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Lições

Gerados pela Palavra da Verdade - Thiago Santos

INTRODUÇÃO
I - RELAÇÕES ENTRE OS POBRES E OS RICOS DA IGREJA (TG 1.9-11)
II - DEUS SÓ FAZ O BEM (TG 1.16,17)
III - PRIMÍCIAS ENTRE AS CRIATURAS (TG 1.18)
CONCLUSÃO
A PERSPECTIVA DO EVANGELHO DE CRISTO PARA A SUA IGREJA. (TG 2.5)
A pregação de Cristo atraía as multidões que buscavam ouvir o que o humilde Nazareno ensinava em seus sermões. Muitos ficavam admirados ao escutar palavras de uma sabedoria jamais vista. O evangelista Mateus informa que isto se dava, porque o Senhor “os ensinava com autoridade e não como os escribas” (Mt 7.28-29). Era comum encontrar Cristo cercado de pessoas que o seguiam por conta de um milagre, para estar mais perto do “messias” ou mesmo por causa da comida (Jo 6.26,27). De modo geral, os evangelhos apresentam o “Messias” com características peculiares de um “Reino que não é deste mundo”, com propósitos e ensinamentos totalmente diferentes daqueles apresentados pela liderança judaica que dominava a religião em Israel naquela época. Nesse sentido, é importante refletirmos acerca do propósito da mensagem de Cristo no período em que desenvolveu o seu ministério terreno. Que perspectiva Jesus trazia em seu discurso? Qual a base de sua mensagem? Qual o maior interesse de Jesus em sua pregação? Estas são algumas questões que devem ser consideradas pela igreja ao anunciar a Mensagem do Reino. Para isso, a igreja deve refletir se está compreendendo corretamente o propósito do Evangelho de Cristo e se a mensagem anunciada atualmente corresponde à perspectiva do anúncio do Reino Divino.
Para entendermos o discurso de Jesus, é importante destacarmos que a compreensão de reino messiânico aguardada pelos judeus estava deturpada. Israel havia deixado de honrar a Deus para honrar aos homens. A Torá, ensinada por Moisés, já não tinha a mesma significância. Os escritos do Pentateuco haviam sido alterados em seu sentido original para dar lugar a uma nova interpretação que satisfazia os interesses do Concílio Sacerdotal. De acordo com Lawrence O. Richards, em o Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento, entre os textos utilizados pelos fariseus estão “a ‘Tradição’, ou paradosis, e se refere à lei oral, ou ao conjunto de comentários e interpretações que até mesmo no século I haviam sido transmitidos de geração a geração com autoridade”; faziam uso também da “Halakah (regras para o estilo de vida); e do Mishnah, que é um importante código de leis dividido em seis partes que tem a intenção de regulamentar a vida diária e a adoração do povo judeu. Está na forma de declarações de rabinos dos séculos I e II d.C., e reflete a perspectiva dos mestres da Lei na época de Jesus” (CPAD, 2007, pp. 48-49).
Estes ensinamentos foram adquirindo ao longo do tempo determinada autoridade de ensino no meio judaico e foram confrontados por Cristo, pois eram constituídos por mandamentos de ordem humana, superficiais e de falsa espiritualidade tratados por Jesus como “fardos pesados colocados sobre os ombros dos homens” (Mt 23.4). Sem contar a total corrupção dos sacerdotes e levitas que buscavam a troca de favores políticos junto ao Governo Romano (Jo 11.47-48). Nesse contexto, o povo andava cego, “como ovelhas que não tem Pastor” (cf. Mt 9.36; 10.6), vivendo em extrema decadência espiritual. A nação de Israel não esperava um reino sobrenatural, mas um reino terreno, onde o “messias” tão esperado traria a libertação do domínio romano e instituiria o reino messiânico formado por um forte exército, levando todas as nações a se prostrarem ante a supremacia israelita (Jo 4.25; 12.12-13; 18.36-37).
Contudo, não foi nesta perspectiva terrena que Cristo “veio para os que eram seus” (cf. Jo 1.11). O humilde Nazareno pregou o “Evangelho do Reino” da forma mais simples possível, convidando a todos para que “se arrependessem de seus pecados, pois era chegado o Reino de Deus”. A mensagem messiânica apresentada aos judeus não tinha como objetivo reinstituir uma nova dinastia, tal como a davídica, tomando o governo de Roma e descartando a liderança judaica a fim de instituir um domínio terreno. Antes, o propósito do Senhor foi trazer a salvação às nações por meio de Israel, “extirpando” o pecado e ensinando o amor de Deus em uma nova perspectiva quando, finalmente, seria possível o domínio divino sobre o coração de todos os homens. Esta mensagem não foi bem compreendida pelos judeus, que rejeitaram a Cristo e mataram o Filho de Deus, pendurando-o numa cruz.
Uma peculiaridade do ministério terreno do Senhor Jesus, era o fato de os seus ensinamentos serem práticos. Ele tratava com grande valor a obediência a Deus, o amor ao próximo e uma vida santificada diante do Criador e dos homens. Seus ensinos não eram propagados com superficialidade e aparência de religiosidade, mas objetivavam em tornar conhecido o próprio Deus, amoroso, compassivo e misericordioso, disposto a perdoar e restaurar os corações daqueles que estavam presos no pecado e distantes da salvação. O discurso de Jesus indicava um novo caminho a ser trilhado por aqueles que recebiam a mensagem do Reino de bom grado (Jo 14.6).
Em observação a estes preceitos, a igreja de Atos deu início à grande missão de pregar a “Palavra da salvação”. Podemos observar que a igreja estava fundamentada em, ao menos, quatro pilares: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações (At 2.42). Vemos que estes princípios estavam de acordo com os ensinos de Jesus apresentados nos evangelhos (Mt 5-7; Lc 6.17-49). Dessa forma, a boa, agradável e perfeita vontade de Deus era experimentada por todos os irmãos daquela igreja que estava surgindo (At 2.40,41; Rm 12.1,2). Pois “em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos” (v.43). O “fruto do Espírito” era abundante entre todos, a ponto de “venderem as suas posses e repartirem conforme as necessidades de cada um” (v.45). Entre outras palavras, a identidade daquela igreja estava plenamente moldada não a uma perspectiva terrena, e sim, à perspectiva do Reino de Deus, onde “não há diferença entre judeu ou grego, servo ou livre, macho ou fêmea, porque todos são de Cristo Jesus” (Gl 3.28); “porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam” (Rm 10.12). Assim, não havia acepção de pessoas e todos trabalhavam em prol do bem comum da comunidade.
É esta perspectiva do Reino de Deus que a Igreja atual precisa ter. A pregação do evangelho foi revestida de várias faces de acordo com a época em que a igreja atravessou e conforme a visão adotada pelos diversos cleros que surgiram ao longo da Igreja Cristã, bem como resultante do período pós-Reforma Protestante. Todos se apropriaram da Verdade conforme o contexto em que estavam inseridos. A igreja evangélica atual, com sua grande diversidade denominacional, possui muitos ensinamentos que precisam ser analisados se estão de acordo com o Evangelho de Cristo e se possui, em sua essência, a perspectiva do Reino de Deus. Notamos que a atenção maior de Cristo nos evangelhos estava justamente nas pessoas. São estas, e não os protocolos institucionais, a razão do ministério de Jesus. Com efeito, boa parte da pregação de Cristo era voltada para as classes sociais mais baixas que eram desprezadas e desprovidas até mesmo de recursos básicos para a própria subsistência. Em Jesus, as multidões encontravam o retorno à fé e à comunhão com Deus através de um “jugo suave e de alívio para as suas almas cansadas por conta dos pecados” (Mt 11.28-30). O reflexo daquele evangelho era a unanimidade presente na comunidade de Atos, exemplo para os dias atuais onde o cenário encontra-se carente de uma profunda reflexão quanto aos princípios e valores expostos por Cristo para que a fé pura e verdadeira seja renovada.
Desta forma, o evangelho de Cristo alcança os corações em todas as ordenações humanas sem haver qualquer acepção por parte dAquele que chama e quer que todos venham alcançar a salvação (1 Tm 2.3-4). Portanto, como afirma Tiago em sua epístola, as relações no seio da igreja devem ser legítimas sem qualquer distinção entre pobres e ricos, pois “Deus escolheu aos pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam” (Tg 2.5). Sendo gerados pela palavra da verdade, os “nascidos de novo” possuem valores que estão em contraste com os valores egocêntricos do mundo, cuja preocupação encontra-se em tudo o que é carnal e terreno. Para o Evangelho do Reino, o amor de Deus se mostra interessado pelas pessoas, não por aquilo que elas possuem, e sim, por aquilo que elas são. Este Evangelho está fundamentado no amor a Deus, seguido pelo amor ao próximo que devem reger a igreja para uma perspectiva de vida cristã, onde aquilo que cremos é inerente ao que praticamos.

