Esperando contra a Esperança - Ev. Luiz Henrique
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev.. Luiz Henrique de Almeida Silva 
TEXTO ÁUREO
“Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos” (Jó 14.7).

VERDADE PRÁTICA
O que confia em DEUS jamais será subvertido pelo desespero; em meio às crises, brotará a esperança.

LEITURA DIÁRIA
| Segunda | Jó 31.24 | A esperança do crente não está no ouro |
| Terça | Sl 39.7 | A esperança do crente está em DEUS |
| Quarta | Sl 65.5 | DEUS é a esperança de toda a terra |
| Quinta | Pv 23.18 | A esperança do crente não será frustrada |
| Sexta | Jr 14.8 | DEUS é a esperança no tempo da angústia |
| Sábado | Lm 3.26 | Bom é ter esperança |
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Jeremias 30.7-11
7 Ah! Porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante! E é tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será salvo dela.8 Porque será naquele dia, diz o SENHOR dos Exércitos, que eu quebrarei o seu jugo de sobre o teu pescoço e quebrarei as tuas ataduras; e nunca mais se servirão dele os estranhos,9 mas servirão ao SENHOR, seu DEUS, como também a Davi, seu rei, que lhes levantarei.10 Não temas, pois, tu, meu servo Jacó, diz o SENHOR, nem te espantes, ó Israel; porque eis que te livrarei das terras de longe, e a tua descendência, da terra do seu cativeiro; e Jacó tornará, e descansará, e ficará em sossego, e não haverá quem o atemorize.11 Porque eu sou contigo, diz o SENHOR, para te salvar, porquanto darei fim a todas as nações entre as quais te espalhei; a ti, porém, não darei fim, mas castigar-te-ei com medida e, de todo, não te terei por inocente.
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
Palavra Chave: Esperança
Uma das virtudes fundamentais da fé cristã, através da qual, o crente é motivado a crer no impossível e a vislumbrar a intenção divina nos momentos mais críticos.
REFLEXÃO
“Esforçai-vos, e ele fortalecerá o vosso coração, vós todos os que esperais no Senhor.” Salmos 31.24
A terra de Judá achava-se prestes a ser subvertida. Desta vez, não se limitariam os caldeus a levar os judaítas em cativeiro. Haveriam de destruir tudo; da mais singela cidade à imponente Jerusalém, tudo deitariam por terra. Até o SANTO Templo, onde se achava a arca sagrada, pereceria. As tribulações dos filhos de Abraão não terminariam aí; seu futuro seria de apertos e estreitezas. No final dos tempos, seriam os judeus de tal forma provados, que o profeta chama este período de a ”Angústia de Jacó”.
Não obstante, Jeremias encontra forças para ter esperanças. DEUS lhe mostra que, no porvir, olharia favoravelmente para Israel, transladando-o à sua terra, e restabelecendo-o como nação soberana.
Com o profeta Jeremias, aprenderemos hoje a crer contra a própria esperança (Rm 4.18). Àquele que confia em DEUS, mesmo que a esperança venha a lhe morrer e seja ela sepultada, há de ressurgir em glória.
PALAVRA… DO SENHOR, VEIO. Os caps. 30 33 contêm profecias a respeito da restauração e redenção futuras de Israel (o Reino do Norte) e de Judá (o Reino do Sul). As profecias de Jeremias incluem a restauração (num futuro próximo) dos judeus, que voltariam do exílio em Babilônia, e eventos distantes, relacionados com o Messias, no fim dos tempos, quando CRISTO reinará sobre o seu povo.
TRAZER À TERRA. Jeremias tinha boas notícias para os exilados: a promessa de retorno à sua pátria e da reocupação da sua terra. A promessa foi feita tanto ao Reino do Norte (Israel) quanto ao Reino do Sul (Judá).
TEMPO DE ANGÚSTIA PARA JACÓ. Os versículos que se seguem a esta frase revelam que Jeremias está a falar da tribulação futura do povo judeu (cf. Is 2.12-21; Ez 30.3; Dn 9.27; Jl 1.15; Zc 14.1-8,12-15; Mt 24.21). No meio dessa grande angústia, um remanescente de Israel será salvo; será liberto dos seus opressores (v.
para servir a DEUS (v. 9). A angústia de Jacó terminará por ocasião da vinda de CRISTO para estabelecer o seu reino na terra (Ap 19.11-21; 20.4-6).
DAVI, SEU REI. Aquele a quem o povo servirá é JESUS o Messias, o descendente de Davi (cf. Os 3.5; Ez 37.24,25). Jacó refere-se a um remanescente justo de Israel e de Judá; viverá em paz e segurança, e as nações que se opunham a DEUS e perseguiam os seus servos serão destruídas (v. 11).
O QUE É ESPERAR CONTRA A ESPERANÇA:
É quando a esperança morre e se entrega tudo na mão de DEUS, pois humanamente não se tem mais solução, a esperança nas coisas e pessoas acabaram, agora só resta confiar em DEUS.
CAIM E ABEL (Poderia Abel superar Caim?)
ABRAÃO E ISAQUE (Poderia Isaque não ser morto?)
ESAÚ E JACÓ (Poderia Jacó herdar o direito de primogenitura?)
MOISÉS E OS HEBREUS (Poderiam sobreviver ante ãs circunstâncias?)
ISRAEL E SUA TOTAL DESTRUIÇÃO (EM UM DIA FAR-SE-IA UMA NAÇÃO?)
História de Israel: Os Descendentes de Abraão
A história de Israel começa com a aliança de DEUS com Abraão em aproximadamente 2000 AC: “de ti farei uma grande nação” (Gênesis 12:2). O nome “Israel” (o qual significa “um que luta vitoriosamente com DEUS” ou “um príncipe que prevalece com DEUS”) vem do novo nome que DEUS deu a Jacó, o neto de Abraão, quando ele prevaleceu em uma luta espiritual em Jacó Peniel (Gênesis 32:28) .É neste ponto que os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó são muitas vezes mencionados como os “filhos de Israel”.
História de Israel: A seleção de uma nação especial
A história de Israel começou ainda antes de 2000 AC. Na verdade, a seleção de Israel como uma nação especial foi uma parte do plano de DEUS desde o início dos tempos. A escolha de DEUS da nação de Israel como o Seu “povo escolhido” não foi devido a qualquer tamanho, natureza ou atração especiais. Na verdade, a nação de Israel foi a de menor número entre todas as outras nações (Deuteronômio 7:6-8). Pelo contrário, DEUS escolheu estas pessoas por causa de Seu amor por eles e por causa de Sua aliança incondicional com Abraão. Isso não quer dizer que DEUS amava a Israel mais do que os outros povos; isso significava apenas que Ele queria usar Israel como o Seu meio de amar e abençoar a todos. Foi o plano de DEUS desde o início usar Israel para trazer o Messias, o qual iria atuar como o salvador de todo o mundo.
História de Israel: O Registro Bíblico
A história de Israel, conforme descrita na Bíblia, abrange cerca de 1800 anos. Ela proclama uma narrativa dinâmica dos milagres, julgamentos, promessas e bênçãos de DEUS. Israel começa como uma promessa unilateral a um homem, Abraão. Por mais de 400 anos, Abraão e seus descendentes dependem dessa promessa, mesmo durante um período significativo de escravidão no Egito. Em seguida, por meio de uma série acontecimentos milagrosos incríveis, DEUS liberta os israelitas do Egito no Êxodo (em hebraico: “saída”). O Êxodo é a ocasião que a maioria dos judeus enxergam como a fundação da nação de Israel. O Êxodo é o ato de libertação que habita no coração dos israelitas como uma demonstração do amor de DEUS e da proteção de Israel. Uma vez que o Êxodo foi completado, DEUS estabeleceu uma aliança condicional com os israelitas no monte Sinai. Foi lá que DEUS proclamou a Sua Lei (os Dez Mandamentos). Foi lá que DEUS prometeu bênçãos para os que obedecem a Sua Lei e maldições para os que a desobedecem. O resto da história de Israel como registrada na Bíblia é um ciclo contínuo de bênção (pela obediência de Israel) e castigo (pela desobediência à Lei de DEUS). Durante os tempos de vitória e derrota, o rei e os juízes, os sacerdotes e profetas, restauração e exílio - os israelitas são abençoados quando obedecem a DEUS e disciplinados quando não O obedecem. Como nação, Israel foi destruída pelos romanos em 70 DC. Naquele tempo, os judeus se espalharam pelo mundo todo, mantendo a esperança por causa das promessas proféticas de um eventual retorno à terra que DEUS deu a Israel. Em 1948, depois de quase 1900 anos, Israel foi novamente declarada uma nação soberana e oficialmente restabelecida na terra prometida. Através de uma série de eventos miraculosos, incluindo os judeus retomando a posse de Jerusalém em 1967, esta geração está testemunhando o cumprimento da profecia que diz respeito à nação especial de DEUS.
História de Israel: O Grande Propósito de DEUS
Por que é que tanto da Bíblia se centraliza na história de Israel e no futuro do seu povo? Por que uma nação foi escolhida como o “povo escolhido de DEUS”? Estas perguntas são respondidas quando examinamos o grande propósito de DEUS para Israel. Quando DEUS fez a promessa incondicional a Abraão de que Ele faria de seus descendentes uma grande nação, DEUS também prometeu abençoar todas as pessoas através dessa nação (Gênesis 12:1-3). Portanto, Israel nunca foi considerado o único recipiente das bênçãos de DEUS, mas sim um canal de distribuição das bênçãos de DEUS para toda a humanidade. Os milagres de DEUS para Israel, assim como a sua dramática libertação do Egito, foram destinados não só para os próprios israelitas, mas como prova do poder absoluto e singularidade de DEUS para um mundo politeísta que assistia o que estava a acontecer com a nação de Israel (Êxodo 7:5; 14:18, Josué 2:9 -11). Sempre foi a intenção de DEUS que o Messias que viesse através da nação de Israel fosse o Salvador de toda a humanidade (Isaías 49:6). O Antigo Testamento também contém muitos convites para que todo o mundo viesse adorar em Israel o DEUS único (Salmo 2:10-12; 117:1).
