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Davi e a sua Vocação - Rede Brasil de Comunicação

Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Ailton José Alves

Av. Cruz Cabugá, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000-Fone: 3084 1524

LIÇÃO 1 - DAVI E A SUA VOCAÇÃO

INTRODUÇÃO

O tema deste último trimestre do ano é: “Davi, as vitórias e as derrotas de um homem de Deus”, onde teremos a oportunidade de estudar a biografia de um dos personagens mais importantes da Bíblia, o maior rei de Israel: Davi. Ele nos deixou muitos exemplos de fé, coragem, obediência e paciência; virtudes essas que foram escritas para que possamos imitá-las. Mas, suas derrotas e pecados também foram registrados nas páginas da Bíblia, para que servissem de advertência para nós. Dessa forma, podemos aprender, não só com seus êxitos, mas também com seus fracassos. Que este trimestre seja de bênçãos para todos nós, e que possamos, não só aprender, mas também imitar as suas virtudes, bem como evitar cometer os seus erros e fracassos.

I - QUEM ERA DAVI?

Seu nome significa “amado”. Sua história está registrada em mais de sessenta capítulos da Bíblia; cerca de 60 referências são feitas a ele no Novo Testamento, além de figurar na genealogia do Senhor Jesus (Mt 1.1); até hoje ele é lembrado como o maior rei de Israel e, por duas vezes na Bíblia ele é chamado de “homem segundo o coração de Deus” (I Sm 13.14; At 13.22).

1.1 Sua família. Davi era o mais novo dos oito filhos de Jessé, um efrateu de Belém (I Sm 17.12-14) e bisneto de Boaz e Rute, a moabita (Mt 1.5,6; Lc 3.31,32).

1.2 Sua Ocupação: Pastorear as ovelhas de seu pai (I Sm 16.11). Como pastor aprendeu a cuidar dos animais, bem como a protegê-los dos predadores. Essa experiência o ensinou a depender do Senhor, conforme ele mesmo diz a Saul: “O Senhor me livrou das garras do leão, e das do urso; ele me livrará da mão deste filisteu” (I Sm 17.37).

1.3 Suas Habilidades: Davi possuía muitos talentos. Quando Saul estava atormentado por um espírito maligno, seus servos lhe aconselharam que ele mandasse chamar alguém que tocasse harpa. Então, ele mandou que lhe trouxessem alguém que tocasse bem. E, um dos moços lhe disse: “Eis que tenho visto a um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar e é valente e vigoroso, e homem de guerra, e prudente em palavras, e de gentil presença; o Senhor é com ele.” (I Sm 16.18). Esse texto relaciona várias características de Davi: seu talento musical, sua bravura, eloquência, boa aparência, mas, acima de tudo, a presença do Senhor em sua vida.

II - QUAIS OS ASPECTOS DO CARÁTER DE DAVI?

Sem dúvida, Davi foi um dos maiores homens da Bíblia. São muitas as virtudes e qualidades que a Bíblia descreve acerca deste homem: humildade, sinceridade, e, acima de tudo, um coração voltado para Deus. Até mesmo quando ele fracassou, nos deixou lições importantes, tais como: arrependimento sincero, confissão, e uma fé inabalável no perdão de Deus. Vejamos alguns aspectos do seu caráter:

2.1 Davi era um homem cujo coração era inclinado ao Senhor. Ele era um homem espiritual, cuja vida estava em harmonia com os anseios de Deus (I Sm 17.36).

2.2 Davi era um homem humilde. Ele aprendeu a atribuir as suas vitórias a Deus (I Sm 17.37; Sl 34.4-7; 40.5-10; 124).

2.3 Davi era um homem sincero. Apesar de ter muitas virtudes, ele não era um homem infalível. Cometeu dois graves pecados: adultério e o mentor da morte de Urias (II Sm 11.1-22). Mas, quando repreendido pelo Senhor, através do profeta Natã, ele confessou e arrependeu-se dos seus pecados (II Sm 12.13; Sl 51).

