A Segurança em Cristo - Rede Brasil de Comunicação
Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Recife / PE
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Ailton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 Fone: 3084 1524
LIÇÃO 13 - A SEGURANÇA EM CRISTO
INTRODUÇÃO
Nesta última lição do trimestre estudaremos os últimos versículos da Primeira Epístola de João, onde o apóstolo fala acerca do propósito desta carta: “Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus” (I Jo 5.13). Mas, além da certeza de vida eterna, o apóstolo descreve também outras coisas que o crente deve saber: que o Senhor ouve as nossas orações (I Jo 5.14,15); que aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado (I Jo 5.18); e que somos de Deus (I Jo 5.19). Estes são alguns temas que estaremos estudando nesta lição.
I - QUE SIGNIFICA A VIDA ETERNA?
A vida eterna é a bem-aventurada esperança dos que recebem a Cristo como único e suficiente salvador, que Deus dá, como recompensa, o direito de viver eternamente com Ele (Jo 3.16; 5.24; Rm 6.23; I Jo 5.11,13). Quando a Bíblia fala de vida eterna não se refere apenas a quantidade de tempo, mas também a qualidade de vida, pois, além de o homem viver eternamente com Cristo, desfrutará também de uma existência sumamente feliz e inefável. Todo cristão deve ter a certeza da vida eterna, ou seja, a convicção de que, quando Jesus voltar, ou a morte chegar, ele irá encontrar-se com Cristo, e estará para sempre com o Senhor (Fp 1.23; II Co 5.8; Hb 9.28; I Ts 4.13-17).
II - COMO PODEMOS OBTER A VIDA ETERNA?
Segundo as Escrituras, podemos obter a vida eterna crendo em Cristo e guardando os seus mandamentos. Vejamos:
2.1 Podemos obter a vida eterna crendo no Filho de Deus. Ninguém pode obter a vida eterna, nem certeza da salvação, sem uma fé inabalável em Jesus Cristo. Jesus disse: “Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna”. (Jo 6.40,47).
2.2 Podemos obter a vida eterna guardamos os seus mandamentos: Embora a fé seja indispensável à salvação e à vida eterna, não significa dizer que, a fé em Cristo é suficiente, pois, além de crer em Cristo, devemos guardar também os seus mandamentos. Certa ocasião um jovem perguntou a Jesus: “Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna?” E Jesus respondeu-lhe dizendo: “Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos” (Mt 19.16,17). Em outra ocasião, o Senhor Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte”. (Jo 8.51).
III - A EFICÁCIA DA ORAÇÃO
O apóstolo João também escreve sobre a eficácia da oração (I Jo 5.14,15). Todos nós sabemos da importância da oração para a vida cristã, pois, orar é falar com Deus. Podemos definir a oração como “o ato do homem dirigir-se ao seu Criador, com o objetivo de lhe adorar; pedir perdão pelas faltas cometidas; agradecer-lhe pelos favores imerecidos; buscar proteção; e uma comunhão mais íntima com Ele”. Vejamos o que o apóstolo nos ensina sobre a oração: “E esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve” (I Jo 5.14). Podemos extrair algumas lições deste texto:
3.1 “Esta é a confiança que temos nele…”. João nos ensina que a oração, acima de tudo, é um ato de confiança em Deus. É o momento em que, nós adentramos à sala do trono e, em nome de Jesus, temos acesso a Deus. Por isso, a fé é indispensável à oração (Mc 11:24; 9:23). O escritor aos hebreus admoesta-nos, dizendo: “Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé” ( Hb 10:22).
3.2 “…que, se pedirmos alguma coisa…”. Todo cristão sabe que um dos propósitos da oração é fazer a Deus as nossas petições. O que muitos não sabem, é como devemos pedir. Algumas pessoas, equivocadamente, oram dizendo: eu decreto! Eu determino! Eu exijo! Mas, não é este o modelo de oração que encontramos nas Escrituras. Em momento algum a Bíblia nos ensina a exigir ou determinar alguma coisa, e sim, a pedir (Mt 7.7; 21.22; Mc 11.24; Lc 11.9).
