Esperança na Lamentação - Sulamita Macêdo
Professoras e professores, para esta lição e conclusão do trimestre faço as seguintes sugestões:
1 – Ao iniciar a aula, cumprimentem os alunos, perguntem como passaram a semana.
2 – Falem que a lição 13 está centrada no livro Lamentação de Jeremias.
3 – Peçam para os alunos abrirem a Bíblia, no livro já citado e falem sobre:
- Os 5 capítulos são 5 poemas, formados por acrósticos com as letras do alfabeto hebraico; peçam para que os alunos observem isto em cada poesia e leiam a epígrafe de cada capítulo.
- O tema do livro, data, o propósito e importância. Para tanto, utilizem as informações da tabela da página 92 e do item I. Quando vocês estiverem falando sobre o propósito do livro, é interessante falar também de forma objetiva sobre as profecias de Jeremias e o seu cumprimento.
4 – Vocês podem utilizar um ou mais cartazes para expor estas informações. Caso tenham ambientação adequada, utilizem o Power Point.
Vocês sabiam que quanto mais sentidos envolvidos na aprendizagem mais eficaz ela será?
Observem os percentuais abaixo:
O aluno aprende:
10% do que ouve
20% do que vê
50% do que ouve e vê
70% do que ouve, vê e fala
90% do que ouve, vê, fala e faz
5 – Agora, trabalhem com os alunos os ensinamentos que podemos extrair das lamentações de Jeremias.
6 – Em seguida, utilizem a dinâmica “Muro das Lamentações”.
7 – Para a conclusão das lições do trimestre, sugiro que vocês utilizem a dinâmica “Olhando para o Passado“.
Observação: Caso não haja condição de fazer a dinâmica “Muro das Lamentações”, utilizem a dinâmica “Qual o seu Lamento?” ou a “Estrela Verde”, já postadas em lições anteriores.
Publicado no blog Atitude de Aprendiz


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cleuza ribeiro Escreveu:
quero parabeniza-la pela sua ajuda, principalmente para as classes de mulheres, tenho aproveitad muito as suas lições, que Deus a abençôe neste ministério.
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Rogerio Escreveu:
OBS: ?…No dia 23 de maio de 1991, decidiu que havia chegado a hora de convocar a força aérea israelense - a operação Salomão devia começar imediatamente. Mengistu [o então presidente da Etiópia, Mengistu Haile Mariam] aceitara as condições, mediante pagamento em espécie e impondo segredo absoluto. Diante da embaixada israelense, milhares de falashas se acotovelavam, prontos para partir. Os primeiros aviões israelenses aterrissaram no aeroporto de Adis Abeba (capital da Etiópia), e no total, 14.200 etíopes foram levados da cidade para o aeroporto Ben-Gurion, em Tel Aviv. Trinta e cinco aviões militares e civis fizeram 41 voos. Em um dado momento, haviam 28 aviões no ar. Um dos Jumbos, que normalmente poderia levar 500 passageiros, transportou de uma só vez 1.087 pessoas.…? (Paladar de palavra. Os falashas. 6 jun. 2008. Disponível em: http://paladardepalavra.blogspot.com/2008/06/os-falashas.html Acesso em 13 abr. 2010)
?…Anos de testes DNA comprovaram aquilo que os membros da tribo “perdida” do povo Lemba reivindicavam: têm realmente DNA judaico, sendo por isso descendentes do povo judeu. Não é aliás difícil encontrar as diferenças entre este grupo e os seus “vizinhos”, no Zimbawe: usam yarmulkes, oram numa língua rica em raízes yemenitas e hebraicas e desenham a estrela de David nas suas lápides. Esta tribo conta com cerca de 80.000 membros e reside no centro do Zimbawe (antiga Rodésia) e no norte da África do Sul. Muitos converteram-se ao Cristianismo, mas ainda mantêm muitos costumes judaicos como a circuncisão, regras kosher para a matança de animais, e proibição de comer carne de porco. Segundo a tradição dos Lembas, passada de geração em geração de forma oral, os seus ancestrais foram sete judeus que deixaram a Terra Santa há 2.500 anos atrás, antes da destruição do Segundo Templo. Eles atravessaram o Yemen e instalaram-se depois no coração da África. …? (Shalom Israel. ?Tribo perdida‘ encontrada no Zimbabwe. 9 mar. 2010. Disponível em: http://shalom-israel-shalom.blogspot.com/2010/03/tribo-perdida-encontrada-no-zimbawe.html Acesso em 13 abr. 2010).
