Publicado em 30 de Setembro de 2011 as 11:55:15 AM
Comente
Assista os vídeos da TV EBD com a aula da Lição 1 - Quando a crise mostra a sua face. Para facilitar o download, o vídeo é dividido em 5 partes. Você pode assistir aqui mesmo, clicando nos vídeos, ou clicar nos links, acima dos vídeos para salvar; ao abrir a nova página, clique no botão Download. Os vídeos são produzidos pelo Ev. Luiz Henrique e também publicados no site Estudos Bíblicos EBD, ou no blog EBDnaTV.
Publicado em 30 de Setembro de 2011 as 11:47:30 AM
Comente
QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 1, QUANDO A CRISE MOSTRA A SUA FACE
RESPONDA CONFORME A REVISTA DA CPAD DO 4º TRIMESTRE DE 2011
Complete os espaços vazios e marque com “V” as respostas corretas e com “F” as falsas.
TEXTO AUREO
1- Complete:
“E disseram-me: Os restantes, que não foram levados para o ___________________________, lá na província estão em grande ____________________________ e desprezo, e o muro de Jerusalém, fendido, e as suas ________________________, queimadas a fogo” (Ne 1.3).
VERDADE PRATICA
2- Complete:
Somente uma _________________________ guiada e ___________________________ por DEUS pode _______________________________ a crise.
INTRODUÇÃO
3- Quando Neemias e o povo de Israel tiveram sua fé renovada?
( ) Ao se voltarem à Palavra de DEUS.
( ) Ao se voltarem às guerras de DEUS.
( ) Ao se voltarem para a terra de DEUS.
I. A CRISE EM JERUSALÉM
4- Por que o reino do Norte, composto por dez tribos, foi destruído pela Assíria que, para humilhar ainda mais os filhos de Israel, levou-os cativos à Mesopotâmia? Quando aconteceu isso?
( ) Por causa de sua deliberada desobediência ao Senhor, isso aconteceu em 386 a.C..
( ) Por causa de sua deliberada desobediência ao Senhor, isso aconteceu em 586 a.C..
( ) Por causa de sua deliberada desobediência ao Senhor, isso aconteceu em 722 a.C..
5- Quando e o que aconteceu ao reino do Sul, composto por duas tribos, por causa de sua deliberada desobediência ao Senhor?
( ) Em 386 a.C, Nabucodonosor veio contra Jerusalém, deitou por terra o SANTO Templo e derribou os muros da Cidade Santa,e levou os filhos de Judá cativos a Babilônia, onde permaneceriam durante setenta anos.
( ) Em 586 a.C, Nabucodonosor veio contra Jerusalém, deitou por terra o SANTO Templo e derribou os muros da Cidade Santa,e levou os filhos de Judá cativos a Babilônia, onde permaneceriam durante setenta anos.
( ) Em 786 a.C, Nabucodonosor veio contra Jerusalém, deitou por terra o SANTO Templo e derribou os muros da Cidade Santa,e levou os filhos de Judá cativos a Babilônia, onde permaneceriam durante setenta anos. Clique aqui para ler o texto completo »
Publicado em 30 de Setembro de 2011 as 11:44:22 AM
Comente
LIÇÃO 1, QUANDO A CRISE MOSTRA A SUA FACE
Lições Bíblicas do 4º Trimestre de 2011 - CPAD - Jovens e Adultos
NEEMIAS - Integridade e Coragem em Tempos de Crise
Comentários da revista da CPAD: Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
TEXTO AUREO
“E disseram-me: Os restantes, que não foram levados para o cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo, e o muro de Jerusalém, fendido, e as suas portas, queimadas a fogo” (Ne 1.3).
VERDADE PRATICA
Somente uma liderança guiada e orientada por DEUS pode vencer a crise.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - 1 Sm 15.22 - O obedecer é melhor do que o sacrificar
Terça - Cl 3.6 - A desobediência atrai a ira de DEUS
Quarta - 1 Rs 8.46 - O pecado é causa de cativeiro
Quinta - Ed 9.7 - As iniqüidades são causa de cativeiro
Sexta - 2 Cr 7.14 - A intercessão livra do cativeiro
O tema da lição deste último trimestre do ano é: Neemias, integridade e coragem em tempos de crise, onde estudaremos sobre a biografia desse grande líder do Antigo Testamento, bem como a sua difícil tarefa de liderar a restauração dos muros de Jerusalém e a promover um grande avivamento espiritual em Israel. Sem dúvidas, o estudo das treze lições sobre a vida e obra de Neemias nos ensinarão grandes lições, não só espirituais, mas também de liderança, planejamento e administração. Na lição 1 estudaremos mais especificamente sobre a biografia de Neemias e o contexto social e espiritual em que ele viveu.
