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Lições

Gerados pela Palavra da Verdade - Francisco A. Barbosa

TEXTO ÁUREO

“Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre” (1Pe 1.23). Amor genuíno e perseverante por outros (veja o v. 22) somente é possível por causa do amor que Deus nos mostrou primeiro ao efetuar em nós o novo nascimento em Cristo (Jo 13.35; iJo 4.7-11).

VERDADE PRÁTICA

Somente aqueles que foram gerados pela Palavra da Verdade são guiados pelo Espírito Santo.

HINOS SUGERIDOS

50, 106, 128.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - 1Pe 4.12,13
Alegrai-vos com a provação

Terça - Lm 5.21
Nossa oração pelo perdão

Quarta - Jo 3.3
Novo nascimento e Reino de Deus

Quinta - 1Jo 5.4
A vitória sobre o mundo

Sexta - 2Co 6.2
Hoje é dia de salvação

Sábado - 1Tm 2.4
Deus a todos quer salvar

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Tiago 1.9-11,16-18.9 - Mas glorie-se o irmão abatido na sua exaltação,10 - E o rico em seu abatimento; porque ele passará como a flor da erva.11 - Porque sai o sol com ardor, e a erva seca, e a sua flor cai, e a formosa aparência do seu aspecto perece; assim se murchará também o rico em seus caminhos.16 - Não erreis, meus amados irmãos.17 - Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação.18 - Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas.

OBJETIVOS 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Analisar a relação entre os pobres e os ricos da igreja.
  • Defender a verdade que Deus só faz o bem.
  • Compreender que os filhos de Deus são as primícias dentre as criaturas.

PALAVRA CHAVE

Verdade: Propriedade de está conforme os fatos ou a realidade.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Na lição de hoje vamos estudar acerca da qualidade relacional da igreja nos diversos níveis de interação entre pessoas geradas pela Palavra. Veremos a Epístola de Tiago apontando as distorções sociais que podem existir em um ambiente eclesiástico ou de convivência entre irmãos. A nossa perspectiva é a de que possamos nos relacionar com o outro independente da sua condição econômica e social. Ligados, sobretudo, pelo Evangelho. [Comentário: No seio da igreja local encontramos uma amostra social com todos os desníveis encontrados na sociedade secular, pobres e ricos, baixa escolaridade e formação acadêmica. Qual o contexto social em que a sua igreja local está localizada? Trata-se de uma cidade nobre? Ou da periferia? Quem são os seus alunos? Como se dá a relação social entre os seus alunos? O professor não pode planejar essa lição sem antes fazer estas perguntas e respondê-las com sinceridade. Tanto o pobre como o rico são exortados para gloriar-se em suas circunstancias. O irmão pobre é rico em tesouros espirituais. Ele tem um status privilegiado no reino de Deus. Se o termo “rico” se refere aos cristãos abastados, Tiago entende que eles também podem alegrar-se no fato de terem discernido onde o verdadeiro tesouro se encontra. Se “rico” se refere aos ímpios, a referencia à sua glória é irônica. O tema da lição de hoje é urgente, desde que, na igreja local, a diferença entre pobres e ricos deve ser atenuada pelo exemplo daquela igreja de Atos 4.35!] Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!
I. A RELAÇÃO ENTRE OS POBRES E OS RICOS DA IGREJA (Tg 1.9-11)
1. Os pobres na Igreja do primeiro século. Do ponto de vista social, a pobreza exclui o ser humano dos direitos básicos necessários à sua subsistência. Não é difícil reconhecer que a Igreja do primeiro século era constituída por duas classes sociais: a dos pobres e a dos ricos, tendo evidentemente mais pobres em sua composição. Uma vez que não podemos fazer acepção de pessoas (Rm 2.11; Cl 3.11), os pobres daquela época, que foram gerados pela Palavra e inseridos no corpo de Cristo - a Igreja - tinham motivos de alegrar-se no Senhor, pois além do novo nascimento, eles eram acolhidos pela igreja local (Gl 2.10).[Comentário: A Igreja primitiva era composta em sua maioria por pessoas pobres, não obstante alguns possuírem bens, a exemplo de Barnabé, que vendeu uma propriedade e entregou o valor aos apóstolos para ser repartido com a comunidade (At 4.36,37). Uma correta posição diante de Deus não tem base em motivos étnicos, e nem quaisquer distinções autogeradas entre a humanidade (Rm 9.6-13; Gl 6.15). O Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal comentando o texto de Gl 2.10, traz o seguinte: “Muito esforço seria necessário para promover a unidade no nível das raízes entre os cristãos de origem judaica e os gentios. Os apóstolos perceberam que uma maneira imediata e prática de transpor esta possível brecha seria lembrarem-se de ajudar aos pobres. Paulo assegurou que pretendia fazer isto com diligência. Ele nunca se esqueceu desta ideia. Ele continuava ansioso por ajudar os crentes pobres de Jerusalém. Nas suas viagens missionárias (especialmente na terceira), Paulo arrecadou fundos para ajudar os crentes de origem judaica que eram pobres e que viviam em Jerusalém (veja At 24.17; Rm 15.25-28; 1 Co 16.1-4; 2 Co 8-9)”. Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol 2. pag. 268-269. Russell Norman Champlin também comenta este texto e afirma o seguinte: “De conformidade com a doutrina farisaica, as três grandes colunas sobre as quais se apoia o mundo espiritual, seriam as esmolas, o serviço no templo e o estudo da Torah. As condições econômicas da época, em muitas comunidades judaicas, mas sobretudo em Jerusalém, tornavam a prática das esmolas extremamente importante. Jerusalém parece ter sido sempre uma parasita econômica, dependente das rendas do templo, que vinham de outras regiões de Israel e até mesmo de países estrangeiros. Com base nos fundos dos tesouros do templo de Jerusalém e das milhares de sinagogas é que eram sustentadas as viúvas e outros pobres, sendo dali também tirados fundos para ajudar aos desempregados. Ao mesmo tempo, entretanto, líderes gananciosos se enriqueciam mediante o uso pessoal dos fundos destinados à comunidade. Estêvão selou a sua condenação ao indicar, em seu sermão, que o templo de Jerusalém estava obsoleto, e não era mais essencial para a verdadeira adoração. Ao menos por razões financeiras, discursos dessa natureza não poderiam mesmo ser tolerados entre os judeus antigos. (Ver Atos 7:49 e ss.). Falando sobre dinheiro, ninguém deseja contribuir, hoje em dia, para a manutenção do ministério e para a ereção de escolas. Mas quando se trata do estabelecimento da idolatria e da adoração falsa, nenhum custo é poupado. A verdadeira religião sempre padecerá da falta de fundos suficientes, ao passo que as religiões falsas são sustentadas pelas riquezas materiais». (Martinho Lutero, in loc.). «…dos pobres…» Estes deveriam ser relembrados e servidos. Provavelmente apelaram a Paulo, para que os ajudasse, e a coleta foi feita, pelo menos em parte, como resposta a esse apelo. Naturalmente que isso não foi apresentado como «condição» para a aceitação de Paulo por parte dos demais apóstolos; antes, foi a única coisa que veio a ser solicitada dele, no tocante a quaisquer sugestões adicionais que os apóstolos tinham a respeito dos labores de Paulo. Os «pobres», em geral, devem ser incluídos nessa ideia, ainda que parece ter havido uma preocupação especial como os pobres de Jerusalém e das cercanias”. CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 4. pag. 454.] Clique aqui para ler o texto completo »

