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Arquivos de Maio de 2010

O Valor da Temperança - Pb. José Roberto A. Barbosa

O VALOR DA TEMPERANÇA
Texto Ãureo: Ef. 5.18 - Leitura Bíblica em Classe: Jr. 35.1-5,8,18,19.

Pb. José Roberto A. Barbosa http://www.subsidioebd.blogspot.com/
Objetivo: Ressaltar a relevância da temperança para a igreja cristã a fim de que seus membros não se conduzam pela concupiscência da carne.

INTRODUÇÃO
Os seres humanos vivem sob a esfera do desejo. Há quem diga que a forma de vencer a tentação é, ao invés de resistir, entregar-se. O ensinamento bíblico, no entanto, instrui à temperança. Na lição de hoje, a partir do exemplo dos recabitas, estudaremos sobre a importância da temperança. Ao final, enfatizaremos a relevância desse ensinamento e dessa prática na vivência da igreja cristã.

1. A ORIGEM DOS RECABITAS
O capítulo 35 de Jeremias relata o acontecimento do reinando de Jeoaquim. Nesse período, entre 599 e 597 a. C., Jeremias testa a fidelidade dos recabitas, uma comunidade religiosa, cujo fundador havia sido Jeonadabe ben Recabe (II Rs. 10.15-31), que participara ativamente da destruição da família de Acaba (por volta de 840 a. C.) e do massacre contra os profetas de Baal. Os recabitas eram queneus (Jz. 1.16; I Cr. 2.55), e provavelmente, habitavam como nômades no deserto (I Sm. 15.6). Nos tempos de Jeremias eles habitavam as montanhas de Judá. O modo de vida deles, conforme imposto pelo seu pai Jonadabe, proibia a habitação em casas ou fazendas e a produção e o consumo de vinho. Destacamos, porém, que esse estilo de vida não havia sido imposto por Deus, mas pelos antepassados. Se as práticas dos recabitas eram certas ou erradas não vem ao caso na lição de hoje. Nem mesmo a posição de Jeremias, ao incitá-los ao consumo de vinho, sendo esse um recurso didático, isto é, uma lição que o profeta pretendia dar ao povo de Israel, através do exemplo dos recabitas. Lição essa que pode muito bem ser aplicada aos cristãos, a fim de que esses exercitem a prática espiritual da temperança.

2. RECABITAS, UM EXEMPLO DE TEMPERANÇA.
Ainda que não fosse proibido o consumo de vinho entre os judeus na época de Jeremias, os recabitas, em obediência ao seus antecipados, não aceitaram a proposta do profeta: “Mas habitamos em tendas, e assim obedecemos e fazemos conforme tudo quanto nos ordenou Jonadabe, nosso pai” (Jr. 35.10). Os princípios desses homens foram reconhecidos e recompensados pelo Senhor, pois serviram de instrução para os habitantes de Judá daquele tempo (Jr. 35.18,19). Isso porque a atitude dos recabitas deveria servir de exemplo para os líderes de Judá. Se o mandamento de um homem, Jeonadabe, era respeitado e obedecido pela sua família, por mais de duzentos anos, porque o povo de Judá não fazia o mesmo em relação aos princípios do Altíssimo? Se as palavras de homens eram colocadas em tal patamar, por que não as palavras do Senhor, expressas pelos profetas repetidamente? A dedicação que determinadas pessoas têm pelas tradições familiares, e mesmo por suas religiosidades, devem servir de reflexão para os cristãos, a fim de que esses possam atentar para o valor da Eterna Palavra de Deus. Somente para ilustrar, no filme Carruagens de Fogo, baseado na história real do missionário escocês Eric Liddell, mostra uma cena na qual o jovem competidor cristão se indispõe a participar de uma corrida porque essa se realizará no dia do Senhor. O líder do seu país, ao invés de criticá-lo, o elogia pela firmeza em seus princípios. O principal desafio para os cristãos, em meio a uma sociedade sem princípios, é manter os ensinamentos da Escrituras, não apenas em palavras, mas, principalmente em ações.

