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3º Trim 10

A Missão Profética da Igreja - Pr. Altair Germano

A Lição Bíblica desta semana é a última do 3º trimestre/2010. A ênfase do seu conteúdo trata da atividade missionária da igreja. Temos assim, uma excelente oportunidade para refletirmos sobre:

- O quanto estamos interessados por missões
- O quanto compreendemos o que é “missão”
- O quanto estamos conscientizados sobre “missão
- O quanto estamos envolvidos com “missão”

O CONCEITO DE MISSÃO

“Missão” pode ser definido como a proclamação, o ensino e o testemunho do Evangelho do Reino, a todas as pessoas, em todos os lugares, no poder do Espírito.

A maior responsabilidade da igreja é a pregação do Evangelho. Somente ela pode fazer isto (Ef 3.10; 1 Tm 3.14-15; 1 Pe 2.9).

O MÉTODO DA MISSÃO

Há várias formas e maneiras de se fazer missões:

- Através do ensino da Palavra ou do discipulado (Mt 28.18-10)
- Através da proclamação da Palavra (Mc 16.15-18)
- Através do testemunho (At 1.8; At 4.20; 20.24)
- Através do anúncio da Palavra (At 4.2)
- Através da pregação ou evangelização (At 15.35)

O LOCAL DA MISSÃO

A obra missionária pode ser realizadas nos mais diversos locais:

- No lar (Mc 5.18-20)
- Nas cidades (At 5.12-16)
- Em outras culturas (Mt 24.19; At 8.4-8; 11.20-25)
- Em outros países ou nações (At 16.6-10)

A MENSAGEM DA MISSÃO

A mensagem da missão é o Evangelho (Mc 16.15). Não se trata aqui de qualquer “evangelho”, mas, de todas as coisas ordenadas por jesus (Mt 28.20),. Trata-se do evangelho :

- Da graça de Deus (At 20.24)
- Das insondáveis riquezas de Cristo (Ef 3.8),
- Poderoso (Rm 1.16)
- Da paz (Ef 6.15)
- Da glória (1 Tm 1.11)
- Das virtudes de Deus (1 Pe 2.9)

MISSÃO PROFÉTICA DA IGREJA

Enquanto prega o Evangelho, a igreja cumpre ao mesmo tempo a sua missão profética. Se não puder cumprir a sua missão profética, a igreja não poderá pregar o Evangelho.

Em sua missão profética, como a Igreja está se comportanto e se posicionando diante das grandes contradições sociais, da decadência espiritual e moral de nossa época?

Como já escrevi, penso que algumas questões graves contribuem para que pastores, pregadores, ensinadores, líderes cristãos em geral e algumas igrejas silenciem diante das injustiças sociais e do pecado em nossos dias.

Muitos profetas e a atividade profética da igreja está comprometida por diversas motivos, dentre os quais:

- Com a institucionalização da igreja, dentro da própria igreja observamos a prática da injustiça, quando algumas lideranças exploram os dízimos dos pobres (dos ricos também) para manter o seu luxo palaciano. Há líderes que deixam de investir no socorro aos necessitados, na educação e na evangelização para que sobre dinheiro para o gasto abusivo com carros luxuosos, apartamentos, mansões, fazendas, aviões etc. Outros investem timidamente nestas obras, para tentar passar uma falsa imagem ou mascarar a realidade. Volto a repetir que um líder deve viver dignamente, mas não deve destoar absurdamente da realidade social e econômica de sua comunidade cristã. Não sou apologista da mendicância, nem da ostentação luxuosa desnecessária e extremamente vaidosa;

- Pastores, pregadores, ensinadores e outras lideranças fazem a cada eleição alianças com candidatos e políticos corruptos, ladrões, devassos e arrogantes. Se vendem e negociam o voto da igreja em troca de favores como terrenos, comissões, cargos para familiares, parentes e amigos, ajuda para realização de festividades ou obras. Nestas questões, há uma verdadeira promiscuidade em nossos dias. Ao fazerem tais alianças, este líderes ou igrejas perdem a sua autoridade profética, visto que tal autoridade está associada à nossa integridade moral e manutenção dos princípios bíblicos;

