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A Autenticidade da Profecia - Ev. Luiz Henrique


LIÇÃO 5 - A AUTENTICIDADE DA PROFECIA

Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 3º Trimestre de 2010

O Ministério Profético na Bíblia, a voz de DEUS na Terra
Comentários da revista da CPAD:

Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto

Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev.. Luiz Henrique de Almeida Silva

TEXTO ÁUREO

“E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2).

VERDADE PRÁTICA

A autenticidade da profecia bíblica pode ser averiguada através de sua precisão e cumprimento fiel e insofismável.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Jr 23.5,6 A descendência do Messias

Terça - Is 7.14 O nascimento do Messias

Quarta - Is 9.1,2 O lugar em que o Messias iria morar

Quinta -Zc 9.9   A entrada do Messias em Jerusalém

Sexta - Sl 41.9; Jo 13.18 O traidor do Messias

Sábado - Sl 16.10; At 13.34-38 A ressurreição do Messias

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Isaías 53.2-9

2 Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos. 3 Era desprezado e o mais indigno entre os homens, homem de dores, experimentado nos trabalhos e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. 4 Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de DEUS e oprimido. 5 Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados. 6 Todos nós andamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. 7 Ele foi oprimido, mas não abriu a boca; como um cordeiro, foi levado ao matadouro e, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. 8 Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes e pela transgressão do meu povo foi ele atingido. 9 E puseram a sua sepultura com os ímpios e com o rico, na sua morte; porquanto nunca fez injustiça, nem houve engano na sua boca.

COMENTÁRIO

PALAVRA CHAVE: Autenticidade: Relativo a autêntico. De origem ou qualidade comprovada; genuíno, legítimo, verdadeiro.

INTERAÇÃO

Professor, o que somos deve-se ao mérito exclusivo do CRISTO profetizado pelos profetas. As profecias bíblicas se confirmam no desabrochar dos fatos da história universal e no período que compreende os 1400 anos cruciais da história da formação do Canon. A profecia é relevante desde os períodos antigos da história humana, visto que ocorreu na história judaica e nos Impérios mundiais (Babilônico, Medo-Persa, Grego e Romano). Há mais de 600 anos a.C., foi profetizado sobre o Messias, que veio e cumpriu várias profecias do Antigo Testamento. Ele ainda voltará e, nessa ocasião, se cumprirá tudo o que está profetizado, e JESUS reinará, literalmente, como o Rei dos reis na Terra (Is 61.3-8).

 

OBJETIVOS DA LIÇÃO - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Identificar   a autenticidade da profecia bíblica na história

Explicar  as lições doutrinárias do sacrifício de CRISTO.

Reconhecer  que DEUS é o Senhor da história humana.