3. O CRISTÃO E A TEMPERANÇA
A palavra “temperança”, também traduzida por autocontrole e domínio próprio, é enkrateia no grego do Novo Testamento. Em sua forma nominal - como substantivo - aparece três vezes, em Gl. 5.22 0 para designar um dos aspectos do fruto do Espírito; At. 24.25 - quando Paulo se dirigia ao governador Felix; e II Pe. 1.6 - compondo a lista uma das listas das virtudes cristãs. Em I Co. 9.25 Paulo usa essa palavra na forma verbal para referir-se à disciplina criteriosa dos atletas em treinamento. Do mesmo modo se refere o Apóstolo, em I Co. 7.9, para ressaltar a importância de o crente ter domínio sobre os desejos sexuais. Entre os filósofos gregos, Platão e Aristóteles, essa palavra fora utilizada para descrever o ascetismo, isto é, a abstinência dos desejos. Em Rm. 8.5-9 Paulo mostra o segredo da temperança. Para esse, em consonância com Ef. 5.18, a temperança é resultado de uma vida controlada pelo Espírito. O cristão controlado pelo Espírito, anda nEle e produz o Seu fruto (Gl. 5.22). É necessário destacar que não se trata de ascetismo, pois, já nos tempos de Paulo, havia quem pregasse a total abstenção da carne e do casamento (I Tm. 4.3,4). A temperança na vida do cristão deva ser apresentada através do equilíbrio no falar (Tg. 3.2), dos desejos sexuais (I Co. 7.9; I Ts. 4.3-8), no cotidiano (I Co. 6.12-20), no uso do tempo (Lc. 12.35-48; I Ts. 5.6-8)m no domínio da mente (Rm. 13.14; Fp. 4.8).

CONCLUSÃO
Jesus é o maior exemplo de temperança para o cristão. Pois ele, muito embora tenha sido tentado em tudo, não pecou (Hb. 4.15). Com base na experiência da tentação de Jesus, registrada em Lc. 4.1-13, podemos aprender, para o desenvolvimento da temperança, que é fundamental o contato contínuo com o Espírito Santo. A mente do cristão deva estar voltada para Deus, edificada pela Palavra do Senhor e pela oração, na prática de disciplina do domínio próprio.

BIBLIOGRAFIA
HARRISON, R. K. Jeremias e Lamentações. São Paulo: Vida Nova, 1980.
LONGMAN III, T. Jeremiah & Lamentations. Peabody, Mass: Hendrickson, 2008.

Publicado no blog Subsidio EBD

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Tv EBD - Esperando contra a Esperança - Ev. Luiz Henrique

Assista os vídeos da TV EBD com a aula da Lição 9 - Esperando contra a Esperança. Para facilitar o download, o vídeo é dividido em 5 partes. Você pode assistir aqui mesmo, clicando nos vídeos, ou clicar nos links, acima dos vídeos para salvar; ao abrir a nova página, clique no botão Download. Os vídeos são produzidos pelo Ev. Luiz Henrique e também publicados no site Estudos Bíblicos EBD, ou no blog EBDnaTV.

1ª Parte - Lição 9 - 2T/2010

2ª Parte - Lição 9 - 2T/2010

3ª Parte - Lição 9 - 2T/2010

4ª Parte - Lição 9 - 2T/2010

5ª Parte - Lição 9 - 2T/2010

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Questionário - Esperando contra a Esperança - Ev. Luiz Henrique

QUESTIONÃRIO DA LIÇÃO 9 - ESPERANDO CONTRA A ESPERANÇARESPONDA CONFORME A REVISTA DA CPAD DO 2º TRIMESTRE DE 2010

Complete os espaços vazios e marque com “V” as respostas corretas e com “F” as falsas.

TEXTO ÃUREO

1- Complete:

“Porque há _______________________ para a árvore, que, se for cortada, ainda se _______________________, e não cessarão os seus ______________________”  (Jó 14.7).

VERDADE PRÃTICA

2- Complete:

O que ______________________ em DEUS jamais será subvertido pelo ________________________; em meio às crises, ______________________ a esperança.

