DÃzimos e Ofertas - Francisco A. Barbosa
TEXTO ÃUREO
“Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade*; porque Deus ama** ao que dá com alegria***” (2 Co 9.7).
(*) ananké; constrangimento, aflição, necessidade. Refere-se a algo que surge da influencia de outras pessoas, constrangimento, coação.
(**) agapaõ; talvez de agan, muito; amar num sentido social ou moral. É considerar com forte afeição, com favor, boa vontade, benevolencia.
(***) hilarios; disposto, de boa natureza, alegremente pronto. A palavra descreve um espÃrito de alegria no ato de dar que afasta todo comedimento.
- Nossas ofertas podem e devem ser feitas com alegria.
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VERDADE PRÃTICA
A chave da verdadeira prosperidade está em ser fiel a Deus em tudo, inclusive, na prática dos dÃzimos e das ofertas.
LEITURA BÃBLICA EM CLASSE
Malaquias 3.10,11; 2 CorÃntios 9.6-8.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Analisar a questão do dÃzimo e das ofertas dentro de uma perspectiva bÃblica;
- Conscientizar-se de que a prática do dÃzimo e das ofertas é uma forma de adoração ao Senhor; e
- Explicar os dÃzimos e as ofertas como fontes de bênçãos.
Palavra-Chave
DÃzimo: Décima parte de tudo aquilo que é devolvido ao Senhor, quer em dinheiro, quer em produtos e bens.
COMENTÃRIO
(I. Introdução)
A Teologia da Prosperidade tem distorcido as práticas bÃblicas de o crente ofertar e dizimar para a Obra do Senhor. Nesta aula, porém, temos a oportunidade de verificar à luz das Escrituras Sagradas que a entrega dos dÃzimos e das ofertas é uma atitude de amor e gratidão a Deus. Não devemos fazer com tristeza ou por constrangimento, mas com alegria, pois tudo que possuÃmos não é nosso; foi o Pai Celeste que as confiou aos nossos cuidados. Tudo que temos pertence ao Senhor. Tudo vem dEle - nosso trabalho, saúde, famÃlia. Temos de contribuir impulsionados pelo amor abnegado e desinteresseiro. Deus não está preocupado com a quantia que entregamos, mas com o nÃvel de desprendimento, sacrifÃcio e fé. Que sejamos mordomos fiéis do Senhor, sabendo que Ele é fiel para suprir todas as nossas necessidades. Boa aula!
(II. Desenvolvimento)
I. DÃZIMOS E OFERTAS NA BÃBLIA
1. O Antigo Testamento. O termo hebraico aqui é ma’a sar (Strong 4643), significando ‘um décimo”; “um dÃzimo”; “décima parte” dÃzimo”. No contexto bÃblico, o vocábulo hebraico re’sith, refere-se à quilo que é “o primeiro”, indica o mais elevado de alguma coisa, o melhor, o mais excelente, tal como as melhores partes das ofertas (1Sm 2.29). Por definição, DÃzimo é a Décima parte; Ordenado pelo Senhor (Lv 27.30-32; Ml 3.10), com o propósito de sustentar os levitas (Nm 18.21) e sacerdotes (Nm 18.28), para ajudar nas refeições sagradas (Dt 14.22-27), e para socorrer os pobres, os órfãos e as viúvas (Dt 14.28,29). Encerra a lição de que Deus é o dono de tudo (Êx 19.5; Sl 24.1; Ag 2.8). Quando Israel deixou de entregar o DÃzimo, isso foi uma demonstração de sua desobediência (Ml 3.8-10); de igual modo, ao retornarem com a praticar de apresentar os DÃzimos, isso foi um sinal de reforma, como aconteceu nos dias de Ezequias (2Cr 31.55,6,12) e Neemias (Ne 10.37; 12.44). Além do dÃzimo, Deus fez registrar a propriedade das ofertas alçadas, ou seja, de contribuições esporádicas que fluÃam dos corações de servos movidos pelo desejo de ir além, de sua contribuição dizimal, quer por mera gratidão, quer por uma causa especÃfica, colocada por Deus perante eles, quer por uma necessidade extrema de auxÃlio, de caráter social (Êx 25-36). Esta perÃcope