53.1 QUEM DEU CRÉDITO À NOSSA PREGAÇÃO? Conquanto JESUS seja o Messias de DEUS, muitos o rejeitariam e portanto ficariam sem a salvação (ver Jo 12.38; Rm 10.16). Houve relativamente poucos salvos entre os judeus na primeira vinda de JESUS.
53.2 COMO RAIZ DE UMA TERRA SECA. Além da sua humilde origem humana, JESUS veio à terra num período de grande aridez espiritual. João Batista começou a despertar o povo para chegar-se a JESUS, pouco antes dEle começar o seu ministério público.
53.2 NENHUMA BELEZA VÍAMOS, PARA QUE O DESEJÁSSEMOS. O Messias não teria grandeza terrestre e nem atrativos físicos. DEUS sempre contempla mais o caráter, santidade e obediência da pessoa, e não primeiramente a sua condição social terrestre, nem sua beleza física (cf. 1 Sm 16.7; ver Lc 22.24-30).
53.3 DESPREZADO… INDIGNO [REJEITADO]. Ao invés de aceitação por Israel, JESUS CRISTO seria odiado e rejeitado pelos dirigentes da nação (ver 52.14; Mt 26.57).
53.3 HOMEM DE DORES. A missão de JESUS envolveria muita dor, sofrimento, desagrado e pesar por causa dos pecados da humanidade. Semelhantemente, todos que seguirem a JESUS, provavelmente terão sofrimentos e frustrações de algum modo (ver 2 Co 11.23).
53.4 ELE TOMOU SOBRE SI AS NOSSAS ENFERMIDADES. O NT cita este versículo em Mt 8.17, com referência ao ministério de JESUS, na cura dos enfermos tanto física, como espiritualmente. O Messias sofreria o castigo que nos era devido, para nos livrar das nossas enfermidades e doenças, e não somente dos nossos pecados. É, portanto, bíblico orarmos pela cura física. Assim como Ele levou sobre si os nossos pecados, Ele também levou a doença e a aflição que nos atinge.
53.5 FERIDO PELAS NOSSAS TRANSGRESSÕES. CRISTO foi crucificado por nossos pecados e nossas culpas diante de DEUS (cf. Sl 22.16; Zc 12.10; Jo 19.34; 1 Co 15.3). Como nosso substituto, Ele sofreu o castigo que merecíamos, e pagou a penalidade dos nossos pecados a penalidade da morte (Rm 6.23). Por isso, podemos ser perdoados por DEUS e ter paz com Ele (cf. Rm 5.1).
53.5 PELAS SUAS PISADURAS FOMOS SARADOS. Esta cura refere-se à salvação, com todas as suas bênçãos, espirituais e materiais. A doença e a enfermidade são conseqüências da queda adâmica e da atividade de Satanás no mundo. Para isto o Filho de DEUS se manifestou; para desfazer as obras do diabo (1 Jo 3.8). CRISTO concedeu os dons de cura à sua igreja (1 Co 12.9) e ordenou a seus seguidores curar os enfermos, como parte da sua proclamação do Reino de DEUS (Lc 9.1,2; 10.1.8,9,19)
53.6 TODOS NÓS ANDAMOS DESGARRADOS COMO OVELHAS. Todo ser humano, numa ocasião ou noutra, preferiu seguir seus próprios caminhos egoístas e pecaminosos à obediência aos mandamentos justos de DEUS (ver Rm 6.1). Todo ser humano é culpado e, portanto, precisa da morte de CRISTO em seu lugar.
53.7 COMO UM CORDEIRO, FOI LEVADO AO MATADOURO. JESUS suportou com paciência e de modo voluntário, o sofrimento em nosso lugar (1 Pe 2.23; cf. Jo 1.29,36; Ap 5.6).

53.9 SUA SEPULTURA COM OS ÍMPIOS. Essa frase pode significar que JESUS CRISTO morreria ao lado dos ímpios, ou que os soldados romanos pretendiam sepultá-lo juntamente com os dois malfeitores. Ele, porém, conforme diz essa profecia, foi sepultado no túmulo de um rico (Mt 27.57-60). Como JESUS levou sobre ELE nossos pecados, ELE foi para a parte dos ímpios, ou seja para o Hades, ou o que chamamos inferno. ELE foi para onde eu deveria ter ido, isso, em meu lugar. JESUS foi para onde o rico de sua parábola foi. Lugar de pecadores.
53.10 AO SENHOR AGRADOU MOÊ-LO. Foi da vontade de DEUS Pai que seu Filho fosse enviado para morrer na cruz em favor de um mundo perdido (ver Jo 3.16). Ao fazer de CRISTO um sacrifício expiador por todas as transgressões (cf. Lv 5.15; 6.5; 19.21), o propósito divino da redenção, de levar muitas pessoas à salvação, já foi cumprido. Prolongará os dias significa: Ele ressuscitará dentre os mortos e viverá para todo o sempre.

53.11 O TRABALHO DA SUA ALMA. O sofrimento do Messias cumpriria o propósito de DEUS e resultaria na salvação para os muitos que crerem.

53.12 A PARTE… COM OS PODEROSOS. DEUS prometeu retribuir a CRISTO por sua morte expiatória, e CRISTO por sua vez promete que repartirá o seu despojo com os poderosos que o seguirem na batalha contra o pecado e Satanás, mediante o poder do ESPÍRITO.
53.12 PORQUANTO DERRAMOU A SUA ALMA NA MORTE. Por causa da morte de JESUS na cruz, uma grande herança foi concedida ao povo de DEUS. Qualquer proclamação do evangelho que não pregar a cruz de CRISTO e a renúncia ao pecado está, em definitivo, fadada ao fracasso.
53.12 PELOS TRANSGRESSORES INTERCEDEU. JESUS, na sua agonia na cruz, intercedeu pelos pecadores (Lc 23.24). Seu ministério de intercessão ainda continua no céu (cf. Rm 8.34; ver Hb 7.25).