I - QUEM ERA NEEMIAS
Seu nome significa “Yahweh consola”. Ele era filho de Hacalias (Ne 1.1), tinha um irmão por nome Hanani (Ne 7.2) e foi copeiro do rei Artaxerxes no período persa (Ne 2.1). Neemias é um excelente modelo de liderança. Um homem cheio de compaixão (Ne 1.1-4), sabedoria (Ne 2.4), coragem (Ne 2.5), fé (Ne 2.20), e possuidor de ricos dons de liderança e organização (Ne 2.7-9; 11-17). Porém, devemos entender que ele executou tarefas que pareciam impossíveis, não apenas por causa dos seus dons naturais, mas, acima de tudo, por que era um homem de profunda comunhão com Deus (Ne 1.4-11; 2.4; 4.4,9; 5.19; 6.9,14; 13.14,22,29,31).
II - O CONTEXTO HISTÓRICO E SOCIAL DE NEEMIAS
2.1. Contexto Histórico de Neemias. Em 606 a.C. Nabucodonosor rei de Babilônia levou cativo os judeus para a Babilônia. O cativeiro durou 70 anos (de 606 a 536 a.C.). Mas, em 536 a.C, a Pérsia subjugou Babilônia, e Ciro, o primeiro governante persa, proclamou a restauração de Jerusalém e o retorno dos judeus, que voltaram à Jerusalém em três levas:
A primeira ocorreu em 536 a.C., sob a liderança de Zorobabel, quando se deu início à construção do templo de Jerusalém em 535 a.C. (Ed 2.1-70).
A segunda ocorreu em 457, sob a liderança de Esdras, que veio da Pérsia com a missão principal de embelezar o templo (Ed cap. 7,8).
A terceira ocorreu por volta de 445, sob a liderança de Neemias, para reconstruir os muros de Jerusalém (Ne cap 1,2).
2.2. Contexto Social de Neemias. Por volta de 444 a.C. Neemias tomou conhecimento por intermédio de Hanani, seu irmão, e outros judeus que vieram de Judá, acerca da situação que se encontrava os judeus repatriados, bem como a cidade de Jerusalém: “Os restantes, que ficaram do cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo; e o muro de Jerusalém fendido e as suas portas queimadas a fogo” (Ne 1.3). Apesar de estar em uma situação bastante confortável, pois, como copeiro do rei ele dispunha de segurança, boa alimentação e conforto, Neemias se dispõe a ir à Jerusalém para reedificar os muros da cidade (Ne 2.1-5).
III - NEEMIAS, UM HOMEM CHAMADO POR DEUS EM UM MOMENTO DE CRISE
Apesar de não encontrarmos nas páginas da Bíblia um chamado específico para Neemias, tal qual ocorreu com Abraão (Gn 12.1-3), Moisés (Ex 3.1-10), Gideão (Jz 6.11-23) Jeremias (Jr 1.1-9) e outros; não há como duvidar que ele foi chamado por Deus para aquela tarefa (Ne 2.12). Foi por esta razão que ele se dispôs a ir reedificar Jerusalém. Sua missão não se restringiu apenas a restaurar os muros de Jerusalém, mas também, promover um grande avivamento na nação. Sua vida e missão nos ensina como vencer e superar os momentos de crise. Vejamos: Clique aqui para ler o texto completo »
Publicado em 27 de Setembro de 2011 as 03:32:35 PM
Comente
Introdução
Neste trimestre, estudaremos sobre a vida de um grande líder, Neemias, levantado por Deus para restaurar os muros da cidade de Jerusalém. No livro em estudo revela-nos a ação poderosa da palavra do SENHOR, cumprindo em sua totalidade e exatidão. Veremos também a realidade de um povo fustigado por não cumprirem os mandamentos divinos.
Temos muito que aprender com esse exemplo de fé e persistência, deste grande homem. Pois somente através de experiências como as do servo do SENHOR, Neemias, é que podemos fortalecer a nossa esperança.
