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Dons de Poder - Rede Brasil de Comunicação

Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Aílton José Alves

Av. Cruz Cabug√°, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 Fone: 3084 1524

LI√á√ÉO 04 - DONS DE PODER - 2¬ļ TRIMESTRE 2014

(I Co 12.4,9-11)

INTRODUÇÃO

Entre os dons espirituais concedidos a Igreja, encontram-se o dom da fé, os dons de curar, e operação de maravilhas que podem ser denominados de Dons de Poder. Nesta lição, definiremos a palavra poder, veremos quais os propósitos de Deus através destas habilidades espirituais, e, por fim, destacaremos detalhadamente cada um destes dons e sua função para edificação do corpo de Cristo.

I - DEFINIÇÃO DA PALAVRA PODER

A palavra poder no grego √© “d√ļnamis”, que significa “for√ßa”, “energia”, “habilidade”, “poder”, mas que normalmente se refere a algum agente de poder ou for√ßa capaz de realizar um determinado trabalho. Nosso voc√°bulo “dinamite” se deriva desse termo grego; e isso ilustra a natureza da palavra. Tal palavra era usada para indicar “milagres” e “maravilhas”, isto √©, “feitos” que requerem poder extraordin√°rio e sobre-humano (Mt 7.22; 11.20,23; 13.54). Nos trechos de Atos 3.12 e 4.7, essa palavra √© empregada para indicar o poder que Pedro usou a fim de curar o aleijado. Em Atos 1.8, o poder referido √© o do Esp√≠rito Santo, que seria dado aos crentes primitivos no dia de Pentecostes (CHAMPLIM, 2004, p. 311).

II - DEFINI√á√ÉO E PROP√ďSITO DOS DONS DE PODER

Em (I Co 12.9,10) o ap√≥stolo Paulo fala do segundo grupo dos dons espirituais: o dom da f√©; os dons de curar e opera√ß√£o de maravilhas. Eles podem ser classificados didaticamente como Dons de Poder. Como o pr√≥prio nome j√° diz, estes s√£o dons que transmitem poder, atrav√©s de opera√ß√Ķes sobrenaturais. Por isso, apesar de distintos entre si, existe uma estreita correla√ß√£o entre eles, inclusive em seus aspectos vis√≠veis, ou seja, em seus resultados. Assim como os outros dons, estes tamb√©m “s√£o recursos extraordin√°rios que o Senhor Jesus Cristo, mediante o Esp√≠rito, colocou √† disposi√ß√£o da Igreja, visando: (1) o aperfei√ßoamento dos santos; (2) a amplia√ß√£o do conhecimento, de poder e da proclama√ß√£o do povo de Deus; e (3) chamar a aten√ß√£o dos incr√©dulos √† realidade divina” (ANDRADE, 2006, p. 150).

III - OS DONS DE PODER

3.1 O dom da f√© (I Co 12.9-a). A palavra f√© no hebraico √© “heemim” e no grego √© “pisteu√Ķ”. A B√≠blia diz que “a f√© √© o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se n√£o v√™em” (Hb 11.1). O dom da f√© “√© a capacidade concedida pelo Esp√≠rito Santo para o crente realizar coisas que transcendem √† esfera natural, visando o benef√≠cio e a edifica√ß√£o da igreja” (RENOVATO, 2014, p. 45). Algumas considera√ß√Ķes devem ser feitas a respeito desse dom: (1) Esse tipo de f√© n√£o s√£o todos que possuem (I Co 12.7-9) e (2) ele nada tem a ver com chamada confiss√£o positiva nem com a for√ßa do pensamento positivo, pois √© um dom que atua sob o controle do Esp√≠rito e n√£o do homem (I Co 12.7,11). Como o termo f√© √© recorrente na B√≠blia, destacaremos no quadro abaixo os v√°rios tipos de f√© que existem:

TIPOS DE F√Č DEFINI√á√ÉO
Natural O conhecimento produzido pela detida observa√ß√£o da natureza, via de regra, conduz o ser humano a crer na exist√™ncia de Deus. Este tipo de f√© pode ser encontrado, por exemplo nos fil√≥sofos gregos que, embora desconhecessem os escritos dos profetas hebreus, lograram descobrir, nalgum ponto de suas especula√ß√Ķes, a presen√ßa imarcesc√≠vel do Criador de todas as coisas (Rm 1.19-21).
Salv√≠fica Proveniente da proclama√ß√£o do Evangelho, esta f√© leva-nos a receber a Cristo como o nosso √ļnico e suficiente Salvador (Jo 3.16). A f√© salvadora s√≥ nasce no cora√ß√£o humano atrav√©s da prega√ß√£o do evangelho (Rm 10.13,16). Sem a mensagem da cruz n√£o pode haver f√© salvadora.
Aspecto do Fruto Elevad√≠ssima confian√ßa em Deus desenvolvida a partir de uma √≠ntima comunh√£o com o Esp√≠rito Santo (Gl 5.22). √Č uma f√© constante, paciente e regular; independe de circunst√Ęncias (Hb 3.17,18); ela nasce como resultado de um singular relacionamento do crente com a Palavra de Deus.
Dom O dom da fé diz respeito a uma fé sobrenatural que capacita o crente a crer em Deus, para a realização de milagres extraordinários como a cura de doenças, ressurreição de mortos ou a realização de coisas impossíveis pelos meios naturais. O Dom da Fé é a capacitação sobrenatural do crente para crer e realizar o impossível no Nome do Senhor (Mt 17.20; At 3.6,7; 14.9,10).

3.2 Os dons de curar (I Co 12.9-a). “Este dom √© multiforme na sua constitui√ß√£o e na sua opera√ß√£o. √Č uma sublime mensagem para os enfermos n√£o importando a sua doen√ßa. S√£o dons de manifesta√ß√£o de poder sobrenatural pelo Esp√≠rito Santo para a cura de doen√ßas e enfermidades do corpo, da alma e do esp√≠rito para crentes e descrentes” (GILBERTO, 2006, p. 197). A cura divina era parte fundamental no minist√©rio de Jesus (Mt 4.23-25; 8.16; 10.1; Lc 4.14; At 10.38). O livro de Atos, o segundo tratado de Lucas, nos mostra tamb√©m que Pedro, Filipe, Estev√£o e Paulo eram tremendamente usados por Deus com este dom (At 3.6-8; 6.8; 8.6-8; 19.11,12; 28.7,8; Rm 15.19; I Co 2.4; II Co 12.12).