Publicado no Portal CPAD 

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Gerados pela Palavra da Verdade - Rede Brasil de Comunicação

Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Aílton José Alves

Av. Cruz Cabugá, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 Fone: 3084 1524

LIÇÃO 04 - GERADOS PELA PALAVRA DA VERDADE - 3º TRIMESTRE 2014

(Tg 1.9-11,16-18)

INTRODUÇÃO

O evangelho tem o poder de fazer o pecador ser transformado em uma nova criatura (II Co 5.17). Em Tiago 1.18 vemos o apóstolo, ensinar que a Palavra de Deus é o instrumento usado para promover essa transformação radical no homem. Nesta lição, traremos uma definição da palavra “regeneração” e quais os instrumentos que a produz; destacaremos qual a importância dessa intervenção divina na vida humana; e também sobre qual deve ser o comportamento daqueles que passaram por essa experiência sobrenatural.

I - A DOUTRINA DA REGENERAÇÃO

Em Tiago 1.18 o apóstolo nos fala sobre uma das doutrinas que compõe a soteriologia (doutrina da salvação) que é a regeneração. A palavra regeneração no grego é “palinginesia” formada da expressão pálin”, “novamente”, e “génesis”, “nascimento”, significa portanto “novo nascimento”. É o “milagre que se dá na vida de quem aceita a Cristo, tornando-o participante da vida e natureza divinas. Através da regeneração, conhecida também como conversão e novo nascimento o homem passa a desfrutar de uma nova realidade espiritual” (ANDRADE, 2006, p. 317 - acréscimo nosso). “A regeneração transfere o individuo de sua condição de pecado e morte espirituais para um estado renovado de santidade e de vida. É nessa mesma linha que a Bíblia fala sobre o individuo regenerado como “nova criatura” (II Co 5.17). De acordo com Paulo (Gl 6.15), o que realmente importa é ser uma nova criação. Por isso, o crente é exortado a se revestir “do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (Ef 4.24). O novo nascimento também é descrito como uma “geração” (Tg 1.18), e como uma “vivificação” (Jo 5.21 e Ef 2.5). Do crente é dito que ele é um “ressurreto dentre os mortos” (Rm 6.13), e também que ele é “feitura de Deus” (Ef 2.10)” (CHAMPLIN, 2004, p. 613). Abaixo destacaremos quais os dois instrumentos divinos que promovem o novo nascimento:

1.1 A Palavra de Deus. O Mestre Jesus ensinou que o novo nascimento é operado através da Palavra de Deus “Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não NASCER DA ÁGUA […], não pode entrar no reino de Deus” (Jo 3.5). A água a que Jesus se refere aqui é símbolo da Palavra (Jo 15.3; Ef 5.26). A Palavra de Deus é a divina semente (I Pe 1.23). Quando ela é aplicada em nosso coração pelo Espírito Santo, acontece o milagre do novo nascimento. É o que Tiago nos diz: “Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas” (Tg 1.18). A expressão “palavra da verdade” refere-se ao evangelho (II Co 6.7; Cl 1.5; II Tm 2.15). Normalmente no NT, o vocábulo “palavra” indica a mensagem cristã. O uso mais comum é “palavra de Deus” (At 6.2; 8.14; 13.46; 18.11; Rm 9.6; I Co 14.36; Ef 6.17; II Tm 2.9).

