O Crente e as Bençãos da Salvação - CPAD
Leitura Bíblica em Classe
1 João 3.6-10
Muitas coisas acontecem na vida do homem que recebe a Jesus como seu Salvador. Ele é salvo dos seus pecados, a salvação o livra da culpa e do poder do pecado. O crente fiel é salvo do juízo, da ira de Deus e da morte eterna. Ele entra em comunhão com Deus, recebe entrada na sua graça e torna-se cidadão do céu. Por ser salvo, ele tem no coração um lugar para o Espírito Santo agir em sua vida. A salvação dá ao homem uma viva esperança e direito a glória eterna e assim é salvo da ira de Deus.
I - A posição do crente diante do pecado
Mantendo-se regularmente distante do mal, o crente guarda a sua alma. A Bíblia diz repetidamente: “O que guarda a sua alma, retira-se para longe dele [do caminho perverso]” (Pv 22.5); “Não te aproximes da porta da sua casa [do pecado]” (Pv 5.8) se põe em perigo. Quando Pedro seguiu de longe, pôs-se em perigo! (Lc 22.54,55). Por isso é que devemos seguir o Senhor de perto ( Sl 63.8). O crente também deve evitar a companhia daqueles que dão mau exemplo (1 Co 15.33; Pv 22.24; 20.19;Sl 1.1; Js 23.12,13), não devendo impressionar com a maioria, que prosegue para fazer o mal (Êx 23.2). A Bíblia diz: “O alto caminho dos retos é desviar-se do mal” (Pv 16.17).
II - O crente e a sua comunhão com Deus
Andar com Deus é o mais perfeito sinônimo de comunhão com o Pai Celeste. Diz a Bíblia que andou Enoque com Deus. E tão profunda era a intimidade que fruía com o Senhor, que o próprio Senhor, um dia, o tomou para si (Gn 5.24). Vivendo ele numa das era mais ímpias da história da humanidade, não somente andou com Deus como também testemunhou, publicamente, acerca da justiça divina. Sua comunhão com o Senhor, portanto, não era apenas particular; era notória e aberta. Profeta do Altíssimo, condenou toda a sua geração que, irremediavelmente ímpia, recusava o oferecimento da graça divina.
Andar com Deus significa, ainda ter uma vida como a de Eliseu que, por onde quer que fosse, era de imediato reconhecido como homem de Deus (2 Rs 4.9). E Abraão? Pelo próprio Deus foi chamado de amigo (Is 41.8).
1. A meditação na Palavra de Deus
A Bíblia é a inspirada, a inerrante, a infalível, a soberana e a completa Palavra de Deus. Quanto mais lermos a Bíblia, mais sábios tornaremos. Ela orienta-nos em todos os nossos caminhos; consola-nos quando nenhum consolo humano é possível; mostra-nos a estrada do calvário e leva-nos ao lar celestial.
Os crentes que lêem a Bíblia diariamente são mais sábios e acham-se melhor preparados, a fim de enfrentar as lutas e as dificuldades que nos juncam o cotidiano. Faça da Palavra de Deus o seu lenitivo.
2. Oração
Oração é o ato pelo qual o crente, através da fé em Cristo Jesus e mediante a ação intercessora do Espírito Santo, aproxima-se de Deus com o objetivo de adorá-lo, render-lhe ações de graça, interceder pelos salvos e pelos não-salvos, e apresentar-lhe as petições de acordo com a sua suprema e inquestionável vontade (Jo 15.16; Rm 8.26;1Ts 5.18; 1Sm 12.23; 1Jo 5.14). Tiago afirma: “A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse, e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra. E orou outra vez, e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto” (Tg 5.16-18). Estivéssemos nós conscientes desta verdade, cultivaríamos ainda mais esta doce e amorosa disciplina da vida cristã. Sem oração jamais haveremos de mover a mão de Deus para que aja sobrenaturalmente, no mundo, por intermédio de seu povo.
3- Jejum
Jejuar, a palavra vem do latim, jejunare, com o sentido da prática do jejum; abster-se de comer, ou abstinência de alguma coisa.