2.4 Os aspectos do caráter de Davi podem ser vistos em sua vida, mesmo depois que foi ungido rei de Israel. Mesmo depois que ele foi ungido pelo profeta Samuel, continuou sendo um homem humilde, obediente e submisso. Vejamos:

  • Continuou com suas tarefas de pastor, mesmo sendo o ungido do Senhor (I Sm 16.19). Que belo exemplo a ser seguido por nós!
  • Mesmo sendo promovido a músico do rei, continuava submisso ao seu pai, e cuidava de seu rebanho com fidelidade (I Sm 17.15).
  • Ele respeitava Saul, a quem substituiria, porque tinha consciência da vontade soberana de Deus em sua vida, e do controle que Ele exerce sobre todas as coisas (I Sm 18.5; 19.1-7).

 III - DAVI, EXEMPLO DE UM ADORADOR

Ao estudarmos a biografia deste servo de Deus, observamos que Davi não foi apenas um pastor que se tornou em um guerreiro, e, posteriormente, o rei de Israel. Ele foi também um grande músico: compôs mais de 70 salmos, tocava muito bem a sua harpa e demonstrou habilidade na organização do cântico ao assumir o reino de Israel. Vejamos porque ele é um exemplo de adorador:

3.1 Davi foi conhecido como músico. Quando Saul estava sendo atormentado por um espírito mau, ele disse: “Buscai-me, pois, um homem que toque bem, e trazei-mo”. Um dos seus servos lhe respondeu: “… tenho visto um filho de Jessé, que sabe tocar …” (I Sm 16.17,18). Esta expressão revela que o servo do rei conhecia a Davi, não apenas como um pastor de ovelhas, mas também como músico.

3.2 Davi foi obediente quando convidado para tocar a sua harpa diante do rei. Como ele já havia sido ungido rei de Israel, poderia negar-se a ser músico do rei. No entanto, ele não era apenas um músico, ele era obediente: veio, trouxe presentes a Saul (I Sm 16.20) e tocou a sua harpa diante dele (I Sm 16.23).

3.3 Quando Davi dedilhava a sua harpa, o espírito mau se retirava de Saul. Qual será a razão pela qual aquele espírito mau se retirava? Com certeza, as músicas que Davi tocava, não eram músicas mundanas. Eram hinos de louvores a Deus. Muitos deles estão ao nosso dispor, no livro dos Salmos.

IV- A VOCAÇÃO DE DAVI

Depois que Saul foi rejeitado por Deus, por causa de sua desobediência (I Sm 15.26), o Senhor incumbiu a Samuel a tarefa de ungir um dos filhos de Jessé (I Sm 16.1). Ao chegar na casa de Jessé, os sete irmãos de Davi foram apresentados a Samuel, mas, nenhum deles foi escolhido pelo Senhor. Samuel, então, perguntou: “Acabaram-se os moços? E ele lhe respondeu: Ainda falta o menor, que está apascentando as ovelhas” (I Sm 16.11). Jessé, então, mandou chamá-lo, e, ao chegar, Davi foi ungido pelo profeta, e o Espírito do Senhor se apoderou dele (I Sm 16.13). Podemos extrair algumas lições deste episódio:

4.1 Saul já estava ciente que seu reinado seria substituído, e que nenhum de seus filhos ocuparia o trono de Israel, como Samuel havia lhe dito (I Sm 13.13,14). Isto nos ensina que quando Deus escolhe alguém para um trabalho específico, não significa dizer que este o fará por toda a vida. Saul foi escolhido por Deus (I Sm 9.16,17; 10.1), mas fracassou na sua missão. Por isso, ele foi rejeitado pelo Senhor (I Sm 13.8-14), que já havia provido um substituto para ele (I Sm 16.1).

4.2 Ao chegar na casa de Jessé e ver Eliabe, Samuel equivocou-se dizendo: “Certamente está perante o Senhor o seu ungido” (I Sm 16.6). Porém o Senhor lhe disse: “Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração” (I Sm 16.7). Davi não possuía a estatura e a aparência de Eliabe, Abinadabe e Samá, seus irmãos, mas fora escolhido por Deus. Isto nos ensina que Deus escolhe, não pela aparência, e sim, pelo coração, ou seja, pelo caráter.

