Publicado em 17 de Setembro de 2009 as 05:32:00 PM
O Testemunho Interior do Crente
Texto Ãureo: “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” (1 Jo 5.4)
I - Considerações Iniciais
Saúdo aos irmãos com a paz do Senhor!
Antes de qualquer coisa, nos sentimos na obrigação de falar sobre o Dia Nacional da Escola Dominical, que será no próximo domingo (20/09/2009), dia em que será ministrada esta lição. Queremos somente atentar para a importância dessas reuniões feitas aos domingos. Trata-se de um verdadeiro alimento espiritual, uma vez que ali recebemos belÃssimas lições extraÃdas da Palavra de Deus. Através dela podemos aprender cada vez mais sobre a vida de Cristo, a vontade de Deus em nossas vidas, como o crente deve agir perante o mundo, assim como dentro da igreja, entre várias outras lições importantÃssimas para o nosso crescimento espiritual. Assim dou graças por esse dia, pois nele se celebra a Escola Dominical.
Posto isso, vamos ao estudo.
Neste estudo estaremos analisando o tema referente à Lição 12, o Testemunho Interior do Crente. Esta expressão engloba todo o processo que o verdadeiro crente precisa passar para que estabeleça uma real comunhão com Deus. Passaremos pelo novo nascimento, que seria o fim de uma vida no mundo e o começa de uma vida dedica a Deus; o amor do crente pelo seu próximo, tema este estudado mais profundamente na Lição 11; e a obediência dos crentes aos mandamentos do Senhor.
Com o presente estudo buscaremos mostrar a cada um o que precisa ser feito de suas próprias vidas para que haja uma conversão real, e para que consigamos alcançar a bênção da Salvação.
II - O Novo Nascimento
Esta é uma expressão que, como já mencionado, indica a mudança de vida daquele que busca ser um crente fiel a Cristo. Passa-se de uma vida dedicada aos prazeres da carne a uma vida completamente voltada a Deus. Assim, se faz necessário passar por diversas etapas, algumas delas ocorrendo quase que concomitantemente, e outras sendo fruto de um esforço contÃnuo feito pelo crente. Vejamos cada uma dessas etapas mais detalhadamente.
a) A Vida no Mundo
“Por que as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascÃvia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicÃdios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus. “. Assim diz o apóstolo Paulo aos Gálatas, no capÃtulo 5, versÃculo de 19 a 21. Essa passagem bÃblica lista algumas das coisas que podemos encontrar no mundo, e que as pessoas que estão no mundo buscam e fazem.
Diversas pessoas estão presas em uma falsa sensação de prazer quando estão praticando qualquer um desses atos. Há uma corrente que prende muitos a essas coisas e faz com que estes se afastem de Deus. “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.” (Rm 8.7,8).
Aqueles jovens que só se sentem bem quando pode estar em uma festa, bebendo até seu limite, buscando relações sexuais com qualquer um, estão com os olhos vendados pelo inimigo. Este faz com que todos sintam-se insatisfeitos quando não podem ter esse tipo de prazer momentâneo que os afasta do prazer eterno que todos os crentes fiéis até o fim gozarão após a vinda de Cristo.
Todos os meios de comunicação incentivam práticas mundanas, mostrando-as como normais e corretas. As noções de moralidade são completamente corrompidas, criando uma geração de pessoas completamente vulgares. Como afirma o estudo encontrado na BÃblia de Estudo Pentecostal Almeida Revista e Corrigida, O Relacionamento Entre o Crente e o Mundo: “(…)Na presente era, Satanás emprega as idéias mundanas de moralidade, das filosofias, psicologia, desejos, governos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura, etc., para opor-se a Deus, ao seu povo, à sua Palavra e a seus padrões de retidão. (…)”.
Todos nós crentes devemos fugir e repudiar essas práticas, logicamente de uma forma ponderada, pois, acima de tudo, com exceção do amor que devemos sentir por Deus, temos de amar aos nossos próximos como a nós mesmo, tema este que será posteriormente estudado.
b) A Aceitação de Cristo como Único e Suficiente Salvador
Quando alguém esta preso aos prazeres mundanos só possui uma forma de quebrar as correntes. Este é também a melhor decisão que alguém pode tomar em sua vida. Deve-se aceitar a Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador. “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres.”(Jo 8.36).
