvação final dos cristãos é incondicional ou poderá perder-se por causa do pecado.

“Desviar-se”
é o termo usado para indicar uma pessoa que “caiu temporariamente da graça”. O desviado é uma pessoa que outrora tinha zelo de Deus, mas agora se tornou fria (Mt 24.12), outrora obedecia à Palavra, mas o mundanismo e o pecado impediram seu crescimento e frutificação (Mat. 13:22); outrora pôs a mão ao arado, mas olhou para trás (Luc. 9:62); como a esposa de Ló, que havia sido resgatada da cidade da destruição, mas seu coração voltou para ali (Luc. 17:32); outrora estava em contacto vital com Cristo, mas agora está fora de contacto, e está seco, estéril e inútil espiritualmente (João 15:6); outrora obedecia à voz da consciência, mas agora jogou para longe de si essa bússola que o guiava, e, como resultado, sua embarcação de fé destroçou-se nas rochas do pecado e do mundanismo (1 Tim. 1:19); outrora alegrava-se em chamar-se cristão, mas agora se envergonha de confessar a seu Senhor (2 Tim. 1:8 ;2:12); outrora estava liberto da contaminação do mundo, mas agora voltou como a “porca lavada ao espoja-douro de lama” (2 Ped. 2:22; vide Luc. 11:21-26).

É possível decair da graça; mas a questão é saber se a pessoa que era salva e teve esse lapso, pode finalmente perder-se. Existem dois sistemas doutrinários: o calvinista responde que não; o arminiano (chamado assim em razão de Armínio, teólogo holandês, que trouxe a questão a debate) responde que sim. Vejamos:

[1] Calvinismo - A salvação é inteiramente de Deus; o homem absolutamente nada tem a ver com sua salvação. Se ele, o homem, se arrepender, crer e for a Cristo, é inteiramente por causa do poder atrativo do Espírito de Deus. Isso se deve ao fato de que a vontade do homem se corrompeu tanto desde a queda, que, sem a ajuda de Deus, não pode nem se arrepender, nem crer, nem escolher corretamente.
Naturalmente surge esta pergunta: Se a salvação é inteiramente obra de Deus, e o homem não tem nada a ver com ela, e está desamparado, amenos que o Espírito de Deus opere nele, então, por que Deus não salva a todos os homens, posto que todos estão perdidos e desamparados? A resposta de Calvino era: Deus predestinou alguns para serem salvos e outros para serem perdidos. “A predestinação é o eterno decreto de Deus, pelo qual ele decidiu o que será de cada um e de todos os indivíduos. Pois nem todos são criados na mesma condição; mas a vida eterna está preordenada para alguns, e a condenação eterna para outros.”
Dessa doutrina da predestinação segue-se o ensino de “uma vez salvo sempre salvo”; porque se Deus predestinou um homem para a salvação, e unicamente pode ser salvo e guardado pela graça de Deus, que é irresistível, então, nunca pode perder-se. Os defensores da doutrina da “segurança eterna” apresentam as seguintes referências para sustentar sua posição: João 10:28,29: Rom. 11:29; Fil. 1:6; 1 Ped. 1:5; Rom. 8:35; João 17:6.

[2] Arminianismo - A vontade de Deus é que todos os homens sejam salvos, porque Cristo morreu por todos. (1 Tim. 2:4-6; Heb. 2:9; 2 Cor. 5:14; Tito 2:11,12.) Com essa finalidade ele oferece sua graça a todos. Embora a salvação seja obra de Deus, absolutamente livre e independente de nossas boas obras ou méritos, o homem tem certas condições a cumprir. Ele pode escolher aceitar a graça de Deus, ou pode resistir-lhe e rejeitá-la. Seu direito de livre arbítrio sempre permanece.
As Escrituras certamente ensinam uma predestinação, mas não que Deus predestina alguns para a vida eterna e outros para o sofrimento eterno. Ele predestina ” a todos os que querem” a serem salvos - e esse plano é bastante amplo para incluir a todos que realmente desejam ser salvos.
Deus, em razão de seu conhecimento, previu que essas pessoas aceitariam o evangelho e permaneceriam salvos, e predestinou para essas pessoas uma herança celestial. Ele previu o destino delas, mas não o fixou.

V - A SALVAÇÃO É CONDICIONAL OU INCONDICIONAL?