Que este trimestre possa ser marcado por lindas e profundas bênçãos sobre as nossas vidas.
I - UMA NOVA HISTÓRIA SER CONSTRUIDA.
O livro histórico de Neemias, apresentado neste último trimestre, traz uma carga de grandes verdades que podem tranquilamente se enquadrarem a nossa realidade atual. Para muitos este livro trata de um pequeno espaço histórico do povo de Israel, contudo nos dias em que vivemos, temos muito que aprender com a história de reconstrução dos muros de Jerusalém.
Ciente do grande desafio que estava por vir, este personagem bíblico, eleva um momento de oração e consagração a Deus. A resposta veio após o período proposto por Deus; “E sucedeu que, ouvindo eu estas palavras, assentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus”( Ne 1.4). O caminho da vitória começa pela oração. Neemias quando soube o que havia acontecido em Jerusalém, clamou ao SENHOR esperando uma resposta positiva do rei ao seu favor. Que nestes dias o SENHOR possa levantar em nossa nação muitos homens com a mesma preocupação de Neemias, concernente a sua obra.
Mas para que essa obra fosse realizada foi necessário que Neemias saísse de dentro do palácio em direção a Jerusalém. Existem momentos em nossas vidas que Deus nos tira do lugar de conforto, e nos manda pra lugares que não queremos ir. Nos dias de Neemias existiam muitos outros Judeus dentro do império de Artaxerxes. Muitos com capacitações intelectuais, ricos, pessoas de ascensão social, mas Deus quis que um copeiro fizesse esta obra. Aquilo que nosso SENHOR nos determina vai além da compreensão humana. “Ah! Senhor esteja, pois, atentos os teus ouvidos à oração do teu servo, e à oração dos teus servos que desejam temer o teu nome; e faze prosperar hoje o teu servo, e dá-lhe graça perante este homem. Então era eu copeiro do rei.” (Ne 1.11).
Moisés experimentou também um chamado de Deus. Estava dentro do palácio de faraó, teve que fugir para o deserto, e lá o SENHOR concretizou a sua obra. Precisou Moisés passar pelo crivo divino na “universidade do deserto,” para só depois servir habilmente a obra proposta. “E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel é vindo a mim, e também tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem. Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó para que tires o meu povo (os filhos de Israel) do Egito. Então Moisés disse a Deus: Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel? E disse: Certamente eu serei contigo; e isto te será por sinal de que eu te enviei: Quando houveres tirado este povo do Egito, servireis a Deus neste monte” (Ex 3.9-12).
É somente o poder imensurável de nosso SENHOR que pode fazer isso, tirar alguém de detrás de um pequeno grupo de ovelhas e torná-lo um grande líder espiritual. Para mostras ao grande império de faraó, que Deus pega um homem comum e transforma-o em um líder poderoso. A esse Deus seja dado todo o poder, honra e glória para sempre amém.
Deus tira o homem do lugar de conforto, para mostrar-lhe que esta no controle de tudo. Talvez seja hoje o tempo de você deixar de ser um simples “copeiro” do rei, e passar a ser um grande líder. Lembre-se o SENHOR sempre usa as coisas que não são para aniquilar as que são (I Co 1.28,29).
II- CONSELHOS DIVINOS
Após o reino do Norte ser destruído pela Assíria no ano 722 a.C, neste caso as dez tribos de Israel, levou-os cativos para Mesopotâmia. Algum tempo depois, Deus usa o profeta Isaías para repreender o rei Ezequias, no reino do Sul, sobre a visita dos embaixadores babilônicos; Clique aqui para ler o texto completo »
Publicado em 27 de Setembro de 2011 as 03:27:04 PM
Comente
Professoras e professores, para esta lição e panorâmica do trimestre, apresento as seguintes sugestões:
1 - Iniciem a aula, cumprimentando os alunos, perguntem como passaram a semana, apresentem os visitantes e observem quem são os alunos faltosos e procurem, posteriormente, entrar em contato com eles.
2 - Falem que antes de iniciar o estudo da lição 01, é necessário fazer uma panorâmica do trimestre, para isto apresento as indicações abaixo, que deverá ser realizada de forma objetiva:
- Apresentem o tema: Neemias – Integridade e coragem em tempos de crise.
- Perguntem: O que a figura da capa da revista tem a ver com o tema?