Um Cordeiro levado ao matadouro

“E le foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca” (Isaías 53:7). Foi espantoso que o Servo do Senhor tivesse que sofrer, foi incrível que ele tivesse de ser morto sem choro. Não houve um aspecto do evangelho de CRISTO que exigisse mais da credulidade das mentes do primeiro século do que a idéia de que DEUS havia morrido. Era uma pedra de tropeço para os judeus e loucura para os gregos (1 Coríntios 1:23). E por que não? O próprio fato que os homens pudessem matar JESUS era prova convincente para as mentes práticas de que ele não era o Filho de DEUS. Era, para eles, incontestável. Homens não podem matar DEUS! E mais ainda, eles estavam certos. Nenhum homem, nem a humanidade como um todo, podem superar o poder de DEUS (Salmo 2:1-5). A menos, naturalmente, que ele o queira; a menos que o permita.

O abate de bois é esperado com muito berro e esforços frenéticos para escapar, mas as ovelhas vão para sua morte quietamente, sem resistência. Nenhuma palavra poderia ter descrito melhor o modo surpreendente como JESUS aceitou seu sofrimento e morte do que Isaías. Nenhuma mão de carne e osso poderia tê-lo ameaçado, mas desde o princípio da sua estadia entre os homens Ele se fez acessível ao toque deles. Foi permitido que homens e mulheres pecadores o agarrassem em desespero (Marcos 3:10; 5:28). E ele freqüentemente colocou alegre e compassivamente suas mãos sobre eles (Mateus 8:3, 15; 9:29; Lucas 22:51). Em demonstração da realidade de sua verdadeira presença entre nós, em carne, João escreve: “… o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida” (1 João 1:1).

Mas ainda nos surpreende que aquele que tinha 72.000 anjos sob seu comando (Mateus 26:53), um só dos quais pode destruir 185.000 soldados assírios em uma noite (2 Reis 19:35), nada fez diante do impiedoso ataque enfurecido dos homens ímpios que o agarraram e o brutalizaram sem misericórdia. A resposta, naturalmente, era simples. Seu Pai assim o queria (Mateus 26:54), e ele o queria (João 10:18). JESUS não esperou que 600 homens que acompanharam Judas para buscá-lo em seus esconderijos secretos o prendessem. O Filho de DEUS tirou de Judas sua utilidade andando em direção à trilha da multidão e se identificando abertamente (João 18:1-4). O ungido do Senhor aceitou sua prisão sem discutir. Cuspo desdenhoso, misturado com sangue, desceu pela face do DEUS em carne, mas “ele não abriu a boca”. É evidente que nenhum daqueles homens, nem um milhão iguais a eles poderiam jamais tê-lo pegado. Mas o que se torna cada vez mais aparente quando a profecia de Isaías se desenvolve em realidade histórica é que JESUS está simplesmente dando-se a eles. Quão pouco eles percebiam que tudo o que eles faziam era Sua vontade que estava sendo cumprida e não as suas próprias. Quão pouco eles percebiam que mesmo no seu desamparo, era ele que governava e dirigia os eventos, e não eles mesmos (João 19:10-11).

E assim DEUS, na verdade, morreu como um cordeiro, inocente, sem se queixar. Já o ouvimos há tanto tempo que não ficamos mais chocados com isso.