Uma vez salva, a pessoa é salva eternamente? A resposta dependerá da maneira em que podemos responder às seguintes perguntas-chave: De quem depende a salvação? É irresistível a graça?

a) De quem depende, em última análise, a salvação? de Deus ou do homem? Certamente deve depender de Deus, porque, quem poderia ser salvo se a salvação dependesse da força da própria pessoa? Podemos estar seguros disto: Deus nos conduzirá à vitória, não importa quão débeis ou desatinados sejamos, uma vez que sinceramente desejamos fazer a sua vontade. Sua graça está sempre presente para nos admoestar, reprimir, animar e sustentar.
Contudo, não haverá um sentido em que a salvação dependa do homem? As Escrituras ensinam constantemente que o homem tem o poder de escolher livremente entre a vida e a morte, e Deus nunca violará esse poder.

b) Pode-se resistir à graça de Deus? Um dos princípios fundamentais do Calvinismo é que a graça de Deus e irresistível. Quando Deus decreta a salvação de uma pessoa, seu Espírito atrai, e essa atração não pode ser resistida. Portanto, um verdadeiro filho de Deus certamente perseverará até ao fim e será salvo; ainda que caia em pecado, Deus o castigará e pelejará com ele. Ilustrando a teoria calvinista diríamos: é como se alguém estivesse a bordo dum navio, e levasse um tombo; contudo está a bordo ainda; não caiu ao mar.
Mas o Novo Testamento ensina, sim, que é possível resistir à graça divina e resistir para a perdição eterna (Jo 6.40; Hb 6.6; 10.26-30; 2Pe 2.21; Hb 2.3; 2Pe 1.10), e que a perseverança é condicional dependendo de manter-se em contacto com Deus.
Note-se especialmente Hb 6.4-6 e 10.26-29. Essas palavras foram dirigidas a cristãos; as epístolas de Paulo não foram dirigidas aos não-regenerados. Aqueles aos quais foram dirigidas são descritos como havendo sido uma vez iluminados, havendo provado o dom celestial, participantes do Espírito Santo, havendo provado a boa Palavra de Deus e as virtudes do século futuro. Essas palavras certamente descrevem pessoas regeneradas.
Aqueles aos quais foram dirigidas essas palavras eram critãos hebreus, que, desanimados e perseguidos (10.32-39), estavam tentados a voltar ao Judaísmo. Antes de serem novamente recebidos na sinagoga, requeria-se deles que, publicamente, fizessem as seguintes declarações (10.29): que Jesus não era o Filho de Deus; que seu sangue havia sido derramado justamente como o dum malfeitor comum; e que seus milagres foram operados pelo poder do maligno. Tudo isso está implícito em Hb 10.29.
Antes de sua conversão havia pertencido à nação que crucificou a Cristo; voltar à sinagoga seria de novo crucificar o Filho de Deus e expô-lo ao vitupério; seria o terrível pecado da apostasia (Heb. 6.6); seria como o pecado imperdoável para o qual não há remissão, porque a pessoa que está endurecida a ponto de cometê-lo não pode ser “renovada para arrependimento”; seria digna dum castigo mais terrível do que a morte (10.28); e significaria incorrer na vingança do Deus vivo (10.30, 31).

VI - O EQUILÍBRIO EVITA OS EXTREMOS

Quando duas doutrinas bíblicas são colocadas em posição antagônica (oposta), uma contra a outra, o resultado é uma reação que conduz ao erro. Por exemplo: a ênfase demasiada à soberania e à graça de Deus na salvação pode conduzir a uma vida descuidada, porque se a pessoa é ensinada a crer que conduta e atitude nada têm a ver com sua salvação, pode tornar-se negligente. Por outro lado, ênfase demasiada sobre a livre vontade e responsabilidade do homem, como reação contra o Calvinismo, pode trazer as pessoas sob o jugo do legalismo e despojá-las de toda a confiança de sua salvação. Os dois extremos que devem ser evitados são: a ilegalidade e o legalismo.

- É inevitável defrontarmo-nos com mistérios quando nos propomos tratar as poderosas verdades da presciência de Deus e a livre vontade do homem; mas se guardamos as exortações práticas das Escrituras, e nos dedicamos a cumprir os deveres específicos que se nos ordenam, não erraremos. “As coisas encobertas são para o Senhor Deus, porém as reveladas são para nós” (Dt 29.29).