1.2 O Espírito Santo. “Quando se referia à regeneração, João, o apóstolo, sempre a descreveu como um nascimento da parte de Deus (Jo 1.13). Destaca-se nisso a origem do novo nascimento, na atividade do Espirito Santo. E a menção ao vento mostra que se trata de algo sobrenatural (Jo 3.8). As ideias de “novidade”, de “regeneração” e da “origem sobrenatural do Espírito” aparecem em Tito 3.5, onde se lê que a salvação ocorre “mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”. Tendo estado morta em suas transgressões e pecados (Ef 2.1,5), cega e indiferente para com as realidades do Espirito de Deus (I Co 2.14), incapaz de fazer OBRAS MERITÓRIAS da salvação (II Tm 1.9; Tt 3.5), a pessoa, embora até então corrompida pelo pecado, é recriada em Cristo Jesus” (CHAMPLIN, 2004, p. 613 -acréscimo nosso).

II - A IMPORTÂNCIA DO NOVO NASCIMENTO

“O pecador, antes, escravizado pela própria carne, agora, pelo novo nascimento, tornou-se um filho de Deus (Jo 1.12), um ser liberto, súdito do Reino de Deus (Jo 3.5; Ef 2.19). Tudo aconteceu porque o Espírito Santo agora habita nele (I Co 3.16; 6.19; Rm 8.9), e exerce domínio sobre ele, o que deu origem à transformação do seu caráter. O homem recebe, pois, pela regeneração, tanto uma nova direção sobre sua vida, como poder de Deus para seguir essa direção. O homem regenerado sente que agora: (a) seu pensamento mudou; ele pensa diferentemente de conformidade com a vontade de Deus (Cl 3.10; Fp 4.8); (b) seu entendimento se abriu para as coisas de Deus, pois antes não as entendia (I Co 2.15; II Co 4.6) e Deus o renova para o conhecimento (Cl 3.10); (c) o seu sentimento registra o gozo pela presença de Deus (Sl 16.11). Agora ele ama a Deus (I Jo 4.19) e aos irmãos (I Jo 3.14); (d) a sua vontade, que antes era escravizada pela carne (Ef 2.2,3; Is 53.6), conforma-se com a vontade de Deus (Mt 6.10; I Pe 1.22; 4.2; At 13.22); e (e) a sua consciência, agora purificada (Hb 9.14), torna-se sensível a direção de Deus (Rm 2.15)” (BERGSTÉN, 2007, p. 178 -acréscimo nosso).

III - O COMPORTAMENTO DOS QUE NASCERAM DE NOVO

Predominava entre os judeus a ideia de que as riquezas eram um sinal do favor especial de Deus. Em Tiago 1.9-11 encontramos o apóstolo exortando os cristãos ricos e os pobres contra essa ideia errônea, visto que agora eram novas criaturas (Tg 1.18). A igreja do primeiro século, tal qual nos dias atuais, era composta de pessoas de diferentes classes sociais, conforme nos relata Lucas (At 2.44,45; At 6; I Co 16.1-3). A orientação apostólica nos faz entender que, como cristãos, pobres e ricos, apesar de sua condição financeira, sua alegria deveria estar no Senhor (Tg 1.9-11).

3.1 O evangelho dá ao pobre um novo sentido de seu próprio valor (Tg 1.9). O apóstolo adverte os cristãos pobres que não se achem inferiores aos irmãos ricos por causa das suas necessidade, pois ainda que padeça por não usufruir de prosperidade material, possuem uma riqueza nos céus “Mas o irmão de condição humilde glorie-se na sua exaltação” (Tg 1.9 - ARA - Almeida Revista e Atualizada). A expressão “condição humilde” usada no referido texto alude a condição financeira fraca, à sua pobreza; e isso, naturalmente obriga-o a ajustar-se a um nível inferior da escala social, devido ao tipo de sociedade em que vivemos, tornando-se menos bem quisto como pessoa. O crente pobre tem sua “exaltação” apesar de sua “humildade” em recursos financeiros e em posição social. A dignidade de tal crente consiste nas riquezas morais de sua presente experiência espiritual (Ef 1.3-7; I Pe 2.9,10); e no que ele espera receber no porvir (Lc 10.20; Fp 3.20; II Tm 4.8).

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TV EBD - Gerados pela Palavra da Verdade - EV. Luiz Henrique

Assista os vídeos da TV EBD com a aula da Lição 4 - Gerados pela Palavra da Verdade. Para facilitar o download, o vídeo é dividido em 6 partes. Você pode assistir aqui mesmo, clicando nos vídeos, ou clicar nos links, acima dos vídeos para salvar; ao abrir a nova página, clique no botão Download. Os vídeos são produzidos pelo Ev. Luiz Henrique e também publicados no site Estudos Bíblicos EBD, ou no blog EBDnaTV.

1ª Parte - Lição 4 - 3T/2014

2ª Parte - Lição 4 - 3T/2014

3ª Parte - Lição 4 - 3T/2014

4ª Parte - Lição 4 - 3T/2014

5ª Parte - Lição 4 - 3T/2014

6ª Parte - Lição 4 - 3T/2014

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Questionário - Gerados pela Palavra da Verdade - Ev. Luiz Henrique

Questionário da Lição 4 - Gerados Pela Palavra da Verdade

Responda conforme a revista da CPAD do 3º Trimestre de 2014 - Para jovens e adultos

Tema: FÉ E OBRAS - Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica

Complete os espaços vazios e marque com “V” as respostas verdadeiras e com “F” as falsas.