Mas talvez a mais impressionante revelação de Isaías 53 fale da fonte do terrível sofrimento do Servo. O profeta não coloca este erro monstruoso, como poderia ter sido esperado, aos pés dos homens sem misericórdia. Ao contrário, ele diz “mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos” (Isaías 53:6). E o que é ainda mais chocante: “Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo…” (Isaías 53:10). Aqui está embutida a terrível necessidade de redenção humana. É maravilhoso ler a promessa de Isaías que este Servo é destinado a servir não só Israel, mas as nações; mas o enorme custo divino só agora é percebido. Ele morreu como um cordeiro porque era um cordeiro, um cordeiro sacrificial para propiciar a justiça de DEUS e tornar possível sua misericórdia clemente (João 1:29). Todos os cordeiros que tinham morrido na história humana apontavam para este. JESUS era o cordeiro pressentido no carneiro que morreu em vez de Isaque, no monte Moriá. O Senhor verdadeiramente providenciou! Ele era a verdadeira e última expressão do cordeiro imaculado da Páscoa cujo sangue abrigou Israel da ira de DEUS no Egito (1 Coríntios 5:7).

Mas por que ele tinha que morrer, e morrer tão horrivelmente? Porque ele era a propiciação por nossos pecados (1 João 2:2) e nele tinha que recair a justa ira divina imparcial de um DEUS santo (Romanos 1:18) que não pode ter “treva nenhuma” (1 João 1:5-6) e, portanto, não pode simplesmente dizer aos pecadores, a quem ele ama, “Eu vos perdôo”. “Se ele tivesse que perdoar meramente por compaixão, ou porque um ser soberano pode fazer o que quiser, ele destruiria a estrutura moral do universo” (Frederick Alfred Aston, O Desafio das Eras, 19). Talvez um anjo santo pudesse ter sido encarnado e propiciado os pecados de uns poucos de nós, mas para a iniquidade combinada de todos os homens, seria preciso mais do que a simples morte do próprio Filho de DEUS, mas “morte na cruz”. A salvação é, oh!, tão gratuita para nós, mas não foi gratuita para ele. - por Paul Earnhart (http://www.estudosdabiblia.net/2000130.htm)

Exemplo de profecia cumprida cabalmente e que ainda está se cumprindo:

O Sonho do Rei da Babilônia

Nabucodonosor era um dos grandes conquistadores da história antiga. Numa série de batalhas, ele venceu os assírios, o povo que dominara a Mesopotâmia durante os séculos anteriores. Defendeu-se contra os egípcios e estabeleceu as fronteiras de um império extenso e próspero. Conseguiu dominar a pequena mas importante terra que conhecemos hoje como a Palestina, uma região por onde passavam as principais rotas comerciais entre a Ásia e a África. Passou por Jerusalém em 605 a.C. e levou os jovens mais inteligentes e nobres para a Babilônia, onde seriam educados na sabedoria babilônica e teriam oportunidades de até participar do governo do império. Daniel foi um desses jovens.

Nabucodonosor ainda não respeitava o verdadeiro DEUS. Talvez sentia-se superior ao DEUS dos judeus, pois ele havia conquistado Judá e teria poder para destruir o templo (o que realmente fez menos de 20 anos depois). Confiava nos seus magos e adivinhadores para interpretar a história e predizer o futuro.

DEUS achou importante ensinar algumas lições para Nabucodonosor. Entre elas foi uma revelação especial na forma de um sonho. Pegue a sua Bíblia e acompanhe a história no segundo capítulo do livro de Daniel.

Nabucodonosor teve um sonho (Daniel 2:1-13)

Uma noite, Nabucodonosor teve um sonho que o deixou perturbado. Ele confiava muito na sabedoria de seus conselheiros, e os chamou para explicar o sonho. Eles certamente tinham deixado Nabucodonosor e outros reis encantados com as suas supostas interpretações e predições sobre o futuro. Mas as suas interpretações e profecias não vinham de DEUS, e estes conselheiros não conseguiram enganar o rei desta vez. Tentaram enganar o monarca para ganhar tempo, mas ele não cedeu. Para provar a veracidade de suas interpretações, os magos teriam que primeiro contar o conteúdo do sonho. Nenhum deles conseguiu, e bem sabiam por que. Esses adivinhadores admitiram: “Não há mortal sobre a terra que possa revelar o que o rei exige…. ninguém há que a possa revelar diante do rei, senão os deuses, e estes não moram com os homens” (2:10-11). O rei se irou e mandou matar todos os magos da terra. Ele não suportaria mais esses conselheiros enganadores.