apresenta a construção do tabernáculo. A questão é: “Porque Deus não utilizou os dÃzimos de seu povo para esta necessidade”? A razão é que os dÃzimos deveriam ser aplicados ao sustento dos levitas, dos lÃderes religiosos, e serviriam à manutenção dos atos de adoração, não poderiam fazer face à necessidade especÃfica, esporádica e extra-normal que agora era colocada por Deus perante seu povo. Deus os chamou, conseqüentemente, a contribuir com ofertas alçadas, extras (Êx 25.2). O vocábulo no original hebraico é t’rûmáh (Strong 8641), um presente oferecido em sacrifÃcio ou como tributo; a idéia básica é de algo sendo levantado (alçado) e apresentado ao Senhor como uma dádiva especial, de forma voluntária. O fato que deve ficar patente é que as práticas do dÃzimo ou das ofertas não são instituÃdas a partir da lei mosaica, Moisés apenas sistematizou tais práticas (Gn 4.4; 14.20; 28.22; Nm 18.20-32). “[…] O dÃzimo pode ter começado no Antigo Testamento, mas seu espÃrito, verdade e prática, continuam válidos” (HAYFORD J. A Chave de Tudo. 1.ed., RJ: CPAD, 1994, pp.93-4).
2. O Novo Testamento. O dÃzimo é uma determinação procedente de Deus, que precedeu a lei cerimonial e judicial da nação de Israel (incorporando-se posteriormente a essas), sendo portanto válido para todas as épocas e situações. Como forma de subsidiar o comentário da lição, gostaria apenas de reforçar dois princÃpios neotestamentários sobre o dÃzimo que devem regular a nossa contribuição sistemática: (1) o Novo Testamento ensina que nossa contribuição deve ser planejada: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria” (2 Co 9.7). Nossa contribuição deve ser alvo de prévia meditação e entendimento nos indica, com muito mais força, que ele deve ser uma contribuição planejada, não aleatória, não dependente da emoção do momento. A melhor forma de planejar essa contribuição é a estabelecida nas Escrituras - dÃzimo, o reconhecimento de que tudo o que temos provêm e pertence a Deus. (2) Deus espera que a nossa contribuição seja proporcional aos nossos ganhos (1Co 16.2-3). Paulo está sistematizando a contribuição, orientando à quela igreja para que ela realizasse a coleta aos domingos (no primeiro dia da semana), que é quando os crentes primitivos se reuniam. Paulo enfatiza que temos que contribuir conforme Deus tem permitido que prosperemos. Temos ouvido muitas cousas impróprias acerca do DÃzimo, muita argumentação falha que procura utilizar prescrições da lei cerimonial (cumprida em Cristo) ou da lei judicial de Israel (de caráter temporal, para aquela nação). Entretanto, temos, igualmente, muitos princÃpios válidos e exemplos sobre o dÃzimo, tanto no Velho como no Novo Testamento. Não é caso acusarmos o ‘não dizimista’ de ‘ladrão’ com base em Ml 3.8, haja vista esse texto fazer referência ao Templo-Estado. O Pr Caio Fabio escreve em seu livro “Sem Barganhas com Deus“: “O texto de Malaquias 3, sobre os dÃzimos, é o favorito da “igreja” nas questões de contribuições financeiras. O que não percebemos é que o N.T. não se utiliza dele como Lei da Graça quando se trata de dinheiro. O texto de Malaquias fala do Templo-Estado. A Igreja não é assim. Mas ao escolhermos, seletivamente, Malaquias como o Santo das Contribuições, sem o sabermos, estamos dizendo quatro coisas: 1) Nosso desejo de que a Igreja esteja para a sociedade assim como o Templo-Estado estava para a população de Israel; 2) Nossa seletividade arbitrária quanto a determinar o que, da Lei, nos é conveniente; 3) Nossa incapacidade de ver que Malaquias 3 tem sua atualização