A Restauração Espiritual de Davi - Pb. Miguel Fiuza
TEXTO ÁUREO = “Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. E disse Natã a Davi: Também o SENHOR te traspassou o teu pecado; não morrerás” (2 Sm 12.13).
VERDADE PRÁTICA = O caminho da restauração passa pelo arrependimento e confissão do erro cometido e abandono da prática.
HINOS SUGERIDOS 20, 29, 33
LEITURA DIÁRIA
Segunda = Jó 22.23
Deus restaura o que se arrepende
Terça = Sl 19.7
A Palavra de Deus restaura a alma
Quarta = Is 57.18
Deus restaura os caminhos do pecador
Quinta = Mq 7.18,19
Deus perdoa e “esquece”
Sexta = Hb 8.12
A misericórdia divina
Sábado = Sl 32.1,2
O perdão traz a verdadeira alegria
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = Salmos 51.1-4,7-12,17
INTERAÇÃO
Caro professor, nesta lição, o “homem segundo o coração de Deus”, de acordo com Mark Dever, tornou-se o retrato mais claro do que significa arrepender-se do pecado. Como homem, Davi errou e quase veio a sucumbir, no entanto, ao contrário de Saul, não tentou se justificar, mas arrependeu-se profundamente e reconheceu o seu pecado (2 Sm 12.13a; Sl 51.4).
Aproveite esta aula para enfatizar aos alunos a importância da confissão, do arrependimento e do abandono da prática do pecado.
OBJETIVOS:
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Compreender que o caminho da restauração passa pelo arrependimento, confissão e abandono do pecado.
- Conscientizar-se da importância da Bíblia para a restauração espiritual.
- Reconhecer a influência do meio na decisão do indivíduo em pecar, ou não.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Realize um pequeno debate com o seguinte problema: “Saul transgrediu a Lei do Senhor e, em virtude disso, perdeu o trono. O que o torna diferente de Davi? Por que Davi pecou e não perdeu o reino?” Após ouvir as respostas, explique que a diferença entre Saul e Davi provavelmente está na atitude dos dois em relação ao pecado. Ao pecar, Saul tentou justificar-se transferindo a responsabilidade para o povo (1 Sm 13.13,14; 15.1-3, 9, 15-31). Ao passo que Davi, arrependeu-se profundamente (2 Sm 12.13a; Sl 51.4). Conclua o debate mostrando que atualmente o crente que não reconhece seus erros e rejeita a disciplina de Deus, poderá ter o mesmo destino de Saul. Esteja atento para que o debate não se estenda muito, utilize, no máximo, 10 minutos.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Palavra Chave:
Restauração; Restabelecimento de uma situação vivida anteriormente; conserto.
O relacionamento pecaminoso de Davi com Bate-Seba foi rápido, mas as suas consequências foram duradouras.
Até ser confrontado pelo profeta, ele agiu à semelhança dos nossos primeiros pais, que também tentaram ocultar seus pecados (Gn 3.1-13). Todavia, uma vida de pecados ocultos apenas prolonga o sofrimento de quem os comete, já que de Deus ninguém consegue esconder nada. Por certo, Davi só obteve paz espiritual após dizer a frase que resume a atitude de um pecador arrependido: “Pequei contra o Senhor” (2 Sm 12.13).
A PRÁTICA DA RESTAURAÇÃO
A prática da restauração é a arte de nos colocarmos contritamente nas mãos do divino Oleiro para que Ele refaça o vaso quebrado e lhe dê a forma e a beleza anterior, depois de qualquer escorregão e queda, depois de qualquer período de frieza espiritual e crise existencial, depois de qualquer escândalo e desastre de natureza religiosa, depois de qualquer aborrecimento com a igreja militante e ressentimento ou revolta contra DEUS.