Daniel aceita o desafio (Daniel 2:14-30)

Estes acontecimentos ocorreram, provavelmente, na mesma época que Daniel estava terminando seu treinamento para ser um dos sábios na Babilônia. Ele e alguns outros jovens judeus foram obrigados a passar por um curso especial de preparo para esta função. Uma vez que o nome dele se encontrara na lista dos sábios, os servos do rei saíram com ordens para matá-lo. Quando chegaram, Daniel perguntou o motivo, sabendo que não havia cometido nenhum crime. Os servos do rei explicaram o caso, e Daniel pediu um tempo para poder responder ao pedido do rei. Ele e seus companheiros judeus oraram a DEUS, pedindo a revelação do sonho. DEUS atendeu ao pedido deles, e revelou o sonho a Daniel. Os falsos profetas não receberam ajuda dos falsos deuses que adoravam, mas Daniel recebeu a ajuda do DEUS verdadeiro que ele servia. Ele pediu uma oportunidade para falar com o rei.

Quando Daniel entrou na presença de Nabucodonosor, ele foi bem humilde. Explicou que a resposta não veio dele, e que nenhum homem seria capaz de revelar e interpretar o sonho por poderes próprios. Somente o DEUS no céu, o único verdadeiro DEUS, poderia revelar essas coisas aos homens. Aqui Daniel frisou a mensagem principal de seu livro. Independente dos feitos e das circunstâncias dos homens, há um soberano DEUS. Nenhum homem pode se esconder dele, e nenhuma criatura tem direito de se exaltar diante do Senhor. Como Nabucodonosor precisava desta mensagem! Como nós precisamos da mesma!

Daniel revela o sonho do rei (Daniel 2:31-35)

O rei sonhou com uma grande estátua de quatro partes principais. A cabeça era de ouro, o peito e os braços, de prata e o ventre e os quadris, de bronze. As pernas de ferro se apoiaram em pés feitos de uma mistura de ferro e barro. De repente, uma grande pedra, cortada sem ninguém tocar nela, esmagou os pés da estátua, e então esmagou o resto da imagem. O que restou da estátua foi levado pelo vento, mas a pedra se tornou em uma montanha que encheu a terra toda.

Daniel revela o significado do sonho (Daniel 2:36-45)

A grande estátua do sonho do rei foi composta de quatro partes principais. Daniel as identifica como quatro reinos, começando com a própria Babilônia (a cabeça de ouro). Depois da Babilônia, teria uma sucessão de mais três reinos humanos. O próximo reino seria inferior à Babilônia, e foi representado pelo peito e os braços de prata. O terceiro seria maior, exercendo domínio “sobre toda a terra”. O mais forte dos quatro reinos seria o quatro, feito de ferro. Mas a mistura de barro mostra um reino dividido, com um lado frágil. Este reino seria esmiuçado pela grande pedra.

A parte mais importante da interpretação começa no versículo 44. A pedra representa o reino eterno de DEUS. Ela não surge da terra; é cortada de um monte e desce para esmagar os reinos humanos. Diferente dos reinos dos homens que levantam e caem, este reino seria eterno e superior a qualquer império humano. Um detalhe que devemos observar é a profecia sobre a época na qual o reino de DEUS seria estabelecido. DEUS permitiu que Daniel olhasse para o futuro para afirmar que DEUS ia fundar os seu reino “nos dias destes reis”, ou seja, durante o quarto império. Numa profecia feita 600 anos antes do nascimento de JESUS, DEUS falou para os homens o tempo aproximado do estabelecimento do reino messiânico.

Os quatro reinos humanos do sonho

No momento da interpretação dada por Daniel, o rei não tinha como saber a identidade dos outros impérios envolvidos nesta profecia. Neste capítulo, Daniel identificou apenas o primeiro reino, o de Nabucodonosor. Nós, porém, temos três vantagens quando estudamos o texto hoje. Primeiro, temos o resto do livro de Daniel, em que mais dois dos reinos são identificados por nome. Segundo, temos a história mundial que confirma a identificação dos próximos impérios e mostra, também, o quarto reino. Terceiro, temos os relatos bíblicos, que mostram quando o CRISTO veio para estabelecer o reino de DEUS. Juntando essas informações, podemos identificar as quatro partes da estátua do sonho de Nabucodonosor.