na Graça em II Co 8 e 9; 4) Nossa ênfase na idéia de que aquele que não contribui é ladrão, põe aqueles que “cobram” no papel de sacerdotes-fiscais dos negócios de Deus na Terra. Em Atos 5: 1-11, diz-se que dá quem deseja. Dar sem desejar ou dar mentindo gera morte, não vida. Ananias e Safira foram disciplinados pela Liberdade que nasce da verdade e não a fim de gerar medo legalista na Igreja. Eles morreram por terem traÃdo a Graça de dar ou não dar, ser ou não. Eram livres para não dar, não para mentir ao EspÃrito Santo! Dar não os tornaria maiores. Não dar não os tornaria menores. Mentir a Deus os destruiria! […] E mais, dÃzimos financeiros são despudoradamente “cobrados” como parte da continuidade da Graça sobre o homem-devedor, sendo que o mediador humano da benção é sempre o representante de Deus, daà sentirem-se donos do dinheiro - afinal, Deus só recebe sacrifÃcios que se convertam no milagre de fazer muito dinheiro encher os seus bolsos, seja pessoalmente, seja institucionalmente, seja empresarialmente!” (Caio Fabio, Sem Barganhas com Deus, p. 40,41). Nas epÃstolas, Paulo faz referência ao dÃzimo levÃtico para extrair dele o princÃpio de que o obreiro é digno do seu salário (1 Co 9.9-14; Lv 6.16,26; Dt 18.1). Se o apóstolo não reconhecesse a legitimidade da prática do dÃzimo, jamais teria usado esses textos do Antigo Testamento. Há uma concordância geral entre os eruditos de que o Novo Testamento nos ensina a dar substancialmente ao Senhor. Há também concordância de que ele é um Deus que se deleita em responder com graciosa provisão, especialmente para suprir necessidades especiais (Mt 6.25-34).
SINOPSE DO TÓPICO (I)
A prática do dÃzimo não está restrita ao Antigo Testamento. Ela também é incentivada pelos apóstolos em o Novo Testamento.
II. A PRÃTICA DO DÃZIMO E DAS OFERTAS COMO FORMA DE ADORAÇÃO
1. Reconhecimento da soberania e da bondade de Deus. Um dos princÃpios básicos da prática do dÃzimo é o reconhecimento de que Deus é soberano sobre todas as coisas. Tudo vem dEle e é para Ele (Ag 2.8; Cl 1.17). As promessas de Deus, tema das lições bÃblicas do quarto trimestre de 2007, comentada pelo Pr Geremias do Couto, apresenta o estudo das promessas de Deus, ensejando a grande necessidade de melhor conhecermos a forma como são apresentadas na BÃblia e de que maneira interagem conosco, na condição de crentes fiéis a Deus. Deus prometeu segurança ao povo de Israel (Dt 28.7), mas isto não descartava a possibilidade de a nação eleita passar por situações conflituosas. Não é o que estamos acostumados a ouvir em nossos púlpitos, o que se vê são as famosas frases de efeito do tipo: “Deus tem promessas para você“, “determine e receba o que Deus prometeu para a sua vida” ou “a promessa é sua, receba em nome de Jesus!“, sem que as pessoas muitas vezes conheçam realmente, à luz da BÃblia, o que as promessas realmente representam. Na idéia da ‘Formula da Fé’, estas frases são como “amuletos” que os crentes lançam mão, à hora que bem entenderem, a fim de suprir suas necessidades imediatas. Deus não está sujeito a nenhum outro domÃnio, sendo este um de seus atributos exclusivos. Assim, ele age soberanamente à luz do plano que traçou para o homem. Quanto aos propósitos, nada do que Deus faz tem a finalidade de produzir sensacionalismo ou fazer por fazer, mas cumpre objetivos coerentes com os seus desÃgnios soberanos. Em outras palavras, as promessas de Deus, quando aplicadas à nossa vida, só fazem sentido se tiverem em conta a soberania de Deus e o seu propósito em cada ato. Aliás, muitas são