O estado quebrado em que se encontra o crente pouco ou muito tempo depois de um fracasso, grande ou pequeno, não é necessariamente seu estado final. DEUS deixou essa certeza impressa nos olhos e na memória do profeta Jeremias ao levá-lo à casa de certo oleiro, em cujas mãos havia um vaso que se estragou. Em vez de jogar fora o vaso estragado, o oleiro o refez, moldando outra peça com o mesmo barro. Em seguida, o Senhor perguntou ao profeta: “Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel” (Jr 18.6).
Vasos quebrados = São os vasos quebrados que precisam parar nas mãos do divino Oleiro para serem outra vez modelados. Embora igualmente desintegrados e esvaziados do resplendor antigo, nem todos os vasos têm a mesma história. Certamente eles se enquadrarão em um ou mais de um dos seguintes danos ou ocorrências:
1. Perda do primeiro amor - Você está no fundo do poço porque perdeu gradativamente o entusiasmo, perdeu o gosto pela leitura da Bíblia, perdeu a vontade de orar, perdeu o gozo da comunhão com DEUS, perdeu a força da esperança cristã, perdeu a capacidade de crer, perdeu o poder da fé. Tornou-se frio, insensível, incrédulo e apático. Você trocou a Casa do Senhor (Sl 122.1) pela sua casa.
2. Perda das obrigações morais = Você está no fundo do poço porque se desobrigou gradativamente dos mandamentos de DEUS. Você se soltou. Fez concessões à carne, ao mundo e ao diabo. Em vez de não se conformar com este mundo (Rm 12.2), você passou a não se conformar com a obrigação imposta por JESUS de negar-se a si mesmo (Lc 9.23). Você trocou o fruto do ESPÍRITO pelas obras da carne (Gl 5.16-24)
3. Perda da pureza doutrinária = Você está no fundo do poço porque foi se distanciando gradativamente do compromisso doutrinário. Tudo começou quando você perdeu a noção da autoridade da Palavra de DEUS. A partir daí você passou a crer no JESUS histórico, e não no Verbo que se fez carne (Jo 1.14). Você passou a crer na reencarnação dos vivos, e não na ressurreição dos mortos. Você passou a sobrecarregar cada vez mais os homens e a dispensar cada vez mais o concurso de DEUS. Você trocou a glória de DEUS pela glória dos homens, trocou a fé pelas obras.
4. Perda do senso de dependência = Você está no fundo do poço porque se envaideceu gradativamente até ao ponto de acreditar que não precisa mais da sabedoria de DEUS, da sua graça, do seu poder, da sua presença. Você pode tudo, você dá conta de tudo, você está sempre certo, a última palavra é sua. Você não é a vara, mas a própria videira (Jo 15.5). Você trocou a plenitude de DEUS pela plenitude do seu próprio eu.
A capacidade do Restaurador = Basta passar os olhos na história da redenção para você descobrir ou redescobrir a capacidade sem medida do Restaurador. Não importa o tamanho dos estragos. Nem as diferentes áreas em que se deram os estragos.
1. Restauração física - DEUS restaura a saúde ao doente (Is 38.16), a vista ao cego (Lc 18.42), a fala ao mudo (Mc 7.35) e o juízo ao endemoninhado (Mc 5.15.) Devolve à posição ereta a mulher por dezoito anos encurvada (Lc 13.13). Restaura a mão até então ressequida (Lc 6.10.).
2. Restauração espiritual - DEUS restaura o homem da queda e do pecado, justificando-o, santificando-o e glorificando-o. Ressuscita-o de entre os mortos. Dá-lhe corpo novo, revestido de incorruptibilidade e de imortalidade (1 Co 15.53). Torna-o igual a JESUS CRISTO (Rm 8.29-30; 2 Co 3.18; Fp 3.20-21; 1 Jo 3.2).
3. Restauração do culto - DEUS restaura o altar, o tabernáculo, o templo, os muros e a cidade de Jerusalém, as tribos de Israel e a glória de Jacó (Ne 2.2). Restaura a sorte de Judá e de Israel, edificando-os como no princípio (Jr 33.7).