Espera-se que os alunos falem sobre a reconstrução dos muros de Jerusalém.
- Falem sobre o comentarista: Pastor Elinaldo Renovato de Lima. Na “Interação” da lição 01, vocês encontram informações sobre ele. Seria interessante, também mostrar uma foto do Pastor Elinaldo.
- Apresentem as 13 lições, lendo o título de cada uma, de forma alternada: vocês iniciam e os alunos falam a seguinte.
3 – Agora, comecem o estudo da lição 01: Quando a Crise Mostra a sua Face.
- Façam um breve “caminhar” pelo livro que servirá de fonte de consulta, então solicitem que os alunos abram a Bíblia. Vocês devem apresentar as partes principais do livro de Neemias por bloco de capítulos. Ao final, estimulem os alunos para que leiam este livro, durante estes primeiros 13 dias do trimestre.
- Façam uma linha do tempo, com uma breve retrospectiva histórica dos fatos que levaram o povo de Israel à crise que estavam vivenciando.
Para isto, utilizem um quadro ou cartolina. Façam uma linha, coloquem as datas principais e à medida que forem narrados os acontecimentos, vocês pregam os fatos já digitados(veja o item I da lição).
- Quando vocês estiveram trabalhando sobre o item II da lição, isto é, sobre a biografia de Neemias e falarem sobre o significado do nome desse personagem bíblico, sugiro que vocês façam uma surpresa para os alunos, entregando para eles um papel ou cartolina colorida, contendo o significado do nome deles, por exemplo:
Sulamita
Que possui a perfeição
A preferida de Salomão
Para isto, é importante que vocês saibam os nomes dos alunos e procurem com antecedência em sites de pesquisa o significado de cada nome.
- Ao término do item III e para finalizar a aula, utilizem a dinâmica “Líder em oração”.
Observação: Divulguem para os colegas professores do Discipulado I e II que eles também podem encontrar orientações para estas lições no Blog Atitude de Aprendiz.
Publicado em 27 de Setembro de 2011 as 03:21:49 PM
Comente
Texto Áureo
“E disseram-me: Os restantes, que não foram levados para o cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo, e o muro de Jerusalém, fendido, e as suas portas, queimadas a fogo” (Ne 1.3). – Uma cidade sem muros estava desprovida de segurança e culturalmente, numa região onde o estado dos muros da cidade era visto como um indício da força dos deuses dos moradores, o estado do muro de Jerusalém era motivo de desprezo dos povos vizinhos pelo Deus de Israel. Neemias igualou o estado do muro ao estado da obediência do povo ao Senhor. Ele entristeceu-se, chorou e lamentou, na verdade, pela reputação de Deus.
Verdade Prática
Somente uma liderança guiada e orientada por Deus pode vencer a crise.
Leitura Bíblica em Classe
Neemias 1.1-7
Objetivos
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Reconhecer que em tempos de crises Deus dá o escape;
- Compreender a chamada de Neemias; e
- Saber que devemos orar em tempos de crise.
Palavra-chave
CRISE - Momento perigoso ou decisivo
Comentário
(I. Introdução)
Iniciamos o último trimestre de 2011 com o tema geral ‘Neemias, integridade e coragem em tempos de crise’, com treze lições voltadas à teologia prática e aplicação imediata no cotidiano da Igreja hoje. Neemias expressa o lado prático, a vivência diária da nossa fé em Deus, com ênfase na necessidade de uma liderança comprometida com os valores do Reino de Deus.
O cenário é a cidade de Susã, antiga capital de inverno dos soberanos persas, localizada na região sudoeste do atual Irã; o ano era 446 a.C., o ano vigésimo de Artaxerxes I, o mês era Quisleu (novembro/dezembro), próximo ao inverno, Neemias (?????????, N??emya, ‘conforto de /confortado por YHWH’) inicia sua saga e torna-se figura importante na história pós-exilo dos judeus. Nesta lição veremos a biografia deste servo de YHWH e os motivos que o levaram a preocupar-se extremamente com o bem-estar dos seus parentes e compatriotas. Ele baseou suas petições nas grandes promessas de Deus, chorou, jejuou e orou ao Senhor certo da fidelidade de Deus em cumprir a sua palavra. Pediu que Deus estivesse com ele diante do rei da Pérsia, e quando teve esta oportunidade, intercedeu pelo povo de Deus com sabedoria e ousadia. Boa Aula! Clique aqui para ler o texto completo »
Publicado em 26 de Setembro de 2011 as 08:01:58 AM
Comente
Iniciarei o presente subsídio com um breve comentário sobre o tema geral do trimestre “Neemias: integridade e coragem em tempos de crise”.