 

TEXTO ÁUREO

1- Complete:

“Sendo de novo gerados, não de _______________________ corruptível, mas da incorruptível, pela _______________________ de DEUS, viva e que permanece para _______________________” (1 Pe 1.23).

 

VERDADE PRÁTICA

2- Complete:

Somente aqueles que foram ________________________ pela ________________________ da Verdade são _______________________ pelo ESPÍRITO SANTO.

 

I. A RELAÇÃO ENTRE OS POBRES E OS RICOS DA IGREJA (Tg 1.9-11)

3- Como era a classe dos pobres na Igreja do primeiro século?

(    ) A Igreja do primeiro século era constituída por três distintas classes sociais: a dos pobres, a dos sacerdotes e a dos ricos, tendo evidentemente mais pobres em sua composição.

(    ) Do ponto de vista social, a pobreza exclui o ser humano dos direitos básicos necessários à sua subsistência.

(    ) Não é difícil reconhecer que a Igreja do primeiro século era constituída por duas classes sociais: a dos pobres e a dos ricos, tendo evidentemente mais pobres em sua composição.

(    ) Uma vez que não podemos fazer acepção de pessoas, os pobres daquela época, que foram gerados pela Palavra e inseridos no corpo  de CRISTO - a Igreja - tinham motivos de alegrar-se no Senhor, pois além do novo nascimento, eles eram acolhidos pela igreja local.

 

4- Como eram os ricos na Igreja Antiga?

(    ) É possível o irmão rico ser gerado pela Palavra e tornar-se um filho de DEUS? Não, claro. Ele encontrarará maior dificuldade para desprender-se de suas riquezas.

(    ) Por vezes, os ricos são identificados na Bíblia como judeus proprietários de muitos bens e que negligenciavam as obrigações que pesam sobre os que desfrutam de tal condição.

(    ) Por suas atitudes, eles eram frequentemente repreendidos pelas Escrituras.  

(    ) Os ricos e abastados têm a tendência a desenvolverem a arrogância, a autossuficiência e a postura de senhores poderosos, que pensam poder comprar as pessoas a qualquer preço.

(    ) As Escrituras são claras em afirmar que o Reino de DEUS não pode ser comprado por dinheiro algum.

(    ) É possível o irmão rico ser gerado pela Palavra e tornar-se um filho de DEUS? Sim, claro. Porém, ele pode encontrar maior dificuldade para desprender-se de suas riquezas.

(    ) É imprescindível que os mais abastados compreendam que após entregarem-se a CRISTO, obedecerão ao mesmo Evangelho a que os irmãos pobres submetem-se.

(    ) Aqui, torna-se ainda mais clara a verdade bíblica: para DEUS não há acepção de pessoas.

 

5- Perante DEUS, pobres e ricos são iguais. Complete:

A igreja local deve receber a _______________________ no espírito do Evangelho, isto é, como membros da _______________________ de DEUS, pois através da salvação em CRISTO, independentemente da condição social, todos têm a DEUS como _______________________ (Rm 8.14), e a JESUS como _______________________ (Lc 8.21). Somos coerdeiros, juntamente com CRISTO, de uma herança _______________________ (1 Pe 1.4), pertencentes à santa _______________________ de DEUS (Ef 2.19) e cidadãos de um reino imutável (Hb 12.28). Na família de DEUS há lugar para todo ser humano ________________________ por CRISTO. Portanto, o irmão pobre e o irmão rico não devem se ________________________ de suas condições sociais. Se o Evangelho alcançou seus corações, o rico saberá ________________________ o que fazer com a sua riqueza. E o pobre, de igual forma, como viverá sua pobreza. O importante é que CRISTO em tudo seja _______________________!

 

II. DEUS SÓ FAZ O BEM (Tg 1.16,17)

6- O que quer dizer a expressão: “Não erreis” (v.16)?

(    ) Com essa advertência o meio-irmão do Senhor está afirmando a doutrina da “santidade eterna” ou perfeccionista: a de que o homem, uma vez remido, não mais pecará.

(    ) Com essa advertência o meio-irmão do Senhor não está afirmando a doutrina da “santidade plena” ou perfeccionista: a de que o homem, uma vez remido, não mais pecará.

(    ) Tal palavra tem como propósito conclamar o crente a não dar ouvidos à “voz” da concupiscência carnal.

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Gerados pela Palavra da Verdade - Ev. Luiz Henrique

LIÇÕES BÍBLICAS - 3º Trimestre de 2014 - CPAD - Para jovens e adultos

Tema: FÉ E OBRAS - Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica

Comentário: Pr. Eliezer de Lira e Silva
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

Questionário

NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm

 

TEXTO ÁUREO

“Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de DEUS, viva e que permanece para sempre” (1 Pe 1.23).

 

VERDADE PRÁTICA

Somente aqueles que foram gerados pela Palavra da Verdade são guiados pelo ESPÍRITO SANTO.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - 1 Pe 4.12,13 - Alegrai-vos com a provação

Terça - Lm 5.21 - Nossa oração pelo perdão

Quarta - Jo 3.3 - Novo nascimento e Reino de DEUS

Quinta - 1 Jo 5.4 - A vitória sobre o mundo

Sexta - 2 Co 6.2 - Hoje é dia de salvação

Sábado - 1 Tm 2.4 - DEUS a todos quer salvar

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Tiago 1.9-11,16-18

Tg 1.9 Mas glorie-se o irmão abatido na sua exaltação, 10 e o rico, em seu abatimento, porque ele passará como a flor da erva. 11 Porque sai o sol com ardor, e a erva seca, e a sua flor cai, e a formosa aparência do seu aspecto perece; assim se murchará também o rico em seus caminhos.
Tg 1.16 Não erreis, meus amados irmãos. 17 Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação. 18 Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas.