4. Restauração ecológica - DEUS restaura o planeta que o homem poluiu e estragou. Estende outra vez a camada de ozônio. Despolui rios, lagos, mares, praias e oceanos. Replanta a flora e recria a fauna. Cria novos céus e nova terra (2 Pe 3.13). Redime a criação do cativeiro da corrupção “para a liberdade da glória dos filhos de DEUS” (Rm 8.21).
5. Restauração final - DEUS em CRISTO tira o pecado do mundo, refaz o que o homem fez de errado. A história não termina com a notícia de que “por um só homem entrou o pecado no mundo” (Rm 5.12), mas com a notícia de que JESUS é “o Cordeiro de DEUS, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29).
A restauração de Davi
É quase inacreditável que um homem como Davi, a quem se atribui a autoria de 73 dos 150 salmos e que possuía certos traços de caráter muito especiais (1 Sm 24.6; 26.8-11; 2 Sm 23.13-17; 1 Cr 21.18-27), tenha descido tanto e cometido pecados tão grosseiros depois de uma carreira acentuadamente bem-sucedida e depois de conquistar a admiração de todo o povo.
Os pecados desse “mavioso salmista de Israel” (2 Sm 23.1) não foram banais. Davi cometeu adultério com Bate-Seba, cujo esposo não era judeu, mas teria abraçado o judaísmo. Nessa ocasião, Urias, o heteu, mencionado como um dos trinta e sete valentes de Davi (2 Sm 23.39), achava-se ausente do lar por estar a serviço do exército de Israel no assédio à Rabá (2 Sm 11.1).
O segundo grande pecado de Davi foi o assassinato de Urias, “com a espada dos filhos de Amom” (2 Sm 12.9). Ele matou um homem virtuoso, que não aceitava privilégios se outros estivessem privados deles (2 Sm 11.6-13). Curiosamente, neste sentido, Urias era muito parecido com o rei - Davi também não quis beber a água do poço de Belém porque ela quase custou a vida de seus amigos (2 Sm 23.13-17).
O terceiro grande pecado de Davi foi a conexão dos dois primeiros pecados com a hipocrisia. Ele não estava interessado no bem-estar de Urias quando mandou buscá-lo na frente da batalha e trazê-lo para Jerusalém. O rei queria apenas que ele se deitasse com a mulher para que a gravidez dela fosse atribuída ao esposo. O presente que Davi lhe deu era um instrumento para beneficiar o rei, e não o valente oficial do exército. Mais grave ainda foi a encenação de Joabe e de Davi para justificar a morte de Urias perante a opinião pública. Foi um caso de extrema corrupção, da qual Bate-Seba não parece estar isenta (2 Sm 11.6-27).
Ora, depois de tanta miséria, o autor do salmo que descreve a onisciência e a onipotência de DEUS (Sl 139) ficou em pandarecos (Sl 6.2-3), sob o peso esmagador da mão de DEUS (Sl 32.4) e dentro de um tremedal de lama (Sl 40.2). Ele gastou pelo menos nove meses para reconhecer e confessar tudo de errado que havia feito (2 Sm 12.13, 14; Sl 32.5). Suplicou a misericórdia de DEUS na forma de perdão para o pecado (Sl 6.1-7) e na forma de purificação para a injustiça (Sl 51.1-12). Aceitou a morte da criança, o incesto de Amnom, as trapalhadas de Absalão, a provocação de Simei, a maldade de Aitofel, a morte de Absalão e a sedição de Seba - como conseqüências diretas ou indiretas de seu mau exemplo (2 Sm 12.10-12).