3.2.1 Porque dons? √Č interessante notar que todos os outros dons listados por Paulo est√£o no singular. Mas os dons de curar est√£o no plural “E a outro…os dons de curar” (I Co 12.9). N√£o h√°, portanto, um “dom de curar”, mas uma variedade deles. A express√£o “dons de curas” designa as variadas formas pelas quais o Esp√≠rito Santo pode operar em diferentes ocasi√Ķes. Podem ser manifestos atrav√©s da prega√ß√£o da Palavra, de outro dom, de uma palavra de ordem, da imposi√ß√£o de m√£os, da ora√ß√£o, dentre outras (At 3.1-8; 5.15,16; 9.32-34; 28.8,9).

3.2.2 Todos tem este dom? Os dons de curar n√£o s√£o concedidos a todos os membros do corpo de Cristo (I Co 12.11,30), todavia, todos podem orar pelos enfermos, na autoridade do Nome de Jesus, porque Ele prometeu realizar sinais que confirmam a Sua Palavra (Mc 16.17,18), e havendo f√©, os enfermos ser√£o curados (Mt 21.22; Jo 11.40). Pode haver tamb√©m cura de enfermidades atrav√©s da un√ß√£o com √≥leo, conforme ensinou Tiago (Tg 5.14-16). √Č interessante destacar tr√™s verdades sobre a cura: (1) a cura expressa a compaix√£o divina (Mt 14.14); (2) ela encontra-se entre os benef√≠cios divinos que comp√Ķe o p√£o dos filhos (Mc 7.24-30); e, (3) faz parte da obra redentora de Cristo (Is 53.4,5; Mt 8.16,17).

3.2.3 A contemporaneidade dos dons de curar. Embora uma corrente da teologia cessacionista afirme que os dons do Espírito Santo não são para os tempos hodiernos, mas estiveram restritos ao período apostólico, os ensinos de Cristo e dos apóstolos mostram exatamente o contrário (At 2.39; I Co 12.28). A escassez ou pouca manifestação destes dons nos nossos dias pode ser por algumas causas: (1) Incredulidade (Mt 13.58; Ef 2.8; Rm 8.32; At 2.17); (2) falta de interesse em buscar este dom (I Co 12.31; 14.1; II Tm 1.6); e, (3) falta de temor, adoração e santidade (Pv 8.13; Js 3.5; At 2.43).

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Dons de Poder - AD Londrina

Aula ministrada pela Professora Eliza Nantes para EBD da Asssembléia de Deus em Londrina.

Acesse: www.adlondrina.com.br

Lição 4 - 2T/2014

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Dons de Poder - Ev. Isaías de Jesus

TEXTO √ĀUREO¬†= “Aquele, pois, que vos d o Esp√≠rito e que opera maravilhas entre v√≥s,o faz pelas obras da lei ou pela prega√ß√£o da f√©?”(Gl 3. 5)
VERDADE PR√ĀTICA¬†= Por meio dos dons da f√© e de maravilhas o Esp√≠rito Santo revela aos homens o seu poder sobrenatural.
LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE¬†= 1 COR√ćNTIOS 12.9, 10; = ATOS 8.5-8, 13
INTRODUÇÃO
Neste domingo estudaremos a respeito dos dons espirituais de poder. Esses dons foram concedidos à igreja a fim de auxiliá-la na propagação do evangelho, para que o nome do Senhor seja glorificado. Não devemos jamais nos gloriar por termos recebido de Deus qualquer dom. Toda a honra e glória devem ser dadas Àquele que nos dotou de tal bênção. Tanto a Igreja Primitiva como a Assembléia de Deus tem registrado em sua trajetória a manifestação dos dons. Busquemos, pois, incansavelmente os dons que o Senhor prometeu à sua Igreja.
A operação sobrenatural de Deus, através dos dons de poder, são sinais e maravilhas realizados pelo Senhor, com propósitos específicos, e que fogem à compreensão humana. Supliquemos, pois, a Deus que se manifeste sempre em nosso meio através dos dons de poder, confirmando assim a sua Palavra.
DEFINIÇÃO
Dons de poder s√£o capacidades extraordin√°rias concedidas pelo Senhor √† sua Igreja para que esta aja sobrenaturalmente na proclama√ß√£o do Evangelho. S√£o tamb√©m chamados “dons de a√ß√£o”, pois operam na √°rea f√≠sica, material. Fazem parte desse grupo o dom da f√©, o dom de operar maravilhas e os dons de curar.
1. No Antigo Testamento. Entre tantas referências acerca dos dons de poder, podemos mencionar as seguintes:
a) Fé. Vemos tal operação nas vida de: Josué, quando o sol e a lua foram detidos segundo a palavra desse grande servo de Deus(Js 10.12); Elias, quando este orou para que caísse fogo e chuva dos céus (1 Rs 18.20-22, 4 1-46) etc.
b) Maravilhas. Este dom pode ser visto nas vidas de:¬†Mois√©s, quando as pragas vieram sobre o Egito (Ex 7.20; 8.6, 17, 24; 9.10, 23, 26; 10.13, 22); quando o mar Vermelho se abriu (Ex 14.2!), e quando as √°guas de Mara tornaram-se doces; Filas, quando da multiplica√ß√£o da farinha e do azeite da vi√ļva (1 Rs 17.16) e dos demais milagres realizados pelo profeta.
2. No Novo Testamento. Os dons de poder operavam intensamente no período do Novo Testamento. Vejamos:
a) Fé. Vemos essa operação nas vidas de: Pedro, pela certeza do livramento, quando estava no cárcere (At 12.6);  Paulo, pela certeza que tinha da vitória, em meio ao temporal (At 27.25), e quando mordido pela serpente (At 28.5) etc.
b) Maravilhas.¬†Esse dom operava eficazmente nas vidas de:¬†Pedro,¬†na ressurrei√ß√£o de Dorcas (At 9.40);¬†Paulo, na cegueira que veio sobre Elimas (At 13.11), nos sinais e prod√≠gios que fez em Ic√īnio (At 14.3), e nas maravilhas extraordin√°rias que o Senhor operava por suas m√£os (At 19.11) etc.
O DOM DE OPERAR MARAVILHAS
1. Definição. Conhecido também como operação de milagres, o dom de maravilhas é a capacitação sobrenatural que o Espírito Santo concede à Igreja de Cristo para que esta realize sinais, maravilhas e obras portentosas.
2. O que é a operação de maravilhas. O dom espiritual da operação de maravilhas é a capacidade sobrenatural que o Senhor Jesus, mediante o Espírito Santo, concede a sua Igreja, a fim de que esta opere sobrenaturalmente no terreno do natural, com o objetivo de demonstrar o poder de Deus e a autenticidade da mensagem evangélica (1 Co 12.10).
A express√£o “maravilhas” significa que a Igreja de Cristo habilita-se, por este dom e de acordo com a vontade divina, a operar de forma sobrenatural nas mais diversas circunst√Ęncias. Um exemplo desse dom, temos num cl√°ssico epis√≥dio de Atos dos Ap√≥stolos (At 13.4-12).
3. A atualidade do dom da operação de maravilhas. O livro de Atos confirma a operação desse dom em diversas passagens (Atos 4.16,30; 14.3; 15.12; 28.3-6). Devemos entender, porém, que as maravilhas somente se manifestam de acordo com a fé de quem ministra e dos que ouvem a proclamação da Palavra. A incredulidade impede a manifestação dos dons espirituais (Mt 13.58).
4. A import√Ęncia desse dom para a Igreja.¬†A opera√ß√£o de maravilhas traz o sobrenatural de Deus ao mundo natural dos homens. √Č o Esp√≠rito Santo manifestando a gl√≥ria de Deus, para que Ele seja louvado e enaltecido e para que o seu Reino expanda-se at√© aos confins da terra (Lc 19.37; At 9.36-42). Que o Senhor distribua abundantemente os seus dons entre os seus santos, e que o seu nome seja eternamente exaltado.
2. Utilidade.¬†Manifestar opera√ß√Ķes extraordin√°rias provindas de Deus, que envolvem:
a) Ressurrei√ß√£o de mortos. Como ocorreu com o filho da vi√ļva de Naim (Lc 7.11-17), a filha de Jairo (Mt 9.18, 19, 24), L√°zaro (Jo 11.43, 44) etc.
b) Castigos. Como ocorreu com Ananias e Safira, que mentiram ao Senhor (At 5.1-11), e com Elimas, que foi ferido de cegueira, por estar perturbando a pregação de Paulo (At 13.7-12) etc.
c) Intervenção nas forças da natureza. Por intermédio deste dom, o Senhor altera as leis da natureza.
Exemplo: Moisés, ao dividir as águas do mar Vermelho (Ex 14.2 1); Eliseu, ao separar as águas do Jordão (2 Rs 2.14); Pedro, ao andar sobre as águas (Mt 14.28-31) etc.
Os “sinais, prod√≠gios e maravilhas” eram manifestados t√£o poderosamente na vida de Paulo, que este os chama de “sinais do meu apostolado”. Eram suas credenciais (At 19. 11, 12).
3. Atualidade. Esse dom é para os nosso dias; Deus não mudou (Hb 13.8; 1 Co 12.4-6). Lamentamos que esse dom não se manifeste com tanta intensidade hoje.