Esta é a palavra dada por Jesus, que nos confirma o que aviamos afirmado, somente através de Cristo podemos nos ver realmente livre do pecado, dos prazeres mundanos. Assim também podemos ver no comentário a esse versÃculo, encontrado na mesma BÃblia supracitada: “(…) (1) O verdadeiro crente, salvo em Cristo com a graça acompanhante do EspÃrito Santo que nele habita, é liberto do poder do pecado. Quando tentado a pecar, ele agora tem o poder de agir de conformidade com a vontade de Deus. Está livre para tornar-se servo de Deus e da justiça. (…)”.
Aquele que está no mundo, conhece a Cristo e sente o desejo de prostrar-se aos Seus e servi-lo, tem seus olhos abertos e começa a ver o que de errado estava fazendo. Dessa forma, concomitantemente, ocorre o arrependimento, tema este que será estudado mais detalhadamente logo a seguir.
c) O Arrependimento
Como anteriormente dito, esse é um ato que deve ocorrer concomitantemente com a aceitação a Cristo. O que vemos em muitas igrejas é que existem diversas pessoas que dizem estar aceitando a Jesus, mas que dentro de seu coração não se arrependeram dos seus pecados. Há também aqueles que se arrependem de uma forma superficial, sem fazer surgir em si a vontade de mudar. Mas este arrependimento que estamos estudando, é arrependimento sincero, que surge no interior do coração da pessoa.
Este engloba uma vontade imensa de mudar, de se libertar de todos os pecados que cometera. Assim também afirma o nosso irmão Lawrence Olson, em seu artigo O verdadeiro Arrependimento, publicado na primeira quinzena de março de 1945: “(…) Quem se arrepende dos seus pecados vira-se completamente, torna a aborrecer o pecado que amava, e ama a justiça e a verdade que odiava. É como o homem que ando rumo a certa direção, vira as costas e volta de onde veio. É deste verdadeiro arrependimento e conversão conseqüente que se podem esperar os ‘tempos de refrigério’ - a salvação e a promessa do EspÃrito Santo, a paz inefável e tranquilidade de consciência. (…)” (Artigos Históricos - Mensageiro da Paz, v. 1, p. 209). Assim surge a verdadeira aceitação a Cristo.
Assim também nos exorta Lucas, no livro de Atos dos Apóstolos, capÃtulo 3, versÃculo 19: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor.”
d) A Regeneração
Esta é uma etapa completamente interligada com as anteriores, posto que delas é conseqüência necessária. Através do arrependimento verdadeiro e conseqüente conversão acima mencionados é que se pode fazer uma verdadeira mudança na vida de uma pessoa.
Como encontramos na BÃblia já mencionada, pág. 1576, no estudo A Regeneração: “(…) (1)A regeneração tem lugar naquele que se arrepende dos seus pecados, volta-se para Deus e coloca a sua fé pessoal em Jesus Cristo com seu Senhor e Salvador. (…)”. Se não há uma mudança de vida, não houve arrependimento e conversão verdadeiros, da mesma forma estes não possuem valor sem aquela. Deve ser como disse o Apóstolo Paulo: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. ” (2 Co 5.17).
Aqui entra a figura do novo nascimento, pois depois de estar no mundo e aceitar a Cristo, arrependendo-se dos seus pecados, é como se o homem começasse uma nova vida. E essa vida é livre do pecado, como vemos em 1 Jo 3.9: “Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus.”. Em comentário a este versÃculo, encontramos na BÃblia já indicada a seguinte afirmação: “‘Comete pecado’, (gr. hamartano) é um infinitivo presente ativo, que subentende ação contÃnua. João enfatiza que quem realmente nasceu de Deus, não pode continuar a viver pecando conscientemente, porque a vida de Deus não pode permanecer em quem vive na prática do pecado. (…)”. Vemos que deve haver uma mudança de vida, um novo nascimento, para que nos afastemos do pecado e vivamos em perfeita comunhão com Deus.
e) A Vitória Sobre o Mundo
“Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” (1 Jo 5.4). Esta é uma conseqüência de tudo o que já foi estudado. Fala-se em vencer o mundo, pois o crente trava uma verdadeira batalha contra ele. Somente através da fé em Jesus Cristo podemos ter força para conquistar esta vitória. Sem Sua graça não conseguimos nos libertar dos pecados.