INTRODUÇÃO 

3- A terra de Judá achava-se prestes a ser subvertida. Desta vez, o que aconteceria?

(    ) DEUS, mais uma vez os livraria da destruição.

(    ) Não se limitariam os caldeus a levar os judaítas em cativeiro.

(    ) Haveriam de destruir tudo; da mais singela cidade à imponente Jerusalém, tudo deitariam por terra.

(    ) Até o SANTO Templo, onde se achava a arca sagrada, pereceria.

(    ) As tribulações dos filhos de Abraão não terminariam aí; seu futuro seria de apertos e estreitezas.

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Esperando contra a Esperança - Ev. Luiz Henrique

Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev.. Luiz Henrique de Almeida Silva

TEXTO ÃUREO

“Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos”  (Jó 14.7).

VERDADE PRÃTICA

O que confia em DEUS jamais será subvertido pelo desespero; em meio às crises, brotará a esperança.

LEITURA DIÃRIA 

 Segunda Jó 31.24 A esperança do crente não está no ouro
 Terça Sl 39.7 A esperança do crente está em DEUS
 Quarta Sl 65.5 DEUS é a esperança de toda a terra
 Quinta Pv 23.18 A esperança do crente não será frustrada
 Sexta Jr 14.8 DEUS é a esperança no tempo da angústia
 Sábado Lm 3.26 Bom é ter esperança

LEITURA BÃBLICA EM CLASSE - Jeremias 30.7-11 Clique aqui para ler o texto completo »

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Esperando contra a Esperança - Pr. Adilson Guilhermel

LIÇÃO 9 - ESPERANDO CONTRA A ESPERANÇA

Texto áureo: Jó 14.7 Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos”

Leitura Bíblica em Classe - Jeremias 30.7-11

SÓ COM DEUS AS ESPERANÇAS SE REALIZAM 

1. A ESPERANÇA COM FÉ ENXERGA NOVOS COMEÇOS

  • No profundo da desolação a profecia se cumpre - Jeremias 30.7 Ah! Porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante! E é tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será salvo dela. Mateus 24.21 Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver.
  • Os julgamentos divinos sempre são remediais - Jeremias 30.8 Porque será naquele dia, diz o SENHOR dos Exércitos, que eu quebrarei o seu jugo de sobre o teu pescoço e quebrarei as tuas ataduras; Ezequiel 36.26 E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne.
  • Da disciplina corretiva viria tempos de refrigério - Jeremias 30.8b…e nunca mais se servirão dele os estranhos Romanos 11.26 E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades.

2. A ESPERANÇA SEMPRE CRÊ EM TEMPOS MELHORES

  • Os pactos divinos não são provisórios e sim eternos - Jeremias 30.9 mas servirão ao SENHOR, seu DEUS, como também a Davi, seu rei, que lhes levantarei. 2 Samuel 7.12 E prepararei lugar para o meu povo, para Israel, e o plantarei, para que habite no seu lugar, e não mais seja removido, e nunca mais os filhos da perversidade o aflijam, como dantes,
  • A vida soergue das suas raízes que não morreram - Jeremias 30.10a… Não temas, pois, tu, meu servo Jacó, diz o SENHOR, nem te espantes, ó Israel; porque eis que te livrarei das terras de longe, Ezequiel 37.12 Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu abrirei os vossos sepulcros, e vos farei subir das vossas sepulturas, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel.
  • Os males do passado são anulados pela restauração - Jeremias 30.10b…e a tua descendência, da terra do seu cativeiro; e Jacó tornará, e descansará, e ficará em sossego, e não haverá quem o atemorize. Zacarias 9.12 Voltai à fortaleza, ó presos de esperança; também hoje vos anuncio que vos restaurarei em dobro.

3. A ESPERANÇA VÊ UM TEMPO DE VIVER EM BENÇÃOS

  • A presença divina é garantida com o seu povo - Jeremias 30.11a… Porque eu sou contigo, diz o SENHOR, para te salvar, porquanto darei fim a todas as nações entre as quais te espalhei; a ti, Mateus 25.32 E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas;
  • A salvação divina envolve processos dolorosos - Jeremia 30.11b…porém, não darei fim, mas castigar-te-ei com medida e, Lucas 12.47 E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites;
  • A correção divina adverte distanciar do pecado - Jeremias 30.11c…de todo, não te terei por inocente. Gálata 6.7 Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.