 

INTERAÇÃO

DEUS pode fazer o mal? O contexto da epístola de Tiago mostra que Ele é bom e, portanto, a sua sabedoria só pode fazer o bem, jamais o mal. Nele, não há variação de bondade e malignidade; de luz ou trevas. O nosso Pai Celestial decidiu de uma vez por todas, em JESUS, fazer o bem para reconciliar o mundo consigo mesmo. Por isso, a sabedoria de DEUS é pura, bondosa, benigna, humilde, cordata, temperante, etc. Porque Ele é bom! Prezado professor, que a bondade de DEUS inunde a sua vida e a dos seus alunos. Que eles decidam amar o próximo como o nosso Pai o ama.

 

OBJETIVOS - Após a aula, o aluno deverá estar apto a:

Analisar a relação entre os pobres e os ricos da igreja.

Defender a verdade que DEUS só faz o bem.

Compreender que os filhos de DEUS são as primícias dentre as criaturas.

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Gerados pela Palavra da Verdade - Francisco A. Barbosa

TEXTO ÁUREO

“Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre” (1Pe 1.23). Amor genuíno e perseverante por outros (veja o v. 22) somente é possível por causa do amor que Deus nos mostrou primeiro ao efetuar em nós o novo nascimento em Cristo (Jo 13.35; iJo 4.7-11).

VERDADE PRÁTICA

Somente aqueles que foram gerados pela Palavra da Verdade são guiados pelo Espírito Santo.

HINOS SUGERIDOS

50, 106, 128.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - 1Pe 4.12,13
Alegrai-vos com a provação

Terça - Lm 5.21
Nossa oração pelo perdão

Quarta - Jo 3.3
Novo nascimento e Reino de Deus

Quinta - 1Jo 5.4
A vitória sobre o mundo

Sexta - 2Co 6.2
Hoje é dia de salvação

Sábado - 1Tm 2.4
Deus a todos quer salvar

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Tiago 1.9-11,16-18.9 - Mas glorie-se o irmão abatido na sua exaltação,10 - E o rico em seu abatimento; porque ele passará como a flor da erva.11 - Porque sai o sol com ardor, e a erva seca, e a sua flor cai, e a formosa aparência do seu aspecto perece; assim se murchará também o rico em seus caminhos.16 - Não erreis, meus amados irmãos.17 - Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação.18 - Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas.

OBJETIVOS 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Analisar a relação entre os pobres e os ricos da igreja.
  • Defender a verdade que Deus só faz o bem.
  • Compreender que os filhos de Deus são as primícias dentre as criaturas.

PALAVRA CHAVE

Verdade: Propriedade de está conforme os fatos ou a realidade.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Na lição de hoje vamos estudar acerca da qualidade relacional da igreja nos diversos níveis de interação entre pessoas geradas pela Palavra. Veremos a Epístola de Tiago apontando as distorções sociais que podem existir em um ambiente eclesiástico ou de convivência entre irmãos. A nossa perspectiva é a de que possamos nos relacionar com o outro independente da sua condição econômica e social. Ligados, sobretudo, pelo Evangelho. [Comentário: No seio da igreja local encontramos uma amostra social com todos os desníveis encontrados na sociedade secular, pobres e ricos, baixa escolaridade e formação acadêmica. Qual o contexto social em que a sua igreja local está localizada? Trata-se de uma cidade nobre? Ou da periferia? Quem são os seus alunos? Como se dá a relação social entre os seus alunos? O professor não pode planejar essa lição sem antes fazer estas perguntas e respondê-las com sinceridade. Tanto o pobre como o rico são exortados para gloriar-se em suas circunstancias. O irmão pobre é rico em tesouros espirituais. Ele tem um status privilegiado no reino de Deus. Se o termo “rico” se refere aos cristãos abastados, Tiago entende que eles também podem alegrar-se no fato de terem discernido onde o verdadeiro tesouro se encontra. Se “rico” se refere aos ímpios, a referencia à sua glória é irônica. O tema da lição de hoje é urgente, desde que, na igreja local, a diferença entre pobres e ricos deve ser atenuada pelo exemplo daquela igreja de Atos 4.35!] Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!
I. A RELAÇÃO ENTRE OS POBRES E OS RICOS DA IGREJA (Tg 1.9-11)
1. Os pobres na Igreja do primeiro século. Do ponto de vista social, a pobreza exclui o ser humano dos direitos básicos necessários à sua subsistência. Não é difícil reconhecer que a Igreja do primeiro século era constituída por duas classes sociais: a dos pobres e a dos ricos, tendo evidentemente mais pobres em sua composição. Uma vez que não podemos fazer acepção de pessoas (Rm 2.11; Cl 3.11), os pobres daquela época, que foram gerados pela Palavra e inseridos no corpo de Cristo - a Igreja - tinham motivos de alegrar-se no Senhor, pois além do novo nascimento, eles eram acolhidos pela igreja local (Gl 2.10).[Comentário: A Igreja primitiva era composta em sua maioria por pessoas pobres, não obstante alguns possuírem bens, a exemplo de Barnabé, que vendeu uma propriedade e entregou o valor aos apóstolos para ser repartido com a comunidade (At 4.36,37). Uma correta posição diante de Deus não tem base em motivos étnicos, e nem quaisquer distinções autogeradas entre a humanidade (Rm 9.6-13; Gl 6.15). O Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal comentando o texto de Gl 2.10, traz o seguinte: “Muito esforço seria necessário para promover a unidade no nível das raízes entre os cristãos de origem judaica e os gentios. Os apóstolos perceberam que uma maneira imediata e prática de transpor esta possível brecha seria lembrarem-se de ajudar aos pobres. Paulo assegurou que pretendia fazer isto com diligência. Ele nunca se esqueceu desta ideia. Ele continuava ansioso por ajudar os crentes pobres de Jerusalém. Nas suas viagens missionárias (especialmente na terceira), Paulo arrecadou fundos para ajudar os crentes de origem judaica que eram pobres e que viviam em Jerusalém (veja At 24.17; Rm 15.25-28; 1 Co 16.1-4; 2 Co 8-9)”. Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 268-269. Russell Norman Champlin também comenta este texto e afirma o seguinte: “De conformidade com a doutrina farisaica, as três grandes colunas sobre as quais se apoia o mundo espiritual, seriam as esmolas, o serviço no templo e o estudo da Torah. As condições econômicas da época, em muitas comunidades judaicas, mas sobretudo em Jerusalém, tornavam a prática das esmolas extremamente importante. Jerusalém parece ter sido sempre uma parasita econômica, dependente das rendas do templo, que vinham de outras regiões de Israel e até mesmo de países estrangeiros. Com base nos fundos dos tesouros do templo de Jerusalém e das milhares de sinagogas é que eram sustentadas as viúvas e outros pobres, sendo dali também tirados fundos para ajudar aos desempregados. Ao mesmo tempo, entretanto, líderes gananciosos se enriqueciam mediante o uso pessoal dos fundos destinados à comunidade. Estêvão selou a sua condenação ao indicar, em seu sermão, que o templo de Jerusalém estava obsoleto, e não era mais essencial para a verdadeira adoração. Ao menos por razões financeiras, discursos dessa natureza não poderiam mesmo ser tolerados entre os judeus antigos. (Ver Atos 7:49 e ss.). Falando sobre dinheiro, ninguém deseja contribuir, hoje em dia, para a manutenção do ministério e para a ereção de escolas. Mas quando se trata do estabelecimento da idolatria e da adoração falsa, nenhum custo é poupado. A verdadeira religião sempre padecerá da falta de fundos suficientes, ao passo que as religiões falsas são sustentadas pelas riquezas materiais». (Martinho Lutero, in loc.). «…dos pobres…» Estes deveriam ser relembrados e servidos. Provavelmente apelaram a Paulo, para que os ajudasse, e a coleta foi feita, pelo menos em parte, como resposta a esse apelo. Naturalmente que isso não foi apresentado como «condição» para a aceitação de Paulo por parte dos demais apóstolos; antes, foi a única coisa que veio a ser solicitada dele, no tocante a quaisquer sugestões adicionais que os apóstolos tinham a respeito dos labores de Paulo. Os «pobres», em geral, devem ser incluídos nessa ideia, ainda que parece ter havido uma preocupação especial como os pobres de Jerusalém e das cercanias”. CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 4. pag. 454.] Clique aqui para ler o texto completo »