Jejum é abstinência total ou parcial de alimentos durante um determinado período, visando aprimorar o exercício da oração e da meditação. O jejum bíblico não pode ser visto como penitência, mas como um sacrifício vivo e agradável a Deus. Para que seja aceito, deve ser o jejum acompanhado de justas e piedosas intenções.
Mesmo não sendo um mandamento, a prática do jejum é muito salutar para a vida espiritual, como um reforço à oração e súplica, seja de modo sistemático, ou nem momentos em que se faz necessária uma maior contrição diante de Deus. Jesus jejuou. Este é um exemplo marcante. Homens de Deus jejuaram, inspirando-nos a seguir-lhes o exemplo. O jejum físico só tem valor quando a pessoa já vive em jejum espiritual (abster-se e atitudes que não agradam a Deus), na comunhão com Deus.
III - A salvação nos habilita para o serviço cristão
Serviço cristão é o trabalho que, amorosa e voluntariamente, consagramos a Deus, visando a expansão de seu Reino até aos confins da terra, no poder e na unção do Espírito Santo, sem jamais descurar de nossas obrigações assistenciais (At 1.8; Gl 2.10).
O serviço cristão não é apenas prática; é doutrina e teologia; encontra-se fundamentado nas Escrituras Sagradas e na experiência histórica da Igreja. Por conseguinte, nos permitido afirmar: o Serviço Cristão é a teologia em ação.
Se não nos dedicarmos integral, sacrificial e amorosamente ao Serviço Cristão, como nos haveremos ante o Tribunal de Cristo? De casa um de seus filhos, exige Ele que não somente se envolva, mas que se comprometa com a divulgação do Evangelho até aos confins da terra.
Conclusão
O Senhor Jesus foi, em todas as coisas, um singular exemplo. Como seus discípulos, devemos também nos dedicar e seguir seu exemplo.
Extraído de:
ANDRADE, Claudionor de. As Disciplinas da Vida Cristã: Como alcançar a verdadeira espiritualidade. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.
BERGSTÉN, Eurico. Introdução à Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
LIMA, Elinaldo Renovato de. Aprendendo Diariamente com Cristo: Como viver uma vida cristã em um mundo em conflito. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
Publicado no site da CPAD



I João - Os Fundamentos da fé e a perfeita comunhão com o Pai
3º trimestre/2009
Lição 09 - O crente e as bênçãos da salvação
Leitura Bíblica em Classe - 1 João 3.6-10
Objetivos da aula:
1. O primeiro objeto da aula é implantar uma consciência no crente quanto a sua posição diante do pecado. Entendendo o pecado como transgressão de uma regra, imperfeição moral; deformidade; irregularidade e/ou falha que trazem consigo a culpa (conseqüência de se ter feito o que não se devia fazer, percebemos que isto é o que provoca a carência, a privação e a ausência das condições fundamentais de segurança e conforto). É por falta deste entendimento que muita gente fica questionando quando ao motivo de tanto sofrimento, pobreza e desgraça na terra.
a. O pecado é também conhecido como vício do (latim vitiu) - Defeito físico ou moral; deformidade, imperfeição que torna uma coisa ou um ato impróprio, inoperante ou inapto para o fim a que se destinam ou para o efeito que devem produzir.
b. O homem foi feito com a finalidade de agir autonomamente usando a faculdade de raciocinar, de forma que seus atos deveriam ser guiados pela razão (encadeamento lógico guiado pela explicação da consciência). Todas as ações deveriam ter motivo e finalidade. O plano de Deus foi dar responsabilidade e consciência- é nisto que o homem foi feito para honra e glória do seu criador - na capacidade que o homem tem de conhecer valores e mandamentos morais e aplicá-los em diferentes situações e cuidado com que executa um trabalho, precedido de conhecimento (idéia, noção; informação, saber, instrução e perícia) “o homem erra por não conhecer a verdade”.
Nota: O pecado provocou uma disposição ou tendência habitual para o mal. Depois do pecado o homem adotou costumes condenáveis e censuráveis. A primeira coisa que ele fez foi procurar um culpado pela sua imprudência. Outra causa do pecado foi Degeneração moral e psíquica dos indivíduos, os quais passaram a habitualmente, proceder contra os bons costumes, tornando-se perniciosos ao meio social. O que mais se vê é libertinagem, devassidão, licenciosidade o que causa desmoralização da criatura. Porém a maior perda foi à entrada da morte (corrupção do corpo; decomposição, putrefação gradativa).