    Elaborado pelo Pr Adilson Guilhermel

Publicado no site Esboços da EBD

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Esperando contra a Esperança - Pr. Osiel Varela

 Lição 09 - 2º Trimestre - 2010.                                                             Autor: Osvarela

Texto Ãureo:

Job.14.7. Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda torne a brotar, e que não cessem os seus renovos.

LEITURA BÃBLICA EM CLASSE:

Jeremias 30. 7. Ah! Porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante! É tempo de angústia para Jacó; todavia, há de ser livre dela.

8 E será naquele dia, diz o Senhor dos exércitos, que eu quebrarei o jugo de sobre o seu pescoço, e romperei as suas brochas. Nunca mais se servirão dele os estrangeiros;

9 mas ele servirá ao Senhor, seu Deus, como também a Davi, seu rei, que lhe levantarei.

10 Não temas, pois tu, servo meu, Jacó, diz o Senhor, nem te espantes, ó Israel; pois eis que te livrarei de terras longínquas, e à tua descendência da terra do seu cativeiro; e Jacó voltará, e ficará tranqüilo e sossegado, e não haverá quem o atemorize.

11 Porque eu sou contigo, diz o Senhor, para te salvar; porquanto darei fim cabal a todas as nações entre as quais te espalhei; a ti, porém, não darei fim, mas castigar-te-ei com medida justa, e de maneira alguma te terei por inocente.

Historiando Uma Esperança:

Um poeta, emocionado com a criação, do primeiro assentamento judaico em Eretz Israel (a Terra de Israel), escreveu, um poema em hebraico. Este mês fazem 62 anos da criação do Estado de Israel;

Quando um fazendeiro de Rishon LeZion o ouviu, emocionou-se e compôs a melodia.

A canção se tornou o hino nacional de Israel, Hatikva - A Esperança.

Esperança é uma crença emocional na possibilidade de resultados positivos relacionados com eventos e circunstâncias da vida pessoal. A esperança requer uma certa perseverança - i.e., acreditar que algo é possível mesmo quando há indicações do contrário. FATEO - Metodista - Prof. Tércio Machado

REFERÊNCIA CONTEXTUAL NEOTESTAMENTÃRIA:

Romanos 4. 17. (como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí) perante aquele no qual creu, a saber, Deus, que vivifica os mortos, e chama as coisas que não são, como se já fossem.

18 O qual, em esperança, creu contra a esperança, para que se tornasse pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência; Clique aqui para ler o texto completo »

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Esperando contra a Esperança - Rede Brasil de Comunicação

Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Recife / PESuperintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Aílton José Alves

Av. Cruz Cabugá, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 Fone: 3084 1524

LIÇÃO 09 - ESPERANDO CONTRA A ESPERANÇA

INTRODUÇÃO

Apesar da mensagem de Jeremias ter um caráter condenatório, devido a pecaminosidade da nação, ele também profetizou uma mensagem de esperança para Judá (Jr 3.16-18; 12.14,15; 23.3-8; cap. 30 a 33). Nos capítulos 2-29, Jeremias previu a chegada de Nabucodonosor, a conquista de Judá, a destruição de Jerusalém e a deportação do povo para Babilônia. Mas, nos capítulos 30-33, ele profetizou acerca de uma era futura, quando Deus removeria o cativeiro de Judá ao fim de setenta anos, destruiria a Babilônia (25.11-14) e reconduziria os exilados à terra prometida (29.10-14). Isto porque, além das alianças entre o Senhor Deus e a nação de Israel, as quais garantiram a continuação da casa de Jacó e da linhagem real de Davi (Jr 33.26), havia uma promessa ainda superior, que era o nascimento do Messias, através dessa nação (Gn 12.1-3; 49.10-12; Is 11.1,2). Assim, em seus eternos propósitos, aprouve a Deus subjugar a nação, ainda nos dias de Jeremias, leva-la cativa à Babilônia para cura-la da idolatria, mas, ao final de setenta anos, trazê-la de volta à sua pátria (Jr 25.11,12; 29.10). No entanto, nessa lição, estudaremos, não só a mensagem de esperança proferida por Jeremias, como também, outras profecias sobre a Grande Tribulação e o Restabelecimento do estado de Israel.