O Novo Testamento ensina uma verdadeira “segurança eterna”, assegurando-nos que, a despeito da debilidade, das imperfeições, obstáculos ou dificuldades exteriores, o cristão pode estar seguro e ser vencedor em Cristo. Ele pode dizer com o apóstolo Paulo: “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; fomos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rom. 8.35-39).

CONCLUSÃO

Faz alguns anos, um ministro escocês, um verdadeiro homem de Deus, se inclinou no púlpito, no início do seu sermão e disse em tom solene:
- Meus amigos, tenho uma pergunta a fazer-lhes. Eu não posso respondê-la e nem tampouco vocês. Nem um anjo do Céu, nem o diabo a responderia.
Um silêncio fúnebre reinou na congregação. Todos os olhares fixavam-se no pastor, que prosseguiu, dizendo:
- A pergunta é esta: “Como escaparemos, se rejeitamos tão grande salvação?” - C. H. Spurgeon.

HENRY, Matthew. Comentário Novo Testamento, CPAD.
PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - Editora Vida, 2006.
THIESSEN, Henry Clarence. Palestra em Teologia Sistemática, Ed. Batista Regular. São Paulo, 1997.

Publicado no blog EBD.net

converter em pdf.


  1. Warning: file_get_contents(http://...@ig.com.br) [function.file-get-contents]: failed to open stream: HTTP request failed! HTTP/1.1 404 Not Found in /home/storage/1/49/c5/ebdweb1/public_html/wp-content/plugins/bbuinfo-blogblogs-user-info-plugin/bbuinfo.php on line 174
    Hiran R.ALencar
    Escreveu:

    A Nossa Eterna Salvação - 1 João 3.1-5;Romanos 8.14-17, é o tema e o fundamento central da fé cristã. Deus Fez o homem é pretende preservar aternamente, mesmo que outras forças queiram fazer crer que não é possivel.

    A palavra salvar, no sentido bíblico significa livrar, poupar e preservar, é isto já está acontecendo, de forma que questão é:

    Por que carecemos de livramento? como receberemos e quém receberá este livramento?

    Nos precisamos por que fomos condenados a morte eterna no ato da desobediência e agora estamos expostos ao perigo de errar nas nossas decisões e atitudes (capacidade de escolha x conhecimento do bem e do mal / limitações pessoais).
    Poupar de que? Da dor, dos sofrimentos causados pelos conflitos psicológicos (culpa) e da perdição eterna.
    Preservar como? Justificando-nos e dando condição de nos mantermos livres do pecado pela ação do Espírito Santo que se antecipa e nos orienta quando ao que devemos ou não fazer para garantir um resultado de acordo com a vontade de Deus.
    O que aconteceu? O homem foi enganado e pecou (Gn. 3)
    Salvar
    (lat salvare) vtd e vtdi 1 Pôr a salvo; livrar da morte; tirar de perigo; preservar de dano, destruição, perda, ruína etc.
    vtd 2 Evitar a derrota.
    vpr 3 Pôr-se a salvo; escapar-se; livrar-se de perigo iminente.
    vtd e vpr 4 Conservar(-se) salvo ou intacto.
    vtd 5 Defender, livrar, poupar, preservar.
    vpr 6 Alcançar a bem-aventurança ou a salvação eterna.
    1. Como ocorre o processo de redenção humana?
    a. Através de Jesus Cristo que Efetuou o pagamento de uma dívida e a restituiu a dignidade humana - “E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”. (Mateus 1:21)
    b. Pela ação do Espírito Santo que opera na regeneração ao corrigir e reabilitar e dar vida nova a…

    2. Regeneração operada pelo Espírito Santo
    O testemunho do Espírito em nós é a reta conduta – a verdade divina é conhecida e confessada quando é vivida. É a prática cristã que determina este testemunho. Só encontramos a salvação em uma fé vivida. Na palavra de Deus como palavra e como ação. Ou seja, na resposta ativa do homem!
    “E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos.” (Tiago 1:22)