Devido a acontecimentos recentes na Terra Santa, é claro que a promessa de DEUS a Abraão ainda está sendo cumprida. Assim, a promessa de DEUS para abençoar todos os povos através de Israel ainda é absolutamente evidente. O ensino, a morte e a ressurreição de JESUS CRISTO, e o crescimento e influência de Sua Igreja, foram possíveis através da escolha de DEUS de Israel como o Seu povo. Todas as pessoas que aceitam JESUS como o seu Messias, seja essa pessoa um judeu ou um gentio, recebem grandes bênçãos de DEUS por meio de Seu povo escolhido, a nação de Israel.
ISRAEL NO PLANO DIVINO PARA A SALVAÇÃO
Rm 9.6 “Não que a palavra de DEUS haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas”.
INTRODUÇÃO. Em Rm 9-11, Paulo trata da eleição de Israel no passado, da sua rejeição do evangelho no presente, e da sua salvação futura. Esses três capítulos foram escritos para responder à pergunta que os crentes judaicos faziam: como as promessas de DEUS a Abraão e à nação de Israel poderiam permanecer válidas, quando a nação de Israel, como um todo, não parece ter parte no evangelho? O presente estudo resume o argumento de Paulo.
SÍNTESE. Há três elementos distintos no exame que Paulo faz de Israel no plano divino da salvação.
(1) O primeiro (9.6-29) é um exame da eleição de Israel no passado. (a) Em 9.6-13, Paulo afirma que a promessa de DEUS a Israel não falhou, pois a promessa era só para os fiéis da nação. Visava somente o verdadeiro Israel, aqueles que eram fiéis à promessa (ver Gn 12.1-3; 17.19). Sempre há um Israel dentro de Israel, que tem recebido a promessa. (b) Em 9.14-29, Paulo chama a nossa atenção para o fato de que DEUS tem o direito de fazer o que Ele quer com os indivíduos e as nações. Tem o direito de rejeitar a Israel, se desobedecerem a Ele e o direito de usar de misericórdia para com os gentios, oferecendo-lhes a salvação, se Ele assim decidir.
(2) O segundo elemento (9.30-10.21) analisa a rejeição presente do evangelho por Israel. Seu erro de não voltar-se para CRISTO, não se deve a um decreto incondicional de DEUS, mas à sua própria incredulidade e desobediência (ver 10.3).
(3) Finalmente, Paulo explica (11.1-36) que a rejeição de Israel é apenas parcial e temporária. Israel por fim aceitará a salvação divina em CRISTO. O argumento dele contém vários passos. (a) DEUS não rejeitou o Israel verdadeiro, pois Ele permaneceu fiel ao “remanescente” que permanece fiel a Ele, aceitando a CRISTO (11.1-6). (b) No presente, DEUS endureceu a maior parte de Israel, porque os israelitas não quiseram aceitar a CRISTO (11.7-10; cf. 9.31-10.21). (c) DEUS transformou a transgressão de Israel (i.e., a crucificação de CRISTO) numa oportunidade de proclamar a salvação a todo o mundo (11.11,12, 15). (d) Durante esse tempo presente da incredulidade nacional de Israel, a salvação de indivíduos, tanto os judeus como os gentios (cf. 10.12,13) depende da fé em JESUS CRISTO (11.13-24). (e) A fé em JESUS CRISTO, por uma parte do Israel nacional, acontecerá no futuro (11.25-29). (f) O propósito sincero de DEUS é ter misericórdia de todos, tanto dos judeus como dos gentios, e incluir no seu reino todas as pessoas que crêem em CRISTO (11.30-36; cf. 10.12,13; 11.20-24).
PERSPECTIVA. Várias coisas se destacam nestes três capítulos.
(1) Esse exame da condição de Israel não se refere à vida ou morte eterna de indivíduos após a morte. Pelo contrário, Paulo está tratando do modo como DEUS lida com nações e povos do ponto de vista histórico, i.e., do seu direito de usar povos e nações conforme Ele quer. Por exemplo, sua escolha de Jacó em lugar de seu irmão Esaú (9.11) teve como propósito fundar e usar as nações de Israel e de Edom, oriundas dos dois. Nada tinha que ver com seu destino eterno, i.e., quanto a sua salvação ou condenação como indivíduos. Uma coisa é certa: DEUS tem o direito de chamar as pessoas e nações que Ele quiser, e determinar-lhes responsabilidades a cumprir.
(2) Paulo expressa sua constante solicitude e intensa tristeza pela nação judaica (9.1-3). O próprio fato que Paulo ora para que seus compatriotas sejam salvos, revela que ele não admitia o ensino teológico da predestinação, afirmando que todas as pessoas já nascem predestinadas, ou para o céu, ou para o inferno. Pelo contrário, o sincero desejo e oração de Paulo reflete a vontade de DEUS para o povo judaico (cf. 10.21; ver Lc 19.41, sobre JESUS chorando por causa de Israel ter rejeitado o caminho divino da salvação). No NT não se encontra o ensino de que determinadas pessoas foram predestinadas ao inferno antes de nascer.
(3) O mais relevante neste assunto é o tema da fé. O estado espiritual de perdido, da maioria dos israelitas, não fora determinado por um decreto arbitrário de DEUS, mas, resultado da sua própria recusa de se submeterem ao plano divino da salvação mediante a fé em CRISTO (9.33; 10.3; 11.20). Inúmeros gentios, porém, aceitaram o caminho de DEUS, que é o da fé, e alcançaram a justiça mediante a fé. Obedeceram a DEUS pela fé e se tornaram “filhos do DEUS vivo” (9.25,26). Esse fato ressalta a importância da obediência mediante a fé (1.5; 16.26) no tocante à chamada e eleição da parte de DEUS.
(4) A oportunidade de salvação está perante a nação de Israel, se ela largar sua incredulidade (11.23). Semelhantemente, os crentes gentios que agora são parte da igreja de DEUS são advertidos de que também correm o mesmo risco de serem cortados da salvação (11.13-22). Eles devem sempre perseverar na fé com temor. A advertência aos crentes gentios em 11.20-23, pelo fato da falha de Israel, é tão válida hoje quanto o foi no dia em que Paulo a escreveu.
(5) As Escrituras estão repletas de promessas de uma futura restauração de Israel ao aceitarem o Messias. Tal restauração terá lugar ao findar-se a Grande Tribulação, na iminência da volta pessoal de CRISTO (ver Is 11.10-12; 24.17-23; 49.22,23; Jr 31.31-34; Ez 37.12-14; Rm 11.26; Ap 12.6).

O TEMPLO DE SALOMÃO
2Cr 5.1 “Assim, se acabou toda a obra que Salomão fez para a Casa do SENHOR; então, trouxe Salomão as coisas consagradas de Davi, seu pai; a prata, e o ouro, e todos os utensílios, e pô-los entre os tesouros da Casa de DEUS”.
HISTÓRIA DO TEMPLO.
(1) O precursor do templo foi o Tabernáculo, a tenda construída pelos israelitas enquanto acampados no deserto, junto ao monte Sinai (Êx 25-27; 30; 36-38; 39.32-40.33). Após entrarem na terra prometida de Canaã, conservaram esse santuário móvel até os tempos do rei Salomão. Durante os primeiros anos do reinado deste, ele contratou milhares de pessoas para trabalharem na construção do templo do Senhor (1Rs 5.13-18). No quarto ano do seu reinado, foram postos os alicerces; sete anos mais tarde, o templo foi terminado (1Rs 6.37,38). O culto ao Senhor, e, especialmente, os sacrifícios oferecidos a Ele, tinham agora um lugar preciso na cidade de Jerusalém.
(2) Durante a monarquia, o templo passou por vários ciclos de profanação e restauração. Foi saqueado por Sisaque do Egito durante o reinado de Roboão (12.9) e foi restaurado pelo rei Asa (15.8, 18). Depois doutro período de idolatria e de declínio espiritual, o rei Josias fez os reparos na Casa do Senhor (24.4-14). Posteriormente, o rei Acaz removeu parte dos ornamentos do templo, enviou-os ao rei da Assíria como meio de apaziguamento político e cerrou as portas do templo (28.21, 24). Seu filho, Ezequias, voltou a abrir, consertar e purificar o templo (29.1-19), mas esse foi profanado de novo pelo seu herdeiro, Manassés (33.1-7). O neto de Manassés, Josias, foi o último rei de Judá que fez reparos no templo (34.1, 8-13). A idolatria continuou entre seus sucessores, e finalmente DEUS permitiu que o rei Nabucodonosor de Babilônia
destruísse totalmente o templo em 586 a.C. (2Rs 25.13-17; 2Cr 36.18,19).
(3) Cinqüenta anos mais tarde, o rei Ciro autorizou o regresso dos judeus de Babilônia para a Palestina e a reconstrução do templo (Ed 1.1-4). Zorobabel dirigiu as obras da reconstrução (Ed 3.8), mas sob a oposição dos habitantes daquela região (Ed 4.1-4). Depois de uma pausa de dez ou mais anos, o povo foi autorizado a reiniciar as obras (Ed 4.24-5.2), e em breve o templo foi completado e dedicado (Ed 6.14-18). No início da era do NT, o rei Herodes investiu muito tempo e dinheiro na reconstrução e embelezamento de um segundo templo (Jo 2.20). Foi este o templo que JESUS purificou em duas ocasiões (ver Mt 21.12,13; Jo 2.13-21). Em 70 d.C., no entanto, depois de freqüentes rebeliões dos judeus contra as autoridades romanas, o templo e a cidade de Jerusalém, foram mais uma vez arrasados, ficando em ruínas.
O SIGNIFICADO DO TEMPLO PARA OS ISRAELITAS. Sob muitos aspectos, o templo tinha o mesmo significado para os israelitas que a cidade de Jerusalém.