Os reinos do Sonho de Nabucodonosor

1- A cabeça de Ouro - Babilônia

2- O peito e os braços de prata - Média-Pérsia

3- O ventre e os quadris de bronze - Grécia

4- As Pernas de ferro, e os pés de ferro e de barro - Roma

A cabeça de ouro é a Babilônia, o reino do conquistador Nabucodonosor (Daniel 2:37-38). Para identificar os próximos dois, consideramos uma visão de Daniel no finalzinho do domínio babilônico, relatada no capítulo 8. Nesta visão, DEUS lhe mostrou mais detalhes sobre os próximos dois reinos, e os identificou como a Média-Pérsia (8:20) e a Grécia (8:21). Ligando as duas profecias, percebemos que a parte de prata representa Média-Pérsia, o reino que venceu a Babilônia em 539 a.C., e que o bronze simboliza a Grécia, o império que conquistou um território enorme no quarto século a.C.

O único reino não identificado por nome em Daniel é o quarto. Sabemos da história humana que o reino de Alexandre o Grande se despedaçou depois da morte inesperada deste famoso conquistador. Diversas brigas entre os generais dele e seus descendentes preparou o campo para o surgimento do próximo império na região, o romano. Numa série de vitórias militares entre o terceiro e o primeiro séculos a.C., os romanos tomaram controle de todos os arredores do mar Mediterrâneo, assim dominando uma boa parte do comércio entre os três continentes da Ásia, África e Europa. Foi um reino forte, mas com dificuldades e fraquezas devidas às alianças frágeis forjadas entre líderes e países.

O reino de DEUS

Durante o reino do imperador romano César Augusto, nasceu na cidade de Belém “o Salvador, que é CRISTO, o Senhor” (Lucas 2:1,11). Trinta anos depois, ele saiu pregando que o “reino dos céus” estava próximo, e que este reino chegaria com poder naquela geração (Marcos 9:1). Aconteceria exatamente como Daniel explicou para Nabucodonosor mais de 600 anos antes! “Nos dias destes reis [romanos], o DEUS do céu suscitará um reino que não será jamais destruído…” (Daniel 2:44). O prometido reino de JESUS não seria igual aos reinos humanos, pois não é daqui (João 18:36).

Depois de sua morte e ressurreição, JESUS mandou que os apóstolos aguardassem em Jerusalém para iniciar o seu trabalho importante na expansão do reino (Atos 1:6-8). Com a vinda do ESPÍRITO SANTO sobre eles em Atos 2, começaram a pregar a boa nova do reino de CRISTO. Rapidamente, a palavra foi divulgada aos judeus e gentios, e o reino cresceu por todos os lados. Desde aquela época, pessoas obedientes à palavra de CRISTO vêm sendo libertadas do império das trevas e transportadas para o reino do Filho de DEUS (Colossenses 1:13). Os servos do Senhor recebem “um reino inabalável” (Hebreus 12:28). O reino de CRISTO não é carnal, e as armas usadas por seus soldados não são carnais (2 Coríntios 10:3-6). O domínio de JESUS é universal e absoluto. Ele recebeu “toda a autoridade … no céu e na terra” (Mateus 28:18-20). JESUS é “o Soberano dos reis da terra” (Apocalipse 1:5). O mundo inteiro será julgado por ele e, por este motivo, deve se arrepender e servi-lo (Atos 17:30-31).

Lições importantes

1- Entre as mensagens importantes deste estudo de Daniel 2 e seu cumprimento são:

2- DEUS prevê o futuro porque ele é DEUS e domina o universo (Isaías 44:6-8).

3- DEUS decidiu o tempo certo para estabelecer o seu reino, e cumpriu a sua palavra.

4- O reino de DEUS já foi estabelecido e existe hoje.

5- Nós temos acesso ao reino dos céus por intermédio de JESUS, nosso Salvador e Senhor.