O processo de restauração tinha de incluir todos esses acontecimentos e demorou mais de dez anos. Ao cabo de tudo, Davi recuperou o prestígio, a autoridade, o trono, a comunhão com DEUS, a delicadeza de seu caráter, as bênçãos de DEUS e a experiência de que “onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5.20). É ele mesmo quem conta: “De todos os meus filhos, porque muitos filhos me deu o Senhor, escolheu ele a Salomão para se assentar no trono do reino do Senhor, sobre Israel” (1 Cr 28.5). Ora, esse Salomão era filho “da que fora mulher de Urias” (Mt 1.6).
Criado pelo profeta Natã (2 Sm 12.25), o mesmo que acusou Davi de adultério, Salomão foi também escolhido por DEUS para edificar o Templo do Senhor em Jerusalém (1 Cr 28.6). O ponto mais alto da graça de DEUS, porém, está na presença de Davi e Bate-Seba na árvore genealógica de JESUS CRISTO, ao lado da virtuosa Maria e de algumas mulheres (Tamar, Raabe e Rute), que jamais estariam ali se não fosse a maravilhosa e soberana graça de DEUS (Mt 1.1-17). A Bíblia registra também que Davi “morreu em ditosa velhice, cheio de dias, riquezas e glória” (1 Cr 29.28). Talvez este seja o mais extraordinário exemplo de restauração de toda a Escritura!
O caminho da restauração
Para sair do fundo do poço, é preciso fazer alguma coisa. Não o impossível. Apenas o possível. O impossível corre por conta de DEUS. São coisas simples, mas fundamentais:
1. Entre com o desejo - Esse é o início de todo o processo. O “eu não quero” (Sl 81.11; Ap 2.21) atrapalha tudo. Lembre-se do lamento de JESUS sobre Jerusalém: “Quantas vezes quis Eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!” (Mt 23.37.) Mas até para querer é possível contar com o auxílio do Senhor: “DEUS está operando em vocês, ajudando-os a desejar obedecer-lhe, e depois ajudando-os a fazer aquilo que Ele quer” (Fp 2.13, BV).
2. Entre com o pedido - Comece a orar perseverantemente para DEUS o tirar “de um poço de perdição, dum tremedal de lama” (Sl 40.2). Veja o tríplice pedido de restauração de Israel no Salmo 80: “Restaura-nos, ó DEUS” (v. 3); “Restaura-nos, ó DEUS dos Exércitos” (v. 7); “Restaura-nos, ó Senhor, DEUS dos Exércitos” (v. 19).
3. Lembre-se de onde, quando e como começou a crise que o deixou no fundo do poço - Você precisa pegar o fio da meada outra vez. Foi este o conselho de JESUS àquele que havia abandonado o seu primeiro amor: “Lembra-te, pois, de onde caíste” (Ap 2.5). Em outras palavras, ele está dizendo: “assuma o que você fez de errado”. Note bem, é preciso lembrar para confessar.
4. Confesse o iceberg todo - Não é para confessar apenas o pecado mais grosseiro ou apenas os pecados mais leves. É preciso confessar tudo: a segurança demasiada, as brincadeiras “inocentes”, as pequenas e grandes concessões, a falta de vigilância, a negligência devocional e o pecado de rebelião. Note bem, é preciso confessar para não mais lembrar.
5. Renove a aliança - Você precisa voltar “à prática das primeiras obras” (Ap 2.5), aquelas que você observava com zelo e com alegria no passado. Comprometa-se outra vez. Faça uma nova confissão de fé. Enfie de novo o pescoço debaixo do jugo libertador de CRISTO: “Tomai sobre vós o meu jugo” (Mt 11.29).
6. Deixe o resto com DEUS - Este resto é o mais difícil, mas DEUS o fará. Ele vai curar as feridas, cuidar das cicatrizes, consertar os traumas, recuperar o tempo perdido, acabar com os complexos, comissionar outra vez, devolver a alegria perdida e acalmar o seu coração. Fique certo disso: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará” (Sl 37.5).