(1) Simbolizava a presença e a proteção do Senhor DEUS entre o seu povo (cf. Êx 25.8; 29.43-46). Quando ele foi dedicado, DEUS desceu do céu e o encheu da sua glória (7.1,2; cf. Êx 40.34-38), e prometeu que poria o seu Nome ali (6.20, 33). Por isso, quando o povo de DEUS queria orar ao Senhor, podia fazê-lo, voltado em direção ao templo (6.24, 26, 29, 32), e DEUS o ouviria “desde o seu templo” (Sl 18.6). (2) O templo também representava a redenção de DEUS para com o seu povo. Dois atos importantes tinham lugar ali: os sacrifícios diários pelo pecado, no altar de bronze, (cf. Nm 28.1-8; 2Cr 4.1) e o Dia da Expiação quando, então, o sumo sacerdote entrava no lugar santíssimo a fim de aspergir sangue no propiciatório sobre a arca para expiar os pecados do povo (cf. Lv 16; 1Rs 6.19-28; 8.6-9; 1Cr 28.11). Essas cerimônias do templo relembravam aos israelitas o alto preço da sua redenção e reconciliação com DEUS. (3) Em tempo algum da história do povo de DEUS, houve mais de uma morada física ou habitação de DEUS. Isso demonstrava que há um só DEUS - o Senhor Jeová, o DEUS dos israelitas, segundo o concerto. (4) Todavia, o templo não oferecia nenhuma garantia absoluta da presença de DEUS; simbolizava a presença de DEUS somente enquanto o povo rejeitasse todos os demais deuses e obedecesse à santa lei de DEUS. Miquéias, por exemplo, verberava contra os lideres do povo de DEUS, por sua violência e materialismo, os quais ao mesmo tempo, sentiam-se seguros de que nenhum mal lhes sobreviria enquanto possuíssem o símbolo da presença de DEUS entre eles: o templo (Mq 3.9-12); profetizou que DEUS os castigaria com a destruição de Jerusalém e do seu templo. Posteriormente, Jeremias repreendeu os idólatras de Judá, porque se consolavam mediante a constante repetição das palavras: “Templo do SENHOR, templo do SENHOR, templo do SENHOR é este” (Jr 7.2-4, 8-12). Por causa de sua conduta ímpia, DEUS destruiria o símbolo da sua presença - o templo (Jr 7.14,15). DEUS até mesmo disse a Jeremias que não adiantava ele orar por Judá, porque Ele não o atenderia (Jr 7.16). A única esperança deles era endireitar os seus caminhos (Jr 7.5-7).

O SIGNIFICADO DO TEMPLO PARA A IGREJA CRISTÃ. A importância do templo no NT deve ser considerada no contexto daquilo que o templo simbolizava no AT.
(1) O próprio JESUS, assim como os profetas do AT, censurou o uso indevido do templo. Seu primeiro grande ato público (Jo 2.13-17) e o seu último (Mt 21.12,13) foram expulsar do templo aqueles que estavam pervertendo o seu verdadeiro propósito espiritual (ver Lc 19.45). Passou a predizer o dia em que o templo seria completamente destruído (Mt 24.1,2; Mc 13.1,2; Lc 21.5,6).
(2) A igreja primitiva em Jerusalém estava freqüentemente no templo à hora da oração (At 2.46; 3.1; 5.21, 42). Assim faziam segundo o costume, sabendo, contudo, que esse não era o único lugar onde os crentes podiam orar (ver At 4.23-31). Estêvão, e posteriormente Paulo, testemunharam que o DEUS vivo não poderia ser confinado a um templo feito por mãos humanas (At 7.48-50; 17.24).
(3) A ênfase do culto, para os cristãos, transferiu-se do templo para o próprio JESUS CRISTO. É Ele, e não o templo, quem agora representa a presença de DEUS entre o seu povo. Ele é o Verbo de DEUS que se fez carne (Jo 1.14), e nEle habita toda a plenitude de DEUS (Cl 2.9). O próprio JESUS declara ser Ele o próprio templo (Jo 2.19-22).
Mediante o seu sacrifício na cruz, Ele cumpriu todos os sacrifícios que eram oferecidos no templo (cf. Hb 9.1-10.18). Note também que na sua fala à mulher samaritana, JESUS declarou que a adoração dentro em breve seria realizada, não num prédio específico, mas “em espírito e em verdade”, i.e., onde as pessoas verdadeiramente cressem na verdade da Palavra de DEUS e recebessem o ESPÍRITO de DEUS por meio de CRISTO (ver Jo 4.23).
(4) Posto que JESUS CRISTO personificou em si mesmo o significado do templo, e posto que a igreja é o seu corpo (Rm12.5; 1Co 12.12-27; Ef 1.22,23; Cl 1.18), ela é denominada “o templo de DEUS”, onde habita CRISTO e o seu ESPÍRITO (1Co 3.16; 2 Co 6.16; cf. Ef 2.21,22). Mediante o seu ESPÍRITO, CRISTO habita na sua igreja, e requer que o seu corpo seja santo. Assim como no AT, DEUS não tolerava qualquer profanação do seu templo, assim também Ele promete que destruirá quem destruir a sua igreja (ver 1Cr 3.16,17), para exemplos de corrupção e destruição da igreja por pessoas.
(5) O ESPÍRITO SANTO não somente habita na igreja, mas também no crente individualmente como seu templo (1Co 6.19). Daí, a Bíblia advertir enfaticamente contra qualquer contaminação do corpo humano por imoralidade ou impureza (ver 1Co 6.18,19).
(6) Finalmente, note que não há necessidade de um templo na nova Jerusalém (Ap 21.22). A razão disso é evidente. O templo era apenas um símbolo da presença de DEUS entre o seu povo, e não a plena realidade. Portanto, o templo não será necessário quando DEUS e o Cordeiro estiverem habitando entre o seu povo: “o seu templo é o Senhor, DEUS Todo-poderoso, e o Cordeiro” (Ap 21.22).
A GRANDE TRIBULAÇÃO
Mt 24.21. “Porque haverá, então, grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco haverá jamais.”
Começando com 24.15, JESUS trata de sinais especiais que ocorrerão durante a grande tribulação (as expressões “grande aflição”, de 24.21, e “grande tribulação”, de Ap 7.14, são idênticas no grego). Tais sinais indicam que o fim dos tempos está muito próximo (24.15-29). São sinais conducentes à, e indicadores da volta de CRISTO à terra, depois da tribulação (24.30,31; cf. Ap 19.11-20.4).
O maior desses sinais é “a abominação da desolação” (24.15), um fato específico e visível, que adverte os fiéis vivos durante a grande tribulação de que a vinda de CRISTO à terra está prestes a ocorrer. Esse sinal-evento, visível, relaciona-se primeiramente com a profanação do templo judaico daqueles dias em Jerusalém, pelo Anticristo (ver Dn 9.27; 1Jo 2.18). O Anticristo, também chamado o homem do pecado, colocará uma imagem dele mesmo no templo de DEUS, declarando ser ele mesmo DEUS (2Ts 2.3,4; Ap 13.14,15). Seguem-se fatos salientes a respeito desse evento crítico.
(1) A “abominação da desolação” marcará o início da etapa final da tribulação, que culmina com a volta de CRISTO à terra e o julgamento dos ímpios em Armagedom (24.21,29,30; ver Dn 9.27; Ap 19.11-21).
(2) Se os santos da tribulação atentarem para o fator tempo desse evento (”Quando, pois, virdes”, 24.15), poderão saber com bastante aproximação quando terminará a tribulação, época em que CRISTO voltará à terra (ver 24.33). O decurso de tempo entre esse evento e o fim dos tempos é mencionado quatro vezes nas Escrituras como sendo três anos e meio ou 1260 dias (ver Dn 9.25-27; Ap 11.1,2; 12.6; 13.5-7). Por causa da grande expectativa da volta de CRISTO (24.33), os santos daqueles dias devem acautelar-se quanto a informes afirmando que CRISTO já voltou. Tais informes serão falsos (24.23-26). A “vinda do Filho do homem” depois da tribulação será visível e conhecida de todos os que viverem no mundo (24.27-30; Ap 1.7). Outro sinal que ocorrerá, então, será o dos falsos profetas que, a serviço de Satanás, farão “grandes sinais e prodígios” (24.24).
(1) JESUS admoesta a todos os crentes a estarem especialmente alerta para discernir esses profetas, mestres e pregadores, que se declaram cristãos sendo falsos, porém apesar disso, operam milagres, curas, sinais e maravilhas e que demonstram ter grande sucesso nos seus ministérios. Ao mesmo tempo, torcerão e rejeitarão a verdade da Palavra de DEUS (ver 7.22; Gl 1.9).
(2) Noutra parte, as Escrituras admoestam os crentes a sempre testarem o espírito que atua nos mestres, líderes e pregadores (ver 1Jo 4.1). DEUS permite o engano acompanhado de milagres, a fim de testar os crentes no tocante ao seu amor por Ele e sua lealdade às Sagradas Escrituras (Dt 13.3). Serão dias difíceis, pois JESUS declara em 24.24, que naqueles últimos tempos o engano religioso será tão generalizado que será difícil até mesmo para “os escolhidos” (i.e., os crentes dedicados) discernirem entre a verdade e o erro (ver 1Tm 4.16; Tg 1.21).
(3) Quem entre o povo de DEUS não amar a verdade será enganado. Não terá mais oportunidade de crer na verdade do evangelho, depois do surgimento do Anticristo (ver 2Ts 2.11).