as adversidades daqueles que desejam viver piamente em Cristo (2Tm 3.12). Mas há promessas de proteção e segurança para o crente. É só confiar! Nós somos a propriedade particular de Deus (1Pe 2.9). Quando o crente devolve a Deus o seu dÃzimo, demonstra que reconhece o Senhor como a fonte de todas as coisas. À saudação de Melquisedeque: “Bendito seja o Deus AltÃssimo!”, respondeu Abraão dando-lhe o dÃzimo (Gn 14.20). O princÃpio da devolução do dÃzimo demonstra que somos dependentes de Deus. É lamentável que alguns crentes ignorem esse fato e ajam como se as suas conquistas materiais fossem apenas mérito de seus esforços (Jz 7.2). Deus nos concede todas as bênçãos espirituais de que necessitamos (Ef 1.3; Fp 4.19; Tg 1.17) bem como as bênçãos materiais. Deus abençoa a todos sem distinção de raça, cor, credo, condição financeira, condição fÃsica ou educação. (Lc 9.23). “Porque sei que são muitas as vossas transgressões e enormes os vossos pecados; afligis o justo, tomais resgate e rejeitais os necessitados na porta. Portanto, o que for prudente guardará silêncio naquele tempo, porque o tempo será mau. Buscai o bem e não o mal, para que vivais; e assim o Senhor, o DEUS dos Exércitos, estará convosco, como dizeis.” (Am 5.12-14).
2. Reconhecimento do valor do próximo. Os DÃzimos do terceiro ano são mencionados em Dt 14.28,29 e outra vez no capÃtulo 26.12-15; os detalhes precisos não são claros. Visto serem um presente especial para os Levitas e os pobres e visto que as cidades levÃticas estavam espalhadas por todo o território de Israel (Js 21), não seria prático conduzir todos os dÃzimos, de uma vez só, ao lugar central de adoração. Deste modo, estas oferendas dos dÃzimos deviam ser oferecidas para serem armazenadas nas cidades de Israel e usadas para a provisão dos necessitados. ). [1].
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[1] BÃblia de Estudo Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade BÃblica do Brasil, 1999; Nota Textual de Dt 14.28; p. 218.
SINOPSE DO TÓPICO (II)
Um dos princÃpios básicos da prática do dÃzimo, tanto no Antigo Testamento como em o Novo, é o reconhecimento de que Deus é soberano sobre todas as coisas.
III. DÃZIMOS E OFERTAS COMO FONTES DE BÊNÇÃOS
1. A bênção da multiplicação. Tanto o Antigo como o Novo Testamento demonstram que Deus pode atender à s nossas necessidades, quer sejam financeiras, quer sejam espirituais, ou outras quaisquer, bem como aumentar nossas posses para atender à s diversas necessidades dos outros. No dizer de Paulo em 2Co 9.8-10, dê o que você tiver em mãos para dar. Ele enfatiza que: (a) é Deus que faz com que toda graça abunde em nossa direção e nos fornece capacidade em todas as coisas. Todas as coisas benéficas para a nossa vida, vêm das mãos de Deus; (b) Nós recebemos capacidade - até mesmo generosidade para podermos fazer boas obras. Somos abençoados a fim de sermos uma bênção para os outros (Gn 12.2). O termo ‘capacidade’ significa ‘auto-satisfação’, ‘contentamento’ ou ‘competência’.; (c) O Deus que nos deu semente em primeiro lugar, é aquele que atende à s nossas necessidades básicas, multiplica nossas sementes semeadas em abundância, de modo que possamos compartilhá-la com os outros. Quando o crente é liberal em contribuir para o Reino de Deus, uma decorrência natural do seu gesto é a bênção da multiplicação dada pelo Senhor (2 Co 9.6-10). [2]
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[2] BÃblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001
Dinâmica do Reino - Fé como Semente; 2Co 9.8-10; p. 1207.