- Deus prometia que faria tornar não só Judá mas também Israel do cativeiro em dias futuros (notemos a expressão ?eis que dias vêm?), contrabalançando, assim, a mensagem que proferira aos exilados no sentido de que não seria para breve que o Senhor restauraria Judá. Pelo
contrário, Babilônia dominaria setenta anos sobre os judaítas, apesar das falsas profecias em contrário. Naquele momento, Zedequias ainda não havia se rebelado contra Nabucodonosor, mas o faria, inclusive por dar ouvidos aos falsos profetas em vez de dar ouvidos ao Senhor, o que nunca fez (Jr.37:2).
- A mensagem de Jeremias, no entanto, não ficou apenas isolada na promessa da restauração do povo de Deus. Esta restauração, diz-nos o profeta, seria posterior a um período de aflição sem precedentes na vida do país, aflição esta que não era nem sequer a que se prenunciava com o cativeiro da Babilônia.
- Com efeito, o profeta diz que ouviu uma voz de tremor, de temor e não de paz. Relata ter tido uma visão de um homem que se contorcia, como se estivesse tendo dores de parto, o que, evidentemente, era coisa estranho e espantoso, um fato inusitado, inédito. Tal visão significa um ?dia tão grande, que não houve outro semelhante?, ?um tempo de angústia para Jacó? (Jr.30:5-7). Notemos que esta mesma profecia é relatada por Daniel, mais ou menos setenta anos depois, quando está a encerrar o seu livro (Dn.12:1).
- Verifiquemos que o profeta não está a falar a respeito do cativeiro da Babilônia, que ele tanto prenunciava em sua mensagem. Refere-se a um dia longínquo, a um dia futuro, não aos dias em que ele já vivia. Lembremo-nos de que Jeremias acabara de proferir uma mensagem para os exilados a respeito da irreversibilidade do cativeiro, o cativeiro já era algo presente e, portanto, não era a ele que Jeremias se referia (com efeito, os setenta anos da profecia de Jeremias se iniciam com a deportação do rei Joaquim, ocorrida, no mínimo, três anos antes da profecia que estamos a analisar).
- A visão observada por Jeremias era de algo inusitado, nunca antes acontecido, assim como Daniel relataria na sua profecia. Não se referia sequer esta profecia à destruição do Segundo Templo. Com efeito, quando, no ano 70, o príncipe romano Tito destruiu Jerusalém, procedeu semelhantemente ao que fizera Nabucodonosor centenas de anos antes. Aliás, é importante que se registre, o segundo templo foi destruído no mesmo dia do primeiro templo, ou seja, o dia nove do quinto mês (9 de Av), data que não é coincidência, mas um indicador de que Jeremias não se referia à destruição do templo, pois isto foi reproduzido 656 anos depois, não sendo, pois, fato inédito ou inusitado como o dito pelo profeta.
OBS: ?O Tishah B‘Av [hebraico, significa ?Nono Dia de Ab‘, observação transportada do texto original, por nós] é guardado como um dia de jejum. É um dia de recordação, e portanto, de luto pela Destruição do Templo de Jerusalém — a primeira vez pelos babilônios em 586 a.C., e a segunda pelos ramos, em 70 d.C.…? (AUSUBEL, Nathan. Tishah B‘Av. In: A JUDAICA, v.6, p.889).
- A despeito desta grande aflição que viria sobre Jacó, o Senhor diz que Israel seria livrado dela, livramento, aliás, que é reiterado pelo apóstolo Paulo em Rm.11:25-32. Jeremias, ao aludir a este episódio, está a indicar o término do ?tempo dos gentios?, que já se iniciara com a morte de Josias. Com efeito, desde a morte daquele rei fiel a Deus (o último rei de Judá a se manter fiel ao Senhor), como o Senhor havia proferido através da boca da profetisa Hulda (II Cr.34:23-28), Deus estava a lançar o juízo sobre o povo judaíta pela sua impenitência, perdendo o povo a sua liberdade. Jeoacaz, aclamado rei em lugar de seu pai, fora destronado por Faraó Neco, que pusera Jeoiaquim em seu lugar (II Rs.36:1-4), Jeoiaquim que, depois de servir a Faraó, passou a servir a Nabucodonosor (II Cr.36:5-8), sendo substituído por Joaquim, que foi destronado por Nabucodonosor, que pôs em seu lugar a Zedequias, a quem acabou por destronar sem colocar nenhum rei em seu lugar, destruindo Jerusalém e o templo (II Cr.36:9-21).