Finalmente, a “grande tribulação” será um período específico de terrível sofrimento e tribulação para todos que viverem na terra. Observe:
(1) Será de âmbito mundial (ver Ap 3.10). (2) Será o pior tempo de aflição e angústia que já ocorreu na história da humanidade (Dn 12.1; Mt 24.21). (3) Será um tempo terrível de sofrimento para os judeus (Jr 30.5-7). (4) O período será controlado pelo “homem do pecado” (i.e., o Anticristo; cf. Dn 9.27; Ap 13.12). (5) Os fiéis da igreja de CRISTO recebem a promessa de livramento e “escape” dos tempos da tribulação (ver Lc 21.36; 1Ts 5.8-10; Ap 3.10). (6) Durante o período da tribulação, muitos entre os judeus e gentios crerão em JESUS CRISTO e serão salvos (Dt 4.30,31; Os 5.15; Ap 7.9-17; 14.6,7). (7) Será um tempo de grande sofrimento e de perseguição pavorosa para todos quantos permanecerem fiéis a DEUS (Ap 12.17; 13.15). (8) Será um tempo de ira de DEUS e de juízo seu contra os ímpios (1Ts 5.1-11; Ap 6.16,17). (9) A declaração de JESUS de que aqueles dias serão abreviados (24.22) não pressupõe a redução dos três anos e meio, ou 1260 dias preditos. Pelo contrário, parece indicar que o período é tão terrível que se não fosse de curta duração a totalidade da raça humana seria destruída. (10) A grande tribulação terminará quando vier JESUS CRISTO em glória, com sua noiva (Ap 19.7,8,14), para efetuar o livramento dos fiéis remanescentes e o juízo e destruição dos ímpios (Ez 20.34-38; Mt 24.29-31; Lc 19.11-27; Ap 19.11-21). (11) Não devemos confundir essa fase da vinda de JESUS, no fim da grande tribulação, com a sua descida imprevista do céu, em 24.42-44 (ver notas sobre estes versículos, que tratam da vinda de JESUS, na sua fase do arrebatamento dos crentes), a qual ocorrerá num momento diferente do da sua volta final, no fim da tribulação. (12) O trecho principal das Escrituras que descreve a totalidade da tribulação de sete anos de duração é encontrado em Ap 6-18.
O PERÍODO DO ANTICRISTO
2Ts 2.3,4 “Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama DEUS ou se adora; de sorte que se assentará, como DEUS, no templo de DEUS, querendo parecer DEUS.”
Segundo a Bíblia, está para vir o Anticristo (cf. 1Jo 2.18); aquele que trama o derradeiro ataque furioso de Satanás contra CRISTO e os santos, pouco antes do tempo em que nosso Senhor JESUS CRISTO estabelecerá o seu reino na terra. As expressões que a Bíblia usa para o Anticristo são “o homem de pecado” e “o filho da perdição” (2.3). Outras expressões usadas na Bíblia são “a besta que sobe do mar” (Ap 13.1-10), a “besta de cor escarlate” (Ap 17.3) e “a besta” (Ap 17.8, 16; 19.19,20; 20.10).
SINAIS DA VINDA DO ANTICRISTO. Diferente do arrebatamento da igreja, a vinda do Anticristo não ocorrerá sem sinais precursores. Pelo menos três eventos deverão ocorrer antes dele surgir na terra: (1) o “mistério da injustiça” que já opera no mundo, deverá intensificar-se (2.7); (2) virá a “apostasia” (2.3); (3) “um que, agora, resiste”, deve ser afastado (2.7).(1) O “mistério da injustiça”, i.e., a atividade secreta dos poderes do mal, ora evidente no mundo inteiro (ver 2.7), aumentará até alcançar seu ponto máximo na total zombaria e desprezo a qualquer padrão ou preceito bíblicos. Por causa do predomínio da iniqüidade, o amor de muitos esfriará (Mt 24.10-12; Lc 18.8). Mesmo assim, um remanescente fiel permanecerá leal à fé apostólica conforme revelada no NT (Mt 24.13; 25.10; Lc 18.7; ver Ap 2.7). Por meio desses fiéis, a igreja permanecerá batalhando e manejando a espada do ESPÍRITO até ser arrebatada (ver Ef 6.11). (2) Ocorrerá a “apostasia” (gr. apostasia), que literalmente significa “desvio”, “afastamento”, “abandono” (2.3). Nos últimos dias, um grande número de pessoas da igreja apartar-se-á da verdade bíblica. (a) Tanto o apóstolo Paulo quanto CRISTO revelam um quadro difícil da condição de grande parte da igreja - moral, espiritual e doutrinariamente - à medida que a era presente chega ao seu fim (cf. Mt 24.5, 10-13, 24; 1Tm 4.1; 2Tm 4.3,4). Paulo, principalmente, ressalta que nos últimos dias elementos ímpios ingressarão nas igrejas em geral.
(b) Essa “apostasia” dentro da igreja terá duas dimensões. (i) A apostasia teológica, que é o desvio de parte ou totalidade dos ensinos de CRISTO e dos apóstolos, ou a rejeição deles (1Tm 4.1; 2 Tm 4.3). Os falsos dirigentes apresentarão uma salvação fácil e uma graça divina sem valor, desprezando as exigências de CRISTO quanto ao arrependimento, à separação da imoralidade, e à lealdade a DEUS e seus padrões (2Pe 2.1-3,12-19). Os falsos evangelhos, voltados a interesses humanos, necessidades e alvos egoístas, gozarão de popularidade). (ii) A apostasia moral, que é o abandono da comunhão salvífica com CRISTO e o envolvimento com o pecado e a imoralidade. Esses apóstatas poderão até anunciar a sã doutrina bíblica, e mesmo assim nada terem com os padrões morais de DEUS (Is 29.13; Mt 23.25-28). Muitas igrejas permitirão quase tudo para terem muitos membros, dinheiro, sucesso e prestígio (ver 1Tm 4.1). O evangelho da cruz, com o desafio de sofrer por CRISTO (Fp 1.29), de renunciar todo pecado (Rm 8.13), de sacrificar-se pelo reino de DEUS e de renunciar a si mesmo será algo raro (Mt 24.12; 2Tm 3.1-5; 4.3).(c) Tanto a história da igreja, como a apostasia predita para os últimos dias, advertem a todo crente a não pressupor que o progresso do reino de DEUS é infalível na sua continuidade, no decurso de todas as épocas e até o fim. Em determinado momento da história da igreja, a rebelião contra DEUS e sua Palavra assumirá proporções espantosas. No dia do Senhor, cairá a ira de DEUS contra os que rejeitarem a sua verdade (1Ts 5.2-9).
(d) O triunfo final do reino de DEUS e sua justiça no mundo, portanto, depende não do aumento gradual da igreja professa, mas da intervenção final de DEUS, quando Ele se manifestará ao mundo com justo juízo (Ap 19-22; ver 2Ts 2.7,8; 1Tm 4.1; 2Pe 3.10-13; Jd). (3) Um evento determinante deverá ocorrer antes do aparecimento do “homem do pecado” e do Dia do Senhor começar (2.2,3), que é a saída de alguém (2.7) ou de algo, que “detém”, resiste, ou refreia o “mistério da injustiça” e o “homem do pecado” (2.3-7). Quando o restringidor do “homem do pecado” for retirado, então poderá começar o Dia do Senhor (2.6,7).
(a) O que agora o detém é, sem dúvida, uma referência ao ESPÍRITO SANTO, pois somente Ele tem poder de deter a iniqüidade, o homem do pecado e Satanás (2.6). Esse que agora o detém ou resiste (2.7), leva no grego o artigo definido masculino e ao mesmo tempo o artigo definido neutro, em 2.6 (”o que o detém”). De modo semelhante, a palavra “ESPÍRITO” na língua grega pode levar pronome masculino ou neutro (ver Gn 6.3; Jo 16.8; Rm 8.13; ver Gl 5.17, sobre a obra do ESPÍRITO SANTO a restringir o pecado).
(b) No começo dos sete anos de tribulação, o ESPÍRITO SANTO será “afastado” (v. 7). Isso não significa ser Ele tirado do mundo, mas que cessará sua influência restritiva à iniqüidade e ao surgimento do Anticristo. Todas as restrições contra o pecado serão removidas, e começará a rebelião inspirada por Satanás. O ESPÍRITO SANTO, todavia, agirá na terra durante a tribulação, convencendo pessoas dos seus pecados, convertendo-as a CRISTO e dando-lhes poder (Ap 7.9, 14; 11.1-11; 14.6,7).
(c) Retirando-se o ESPÍRITO SANTO, cessará a inibição à aparição do “homem do pecado”, no cenário terreno (2.3,4). DEUS então liberará uma influência poderosa enganadora sobre todos os que se recusam a amar a verdade de DEUS (ver 2.11); os tais aceitarão as imposturas do homem do pecado, e a sociedade humana descerá a uma depravação jamais vista.(d) A ação do ESPÍRITO SANTO restringindo o pecado é levada a efeito em grande parte através da igreja, que é o templo do ESPÍRITO SANTO (1Co 3.16; 6.19). Por isso, muitos expositores da Bíblia acreditam que a saída do ESPÍRITO SANTO é uma clara indicação de que o arrebatamento dos santos ocorrerá nessa ocasião (1Ts 4.17). Noutras palavras, a volta de CRISTO, para levar a igreja e livrá-la da ira vindoura (1Ts 1.10), ocorrerá antes do início do Dia do Senhor e da manifestação do “homem do pecado”.
(e) Entende-se, nos meios eruditos da Bíblia, que o restringente em 2.6 (no gênero neutro) refere-se ao ESPÍRITO SANTO e seu ministério de conter a iniqüidade, ao passo que em 2.7, “um que, agora” (no gênero masculino) refere-se aos crentes reunidos a CRISTO e tirados daqui, i.e., arrebatados ao encontro do Senhor nos ares, a fim de estarem sempre com Ele (1Ts 4.17).
AS ATIVIDADES DO ANTICRISTO. Ao começar o Dia do Senhor, “o iníquo” aparecerá neste mundo. Trata-se, no meios eruditos da Bíblia, de um governante mundial que fará aliança com Israel por sete anos, antes do fim da presente era (ver Dn 9.27).(1) A verdadeira identificação do Anticristo será conhecida três anos e meio mais tarde, quando ele romper sua aliança com Israel, tornar-se governante mundial, declarar ser DEUS, profanar o templo de Jerusalém, proibir a adoração a DEUS (ver 2.4, 8,9) e assolar a terra de Israel (ver Dn 9.27; 11.36-45). (2) O Anticristo declarará ser DEUS, e perseguirá severamente quem permanecer leal a CRISTO (Ap 11.6,7; 13.7, 15-18; ver Dn 7.8, 24,25 notas). Exigirá adoração, certamente sediada num grande templo que será usado como centro de seus pronunciamentos (cf. Dn 7.8, 25; 8.4; 11.31, 36). O homem aspira tornar-se divino desde a criação (ver 2.8; Ap 13.8,12).