Assim é fácil entender que o verdadeiro crente se posiciona contra o pecado quando usa a capacidade de conhecer os valores e mandamentos morais (consciência) e aplicá-los em diferentes situações da vida. É o cuidado com que executa um trabalho, precedido de conhecimento (idéia, noção; informação, saber, instrução e perícia), seja ele qual for, pois o homem só serve a Deus na relação com os outros homens - “o homem erra por não conhecer a verdade”.
2. O segundo objetivo é fazer o crente entender como a salvação habilita o crente para o serviço cristão e isto é simples de entender, embora seja difícil de aplicar.
a. A salvação livra da culpa, redime e resgata o homem da conseqüência de se ter feito o que não se devia fazer, simplesmente porque o Espírito Santo se antecipa e só permite ao crente fazer o que é reto, justo, verdadeiro íntegro e imparcial. Assim os resultados são sempre bons e louváveis, de forma que Deus é louvado pelos resultados dos feitos do homem, obra da sua mão.
“O crente e a sua comunhão com Deus” significa praticar a justiça – 1 Jo 3:7.
b. A salvação o livra da culpa e do poder do pecado, porque o poder do pecado está na vontade descomedida e na falta de equilíbrio do homem, resolvidas estas duas coisas o pecado não acha mais espaço. Daí o perigo do estímulo ao emocionalismo.
c. O crente fiel é salvo do juízo, da ira de Deus e da morte eterna, porque, pela graça é salvo e pelas obras é julgado segundo a justiça imutável de Deus, não há como fugir desta verdade!
(Apocalipse 20:12) - E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.
(Apocalipse 20:13) - E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras.
d. Distante do mal
3. O terceiro é Fazer o crente enxergar o perigo da valorização das bênçãos mais que a própria salvação – entendendo essas bênçãos como benefício (lat beneficiu) no sentido de vantagem assegurada por milagres, ganho e proveito de cunho material e não no sentido de favor, graça, mercê, serviço gratuito de resgatar o homem da perdição eterna, a qual é a verdadeira benção cristã.
I - A posição do crente diante do pecado – fugir, apartar-se, desviar-se, afastar-se ou qualquer outro verbo equivalente!
Pv 5.8; 16.17; 20.19; 22.5; 22.24; Lc 22.54,55;1 Co 15.33;Sl 1.1; Js 23.12,13, Êx 23.2).
II - O crente e a sua comunhão com Deus – A preocupação de João, semelhantemente às de Cristo, era que ás praticas cristãs não se tornassem misticismo (Crença religiosa ou filosófica que admitem comunicações ocultas entre os homens e a divindade e vida contemplativa), pois não é licito ao crente abandonar este mundo e sim viver nele segundo a vontade de Deus.
1. A meditação na Palavra de Deus - A meditação aqui não tem o sentido de contemplação religiosa em hipótese nenhuma, o significado é de aplicação da inteligência no sentido de aprender, de investigação e pesquisa acerca da vontade de Deus para as nossas vidas. Não pode, em nada, ser parecido com a proposta de vida contemplativa, pois Deus criou o hem para fazer acontecer e não para ser inerte, apático e sem ação com ocorre com as religiões orientais meditativas
2. Oração - A Bíblia sempre recomenda, em primeiro lugar, a vigília (que o crente seja vigilante, agindo com precaução e diligência. “VÓS, senhores, fazei o que for de justiça e eqüidade a vossos servos, sabendo que também tendes um Senhor nos céus.
Para isto, recomenda que o crente ore como método de disciplinar os seus impulsos. “Perseverai em oração, velando nela com ação de graças” (Colossenses 4:1 e 2)
Orar - Declaração a Deus também é oração e oração é adoração - I Co 14. 25 os segredos do seu coração se tornam manifestos; e assim, prostrando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, declarando que Deus está verdadeiramente entre vós.
Como orar? Questionamento dos discípulos quanto ao orar? Lc 11. 1
Resposta: 2 Ao que ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino;…
Mt. 6. 5 E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de [orar] em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. 6 Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.