2. A bênção da restituição. A BÃblia revela que o Senhor é um Deus de restituição (Jl 2.25). O profeta Joel profetiza uma era na qual tanto as necessidades fÃsicas como espirituais, serão satisfeitas. Israel sofria constantemente com a invasão do exército ‘d’Aquele que é do Norte, uma alusão à s locustas. Uma maneira de deter esses exames é através de um vento que as leva para dentro de grandes porções de água ( o mar oriental, Mar Morto, e o mar ocidental, o Mediterrâneo). O seu mau cheiro, a podridão das locustas mortas jogadas na praias pelas ondas, enchem o ar com um terrÃvel mau cheiro[3]. É importante salientar que não há um consenso na Igreja contemporânea quanto à aplicabilidade dos princÃpios do Novo Testamento quanto ao dÃzimo, de fazer prova de Deus na área das finanças quanto à repreensão de Deus à s cousas que devoram as finanças ou à provisão financeira de Deus à queles que dão fielmente.
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[3] BÃblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001
Nota Textual de Joel 2.20; pp. 866 e 867.
3. A bênção da provisão. Na Antiga Aliança, o Senhor prometeu “derramar bênçãos sem medida” sobre o seu povo (Ml 3.10). Na Nova Aliança, Ele deseja que o crente tenha “toda suficiência” (2 Co 9.8). A prosperidade bÃblica é viver na suficiência de Cristo (2 Co 3.5; 9.8). Na Graça, aprendemos que a oferta voluntária é um ato desejável por Deus, comparada a um aroma suave, a um perfume não agressivo, mas suave. Nesse sentido, é um privilégio poder contribuir, poder fazer algo que é desejável por Deus. Quando o assunto é provisão, Deus deixa claro que não retém sua mão. Em Fp 4.19 Paulo enfatiza o fato de que Suas “riquezas” englobam toda a criação, ou seja, não há nada de que precisamos que Deus não possa suprir. Uma das regras básicas da interpretação da BÃblia é a análise do texto de acordo com o seu contexto. Por conseguinte, quando alguém, para fantasiar uma existência saudável, rica e isenta de problemas, fundamenta-se, por exemplo, em Filipenses 4.13, está perversamente torcendo a Palavra de Deus. Além do mais, o próprio Cristo advertiu-nos: “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33). Antes de mais nada, Paulo declara sua total dependência de Cristo em todas as circunstâncias: “Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruÃdo, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade” (Fp 4.12). Nesse versÃculo, o apóstolo deixa bem claro que, embora já houvesse experimentado escassez e abundância, jamais deixou de confiar em Deus. Sejam quais fossem as circunstâncias, o Senhor Jesus era a sua contÃnua suficiência. É por isso que, nEle, o apóstolo podia todas as coisas. Se alguém, portanto, quiser justificar a Teologia da Prosperidade com base na vida de Paulo, perde o seu tempo. Ele não ficou rico no seu exercÃcio ministerial. Pelo contrário. Ele iniciou o seu ministério fazendo tendas (At 18.3) e terminou a sua carreira em uma prisão em Roma (Fp 1.3; At 28.30). No final de seus dias, precisou que Timóteo lhe enviasse uma capa, para se aquecer no cárcere (2 Tm 4.13). O que disso concluÃmos? O contentamento do apóstolo não dependia da abundância ou da escassez de bens materiais, mas da suficiência em Cristo.