3.3 ” …segundo a sua vontade, ele nos ouve”. O apóstolo João nos ensina que um dos critérios para que o Senhor responda as nossas orações é que o pedido esteja de acordo com a Sua vontade. O Senhor Jesus, ensinando os discípulos a orar disse: “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu…” (Mt 6.9,10). E, em agonia, no jardim do Getsêmani, ele orou dizendo: “Meu Pai, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade” (Mt 26.42). Ora, se o Senhor Jesus orou dizendo “… faça-se a tua vontade”, como podemos nós orar, decretando ou exigindo alguma coisa? Por isso o apóstolo João, diz: “… se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve” ( I Jo 5.14).
IV - TRÊS AFIRMAÇÕES FINAIS
O apóstolo João conclui a primeira epístola fazendo três declarações em que se repete a expressão “sabemos” (v. 18,19 e 20). Estas afirmações são importantes por dois motivos: tanto se tratam de um resumo do que foi dito em toda a epístola; como também são verdades que o cristão deve saber. São elas:
4.1 ” Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca” ( I Jo 5.18). O apóstolo João ensina que, aquele que nasceu de Deus, ou seja, que experimentou o novo nascimento, não pode viver na prática do pecado (I Jo 1.5-7; 2.3-11,15-17; 3.6-24; 4.7,8,20). Isto porque, a nova natureza proporcionada pela presença do Espírito Santo em nós, nos dá condições de vencer o pecado, e não permite que sejamos mais dominado por ele (Rm 6.12-14). Mas, João ensina também sobre a nossa responsabilidade individual, ou seja, aquele que nasceu de Deus, tem o dever de conservar-se a si mesmo (I Tm 5.22; Tg 1.27; Jd 21). E, assim, o maligno não pode lhe tocar, ou seja, o diabo não pode “lançar mão dele”.
4.2 “Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno” (I Jo 5.19). A segunda afirmação de João é que “somos de Deus”, como ele afirma também em (I Jo 4.4-6). Ele demonstra nesse texto o contraste entre nós e o mundo, pois, enquanto somos de Deus, ou seja, somos nascidos dEle e pertencemos a Ele, o mundo está sob o domínio de Satanás. Não existe um meio-termo: ou a pessoa pertence a Deus e lhe obedece, ou vivem sob o controle do maligno (Ef 2.1-3). Quando o apóstolo afirma que “todo o mundo está no maligno”, ele está dizendo que o diabo é o príncipe deste mundo (Jo 12:31; 14:30; 16:11), e que o mundo está sob o seu poder e domínio. Por isso ele é intitulado “aquele que está no mundo”, pois o mundo é a sua esfera de atuação e influência (I Jo 4:4).
4.3 “E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (I Jo 5.20). A terceira e ultima declaração do apóstolo tem por objetivo combater a heresia gnóstica acerca da pessoa de Cristo e da salvação. Os gnósticos negavam que Jesus é o Cristo (I Jo 2.22; 5.1) e que Jesus veio em carne (I Jo 4.2,3). Além disso, ensinavam que não era necessário a fé salvífica (I Jo 1.6; 5.4,5), a obediência aos mandamentos de Jesus (I Jo 2.3,4; 5.3) e uma vida santa, separada do pecado (I Jo 3.7-12) e do mundo (I Jo 2.15-17). Por isso, o apóstolo João afirma que Jesus já veio e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro. João enfatiza o cristianismo autêntico: “Jesus é verdadeiramente o Cristo vindo em carne” (I Jo 4:1-3; 5:5-9); e por isso temos a certeza da vida eterna: “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus.” ( I Jo 5.11-13).
CONCLUSÃO
No ultimo capítulo da primeira epístola de João, ele enfatiza sobre algumas verdades que todos nós devemos saber: que temos a vida eterna; que as nossas orações são ouvidas; que não vivemos mais na prática do pecado; que somos de Deus; e que Cristo já veio, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro. Se os cristãos soubessem e cressem nessas verdades, jamais seriam enganados pelas heresias gnósticas.
REFERÊNCIAS:
Bíblia de Estudo Pentecostal. João Ferreira de Almeida. C.P.A.D.
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. João Ferreira de Almeida. C.P.A.D.
As Epístolas de João. James Montgomery Boice. C.P.A.D.
Ouça o Programa “ESCOLA BÍBLICA NO AR” que vai ao ar, todos os sábados, das 22:00 às 23:00h, pela REDE BRASIL. Você pode também acessar o site: http://www.redebrasildecomunicacao.com.br/



Comente.