Tesouro em Vasos de Barro - Dc. Alan Fabiano
OBJETIVOS
Conscientizar-se de que mesmo frágeis, Deus nos usa para transmitir as Boas Novas e nos dá poder para realizarmos sua obra.
Compreender as fragilidades dos vasos de barro.
Saber que no final os vasos de barro serão glorificados pelo Senhor
INTRODUÇÃO
Continuando a defesa de sua auto-recomendação, Paulo agora explora a essência do seu caráter e ministério, usando a figura de um vaso de barro para mostrar a sua fragilidade (4.7) e que o Deus que ele servia é o Deus que usa as coisas fracas para surpreender os fortes, usa as coisas pequenas para surpreender as grandes (1 Co 1.27-29), para que ninguém se glorie.
Paulo vai além da imaginação de uma mente natural quando expõe os bens espirituais que trás consigo (vaso de barro), classificando-os de tesouro. Isso fundamenta ainda mais que ele era ministro de um Novo Concerto, não que ele fosse capaz de ser tal ministro; mas porque Deus o capacitou para tal (3.5), são dessas premissas que o apostolo esclarece o significado dessa figura.
EXPOSIÇÃO
Paulo forneceu um exemplo completo de sinceridade e vulnerabilidade e estabeleceu o alicerce para o ministério do Novo Concerto (Cap.1). As boas novas do Evangelho são que Deus está presente na vida do crente, dando a todos nós a esperança da transformação gradual em direção à semelhança de Cristo (Cap.3). Construindo sobre esta realidade, Paulo afirma duas vezes: “Por isso… não desfalecemos” (4.1,16). O ministério do Novo Concerto é incompatÃvel com o uso da “falsidade”, pois ele prega a perfeição de Cristo e não “a nós mesmos” (4.1-6). Somos como vasos de barro que contém um grande tesouro; o que importa não é o que é visto, mas o que não se vê; não o temporário, que está desaparecendo, mas o que perdura para sempre (4.7-18). I. PAULO APRESENTA O CONTEÚDO DOS VASOS DE BARRO (4.1-6)
Comentário de 2 CO 4.1-6
1.PELO que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos;
Ministério. Paulo está falando do ministério da Nova Aliança (3.6), tal ministério, é realizado pelo EspÃrito, trata-se de uma Aliança superior a Antiga Aliança. Onde as leis do Senhor são impressas nos corações e nas mentes (Jr 31.33), trazendo transformação de dentro para fora (Jo 16.8), na Nova Aliança não precisamos que ninguém nos ensine (Jr 31.34) a Lei de Deus, ao levantar, ao caminhar e ao deitar, para que fique gravado na mente; mas o EspÃrito Santo é quem nos ensina (1 Co 2.13), a Nova Aliança ou Novo Concerto abril para a humanidade uma porta que não se pode fechar (Ap 3.8), este Novo pacto nos garante o novo nascimento (Ez 11.19), perdão dos pecados (Ez 18.31), o privilégio de sermos participantes da ceia do Senhor, que simboliza esta Aliança (Lc 22.20) e vida eterna (Jo 6.51).
Segundo a misericórdia. Paulo, jamais poderia ser ministro de tão excelente ministério por conta própria (3.5), mas, Deus pela sua infinita misericórdia capacitava-o (3.6) para que desenvolvesse o ministério da reconciliação (5.18). Paulo enfatiza a misericórdia de Deus em sua vida, em vários aspectos: em razão dela ele era fiel (1 Co 7.25); salvos pela misericórdia (Tt 3.5) e por fim faz uma retrospectiva e escreve a Timóteo “A mim, que dantes fui blasfemo, e perseguidor, e opressor; mas alcancei misericórdia, porque o fiz ignorantemente, na incredulidade;”1Tm 1.13. Aleluia! O que somos hoje é pela misericórdia de Deus.
Com certeza a lembrança de sua transformação lhe dava mais coragem para prosseguir.
Não desfalecemos. “não se comporta com fraqueza”,e ainda persevera, não desfalecer no exercÃcio do ministério, apesar de toda resistência principalmente por parte dos judaizantes (judeus cristãos que queriam guardar a Torá e as leis rabÃnicas), os quais se diziam discÃpulos de Pedro (1 Co 1.12; Hb 11.22), Paulo não desfalece porque o Evangelho é triunfante - é poder de Deus (1 Co 1.18). A barreira que o ministério da Nova Aliança tinha que transpor chamava-se “legalismo”, foi por este motivo que o Apostolo foi muitas vezes atacado, contudo, sem desfalecer, porque o ministério da Nova Aliança é irrefutável. Além disso, Paulo regozijava-se em cada alma convertida, se não vejamos, (At 28.15; 2 Co 7.5-7; Fp 2.17; Cl 1.24). 2.Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia, nem falsificando a palavra de Deus; e, assim, nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.
Neste versÃculo Paulo contrasta sua personalidade com a dos falsos apóstolos. Note que:
Paulo, rejeita as coisas que por vergonha¹ se ocultam, se referindo aos falsos apóstolos,ele fala que suas obras por vergonha, baixeza, ignomÃnia, não são dignas de serem repetidas (Ef 5.12), são atitudes condenáveis, as quais são reveladas pela luz do Evangelho (Ef 5.13).