6- CRISTO julgará todos nós conforme a sua palavra.

7- JESUS CRISTO é o Rei absoluto e eterno; devemos obedecê-lo! 

- por Dennis Allan - (http://www.estudosdabiblia.net/d128.htm) D128

 

RESUMO DA DA LIÇÃO 5 - A AUTENTICIDADE DA PROFECIA

I. O DESPREZO DO SENHOR

1. A apresentação do Senhor.

2. A mensagem do Senhor.

3. A aparência e a rejeição do Senhor.  

II. A PAIXÃO E A MORTE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO  

1. O sofrimento sem igual de JESUS.

2. O silêncio de JESUS.

3. A crucificação e a sepultura de JESUS (v.9). 

III. LIÇÕES DOUTRINÁRIAS DO SACRIFÍCIO DE CRISTO

 1. As nossas dores e as nossas enfermidades.

2. Os nossos pecados.

3. A humildade e o amor de JESUS CRISTO.

CONCLUSÃO

Há abundantes evidências em o Novo Testamento sobre

o fiel cumprimento de Isaías 53.

 

SINOPSE DO TÓPICO (1)

A autenticidade profética é reconhecida mediante o cumprimento das profecias veterotestamentárias relativas à apresentação, aparência, rejeição e mensagem do Senhor.

SINOPSE DO TÓPICO (2)

A autenticidade profética é reconhecida mediante o cumprimento das profecias veterotestamentárias relativas à paixão e sofrimento de CRISTO 

SINOPSE DO TÓPICO (3)

As lições doutrinárias do sacrifício de CRISTO abrangem nossas dores, enfermidades, nossos pecados, a humildade e o amor de JESUS CRISTO.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO  

Subsídio Teológico - “A história do mundo segundo o sonho do rei Nabucodonosor.

A primeira profecia de Daniel foi acerca do rei Nabudonosor. Tratava dos detalhes de um sonho que o rei tivera e de sua interpretação. Daniel disse: “[…] darei ao rei a interpretação” (2.24), e então interpretou a visão do poderoso monarca sobre uma “extraordinária” (2.31) estátua com a cabeça de ouro, peito e braços de prata, ventre e quadris de bronze e pernas de ferro (2.32,33). Era um sonho sobre os futuros poderes do mundo. A cabeça de ouro era a Babilônia; o peito e os braços representavam os Medos e os Persas. Os quadris de bronze representavam a Grécia, e as pernas e os pés simbolizavam o Império Romano, em seu auge e declínio. Por fim, surge uma “pedra”. A pedra representava o Messias de Israel, que feriria “a estátua nos pés de ferro e de barro”, esmiuçando-os (2.34). DEUS então estabeleceria seu reino, “que não será jamais destruído”, referindo-se ao futuro reino messiânico de CRISTO (2.44). Esta profecia transpôs o âmbito histórico e mostrou que certas características em cada uma dessas nações levariam ao reino milenial. “Na eternidade, os aspectos temporais irão fundir-se com a criação de um novo céu e uma nova terra” (Unger, Commentary, p.1619). Com o sonho de Nabucodonosor, DEUS revelou o propósito de toda a história através de Daniel. Nenhum outro profeta recebeu uma revelação tão completa e precisa”

(LAHAYE, Tim; HINDSON, Ed. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. RJ, 1.ed. CPAD, 2008, pp.175,176).

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

LAHAYE, Tim; HINDSON, Ed (ed.). Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. Rio de Janeiro. 1.ed. CPAD, 2008.

HORTON, Stanley M. Isaías: O profeta messiânico. Rio de Janeiro. 2.ed. CPAD, 2003.

 

Para melhor entender a vida, morte e ressurreição de JESUS veja estudos das lições do 1º Trimestre de 2008 em estudos e em vídeos.

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv-1trim2008.htm

Lições Bíblicas CPAD - Jovens e Adultos - Tema: JESUS CRISTO, Verdadeiro Homem, Verdadeiro DEUS
Comentarista: Pr. Esequias Soares Consultor Doutrinário:  Pr. Antônio Gilberto
Comentários extras com figuras, mapas e questionários: Ev.Luiz Henrique

 

 

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