SINOPSE DO TÓPICO (III)
Quando honrarmos o Senhor com nossos dÃzimos e ofertas, Ele derramará sobre nós sua provisão.
(III. Conclusão)
Vimos, pois, que a prática dos dÃzimos e das ofertas é uma determinação procedente de Deus, que precedeu a lei cerimonial e judicial da nação de Israel (incorporando-se posteriormente a essas), sendo portanto válido para todas as épocas e situações. Evidentemente que fica para nós o princÃpio de que somos abençoados não porque contribuÃmos, mas contribuÃmos porque já somos abençoados. Os fariseus, um grupo judaico radical que buscava cumprir todos os preceitos legais da Lei sem atender à s exigências espirituais, observavam a prática do dÃzimo, numa suposição de que a obediência a um ‘ritual’ liberava-os da realidade maior: a obediência à s responsabilidades do amor. O crente não pode estar aliciado a esse pensamento, mas o ensino neotestamentário é que deve nortear as práticas do dÃzimo e das ofertas “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria” (2 Co 9.7). Nossa ênfase na idéia de que aquele que não é dizimista ou não contribui é ‘ladrão’, põe aqueles que ‘cobram’ no papel de sacerdotes-fiscais dos negócios de Deus na Terra. Em Atos 5: 1-11, diz-se que dá quem deseja. Dar sem desejar ou dar mentindo gera morte, não vida. Deus reconhece a voluntariedade do crente em contribuir para o seu Reino e, por graça e misericórdia, derrama sobre nós as suas muitas e ricas bênçãos.
“Filhinhos, não amemos de palavra, nem de lÃngua, mas de fato e de verdade.” (1Jo 3.18)
N’Ele, que me garante:
“Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8),
Campina Grande, PB
Fevereiro de 2012,
Francisco de Assis Barbosa,
EXERCÃCIOS
1. Qual o significado do vocábulo “dÃzimo”?
R. “A décima parte”.
2. De acordo com a lei de Moisés a quem deveria ser entregue os dÃzimos?
R. Os dÃzimos deveriam ser entregues aos sacerdotes.
3. Para que eram utilizados os dÃzimos e as ofertas no AT?
R. Para a manutenção do culto e também para o sustento dos levitas.
4. Cite um dos princÃpios básicos da prática do dÃzimo.
R. O reconhecimento de que Deus é soberano sobre todas as coisas.
5. Você é um contribuinte fiel nos dÃzimos e nas ofertas?
R. Resposta pessoal.
NOTAS BIBLIOGRÃFICAS
TEXTOS UTILIZADOS:
-. Lições BÃblicas do 1º Trimestre de 2012, Jovens e Adultos, A verdadeira prosperidade - A vida cristã abundante; Comentarista: José Gonçalves; CPAD;
CITAÇÕES:
-. [1] BÃblia de Estudo Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade BÃblica do Brasil, 1999; Nota Textual de Dt 14.28; p. 218;
-. [2] BÃblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001; Dinâmica do Reino - Fé como Semente; 2Co 9.8-10; p. 1207;
-. [3] BÃblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001; Nota Textual de Joel 2.20; pp. 866 e 867.
OBRAS CONSULTADAS:
-. BÃblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. BÃblia de Estudo Pentecostal, 1995 por Life Publishers, Deerfield, Flórida-EUA;;
-. BÃblia de Estudo Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade BÃblica do Brasil, 1999;
-. HAYFORD J.A Chave de Tudo. 1.ed., RJ: CPAD, 1994, pp.93-4;
-. CABRAL, E. Mordomia Cristã: Aprenda como Servir Melhor a Deus. 1.ed., RJ: CPAD, 2003, p.138;
-. RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2007;
-. ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2009;
Os textos das referências bÃblicas foram extraÃdos do site http://www.bibliaonline.com.br/, na versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel, salvo indicação especÃfica.
Publicado no blog Auxilio ao Mestre


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