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Gerados pela Palavra da Verdade - Pr. Geraldo Carneiro Filho

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº04- DATA: 27/07/2014
TÍTULO: “GERADOS PELA PALAVRA DA VERDADE”
TEXTO ÁUREO - I Pe 1.23
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Tg 1.9-11, 16-18
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/

I - INTRODUÇÃO:

A maior parte dos problemas enfrentados pelos cristãos diz respeito ao mundo material. A moderna maquinaria publicitária coloca o sentido da vida nas riquezas. A televisão e as revistas mostram que a pessoa bem-sucedida é aquela que tem o carro do ano, cheque especial altíssimo, lancha marítima, etc. Este é o pano de fundo da publicidade que nos esmaga com suas técnicas bem elaboradas: a realização está no ter coisas. Estará certa tal ótica? Ter coisas é o bem supremo? Qual é a relação correta entre o homem e os bens? Todas estas questões podem ser enfocadas aqui e respondidas à luz de Tiago.

II - O POBRE E O RICO:

(1) - Tg 1.9-10 - “O irmão de condição humilde” e “o rico” - Pobre aqui é o homem desprovido de bens materiais. E rico é o homem bem provido de bens. Tiago está nos falando do pobre e do rico em relação à situação econômica.

Qual a recomendação bíblica para o pobre, no tocante à sua pobreza?

“O irmão de condição humilde glorie-se na sua exaltação.” A ERAB traduz “exaltação” por “dignidade”. Aqui está onde o irmão deve gloriar-se: na sua “exaltação”, ou no dar lugar à sua “dignidade”.

Primeiro ressalte-se o fato que o irmão humilde não deve desprezar-se por ser pobre. Não deve envergonhar-se dessa situação, nem julgar que é uma pessoa de terceira ou última categoria.

Depois, ressalte-se que ele deve gloriar-se. O verbo “glorie-se” tem o sentido de: “Regozije-se com confiança.” Na sua pobreza, o irmão humilde tem algo com que regozijar-se: sua “dignidade”. A glória do pobre é o seu caráter, aquilo que ele é na sua natureza moral e espiritual.

Não aceitemos o padrão do mundo que julga as pessoas por aquilo que elas possuem. Deus julga o homem por aquilo que ele é. Tiago vem combater a ilusão contemporânea, segundo a qual a realização está no ter. A realização está no ser - Pv 22:1.

(2) - “O rico no seu abatimento”, ou “insignificância” - O rico também deve gloriar-se,  mas não nas suas riquezas. “Abatimento” significa “baixeza, humildade, humilhação”; é “saber viver na pobreza”.

Que o rico se regozije confiantemente, não no seu poder econômico, mas num quebrantamento diante de Deus. Aqui é que está a sua segurança. Da mesma forma, o pobre não deve buscar riquezas a qualquer preço, mas sim, preservar a sua dignidade.

III - O QUE É BOM VEM DE DEUS:

Tg 1.16 - “Não vos enganeis” - Esta expressão significa: Não se enganem, pensando que o pecado vem de Deus (Tg 1.13), pois dele só vem o bem, tanto que “ele nos gerou pela palavra da verdade” (Tg 1.18).

Não nos enganemos, pensando que Deus nos conduz ao mal. Não nos desculpemos dos nossos pecados, colocando a culpa em Deus. Ele não tenta a ninguém. Dele só vem o que é bom e nunca o mal.