I. A RESTAURAÇÃO E A PALAVRA DE DEUS
1. Davi e a Palavra de Deus. - Davi certamente era um homem que amava a Palavra de Deus. Entretanto, podemos afirmar com segurança que no momento de sua queda espiritual ele estava longe da lei divina. Poderia um homem estar agindo de acordo com a Palavra de Deus e ainda assim possuir a mulher do seu próximo e mandar matar seu marido? Por certo não! O mais simples é entendermos que Davi se tornara um burocrata, e um crente com uma vida devocional pobre, e que, por isso, não percebera sua fragilidade nem tampouco a cilada de Satanás.
Davi foi confrontado pela Palavra de Deus pronunciada pelo profeta Natã (1 Sm 12). Qual outra fonte se atreveria a confrontar o rei? Somente a Palavra de Deus é poderosa para lançar luz em nossas densas trevas.
Somente através da leitura da palavra de Deus é que percebemos o quanto temos uma natureza pecaminosa percebemos a necessidade de buscarmos o Pai.
2. O cristão e a Palavra de Deus. - Em o Novo Testamento encontramos várias atitudes que o cristão deve tomar em relação à Palavra de Deus, a fim de que não venha tropeçar (Rm 10.17; 1 Ts 1.6). O crente necessita ouvir a Palavra, recebê-la e também nela meditar (Sl 1.2). A Palavra precisa ser aceita e acolhida por nossas mentes e corações. Quantos tropeçam porque não recebem aquilo que Deus está a lhes falar? Armar-se com a Palavra é outra atitude fundamental para não fracassar (Ef 6.17). Contudo, o que adianta armar-se com a Palavra ou estar cheio dela se não soubermos como usá-la? É preciso manejar bem a Palavra da verdade (2 Tm 2.15).
A palavra de Deus é uma das chaves do sucesso espiritual do crente vários são os seus benefícios:
- A Palavra faz com que o crente não peque (Sl 119:11), Daniel, Hananias, Misael e Hazarias (Dn1:8) propuseram em seus corações em não se contaminar com os manjares do rei, ou seja, eles tinham a palavra guardada em seu corações. José foi outra exemplo que mesmo longe de sua Pátria, vendido pelos seus irmãos, acusado de um crime que não havia cometido não pecou pois a Palavra de Deus estava guarda em seu coração, seu testemunho no Egito foi tão forte que o próprio Faraó reconheceu o seu testemunho a ponto de falar “…Achariamos um varão como este, em quem haja o Espírito de Deus” (Gn 41:38);
- A Palavra purifica os nossos caminhos …”Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra”(Sl 119:9). O salmista já sentia a dificuldade de um jovem purificar o seu caminho mas encontrou a resposta na palavra de Deus. Não somente o jovem, mas todos os crentes de hoje e sempre purificarão os seus caminhos se observarem a Palavra do Todo Poderoso;
- A Palavra nos guia seguramente (Sl 119:105). Andamos em mundo globalizado, onde o pecado “reina”, um mundo escuro pelo mal e assim como um soldado precisa de uma lanterna para andar a noite na mata, nós precisamos da Palavra para andar na floresta negra da nossa vida terrena.
- A Palavra produz milagres. “… mas porque mandas, lançarei a rede…”(Lc 5:5). Acreditar na palavra nos faz ter uma vida repletas de milagres e exercita nossa fé, lembrando que sem fé é impossível agradar a Deus (Hb11:6)
- A Palavra é alimento (MT 4:4 e Lc 4:4). Jesus após o jejum de quarenta dias deu testemunho de que o alimento mais importante para homem é a Palavra que sai da boca de Deus;
- A Palavra de Deus faz o homem prosperar (Js 1:8). Este foi o conselho de Deus a Josué ele deveria meditar na palavra de dia e de noite e não se desviar dela nem para direita nem para esquerda. O Senhor no Salmo 1 chama o varão que medita em sua palavra de bem aventurado. “Meditar” (em hebraico hagab) significa ler em silêncio ou falar consigo mesmo internamente, a medida que se pensa. Abrange refletir sobre as palavras e caminhos de Deus, e aplicá-la a cada aspecto da vida (Sl 1:2, 63:6; 77:12; 143:5);
- A Palavra Liberta (Jo 8:32) A palavra nos liberta do velho Adão qe as vezes tenta falar mais alto. Davi confiou na palavra de Deus e a obedeceu tendo a sua vida restaurada.