(3) O “homem do pecado” fará mediante poder satânico, grandes sinais, maravilhas e milagres a fim de propagar o engano (2.9). “Prodígios de mentira” significa que seus milagres são sobrenaturais, parecendo autênticos, para enganar as pessoas e levá-los a crer na mentira. (a) Tais demostrações possivelmente serão vistas no mundo inteiro, pela televisão. Milhões de pessoas ficarão impressionadas, enganadas por esse líder altamente convincente, por não darem a devida importância à Palavra de DEUS nem ter amor às suas verdades (2.9-12). (b) Tanto as palavras de Paulo (2.9), quanto as de JESUS (Mt 24.24) devem despertar os crentes para o fato de que nem todo milagre provém de DEUS. Aparentes “manifestações do ESPÍRITO” (1Co 12.7-10) ou fênomenos supostamente vindos da parte de DEUS devem ser provados à base da obediência a CRISTO e às Escrituras, por parte da pessoa atuante.
A DERROTA DO ANTICRISTO. No fim da tribulação, Satanás congregará muitas nações no Armagedom, sob o comando do Anticristo, e guerrearão contra DEUS e o seu povo numa batalha que envolverá o mundo inteiro (ver Dn 11.45; Ap 16.16). Quando isso ocorrer, CRISTO voltará e intervirá de modo sobrenatural, destruindo o Anticristo, seus exércitos e todos os que não obedecem ao evangelho (ver Ap 19.15-21 notas). A seguir, CRISTO prenderá Satanás e estabelecerá seu reino na terra
(20.1-6).
INTERAÇÃO
Como ter esperança em meio ao caos? Não é fácil, mas é possível! Basta observamos a vida do profeta Jeremias. Aprendemos com ele que podemos ter esperança mesmo enfrentando adversidades. Jeremias conhecia o sofrimento: perseguido pela família, amigos e falsos profetas; rejeitado, impedido de se casar e ter filhos. Porém, sua esperança não se esvaiu, pois confiava no Pai. A situação era crítica, Jerusalém estava sitiada (32.1), mas Jeremias sabia que DEUS estava pronto para acompanhar seu povo.
Caso você, professor, esteja sentindo que sua esperança está se esvaindo, creia que “bom é o Senhor para os que se atêm a Ele, para a alma que o busca”.
OBJETIVOS - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Saber que a esperança é uma das virtudes fundamentais da fé cristã.
Explicar o significado da expressão Angústia de Jacó.
Compreender que dias atribulados estão reservados a Jerusalém, mas o Senhor jamais a desamparará.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Sugerimos que você escreva no quadro-de-giz o vocábulo “esperança”. Pergunte aos alunos o que vem à mente deles quando ouvem esta palavra. Depois de ouvir os alunos com atenção, mostre o significado da palavra apresentado no primeiro tópico da lição. Em seguida, escrevam no quadro-de-giz algumas características das pessoas que já não têm mais esperança: apatia, ressentimento, desilusão, mau humor, antipatia e isolamento. Enfatize que os que confiam em DEUS jamais serão subvertidos pelas crises e dificuldades; pois é justamente em meio às crises que brota a esperança.
Explique que encontramos nos capítulos 30 e 31 do livro de Jeremias palavras de esperança e consolo para o povo de DEUS.

RESUMO DA LIÇÃO 9 - ESPERANDO CONTRA A ESPERANÇA
I. O QUE É A ESPERANÇA
1. Definição. Certeza do cumprimento das promessas.
2. A esperança no livro de Jeremias.
II. A ANGÚSTIA DE JACÓ
1. A angústia de Jacó.
2. Profecia de Ezequiel.
3. Profecia de Daniel.
4. Profecia de Zacarias.
III. O RESTABELECIMENTO DE ISRAEL
1. A volta de Israel à sua terra.
2. O restabelecimento do Estado de Israel.
3. A retomada de Jerusalém.
CONCLUSÃO
DEUS é o que nos inspira a esperança mesmo onde não mais há esperança.
SINOPSE DO TÓPICO (1)
O profeta Jeremias confiava inteiramente na bondade de DEUS, por isso, sua esperança não se desvanecia.
SINOPSE DO TÓPICO (2)
Israel e os gentios, logo depois do arrebatamento da Igreja, vão experimentar um período de angústia.
SINOPSE DO TÓPICO (3)
Embora Israel viesse a experimentar um período de grande tribulação, o Senhor iria restaurar seu povo.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOI - Subsídio Teológico
As descrições de Jeremias acerca da restauração futura
“[…] Jeremias anunciou que o exílio duraria setenta anos, mas a restauração da nação não seria automática. Dependia de um genuíno arrependimento nacional (29.10).
Em 536 a.C., um remanescente retornou para a terra, cumprindo a profecia de Jeremias acerca dos setenta anos de exílio (2 Cr 36.22; Ed 1.1). Daniel, no entanto, informa que a descrição apresentada por Jeremias de uma gloriosa restauração do reino (Dn 9.1,2) não se cumpriu completamente no século VI a.C., mas foi postergada e deverá se cumprir no futuro (Dn 9.24-27). Um remanescente arrependeu-se, mas a nação não voltou para DEUS nem permaneceu fiel durante o período pós-exílico (Ag 1.2-11; Ml 1.6-14).
Jeremias predisse o exílio babilônico, mas também previu um dia em que DEUS restauraria os exilados. DEUS traria de volta os exilados de Judá e Israel, reunificando a nação. Aparentemente, eles viriam de todas as partes e de todas as nações. Formariam uma grande multidão, incluindo até aqueles que normalmente seriam incapazes de viajar, como os cegos, os coxos e as mulheres grávidas prestes a dar à luz (31.7,8). Esta grandiosa libertação seria como um ’segundo êxodo’, que empalideceria a primeira libertação do Egito” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2008, p.190).
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II - Subsídio Devocional
A nova aliança - “A segurança nacional dependia da reforma moral, não do Templo. Vale notar a ênfase na justiça As alianças bíblicas explicam com detalhe o que DEUS irá fazer. A aliança é o pronunciamento de DEUS. ‘Eu farei’. Todavia, o cumprimento das promessas geralmente se posiciona muito à frente do tempo. Uma aliança é diferente, porque define como DEUS se envolvia com os crentes do Antigo Testamento enquanto aguardava pelo final da história. Essa aliança era a aliança da lei, já a nova, que torna a lei mosaica irrelevante, orienta Israel em como se comportar. Especifica as bênçãos aos israelitas que obedecem à lei de DEUS e as punições aos que a desobedecerem. Por outro lado, sob a nova aliança (31.33), DEUS promete aos crentes a transformação interior; os crentes saberão que DEUS, de maneira pessoal, perdoará seus pecados que, por sua vez, responderão aos anseios interiores do coração de DEUS” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.466).
Subsídio Doutrinário
Futuras bênçãos e salvação - “Jeremias previu um dia posterior aos juízos de DEUS sobre as nações gentílicas e o resgate de Israel do exílio em que os gentios se arrependeriam da idolatria e abraçariam somente a Jeová (16.19-20). Esta salvação dos gentios acompanharia a divina restauração da Judá arrependida (4.2). As nações dariam louvores e glórias a DEUS ao verem Jerusalém ser livre e coberta de bênçãos (33.9)” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2008, p.193).
Subsídio Geográfico e Histórico
Israel - “Desde a proclamação de sua independência, Israel tem enfrentado diversos conflitos bélicos: em 1948, a Guerra da Independência; em 1956, a Guerra de Suez; em 1967, a Guerra dos Seis Dias; em 1973, a Guerra do Yom Kippur; e, em 1982, a Guerra do Líbano. Em todos esses embates, as forças judaicas têm saído vencedoras, porque o Senhor dos Exércitos está ao seu lado” (ANDRADE, Claudionor de Geografia Bíblica. 22. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2009, p.193).
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
MERRILL, Eugene H. História de Israel no Antigo Testamento. 1. Ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2001.
PHILLIPS, John. Explorando as Escrituras: Uma Visão Geral de Todos os Livros da Bíblia. 1. Ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2004.
SAIBA MAIS pela Revista Ensinador Cristão - CPAD, Nº 42, P.40.
AJUDA
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD’S, DVD’S, Livros e Revistas. BEP - BÍBLIA de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
Nosso novo endereço: http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/
Veja vídeos em http://ebdnatv.blogspot.com/ http://www.ebdweb.com.br/- Ou nos sites seguintes: 4Shared, BauCristao, Dadanet, Dailymotion, GodTube, Google, Magnify, MSN, Multiply, Netlog, Space, Videolog, Weshow, Yahoo, Youtube.
http://www.allabouttruth.org/portuguese/historia-de-israel.htm acesso em 25-05-10


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josias Escreveu:
Prezado irmão ev. Henrique! meu irmão em Cristo, a paz do Senhor! estou sempre lendo seus cometarios das lições biblicas, pois tem me ajudado muito a transmitir a palavra de Deus aos meus alunos. confesso ao amado irmão que o tema da lição 09 (esperando contra a esperança) é um tema intrigante e não esclarecido com êsito. pois deixa muito a desejar quando comenta sobre (esperança contra esperença).
encontrei uma melhor comprienção do tema desta lição, na parte final do comentario abaixo relacionado por eta estimada irmã:
Esperando contra a esperança”, na contramão dos caminhos, fazendo dos descaminhos possibilidades, esperemos. Esperemos em nós mesmos, na melhora do nosso interior, esperemos o crescimento do irmão e, sobretudo, esperemos no Deus que pode todas as coisas, inclusive, renovar em nós a esperança.
Profª. Sonilda Samp.
solicito ao amado irmão se posivel nos esclareça melhor este tema. a paz do Senhor.
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rogerio Escreveu:
tenho muitas saudades dos comentarios da ebd escritos pelo dr caramuru afonso francisco, ainda que os atuais comentaristas sao otimos , gostaria muitos mesmo de ver os dele somados ao lado de todos vocês.
fiquem com Deus e que Ele abençoe a todos em nome de Jesus amem
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Luiz Henrique de Almeidsa Silva Escreveu:
Quanto a Professor Caramurú - Estamos a disposição neste e-mail: portaled@gmail.com e neste novo número de telefone (11) 9239-3055. - Nos enviem nomes, telefones e e-mails dos irmãos Professores que desejam agregar-se a este propósito do Ensino da Palavra. - Para apoiar este trabalho:
APEB - Associação de Promoção do Ensino Bíblico.