Tg 1.17 - “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto” - “Alto” é empregado aqui como substituição para “Deus”. Além disso, esse termo mostra a transcendência de Deus. Ele é o que está lá em cima, em contraposição aos homens, que estão cá embaixo - João 8:23.

O ensino de Tiago é que Deus dá boas coisas ao seu povo. Dele não nos vem o mal, a tentação. Vem o bem, que é descrito em Tg 1.18.

Tg 1.18 - “Segundo a sua própria vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade…” - A salvação é produto do querer de Deus. É a sua vontade e o seu amor para conosco que estão como elementos motivadores da nossa salvação. Não encontramos na Bíblia um Deus relutante aos apelos de um homem desesperado por uma salvação que lhe é negada. Desde o Éden encontramos um Deus que procura e um homem que se esconde. Deus quer o nosso bem. Foi o seu querer, a sua vontade, que o levou a salvar-nos.

No processo de novo nascimento do cristão, Deus reúne em si tanto as funções masculinas como as femininas: “ele nos deu à luz”. Ele nos fez nascer espiritualmente porque assim o desejou. O meio para a nossa geração foi “a palavra da verdade”. A mesma ideia encontramos em I Pedro 1:23.

Deus nos fez nascer pela palavra da verdade, “para que fôssemos como que primícias das suas criaturas”.

“Primícias” significa “primeiros”. As primícias eram o princípio da colheita que se oferecia a Deus. Deviam sempre ser o princípio, porque este é o fundamento da mordomia: Deus deve ter prioridade. A Deus não se dá o resto nem o que sobeja. Assim sendo, os primeiros frutos eram consagrados a Deus, dados a Ele.

O livro de Levítico trata exatamente dos regulamentos sacerdotais, incluindo as ofertas ao Senhor. E termina tratando justamente das coisas consagradas ao Senhor. Diz então o texto de Levítico 27:28, 29: “Todavia, nenhuma coisa consagrada ao Senhor por alguém, daquilo que possui, seja homem, ou animal, ou campo de sua possessão, será vendida nem será remida; toda coisa consagrada será santíssima ao Senhor. Nenhuma pessoa que dentre os homens for devotada será resgatada; certamente será morta”. O que a Deus fosse oferecido, seria dele, irremissivelmente dele. O texto de Deuteronômio 26:1-11 trata do oferecimento das primícias. Dadas a Deus, passavam a ser dele.

Cristo nos resgatou do poder do Inimigo e nos deu ao Pai. Somos propriedade divina. Não pertencemos mais ao poder das trevas. Somos de Deus. E não somos um presente dado de forma irrefletida e recebido de má vontade. Foi o querer de Deus que operou o processo de nosso novo nascimento. E foi sua revelação consumada em Jesus Cristo, numa sintonia entre as pessoas da divindade, que nos gerou. Por isso, tudo o que temos de bom, a começar da salvação e da comunhão, vem-nos de Deus. Ele nos ama e nos dá o que é bom.

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Gerados pela Palavra da Verdade - Pr. Alexandre Coelho

Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula.

O Pr. Alexandre Coelho ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical falando sobre o tema da lição 4 - Gerados pela Palavra da Verdade.

Lição 4 - 3T/2014

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Gerados pela Palavra da Verdade - Ev. Isaías de Jesus

TEXTO ÁUREO = “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre”. I Pedro 1: 23
VERDADE PRÁTICA = Somente aqueles que foram gerados pela Palavra da Verdade são guiados pelo Espírito Santo.
LEITURA BÍBLICA = Tiago 1:9-11,16-18
INTRODUÇÃO
A passagem de Tiago 1.9-16 nos conduz a um manancial de riquezas quanto à compreensão da posição do homem em relação ao seu semelhante bem como em relação ao próprio Deus. O texto coloca o pobre e o rico como absolutamente responsáveis e iguais diante de Deus, ao mesmo tempo em que reconhece a soberania divina e ainda a eqüidistância de Deus dos problemas e circunstâncias da vida cotidiana do homem. Procuremos, então, saber o que o Espírito Santo quer ensinar- nos através destes oito versículos da Epístola de Tiago.
POBRES E RICOS - COMO DEUS OS VÊEM
A pobreza e a riqueza, independentemente de suas origens, são fatos comuns à realidade da existência humana, Evidentemente nunca foi propósito de Deus que uns poucos retivessem consigo tanta fortuna, enquanto que a maioria das pessoas vive uma vida que abeira a extrema miséria. Então, de acordo com o ensino de Tiago, como Deus vê pobres e ricos? Tentaremos responder a esta questão analisando-a no contexto da Igreja.
1. O cristão pobre (v.9). O crente que vive com o mínimo necessário, e até mesmo aquele que vive sem condições de satisfazer as suas necessidades básicas mínimas, é instado pelo apóstolo: “Mas glorie-se o irmão abatido (pobre) na sua exaltação”.Isto é: o cristão pobre deve fazer da sua posição em Cristo, uma fonte de gozo.
Uma vez que Deus não olha para o homem distinguindo-o por classe social qualquer, mas estabelece o seu valor intrínseco através da obra redentora efetuada por Jesus Cristo no Calvário, fica evidenciado que é pela sua identidade com Cristo que o cristão pobre se exalta, e nisto deve gloriar-se.