SINOPSE DO TÓPICO (1) A Palavra de Deus é fundamental no processo de restauração, atuando como luz em nossas densas trevas.
II. A RESTAURAÇÃO E A INFLUÊNCIA DE FATORES EXTERNOS EM NOSSAS DECISÕES
1. A influência do meio. - Embora não sirva de desculpa, não há como negar que Davi se deixou influenciar pelo meio no qual vivia. Na cultura do Antigo Oriente os reis eram quase semi-deuses, podendo exercer um poder absoluto e ter praticamente tudo o que queriam. Ser o homem de várias mulheres era algo considerado “normal” naqueles dias. Com Davi não foi diferente.
Essa influência do meio fez com que ele desejasse e possuísse Bate-Seba, sem se dar conta do grande mal que estava praticando.
Veremos mais adiante que o meio não deve servir de justificativa para nos eximir de nossas responsabilidades morais, no entanto, não devemos subestimar o poder exercido por ele (Rm 12.2). Tomemos cuidado com o meio no qual vivemos.
Um exemplo bíblico de que não devemos nos guiar pelo meio está nas vidas de Hananias, Misael e Azarias, toda a população se prostrou diante da estatua de ouro, mas os três permaneceram firmes no propósito (Dn 3:12), em não se contaminar com o meio no qual estavam inseridos.
Atualmente vivemos em um mundo extremamente pecaminoso, onde existem mais amigos para nos conduzir ao pecado do que a Deus, mas isto não é justificativa para o crente se desviar do caminho do Senhor. Devemos estar com os nossos olhos firmados em Jesus (Hb 12:2).
2. Nossa responsabilidade moral. - Já falamos que Davi estava no lugar errado e na hora errada. Porém, em seu processo de restauração, isso não é levado em conta e nem deveria, já que a Escritura coloca sobre nós toda a responsabilidade pelas decisões que tomamos. Devemos dar a resposta adequada ao meio onde nos encontramos. A restauração de Davi começa por essa conscientização.
É bom sabermos que, como agentes morais livres, somos responsáveis por nossas ações ou decisões. Não é possível nenhum processo de restauração quando desconsideramos esse fato. Por que Davi caiu? Por que Pedro negou a Jesus? Por que Judas o traiu? Em todos os casos, de quem era a culpa? Deus pode ser responsabilizado pelas ações desses homens? Algum deles foi predestinado a cometer tal ato? Em todos esses casos, quer estivessem motivados por agentes da tentação externos, quer não, a Escritura põe a responsabilidade desses atos sobre cada um deles. A culpa foi de Davi, a culpa foi de Pedro, a culpa foi de Judas.
A culpa é nossa. É por isso que, para ser restaurado, Davi exclamou: “Porque eu conheço as minhas transgressões; e o meu pecado está sempre diante de mim” (Sl 51.3).
No processo de regenaração devemos saber disso foi o caso do Filho Pródigo que caindo em si exclamou “levantar-me-ei e irei até meu pai” (Lc 15:18) que possamos reconhecer nossa culpa e dizer como ele “Pai pequei contra o céu e contra ti”(Lc 15:21)
REFLEXÃO
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” 1 João 1.9
SINOPSE DO TÓPICO (2) O meio exerce uma poderosa influência sobre nós, mas isso não nos exime de nossa responsabilidade moral.