Banco do Brasil : Agência 0300-X, Conta: 35720-0;
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rogerio Escreveu:
- Por isso mesmo o apóstolo Pedro recomenda que soframos apenas que é consequência de nossa comunhão com Deus (I Pe.2:11,12,15,19-21). Não existe vida com Cristo sem sofrimento neste mundo e, quando não somos inocentes, somos, assim como Israel, castigados, colhendo os frutos de nossos erros, de nossa desobediência. O preço do pecado já foi pago na cruz do Calvário, mas o preço das consequências de nossos erros estão a pagar diariamente, para que a justiça de Deus se faça.
- Assim ocorreu e está a ocorrer com Israel, assim ocorre com a Igreja, para que possamos nos apresentar diante do Senhor como uma virgem pura a seu marido (Ii Co.11:2), como uma esposa ataviada para o seu marido (Ap.21:2). Não nos queixemos, portanto, dos sofrimentos que nos advêm, mas lembremos que não sofreremos a ?ira futura? do Senhor (I Ts.1:10) e que, resignados e resolutos com tudo o que padecermos nesta vida, guardaremos a palavra da paciência do Senhor Jesus para que sejamos guardados da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra (Ap.3:10), precisamente o tempo mencionado aqui pelo profeta Jeremias. Deus nos guarde!
- Quando tiver fim ?o tempo dos gentios?, Israel reedificará Jerusalém, dela virá voz de júbilo e o povo de Israel se multiplicará, serão glorificados e não mais se acanharão. Serão o povo de Deus e terá passado a ?tormenta do Senhor e Sua indignação, a tormenta varredoura que cairá cruelmente sobre a cabeça dos ímpios?. Naquele tempo, terá sido executado o furor do Senhor e cumpridos os desígnios do coração de Deus (Jr.30:18-24).
- Em prosseguimento à profecia da restauração espiritual, Jeremias mostra porque o povo de Israel seria liberto daquele tempo de angústia: por causa do amor eterno e da amorável benignidade divinos (Jr.30:3,20). As expressões adotadas pelo profeta são as mesmas que o Senhor dirigira às dez tribos do norte por intermédio de Oseias (Os.11:4;14:4). Deus não muda, amados irmãos, sempre traz mensagem de salvação para o homem, mensagem de perdão, mensagem de amor. Infelizmente, porém, a humanidade mantém-se inerte e indiferente a tanta misericórdia e, por isso, sofrerá o juízo. Deus não é mau, Ele é bom, masDeus é justo e ante a rejeição da oferta de misericórdia, não resta ao Senhor senão aplicar o devido juízo pela impenitência do homem. Temos sido sensíveis ao chamado divino ao arrependimento? Tomemos cuidado!
- O Senhor promete restaurar Israel por causa do Seu amor eterno. Não era pelo merecimento dos israelitas, mas única e exclusivamente por causa do amor e benignidade divinos. Nunca nos esqueçamos, irmãos, de que desfrutamos da salvação em Cristo Jesus por causa do amor de Deus. Nada merecemos, nada podemos cobrar ou exigir de Deus. Fomos atraídos pelo Seu amor
eterno, provado na cruz do Calvário, quando Ele morreu por nós quando ainda éramos pecadores (Rm.5:8). Temos esta consciência?
- Deus prometia trazer a todos os israelitas para a Terra Prometida, mesmo aqueles que tinham grandes dificuldades para se locomover (cegos, aleijados, mulheres grávidas e de parto – Jr.31:8). Deus traria a todos das mais diversas partes da Terra, pois Ele é Deus e tudo está sob Seu controle. Não só viriam morar em Canaã, como teriam uma vida alegre e contente, farta tanto material quanto espiritualmente (Jr.31:4-11).
- O livramento prometido por Deus ao Seu povo é completo, não tem necessidade alguma de complementos humanos. Deus traria o povo das mais diversas terras, mas também traria fertilidade a esta mesma terra, mas também traria felicidade ao povo que seria congregado (Jr.31:12-14). Não há como não termos alegria e felicidade quando temos a Deus como nosso Pai, em sermos guardados por Ele como nosso pastor (Jr.31:9,10).
- Este relacionamento singular, de sermos feitos filhos de Deus, é a primeira declaração que o Senhor Jesus nos dá na oração que nos ensinou (Mt.6:9), sendo também esta a declaração que o apóstolo Paulo nos mostra como sendo a síntese de toda a nossa espiritualidade e comunhão íntima com o Espírito Santo (Rm.8:15).
- Chamamos a Deus de Pai? Mais importante do que isso: reconheçamos a Deus como Pai? Muitos salvos em Cristo Jesus não desfrutam deste privilégio, porque ainda estão distantes do seu Senhor. Veem-n‘O como o Senhor do universo, como o Criador de todas as coisas, mas d‘Ele estão distantes, temerosos, receosos, acanhados. Não, não e não! Deus é nosso Pai e, como tal, temos livre acesso e devemos travar um relacionamento íntimo, sincero, aberto e amoroso com Deus. Busquemos ao Senhor, Ele é nosso Pai e só quando realmente assim O tratarmos, desfrutaremos, desde já, da alegria e júbilo prometidos a Israel para o reino milenial.
- Mas o Senhor tem, também, de ser o nosso pastor (Sl.23:1). Se não nos tornarmos ovelhas do Seu rebanho, não há como chegarmos até o céu. Temos de ser totalmente guiados e orientados pelo Senhor. A Israel, Deus promete ser pastor; a Israel, Deus promete tratar como Seu rebanho. Nos dias de Jeremias, como já temos visto em lições anteriores, os pastores eram uma lástima e o Senhor os reprovara a todos. Mas, quando da libertação, o próprio Deus seria o pastor.
- Jesus disse ser o bom Pastor e que Suas ovelhas conhecem a Sua voz (Jo.10:14, 27). Isto tem sido uma realidade na vida de cada um de nós? A quem estamos a dar ouvidos? A que vozes estamos a escutar? A quem estamos a seguir?
- Como mais uma demonstração de que o que estava a profetizar era algo inteiramente novo e ainda não ocorrido na história de Israel, o profeta diz que tinha tido uma outra visão: uma mulher cercando um homem (Jr.31:22), ou seja, na linguagem da Nova Versão Internacional, ?uma mulher protegerá um guerreiro?.
- Esta novidade de relacionamento entre Deus e Israel é evidenciada pelo profeta, que diz eu haveria um ?concerto novo?, uma nova aliança, que não seria mais a lei de Moisés (Jr.31:31-34). A lei não seria mais escrita nas tábuas de pedra, que se encontravam dentro do arca no lugar santíssimo do templo de Jerusalém, mas uma lei escrita nos corações, onde não se necessitaria mais que se fizesse conhecer ao Senhor com base no ensino da lei, por meio dos pais e dos levitas, mas, sim, onde o conhecimento se processaria no interior do homem, mediante uma comunhão íntima com o próprio Deus.
- Este ?novo concerto? profetizado por Jeremias outro não é senão o novo testamento no sangue de Cristo (Mt.26:28; Hb.9:15), que os judeus rejeitaram quando da vinda do Messias para morrer pelos pecados da humanidade. O escritor aos hebreus deixa-nos bem esclarecidos a
respeito deste concerto profetizado por Jeremias, concerto que já firmamos ao crermos em Jesus como nosso único e suficiente Senhor e Salvador (Hb.8:8-13; 10:1-18).
- Por isso, tais dias profetizados por Jeremias não diziam respeito ao retorno do cativeiro da Babilônia, pois, nessa ocasião, a lei foi reinstaurada em toda a sua plenitude, tendo, inclusive, sido mandado para a Babilônia Esdras, escriba hábil na lei do Senhor (Ed.7:1-10), escolhido para restabelecer a observância da lei, motivo pelo qual, inclusive, é ele comumente chamado de ?o segundo Moisés?, pelos estudiosos das Escrituras.
- Jeremias estava a falar de dias vindouros, posteriores ao ?tempo de angústia de Jacó?, em que haveria uma nova aliança entre Deus e Israel, um novo concerto, que é o concerto estatuído por Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, pelo Seu sacrifício vicário, que removeu o pecado do mundo (Jo.1:29).
- Vemos, pois, que esta alegria prometida a Israel, em termos materiais e espirituais, já pode ser plenamente alcançada tanto por judeus(enquanto indivíduos), quanto pelos gentios, por intermédio do Evangelho, o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rm.1:16).
- Deus prometia a restauração espiritual de Israel, que não se daria pela lei de Moisés, mas pelo ?concerto novo? e confirmava a irrevogabilidade de Sua vontade ao garantir que assim como não podem ser medidos os céus para cima (que o digam os astrônomos de nossos dias) como também não podem ser sondados os fundamentos da terra para baixo (que o digam nossos geofísicos do século XXI), Deus não rejeitaria toda a semente de Israel, mas um remanescente seria salvo e este povo nunca mais seria arrancado ou derribado (Jr.31:35-40).
- Vemos, portanto, diante desta profecia de Jeremias, qual sublime é a aliança que firmamos com o nosso Deus através do sacrifício de Jesus Cristo na cruz do Calvário. Aquilo que Israel ainda está a aguardar, nós já temos. Por que, então, enveredar como o povo de Judá dos dias de Jeremias na apostasia e na desobediência? Porque resistirmos a fazer a vontade do Senhor? Mais uma vez reproduzimos as palavras do escritor aos hebreus: ?Portanto, convém-nos atentar, com mais diligência, para as coisas que já temos ouvido, para que, em tempo algum, nos desviemos delas. Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição,como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos, depois, confirmada pelos que a ouviram; testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas, e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade?? (Hb.2:1-4).
II – JEREMIAS PROFETIZA CONTRA ZEDEQUIAS POR CAUSA DE SUA REBELIÃO – SUA DETENÇÃO E A MENSAGEM CONTRA A REVOGAÇÃO DA ALFORRIA AOS ESCRAVOS
- Após esta mensagem a respeito do ?concerto novo? que Deus faria com Israel e de sua restauração, encontramos Jeremias entregando um livro a Seraías, camareiro-mor do rei (segundo a Bíblia de Jerusalém), que acompanhou o rei Zedequias em sua ida a Babilônia, no quarto ano do reinado daquele monarca (Jr.51:59), com todas as mensagens que o profeta proferira contra Babilônia (Jr.50:1-51:58), palavras que deveriam ser lidas por Seraías entre os exilados e, depois, o livro deveria ser lançado no meio do Eufrates (Jr.51:62-64).