- Algumas de nossas organizações (escolas, universidades, faculdades, convenções estaduais, regionais e nacionais de igrejas e ministros, etc.) deixaram de ser relevantes, existindo atualmente para basicamente servir para distribuição de cargos, ser fonte de vantagens financeiras, privilégios, roubos, extorsões, esquemas, fraudes, corrupções, promotoras de brigas, facções, dissensões e de escândalos internos e externos, locais, regionais e nacionais. Os que tem acesso às provas desta realidade se omitem, geralmente, por terem sidos ou por serem beneficiados de alguma forma pela situação.

Dessa forma, pode-se entender o silêncio profético de muitos para com as questões políticas e sociais de nossa época.

Não dá para confrontar Acabe (os líderes políticos de fora e os líderes “políticos” e religiosos de dentro) quando se compactua do seu pecado, ou quando se teme perder o emprego, o salário, algum cargo ou função alcançada, ou ainda a perda de oportunidades, convites ou agendas. Tal postura é covarde e mercenária. Precisamos seguir o exemplo de Micaías (1 Rs 22.13-14).

Não dá para denunciar o “pecado de Herodes” (Mt 14.3-12) quando se senta na mesa com “Herodes” para negociar ou buscar favores ilícitos ou imorais. É interessante lembrar que nem sempre legalidade é sinônimo de moralidade.

Apesar do momento crítico, o ministério profético na Igreja não será extinto. Tenho viajado pelo Brasil e conhecido muitas lideranças e instituições sérias, honestas e ainda comprometidas com o bem comum, com a justiça socia, com os princípios e com as prioridades do Reino de Deus.

Publicado no Blog do Pr. Altair Germano

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A Missão Profética da Igreja - Pb. José Roberto A. Barbosa

Texto Áureo: I Tm. 3.15 - Leitura Bíblica em Classe: At. 8.4-8,12-17
Pb. José Roberto A. Barbosa
http://www.subsidioebd.blogspot.com/
www.twitter.com/JoseRoberto_AB

Objetivo:
Refletir sobre a missão profética da igreja, levando a mensagem de Cristo até aos confins da terra.

INTRODUÇÃO
A igreja do Deus vivo é coluna e firmeza da verdade. Isso quer dizer que o Senhor entregou a ela, e não a qualquer outra instituição, a responsabilidade de proclamar Seu evangelho. Na lição de hoje, estudaremos a respeito do papel profético da igreja no mundo. Em seguida, veremos que precisa cumprir sua missão, para tanto, até mesmo perseguições serão permitidas pelo Senhor. Ao final, destacaremos que a igreja não pode ficar apenas em suas cercanias, mas ir até aos confins da terra, pregando a mensagem da morte e ressurreição de Cristo.

1. A PERSEGUIÇÃO DA IGREJA
A igreja moderna, distanciada dos padrões bíblicos, busca conforto. Mas o Senhor não prometeu tranqüilidade para a sua igreja. Muito pelo contrário, Ele disse que no mundo passaríamos por aflições (Jo. 16.33). Paulo também ressaltou que todos aqueles que seguem piedosamente a Cristo padecerão perseguições (II Tm. 3.11,12). Nos primórdios da sua história, a igreja também quis se acomodar. Mas Deus permitiu que uma grande perseguição sacudisse esse comodismo (At. 8.1). Por causa da perseguição, os primeiros cristãos tiveram que se dispersar por toda parte, por outras regiões fora das fronteiras israelitas (At. 8.4). Nesse contexto, Filipe desceu à Samaria e ali pregou a Cristo crucificado (At. 8.3). Deus estava confirmando a mensagem pregada por aquele evangelista através de milagres (At. 8.6,7). E esses decorriam da proclamação do evangelho, não era o objetivo central, o que costuma acontecer com algumas igrejas nos dias de hoje, que não anunciam a Cristo, apenas milagres, bênçãos e prosperidade financeira. Tais igrejas estão firmadas na comodidade, em seus recursos e filosofias humanas, não na cruz de Cristo.