2. O cristão rico (v.10). Desde o princípio da Igreja tem havido entre seus membros aqueles que detêm maior riqueza material. Considerando a possibilidade dos mais ricos abandonarem a simplicidade do Evangelho, escrevendo a Timóteo recomenda o apóstolo Paulo: “Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos” (I Tm 6.17).
A este, manda o Espírito Santo através do apóstolo Tiago, que ele se glorie em seu abatimento (insignificância), porque o rico bem como a sua riqueza “passará como a flor da erva” (Tg 1.10).
3. A transitoriedade do rico e das riquezas (v.11). Parece que ao pobre ninguém precisa lembrar a sua necessidade de depender única e exclusivamente de Deus.  Nada tendo aqui, ele vive o antegozo de possuir um tesouro no Céu (Mt 6.19,20).
O rico, porém, precisa ser lembrado de que o vigor da vida perece, as rugas chegam com os anos, e de que, enfim, as riquezas terrenas de nada valem. Enquanto o vigor da vida não se esvai e a velhice não chega, aos irmãos abastados por dinheiro e outros bens, recomenda o Espírito Santo:  ”Que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis; que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna” (I Tm 6.18,19).
DEUS SÓ FAZ O BEM
O versículo 16 é com freqüência tratado como uma transição do pensamento dos versículos 13-14 para os versículos 17-18. A mudança é brusca: Não erreis. Não vagueiam tanto no seu pensamento a ponto de acreditar que qualquer provação ou tentação, com um propósito mal, vem de Deus. Deus somente dá o que é bom - e Ele é a Fonte de todas as coisas boas. Deus nos fez o tipo de pessoas que somos e quando a criação estava completa Ele viu que tudo “era muito bom” (Cii 131). Moffatt traduz a primeira parte do versículo 17 da seguinte maneira: “Tudo que recebemos é bom e todos os nossos dons são perfeitos”.
16_ Não vos enganeis, meus amados irmãos. Toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, 17_descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sobra de variação. Segundo a sua própria vontade, 18_ ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas.
“Não vos enganeis” esta ligando duas idéias. Não se enganem, pensando que o pecado vem de Deus (vs. 13), pois dele só vem o bem, tanto que “ele nos gerou pela palavra da verdade” (vs. 18), e a partir do vs. 21 temos a apresentação do que seja a “palavra da verdade”.
 Nosso ponto de partida, portanto, deve ser o vs. 13. Não nos enganemos, pensando que Deus nos conduz ao mal. Não nos desculpemos dos nossos pecados, colocando a culpa em Deus. Ele não tenta a ninguém. Dele só vem o que é bom e nunca o mal.

“Meus amados irmãos”. Apesar da advertência a ser feita, o tom é carinhoso. Tiago repreende sem ira, mas até com ternura. Uma lição que devemos aprender aqui é a tratar a todos com carinho, sem concordar com o erro.Não lança duvidas sobre a conversão genuína dos cristãos daqueles dias, (muito menos hoje) embora percebesse que tinham caído em alguns erros doutrinários e práticos.

“Toda boa dádiva e todo som perfeito vêm do alto”. ”Alto” é empregado aqui como substituição para “Deus”. Embora várias vezes Tiago use o nome de Deus na sua carta, era prática comum aos hebreus substituírem o nome divino por outra forma de expressão.

Além do termo “Alto” ser um sinônimo de Deus, outra consideração deve ser feita sobre o mesmo. Ele mostra a transcendência de Deus. Ele é o que esta lá em cima, em contraposição aos homens, que estão cá embaixo. Há uma diferença entre Deus e os homens. Em João 8:23, por exemplo, encontramos as seguintes palavras de Jesus: “Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo.” Há uma diferença entre Jesus e seus opositores. A diferença moral, portanto, é acentuada pelo termo “Alto”.

Transcendência de Deus: É o Caráter do que está fora do alcance de nossa ação ou até de nosso pensamento.

  • Ele é diferente e independente da sua criação (ver Êxodo 24.9-18; Isaías 6.1-3; 40.12-26; 55.8,9).
  • Seu ser e sua existência são infinitamente maiores e mais elevados do que a ordem por Ele criada (1Reis 8.27; Isaías 66.1,2; Atos 17.24,25).
  • Ele subsiste de modo absolutamente perfeito e puro, muito além daquilo que Ele criou. Ele mesmo é incriado e existe à parte da criação (ver 1Timóteo 6.16).
  • A transcendência de Deus não significa, porém, que Ele não possa estar entre o seu povo como seu Deus (Levítico 26.11,12; Ezequiel 37.27; 43.7; 2Corintios 6.16).

“Boa dádiva… dom perfeito”. Os dois termos “dádiva , perfeito” são derivados, significa “dou, concedo, ofereço”. Parece mais uma repetição para enfatizar o argumento, uma forma de expressar, do que propriamente duas realidades distintas. O ensino de Tiago é que Deus dá boas coisas ao seu povo. Tudo o que é bom vem de Deus. Dele não nos vem o mal, a tentação. Vem o bem, que está no vs. 18.

“Descendo do Pai das luzes”. O dom vem dele, descendo, para nós. Uma conclusão lógica, já que ele é lá do alto e nós somos cá de baixo.

A figura de Deus como luz é comum, tanto no Velho Testamento quanto no Novo Testamento. No Salmo 27:1 “O Senhor é a minha luz e a minha salvação…”, Em João 1:5 lemos que “Deus é luz”. O Salvador também aplicou a si a significativa figura: João 8:12 “Eu sou a luz do mundo; quem me segue, de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida”.