É muito pertinente o texto do editorial no quadro “interação” da Lição do Mestre, quando afirma:
“[…] Vivemos em meio a uma sociedade ética e moralmente falida. Por isso, a fim de influenciar nossa nação, precisamos de uma liderança comprometida com os valores do Reino de Deus […].”
Como promover tal influência quando uma crise na liderança se instaura, impedindo ou comprometendo gravemente a sua capacidade de influenciar positivamente? Sim, a face da crise está exposta para todo mundo vê, inclusive em rede aberta de TV. Com isso, os dois elementos ou qualidades desejáveis do título do trimestres estão em falta: integridade e coragem.
Crise (do grego ??????,-???,? translit.krisis; em português, distinção, decisão, sentença, juízo, separação) é um conceito utilizado na sociologia, na política, na economia, na medicina, na psicopatologia, entre outras áreas de conhecimento. A crise pode ser definida como uma fase de perda, ou uma fase de substituições rápidas, em que se pode colocar em questão o equilíbrio da pessoa. Torna-se, então, muito importante a atitude e comportamento da pessoa face a momentos como este. É fundamental a forma como os componentes da crise são vividos, elaborados e utilizados subjectivamente. (Wikipédia)
Partindo do conceito acima, e contextualizando para o campo religioso ou moral, a crise envolve a perda ou a substituição de valores e princípios que norteiam a vida do sujeito ou do grupo, promovendo um certo desequilíbrio pessoal ou social, e consequentemente uma clara e significativa mudança de comportamento.
A face da crise na atual liderança cristã evangélica (cada um contextualize considerando a sua realidade) é notória nas seguintes áreas:
- Crise na política eclesiástica. A maneira de se conduzir eleições para presidentes de convenções ou igrejas ganhou contornos seculares e mundanos. A compra de votos por meio de benefícios ou vantagens (pessoais ou institucionais) é realizada de forma escandalosa. Jovens e irmãos imaturos são ordenados e recebem credenciais de obreiro para votar em quem os ordenou. Líderes eclesiásticos se tornam inimigos públicos, e com muita dificuldade tentam mascarar tal realidade. Troca de acusações, difamações, calúnias, agressões físicas e verbais fazem parte deste universo caótico. As disputas acabam geralmente nos tribunais. Vivemos no campo da política eclesiástica um retrocesso pré-reforma, com direito a nepotismo e simonia:
Nepotismo (do latim nepos, neto ou descendente) é o termo utilizado para designar o favorecimento de parentes (ou amigos próximos) em detrimento de pessoas mais qualificadas, especialmente no que diz respeito à nomeação ou elevação de cargos. Originalmente a palavra aplicava-se exclusivamente ao âmbito das relações do papa com seus parentes (particularmente com o cardeal-sobrinho - (em latim: cardinalis nepos[1]; em italiano: cardinale nipote[2]), mas atualmente é utilizado como sinônimo da concessão de privilégios ou cargos a parentes no funcionalismo público. Distingue-se do favoritismo simples, que não implica relações familiares com o favorecido. (Wikipédia)
Simonia é a venda de “favores divinos”, benções, cargos eclesiásticos, promessa de prosperidade material, bens espirituais, coisas sagradas, etc. em troca de dinheiro. A etimologia da palavra provém de Simão Mago, personagem referido nos Atos dos Apóstolos (8, 18-19), que procurou comprar de São Pedro o poder de transmitir pela imposição das mãos o Espírito Santo ou de efetuar milagres. (Wikipédia)
- Crise nas relações convencionais e ministeriais. A crise nessa área é aguda. Dentro de um mesmo estado não se consegue ver uma relação pacífica, cordial e respeitosas entre convenções e ministérios (com as devidas exceções). Não se respeitam os chamados “campos eclesiásticos”. Igrejas de uma mesma denominação são abertas literalmente de frente para a outra, numa clara atitude de afronta, por líderes que perderam já a muito tempo o bom senso e o equilíbrio. Obreiros problemáticos e disciplinados são recebidos sem o minímimo critério, e sem se buscar na convenção ou ministério de origem informações sobre os mesmos. Um outro fato notório nos dias atuais é a abertura de alguns trabalhos, por certos líderes que afirmam estar na direção do Espírito. É vergonhoso o qua acontece no Brasil, quando igrejas são abertas com o claro interesse de se ganhar dinheiro ou por mera competição. Todos os dias, inclusive noticiado em plena televisão, os “donos” de algumas igrejas anunciam que estão abrindo novos trabalhos para “abençoar o povo de Deus” e “ganhar almas para Jesus”.