Os Falsos apóstolos, andam com astúcia² e falsificando³ a palavra de Deus. Apesar de Paulo não falar os detalhes das obras desses homens, ele nos revela em outras passagens que tipo de obras eles praticavam, quais sejam: Andavam com falsos discursos, artimanhas que induziam ao erro doutrinário (Ef.4.14); Adulterando, prostituindo, falsificando Palavra, interpretando conforme suas crenças; Corrompendo e explorando alguns irmãos, para atender interesses pessoais (2 Co 7.2); Mercadores da Palavra (2 Co 2.17); era comum em seus discursos, palavras de lisonjas e suaves (Rm 16.18); Eram inimigos da cruz de Cristo (Fp 3.18), ou seja, não sofriam por amor a obra de Deus, mas, se preocupavam com as coisas terrenas, eram materialistas (Fp 3.19).
Diante dessa situação Paulo recomenda a si mesmo à consciência de todo o homem. Paulo, apela para a consciência de “todo o homem”, ou seja, para todos que tivessem acesso à essa carta, para invocar sua integridade diante do Senhor, porquanto a sua teologia, ética e prática missionária eram demonstrada em toda parte por meio da transparência, fidelidade e clareza com que expunha a verdade, sem jamais apelar para a fraude ou qualquer tipo de engano (2 Co 1.12,18-24). 3.Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto,
4.Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos que não crêem, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.
Apesar de Paulo ter explicado várias vezes e várias doutrinas elementares do ministérios da Nova Aliança, que é revelado através do Evangelho de Cristo, muitos judeus e gentios estavam com o entendimento “fechado”, “cego”, mesmo Paulo apelando para suas consciências (4.2), afim de manifestar-lhes a verdade, mesmo assim eles não entendiam a mensagem da cruz de Cristo, conseqüentemente estavam se perdendo.
O deus deste século. Satanás, (Jo 12.31; 14.30; 16.11; Ef 2.2; 1 Jo 5.19), ao chamar Satanás de “deus deste século”, a BÃblia revela que o seu tempo e poder de atuação são limitados (Ap 20.10). Paulo mostra uma força sobrenatural - maligna, nos “bastidores” da vida real da humanidade, que emana da pessoa de Satanás, tem cegado todos os que defendem e praticam a impiedade e perversão da Palavra de Deus. O apostolo se refere a “era presente” em contraste com a “era futura” purificada por Jesus para sempre (Gl 1.4), usa a figura do véu sobre o rosto de Moises se referindo aos que não queriam ver a gloria divina pelos olhos da fé e receber o Evangelho, a verdadeira gloria eterna (3.12-18).
Cristo, que é a imagem de Deus. Jesus Cristo, o Filho e a segunda pessoa da Trindade, é o único que pode revelar plenamente a imagem de Deus, pois Ele é o próprio resplendor da glória de Deus (Cl 1.15; Hb 1.3). Ele é a verdadeira imagem de Deus (em latim Imago Dei). É por meio dEle que os crentes são libertos do poder de Satanás e das trevas deste século mal, os cristãos vivem na luz de Cristo e do século por vir (Ef 2.1-7; Cl 1.13). 5.Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor, e nós mesmos somos vossos servos, por amor de Jesus.
6.Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.
Sabemos que o apostolo Paulo e seus companheiros não tinham interesse em se auto - promoverem, eles proclamavam o Senhor Jesus, como Senhor divino e digno de toda honra e toda glória, ele afirmava: somos vossos servos ou “escravo” (gr. ??????, doulous), primeiro de Cristo (Rm 1.1; Fp 1.1; Tt 1.1) e depois da igreja, dados a Jesus como escravos para fazerem a sua vontade, ajudando a igreja por amor dEle e em seu lugar (Ef 4.11-14).
Resplandecesse a luz. Paulo usou a expressão usada por Deus na criação (Gn 1.2-4), da mesma maneira que abençoa o novo nascimento (nova criação) do crente em Cristo, à medida de as trevas e são dissipados pelo poder da luz do Evangelho. A gloria que ilumina o coração de Paulo e dos cristãos fieis é o esplendor do rosto de Cristo. ATUALIZE… II. PAULO EXPÕE A FRAGILIDADE DOS VASOS DE BARRO (4.7-12) III. PAULO FALA DA GLORIFICAÇÃO FINAL DESSES VASOS DE BARRO (4.13-18)
Apêndice
1. ???????, ??, ?, (aischune) Vergonha 2 Co 4.2; desgraça,ignomÃnia, baixeza Fp 3.19; Hb 12.2;
Ap 3.18; Lc 14.9. ação vergonhosa Jd 13.*
2. ?????????, (panourgia) Astúcia, artimanha, engano, sabedoria ilusória ou falsa. Lc 20.23; 1 Co 3.19; 2 Co 4.2; 11.3; Ef 4.14.*
3. ?????, (doloo) Falsificar, adulterar 2 Co 4.2; 1 Co 5.6 v.l.*
Publicado no blog Espada Flamejante



Com certeza esse comentário vai enrriquecer a minha ministração de aula nesse domingo!Que Deus continue usando nossos mestres como vasos de barros para terçerem subsÃdios tão ricos de conteúdo para edificação do seu povo!
Paz do Senhor.
Gostei muito desse ensino da escola dominical.
Abraço
Com certeza Deus recompesara os amados irmãos que nos auxiliam nesta abençoada tarefa.
Deus o abençoe.
Olha esses comentários ajuda e muita na preparação da aula..
Que Deus continue abençoando esses Homens de Deus
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