2. QUANDO A IGREJA PERDE A MISSÃO
Nos dias que antecedem as eleições, alguns líderes tentam convencer a igreja a fim de que seus membros não votem em candidatos não-evangélicos, que estejam comprometidos com uma agenda imoral. Por outro lado, apóiam atos escusos de políticos de ficha suja, alguns deles ditos evangélicos, cujas agendas estão longe dos princípios cristãos. Tais políticos combatem as leis que vão de encontro à família, o que é salutar; mas não se posicionam com tanta veemência quando se trata da corrupção e de defender a justiça social. Para eles, o envolvimento em práticas corruptas faz parte do modus operandi político. Determinados líderes eclesiásticos são coniventes com tais atitudes, pois incitam a corrupção ao apoiarem pessoas que não têm compromisso com a vida pública. Alguns deles argumentam que é para favorecer o “reino”, mas, na verdade, querem mesmo é participação pessoal. Esse é o perfil de uma igreja que perdeu a missão: a busca pelo poder terreno substituiu o poder do Espírito Santo; a vanglória humana substituiu a presença de Deus; a vaidade dos líderes substituiu a unção do Espírito. Tais igrejas, quando perseguidas, não são bem-aventuradas (Mt. 5.10-12), pois não é por causa de Cristo. A igreja genuinamente cristã não tem medo de perseguições. Além do mais, é melhor ser a igreja perseguida de Filadélfia (Ap. 3.7-13) do que a igreja acomodada de Laodicéia (Ap. 3.14-22).

3. A MENSAGEM PROFÉTICA DA IGREJA
A igreja cristã tem uma missão a cumprir: proclamar o evangelho. Para tanto, deve alicerçar-se no que o Mestre determinou na Grande Comissão. Em Mt. 19,20 o Senhor disse que a igreja deveria fazer discípulos em todas as nações, ensinando-os a guardar todas as coisas que Ele havia ordenado. Em Mc. 16.15, Ele determinou o alcance da missão, que essa deveria ir além fronteiras, em todas as etnias. Em Lc. 24.46, Ele instruiu a igreja quanto ao conteúdo da mensagem a ser pregada, sua morte e ressurreição a fim de que as pessoas se arrependessem dos seus pecados. Em Jo. 20.21, Ele apresenta-se como o modelo de missionário, não o que envia a si mesmo, mas o que é enviado pelo Pai. Em At. 1.8, Ele destaca a fonte de poder para a missão da igreja, a virtude do Espírito Santo que haveria de vir sobre os discípulos, a fim de que esses proclamassem a mensagem com ousadia. Esse é modelo bíblico de fazer missões: 1) não apenas lotar templos, mas ensinar os convertidos a negarem a si mesmos, e seguirem continuamente a Cristo; 2) não ficar dentro das quatro paredes, mas a todos os lugares, independentemente da condição social; 3) não levar apenas um evangelho de transformação social, ou uma mensagem de auto-ajuda, mas explicitar a realidade do pecado e a necessidade do arrependimento; 3) não seguir a homens, que se fazem apóstolos ou ministros, mas aqueles que andam em humildade, os que foram verdadeiramente enviados pelo Pai; e 5) não depender de poderes humanos, sejam políticos e/ou acadêmicos, mas do Espírito Santo, que concede virtude para que a igreja possa abalar os poderes desse mundo tenebroso. Clique aqui para ler o texto completo »

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A Missão Profética da Igreja - Francisco A. Barbosa

TEXTO ÁUREO

“Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade” (1 Tm 3.15).