Pois a maior necessidade dos nossos dias é voltar às fontes do cristianismo primitivo. Tudo se moderniza, mas o caminho de Deus é sempre o mesmo. Se nos enchermos do Espírito (Ef 5.18), e permanecermos em humildade, os dons passarão a operar abundantemente em nós (Hb 2.4; Ef 3.7; Rm 12.6-8; 1 Co 12.11). Estes sinais hão de acompanhar a Igreja até o fim (Mc 16. 15-20).
O DOM DA F√Č
Há, pelo menos, três tipos de fé: natural, salvadora e extraordinária, que é o dom da fé.
1. Fé natural. Leva a pessoa a acreditar em qualquer coisa examinada à luz da razão. E a fé intelectual. A pessoa acredita, por exemplo, que há um pólo norte, que o remédio prescrito pelo médico vai curá-lo, que o piloto do avião, em que se encontra, vai conduzi-lo bem etc.
Alguns at√© cr√™em na exist√™ncia de um Ser Supremo atrav√©s do testemunho da natureza. Mas este tipo de f√© serve apenas para as rela√ß√Ķes terrenas entre os homens (Tg 2.19; J0 20.29).
1.1. A distin√ß√£o entre o dom da f√© e a f√© natural.¬†O texto sagrado fala literalmente do “dom da f√©” ou “f√© maravilhosa” (1 Co 12.9). Isso indica que n√£o podemos confundi-la com a “f√© natural” que √© impl√≠cita e inerente ao ser humano. Atrav√©s da f√© natural, o ser humano possui a capacidade necess√°ria para crer na exist√™ncia de Deus (Rm 1.19,20). Mesmo a pessoa mais √≠mpia sabe que Deus existe (Tg 2.19). Portanto, √© clara a distin√ß√£o entre o dom da f√© e a f√© natural.
2. Fé Salvadora. E através desta que passamos a crer no Senhor para a nossa salvação; é definida como um dom Deus (Ef 2.8). Ao ouvir a Palavra, o coração do homem é despertado por ela (At 16.14), abrindo- se-lhe aporta da salvação (At 14.27). E, assim, Deus nos concede a graça de crer (Fp 1.29).
Ao crer em Jesus, o pecador é levado a obedecer a fé (Rm 16.26); e, dessa forma, é purificado e salvo por esta fé (At 15.9; Ef 2.8; Rm 10.9, 10).Há que se mencionar, ainda, a fé como fruto do Espírito (Gl 5.22).
3. Nem todos possuem o dom da fé. Embora todos os salvos possuam a fé salvadora, nem todos são agraciados com o dom da fé, que é concedido pelo Espírito Santo para o crescimento, desenvolvimento e expansão do Reino de Deus.
3. O dom da fé.
a) Defini√ß√£o.¬†√Č a capacidade, ou faculdade, de se confiar em Deus de modo sobrenatural. √Č uma f√© especial, diferente de qualquer outro tipo de f√©; manifesta-se apenas em ocasi√Ķes especiais.
No original, significa literalmente “tende f√© estando em Deus” (2 Co 10.15; 2 Ts 1.3). E um recurso especial do poder de Deus (1 Co 12.9), com o qual foram dotados os her√≥is mencionados na galeria da f√© (Hb 11). Esse dom √© concedido somente a algumas pessoas, visando a consecu√ß√£o de obras extraordin√°rias em tempos de crise, desafio e emerg√™ncia (1 Co 12.29).
b) Utilidade. Atrav√©s desse dom, o Esp√≠rito d√° ao crente a f√© que opera sinais e prod√≠gios (Mt 17.20). O uso dessa f√© libera o poder de Deus com abund√Ęncia nas ocasi√Ķes que o Esp√≠rito dirigir (Tg 5.17; At 27.25). Esta capacidade sobrenatural de crer abre as portas para os milagres, onde “tudo √© poss√≠vel” (Mt 17.20; Mc 9.23; Lc 1.37; 18.27).
Esta fé dá autoridade diante dos problemas como ocorreu com: Josué, que orou a Deus, e em seguida ordenou que o sol e lua fossem detidos (Js 10.12); Elias, que orou, e fogo e chuva caíram do céu(l Rs 18.33-35, 41-46). Também promove uma confiança absoluta no poder de Deus, na resolução de dificuldades, como ocorreu com Daniel (Dn 6.16.23) etc.
IV. O USO CORRETO DOS DONS DE PODER
A opera√ß√£o dos dons de poder deve ser feita na dire√ß√£o do Senhor (Mt 14.28-31). Do contr√°rio, haver√° decep√ß√Ķes ou fanatismo. Esse poder resulta em:
1. Glorificar o nome de Jesus.
Somente Deus faz maravilhas (SI 89.5; 150.2), demonstrando assim, por meio destas, a sua gl√≥ria, poder e reino (lo 2.1l; 10.38; SI 62.11; 1 Co 4.20).E, dessa maneira, confirma-se a sua Palavra (Hb 2.3, 4). Portanto, para que o portador desse dom continue a ser usado por Deus √© necess√°rio: Clique aqui para ler o texto completo »

