O Legado de Moisés - Ev. José Roberto A. Barbosa

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O LEGADO DE MOISÉS

Texto Áureo Dt. 34.7 - Leitura Bíblica Dt. 34.10-12; Hb. 11.23-29
Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

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INTRODUÇÃO

Moisés, o menino que foi retirado da água, morreu muito tempo depois, e deixou-nos um legado considerável. Esse será o assunto estudado nesta última lição do trimestre. A princípio, apontaremos como se deu seus últimos dias, antes de morrer. Em seguida, destacaremos sua fé, que deve servir de exemplo para todos os cristãos. E ao final, mostraremos sua dedicação ao Senhor e generosidade, virtudes necessárias a todos aqueles que seguem os passos do Senhor Jesus Cristo.

1. OS ÚLTIMOS DIAS DE MOISÉS

O Salmo 90 é da autoria de Moisés, no versículo 12 ele ora ao Senhor: "Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio". No final do livro de Deuteronômio nos deparamos com os últimos dias de Moisés na terra, um homem que realmente alcançou um coração sábio. Mas antes, em um primoroso cântico, ele declama sua benção sobre Israel. Nesse texto o homem de Deus declara a glória de Deus, recebida através da revelação (Dt. 33.1-5). Como Moisés, devemos também glorificar o nome do Senhor, com hinos e cânticos (Ef. 5.19; Cl. 3.16). A graça maravilhosa de Deus, em Cristo, é motivo suficiente para tributarmos a Ele louvor, glória e adoração (II Co. 5.21). O Deus de Israel é o nosso Deus, nenhum outro pode ser igualado a Ele (Ex. 33.29).  Em seguida Moisés se volta para as tribos de Israel, a fim de direcionar a elas as bênçãos do Senhor (Dt. 33.6-25). Após declarar as bênçãos ao povo de Israel, Moisés aponta para o verdadeiro Deus, que deveria ser reconhecido por aquela nação (Dt. 33.26-29). Em seguida, o servo de Deus toma consciência da sua morte, tema que é repetido nesses capítulos de encerramento (Dt. 31.1-16; 32.48-52; 33.1; 34.1-12). Como Moisés, todos nós, a menos que sejamos arrebatados (I Ts. 4.13-17), passaremos pela morte física (Hb. 9.27). Mas devemos manter a fé no Senhor, mesmo quando esta se aproximar. Não precisamos nos desesperar como aqueles que não conhecem a Cristo, e não têm esperança (I Ts. 4.13-17). Muito pelo contrário, temos a convicção que quando esse tabernáculo se desfizer, partiremos para estar com Cristo, o que é consideravelmente melhor (II Co. 5.1; Fp. 1.23). Moisés foi deixado fora da terra prometida, por não ter cumprido as orientações estabelecidas pelo Senhor (Dt. 1.37-40; Nm. 20.12,13). Mesmo tendo orado a esse respeito, o Senhor , soberanamente, não o atendeu (Dt. 3.23-26). Moisés apenas viu a terra no Monte Nebo, que fica cerca de dez quilômetros da Terra Prometida. Após ter visto a terra, Moisés faleceu, e o Senhor e o arcanjo Miguel (Jd. 9) o sepultaram no monte Nebo, em local que ninguém jamais identificou. Mas na transfiguração de Cristo, registrada em  Mt. 17.1-3 e Lc. 9.28-31, temos conhecimento de Moisés no alto do monte, na Terra Prometida.