- A missão da igreja é apoiar e transmitir ao mundo a verdade que Deus revelou. ‘Coluna’ e ‘firmeza’ são vocábulos que têm conotação de prover suporte. Paulo afirma que a verdade do evangelho é encontrada na igreja de Deus e sustentada pela mesma (2Tm 2.19). A igreja deve zelar por ser o fundamento da verdade do evangelho. Ela sustenta e preserva a verdade revelada por Cristo e pelos apóstolos. Ela recebeu esta verdade para obedecê-la (Mt 28.20), escondê-la no coração (Sl 119.11), proclamá-la como ‘a palavra da vida’ (Fp 2.16), defendê-la (Fp 1.17) e demonstrar seu poder no Espírito Santo (Mc 16.15-20; At 1.8; 4.29-33; 6.8).

VERDADE PRÁTICA

A missão profética da Igreja é levar o conhecimento e a vontade de Deus até aos confins da terra, cumprindo assim a Grande Comissão.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 8.4-8,12-17

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

- Descrever o contexto de vida da igreja em Jerusalém;

- Explicar a chegada do evangelho em Samaria, e

- Conscientizar-se do seu papel na missão profética da Igreja.

PALAVRA-CHAVE

Missão: - [do latim missio] ato de enviar; incumbência; obrigação; encargo; enviado, correio. Nesta Lição: Transmissão consciente e planejada das Boas novas.

COMENTÁRIO

(I. INTRODUÇÃO)

‘Jesus deixou nas mãos da igreja a responsabilidade de pregar o evangelho. Essa tarefa é nossa e de mais ninguém. Se nos calarmos seremos tidos como culpados. A evangelização é uma tarefa intransferível. Somente a igreja, remida pelo sangue do Cordeiro, é portadora dessa boa nova. Nenhuma instituição humana tem essa credencial. Nem mesmo os anjos podem cumprir essa gloriosa missão. Fomos chamados do mundo para sermos enviados de volta ao mundo como embaixadores de Deus, como ministros da reconciliação, como despenseiros da multiforme graça de Deus. O método de Deus é a igreja. Se ela falhar, ele não tem outro método. Se o ímpio morrer na sua impiedade, ele vai perecer e Deus vai lançar sobre nós o seu sangue. Precisamos compreender que a evangelização é tanto um privilégio como uma responsabilidade. Mas, precisamos entender, também, que a evangelização é uma missão urgente. Não há esperança de salvação depois da morte. Depois da morte vem o juízo. O tempo é agora; hoje é o dia da salvação’(Rev. Hernandes Dias Lopes). O termo missão deriva da palavra latina missio (enviar), referindo-se à proclamação do evangelho a todos os homens em todas as partes do mundo. Uma vez que ela objetiva a conversão das nações em todos os tempos (Mateus 28. 19.20; Atos 1.8), o envio de missionários é de máxima importância. Assim como o Pai enviou seu Filho, a Igreja sob a direção e a inspiração do Espírito Santo é comissionada à Missões. A Igreja é o ajuntamento de pessoas em congregações locais e unidas pelo Espírito Santo, que diligentemente buscam um relacionamento pessoal, fiel e leal com Deus e com Jesus Cristo, o ‘Cabeça da Igreja’ (At 13.2; 16.5; 20.7; Rm 16.3,4; 1 Co 16.19; 2 Co 11.28; Hb 11.6); É mediante o poderoso testemunho da igreja, que os pecadores são alcançados pela mensagem do Evangelho, nascidos de novo, batizados nas águas e acrescentados à igreja, o ‘Corpo de Cristo’; participam da Ceia do Senhor e esperam a volta de Cristo (At 2.41,42; 4.33; 5.14; 11.24; 1Co 11.26). No decorrer da história da Revelação divina, a voz de Deus na terra era transmitida pela boca dos santos profetas; nestes últimos dias, Deus continua a utilizar mensageiros para levar sua Palavra. A igreja como ‘Coluna’ e ‘firmeza’ deve prover suporte para a suprema tarefa de proclamar o Evangelho como ‘a palavra da vida’ (Fp 2.16). É através da Igreja que Deus ainda fala. Boa Aula! Clique aqui para ler o texto completo »

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O Tríplice Propósito da Profecia - Pr. Osiel Varela

1 Co. 14.3. Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação.

Nesta lição estudaremos sobre o propósito da profecia.