- Este ?tempo dos gentios?, mencionado pelo Senhor Jesus em Seu sermão escatológico (Lc.21:24), iniciar-se-ia com o domínio babilônico sobre todas as terras do Oriente Médio (Ez.30:3) e findaria apenas quando Jerusalém deixasse de ser pisada pelos gentios, o que ocorrerá somente após ?o tempo de angústia para Jacó? (Jr.30:7; Dn.12:1).
- Com efeito, vemos que, depois da morte de Jeoacaz, não houve mais um governo completamente independente em Jerusalém. Com exceção do curto período dos hasmoneus, dinastia que reinou entre 140 a.C. e 37 a.C., no período intertestamentário (entre o Antigo e o Novo Testamentos) nem sequer governos independentes teve Israel. É importante lembrar que, mesmo durante o governo dos hasmoneus, motivado pela profanação do templo de Jerusalém pelo rei sírio Antíoco IV (o que foi profetizado por Daniel – Dn.11:31,32), Jerusalém permaneceu sendo ?pisada pelos gentios?, pois a independência era relativa, além do que a cidade nunca perdeu a influência imposta pela chamada cultura helenística, a cultura misturada de Oriente e Grécia que sobreveio com a conquista da região por Alexandre, o Grande.
OBS: ?…Durante este período, Jerusalém foi grandemente influenciada pelo helenismo. A língua, o modo de pensar, o modo de vestir e os costumes gregos tornaram-se moda, especialmente entre as classes dominantes que estavam em contacto direto com os estrangeiros. Uma facção, conhecida por Helenizadores, quis tornar Jerusalém numa cidade grega, tal como muitas outras fundadas ou reconstruídas pelos governantes helenísticos das áreas vizinhas. Para isso, criaram um ginásio grego e também implementaram os jogos atléticos. Mas o povo judeu opôs-se desesperadamente quando um dos governantes seleucidas, Antíoco IV Epifânio, fez uma tentativa determinada para helenizar os judeus à força, profanando o templo ao sacrificar animais impuros às deidades pagãs. Este facto esteve na origem da revolta macabeia e das guerras entre os sírios e os judeus, guerras das quais os macabeus saíram vencedores. Quando fizeram de Jerusalém a capital da sua nação independente, deu-se um grande crescimento, quer físico, quer em importância. A primeira mudança ocorreu quando Judas Macabeu tomou Jerusalém em 165 AC e rededicou o templo a Deus. Alguns anos mais tarde, o seu irmão Simão capturou a cidadela - Acra -, que parece ter-se localizado a sul do templo. Destruiu-a completamente, assim como o topo do monte onde ela se situava, usando os escombros para cobrir o Vale Tyropoeon Central, que se localizava entre as cordilheiras ocidental e oriental da cidade. Os governantes macabeus da Judeia construíram um palácio no monte ocidental que, nessa altura, se encontrava incluído no sistema defensivo da cidade. Construíram também uma cidadela a norte do templo, mais tarde conhecida por castelo, ou torre, de Antônia. Pompeu e o seu exército romano capturaram Jerusalém em 63 AC, derrubando parte da sua muralha. Crassus saqueou o templo em 54 AC e os parcianos pilharam a cidade em 40 AC. Três anos mais tarde, Jerusalém foi capturada por Herodes, o Grande. Este restaurou as muralhas e adornou a cidade com muitas novas estruturas, tais como um palácio com três torres, chamadas Hippicus, Phasaelus e Mariamne (onde a ?Cidadela ? agora se situa), um ginásio, um hipódromo e um teatro. Reconstruiu também a fortaleza conhecida por ?a torre?, ou ?castelo? (segundo algumas versões), ou ?barracas? (segundo outras versões) de Antónia (At 21:34, 37; At 22:24; etc.). Nesta altura, o templo tinha cinco séculos e precisava urgentemente de reparações. Herodes queria mais do que repará-lo; ele planeava reconstruí-lo completamente. Isso implicava muitas alterações nas muralhas e fortificações do templo. Esta sua mais ambiciosa obra começou em 20/19 AC. O edifício central do templo ficou completamente construído em dezoito meses mas as outras construções da grande área do templo só terminaram por volta de 64 DC, dois anos antes do eclodir da revolta judaica contra os romanos. …? (Jerusalém. In: Dicionário e Enciclopédia Bíblica. Disponível em: http://www.jesusvoltara.com.br/dicionariobiblico/jerusalem.htm Acesso em 13 abr. 2010).