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Dons de Poder - Sulamita Macêdo

Professoras e professores, observem estas orienta√ß√Ķes:
1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:

- Cumprimentem os alunos.

- Perguntem como passaram a semana.

- Escutem atentamente o que eles falam.

- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se h√° alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.

2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.

3 - Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email.Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.

4 - Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.

5 - Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associada a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!

6 - Agora, trabalhem a li√ß√£o 04. Vejam as sugest√Ķes abaixo:

- Falem ainda: Na lição anterior, começamos a estudar sobre os dons espirituais e conhecemos mais sobre os dons de Revelação

- Falem ainda: Na aula de hoje, vamos trabalhar sobre os “Dons de Poder”.

- Escrevam no quadro ou cartolina os dons de Poder:

Dom da Fé

Dons de Curar

Dom de Operação de Maravilhas

- Depois, estudem sobre cada dom, dessa forma:

O que é?

Exemplos desses dons na Bíblia(Antigo e Novo Testamento)

Exemplos destes dons hoje na Igreja.

- Trabalhem os pontos levantados na lição sempre de forma participativa e contextualizada.

- Para concluir, utilizem a din√Ęmica¬†“Galeria”.Tenham uma excelente e produtiva aula!

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Dons de Poder - Francisco A. Barbosa

TEXTO √ĀUREO
“A minha palavra e a minha prega√ß√£o n√£o consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstra√ß√£o do Esp√≠rito e de poder, para que a vossa f√© n√£o se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (1 Co 2.4,5).

VERDADE PR√ĀTICA
Os dons de poder s√£o capacita√ß√Ķes especiais em situa√ß√Ķes que demandam a a√ß√£o sobrenatural do Esp√≠rito Santo na vida do crente.

HINOS SUGERIDOS
5, 30, 107

LEITURA DI√ĀRIA
Segunda - Rm 1.16

O evangelho de poder

Terça - Rm 1 5-19

Sinais e prodígios

Quarta - 2 Co 4.7

A excelência do poder de Deus

Quinta - 2 Co 1 3.4

O poder de Deus em nós

Sexta - 1 Co 14.12

Edificando a igreja mediante os dons

S√°bado - 1 Co 2.4

Demonstração de poder divino

LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE

1 Coríntios 12. 4,9-114 - Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.9 - e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;10 - e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.11 - Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Compreender¬†o que significa o dom da f√©;
  • Analisar¬†biblicamente os dons de curar, e
  • Saber¬†a respeito do dom de maravilhas.

COMENT√ĀRIO
INTRODUÇÃO
O minist√©rio terreno de Jesus foi marcado por in√ļmeros milagres, principalmente curas. A hist√≥ria eclesi√°stica comprova que a Igreja do primeiro s√©culo tamb√©m operou maravilhas no poder do Esp√≠rito Santo. Entre os primeiros crist√£os sobejavam os dons de poder. Se Jesus n√£o mudou e os dons espirituais s√£o para a Igreja de hoje, por que atualmente n√£o vemos as manifesta√ß√Ķes dos dons de poder em nosso ambiente com mais freq√ľ√™ncia? Ser√° falta de conhecimento a respeito do assunto? Ou ser√° por causa do mau uso que alguns fazem das d√°divas divinas?Nesta li√ß√£o estudaremos a respeito dos dons de poder. Veremos como eles s√£o necess√°rios √† vida da igreja. Se voc√™ deseja receb√™-los e us√°-los para a gl√≥ria do nome do Senhor; proporcionando a edifica√ß√£o da igreja, busque-os com f√© em ora√ß√£o.¬†[Coment√°rio:¬†Na continuidade do estudo dos dons espirituais, tomando a lista de 1 Cor√≠ntios 12.8-11, e na divis√£o did√°tica sugerida na li√ß√£o anterior, hoje faremos o estudo dos chamados dons de poder, ou seja, os dons de curar, a opera√ß√£o de maravilhas e o dom da f√©. O pastor Raimundo F. de Oliveira escreve em seu livro ‚ÄėA Doutrina Pentecostal Hoje’: “Os dons de poder formam o segundo grupo dos dons do Esp√≠rito Santo, e existem em fun√ß√£o do sucesso e do cumprimento da grande comiss√£o dada por Jesus Cristo. Como o Evangelho √© o poder de Deus, √© natural que tenha a sua prega√ß√£o confirmada com sinais e maravilhas sobrenaturais, que ratificam esse Evangelho e lhe d√£o patente divina.”¬†Raimundo F. de Oliveira. A Doutrina Pentecostal Hoje. Editora CPAD] Tenhamos todos uma excelente e aben√ßoada aula!

1. O que significa f√©?¬†Na ep√≠stola aos Hebreus lemos que “a f√© √© o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se n√£o v√™em” (11.1). Essa √© a defini√ß√£o b√≠blica sobre a f√©, pois mostra a total confian√ßa e depend√™ncia em Deus. Aprendemos com o texto do cap√≠tulo 11 de Hebreus, conhecido como a “galeria dos her√≥is da f√©”, que Deus √© poderoso para fazer todas as coisas, sendo a nossa f√© em Deus, fundamental para as opera√ß√Ķes divinas entre os homens.¬†[Coment√°rio:¬†O dicion√°rio VINE assim define o termo f√©: “pistis, primariamente, ‚Äėpersuas√£o firme’, convic√ß√£o fundamentada no ouvir, sempre √© usado no NT acerca da ‚Äėf√© em Deus ou em Jesus, ou √†s coisas espirituais’”¬†DICION√ĀRIO VINE - W. E. Vine, Merril F. Unger & William White Jr. CPAD, Rio de Janeiro, RJ. 1¬™ edi√ß√£o, 2002; p. 648;.Em Mt 17.20 Jesus fala de uma f√© que pode remover montanhas, operar milagres e curas, e realizar grandes coisas para Deus. √Č uma f√© genu√≠na que produz resultados: ‚Äėnada vos ser√° imposs√≠vel’. √Č distinta da f√© que produz salva√ß√£o e da f√© como fruto do Esp√≠rito. N√£o se trata da f√© para salva√ß√£o, mas de uma f√© sobrenatural especial, comunicada pelo Esp√≠rito Santo, capacitando o crente a crer em Deus para a realiza√ß√£o de coisas extraordin√°rias e milagrosas. √Č a f√© que remove montanhas (1Co 13.12) e que freq√ľentemente opera conjuntamente com outras manifesta√ß√Ķes do Esp√≠rito Santo, como os dons de cura e de opera√ß√£o de milagres e maravilhas.]