Jesus ora sozinho - Mt. 14. 23
Jesus ora com poucos discípulos - Lc 9. 28 Cerca de oito dias depois de ter proferido essas palavras, tomou Jesus consigo a Pedro, a João e a Tiago, e subiu ao monte para [orar].
Poder da Oração - Lc. 3. 21 Quando todo o povo fora batizado, tendo sido Jesus também batizado, e estando ele a [orar], o céu se abriu;
Dever de Orar - Lc. 18. 1 Contou-lhes também uma parábola sobre o dever de [orar] sempre, e nunca desfalecer. 10 Dois homens subiram ao templo para [orar]; um fariseu, e o outro publicano…
Por que orar?
a. Orar por benção - At. 8. 15 os quais, tendo descido, [orar]am por eles, para que recebessem o Espírito Santo. At. 10. 9 No dia seguinte, indo eles seu caminho e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao eirado para [orar], cerca de hora sexta. At. 13. 3 Então, depois que jejuaram, [orar]am e lhes impuseram as mãos, os despediram.
b. Orar por conhecimento. Cl 1. 9 Por esta razão, nós também, desde o dia em que ouvimos, não cessamos de [orar] por vós, e de pedir que sejais cheios do pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual;
c. Orar por perdão
d. Orar por agradecimento
A oração de Cristo – Jo 17.
2. Como orar?
a. Orar com entendimento ou em línguas? I Co 14. 14 Porque se eu [orar] em língua, o meu espírito ora, sim, mas o meu entendimento fica infrutífero. 15 Que fazer, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.
3. Jejum – O jejum no AT é uma prática para amansar i ímpeto humano.
Is 58. 5 Seria esse o [jejum] que eu escolhi? o dia em que o homem aflija a sua alma? Consiste porventura, em inclinar o homem a cabeça como junco e em estender debaixo de si saco e cinza? chamarias tu a isso [jejum] e dia aceitável ao Senhor?
6 Acaso não é este o [jejum] que escolhi? que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo? e que deixes ir livres os oprimidos, e despedaces todo jugo?
Jejum x fragilização do ego para que aceite a verdade e perceba a total dependência de Deus
Jeremias 36. 6 Entra pois tu e, pelo rolo que escreveste enquanto eu ditava, lê as palavras do Senhor aos ouvidos do povo, na casa do Senhor, no dia de [jejum]; e também as lerás aos ouvidos de todo o Judá que vem das suas cidades.
Jopel 1. 14 Santificai um [jejum], convocai uma assembléia solene, congregai os anciãos, e todos os moradores da terra, na casa do Senhor vosso Deus, e clamai ao Senhor.
No NT, através do jejum, Deus quer que o home se abstenha dos atos de impiedade, e não que sejam penitentes, pois a pena do pecado já foi paga.
A primeira vez que aparece é numa advertência para que os seus discípulos não ajam com os hipócritas, para parecer santarrão> (Mateus 6:16 e 17)
“ E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.” “ Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto”..,
Depois vem
(Mateus 9:15, Marcos 2:19 e Lucas 5:34, onde o próprio Cristo fala, literalmente, que o jejum é um prática daqueles que estão afastados dele. Em outras palavras, aqueles que deixaram que as coisas do mundo atrapalhassem a sua espirituosidade.
“E disse-lhes Jesus: Podem porventura andar tristes os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias, porém, virão, em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão”.
() - E Jesus disse-lhes: Podem porventura os filhos das bodas jejuar enquanto está com eles o esposo? Enquanto têm consigo o esposo, não podem jejuar;
(…) - Mas dias virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão naqueles dias.
A salvação habilita o crente a viver justo e merecidamente a paz que o Senhor pode dar (graça), através da ação do Espírito Santo. (I João 3:24) - E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem dado.
Se você quer ir à igreja em busca da promessa de Deus, a eterna salvação, deixe em casa as preocupações com as necessidades do dia-a-dia, se desarme dos interesses vãos, instável ou de pouca duração e os desejos imoderados e infundados de merecer a atenção, a admiração e outras coisas vãs, fúteis e sem sentido a que sempre nos apegamos e, muitas vezes, somos capazes de envolver o no santo de Jesus nessas demandas e barganhas. É por isto que nos tornamos presas fáceis para os falsos profetas.
Hiran R. Alencar – Bel. Teologia
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