Nossa vitória começa com o inconformismo. “E não vos conformeis com este mundo, mas transformais-vos pela renovação de vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12.2). Assim deve proceder o crente fiel, não se conformar com o mundo e mudar a si mesmo para que com ele não se misture.
Da mesma forma não devemos amar as coisas do mundo. Quando fazemos isso nos afastamos do amor de Deus, uma vez que não se pode amar a ambos. Como vemos em 1 Jo 2.15: “Não ameis o mundo e nem o que no mundo há. Se alguém ama mundo, o amor do Pai não está nele.”.
f) O Crente Regenerado
Quando uma pessoa passa pelo novo nascimento, ele se torna alguém completamente diferente do que era.
Passa a seguir a justiça e a verdade de Deus. Como vemos em 1 Jo 2.29: “Se sabeis que ele é Justo, sabeis que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele.”. Nosso irmão João afirma que todos que passam pelo nascimento em Cristo Jesus tornam-se pessoas justas, o que quer dizer que não praticam maldade, que fazem o bem, que não enganam, que são sinceras, entre outras coisas.
A “nova criatura” passa, ainda, a amar ao seu próximo, conceito este que engloba o anterior, e a obedecer aos mandamentos e a vontade de Deus. Estes são os temas dos próximos tópicos, que vão falar mais especificamente do crente regenerado e seu testemunho.
III - Amor ao próximo
Apesar de tal temática ter sido alvo de estudo aprofundado na lição anterior, é necessário que voltemos a tal tema, de forma sucinta, mediante sua relevância para o tema geral da lição.
Hodiernamente, no mundo em que vivemos, onde a violência, a corrupção e o egoÃsmo imperam, o amor tem se tornado cada vez mais uma caracterÃstica esquecida. Não o amor que sentimos por um familiar, por um (a) amigo (a) próximo (a), por um (a) namorado (a) ou esposo (a), mas o amor que na BÃblia é também traduzido como caridade. O amor de estarmos dispostos a perdoar e respeitar nossos supostos inimigos, a fazer o bem a quem quer que seja, a procurar ver o melhor de cada um, não somente apontando os defeitos, mas buscando dar uma palavra amiga, um consolo, uma força. É o amor que encontramos descritos em 1 Co 13.
Em Jo 13.34,35 diz: “Um novo mandamentos vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que vós uns aos outros vos ameis. Nisso conhecerão que sois meus discÃpulos, se vos amardes uns aos outros.”. Defronte o que foi dito no parágrafo anterior e analisando-se tal passagem bÃblica, nota-se claramente a necessidade que há de nós cristãos amarmos uns aos outros. Agindo dessa forma somos identificados pela sociedade como sendo diferentes, e somos respeitados por isso, dando assim um testemunho do amor de Deus. O amor deve estar intrÃnseco no cristão, de forma que todos os nossos atos sejam guiados pelo amor, não dando espaço a sentimentos ruins.
Dentro da própria igreja muitas vezes somos tentados a cultivar maus sentimentos. Isso acontece todas as vezes que murmuramos contra a decisão do pastor, ou de algum lÃder, quando falamos mal de um irmão sem buscar ajudá-lo, ou ainda quando nos falta caridade para com os necessitados (tanto fisicamente quanto espiritualmente). A natureza humana muitas vezes é rancorosa, é egoÃsta, mas nós cristãos devemos buscar sempre quebrarmos essas barreiras, sabendo perdoar, fomentar o altruÃsmo.
Nós cristãos devemos aprender a respeitar as caracterÃsticas especÃficas de cada pessoa, não as condenando, mas buscando entendê-las e ajudá-las, assim como a perdoá-las.
Devemos nós aprender amar assim como Deus amou (Jo 3.16). Todavia, assim como já foi dito, dada a natureza humana, à s vezes nos parece muito difÃcil amar de tal forma. Como podemos nós amar um ladrão, um assassino, ou ainda aquele que nos insultou, que nos fez mal? É ai o ponto que faz com que possamos ser reconhecidos como nascidos de Deus mediante o amor, pois sabendo amar dessa forma, seremos diferenciados do mundo. É como muito bem retrata a parábola do bom Samaritano (Mt 5.43-48), devemos estar dispostos a ajudar e amar quem quer que seja.