- Crise na liturgia ou culto cristão. A neopentecostalização do pentecostalismo clássico assembleiano já atingiu os cultos,, onde vale de tudo para atrair o povo e levantar uma “boa oferta”. Quem disse que as sete voltas de Jericó, os sete mergulhos no Jordão, o culto da vitória, o culto da prosperidade, o culto de quebra de maldição, a determinação de bênçãos e coisas semelhantes a estas ainda são “privilégios” de alguns grupos neopentecostais. Pois é amados, muitos já adeririam àquilo que alguns teólogos e sociólogos chamam de “a terceira onda do pentecostalismo“.
- Crise na doutrina. Fico perplexo quando no meio pentecostal, uma vez questionados sobre certas “doutrinas” ou “modelos” pseudo-bíblicos, alguns líderes e irmãos respondem: “não deu certo até agora, por que mudar?”, ou ainda, “aprendemos assim, não é bom remover os marcos antigos”. Geralmente, respostas e declarações como estas são meramente pragmáticas e utilitaristas. É bom lembrar que nem sempre o crescimento é sinal de “bênção” ou “aprovação divina”. É necessário deixar bem claro que Deus só aprova o que fundamenta nos princípios da Palavra, pois nela está manifesta a sua vontade e revelação (Gl 1.8). A tradição não é maior do que a Palavra (Mt 15.1-9). Apenas as boas tradições (fundamentadas em princípios bíblicos) devem ser guardadas (2 Ts 2.15). Quando doutrinas centrais ou essenciais começam a ser relativizadas, temos um claro sinal de crise. Clique aqui para ler o texto completo »
Publicado em 26 de Setembro de 2011 as 07:59:53 AM
Comente
Texto Básico: Ne 1:1-11
“E disseram-me: Os restantes, que não foram levados para o cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo, e o muro de Jerusalém, fendido, e as suas portas, queimadas a fogo“(Ne 1:3).
INTRODUÇÃO Pela inefável misericórdia de Deus estamos começando mais um trimestre letivo da EBD. O tema geral é: “Neemias, integridade e coragem em tempos de crise”. Vamos estudar a vida, a obra e o ministério de Neemias. Como líder, ele enfrentou um tempo de crise espiritual e moral. Foi um homem extraordinário, usado por Deus na reconstrução dos muros de Jerusalém, quando Israel encontrava-se no cativeiro, e uma parte da nação tentava sobreviver e reconstruir a cidade que um dia fora orgulho do povo hebreu. Era um tempo de crise geral, consequência da desobediência a Deus. Deus havia advertido ao seu povo a que não seguisse os costumes dos outros povos, adorando seus deuses e desviando-se do verdadeiro Deus. Todavia, não seguiu as ordens divinas, e pagou o preço de sua desobediência. Mas Deus não se esqueceu do Seu povo. Ele utilizaria a pessoa de Neemias para restaurar a cidade de Jerusalém e deixá-la pronta para o retorno dos exilados.
O exemplo de Neemias é de um tempo muito longínquo, de milênios atrás, mas seu exemplo é de grande valor para a igreja do Senhor Jesus Cristo. Estamos percebendo uma escassez de nomes de peso na liderança na obra do Senhor. Ela nos conclama a espelhar-nos na vida, exemplo e testemunho de líderes como Neemias.
A Igreja do Senhor Jesus está vivendo, certamente, o momento mais difícil de sua história. As forças do mal querem amordaçá-la. Como destruí-la é impossível, os inimigos querem silenciá-la. Mas, confiamos no Líder Maior, que é o Senhor e Salvador Jesus Cristo, que dará vitória ao Seu povo. I. A CRISE EM JERUSALÉM O povo voltou para Jerusalém, mas a restauração ainda não havia acontecido. O Templo, a cidade e o povo estavam debaixo de grande miséria e opróbrio. Jerusalém estava em plena crise.