I - O QUE É ESPERANÇA?

1.1 Definição. A palavra esperança pode ser definida como “expectação de um bem que se deseja” e é descrita em vários textos, tanto no Antigo como no Novo Testamento (Sl 39.7; 119.116; Pv 14.32; Rm 8.24; 12.12; I Co 13.13). Os profetas no A.T., apesar de serem chamados por Deus, principalmente, em tempos de apostasia e de abandono da fé por parte da nação israelita, com o propósito de chamar o povo ao arrependimento, muitas vezes também profetizaram acerca da restauração da nação, como ocorreu com Isaías (cap. 40,51,52), Ezequiel (cap. 37), Amós (cap. 9), Sofonias (cap. 3), etc.

1.2 A esperança no livro de Jeremias. Diversas ocasiões Jeremias trouxe ao povo de Judá uma mensagem de esperança. Vejamos:

“E há esperança quanto ao teu futuro, diz o Senhor, porque teus filhos voltarão para os seus termos” (31.17).

“E removerei o cativeiro de Judá e o cativeiro de Israel, e os edificarei como ao princípio” (33.7).

“Também rejeitarei a descendência de Jacó, e de Davi, meu servo, para que não tome da sua descendência os que dominem sobre a descendência de Abraão, Isaque, e Jacó; porque removerei o seu cativeiro, e apiedar-me-ei deles” (33.26).

“Porque eis que vêm dias, diz o Senhor, em que farei voltar do cativeiro o meu povo Israel, e de Judá, diz o Senhor; e tornarei a trazê-los à terra que dei a seus pais, e a possuirão” (30.3).

“Assim diz o Senhor: Eis que farei voltar do cativeiro as tendas de Jacó, e apiedar-me-ei das suas moradas; e a cidade será reedificada sobre o seu montão, e o palácio permanecerá como habitualmente” (30.18).

“Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que esta cidade será reedificada para o Senhor, desde a torre de Hananel até à porta da esquina” (31.38).

II - PROFECIAS DE JEREMIAS ACERCA DA RESTAURAÇÃO FUTURA

Jeremias predisse o exílio babilônico, mas também profetizou acerca da restauração de Judá. Vejamos:

Jerusalém voltaria a ser habitada (30.17-20) e reconstruída (31.4,38; 33.7);

Jerusalém estaria perpetuamente segura e protegida sob a guarda do Senhor (32.37; 33.16) e nunca mais seria abatida ou destruída (31.38-40);

Como alvo especial das promessas de Deus (31.23), a fama da cidade haveria de espalhar-se entre as nações e glorificar a Deus (33.9).

III - A ANGÚSTIA DE JACÓ

Além das profecias acerca da restauração futura de Israel, Jeremias profetizou também sobre uma grande tribulação que ainda está por vir, não apenas sobre a nação de Israel, mas também sobre todo o mundo. Este período é descrito na Bíblia como “Grande Aflição” (Mt 24.21), “Grande Angústia” (Dn 12.1), “Angústia de Jacó” (Jr 30.7), “Dia do Senhor” (Sf 1.14), “Ira do Cordeiro” (Ap 6.15-17) e “Grande Tribulação” (Ap 7.14).

3.1 Quando terá início a Grande Tribulação? Não podemos afirmar ao certo quando ocorrerá a G.T., mas, podemos dizer que ela terá início logo após o arrebatamento da Igreja; pois, como se trata do período da ira de Deus, a igreja não estará na terra durante este período (1 Ts 1.10; 5.9; Lc 21.35,36; Ap 3.10).