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Gerados pela Palavra da Verdade - Pr. Geraldo Carneiro Filho

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº04- DATA: 27/07/2014
TÍTULO: “GERADOS PELA PALAVRA DA VERDADE”
TEXTO ÁUREO - I Pe 1.23
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Tg 1.9-11, 16-18
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/

I - INTRODUÇÃO:

A maior parte dos problemas enfrentados pelos cristãos diz respeito ao mundo material. A moderna maquinaria publicitária coloca o sentido da vida nas riquezas. A televisão e as revistas mostram que a pessoa bem-sucedida é aquela que tem o carro do ano, cheque especial altíssimo, lancha marítima, etc. Este é o pano de fundo da publicidade que nos esmaga com suas técnicas bem elaboradas: a realização está no ter coisas. Estará certa tal ótica? Ter coisas é o bem supremo? Qual é a relação correta entre o homem e os bens? Todas estas questões podem ser enfocadas aqui e respondidas à luz de Tiago.

II - O POBRE E O RICO:

(1) - Tg 1.9-10 - “O irmão de condição humilde” e “o rico” - Pobre aqui é o homem desprovido de bens materiais. E rico é o homem bem provido de bens. Tiago está nos falando do pobre e do rico em relação à situação econômica.

Qual a recomendação bíblica para o pobre, no tocante à sua pobreza?

“O irmão de condição humilde glorie-se na sua exaltação.” A ERAB traduz “exaltação” por “dignidade”. Aqui está onde o irmão deve gloriar-se: na sua “exaltação”, ou no dar lugar à sua “dignidade”.

Primeiro ressalte-se o fato que o irmão humilde não deve desprezar-se por ser pobre. Não deve envergonhar-se dessa situação, nem julgar que é uma pessoa de terceira ou última categoria.

Depois, ressalte-se que ele deve gloriar-se. O verbo “glorie-se” tem o sentido de: “Regozije-se com confiança.” Na sua pobreza, o irmão humilde tem algo com que regozijar-se: sua “dignidade”. A glória do pobre é o seu caráter, aquilo que ele é na sua natureza moral e espiritual.

Não aceitemos o padrão do mundo que julga as pessoas por aquilo que elas possuem. Deus julga o homem por aquilo que ele é. Tiago vem combater a ilusão contemporânea, segundo a qual a realização está no ter. A realização está no ser - Pv 22:1.

(2) - “O rico no seu abatimento”, ou “insignificância” - O rico também deve gloriar-se,  mas não nas suas riquezas. “Abatimento” significa “baixeza, humildade, humilhação”; é “saber viver na pobreza”.

Que o rico se regozije confiantemente, não no seu poder econômico, mas num quebrantamento diante de Deus. Aqui é que está a sua segurança. Da mesma forma, o pobre não deve buscar riquezas a qualquer preço, mas sim, preservar a sua dignidade.

III - O QUE É BOM VEM DE DEUS:

Tg 1.16 - “Não vos enganeis” - Esta expressão significa: Não se enganem, pensando que o pecado vem de Deus (Tg 1.13), pois dele só vem o bem, tanto que “ele nos gerou pela palavra da verdade” (Tg 1.18).

Não nos enganemos, pensando que Deus nos conduz ao mal. Não nos desculpemos dos nossos pecados, colocando a culpa em Deus. Ele não tenta a ninguém. Dele só vem o que é bom e nunca o mal.