Mas, Tiago ultrapassa esta metáfora, ele amplia e declara que Deus é “Pai das luzes”. A linguagem é alusiva a Deus como Criador dos luminosos, ensino que fica patente em Gênesis 1:14-18. Ele é Pai das coisas mais elevadas da criação, os astros. Os astros se localizam muito acima dos homens. Mas, quem os criou é maior do que os astros e está acima deles, por ser “o Pai das luzes”.

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Gerados pela Palavra da Verdade - Ev. Natalino das Neves

Aula ministrada pelo Ev. Natalino das Neves - Projeto IEADSJP_EBDTV.

Projeto da IEADSJP - Igreja Evangélica Assembleia de Deus de São José dos Pinhais

Baixe, também, os slides da aula, clicando aqui.

Publicado no Blog do Ev. Natalino das Neves

Lição 4 - 3T/2014

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Gerados pela Palavra da Verdade - Sulamita Macêdo

Professoras e professores, observem estas orientações:

1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:

- Cumprimentem os alunos.

- Perguntem como passaram a semana.

- Escutem atentamente o que eles falam.

- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.

2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.

3 - Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email.Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.

4 - Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.

5 - Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associada a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!

6 - Agora, iniciem o estudo da lição. Observem as seguintes sugestões:

- Falem sobre o título da lição “Gerados pela Palavra da Verdade”.

- Depois, trabalhem o conteúdo da lição sempre de forma participativa e contextualizada. Dessa forma, a aprendizagem será mais significativa.

- Utilizem a dinâmica “Riqueza x Pobreza”, para refletir como deve ser a convivência entre os ricos e os pobres da Igreja.

- Para concluir, utilizem a dinâmica “Transformados”.Tenham uma excelente e produtiva aula!
Dinâmica: Riqueza x Pobreza

Objetivos:Refletir sobre riqueza e pobreza.Refletir como deve ser a convivência entre os ricos e os pobres da Igreja.

Material:

01 caixa de papelão para confeccionar um dado grande

Cobrir a caixa com cartolina de cor vermelha

Digitar a palavra RICO e POBRE e fazer 03 cópias de cada

Colar no dado: 03 nomes RICO e 03 nomes POBRE, um nome em cada lado do dado

Procedimento:

- Organizem os alunos em círculo.

- Apresentem o dado, mostrando as duas palavras.

- Orientem: Cada aluno vai jogar o dado para o alto e quando cair, o aluno deve falar algo que caracterize a palavra que aparece na parte de cima do dado.

- Anotem todas as características no quadro.

- Depois, que todos os alunos participarem, analisem o que eles falaram sobre as palavras RICO e POBRE. Certamente haverá diferenças bastante acentuadas entre os dois e certamente isto faz com que muitas pessoas desejem possuir recursos financeiros e bens, para que tenha uma vida mais digna.

- Agora, A riqueza material não é condenada pela Bíblia, desde que adquirida de forma honesta e adverte que o coração da pessoa não esteja nesta riqueza.- Depois, trabalhem sobre como deve ser a convivência entre os ricos e os pobres dentro da Igreja.

Por Sulamita Macedo.

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Gerados pela Palavra da Verdade - Luciano de Paula Lourenço

Texto Básico: Tiago 1:9-11,16-18
“Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre” (1Pe 1:23).