3.2 Quem passará pela Grande Tribulação? Dois grupos distintos de pessoas passarão pela Grande Tribulação:

  • Os judeus que não tiverem aceitado a Cristo. De acordo com Jeremias, este período é descrito como a angústia de Jacó:

“Ah! Porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante! E é tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será salvo dela” (Jr 30.7). Deus executará seu juízo para com o seu povo para expurga-lo e leva-los ao arrependimento (Ez 20.34-37; Zc 13.8,9; Mt 23.39).

Os gentios. Nesse período, Deus executará seu juízo, não apenas sobre os judeus, mas também sobre os gentios. Em (Is 13.11) a Palavra de Deus nos diz: “E visitarei sobre o mundo a maldade, e sobre os ímpios a sua iniqüidade; e farei cessar a arrogância dos atrevidos, e abaterei a soberba dos tiranos”. Além disso, podemos observar que entre os mártires, haverá pessoas de todas as nações da terra: “Depois destas coisas, olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos” (Ap 7.9,13,14).

De acordo com a profecia de Daniel (Dn 9.24-27), a G.T. terá uma duração de sete anos, dividido em dois períodos de três anos e meio de duração. A descrição mais detalhada desse evento encontra-se no livro de Apocalipse, sendo que, do capítulo 6 ao capítulo 9, abrange a primeira fase e, do capítulo 10 ao capítulo 18 abrange a segunda fase. O primeiro período é chamado de “Tribulação”; e o segundo é chamado de “Grande Tribulação”. Na primeira fase, o anticristo irá enganar Israel, como se fosse o próprio Cristo. No meio da G.T. ele irá fazer cessar os sacrifícios no templo e a oferta de manjares (Dn 9.27; Mt 24.15; Mc 13.14);

Israel, então, há de saber que ele não é o Messias e irá se rebelar contra ele. Então, terá início a segunda fase, onde o anticristo irá guerrear contra Israel. Quando Jerusalém estiver cercada de exércitos das nações confederadas sob a liderança do anticristo, e os judeus estiverem a ponto de serem tragados pelo inimigo, então clamarão a Deus em busca de socorro (Is 64.8-12); nessa ocasião o Senhor Jesus descerá em seu socorro sobre o Monte das Oliveiras, em Jerusalém (Zc 14.3,4), para julgar as nações e implantar o seu reino milenial.

IV - O RESTABELECIMENTO DE ISRAEL

Israel enfrentou três grandes dispersões:

Em 721 a.C, o imperador assírio Sargão II levou para o cativeiro o reino do Norte (dez tribos) para a Assíria (2 Rs 17.6) e enviou povos de seus domínios, inclusive de Babilônia, para repovoar as cidades de Samaria (2 Rs 17.24; Ed 4.2,10). Eles nunca mais retornaram do cativeiro e deu-se origem à religião mista dos samaritanos (2 Rs 17.29-41), que se prolongou até os tempos do Novo Testamento (Jo 4.9).

Em 606 a.C. foi a vez do reino do Sul, quando Nabucodonosor subjugou Jeoaquim, rei de Judá, que ficou sendo seu servo; saqueou o templo e levou cativos os membros da família real, inclusive Daniel (Dn 1.1-3,6). Em 597 a.C. Nabucodonosor voltou e levou o rei Joaquim (filho de Jeoaquim) além de 10.000 outros judeus, e colocou Zedequias, irmão de Joaquim, como rei em lugar deste (2 Rs 24.10-17; 2 Cr 36.9,10); E, em 587 a.C. O exército de Nabucodonosor sitiou a cidade de Jerusalém e, um ano e meio depois, a cidade foi incendiada e o templo destruído totalmente. Os que não foram mortos à espada, foram levados cativos (II Rs 25.1-22; Jr cap. 39,52). Este cativeiro durou setenta anos (de 606-536 a.C).

A terceira dispersão ocorreu por volta do ano 70 da era cristã, quando mais uma vez Israel foi espalhada pelo mundo e esteve sem pátria por cerca de 2000 anos. Mas, o Senhor Jesus havia predito o estabelecimento da nação mais uma vez: “Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas” (Mt 24.32,33). Depois de quase vinte séculos espalhada pelo mundo, o que parecia impossível aconteceu (Is 66.8): Israel voltou a ser uma nação, e, em 14 de maio de 1948 foi declarada a independência da nação de Israel e judeus de todas as partes do mundo retornaram à sua pátria.