2. A f√© como dom.¬†√Č distinta daquela que recebemos por ocasi√£o da nossa convers√£o: a f√© salv√≠fica (Rm 10.17; Ef 2.8). Igualmente, se distingue da f√© evidenciada como fruto do Esp√≠rito (Cl 5.22). O dom da f√© √© a capacidade que o Esp√≠rito Santo concede ao crente para este realizar coisas que transcendem √† esfera natural da vida, objetivando sempre a edifica√ß√£o da igreja. De acordo com o te√≥logo Stanley Horton, esse dom “√© uma f√© milagrosa para uma situa√ß√£o ou oportunidade especial”.¬†[Coment√°rio:¬†N√£o confundamos este dom com a f√© natural ou mesmo aquela manifestada para a convers√£o. A palavra de Paulo ao carcereiro de Filipos mostra a f√© para a salva√ß√£o: “Cr√™ no Senhor Jesus Cristo e ser√°s salvo, tu e a tua casa” (At 16.31) A reden√ß√£o n√£o se obt√©m pelos m√©ritos, mas unicamente pela f√© no Filho de Deus (Ef 2.18). O segredo do Cristianismo n√£o √© o ‚Äėver para crer’ e, sim, o ‚Äėcrer para ver’. A f√© “√© a certeza das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se n√£o v√™em” (Hb 11.1). A f√© natural se constitui num elemento puramente humano. Essa f√© √© daquele que cr√™ que Deus existe, mas nele n√£o deposita confian√ßa. Qualquer pessoa pode possu√≠-la, independente de ser crist√£o ou n√£o. √Č a f√© que o agricultor tem quando semeia o trigo, o arroz, o feij√£o, com a esperan√ßa de que vai nascer. Satan√°s tamb√©m acredita que Deus existe e tem poder, (Tg 2.19). O dom da f√© √© um equipamento sobrenatural, que concede ao crente poder de confiar em Deus nas ocasi√Ķes em que s√≥ um milagre pode alterar a situa√ß√£o. √Č um poder extraordin√°rio de confian√ßa no Senhor, capacitando para se valer dos recursos do poder divino. √Č um alto grau de f√©, no poder e na miseric√≥rdia, mediante a qual at√© milagres podem ser operados (Hb 11.32-34). Este dom capacita o crente a confiar quando tudo est√° aparentemente perdido, sem a m√≠nima esperan√ßa de uma solu√ß√£o, atua visando fazer triunfar a vontade de Deus. Aqui, o imposs√≠vel se torna poss√≠vel, o abstrato se torna concreto, o invis√≠vel se torna vis√≠vel, e o absurdo se torna uma possibilidade. Para Deus nada √© imposs√≠vel. A f√© como dom √© distribu√≠da soberanamente pelo Esp√≠rito Santo para o proveito da Igreja onde ela for necess√°ria. Recebemos a permiss√£o, na verdade uma ordem, de “procurar os melhores dons”, e isto “com zelo” (1Co. 12.31). √Č poss√≠vel que este desejo s√©rio esteja relacionado com “a medida da f√© que Deus repartiu a cada um” (Rm 12.3), e a B√≠blia nos incentiva a orarmos por um aumento da nossa f√©. Mesmo assim, a partilha dos dons n√£o depende da nossa vontade, mas da vontade do pr√≥prio Esp√≠rito Santo. Portanto, os charismata prov√™m da vontade graciosa de Deus, e s√£o concedidos por Ele atrav√©s do Esp√≠rito Santo.]

3. Exemplo B√≠blico do dom da f√©.¬†Quando guiou o povo de Israel na sa√≠da do Egito e se aproximou do Mar Vermelho, j√° na imin√™ncia de ser destru√≠do por Fara√≥, Mois√©s disse: “N√£o temais; estai quietos e vede o livramento do Senhor, que hoje vos far√°; porque aos eg√≠pcios, que hoje vistes, nunca mais vereis para sempre. O Senhor pelejar√° por v√≥s, e vos calareis” (√äx 14.13,14). Mois√©s “viu” pela f√© o livramento do Senhor antes de o fato acontecer. Esta √© uma boa amostra b√≠blica do exerc√≠cio do dom da f√©.¬†[Coment√°rio:¬†Reproduzo aqui o que escreve o Pr Elinaldo Renovato, em seu livro ‚ÄėDons espirituais & Ministeriais Servindo a Deus e aos homens com poder extraordin√°rio’: “A resposta do l√≠der do √äxodo foi uma demonstra√ß√£o de uma f√© fora do comum. “Mois√©s, por√©m, disse ao povo: N√£o temais; estai quietos e vede o livramento do Senhor, que hoje vos far√°; porque aos eg√≠pcios, que hoje vistes, nunca mais vereis para sempre. O Senhor pelejar√° por v√≥s, e vos calareis” (√äx 14.13,14). Ele “viu” o livramento de Deus antes que acontecesse. Se tivesse falhado em sua f√©, teria havido uma trag√©dia contra a sua lideran√ßa. Vemos esse dom operando na vida de Daniel. Quando soube do decreto do rei, proibindo que algu√©m fizesse qualquer pedido ou s√ļplica a qualquer pessoa ou a qualquer Deus, e n√£o unicamente ao rei, seria lan√ßado na cova dos le√Ķes famintos, Daniel continuou orando ao Senhor, como o fazia tr√™s vezes ao dia. Foi acusado pelos seus advers√°rios, e foi lan√ßado na cova dos le√Ķes. O pr√≥prio rei viu que Daniel tinha f√© em seu Deus (Dn 6.16). Daniel foi salvo da morte (Dn 6.23). Certamente, o exemplo do profeta Elias, diante dos profetas de Baal e de Asera, no Monte Carmelo, tamb√©m envolveu o dom da f√©. Ele fez um desafio aos profetas dos deuses falsos. Prop√īs que o Deus que respondesse com fogo seria o verdadeiro Deus. E Deus honrou sua f√©, fazendo cair fogo do c√©u sobre o altar encharcado de √°gua (1 Rs 18.22-39). Em sua viagem a Roma, o ap√≥stolo Paulo foi v√≠tima de um grande naufr√°gio. Escapando na Ilha de Malta, ele e os demais n√°ufragos foram acolhidos com hospitalidade. Ali, experimentou um milagre extraordin√°rio. Ao colocar alguns peda√ßos de madeira numa fogueira, foi picado por uma cobra venenosa, conhecida na regi√£o. Os nativos logo imaginaram que Paulo iria perecer dentro de poucas horas, pois sabiam que o efeito do veneno era mortal. Mas o servo de Deus, simplesmente, sacudiu a m√£o e a v√≠bora cai no fogo, e nada lhe aconteceu (At 28.1-6). Esse dom da f√© n√£o se desenvolve. E concedido, em ocasi√Ķes especiais, para a resolu√ß√£o de algum problema insol√ļvel aos meios normais, racionais, ou naturais. E s√≥ √© dado a quem j√° tem f√© em Deus e em suas promessas. “Esse dom em a√ß√£o gera uma atmosfera de f√©, que d√° convic√ß√£o de que agora tudo √© poss√≠vel (cf. Jo 11.40-44; Mc 9.23). […] Esse dom √© um impulso poderoso √† ora√ß√£o da f√© (cf. Tg 5.17), pois imp√Ķe a certeza de que para Deus tudo √© poss√≠vel (cf. Lc 1.37; Mc 10.27).”3 Quando se diz que tudo √© poss√≠vel deve-se ter em mente que se tem em mente tudo o que √© de acordo com a vontade de DeusElinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a Deus e aos homens com poder extraordin√°rio. Editora CPAD. pag. 45-46.]