INTRODUÇÃO

Nesta Aula, trataremos de três assuntos importantes. Primeiro - com base Tiago 1:9 - 11 -, trataremos sobre a forma como os cristãos devem encarar a pobreza e a riqueza. Estas condições sociais são enfatizadas por Tiago como circunstâncias transitórias da vida, como situações efêmeras, e também como conjunturas em meio às quais o cristão deve aprender a estar sempre satisfeito. Os cristãos verdadeiros, gerados pela Palavra da verdade e por estarem ligados pelo Evangelho, devem saber se relacionar com o outro independente da sua condição econômica e social. Segundo - com base em Tg 1:16,17 -, trataremos acerca de Deus como a fonte de todo bem verdadeiro. Terceiro - com base em Tg 1:18 -, trataremos acerca do maior de todos os dons que o Senhor nos concede: o de sermos gerados de novo pelo poder da Palavra de Deus. I. A RELAÇÃO ENTRE OS POBRES E OS RICOS DA IGREJA (Tg 1:9-11)
A Bíblia jamais ensina que a riqueza em si é um mal. O próprio Deus deu a Salomão tanto a riqueza como a sabedoria (1Rs 3:12,13). Tudo depende de como a riqueza é adquirida, como é usada e qual o lugar que ela ocupa no coração de quem a possui. À luz das Escrituras Sagradas, o pobre é convidado a gloriar-se em Cristo pela sua nova posição de filho de Deus e pelo que tem permanente no Céu; enquanto o rico, no encontro com o Evangelho de Cristo, é convidado por Cristo a se humilhar para compreender a natureza passageira da sua riqueza.
1. Os pobres na igreja do primeiro século. A história da igreja e os estudos mostram que a igreja do primeiro século era composta de irmãos de condição muito pobre financeiramente. A maioria vinha das classes mais humildes da sociedade; havia ricos, mas poucos. Se Tiago está escrevendo para cristãos judeus na Palestina e Síria, muitos deles, ou quem sabe todos, deviam ser pobres. Temos noticias de uma grande fome que aconteceu por volta daquela época, e é possível que os cristãos, que padeciam no ostracismo, tenham sofrido de modo particularmente severo (veja Atos 11:28,29).
A pobreza, a carência, é uma das situações na vida em que o cristão é muito tentado. Ele é tentado pela falta daquilo que lhe é essencial para sua subsistência; ele também é tentado pela cobiça, pela inveja, pelo ressentimento ao ver outras pessoas receberem aquilo que ele não tem e não pode ter. Então, o irmão carente - materialmente falando - é muito provado por causa de sua situação.
A orientação de Tiago em 1:9 é que o cristão, cuja posição social e econômica é realmente baixa, deve gloriar-se na sua dignidade - “glorie-se na sua dignidade” (Tg 1:9) -, ou seja, não é pecado ser pobre, embora as igrejas neopentecostais ensinam que a vontade de Deus é que nós sejamos ricos e prósperos financeiramente. Este ensino é falso; não há em lugar nenhum do Novo Testamento esse tipo de ensino. Uma pessoa pode ser pobre e digna, especialmente se ela é cristã, se ela ama a Deus; se ela é discípula de Jesus Cristo, existe uma certa dignidade nisso. É claro que o “gloriar-se“, neste contexto, não significa a vanglória arrogante de alguém considerada poderosa, mas o alegre orgulho possuído pela pessoa que valoriza aquilo que Deus valoriza.
A palavra “dignidade” (”exaltação”, ARC) é usada em outros lugares do Novo Testamento como descrição do reino celestial ao qual Cristo foi elevado (Ef 4:8) e de onde desce o Espírito Santo (Lc 24:49). Pela fé, agora os crentes pertencem ao reino celestial como cidadãos (Fp 3:20) e também aguardam do Céu o Senhor Jesus, que transformará o “nosso corpo de humilhação” em “corpo da sua glória” (Fp 3:21). Podemos afirmar, então, que “dignidade” inclui o gozo atual que o crente tem em seu “status” espiritual exaltado e também a esperança de participar do glorioso e eterno reino de Cristo.
É justamente esta combinação do “status” atual e da herança futura que Tiago destaca em Tiago 2.5: “Não escolheu Deus os que para o mundo são pobres, para serem ricos em fé e herdeiros do reino que ele prometeu aos que o amam?“. É claro que Tiago não é da Teologia da Libertação, que diz que Deus fez uma opção preferencial pelos pobres; aqui, ele está constatando uma realidade de que através da história o número de cristãos que vem das camadas mais humildes da sociedade é muito maior do que aqueles que vieram de entre os ricos, nobres, poderosos, influentes, intelectuais e os fazedores de opiniões deste mundo. É só ler a história da igreja que veremos que isso é uma verdade. Então há uma dignidade que os irmãos humildes se lembrem disso, e que Deus os recebe em seu reino.
2. Os ricos na igreja Antiga. ”E o rico, na sua insignificância, porque ele passará como a flor da erva“(Tg 1:10). No início existiam poucos ricos na igreja; muitos que eram detentores de posses vendiam suas propriedades para serem repartidos com os pobres. Também, por serem cristãos, estavam sujeitos a todo tipo de assédio da classe dominante do governo local: havia prisões, arrestamento de bens, tortura e morte. E os judeus - não cristãos - proprietários de muitos bens negligenciavam as obrigações que pesavam sobre eles (Lv 19:10; 23:22; Dt 15:1-18; 1Tm 6:9,17-19). Por causa disso, e pelas suas atitudes, eles eram frequentemente repreendidos por Deus (Am 2:4-8; Lc 6.24; 18.24,25).
Tiago diz que os ricos são como a flor da erva, aquela flor bonita que existe nas campinas, mas que com o calor do sol se secam, se murcham; assim, os ricos passarão na sua insignificância. Portanto, não cobicem as riquezas, diz Tiago para aqueles crentes pobres do primeiro século; não fiquem com inveja dos ricos porque eles passarão num instante e vocês são herdeiros do reino que Deus tem reservado àqueles que O amam.
A lição aqui é que não devemos permitir que as alterações da nossa situação financeira influenciem o nosso compromisso com Deus. Se somos pobres, se temos uma condição humilde, gloriemo-nos nisso, demos graças a Deus por isso. Contudo, se temos condição de progredir, que o façamos; mas se não, lembremos que Deus nos tem reservado um tesouro ainda muito maior e infinitamente muito melhor. E se temos alguma riqueza material aqui neste mundo, lembremos que ela é passageira! Recentemente, o mundo passou por uma crise financeira, que veio de repente, de um dia para o outro muitos milionários ficaram na miséria, entre eles cristãos. Nos Estados Unidos, pessoas venderam suas mansões por míseros dólares, mansões que valiam milhões de dólares, para ter alguma coisa para sobreviver. O mundo está cheio de histórias de pessoas que eram riquíssimas, eram tranquilas financeiramente, mas que no dia seguinte amanheceram pobres sem absolutamente nada.
Se a nossa felicidade e estabilidade espiritual vão depender da oscilação da nossa situação financeira ou do sistema financeiro mundial, então nunca seremos cristãos perseverantes. Nós não devemos depender dessas coisas. Devemos, sim, colocar a nossa confiança em Deus e aguardar nEle e nEle ter o nosso conforto apenas. Esta é a orientação de Tiago.
3. Perante Deus, pobres e ricos são iguais. “O rico e o pobre se encontram; a todos o Senhor os fez”(Pv 22:2). “O que oprime o pobre insulta àquele que o criou, mas o que se compadece do necessitado o honra”(Pv 14:31). Não há predileção entre o rico e o pobre. Ambos foram criados por Deus. São gêmeos com aparências díspares.
Num texto que lembra bastante as denúncias dos profetas do Antigo Testamento, Tiago pronuncia julgamento sobre os ricos (Tg 5:1-6). E, da mesma forma que os “pobres” nos salmos, os cristãos devem olhar para o Senhor com paciência e perseverança, a fim de receberem livramento (Tg 5:7-11).
Contudo, nem Tiago nem os profetas condenam os ricos pelo simples fato de serem ricos. Tiago, por exemplo, enumera os pecados específicos pelos quais “o rico” será julgado: um egoísta acúmulo de dinheiro (Tg 5:2,3); luxo sem sentido (Tg 5:5); fraude contra o trabalhador (Tg 5:4); e perseguição ao justo (Tg 5:6). O fato de que Tiago não condena o rico, só porque ele é rico, provavelmente também é demonstrado em Tg 1:10,11, onde é possível que o “rico” seja um “irmão” em Cristo.
Portanto, jamais se pode avaliar a espiritualidade de uma pessoa pelo que ela possui de bens materiais. O pobre ao ser provado deve dizer: mas quão rico eu sou! O rico ao ser provado pelas glórias do mundo deve dizer: quão vulnerável eu sou! Cada um deve olhar para a sua vida na perspectiva da eternidade. Clique aqui para ler o texto completo »