- Este ?tempo dos gentios? ainda não findou. Jerusalém, desde a morte de Jeoacaz, ficou sob domínio estrangeiro direto ou indireto. Em 1948, Israel ressurgiu como nação independente na comunidade internacional, mas parte de Jerusalém, precisamente a ?cidade velha?, aquela mencionada pelo Senhor Jesus, continuou nas mãos dos árabes. Em 1967, com a Guerra dos Seis dias, Israel retomou o controle de ?Jerusalém Oriental?, tendo, em 1980, declarado que Jerusalém é a ?única e indivisível capital de Israel?, declaração, entretanto, que não conseguiu o reconhecimento de nenhum país, nem mesmo dos Estados Unidos. Além do mais, em Jerusalém, ainda há uma área que é proibida aos judeus, a área que anteriormente foi do templo, hoje ocupada pelas mesquitas Al-Aqsa e de Omar, o que mantém, ainda, a cidade sendo ?pisada
pelos gentios?, o que somente terminará quando o Senhor Jesus voltar, já com a Igreja, para vencer o Anticristo, o que é descrito em algumas passagens da Bíblia, como Is.63:1-6, Jl.3, Zc.14:1-15 e Ap.19:11-21, entre outras.
- Antes de o ?tempo dos gentios? se findar, Israel padecerá uma angústia inédita, sofrerá como nunca antes, e observemos que a trajetória do povo judeu através dos séculos tem sido uma seqüência de tragédias, perseguições e mortandade, mas nada disso se equiparará ao que ainda está reservado a Israel, nem mesmo o genocídio promovido pela Alemanha Nazista, o chamado ?holocausto? que, não sem razão, tem sido sistemática e intensamente negado por todos os cantos da Terra, em mais uma demonstração do aumento do antissemitismo em todo o mundo, mais um eloquente sinal da iminência do arrebatamento da Igreja.
- Desta situação de extrema dificuldade, diz Jeremias, o Senhor livrará o Seu povo, pois somente naquele dia será quebrado o jugo de sobre o pescoço dos israelitas, como também as ataduras, não mais servindo aos estranhos, mas, sim, a Deus e a um descendente de Davi, que seria ainda levantado (Jr.30:9). Somente com a volta de Jesus em glória, quando Ele vencer o Anticristo, Israel estará completamente livre e se transformará na principal nação do planeta, com o estabelecimento do reino milenial de Cristo, o Filho de Davi.
- Tanto os dias prenunciados por Jeremias não eram os seguintes ao do cativeiro da Babilônia, que a profecia fala de um tempo em que Israel seria livre das ?terras de longe? e tornaria, descansaria e ficaria em sossego (Jr.30:10). Ao tornar para Canaã, ao término do cativeiro, vemos como Israel sempre esteve atemorizado e dominado por terras longínquas, o que, aliás, ainda hoje ocorre, vez que a insegurança e o alerta contra o terrorismo e a iminência de guerra é uma constante na história israelense desde 1948. Só Jesus, o Príncipe da Paz, fará com que tal profecia se concretize.
OBS: Agora mesmo acompanhamos o desenvolvimento do programa nuclear do Irã que tem como política de Estado a destruição de Israel, o que nos permite concluir que o objetivo do Irã é fazer uma bomba atômica para lançá-la sobre Israel. A propósito, a guerra contra Magogue, o rei de Gogue, mencionada em Ez.37 e 38, tem entre os inimigos de Israel a Pérsia, que é precisamente o Irã (Ez.38:5). Lamentamos seja o Brasil um dos pouquíssimos países a apoiar o Irã na comunidade internacional, posição que continuará caso a candidata governista à Presidência da República venha a ser eleita, como tem dito em seu programa de governo.