2. MOISÉS, SUA FÉ E EXEMPLO PARA OS FIÉIS

Moisés faleceu em cumprimento à Palavra do Senhor (DT. 34.5), isso mostra que Deus é Aquele que tem a vida e a morte em Suas mãos (Sl. 139.16). Não temos motivos para ficar apavorados diante da morte, pois essa, mesmo nas condições mais adversas, é preciosa aos olhos do Senhor (Sl. 116.15). Nossa maior expectativa não deve ser a de viver muitos anos, mais importante ainda é viver para o Senhor, e deixar um legado espiritual para aqueles que nos veem. Moisés foi um exemplo de fidelidade, pois foi comparado a Cristo, um homem que se manteve firme na palavra do Senhor (Hb. 3.1-6). Ele também foi um homem que buscou ter intimidade com Deus, não se conformou com a mediocridade espiritual (Ex. 33.11; Nm. 12.7,8). Moisés não dependeu da sua formação acadêmica, ainda que essa tenha sido útil ao seu ministério, o segredo do seu êxito repousava na orientação de Deus (At. 7.22). Os cristãos deste tempo precisam reaprender a passar mais tempo na presença de Deus. Os momentos devocionais através da oração e meditação na palavra precisam ser resgatados, principalmente por aqueles que exercem posição de liderança. Moisés era um homem dedicado à oração e ao ministério da palavra (At. 6.4). Por isso se destacou, tornando-se "poderoso em palavras e obras", isto é, demonstrando equilíbrio entre o que dizia e fazia. Como Moisés, e o Senhor Jesus, devemos agir coerentemente com as nossas palavras. Como disse certo pensador, devemos pregar, utilizando as palavras se necessário. Em suma, como Moisés, devemos recusar tudo àquilo que nada tem a ver com Deus, abrir mãos do engano do mundo, preferindo e considerando a posição para a qual o Senhor nos escolheu (Hb. 11.24-26); se necessário for, devemos deixar a zona de conforto, "abandonar o Egito", perder o medo, a fim de alcançar a recompensa invisível (Hb. 11.27); e confiar nas orientações de Deus, mesmo que essa pareçam não fazer sentido (Hb. 11.28).

3. MOISÉS, SUA DEDICAÇÃO E GENEROSIDADE

Moisés mostrou-se dedicado ao povo de Israel, sobretudo generoso, intercedendo, sempre que necessário pela salvação daquela nação (Ex. 32.9-14; Nm. 14.10-25). Tenhamos cuidado com os falsos obreiros, muitos que dizem ser pastores na atualidade não passam de mercenários. O maior exemplo de pastor é o Senhor Jesus Cristo, ao entregar Sua própria vida pelas ovelhas (Jo. 10.12-14). Moisés, em sua identificação com o povo, passou por muitos sofrimentos (Hb. 11.24-27). Muitos obreiros modernos não querem mais sofrer, relacionam o ministério ao status, não podem dizer com Paulo, que não tinha sua vida por preciosa, e se gastava pelo rebanho (At. 20.24; II Co. 12.15). Moisés abriu mão de tudo que tinha, seus status social, seu conhecimento acadêmico, até mesmo das suas posses (Hb. 11.24). O desapego às coisas materiais deve ser uma das marcas registradas do obreiro cristão (I Tm. 6.10). Jesus abriu mãos dos tesouros terrenos, e se tornou pobre a fim de nos enriquecer espiritualmente (II Co. 8.9). Essas características de Moisés estavam atreladas a sua mansidão, ele foi reconhecido como um dos homens mais mansos da terra (Nm. 12.3). Jesus também foi um homem manso, e que por isso atraiu para Si os que carregavam o fardo do pecado (Mt. 11.28-30; I Pe. 2.21). Diante da morte iminente, Moisés deixou-nos o legado da escolha do seu sucessor. Ele não era um cratomaníaco, isto é, um líder aficionado pelo poder, receoso de perder seu cargo para outros. Moisés preparou Josué para assumir o restante da jornada, delegando a este a condução do povo para entrar na Terra Prometida. Os líderes do nosso tempo precisam investir na formação de sucessores. É triste quando a obra de Deus sofre porque aqueles que estão diante dela não querem soltar o cajado. Pior ainda é quando o cajado é passado para as mãos erradas, por critérios definidos pela politicagem eclesiástica. Seguido a orientação de Paulo a Timóteo, precisamos identificar homens fiéis, que se enquadrem no perfil cristão, para conduzirem o rebanho de Deus (II Tm. 2.1,2).

CONCLUSÃO

Ao autor da Epístola aos Hebreus dedicou seis versículos, em sua galeria de homens que serviram de exemplo de fé, a Moisés. Isso porque a vida desse homem continua servindo de modelo para todos aqueles que querem seguir piedosamente a Cristo. Ele não se deixou conduzir pelos seus sentimentos, antes dependeu da sua fé no Deus de Israel. Quando foi criticado, fundamentou suas decisões na âncora da fé. Diante das adversidades, devemos lembrar que a fé o firme fundamento das coisas que se esperam, mas que se não veem (Hb. 11.1).
BIBLIOGRAFIA

SWINDOW, C. R. Moisés: um homem dedicado e generoso. São Paulo: Mundo Cristão, 2000.

WEIRSBE, W. W. Exodus: be delivered. Colorado Springs: David Cook, 2010.

Publicado no blog Subsídio EBD 

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