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Gerados pela Palavra da Verdade - Ev. José Roberto A. Barbosa

GERADOS PELA PALAVRA DA VERDADE

Texto Áureo I Pe. 1.23 - Leitura Bíblica Tg. 1.9-18
Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

www.subsidioebd.blogspot.com

Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO

A Teologia da Prosperidade, que prefiro denominar de Teologia da Ganância, faz opção pelos ricos, assumindo que os que não têm riquezas são amaldiçoados. A Teologia da Libertação, em outro extremo, defende que Deus fez opção pelos pobres, em detrimento dos ricos. Na lição de hoje estudaremos a respeito desse complexo assunto, e pouco compreendido no contexto evangélico. Mostraremos, inicialmente, a importância de ser gerado pela Palavra da verdade, para se posicionar a respeito do assunto, em seguida, mostraremos o que a Bíblia revela a respeito de ricos e pobres, ressaltando os ensinamentos de Tiago.

1. POBRES E RICOS NA PALAVRA DA VERDADE

Não podemos desconsiderar que a Bíblia diz muito sobre ricos e pobres. As palavras de Jesus, ao longo dos Evangelhos, ressalta a importância de considerar os necessitados (Mt. 25.40). Mas nem sempre a igreja evangélica atenta para essa relevante verdade, argumentando que nem só de pão vive o homem (Mt. 4.4). Essa também é uma verdade, mas isso não deve servir de justificativa para o descaso quanto aos que carecem de auxílio na igreja. Desde o Antigo Pacto Deus demonstrou interesse por aqueles que passavam fome (Lv. 19.9,10). A cultura do desperdício, incentivada pelo mercado, foi condenada por Jesus, que se preocupou em alimentar uma multidão faminta (M6t. 6.34-44). Existem pessoas que passam fome, e se encontram em condição de pobreza extrema, por causa da inveja e partidarismos, não porque não queiram trabalhar (I Co. 12.19-26). É importante fazer esse destaque porque há crentes que para não se envolverem com os pobres preferem culpá-los pela situação na qual se encontram. As generalizações precisam ser avaliadas, principalmente quando se trata daqueles que se encontram em condição de vulnerabilidade. Não podemos deixar de considerar que vivemos em uma sociedade desigual, que predomina a corrupção e que impera os interesses econômicos. O autor de Provérbios já antecipava as implicações de uma nação que não vive a partir de uma ética cristã (Pv. 17.23-26). Evidentemente a pobreza pode ser resultado de uma vida desregrada, controlada pelos vícios, como também mostra o escritor de Provérbios (Pv. 23.29-35). Mas nem sempre, pois o pagamento injusto dos salários pode ser uma das causas da pobreza, em virtude da ganância que se propaga na sociedade, percebemos que as pessoas trabalham cada vez mais, para ganharem cada vez menos (Lv. 19.13). O dinheiro se tornou um deus para o homem do presente século, verdade já revelada por Jesus ao relacioná-lo a Mamom (Mt. 6.24). Ao invés de entesourarem no céu, o ser humano moderno quer cada vez mais, sem se preocupar com aqueles que nada têm (Mt. 6.19-21). A política dos homens é estruturada para retirar os benefícios dos mais pobres, causando dependência e humilhação. Somente quando a cidade celestial vier, teremos um governo no qual o direito dos mais pobres será respeitado (Ap. 21.3-7). Aqueles que se aproveitam dos necessitados serão julgados pelo Senhor, principalmente os que controlam as leis injustamente para tirar vantagens pessoais (Is. 10.1,2).