Neemias recebeu a visita de Hanani na cidadela de Susã, a residência de inverno dos reis persas, no ano 444 a.C, no vigésimo ano de Artaxerxes I (464-423), ou seja, treze anos depois de Esdras subir a Jerusalém, e 142 anos depois do cativeiro babilônico (Ed 7:7). Essa visita de Hanani foi providencial. A partir dela um novo horizonte se abriu na vida de Neemias e um novo futuro chegou para a cidade de Jerusalém. Aquele foi o kairós de Deus, o tempo da oportunidade. E Neemias não perdeu a oportunidade dada por Deus de restaurar a cidade dos seus pais. 1. Aspectos da crise em Jerusalém. A feição da crise é tenebrosa, amedrontadora. Ela se acomoda com maior incidência nos mais fracos e nos desvalidos. Para combatê-la é necessário conhecer bem a sua causa. A seguir, apresentamos alguns aspectos da crise em Jerusalém na época de Neemias.
a) Insegurança pública. Hanani disse a Neemias: “[…] os muros de Jerusalém estão derribados” (1:3). A cidade estava desguarnecida, o povo estava sem defesa; não havia segurança; os invasores podiam entrar a qualquer hora. Um povo sem segurança sente-se vulnerável e ameaçado.
Esse é o maior problema das grandes cidades hoje. Vivemos sob o espectro do medo. Trancamo-nos dentro de casa e temos medo de sair às ruas. Há violência, arrombamentos, assaltos e sequestros. Nossas cidades estão se transformando num campo de sangue, num anfiteatro onde tombam as vítimas indefesas da criminalidade incontrolável. Nossas cidades estão sem muros e entregues ao furor de hordas de criminosos. b) Injustiça social. Disse ainda Hanani: “[…] e as suas portas, queimadas” (1:3). Os juízes que julgavam as causas do povo ficavam junto às portas da cidade. Com suas portas queimadas, Jerusalém estava desassistida do braço repressor da lei, desprovida da ação do ministério público e sem o ministério vital dos juízes. O judiciário estava falido. Campeavam a corrupção e o desmando. Não havia lei, nem justiça.
A sociedade se desespera quando a justiça é torcida e quando aqueles que a aplicam se corrompem. O povo fica com a esperança morta quando aqueles que deviam ser os guardiões da lei mancomunam-se com esquemas criminosos para praticarem toda sorte de injustiça. As portas das nossas cidades também estão queimadas. Não somente estamos expostos às gangues do narcotráfico, aos esquemas mafiosos dos crimes de mando, aos ataques cada vez mais violentos daqueles que zombam do valor da vida e ceifam os inocentes sem que estes ofereçam resistência, mas também estamos assombrados com o conluio criminoso dos poderes constituídos, com essas forças ocultas do mal que espalham o pavor e se embriagam com o sangue da nossa gente. A tragédia que se abateu sobre Jerusalém no passado é uma dolorosa realidade também dos nossos dias. c) Pobreza. Hanani concluiu seu relato: “Os restantes, que não foram levados para o cativeiro e se acham lá na província, estão em grande miséria…” (1:3). O povo judeu tinha voltado para Jerusalém. Cento e vinte anos haviam se passado desde que foram levados para a Babilônia, mas a pobreza ainda assolava o povo. Viviam no meio de escombros. Eles perderam o ânimo para lutar. Viviam oprimidos pelos seus inimigos. Cada um corria atrás da sua própria sobrevivência e, assim, o povo perdeu a noção de cidadania. Um povo achatado pela opressão política, esmagado sob a bota cruel da pobreza, capitula e enfrenta o maior de todos os naufrágios: o naufrágio da esperança. d) Desprezo. Hananias conclui, dizendo: “… e desprezo” (1:3). Além de viverem numa cidade sem segurança e sem justiça; além de estarem golpeados pela pobreza, eram também ultrajados pelo desprezo. Era um povo esquecido, abandonado à sua sorte. Maior do que a dor da pobreza é a dor do abandono. O povo estava desassistido e ainda encurralado pelos inimigos. Muitos vivem assim ainda hoje. O desprezo não dói apenas no bolso e no estômago, mas, sobretudo, na alma. Ele atinge o âmago, o íntimo. Ele tenta destruir o homem de dentro para fora. 2. Antecedentes históricos. Com a morte de Salomão, em 931 a.C, o reino de Israel foi dividido. O Reino do Norte teve dezenove reis e oito dinastias. Em um período de 209 anos, nenhum desses reis buscou a Deus, sendo todos rebeldes. Deus enviou-lhes profetas, mas os nobres e o povo não se arrependeram. Então, Deus enviou o “chicote” e os entregou nas mãos da Assíria, em 722 a.C. Eles foram levados cativos e nunca foram restaurados.