SINOPSE DO T√ďPICO (1)

O Esp√≠rito Santo concede aos crentes o dom da f√© para que ele possa realizar coisas que transcendem √† esfera natural, visando √† edifica√ß√£o da igreja. Clique aqui para ler o texto completo »

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Dons de Poder - Ev. José Roberto A. Barbosa

DONS DE PODERTexto √Āureo I Co. 2.4,5¬† - Leitura B√≠blica I Co. 12.4-11
Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

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INTRODUÇÃO

Os dons de poder são classificados dentro dessa categoria porque estão relacionados à manifestação de curas e milagres, através de uma fé sobrenatural. Como é peculiar dos milagres, dizem respeito à realização de maravilhas, cuja causa é Deus, que tem todo poder sobre a natureza, sendo Ele mesmo Seu Criador. Na aula de hoje aprenderemos sobre os seguintes dons de poder com base em I Co. 12.4,9,11: dom de fé, dons de curar e dom de operação de maravilhas.

1. O DOM DE F√Č

A f√©, de acordo com o¬† autor da Ep√≠stola aos hebreus, “√© a certeza de coisas que se esperam, a convic√ß√£o de fatos que se n√£o veem” (Hb. 11.1), e vai mais al√©m, afirma que “sem f√© √© imposs√≠vel agradar a Deus” (v. 6). Mas essa f√© (gr. pistis) n√£o √© a f√© enquanto dom, trata-se da f√© enquanto aspecto do fruto do Esp√≠rito. Em Gl. 5.22, essa f√© √© traduzida em algumas vers√Ķes como fidelidade. √Č uma seguran√ßa plena em Deus, mesmo diante das situa√ß√Ķes mais adversas. De modo que Mois√©s abandonou o Egito e n√£o ficou amedrontado com a c√≥lera do rei; antes permaneceu firme como quem v√™ Aquele que √© invis√≠vel (Hb. 11.27). Essa f√© tamb√©m deve ser diferenciada daquela para a salva√ß√£o, tendo em vista que a f√© vem pelo ouvir, pela Palavra de Deus (Rm. 10.17; Ef. 2.8). A f√© denominada salv√≠fica opera para a salva√ß√£o, que resulta em uma confian√ßa na sufici√™ncia do sacrif√≠cio de Cristo (Jo. 3.16). Ainda existe a f√© como conjunto de cren√ßas, a doutrina defendida pela igreja, a ortodoxia que se diferencia da heterodoxia (I Tm. 1.19; II Tm. 2.18). A f√© como dom √© uma opera√ß√£o sobrenatural, geralmente instant√Ęnea, com vistas √† opera√ß√£o de alguma cura ou milagre. Quando o crente recebe essa f√©, tudo se torna poss√≠vel, grandes coisas podem acontecer (Mc. 9.23). Essa f√© independe da atua√ß√£o humana, pois √© totalmente dependente de Deus. Em alguma circunst√Ęncia, quando Deus quer operar, Ele libera uma por√ß√£o de f√© sobre o crist√£o. Quando isso acontece, os crist√£os s√£o instrumentalizados com poder, para alterar o curso natural da realidade (Mt. 14.30; Lc. 17.3-6). Foi com essa f√© que Jesus ressuscitou L√°zaro (Jo. 11) e libertou a filha de uma mulher Canan√©ia (Mt. 15.22-28). Existe uma rela√ß√£o muito pr√≥xima entre a f√© dom e a cura (Mt. 9.22). Jesus ressaltou, em v√°rias ocasi√Ķes, que a f√© de uma determinada pessoa resultou em cura (Mt. 8.13; 9.26-29; Mc. 5.34). Paulo tamb√©m observou essa f√© miraculosa, atrav√©s da qual Deus fez que um paral√≠tico andasse (At. 14.8-10).¬† √Č esse tipo de f√© pela qual devemos orar, pedindo a Deus, a fim de que possamos fazer proezas para Deus (Lc. 17.3-5).