- Israel, antes de obter a paz e a justiça no reino milenial de Cristo, sofrerá o castigo de Deus, ou tem sofrido tal castigo. Em virtude de sua apostasia, como temos visto ao longo deste trimestre, seria levado cativo para a Babilônia. Depois retornaria, já curado da idolatria, mas rejeitaria o Messias, envolvendo com uma indiferença religiosa. Por causa disso, perderia novamente a Terra e o Templo, em nova diáspora, que começou a se findar com a imigração promovida pelo sionismo e que deu origem ao Estado de Israel. Entretanto, somente após o devido castigo, que terá na Grande Tribulação o seu ponto alto, é que o povo de Deus usufruirá da paz prometida (Jr.30:11-24).
- Este tratamento dado por Deus a Israel serve também de figura para o tratamento que o Senhor dá à Igreja. Muitos entendem que, ao contrário de Israel, a Igreja passa única e exclusivamente por períodos de bonanças e de bem-aventuranças enquanto aguarda o Senhor Jesus. Chegam mesmo a dizer que ?o reino de Deus está entre nós?, usando do que está escrito em Lc.17:21. Também há aqueles que gostam de dizer que estamos nas mãos do Senhor Jesus e que, dali, ninguém pode nos alcançar, com base em Jo.10:27-29.
- Contudo, quando observamos esta profecia de Jeremias, vemos que não é bem assim que as coisas funcionam. Israel, por sua dureza de coração, sofreria o devido castigo, castigo este que chegaria ao ?tempo de angústia qual nunca houve desde que houve nação até aquele tempo? (Dn.12:1), porque não foi achado inocente (Jr.30:11). O castigo é um ?quebrantamento mortal?, uma chaga dolorosa?, ?uma ferida de inimigo?, um ?castigo de cruel pela grandeza da maldade
e multidão dos pecados? (Jr.30:12-16). Tal castigo, entretanto, não significaria uma destruição, pois o Senhor se comprometia a restaurar a saúde e sarar as chagas (Jr.30:17).
- Com a Igreja, não é diferente. Embora tenha sido purificada pelo sangue do Cordeiro e tenha obtido o perdão de todos os seus pecados, a Igreja tem de se manter em santificação até o dia da vinda do Senhor (Hb.12:14; Ap.22:11). No entanto, não são poucos os que titubeiam na caminhada, pois somos humanos e, como humanos, não deixamos de pecar. Por isso, temos de, imediatamente após o pecado cometido, irmos até o Senhor Jesus, para obtermos d‘Ele o perdão de nossas transgressões (I Jo.1:8-2:2).
- Apesar do perdão, que nos dá o livramento necessário para ingressarmos na cidade santa pelas portas (Ap.22:14), não deixamos de colher as consequências dos nossos erros, que aumentam as aflições deste nosso tempo presente, aflições que já são vindas por causa da oposição nossa contra o mundo, a carne e o diabo (Jo.15:18-23; 16:33; Gl.5:17; I Jo.2:15-17) Não somos tidos por inocentes (Jó 9:27,28; Na.1:3) e, por isso, temos de sofrer as chagas, o quebrantamento e as dores que são frutos de nossas transgressões: ?Não erreis: Deus não Se deixa escarnecer, porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará? (Gl.6:7).
- Por isso mesmo o apóstolo Pedro recomenda que soframos apenas que é consequência de nossa comunhão com Deus (I Pe.2:11,12,15,19-21). Não existe vida com Cristo sem sofrimento neste mundo e, quando não somos inocentes, somos, assim como Israel, castigados, colhendo os frutos de nossos erros, de nossa desobediência. O preço do pecado já foi pago na cruz do Calvário, mas o preço das consequências de nossos erros estão a pagar diariamente, para que a justiça de Deus se faça.
- Assim ocorreu e está a ocorrer com Israel, assim ocorre com a Igreja, para que possamos nos apresentar diante do Senhor como uma virgem pura a seu marido (Ii Co.11:2), como uma esposa ataviada para o seu marido (Ap.21:2). Não nos queixemos, portanto, dos sofrimentos que nos advêm, mas lembremos que não sofreremos a ?ira futura? do Senhor (I Ts.1:10) e que, resignados e resolutos com tudo o que padecermos nesta vida, guardaremos a palavra da paciência do Senhor Jesus para que sejamos guardados da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra (Ap.3:10), precisamente o tempo mencionado aqui pelo profeta Jeremias. Deus nos guarde!