CONCLUSÃO
A Escritura comprova que Davi foi totalmente restaurado diante de Deus, e suas poesias expostas nos Salmos confirmam essa restauração. Não há porque vivermos sob o domínio do pecado, uma vez que a Escritura assegura-nos de que o sangue de Jesus quebrou esse domínio e tem poder para nos purificar totalmente dele (Rm 6.14; 1 Jo 1.7,9). Contudo, no processo de restauração, cabe a nós demonstrar uma atitude de arrependimento, confissão, quebrantamento e abandono do pecado, assim como fez Davi.
A diferença entre arrependimento e remorso: O arrependimento produz vida; o remorso desemboca na morte. Através do arrependimento o indivíduo foge da morte para Deus; pelo remorso a pessoa foge de Deus para a morte. O arrependimento conduz o homem ao céu; o remorso o leva ao inferno. Não houve diferença entre o pecado de Pedro e o de Judas. Pedro negou Jesus, Judas o traiu. Mas, houve grande diferença na maneira deles lidarem com o pecado.
Pedro arrependeu-se, Judas encheu-se de remorso. Pedro vomitou o veneno, Judas engoliu o veneno. Pedro foi perdoado e salvo, Judas pereceu eternamente.
O verdadeiro arrependimento envolve três elementos fundamentais:
Em primeiro lugar, arrependimento é mudança de mente. A palavra grega para o arrependimento, metanóia, significa mudança de mente. O arrependimento é em primeiro lugar uma mudança intelectual, uma mudança de conceito. Pelo arrependimento compreendemos que o diabo é um embusteiro e que o pecado é uma fraude. Compreendemos que por trás da sedutora isca do pecado existe o anzol da morte. Compreendemos que o pecado é maligníssimo e pior do que a pobreza, do que a solidão, do que a doença e do que a própria morte, pois todos esses males não podem nos afastar de Deus, mas o pecado nos afasta de Deus agora e faz perecer eternamente aqueles que se agarram a ele.
Em segundo lugar, arrependimento é mudança de emoção. O arrependimento é tristeza segundo Deus (2Co 7.10). A tristeza do mundo produz morte, mas a tristeza segundo Deus conduz à vida. O arrependimento produz uma insatisfação no coração do indivíduo que peca de tal forma, que a pessoa rompe com o pecado e corre para os braços de Cristo. Sem arrependimento a tristeza pelo pecado afunda a pessoa ainda mais no pântano no desespero.
Sem arrependimento aquele que é escravo do pecado vai se enrolando num cipoal e vai se prendendo com cordas e correntes tão grossas que ao fim, ele se capitula vencido, quebrado, arruinado, e perdido. O fim dessa linha é a morte e a própria perdição eterna. Porém, quando uma pessoa se arrepende, ela passa a fugir não apenas das conseqüências do pecado, mas do próprio pecado. Ela vê o glamour do mundo como esterco; ela não se deleita mais nos manjares do mundo, pois sabe que a aparência do mundo passa, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.
Em terceiro lugar, arrependimento é mudança de vontade. O arrependimento não é apenas um assentimento intelectual e um sentimento emocional. O verdadeiro arrependimento atinge a vontade. É dar meia volta e voltar-se para Deus. Judas deu os dois primeiros passos do arrependimento. Ele reconheceu que tinha traído sangue inocente. Ele confessou o seu pecado. Ele sentiu tristeza por ele, a ponto de devolver o dinheiro recebido pela traição. Porém, ele não deu o último passo. Ele não se voltou para Jesus. Ele não pediu perdão. Ele não mudou sua conduta. Apenas a consciência do erro e a correspondente tristeza por ele não é suficiente. É preciso tomar uma decisão. É preciso exercitar a vontade e correr para os braços do Pai. O filho pródigo caiu em si e voltou para a Casa do Pai. Se ele tivesse apenas lamentado sua condição e permanecido na pocilga, ele teria perecido. Mas, ele voltou e encontrou o abraço da reconciliação, o beijo do perdão e a festa da salvação.