    Quando Deus escreve nosso nome no Livro da Vida? (Lucas 10:20) - Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus.
    O modo como o homem encontra a salvação, já que ele depende também da comunidade em diversos aspectos da sua existência (ser social), tem a ver com o seu relacionamento com as pessoas, pois se trata de uma salvação para o homem!
    Por esta razão o homem depende também do mundo para ser salvo. Não lhe é licito fugir do mundo! Mas ele deve voltar-se de outra maneira para o mundo, de uma forma cristã, não considerar apenas a si mesmo, como individuo, mas considera-se na sua vinculação com as outras pessoas, com uma visão crítica para a não violência, ajuda aos semelhantes, paz e desenvolvimento quanto ao seu significa para a própria salvação.
    A prática constitui-se elemento essencial desta salvação (prática da fé).”…a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma”. (Tiago 2:17). De forma que a igreja há de conclamar o homem para a salvação e para a transformação realimente eficaz.
    Vale observar que a promessa de salvação em Jesus Cristo não exige apenas um reforma, mas torna a salvação possível através da autonomia das criaturas, autonomia esta que não é suprimida em momento algum da proposta do Criador, mas é colocada na dependência de aceitação da obra redentora de Cristo e da obediência irrestrita à vontade de Deus, confirmando assim a dignidade humana, condição de agradar a Deus pela escolha própria. Assim, e só assim, a dignidade humana é confirmada em Cristo.

    3. O que é a questão da graça? R: Perdão, indulgência, indulto grátis, gratuitamente (Remissão de uma culpa, dívida ou pena) – A redenção é pela graça, mediante a fé porque o problema de Deus é o homem, porque Deus se fez Deus dos Homens, o qual em Cristo fez uma nova e eterna aliança com os homens. Em Cristo, Deus e homens estão unidos numa solução cujo resultado definido é tomar este último também indissoluvelmente unido a Deus.
    Por fim, não é possível conceber Cristo apenas como um exemplo a ser seguido ou “uma espécie de professor moral, pois tivemos mestres de moral desde que há memória no homem, porém eles jamais trouxeram salvação a ninguém” – com diz Jean Daniélou. Cristo é a parte essencial da redenção, devemos ser fiéis a Cristo porque Ele é filho de Deus (o verbo de Deus encarnado) e porque através de sua morte e ressurreição nos trouxe comunhão com o Pai.
    O Cristianismo não traça uma defesa de Deus, mas uma defesa do homem, para pela fé, oferecer a graça, que é a redenção e livrá-lo das garras do inimigo que nada têm a oferecer e só procura a desgraça e a destruição.
    Hiran R. Alencar – Bel Teologia


  2. Warning: file_get_contents(http://...@ig.com.br) [function.file-get-contents]: failed to open stream: HTTP request failed! HTTP/1.1 404 Not Found in /home/storage/1/49/c5/ebdweb1/public_html/wp-content/plugins/bbuinfo-blogblogs-user-info-plugin/bbuinfo.php on line 174
    Hiran R.ALencar
    Escreveu:

    (Mateus 4:16) - O povo, que estava assentado em trevas, Viu uma grande luz; E, aos que estavam assentados na região e sombra da morte, A luz raiou.
    A promessa de Deus
    Salvação do homem através do Messias (a luz).

    A LUZ
    A reação natural de uma pessoa nua é fugir da luz.