- Quando tiver fim ?o tempo dos gentios?, Israel reedificará Jerusalém, dela virá voz de júbilo e o povo de Israel se multiplicará, serão glorificados e não mais se acanharão. Serão o povo de Deus e terá passado a ?tormenta do Senhor e Sua indignação, a tormenta varredoura que cairá cruelmente sobre a cabeça dos ímpios?. Naquele tempo, terá sido executado o furor do Senhor e cumpridos os desígnios do coração de Deus (Jr.30:18-24).
- Em prosseguimento à profecia da restauração espiritual, Jeremias mostra porque o povo de Israel seria liberto daquele tempo de angústia: por causa do amor eterno e da amorável benignidade divinos (Jr.30:3,20). As expressões adotadas pelo profeta são as mesmas que o Senhor dirigira às dez tribos do norte por intermédio de Oseias (Os.11:4;14:4). Deus não muda, amados irmãos, sempre traz mensagem de salvação para o homem, mensagem de perdão, mensagem de amor. Infelizmente, porém, a humanidade mantém-se inerte e indiferente a tanta misericórdia e, por isso, sofrerá o juízo. Deus não é mau, Ele é bom, masDeus é justo e ante a rejeição da oferta de misericórdia, não resta ao Senhor senão aplicar o devido juízo pela impenitência do homem. Temos sido sensíveis ao chamado divino ao arrependimento? Tomemos cuidado!
- O Senhor promete restaurar Israel por causa do Seu amor eterno. Não era pelo merecimento dos israelitas, mas única e exclusivamente por causa do amor e benignidade divinos. Nunca nos esqueçamos, irmãos, de que desfrutamos da salvação em Cristo Jesus por causa do amor de Deus. Nada merecemos, nada podemos cobrar ou exigir de Deus. Fomos atraídos pelo Seu amor
eterno, provado na cruz do Calvário, quando Ele morreu por nós quando ainda éramos pecadores (Rm.5:8). Temos esta consciência?
- Deus prometia trazer a todos os israelitas para a Terra Prometida, mesmo aqueles que tinham grandes dificuldades para se locomover (cegos, aleijados, mulheres grávidas e de parto – Jr.31:8). Deus traria a todos das mais diversas partes da Terra, pois Ele é Deus e tudo está sob Seu controle. Não só viriam morar em Canaã, como teriam uma vida alegre e contente, farta tanto material quanto espiritualmente (Jr.31:4-11).
- O livramento prometido por Deus ao Seu povo é completo, não tem necessidade alguma de complementos humanos. Deus traria o povo das mais diversas terras, mas também traria fertilidade a esta mesma terra, mas também traria felicidade ao povo que seria congregado (Jr.31:12-14). Não há como não termos alegria e felicidade quando temos a Deus como nosso Pai, em sermos guardados por Ele como nosso pastor (Jr.31:9,10).
- Este relacionamento singular, de sermos feitos filhos de Deus, é a primeira declaração que o Senhor Jesus nos dá na oração que nos ensinou (Mt.6:9), sendo também esta a declaração que o apóstolo Paulo nos mostra como sendo a síntese de toda a nossa espiritualidade e comunhão íntima com o Espírito Santo (Rm.8:15).
- Chamamos a Deus de Pai? Mais importante do que isso: reconheçamos a Deus como Pai? Muitos salvos em Cristo Jesus não desfrutam deste privilégio, porque ainda estão distantes do seu Senhor. Veem-n‘O como o Senhor do universo, como o Criador de todas as coisas, mas d‘Ele estão distantes, temerosos, receosos, acanhados. Não, não e não! Deus é nosso Pai e, como tal, temos livre acesso e devemos travar um relacionamento íntimo, sincero, aberto e amoroso com Deus. Busquemos ao Senhor, Ele é nosso Pai e só quando realmente assim O tratarmos, desfrutaremos, desde já, da alegria e júbilo prometidos a Israel para o reino milenial.
- Mas o Senhor tem, também, de ser o nosso pastor (Sl.23:1). Se não nos tornarmos ovelhas do Seu rebanho, não há como chegarmos até o céu. Temos de ser totalmente guiados e orientados pelo Senhor. A Israel, Deus promete ser pastor; a Israel, Deus promete tratar como Seu rebanho. Nos dias de Jeremias, como já temos visto em lições anteriores, os pastores eram uma lástima e o Senhor os reprovara a todos. Mas, quando da libertação, o próprio Deus seria o pastor.