CONCLUSÃO

A mensagem de Jeremias não era apenas de caráter condenatório. Ele também profetizou futuras bênçãos que, após o exílio babilônico viriam sobre a nação, onde o próprio Deus iria restaurar àquela nação (Jr 31.23), permitindo ao povo desfrutar de seus antigos privilégios (Jr 30.20). Ele predisse ainda que a devastada cidade de Jerusalém voltaria a ser habitada (Jr 30.17-20) e reconstruída (Jr 31. 4,38; 33.7) a ponto de cada edificação destruída pelos babilônicos ser reerguida em seu lugar original (Jr 30.18); que as peregrinações a Jerusalém voltariam a ocorrer, realizadas não apenas pelo povo judeu (31.6; 12-14; 31.11), mas também do mundo inteiro (31.17); e que Jerusalém será chamada de “o Trono do Senhor” (3.17), “morada de justiça” e “santo monte” (31.23), além de “o Senhor é nossa justiça” (33.16; 23.6). Algumas dessas profecias já se cumpriram. No entanto, muitas delas só terão seu cumprimento no futuro, quando o Senhor Jesus, por ocasião da Segunda Fase de sua Segunda Vinda, implantar o Reino Milenial (Ap 20.1-6).

REFERÊNCIAS

Bíblia de Estudo Pentecostal. C.P.A.D.

O Calendário da Profecia. Antônio Gilberto. C.P.A.D.

Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. Tim Lahaye. C.P.A.D.

Assista o programa Escola Bíblica Dominical, no canal 14, todos os sábados às 06:00h, com reprise aos domingos às 05:30h.

Ouça o Programa “Escola BÃBLICA no Ar” todos os sábados, às 22:00h, pela RÃDIO BOAS NOVAS.

Publicado no site da Rede Brasil de Comunicação

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Esperando contra a Esperança - Pb. Josenildo Cardoso Cavalcante

Texto Ãureo = “Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos” Jó 14.7.

Introdução:

Como ter esperança em meio ao caos? Como ver a solução onde o medo, a angustia o desespero tomou conta, E tudo parece perdido? Para onde olhamos não vemos quem nos ajude, pois as pessoas que podem nos ajudar estão cegos, envolvidos com o erro. Neste contexto o Rei, os sacerdotes e os profetas estavam contaminados com a apostasia, atolados em seus próprios interesses, viviam politicamente corretos, não davam ouvidos à mensagem de Deus através do profeta Jeremias, não se lembraram dos seus antepassados, de como Deus havia libertado seu povo de seus inimigos. Não obstante Jeremias encontra força para ter esperanças. Deus lhe mostra que, no porvir, olharia favoravelmente para Israel, transladando-o à sua terra, e restabelecendo-o como nação soberana.

I - O que é a Esperança.

Uma das virtudes fundamentais da fé cristã, através da qual o crente é motivado a crer no impossível e a vislumbrar a intenção divina nos momentos mais Críticos. O Salmista Davi no Salmo 146.5 disse: Bem aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, e cuja esperança está posta no Senhor seu Deus. Quantas situações difíceis Davi enfrentou, perseguições, afrontas, andou no vale da sombra da morte, mas a sua esperança estava posta em Deus. O próprio Jeremias no cap 17.7 nos diz: bendito é o varão que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. O bom em ter a esperança no Senhor é que Ele nos socorrerá a qualquer momento e essa confiança continua viva, pois em um instante tudo pode mudar.

1. Definição.

Segundo o dicionário Aurélio significa, entre outras coisas, a expectativa de se auferir algum bem ou benefício futuro.