Todavia, para conseguirmos amar de tal forma, realmente não nos bastam somente as forças humanas, tal amor tem que provir do EspÃrito Santo. Só somos capazes de amar dessa forma se tivermos a Cristo em nossos corações, se formos nascidos de Deus. Experimentamos o amor de Deus os nossos corações pelo EspÃrito Santo, como encontramos em Rm 5.5: “E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo EspÃrito Santo que nos foi dado.”
Devemos, portanto, buscar cada vez mais amar a todos. Estar dispostos a ter caridade com quem quer que seja. E isso só é possÃvel se renunciarmos a nosso orgulho, se buscarmos perdoar nossos inimigos, se buscarmos ver o melhor de cada um e ajudar a quem precisa, ou seja, isso só é possÃvel se nascermos em Deus, dando assim espaço para que o EspÃrito Santo de Deus venha colocar bons sentimentos em nossos corações.
IV - A obediência a Deus e a seus mandamentos
A partir do momento em que somos nascidos de Deus, a amamos a Ele, assim como ao nosso próximo, a obediência a Deus e a seus mandamentos é uma obrigação. Todavia, tal obediência tem que ser feita com alegria, obedecendo por amor a Deus, como forma de glorificar a Seu santo nome.
A obediência deve ser fruto do amor que temos por Deus e por nossos próximos. “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás, e, se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.” (Rm 13.8-10). Tal passagem mostra-se bastante esclarecedora da ligação que há entre o amor e a obediência, dado o fato de que obedecendo ao mandamento de amar a Deus e ao próximo, estamos obedecendo todos os outros.
Tal obediência pode ser abordada sobre dois enfoques: cumprir os mandamentos de Deus; buscar sempre a vontade de Deus como guia. Ambos são bastante próximos, as guardam algumas diferenças.
Primeiramente, quando falamos de cumprir os mandamentos de Deus, estamos levando mais para o lado de comportar-se conforme a BÃblia nos guia. Não matando, não roubando, enfim, não fazendo nada daquilo que a BÃblia nos proÃbe. Já buscar a vontade de Deus acima de tudo tem uma conotação de algo mais entre a pessoa e Deus. É estar disposto a fazer tudo quanto Deus nos ordenar, assim como a colocar sempre a vontade de Deus sobre a nossa vontade.
Neste ponto torna-se importante salientar o fato de sempre buscarmos a vontade de Deus para tudo. Sempre em nossas orações devemos pedir três coisas relacionadas a isso: Primeiro que Deus mostre Sua vontade para nossa vida; segundo que Deus nos dê discernimento para saber qual a sua perfeita vontade; terceiro que Deus nos dê força, nos dê coragem para fazer a Sua vontade sobre todas as coisas. Destaco esse último pedido, sendo ai onde consiste a obediência a Deus. Ele nunca nos forçará a obedecê-lo, todavia uma desobediência a Deus sempre traz consigo algumas conseqüências ruins.
Já com relação a cumprir os mandamentos, é importante destacar o fato de que tais mandamentos são aqueles que refletem sobre nossa conduta. Sermos pessoas boas, que não buscam o mal de ninguém, que sejam justas. Portanto, obedecer aos mandamentos de Deus é, sendo isso feito como fruto do amor que temos por Ele e pelo próximo, aquilo que nos define como cristãos perante a sociedade, pois refletem sobre a forma como nos comportamos na sociedade.
De modo geral, devemos perceber que obedecer a Deus é o melhor para nossas vidas. A vontade de Deus é sublime e sempre é a melhor para nós. Deus recompensa aquele que é fiel.
V - Considerações finais
Tal estudo visou mostrar essencialmente que um crente deve ter uma conduta diferente do mundo. Para que isso ocorra, deve haver um novo nascimento. A pessoa deve abdicar dos prazeres mundanos a fim de seguir a Cristo com o corpo e com o espÃrito. Com esse novo nascimento o crente passa a amar o próximo e ter prazer em obedecer a Deus e a Seus mandamentos. Assim se forma a “luz do mundo e sal da terra” que deve ser o crente fiel a Deus.
Comentários: Jimmy Bruno dos Santos Silva e Jonathan Bruno dos Santos Silva, membros da igreja Assembléia de Deus - Ministério do Belém - em Dourados/MS.
Publicado no Blog do Ev. IsaÃas de Jesus
converter em pdf.