4.3 Davi foi ungido em uma reunião singela, na presença de seu pai e seus irmãos. A unção com óleo sobre a cabeça de Davi significava “separação para um obra específica”. Porém, além da unção com óleo, algo sobrenatural lhe aconteceu: O Espírito do Senhor se apoderou dele (I Sm 16.13). No Antigo Testamento, o Espírito Santo atuava na vida de alguns líderes em Israel, tais como: Juízes, reis, profetas e sacerdotes, etc, capacitando-os a realizar os propósitos divinos, como podemos ver na vida de Josué (Nm 27:8-21); Otoniel (Jz 3:9-10; José (Gn 41:38-40); Bezaleel (Êx 35:30-31); Moisés (Nm 11:16,17); Gideão (Jz 6:34), Jefté (Jz 11:29); Sansão (Jz 13:24,25); Saul (1 Sm 10:6), dentre outros. Com Davi não podia ser diferente. Apesar de possuir muitos talentos (I Sm 16.18), somente o poder do Espírito Santo em sua vida podería lhe dar condições para superar os desafios e, posteriormente, reinar sobre as doze tribos de Israel.

CONCLUSÃO

Quando Saul fracassou em sua missão, Deus escolheu a Davi para substituí-lo. Ele não pertencia a família real, nem era uma pessoa influente na sociedade. Pelo contrário, era um simples pastor de ovelhas e o menor de sua casa. Mas, ele possuía muitas outras qualidades: além de músico, era prudente, de gentil presença e o Senhor era com ele (I Sm 16.18). Por isso ele foi escolhido para ser o rei de Israel e é descrito nas Escrituras como o “homem segundo o coração de Deus” (I Sm 13.14; At 13.22).

REFERÊNCIAS:

Bíblia de Estudo Pentecostal. Donald C. Stamps. C.P.A.D.

Quem é quem na Bíblia Sagrada. Paul Gardner. VIDA ACADÊMICA.

O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. R. N. Champlim. HAGNOS.

Publicado no site da Rede Brasil de Comunicação

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    Valdir Carvalho
    Escreveu:

    HOMENS SEGUNDO CORAÇÃO DE DEUS

    Ezequiel 37.24: O meu servo Davi reinará sobre eles; todos eles terão um só pastor, andarão nos meus juízos, guardarão os meus estatutos e os observarão. Habitarão na terra que dei a meu servo Jacó, na qual vossos pais habitaram; habitarão nela, eles e seus filhos e os filhos de seus filhos, para sempre; e Davi, meu servo, será seu príncipe eternamente. Farei com eles aliança de paz; será aliança perpétua. Estabelecê-los-ei, e os multiplicarei, e porei o meu santuário no meio deles, para sempre. O meu tabernáculo estará com eles; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.

    Em torno de 580 anos antes de Cristo, o Profeta Ezequiel, proclamou esta profecia. Eis que 1000 anos antes o Rei Davi, já houvera escrito o Salmo 23, onde ele falara que habitaria na casa do Senhor para todo sempre (longos dias).

    Quem tem sido o Nosso Pastor, para que assim como Davi, possamos dizer: O Senhor é o Nosso Pastor. O mesmo Pastor que os homens rejeitaram no passado, a ponto de pedir um governo que os levassem às guerras lhes confortasse em suas batalhas, iguais aos governos das outras nações que não respeitavam a Deus como Único Senhor e Deus?
    Todos desejam ter um Deus que lhes acudam as necessidades. Até os ateus o tem. Poucos desejam ter Um Pai que olha, permite, deseje e oriente o melhor como um pai deseja aos filhos.
    Todo filho deseja ser igual ao pai, principalmente conquistar o seu coração. Como filhos de Deus, desejamos ser iguais à Davi, uma pessoa, um escolhido, um ungido, um rei. Que Deus perceba os nossos erros e compreenda, como o era com seu servo Davi, que mesmo tendo uma personalidade problemática, ainda Deus se agradava dele.
    Deus tinha um plano especial através da linhagem real da casa de Davi.
    Notemos: Humildade, rejeitado, pastorzinho desprezado pela família, aquele que ninguém dava nada, escarnecido pelo gigante, o fugitivo do rei, o amigo do filho do rei, guerreiro, fugitivo, mas que se tornaria o Principal REI do povo de Israel, povo de Deus, segundo a obediência do Patriarca Abraão, outro personagem imputado como amigo de Deus. Pessoas que se dispuseram em construir reinos terrenos, onde aos homens, pudesse ser mostrado o Deus Vivo, como rei sem palácio, mas com muitos súditos até os dias de hoje. Nisso tudo, estamos nós inseridos, descendentes do sangue do Rei Jesus Cristo, o Filho de Davi.
    Eis que através da casa de Davi, mais tarde em sua genealogia, veio José, descendente direto, que veio Jesus.
    Falar daquele que tinha o coração segundo Deus, daquele que havia sido escolhido par trazer por descendência o Amado do Pai, é por dizer: LOUVADO SEJA O FATO de sermos escolhidos.