    CONDIÇÃO DO CRENTE. Vós sois a [luz] do mundo . Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; Mt 5. 14 É por isso que há reação, é preciso que você entenda QUE SE VOCÊ MOSTRAR A NUDEZ DAS PESSOAS ELA IRÃO REGIAR.
    QUAL É A LUZ QUE RESPLANDECE NO CRENTE? A [luz] do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.
    PORQUE HÁ ESSA DISTINÇÃO ENTRE AS PESSOAS CRENTES E NÃO CRENTES - Porque … o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a [luz] do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus. II Co 4. 4.
    COMO O CRENTE DEVE AGIR PARA ESTABELECER A VERDADE - O crente não busca estabelecer à verdade Envolvendo-se em debates filosóficos, mas praticando a verdade ( crente é o que cumpre os mandamentos de Deus). “Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? Ou que comunhão tem a [luz] com as trevas?” II Co. 6. 14
    O QUE É A VERDADE? É aquilo que é ou existe com toda a certeza. É a conformidade das coisas com o conceito que a mente forma delas.
    É A CONCEPÇÃO CLARA DE UMA REALIDADE. SINCERIDADE, BOA-FÉ E JUÍZO PERFEITO OU PROPOSIÇÃO QUE NÃO SE PODE NEGAR. UMA VERDADE QUE, APARTIR DO HOMEM, SÓ É POSSIVEL ATRAVES DE CRISTO “o povo que estava sentado em trevas viu uma grande [luz]; sim, aos que estavam sentados na região da sombra da morte, a estes a [luz] raiou.” Mt 4 -16
    POR QUE HÁ ESSA GRANDE DIFICULDADE EM ESTABELECER A VERDADEM MESMO DENTRO DA IGREJA? PORQUE EXISTEM OS QUE ENGANAM A SI PRÓPRIOS. Aquele que diz estar na [luz], e odeia a seu irmão, até agora está nas trevas. I Jo 2. 9.
    Esses pensam que estão na luz.
    COMO ELES SÃO CONHECIDOS OS QUE ENGANAM A SI PRÓPRIOS? Guias de cegos - II Co 11. 14 E não é de admirar, porquanto o próprio Satanás se disfarça em anjo de [luz].
    Mt 6 -22 A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo teu corpo terá [luz];
    Mt 6- 23 se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a [luz] que em ti há são trevas, quão grandes são tais trevas!
    Mc 4 - 22 Porque nada está encoberto senão para ser manifesto; e nada foi escondido senão para vir à [luz].
    Lc 11- 35 Vê, então, que a [luz] que há em ti não sejam trevas.
    Lc 12. 3 Porquanto tudo o que em trevas dissestes, à [luz] será ouvido; e o que falaste ao ouvido no gabinete, dos eirados será apregoado.
    Tg 1. 15 então a concupiscência, havendo concebido, dá à [luz] o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.
    Rm 2. 19 e confias que és guia dos cegos, [luz] dos que estão em trevas,
    COMO PODEMOS IDENTIFICÁ-LOS? - PELOS RESULTADOS DO QUE ELES FAZEM - As obras (prática) Porque todo aquele que faz o mal aborrece a [luz], e não vem para a [luz], para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a [luz], a fim de que seja manifesto que as suas obras são feitas em Deus. Jo 3. 20 e 21
    COMO SABEMOS QUEM ESTAR EM CRISTO? - nos, que estamos em Cristo… Assim resplandeça a vossa [luz] diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus - Mt 5 - 16.
    E O QUE GANHAM OS QUE ESTÃO EM CRISTO? A vida.

    O QUE ACONTECE COM OS QUE TÊM VIDA? Tendo vida, geram mais vidas – “Nele estava à vida, e a vida era a [luz] dos homens;” Jô 1. 4
    Rm.13. 12 A noite é passada, e o dia é chegado; dispamo-nos, pois, das obras das trevas, e vistamo-nos, pois, das obras das trevas, e vistamo-nos das armas da [luz]. (pois o fruto da [luz] está em toda a bondade, e justiça e verdade), Ef. 5. 9
    O crente (…) “salvar-se-á, todavia, dando à [luz] filhos, se permanecer com sobriedade na fé, no amor e na santificação”. II Tm 2. 15
    Cristo ama você.
    Quero que você entenda a razão de está aqui falando coisa que você não quer ouvir, Pois sei que você precisa entender que Cristo Ama você.
    É preciso que você entenda onde foi que se perdeu a condição de vida eterna que Deus lhe deu, mas é preciso que você entenda também que nada está perdido, Cristo quer te libertar e não exige nada em troca. Basta você O aceitar. Cristo te ama, Cristo morreu por você. Se Ele venceu a morte, você também pode vencer. Não pelos seus méritos, mas porque Jesus já pagou o preço e, agora ficou fácil, é só aceita-Lo.
    O Messias João - 1-41 e 4-25
    O Salvador.
    Um novo pacto
    Nova Aliança:
    “Não há nada feito pela mão do homem que cedo ou tarde o tempo não destrua” foi assim com todos os tipos de poder e foi assim com todos os poderosos e com suas obras, porém Tudo que provem de Deus é eterno.


  3. Warning: file_get_contents(http://...@gmail.com) [function.file-get-contents]: failed to open stream: HTTP request failed! HTTP/1.1 404 Not Found in /home/storage/1/49/c5/ebdweb1/public_html/wp-content/plugins/bbuinfo-blogblogs-user-info-plugin/bbuinfo.php on line 174
    Glauko Santos
    Escreveu:

    Caros Irmãos,
    Parabenizo excelentes iniciativa e empreendimento de disponibilizar os comentários auxiliares para nossos companheiros professores de EBD. Desejo o continuado sucesso em Cristo Jesus.
    PbGS - “Kerigmatikos ou Didatikos” - glaukosantos.blogspot.com - São Gonçalo-RJ

Comente.