Você já se arrependeu de quem você é e do que você tem feito contra Deus? Você tem produzido frutos dignos de arrependimento? Ou você ainda se deleita naquilo que Deus abomina? Ninguém pode crer em Jesus sem antes se arrepender de seus pecados. Não há fé salvadora sem arrependimento do pecado. A porta do céu jamais se abrirá para aqueles que não entraram, aqui, pela porta do arrependimento. Hoje ainda é tempo de se arrepender. Hoje ainda é um dia de graça. O que você ainda está esperando?
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO
Subsídio Bibliológico
“A doutrina do perdão, proeminente tanto no AT quanto no NT, refere-se ao estado ou ao ato de perdão, remissão de pecados, ou à restauração de um relacionamento amigável. […] No perdão, a culpa pelo pecado é perdoada e substituída pela justificação, através da qual o pecador é declarado justo. […] Embora judicialmente todos os pecados sejam perdoados quando o pecador é salvo através da fé (Jo 3.18), se o pecado entrar na vida de um cristão, ele afetará o relacionamento deste com o Pai Celestial.
O perdão e a restauração da comunhão que se fizeram necessários são efetuados mediante a confissão dos pecados (1 Jo 1.9) e o arrependimento (Lc 17.3,4; 24.47). […] A confissão de pecados é feita primeiramente a Deus (Sl 32.3-6), àquele que sofreu o dano (Lc 17.4), a um conselheiro espiritual (2 Sm 12.13), ou a congregação de crentes (1 Co 5.3)
(Dicionário Bíblico Wycliffe. RJ: CPAD, 2006. pp.443,1501-2).
VOCABULÁRIO
Sem ocorrências,
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
COUTO, Geremias. A Transparência da Vida Cristã. RJ: CPAD, 2001.
Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 40, p.40.
Editora Ultimato
EXERCÍCIOS
RESPONDA
1. Cite algumas atitudes que o cristão deve tomar em relação à Palavra de Deus.
R. O crente necessita ouvir, receber e meditar na Palavra, bem como aceitá-la e acolhê-la em nossas mente e coração.
2. De quem é a responsabilidade pelo pecado?
R.A responsabilidade pelo pecado é de quem os comete.
3. Qual é a ordem do processo de restauração?
R. Conscientização, arrependimento, confissão e abandono do pecado.
4. Antes de ser contra nós ou outra pessoa, primeiramente, o pecado agride a quem?
R. Agride a Deus e a sua Palavra.
5.Na situação de Davi, o que você faria?
R.Resposta pessoal..
APLICAÇÃO PESSOAL
“A confissão é para a alma o que o preparo da terra é para o campo. Antes de semear, o fazendeiro trabalha a terra, removendo pedras e arrancando tocos. Ele sabe que a semente cresce melhor quando o solo é preparado. A confissão é um convite para Deus passear pelos acres de nosso coração. A semente de Deus cresce melhor se o solo do coração é roçado. […] E então, O Pai e o Filho andam juntos pelo campo; cavando e arrancando, preparando o coração para frutificar. A confissão convida o Pai a trabalhar o solo da alma. A confissão busca o perdão de Deus, não a anistia. Perdão presume culpa; anistia, derivada da mesma palavra grega para amnésia, ‘esquece’ a suposta ofensa sem imputar culpa”
(LUCADO, Max. Nas Garras da Graça, RJ: CPAD, 1999, p.120).
Elaboração pelo:- Pb. Miguel Fiuza Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados - MS
Publicado no Blog do Ev. Isaías de Jesus



Paz e Graça !Amado
Parábens! pelo post desta lição.
Que nosso DEUS continue te iluminando.
Abraços.
Pb. Jorge C. Oliveira
A paz do Senhor! Deus vai retribuir grandemente ao irmão por este trabalho importantissimo.
O Amado está abençoado a obra missionária aqui em Caraíbas - Paramirim - Bahia.
…Maravilhoso, como gostaria de ter um filho que escrevesse assim…
Comente.