2. POBRES E RICOS NA EPÍSTOLA DE TIAGO

A Epístola de Tiago, em consonância com a revelação geral das Escrituras, denuncia veementemente aqueles que enriquecem, aproveitando-se da situação de extrema pobreza. A pobreza, de acordo com esse apóstolo, acontece: 1) por causa de mecanismos legais, que suprime o direito daqueles que se endividaram (Tg. 2.1-12); 2) a cultura da ganância, que prima pela ostentação (Tg. 4.-13-17); e 3) mecanismos de opressão, através da retenção dos salários dos mais pobres (Tg. 5.4). Tiago reconhece que vivemos em um mundo caído, que faz com que as pessoas queiram oprimir umas as outras (Tg. 1.18,21; 4.6; 5.19,20). É um problema, como admoesta Paulo, colocar a confiança nas riquezas, principalmente porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males (I Tm. 6.10). A Bíblia, especialmente no Antigo Testamento, não censura a riqueza, contanto que essa seja adquirida honestamente (Sl. 112; Pv. 10.4). Mas Tiago admoesta quanto ao ajuntamento de riqueza ilícita, que acarretará em juízo de Deus, além disso a ostentação trará ruína (Tg. 5.1). Isso acontece porque existem ricos que se entregam ao luxo retendo o salário dos trabalhadores, de forma corrupta e fraudulenta (Tg. 5.4). O autor dos Provérbios adverte àqueles que enriquecem roubando os pobres (Pv. 22.16,22), contrariando a ordenança de Deus dada através de Moisés  (Lv. 19.13; Dt. 24.14,15). O estilo de vida regalado dos ricos, bastante comum na sociedade contemporânea, incentivado pelo consumismo desenfreado, corrompe até mesmo as autoridades constituídas (Tg. 5.6). A política no Brasil reflete essa realidade, os eleitores escolhem seus candidatos, mas esses, ao se elegerem, governam para os ricos, sacrificando os pobres. No Antigo Pacto Amós denunciava aqueles que compravam as sentenças contra os pobres por dinheiro, condenando e matando os justos (Am. 2.6; 5.12,13). Deus advertiu aos juízes para não serem gananciosos (Ex. 18.21), nem parciais (Lv. 19.15), nem tolerarem o perjúrio (Dt. 19.16-19). A prática do suborno, às vezes normatizada pelo costume, foi condenada pelo Senhor (Is. 33.15; Mq. 3.11; 7.3). Existem pessoas que morrem nos hospitais por falta de assistência básica, enquanto isso o dinheiro que deveria ser aplicado na saúde escoa para os cofres dos ricos, para satisfazerem sua luxúria (Tg. 5.5).

3. POBRES E RICOS GERADOS PELA PALAVRA

Não é pecado em si ser rico, Paulo reconhece que esses podem ser crentes, mas que não podem ser altivos, nem devem por sua esperança nas riquezas, antes em Deus, que nos concede abundantemente (I Tm. 6.17). Os ricos que são gerados pela palavra de Deus, não colocam o coração nas propriedades terrenas, sabem que nada trouxeram para este mundo, e que nada também levarão (I Tm. 6.7). Eles não fazem como o rico insensato da parábola contada por Jesus, que se ufanou de tudo o que havia adquirido na terra, sem atentar para seu fim iminente (Lc. 12.20). O salmista advertiu os ricos da sua época para que se suas riquezas aumentassem, não colocassem nelas o coração (Sl. 62.10). O maior capital de um cristão, independentemente da sua posição socioeconômica, é a piedade com contentamento, essa é grande fonte de lucro (I Tm. 6.6). Fazendo assim, o cristão cresce na Palavra de Deus, mais que isso, é gerado por ela (Tg. 1.18). O secularismo está solapando muitos cristãos, isso porque eles são incapazes de fazerem a distinção entre o certo e o errado (Is. 5.20). Deus está advertindo esta geração para que se volte para Sua palavra (Tg. 1.21). Precisamos de uma igreja saudável, fundamentada na Palavra, para evitar o superficialismo. Há igrejas que não têm mais tempo para a exposição do texto bíblico. Os cultos estão sendo transformados em “programas de auditório”, isso porque os “pastores” não querem perder os seus “fiéis”. É preciso também que os ouvintes sejam praticantes da Palavra (Tg. 1.22-25). A falta de compromisso de alguns evangélicos é preocupante, não são poucos os que frequentam a igreja, mas não vivem o que propõe o evangelho. Esses não se espelham na Palavra de Deus, ou seja, não fazem autoexame, findarão condenados com o mundo (I Co. 11.31,32). Bem-aventurados são aqueles que ouvem e praticam a Palavra de Deus, esses serão bem sucedidos em tudo que fizerem (Js. 1.6-8).

CONCLUSÃO

Careceremos de uma geração de cristãos que se fundamentem na Palavra de Deus. Esses não se deixarão conduzir pelos ditames deste mundo relativista, que transforma o errado em certo, o amargo em doce. Os valores desta sociedade estão deturpados, por isso a igreja precisa adotar um posicionamento profético, para denunciar o pecado, não apenas os morais, também os sociais. Não podemos fechar os olhos em relação à corrupção que resulta em pobreza extrema. Devemos ensinar que aqueles que roubam, inclusive os cofres públicos, devem abandonar essa prática, e trabalhar justamente, exercitando a generosidade (Ef. 4.28).
BIBLIOGRAFIA

SHEDD, R. P., BIZERRA, E. F. Uma exposição de Tiago. São Paulo: Shedd  Publicações, 2010.

WIERSBE, W. W. Be mature: James. Colorado Springs: David C. Cook, 2008.

Publicado no Blog Subsídio EBD 

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Gerados Pela Palavra da Verdade - Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco

Aula prévia referente a Lição 4: Gerados Pela Palavra da Verdade do 3º Trimestre de 2014: Fé e obras — ensinos de Tiago para uma vida cristã autêntica, como preparação dos Professores da EBD durante a semana anterior a aula.

Lição 4 - 3T/2014

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Gerados pela Palavra da Verdade - AD Londrina

Aula ministrada pela Professora Eliza Nantes para EBD da Asssembléia de Deus em Londrina.

Acesse: www.adlondrina.com.br

Lição 4 - 3T/2014

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