O Reino do Sul teve vinte reis na mesma dinastia davídica. Judá não aprendeu a lição do Reino do Norte e também começou a se desviar de Deus. Os reis taparam os ouvidos à voz profética, prenderam e mataram os profetas. Então, Deus os entregou nas mãos de seus inimigos. Em 586 a.C, veio Nabucodonosor contra Jerusalém, derribou os seus muros e destruiu o Santo Templo. Em seguida, os judeus foram levados cativos para a Babilônia e lá permaneceram setenta anos(Jr 25:11). O que aconteceu com Israel nos adverte sobre uma nação que afronta o Deus vivo. Maldições, cativeiro e miséria são o resultado de um comportamento que escarnece a Deus. Nosso país está tomando um rumo perigoso. Os líderes da nação brasileira, em seus variados poderes, estão afrontando e escarnecendo da Lei de Deus. Leis infames e injustas que aprovam o que Deus condena estão tendo o apoio até do Judiciário. Nuvens negras baixam sobre nossa terra. É hora de clamar e orar para que Deus tenha misericórdia de nossa nação. Clique aqui para ler o texto completo »
Objetivo: Mostrar aos alunos que somente uma liderança guiada e orientada por Deus pode enfrentar os tempos de crises.
INTRODUÇÃO
Neste trimestre estudaremos, na Escola Bíblica Dominical, o livro bíblico de Neemias, com enfoque na liderança em tempos de crise. Na aula de hoje destacaremos os aspectos contextuais do livro de Neemias, em especial o seu chamado. Em seguida, destacaremos o relacionamento que Neemias tinha com Deus. Ao final, apontaremos o valor da oração e alguns aspectos da liderança de Neemias, que se revelou ser guiada e orientada por Deus para enfrentar aquele tempo de crise.
1. NEEMIAS, CHAMADO EM TEMPO DE CRISE
Neemias é o último dos livros históricos do Antigo Testamento e registra a história do terceiro retorno dos judeus após o cativeiro. O livro destaca o período da reconstrução dos muros da cidade de Jerusalém, mas, principalmente, a renovação da fé do povo de Deus. A maior parte do livro foi escrita em primeira pessoa, sugerindo, portanto, que o próprio Neemias é o autor, ainda que os estudiosos concordem que Esdras, o escriba, teria sido o editor do texto. A data aproximada para a composição do livro é 445 a 432 a. C, tendo como pano de fundo o reinado de Zorobabel, que liderou o primeiro retorno do povo a Jerusalém em 538 a. C. Em 458, Esdras liderou o segundo retorno, e finalmente, em 445, Neemias retornou com o terceiro grupo para reconstruir os muros de Jerusalém. O texto-chave do livro é Ne. 5.15,16: “Acabou-se, pois, o muro aos vinte e cinco de elul, em cinqüenta e dois dias. E sucedeu que, ouvindo-o todos os nossos inimigos, temeram todos os gentios que havia em roda de nós e abateram-se muito em seus próprios olhos; porque reconheceram que o nosso Deus fizera esta obra”. As principais personagens do livro de Neemias são: o próprio Neemias, Esdras, Sambalate e Tobias. Esse livro enfoca o cumprimento das profecias de Zacarias e Daniel a respeito da reconstrução dos muros da cidade de Jerusalém. O livro apresenta a seguinte divisão geral: 1) Reconstrução dos muros de Jerusalém, dirigida por Neemias (1.1 - 7.73); 2) Avivamento em Jerusalém liderado por Esdras (8.1 - 10.39); e 3) Neemias promove a Reforma da Nação (9.38 - 13.1-31). Clique aqui para ler o texto completo »
Escola Dominical Participativa Site do Pr. Marcos Tuler, Reitor da Faculdade Evangélica de Ciência e Tecnologia da CGADB (FAECAD), escritor, pedagogo e conferencista.