Tg 1.17 - “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto” - “Alto” é empregado aqui como substituição para “Deus”. Além disso, esse termo mostra a transcendência de Deus. Ele é o que está lá em cima, em contraposição aos homens, que estão cá embaixo - João 8:23.

O ensino de Tiago é que Deus dá boas coisas ao seu povo. Dele não nos vem o mal, a tentação. Vem o bem, que é descrito em Tg 1.18.

Tg 1.18 - “Segundo a sua própria vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade…” - A salvação é produto do querer de Deus. É a sua vontade e o seu amor para conosco que estão como elementos motivadores da nossa salvação. Não encontramos na Bíblia um Deus relutante aos apelos de um homem desesperado por uma salvação que lhe é negada. Desde o Éden encontramos um Deus que procura e um homem que se esconde. Deus quer o nosso bem. Foi o seu querer, a sua vontade, que o levou a salvar-nos.

No processo de novo nascimento do cristão, Deus reúne em si tanto as funções masculinas como as femininas: “ele nos deu à luz”. Ele nos fez nascer espiritualmente porque assim o desejou. O meio para a nossa geração foi “a palavra da verdade”. A mesma ideia encontramos em I Pedro 1:23.

Deus nos fez nascer pela palavra da verdade, “para que fôssemos como que primícias das suas criaturas”.

“Primícias” significa “primeiros”. As primícias eram o princípio da colheita que se oferecia a Deus. Deviam sempre ser o princípio, porque este é o fundamento da mordomia: Deus deve ter prioridade. A Deus não se dá o resto nem o que sobeja. Assim sendo, os primeiros frutos eram consagrados a Deus, dados a Ele.

O livro de Levítico trata exatamente dos regulamentos sacerdotais, incluindo as ofertas ao Senhor. E termina tratando justamente das coisas consagradas ao Senhor. Diz então o texto de Levítico 27:28, 29: “Todavia, nenhuma coisa consagrada ao Senhor por alguém, daquilo que possui, seja homem, ou animal, ou campo de sua possessão, será vendida nem será remida; toda coisa consagrada será santíssima ao Senhor. Nenhuma pessoa que dentre os homens for devotada será resgatada; certamente será morta”. O que a Deus fosse oferecido, seria dele, irremissivelmente dele. O texto de Deuteronômio 26:1-11 trata do oferecimento das primícias. Dadas a Deus, passavam a ser dele.

Cristo nos resgatou do poder do Inimigo e nos deu ao Pai. Somos propriedade divina. Não pertencemos mais ao poder das trevas. Somos de Deus. E não somos um presente dado de forma irrefletida e recebido de má vontade. Foi o querer de Deus que operou o processo de nosso novo nascimento. E foi sua revelação consumada em Jesus Cristo, numa sintonia entre as pessoas da divindade, que nos gerou. Por isso, tudo o que temos de bom, a começar da salvação e da comunhão, vem-nos de Deus. Ele nos ama e nos dá o que é bom.

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Gerados pela Palavra da Verdade - Pr. Alexandre Coelho

Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula.

O Pr. Alexandre Coelho ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical falando sobre o tema da lição 4 - Gerados pela Palavra da Verdade.

Lição 4 - 3T/2014

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Gerados pela Palavra da Verdade - Ev. Isaías de Jesus

TEXTO ÁUREO = “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre”. I Pedro 1: 23
VERDADE PRÁTICA = Somente aqueles que foram gerados pela Palavra da Verdade são guiados pelo Espírito Santo.
LEITURA BÍBLICA = Tiago 1:9-11,16-18
INTRODUÇÃO
A passagem de Tiago 1.9-16 nos conduz a um manancial de riquezas quanto à compreensão da posição do homem em relação ao seu semelhante bem como em relação ao próprio Deus. O texto coloca o pobre e o rico como absolutamente responsáveis e iguais diante de Deus, ao mesmo tempo em que reconhece a soberania divina e ainda a eqüidistância de Deus dos problemas e circunstâncias da vida cotidiana do homem. Procuremos, então, saber o que o Espírito Santo quer ensinar- nos através destes oito versículos da Epístola de Tiago.
POBRES E RICOS - COMO DEUS OS VÊEM
A pobreza e a riqueza, independentemente de suas origens, são fatos comuns à realidade da existência humana, Evidentemente nunca foi propósito de Deus que uns poucos retivessem consigo tanta fortuna, enquanto que a maioria das pessoas vive uma vida que abeira a extrema miséria. Então, de acordo com o ensino de Tiago, como Deus vê pobres e ricos? Tentaremos responder a esta questão analisando-a no contexto da Igreja.
1. O cristão pobre (v.9). O crente que vive com o mínimo necessário, e até mesmo aquele que vive sem condições de satisfazer as suas necessidades básicas mínimas, é instado pelo apóstolo: “Mas glorie-se o irmão abatido (pobre) na sua exaltação”.Isto é: o cristão pobre deve fazer da sua posição em Cristo, uma fonte de gozo.
Uma vez que Deus não olha para o homem distinguindo-o por classe social qualquer, mas estabelece o seu valor intrínseco através da obra redentora efetuada por Jesus Cristo no Calvário, fica evidenciado que é pela sua identidade com Cristo que o cristão pobre se exalta, e nisto deve gloriar-se.