- Esta ida de Zedequias até Babilônia, certamente foi para que ele ?acertasse as contas? com o rei Nabucodonosor. Até ali o rei se mantinha fiel ao rei de Babilônia, mas, cinco anos depois, acabou por se rebelar contra Nabucodonosor (Jr.52:3).
- Diante desta rebelião, Nasbucodonosor veio até Jerusalém e a sitiou desde o décimo dia do décimo mês do nono ano do reinado de Zedequias até o décimo primeiro ano deste mesmo
reinado, no nono dia do quarto mês, num total de dezoito meses de cerco, quando, então foi aberta uma brecha na cidade e ela foi invadida e destruída pelo rei de Babilônia (Jr.52:4-7).
- Assim que Zedequias se rebelou contra Nabucodonosor, Jeremias trouxe uma profecia contra o rei, dizendo que ele não escaparia das mãos dos caldeus e seria entregue nas mãos do rei da Babilônia, sendo certo que boca a boca falaria com o rei e os olhos do rei veriam os de Nabucodonosor, mas o rei seria levado cativo para Babilônia, sendo que a derrota para os caldeus era certa (Jr.32:3-5).
- Diante desta profecia e do fato de que 832 pessoas tinham sido capturadas por Nabocodonosor (Jr.52:29), diante do cerco, que já durava praticamente um ano, e levadas para Babilônia, o rei Zedequias resolveu encarcerar o profeta, encerrando-o no pátio da guarda (Jr.32:1-3).
- Zedequias havia se rebelado contra o rei de Babilônia, contrariando todas as mensagens que lhe eram dadas por Jeremias, da parte do Senhor, desde que havia subido ao trono. Como se não bastasse isso, a rebelião envolvia quebra de juramento(II Cr.36:13; Ez.17), em uma rebelião contra o próprio Deus, que exigia que os juramentos fossem cumpridos (Nm.30:2; Mt.5:33).
- Zedequias rebelou-se contra Nabucodonosor e buscou apoio junto ao Egito e, em virtude desta atitude, pediu que fosse consultado o profeta Jeremias, para que tivesse um parecer divino a respeito de seu procedimento e este trouxe dura mensagem para o rei, dizendo que ele seria entregue ao rei de Babilônia e que o Egito nada ajudaria para livrar Judá das mãos de Nabucodonosor (Jr.37:3-10).
- Em meio a isto, há a quarta deportação de pessoas para Babilônia, deportação esta que demonstrava que a verdade estava do lado do que havia profetizado Jeremias e não do rei, Zedequias resolve deter Jeremias, prendê-lo, para impedir que o povo, pela presença do profeta, pudesse ser demovido a deixar de apoiar o rei em sua revolta, apoiando-se em falsa acusação de que Jeremias queria fugir para o lado dos caldeus (Jr.37:11-21).
- Esta é sempre a conduta daquele que se desvia dos caminhos do Senhor. Diante da denúncia de sua desobediência pelo homem de Deus, ataca o homem de Deus, procura manietar o homem de Deus, porque não aceita seus erros, porque endurece a sua cerviz. Nos dias em que vivemos, não é diferente. Os verdadeiros e genuínos servos do Senhor continuam a ser mandados para o ?pátio da guarda?, onde suas mensagens incômodas e denunciadoras do pecado não possam ser mais ouvidas pelo povo.
- Entretanto, Zedequias estava muito enganado. No pátio da guarda, Jeremias podia ser mantido distante do povo, mas não de Deus. Ninguém pode deter o Senhor e, por isso mesmo, o profeta trouxe uma dura mensagem tanto para o rei quanto para os maiorais do povo.
- Ainda dentro da sua política de angariar simpatia junto ao povo, após o revés da quarta deportação, no início do cerco de Jerusalém, Zedequias chamou o povo e fez um acordo com os poderosos, a fim de que fossem libertos todos os escravos judeus (Jr.34:9,10). Pelo que se depreende do texto sagrado, entre as várias desobediências à lei de Moisés, a elite de Judá também não estava cumprindo com o preceito de só manter escravos os judeus por seis anos, alforriando-os findo este prazo (Ex.21:2; Dt.15:12).
- Zedequias precisava do apoio do povo e viu nesta medida a chance de conquistar a lealdade de numerosos escravos, que eram mantidos além do prazo previsto na lei, o que demonstra, uma vez mais, como o ambiente repleto do pecado é um ambiente de injustiça e de opressão.
- Entretanto, pouco tempo depois, os antigos senhores desses escravos, vendo que não mais poderiam ter a vida nababesca que tinham, que seria necessário assalariar os trabalhadores,
arrependeram-se da alforria concedida e, com o consentimento do rei Zedequias, voltaram atrás, tornando a escravizar aqueles que haviam sido libertos (Ez.34:11).
- Por causa da revogação da libertação dos escravos, o Senhor, então, vai até o pátio da guarda onde estava encerrado Jeremias e lhe dá uma mensagem, dizendo que, como o povo havia se convertido e feito o que mandava a lei, libertando seus escravos, mas tinham voltado atrás, quebrando o próprio concerto que haviam feito no templo a respeito da libertação dos escravos, mudando e profanando o nome do Senhor, o Senhor apregoava ao povo ?liberdade para a espada, para a pestilência e para a fome? e os daria ?para espanto a todos os reinos da Terra?, e todos os que haviam se comprometido diante de Deus a libertar seus escravos seriam entregues nas mãos dos inimigos, até o rei Zedequias e seus príncipes, e Jerusalém seria tomada, queimada a fogo e as cidades de Judá seriam postas em desolação (Jr.34:12-22).
- Zedequias havia quebrado seu juramento com Nabocodonosor e agora a elite do país, que se comprometera diante de Deus a libertar seus escravos, também havia quebrado o juramento, apesar de terem feito o juramento da forma mais solene possível, partindo um bezerro em duas porções no templo e passando no meio delas (Jr.34:18,19), assim como Abrão fizera por ordem de Deus quando o próprio Deus jurou por Si mesmo que haveria de fazer de Abrão uma nação que habitaria em Canaã (Gn.15).
- De nada adiantara encerrar Jeremias no pátio da guarda, pois não era o profeta a quem estavam afrontando e, sim, a Deus. Como servos do Senhor, embora soframos com a perseguição e incompreensão do mundo, não podemos nos deixar abater enquanto estivermos a fazer a vontade do Senhor. O mundo aborrece a Deus e se somos também aborrecidos, é esta mais uma evidência de que estamos em comunhão com Deus, que é o que nos importa. Aqui não é o nosso descanso, por causa da corrupção que destrói grandemente (Mq.2:10) e, em virtude disso, não podemos desanimar diante das lutas, mas nos manter firmes entregando a mensagem do Senhor.
- Zedequias e os maiorais de Judá estavam ?brincando com Deus?, mas isto não ficaria impune. Assumiram compromissos diante de Deus e não os cumpriram e, por isso, seriam entregues nas mãos dos reis de Babilônia. De nada serve fazermos grandes festas e solenidades diante do Senhor, se não estivermos dispostos a cumprir a Sua Palavra. Tudo quanto fizermos na ?liturgia? poderá voltar-se contra nós mesmos. A pompa do bezerro partido em duas porções apenas serviu para assinar a sentença de perdição e morte para os maiorais de Judá.
- O povo havia atendido à convocação do rei Zedequias por emoção, não por convicção. Soltaram os escravos mas, logo em seguida, ao entender que isto lhes levaria a ter uma vida de mais trabalho, de mais esforço, que isto significaria renunciar às benesses, ao prêmio da injustiça, voltaram atrás rapidamente. Assim são muitos os que cristãos se dizem ser na atualidade: chegam a ser ?impactados? pela mensagem, sentem desejo de mudar de vida, mas isto é apenas um momento, um instante, uma ?nuvem passageira que como o vento se vai?. Ao perceberem que deverão, para cumprir os compromissos assumidos com pompa e circunstância, renunciar a si próprios e aos deleites da vida pecaminosa, retrocedem e de tudo esquecem, inclusive que o que disseram e prometeram está gravado diante de Deus para ser lido no dia do juízo (Mt.12:36; Ml.3:16; Ap.20:12). Tomemos cuidado!
III – JEREMIAS TRAZ NOVA MENSAGEM DE ESPERANÇA NO PÁTIO DA GUARDA
- Mas, numa confirmação de que Jeremias era, também, ?o profeta da esperança contra a esperança?, temos o que Deus faz com este Seu servo, quando ainda estava ele encerrado no pátio da guarda, conforme lemos em 32:8-34:7.
- Depois de proferir um duro juízo contra o rei Zedequias e a elite de Judá, o Senhor fala diretamente com o profeta e lhe revela que seria ele procurado por seu primo Hananeel, que
viria até o profeta para que ele comprasse a sua herdade em Anatote, visto ser Jeremias o remidor da terra (ou seja, o parente mais próximo com direito de comprar, antes de qualquer pessoa aquela propriedade, para que não saísse ela dos familiares) (Jr.32:6,7).
- Tal determinação divina era totalmente absurda aos olhos da lógica humana. Como temos visto, Jerusalém estava cercada pelas tropas de Nabucodonosor e o próprio Jeremias proferira uma mensagem no sentido de que o inimigo prevaleceria contra Judá. Anatote, que se encontrava há pouco menos de 5 km de Jerusalém, estava literalmente nas mãos de Nabucodonosor. Como, então, deveria Jeremias comprar uma terra que já se encontrava em poder dos babilônios? Não nos esqueçamos, ademais, que os familiares de Jeremias haviam sido os primeiros a tentar matá-lo (Jr.11:18-23) e, desde então, não havia qualquer menção de reconhecimento ou proximidade dos seus para com o profeta.