Gostaria de falar um pouco sobre a esperança da igreja. Durante o ministério terreno de Cristo Ele sempre nos confortou, e nos alertou sobre as dificuldades que enfrentaríamos “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (João 16:33) “Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos”. O apóstolo Paulo disse: “Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará?” (Romanos 8:24) “Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança.”(I Tessalonicenses 4:13). Como diz um hino da harpa cristã: Nossa esperança é sua vinda o rei dos reis vem nos buscar, nós aguardamos Jesus ainda te a luz da manhã raiar. Meus amados irmãos no mundo verdadeiramente temos aflições, mas conforme nos alertou Jesus, devemos ter bom ânimo, nuca devemos desfalecer, perdermos a esperança em Cristo. Clique aqui para ler o texto completo »

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Questionário - Esperando contra a Esperança - Pr. Moisés Soares da Câmara

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ALUNO(A):_______________________________________
CLASSE: ____________________________  NOTA:______

QUESTIONÃRIO DA LIÇÃO 09 DO 2º TRIMESTRE/2010

•01.  Com relação a época do profeta Jeremias, considere as seguintes afirmações:
1.
Jeremias encontrou forças para ter esperança.
2. As tribulações dos filhos de Abraão terminariam com destruição de Jerusalém pelos caldeus.
3. Os caldeus pouparam o Santo Templo de Jerusalém da destruição.  
4. O período de provação para os judeus, no final dos tempos, é chamado de “Angústia de Jacó”.
5. Na época de Jeremias, a terra de Judá achava-se prestes a ser subvertida.

Das afirmações acima, são verdadeiras apenas

A 1, 2 e 3
B 1, 3 e 4

Se

C 2, 3 e 5
D 1, 4 e 5
E 3, 4 e 5

•02.  A respeito da esperança, é correto afirmar:

A É uma virtude que só os crentes batizados nas águas recebem.
B É uma virtude que pertence somente aos crentes das igrejas evangélicas.

Se

C É uma das virtudes cardeais da fé cristã.
D É uma virtude que somente os cristãos ortodoxos recebem.
E É uma virtude que só os crentes pentecostais recebem.

•03.  Com relação ao profeta Jeremias, podemos destacar que:

A É conhecido como o profeta das lágrimas.
B É o profeta das lágrimas e não da esperança.

Se Clique aqui para ler o texto completo »

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Esperando contra a Esperança - CPAD

Leitura Bíblica em Classe
Jeremias 30.7-11

Introdução
I. O que é esperança
II. A angústia de Jacó
III. O restabelecimento de Israel

A TEOLOGIA DA SUBSTITUIÇÃO E ISRAEL NO CONTEXTO HISTÓRICO DA BÃBLIA

A profecia bíblica tem uma particularidade em relação ao povo de Israel. Este povo protagoniza a maior parte da profecia, aproximadamente 70% dela. Para fazer este diagnóstico é preciso responder algumas perguntas: A profecia no Antigo Testamento tem como o público alvo quem? Todas as profecias em relação a Israel se cumpriram? Deus prometeu uma terra no Oriente Médio para a Igreja ou Israel? Essa promessa se cumpriu literalmente? Essas questões nos dias hodiernos têm despertado sentimentos opostos em relação à nação de Israel. 
A eleição do método de interpretação da Escatologia tem levado à obtenção de informações distintas em relação ao papel que Israel desempenha na profecia bíblica.  Ao longo da história da igreja, alguns métodos foram desenvolvidos no compromisso de extraírem do texto bíblico a verdade mais clara e objetiva possível quanto ao esclarecimento do assunto. 
No contexto do Terceiro Século da Era Cristã, o período patrístico (desenvolvimento da doutrina pelos pais da igreja), se destacam três grandes escolas catequéticas de interpretação: Alexandria, Antioquia e Ocidental. Porém, a escola catequética de Alexandria destacou-se por desenvolver um método natural de harmonia entre a teologia e a filosofia (neoplatonismo) e desencadeiou um dos principais métodos de interpretação das Escrituras na igreja antiga: o método Alegórico. Ele foi propagado pela escola de Alexandria e representado respectivamente por Filo, Clemente de Alexandria e Orígenes respectivamente. A proposta era que toda a Escritura devia ser interpretada alegoricamente.  Clique aqui para ler o texto completo »

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