2. O cristão rico (v.10). Desde o princípio da Igreja tem havido entre seus membros aqueles que detêm maior riqueza material. Considerando a possibilidade dos mais ricos abandonarem a simplicidade do Evangelho, escrevendo a Timóteo recomenda o apóstolo Paulo: “Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos” (I Tm 6.17).
A este, manda o Espírito Santo através do apóstolo Tiago, que ele se glorie em seu abatimento (insignificância), porque o rico bem como a sua riqueza “passará como a flor da erva” (Tg 1.10).
3. A transitoriedade do rico e das riquezas (v.11). Parece que ao pobre ninguém precisa lembrar a sua necessidade de depender única e exclusivamente de Deus.  Nada tendo aqui, ele vive o antegozo de possuir um tesouro no Céu (Mt 6.19,20).
O rico, porém, precisa ser lembrado de que o vigor da vida perece, as rugas chegam com os anos, e de que, enfim, as riquezas terrenas de nada valem. Enquanto o vigor da vida não se esvai e a velhice não chega, aos irmãos abastados por dinheiro e outros bens, recomenda o Espírito Santo:  ”Que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis; que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna” (I Tm 6.18,19).
DEUS SÓ FAZ O BEM
O versículo 16 é com freqüência tratado como uma transição do pensamento dos versículos 13-14 para os versículos 17-18. A mudança é brusca: Não erreis. Não vagueiam tanto no seu pensamento a ponto de acreditar que qualquer provação ou tentação, com um propósito mal, vem de Deus. Deus somente dá o que é bom - e Ele é a Fonte de todas as coisas boas. Deus nos fez o tipo de pessoas que somos e quando a criação estava completa Ele viu que tudo “era muito bom” (Cii 131). Moffatt traduz a primeira parte do versículo 17 da seguinte maneira: “Tudo que recebemos é bom e todos os nossos dons são perfeitos”.
16_ Não vos enganeis, meus amados irmãos. Toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, 17_descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sobra de variação. Segundo a sua própria vontade, 18_ ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas.
“Não vos enganeis” esta ligando duas idéias. Não se enganem, pensando que o pecado vem de Deus (vs. 13), pois dele só vem o bem, tanto que “ele nos gerou pela palavra da verdade” (vs. 18), e a partir do vs. 21 temos a apresentação do que seja a “palavra da verdade”.
 Nosso ponto de partida, portanto, deve ser o vs. 13. Não nos enganemos, pensando que Deus nos conduz ao mal. Não nos desculpemos dos nossos pecados, colocando a culpa em Deus. Ele não tenta a ninguém. Dele só vem o que é bom e nunca o mal.

“Meus amados irmãos”. Apesar da advertência a ser feita, o tom é carinhoso. Tiago repreende sem ira, mas até com ternura. Uma lição que devemos aprender aqui é a tratar a todos com carinho, sem concordar com o erro.Não lança duvidas sobre a conversão genuína dos cristãos daqueles dias, (muito menos hoje) embora percebesse que tinham caído em alguns erros doutrinários e práticos.

“Toda boa dádiva e todo som perfeito vêm do alto”. ”Alto” é empregado aqui como substituição para “Deus”. Embora várias vezes Tiago use o nome de Deus na sua carta, era prática comum aos hebreus substituírem o nome divino por outra forma de expressão.

Além do termo “Alto” ser um sinônimo de Deus, outra consideração deve ser feita sobre o mesmo. Ele mostra a transcendência de Deus. Ele é o que esta lá em cima, em contraposição aos homens, que estão cá embaixo. Há uma diferença entre Deus e os homens. Em João 8:23, por exemplo, encontramos as seguintes palavras de Jesus: “Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo.” Há uma diferença entre Jesus e seus opositores. A diferença moral, portanto, é acentuada pelo termo “Alto”.

Transcendência de Deus: É o Caráter do que está fora do alcance de nossa ação ou até de nosso pensamento.

  • Ele é diferente e independente da sua criação (ver Êxodo 24.9-18; Isaías 6.1-3; 40.12-26; 55.8,9).
  • Seu ser e sua existência são infinitamente maiores e mais elevados do que a ordem por Ele criada (1Reis 8.27; Isaías 66.1,2; Atos 17.24,25).
  • Ele subsiste de modo absolutamente perfeito e puro, muito além daquilo que Ele criou. Ele mesmo é incriado e existe à parte da criação (ver 1Timóteo 6.16).
  • A transcendência de Deus não significa, porém, que Ele não possa estar entre o seu povo como seu Deus (Levítico 26.11,12; Ezequiel 37.27; 43.7; 2Corintios 6.16).

“Boa dádiva… dom perfeito”. Os dois termos “dádiva , perfeito” são derivados, significa “dou, concedo, ofereço”. Parece mais uma repetição para enfatizar o argumento, uma forma de expressar, do que propriamente duas realidades distintas. O ensino de Tiago é que Deus dá boas coisas ao seu povo. Tudo o que é bom vem de Deus. Dele não nos vem o mal, a tentação. Vem o bem, que está no vs. 18.

“Descendo do Pai das luzes”. O dom vem dele, descendo, para nós. Uma conclusão lógica, já que ele é lá do alto e nós somos cá de baixo.

A figura de Deus como luz é comum, tanto no Velho Testamento quanto no Novo Testamento. No Salmo 27:1 “O Senhor é a minha luz e a minha salvação…”, Em João 1:5 lemos que “Deus é luz”. O Salvador também aplicou a si a significativa figura: João 8:12 “Eu sou a luz do mundo; quem me segue, de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida”.

Mas, Tiago ultrapassa esta metáfora, ele amplia e declara que Deus é “Pai das luzes”. A linguagem é alusiva a Deus como Criador dos luminosos, ensino que fica patente em Gênesis 1:14-18. Ele é Pai das coisas mais elevadas da criação, os astros. Os astros se localizam muito acima dos homens. Mas, quem os criou é maior do que os astros e está acima deles, por ser “o Pai das luzes”.

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Gerados pela Palavra da Verdade - Ev. Natalino das Neves

Aula ministrada pelo Ev. Natalino das Neves - Projeto IEADSJP_EBDTV.

Projeto da IEADSJP - Igreja Evangélica Assembleia de Deus de São José dos Pinhais

Baixe, também, os slides da aula, clicando aqui.

Publicado no Blog do Ev. Natalino das Neves

Lição 4 - 3T/2014

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