- Assim como o Senhor lhe revelara, Hananeel veio até a prisão falar com Jeremias e lhe oferecer a terra e, como Jeremias havia entendido que esta era a vontade do Senhor, fez a compra com toda a solenidade que ela exigia, valendo-se, inclusive, dos serviços de seu amigo, o escriba Baruque (Jr.32:8-12).
- Após esta compra, Jeremias, então, trouxe uma mensagem ao povo, dizendo que, assim como ele havia comprado aquela terra, dias viriam em que os judaítas voltariam a comprar casas, campos e vinhas em Canaã (Jr.32:13-15).
- A própria solenidade da compra de uma terra sacerdotal fez com que Jeremias tivesse uma plateia, ainda que pequena, para todo o ato e que, portanto, tivesse auditório para a mensagem que vinha da parte do Senhor. Jeremias mostrava que ele comprara a terra como sinal de que haveria tempo em que os judaítas voltariam a ter posse dessa terra, que o cativeiro não seria permanente e que os exilados retornariam para Canaã findo o prazo previsto para o cativeiro.
- Mais uma vez vemos que Deus quer que Seus profetas tenham uma vida coerente com a sua pregação. Jeremias comprara uma terra que estava nas mãos dos inimigos, como que ?jogava dinheiro fora?, estando ele em situação difícil, encarcerado e, como todos os judaítas, vivendo uma grande crise por causa do sítio de Jerusalém por Nabucodonosor, mas ele comprava a terra para servir de sinal de esperança para o povo, como demonstração de que Deus não Se esquecera de Judá e que, depois do castigo, viria a restauração do povo, o retorno do povo à Terra. Tinha o profeta, inclusive, mandado que Baruque guardasse em vasos a escritura de compra e venda, para que ela durasse muitos anos, pois o cativeiro demoraria para acabar (Jr.32:12).
- Terminada a cerimônia de compra e ficando sozinho, Jeremias orou ao Senhor, chorando as suas mazelas. Havia obedecido a Deus, não O havia questionado e comprara a terra que pertencia a Hananeel, mas, diante de sua situação difícil e da terra adquirida, indaga o Senhor porque tivera de fazer aquilo, um ato de grande renúncia e sacrifício de sua parte (Jr.32:16-25).
- Jeremias dá-nos aqui uma importante lição: o homem de Deus, em público, deve tão somente fazer a vontade do Senhor, por mais absurda e inexplicável que seja ela. Somente no recôndito de sua solidão, da sua intimidade com Deus, tem o direito de indagar o Senhor a respeito de tudo aquilo, de buscar explicações, pois isto não é sinal de incredulidade nem de desobediência, mas um aspecto de nossa intimidade e liberdade com Deus.
- Jeremias não ?põe Deus contra a parede?, nem muito menos ?cobra? Deus de qualquer coisa. Reconhece a qualidade de Senhor e Criador de todas as coisas de nosso Deus, como a dizer que estava ali, como profeta, tão somente a obedecer, mas, diante de todas as mensagens que proferira até então, a respeito da destruição de Jerusalém e do cativeiro, o que o levava a saber que jamais desfrutaria da terra que o Senhor lhe mandara adquirir, porque teve de adquiri-la (Jr.32:17-25). Notemos que Jeremias faz sua indagação após ter cumprido o que Deus mandou
fazer e não antes. Temos procedido assim, ou estamos a nos unir ao grupo dos desmantelados ?cobradores? e ?questionadores? de Deus de nossos dias?
- Numa clara indicação de que Jeremias fez legítimo uso de sua liberdade com Deus, ante tal indagação, feita, dizemos uma vez mais, ?a posteriori?, depois de ter sido cumprida a ordem divina, o Senhor respondeu a Jeremias, dizendo que Ele é o Senhor e que, portanto, não deve satisfação a pessoa alguma (Jr.32:27), que tudo quanto o Senhor havia falado ao profeta sobre a destruição da cidade aconteceria, tudo se cumpriria. Por causa dos pecados cometidos pelo povo, seria ele levado à espada, à pestilência e à fome (Jr.32:28-36).
- No entanto, disse o Senhor ao Seu profeta, a destruição não seria final e eles seriam congregados de todas as terras e seriam novamente trazidos para Canaã e ali habitariam eles seguros, sendo o Seu povo e Ele, sendo o seu Deus. O Senhor torna a prometer um concerto eterno com Israel, um concerto em que todos receberiam o mesmo coração. O povo tornaria a comprar campos por dinheiro e fariam tudo aquilo que Jeremias fez seguindo a ordem do Senhor. Jeremias apresentou-se como um sinal de esperança para o povo, como um sinal de que Deus restauraria Israel, tanto após o cativeiro quanto no futuro, quando haveria um novo relacionamento com Deus (Jr.32:37-44).
- O profeta, então, era consolado pelo Senhor, que dizia que o havia feito como um sinal, como uma figura do que estava por vir. Pouco importava a perda monetária sofrida por Jeremias e até uma aparência de incongruência entre seu gesto e suas mensagens, que poderiam ser exploradas por seus muitos e numerosos adversários. O importante era saber que tudo quanto ele falara era o que o Senhor faria e que, como profeta, tinha ele uma vida que reproduzia o que Deus almejava para o Seu povo.
- Será que temos esta consciência de que, como corpo de Cristo, temos este mesmo compromisso de sermos um sinal para o mundo? Será que temos vivido de tal maneira que o mundo veja Cristo? Se o Senhor é a luz do mundo, Ele também nos disse que somos luz do mundo. Se Ele é o sal da terra, Ele também nos disse que devemos ser o sal da terra. Nossa vida figura e simboliza aquilo que Deus pretende fazer com o homem através da redenção em Cristo Jesus? Somos sinal de Deus na Terra? Ou temos servido de escândalo? Tomemos cuidado, irmãos!
- Na seqüência desta resposta à oração de Jeremias, o Senhor traz outra mensagem a Jeremias no pátio da guarda, na prisão. O Senhor lembra que é Ele quem estabelece todas as coisas (uma referência ao próprio nome do profeta, pois, como vimos na lição 1, ?Jeremias? significa ?Deus estabelece?). Por isso, o profeta poderia clamar a Deus, continuar a pedir orientação ao Senhor, porque, então, o Senhor anunciaria coisas grandes e firmes que ele não sabia (Jr.33:1-3).
- Temos aqui mais uma confirmação de que o profeta não foi repreendido pelo Senhor por causa da sua indagação após a compra da herdade de seu primo Hananeel. Não só Deus não Se irou contra o profeta, como o convida a que continuasse a clamar a Deus para que Deus lhe anunciasse coisas grandes e firmes que ele não sabia. Como é bom quando queremos aprender da parte do Senhor, quando O buscamos de todo o nosso coração. Nos dias de hoje, muitos têm se atrapalhado na vida porque não clamam mais a Deus e têm buscado em si mesmos a solução dos problemas, a compreensão das coisas. O Senhor, contudo, continua a dizer à Igreja: ?clama a Mim e te responderei e te anunciarei coisas grandes e firmes que não sabes? (Jr.33:3).
- O Senhor torna, então, a dizer que Judá seria ferido diante dos caldeus e que esconderia Seu rosto de Jerusalém por causa da sua maldade, mas que a destruição não seria final. O Senhor sararia a Judá e a Israel, removeria o seu cativeiro, purificaria a sua maldade, perdoaria todas as suas iniquidades e Jerusalém serviria de nome de alegria, louvor, glória, entre todas as nações da Terra (Jr.33:4-9).
- Vemos eu, uma vez mais, o Senhor se reporta ao período reino milenial de Cristo. A purificação da maldade de Israel e de Judá importa em muito mais que mera restauração da moradia em Canaã, mas uma nova aliança entre Deus e Seu povo. Esta aliança seria mediada pelo ?Renovo de justiça?, broto de Davi, que nada mais é que Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (Jr.33:15).
- Judá e Israel não só serão salvos, como habitarão seguros em Canaã e o ?Renovo de justiça? fará juízo e justiça na Terra (Jr.33:15). Isto não seria para o término dos setenta anos de cativeiro, mas para dias longínquos (Jr.33:14), dias em que seriam cumpridas todas as palavras boas que foram proferidas para o povo de Deus.
- Naqueles dias, diz o Senhor a Jeremias, não só haverá juízo e justiça por parte de um varão que torne o trono de Davi eterno, como também os sacerdotes levíticos bem executarão as suas atividades, o que nos leva à própria descrição do templo do milênio, que foi feita por Ezequiel a partir do capítulo 40 de seu livro.
- O Senhor, também, a exemplo do que fizera na mensagem dada no início do reinado de Zedequias, garante o cumprimento de tudo quanto havia prometido, dizendo que se pudesse ser invalidado o concerto do dia e da noite, também seria invalidada a aliança que firmara com Davi, segundo a qual não faltaria varão sobre o trono de Israel proveniente da casa de Davi (Jr.33:19-22).
- O Senhor tornaria o mal em bem e não rejeitaria para sempre as ?duas gerações? (Israel e Judá), mas salvaria um remanescente, pela Sua bondade e pela Sua fidelidade (Jr.33:23-26).
- Em relação ao rei Zedequias, porém, a mensagem continuava a não ser agradável nem esperançosa. O Senhor mandou que Jeremias fosse até a presença de Zedequias (que, provavelmente, passava pelo pátio da guarda), trazendo-lhe a mensagem que ele tanto não queria ouvir: o Senhor entregaria Jerusalém a Nabucodonosor, que a queimaria a fogo, e Zedequias não escaparia das suas mãos, seria preso e levado até a presença do rei Nabucodonosor, embora não fosse morrer à espada, morrendo no cativeiro (Jr.37:2-7). Por causa desta palavra, Jeremias seria lançado no calabouço, como teremos de ocasião de estudar na sequência deste livro.
- Ao mesmo tempo em que Deus prometia o livramento e a restauração espiritual do povo, um novo concerto e a completa alegria e júbilo para Israel e Judá, mostrava a Zedequias que ele perderia a guerra e sofreria o juízo divino. Ao apóstata, o juízo: ao remanescente, bênçãos indizíveis, inimagináveis. Nosso Deus não mudou, queridos irmãos, e de que lado nós estamos? O que nossa conduta diante de Deus está a nos reservar? Pensemos nisso!
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