2. DONS DE CURAR

Os dons de curar (gr. charismata iamaton) s√£o apresentados no plural no Novo Testamento grego, ressaltando, assim, que se trata de uma diversidade, mesmo entre as possiblidades de curas. N√£o podemos esquecer que o Esp√≠rito distribui os dons como lhe apraz. Por conseguinte, nem todos recebem os dons, e mesmo entre os que recebem os dons de cura, esse n√£o sana todas as enfermidades. Por isso n√£o √© apropriado o crente afirmar que possui o dom de curar, pois, na verdade, o que acontece √© o uso de Deus, para a cura de determinadas enfermidades. Jesus curou muitas pessoas pelo dom do Esp√≠rito Santo, mas n√£o curou a todos e nem todas as enfermidades (Mt. 20.30-34), um exemplo disso √© a cura do paral√≠tico pr√≥ximo ao tanque de Betesda (Jo. 5.1-9). A cura do corpo precisa ser percebida dentro de uma perspectiva teol√≥gica mais ampla, que envolve a glorifica√ß√£o do corpo, que se dar√° no futuro, na dimens√£o escatol√≥gica (I Co. 15.51-54). Ela aponta tamb√©m para o passado, quando Cristo, na cruz, carregou nossas transgress√Ķes (Is. 53.4,5). Mateus, em seu relato evang√©lico, reafirma essa doutrina, reconhecendo que Jesus tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doen√ßas (Mt. 8.16,17). Para evitar equ√≠vocos e extremos em rela√ß√£o √†s doen√ßas e enfermidades, e n√£o as associarmos com os pecados das pessoas, tal como fizeram alguns disc√≠pulos de Jesus (Jo. 9.1,2), precisamos saber que estamos em mundo ca√≠do (Rm. 5.12). Por essa raz√£o estamos sujeitos √†s enfermidades, como qualquer pessoa que habita essa terra. Existem casos de doen√ßas decorrentes do pecado (Tg. 5.14-16), mas n√£o podemos fazer generaliza√ß√Ķes, tal como os amigos de J√≥, afirmando que ele adoeceu por causa do pecado, tal pensamento foi repreendido por Deus (J√≥. 42.7). H√° tamb√©m enfermidades causadas por opera√ß√Ķes malignas, mas isso tamb√©m n√£o √© regra geral (Lc. 13.16; At. 10.38). Em termos pr√°ticos, o dom de cura pode ser manifesto por meio da ora√ß√£o da pessoa enferma, dos membros da igreja (Tg. 5.16), e pela imposi√ß√£o de m√£os (Mc. 16.18). Reafirmamos, como temos feito ao longo destes estudos, que os dons de curar nada t√™m a ver com t√©cnicas medicinais. Por outro lado n√£o devemos nos apor √† interven√ß√£o m√©dica, o pr√≥prio Jesus ressaltou a import√Ęncia dos m√©dicos para os doentes (Mc. 2.17). Ningu√©m deve ser estimulado a abandonar um tratamento m√©dico sem que a cura seja clinicamente atestada. Esse cuidado evita frustra√ß√Ķes posteriores, principalmente esc√Ęndalos dentro e fora da igreja. Ao mesmo tempo, enquanto oramos pelos enfermos, entregando-os nas m√£os de Deus, para serem curados, assumimos, com f√©, que Jesus √© o mesmo ontem, hoje e para sempre (Hb. 13.8).

3. DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS

O dom de opera√ß√£o de maravilhas (gr. energemata dynameon) est√° relacionado √† opera√ß√£o de milagres. Este, por sua vez, √© um evento ou efeito no mundo f√≠sico, que n√£o se coaduna √†s leis da natureza ou que sobrepuja o conhecimento de tais leis. Os milagres de Jesus chamavam a aten√ß√£o daqueles que os testemunhavam (Mt. 9.33; Mc. 4.41). O Senhor enviou Pedro ao mar, para fisgar um peixe, e ao abri-lo, em conformidade com a palavra, retirou uma moeda da boca do peixe (Mt. 17.27). Paulo tamb√©m foi usado por Deus para realizar maravilhas, as enfermidades fugiam das suas v√≠timas e os esp√≠ritos malignos se retiravam das pessoas oprimidas (At. 19.11,12). Os milagres s√£o sinais, eles apontam para o car√°ter messi√Ęnico de Cristo, para demonstrar que Ele √© o Senhor, principalmente o Salvador da humanidade. Os milagres n√£o s√£o espet√°culos, n√£o devem ser usados para ganhar dinheiro, muito menos para fazer publicidade. O objetivo central dos milagres √© a glorifica√ß√£o de Deus, no Seu filho Jesus Cristo (Jo. 14.12,13). ). Lucas testemunha que o minist√©rio de Cristo foi aprovado por Deus com milagres, prod√≠gios e sinais (At. 2.22). Quando os milagres apontam para Cristo, as pessoas glorificam a Ele, se voltam para ador√°-LO, reconhecendo-O como Senhor e Salvador (Lc. 19.37). Os mission√°rios experimentam com poder a opera√ß√£o de maravilhas, os sinais tendem a acompanhar aqueles que se dedicam √† evangeliza√ß√£o (Mc. 16.15,16). Por isso Deus, pelas m√£os de Paulo, fazia milagres extraordin√°rios (At. 19.11). Os milagres, durante a vida ministerial, comprovam que o Pai est√° em Cristo, e que Cristo est√° conosco (Jo. 10.38). O espanto decorrente dos milagres pode servir para que as pessoas se voltem para Deus (Mc. 7.37), assim ocorreu quando Jesus ressuscitou o filho da vi√ļva de Naim (Lc. 7.11-16). Muitos creram no Senhor por meio dos milagres realizados pelos ap√≥stolos (At. 9.32-32). A prega√ß√£o do reino de Deus deve anteceder a ministra√ß√£o da cura, nunca o contr√°rio como fazem alguns pregadores televisivos (Mt. 10.7,8).

CONCLUSÃO

A igreja evang√©lica precisa despertar para o valor desses dons de poder: f√© para realizar milagres, dons de curar para libertar os enfermos e opera√ß√Ķes de maravilhas. Todos esses dons t√™m como objetivo prec√≠puo a adora√ß√£o a Deus, glorificar o Filho, Jesus Cristo, por meio de quem realizamos proezas para Deus, tamb√©m nos dias atuais (Jo. 14.12). Para tanto, devemos pedir ao Senhor uma f√© sobrenatural, a fim de que possamos realizar grandes coisas para Deus.

BIBLIOGRAFIA

PRINCE, D. The gifts of the Holy Spirit: . New Kensigton: Whitaker House, 2007.

STORMS, S. Dons espirituais: uma introdução bíblica, teológica e pastoral. Rio de Janeiro: AnnoDomini, 2014.

Publicado no blog Subsídio EBD 

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Dons de Poder - Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco

Aula pr√©via referente a Li√ß√£o 4: Dons de Poder do 2¬ļ Trimestre de 2014: “Dons Espirituais e Ministeriais - Servindo a Deus e aos homens com poder extraordin√°rio”, como prepara√ß√£o dos Professores da EBD durante a semana anterior a aula.

Lição 4 - 2T/2014

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Dons de Poder - EBD Fora da Caixa

Aula ministrada no site EBD Fora da Caixa.

Baixe, também, os slides da aula, clicando aqui.