- Jesus disse ser o bom Pastor e que Suas ovelhas conhecem a Sua voz (Jo.10:14, 27). Isto tem sido uma realidade na vida de cada um de nós? A quem estamos a dar ouvidos? A que vozes estamos a escutar? A quem estamos a seguir?
- Como mais uma demonstração de que o que estava a profetizar era algo inteiramente novo e ainda não ocorrido na história de Israel, o profeta diz que tinha tido uma outra visão: uma mulher cercando um homem (Jr.31:22), ou seja, na linguagem da Nova Versão Internacional, ?uma mulher protegerá um guerreiro?.
- Esta novidade de relacionamento entre Deus e Israel é evidenciada pelo profeta, que diz eu haveria um ?concerto novo?, uma nova aliança, que não seria mais a lei de Moisés (Jr.31:31-34). A lei não seria mais escrita nas tábuas de pedra, que se encontravam dentro do arca no lugar santíssimo do templo de Jerusalém, mas uma lei escrita nos corações, onde não se necessitaria mais que se fizesse conhecer ao Senhor com base no ensino da lei, por meio dos pais e dos levitas, mas, sim, onde o conhecimento se processaria no interior do homem, mediante uma comunhão íntima com o próprio Deus.
- Este ?novo concerto? profetizado por Jeremias outro não é senão o novo testamento no sangue de Cristo (Mt.26:28; Hb.9:15), que os judeus rejeitaram quando da vinda do Messias para morrer pelos pecados da humanidade. O escritor aos hebreus deixa-nos bem esclarecidos a
respeito deste concerto profetizado por Jeremias, concerto que já firmamos ao crermos em Jesus como nosso único e suficiente Senhor e Salvador (Hb.8:8-13; 10:1-18).
- Por isso, tais dias profetizados por Jeremias não diziam respeito ao retorno do cativeiro da Babilônia, pois, nessa ocasião, a lei foi reinstaurada em toda a sua plenitude, tendo, inclusive, sido mandado para a Babilônia Esdras, escriba hábil na lei do Senhor (Ed.7:1-10), escolhido para restabelecer a observância da lei, motivo pelo qual, inclusive, é ele comumente chamado de ?o segundo Moisés?, pelos estudiosos das Escrituras.
- Jeremias estava a falar de dias vindouros, posteriores ao ?tempo de angústia de Jacó?, em que haveria uma nova aliança entre Deus e Israel, um novo concerto, que é o concerto estatuído por Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, pelo Seu sacrifício vicário, que removeu o pecado do mundo (Jo.1:29).
- Vemos, pois, que esta alegria prometida a Israel, em termos materiais e espirituais, já pode ser plenamente alcançada tanto por judeus(enquanto indivíduos), quanto pelos gentios, por intermédio do Evangelho, o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rm.1:16).
- Deus prometia a restauração espiritual de Israel, que não se daria pela lei de Moisés, mas pelo ?concerto novo? e confirmava a irrevogabilidade de Sua vontade ao garantir que assim como não podem ser medidos os céus para cima (que o digam os astrônomos de nossos dias) como também não podem ser sondados os fundamentos da terra para baixo (que o digam nossos geofísicos do século XXI), Deus não rejeitaria toda a semente de Israel, mas um remanescente seria salvo e este povo nunca mais seria arrancado ou derribado (Jr.31:35-40).
- Vemos, portanto, diante desta profecia de Jeremias, qual sublime é a aliança que firmamos com o nosso Deus através do sacrifício de Jesus Cristo na cruz do Calvário. Aquilo que Israel ainda está a aguardar, nós já temos. Por que, então, enveredar como o povo de Judá dos dias de Jeremias na apostasia e na desobediência? Porque resistirmos a fazer a vontade do Senhor? Mais uma vez reproduzimos as palavras do escritor aos hebreus: ?Portanto, convém-nos atentar, com mais diligência, para as coisas que já temos ouvido, para que, em tempo algum, nos desviemos delas. Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição,como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos, depois, confirmada pelos que a ouviram; testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas, e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade?? (Hb.2:1-4).
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Vanusa Escreveu:
Irma Sulamina, depois que descobri seu blog minhas aulas mudaram. Vc é uma benção!
Comente.