    O atributo principal de Davi foi sem dúvida o fato de ser um adorador, de ter um coração arrependido por todas as suas fraquezas diante de si mesmo, mas principalmente diante de Deus. Reconhecia haver um Único Deus, que deveria ser prestado culto, que era presente em todas as suas aflições como pessoa e como rei que dirigia os desígnios do seu povo. Nisso foi bem aventurado e ainda hoje seus salmos nos estimulam a sermos assim.
    Como pecadores, como Deus tem visto a sinceridade de nossos corações?
    Tem nos observado como servos, como guerreiros nas batalhas espirituais, como arrependidos ou como príncipes? Alguns querem ser reis.
    Será que Deus nos veria como súditos sempre?
    Pudera fosse possível continuamente sermos iguais a Davi, sinceros, mesmo sendo pecadores diante de Deus. Evidentemente não sendo reis, nem príncipes, mas súditos comprometidos realmente com a sua Justiça, pudéssemos obter galardões de servos. Conseguíssemos reconhecer a sua vocação maior: Seu Amor.
    Desejosos sim, continuamente, pela salvação. Infelizmente, sabemos, isto ainda é parcial. Conquanto ainda lutarmos em tornarmos ela real. Alguns esforçam-se mais, outros nem tanto.

    Qual a vocação de Davi que ainda possamos nos ver desejosos da Graça de Deus? Salmodiar ao Senhor assim? Por ti, SENHOR, clamei, ao Senhor implorei. Ouve, SENHOR, e tem compaixão de mim; sê tu, SENHOR, o meu auxílio.
    Davi sabia que Deus se alegra quando o homem deixando sua pompa, reconhece que sem Ele nada é possível. E fazendo assim, Deus vem ao auxílio do clama.
    Nas Sagradas Escrituras, Davi foi um dos que mais buscou pela misericórdia de Deus. Sabia Davi mexer com o coração do Seu Senhor, mesmo quando afligido pelos seus atos insanos, sua alma invocava o perdão, busca a misericórdia sobre si e o seu pecado.
    Nas suas batalhas sentimentais colheu dissabores. Nas suas batalhas de reino, foi um dos reis que mais conseguiu inimigos, tantas e tantas vezes pediu para que Deus afastasse os seus inimigos dos seus caminhos, dando-lhe vitória. Com a sua família, teve dissabores. A ponto de um de seus filhos querer-lhe matar para tirar-lhe o trono, chegando ao ponto em ter que fugir para preservar a vida. Como rei cobiçava a ponto de sujar suas mãos de sangue e Deus impedir-lhe de fazer a construção do templo. Mas obediente, passou todo projeto ao seu Filho Salomão. O homem que pediu sabedoria. Outro atributo concedido à descendência de Davi.
    O Deus que foi com Davi, mesmo sendo ele uma pessoa de caráter problemático, pois, ora era sanguinário, ora era temeroso, quando também sentimental e amoroso, doutrinador, benevolente, portador de uma sabedoria exemplar, adúltero, assassino, ardiloso, muitos predicados poderiam ser enumerados sobre sua conduta da sua vida particular e pública como rei. Mas era também um adorador nato diante de Deus, e nisso Deus se alegrava, pois reconhecia nele um homem segundo o seu coração. Sabia o Senhor que Davi se dobrava à sua vontade e submetia-se à Sua soberana vontade.
    Que a nossa vocação seja a mesma da de Davi. ADORADORES, OBEDIENTES E PRAZEIROSAMENTE TEMEROSOS ao Senhorio de Deus e o Seu Poder.
    ESTA É A NOSSA SOBERANA VOCAÇÃO. Nossa fé em Jesus Cristo e sua vinda como Rei.

    Valdir Carvalho – Cascavel – PR , 02.10.2009


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    FELIX DAIZ
    Escreveu:

    Gostaria de saver qual foi a idade que Davi foi ungido, com respaldo Biblico ou referencias, se tem registro, pois ate agora so suposições.

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