Publicado no EBD Fora da Caixa

Lição 4 - 2T/2014

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Dons de Revelação - Pr. Elinaldo Renovato de Lima

Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula.
O pastor Elinaldo Renovato ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical falando sobre o tema da lição 3 - Dons de Revelação.

Lição 3 - 2T/2014

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Dons de Revelação - Rede Brasil de Comunicação

Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Aílton José Alves

Av. Cruz Cabug√°, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 Fone: 3084 1524

LI√á√ÉO 03 - DONS DE REVELA√á√ÉO - 2¬ļ TRIMESTRE 2014

(I Co 12.8,10; At 6.8-10; Dn 2.19-22)

INTRODUÇÃO

Os Dons de Revela√ß√£o s√£o aqueles que manifestam a sabedoria de Deus: o dom da palavra da ci√™ncia, o dom da palavra da sabedoria e o dom de discernir os esp√≠ritos. Atrav√©s desses dons o crente passa a conhecer coisas de forma sobrenatural; resolver problemas e tamb√©m identificar a proced√™ncia das manifesta√ß√Ķes espirituais. Nesta li√ß√£o veremos as defini√ß√Ķes, a import√Ęncia e alguns exemplos da manifesta√ß√£o desses dons no seio da igreja.

I - A MANIFESTAÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS

No AT as revela√ß√Ķes ocorridas diziam respeito a manifesta√ß√Ķes espor√°dicas, espec√≠ficas e restritas a pessoas chamadas por Deus para cumprir determinadas miss√Ķes, sendo sua natureza e manifesta√ß√Ķes diferentes do per√≠odo neotestament√°rio (I Sm 9.15,20; I Rs 3.16-28; 14.1-6; II Rs 5.20-27; 6.9-12; I Co 12.1-11). J√° no Novo Testamento, estas manifesta√ß√Ķes s√£o universais, pois, na presente dispensa√ß√£o, a Igreja disp√Ķe da presen√ßa permanente do Esp√≠rito Santo (I Co 6.19), bem como do batismo com o Esp√≠rito Santo (At 2.1-4; 10.42-46; 19.1-6) que √© a plataforma para a manifesta√ß√£o dos dons descritos em (I Co 12.1-11).

II - O DOM DA PALAVRA DE SABEDORIA

2.1 Defini√ß√£o. O dom da palavra da sabedoria (I Co 12.7,8) √© a manifesta√ß√£o da sabedoria de Deus na vida do crente, capacitando-o a solucionar causas dif√≠ceis. “Trata-se de uma mensagem vocal s√°bia, enunciada mediante a opera√ß√£o sobrenatural do Esp√≠rito Santo. Tal mensagem aplica a revela√ß√£o da Palavra de Deus ou a sabedoria do Esp√≠rito Santo a uma situa√ß√£o ou problema espec√≠fico (At 6.10; 15.13-22). N√£o se trata aqui da sabedoria comum de Deus, para o viver di√°rio, que se obt√©m pelo diligente estudo e medita√ß√£o nas coisas de Deus e na sua Palavra, e pela ora√ß√£o (Tg 1.5,6)” (STAMPS, 1995, p. 1756).

2.2 Import√Ęncia. Todo servo de Deus necessita desse dom, principalmente aqueles que s√£o chamados para lideran√ßa na Igreja, e, frequentemente est√£o aconselhando e resolvendo quest√Ķes dif√≠ceis. √Č um dom altamente necess√°rio no governo da igreja, administra√ß√£o, lideran√ßa e dire√ß√£o de qualquer um de seus departamentos e institui√ß√Ķes. “Esse dom proporciona, pela opera√ß√£o do Esp√≠rito Santo, uma compreens√£o (cf. Ef 3.4) da profundidade da sabedoria de Deus, ensinando a aplic√°-la, seja no trabalho seja nas decis√Ķes no servi√ßo do Senhor, e a exp√ī-la a outros, de modo a ser bem entendida” (BERGST√ČN apud RENOVATO, 2014, p. 23).

2.3 Exemplos de manifesta√ß√Ķes do dom da palavra da Sabedoria.

  • A sabedoria de Salom√£o ao solucionar a causa de duas mulheres que disputavam a mesma crian√ßa (I Rs 3.16-28);
  • A sabedoria de Jesus causava admira√ß√£o a todos (Mt 13.54; Mc 6.2);
  • Jesus prometeu aos disc√≠pulos que o Esp√≠rito Santo lhes ensinaria o que falar diante dos l√≠deres judeus (Lc 12.11,12); e, em outra ocasi√£o, disse-lhes que ningu√©m poderia resisti-los e nem contradiz√™-los (Lc 21.14,15);
  • A sabedoria de Pedro e Jo√£o diante do sin√©drio chamou a aten√ß√£o dos sacerdotes e saduceus (At 4.13);
  • No discurso de Est√™v√£o, ningu√©m podia resistir “… √† sabedoria, e ao esp√≠rito com que falava” (At 6.10);
  • No Conc√≠lio de Jerusal√©m, Tiago trouxe a solu√ß√£o de um problema que estava causando contenda entre judeus e gentios (At 15.1-29).

III - O DOM DA PALAVRA DA CIÊNCIA

3.1 Defini√ß√£o. O dom da palavra da ci√™ncia (I Co 12.8), tamb√©m conhecido como dom da palavra do conhecimento, se manifesta na vida do crente trazendo o conhecimento de fatos e circunst√Ęncias pelo Esp√≠rito Santo, que a pessoa n√£o seria capaz de saber pelos m√©todos naturais. Este dom pode ser definido como sendo a revela√ß√£o sobrenatural de algum fato que existe na mente de Deus, mas que o homem n√£o pode conhecer, a n√£o ser que o Esp√≠rito Santo lhe revele. “Trata-se de uma mensagem vocal, inspirada pelo Esp√≠rito Santo, revelando conhecimento a respeito de pessoas, de circunst√Ęncias, ou de verdades b√≠blicas. Frequentemente, este dom tem estreito relacionamento com o de profecia¬†(At 5.1-10; 1Co 14.24,25)” (STAMPS, 1995, p. 1756).

3.2 Import√Ęncia. A B√≠blia recomenda que busquemos este dom atrav√©s da ora√ß√£o. “N√£o cesso de dar gra√ßas a Deus por v√≥s, lembrando-me de v√≥s nas minhas ora√ß√Ķes, para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da gl√≥ria, vos d√™ em seu conhecimento o esp√≠rito de sabedoria e de revela√ß√£o(Ef 1.16,17). Deus n√£o nos concede a faculdade da onisci√™ncia, que √© um atributo exclusivamente divino, mas, por meio do Esp√≠rito Santo, nos concede o dom da palavra da ci√™ncia, para realizarmos a Sua obra (I Co 12.8).

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