Ora, a profecia, no tempo contemporâneo está entre estes dons de locução; e instituída entre os crentes, em uma das suas formas na glossolalia e a partir desta no Dom de Profecia.

Leitura Bíblica em Classe. 1 Co.12.4-10.; 1 Co. 14.1-5.

Texto para reflexionar.

2 Tim 4:1-5.Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério.

Glossário.

-Mestre - didaskalos

-Kerigma - proclamação da verdade

-Pregador - kerus

-Dons - karismaton

Exortar - Animar, incitar, advertir, induzir, admoestar, aconselhar.

-Oikodomei - edificação de prédios - oiko -domo - estrutura -

oikos (grego antigo: ?????, plural: o ?????) é grego antigo equivalente de a casa, casa, ou família.

-Paulo e a edificação da igreja - Páolo kai ti?n ypostí?rixi? ti?s ekkli?sías

Glossa - ??????  - Gló?ssa [fonética]

Paráclito - Esta palavra deriva de dois vocábulos gregos ‘pará’ que significa ‘para o lado de’ e do vocábulo ‘kaleo’ que significa ‘chamar, convocar’, dando o sentido total de ‘alguém chamado para ajudar ao lado de outrem’.

I- Introdução.

Dicionário - Ver dicionário detalhado

Dons (karismaton). Uma capacitação especial, sobrenatural, que os membros do corpo de Cristo recebem do Espírito Santo para o desempenho  de  seu  serviço  no  reino  de Deus, em particular na igreja. Não são talentos naturais, mas operações do Espírito Santo que pertencem à ordem da redenção - e não da criação -, ainda que um não redimido possa apresentar manifestações autênticas aqui e ali. Examine os textos de Efésios 4:7-16 e Rm 12:6.

Os dons que estamos estudando agora não são estes, mas são capacidades que habilitam os crentes (cada crente em sua própria função) a executarem uma tarefa específica na igreja local.

Os dons não são, um fim em si mesmo, mas ferramentas de serviço para a produção de frutos (Karpos). (Ef. 4:13; Gl. 5:21 e I Co. 12:5-7; 14:12 e capítulo 13 integralmente.)

Potencialmente ou de forma latente, isto é, de forma potencial, todos os salvos em Cristo têm a fonte de dons a sua disposição. Clique aqui para ler o texto completo »

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O Tríplice Propósito da Profecia - CPAD

Leitura Bíblica:1 Coríntios 12.4-10; 14.1-5

Introdução

I. Os dons espirituais
II. A importância do Amor
III. O dom de Profecia

Conclusão

DONS ESPIRITUAIS: INSTRUÇÃO, EDIFICAÇÃO E CONSOLAÇÃO

Prezado (a) Professor (a), nessa lição é importante você considerar o contexto histórico e religioso da cidade de Corinto. A religião na Grécia antiga era bastante diversificada. Qualquer articulação de linguagem, como impostação de voz, apontando para um suposto “êxtase” era tida como manifestação sobrenatural dos deuses. Sobre este contexto religioso o teólogo americano, Lawrence O. Richards, escreve:

No mundo antigo, palavras articuladas em êxtase eram vistas como sinal de possessão pelos deuses. A epilepsia era uma “doença divina” e o resmungar de sacerdotisas drogadas, em determinados oráculos, como o de Delfos, era considerado transmissão de mensagens dos deuses. Paulo se refere a isso ao observar que, quanto aos pagãos e ignorantes, “deixáveis conduzir-vos aos ídolos, mudos, segundo éreis guiados”.
O problema era que essa atitude em relação ao dom persistiu nos convertidos ao cristianismo. Em decorrência, dons espirituais como os de língua eram considerados por muitos em Corinto como evidência do contato íntimo com Deus. Os portadores desse dom eram mais espirituais. Até mesmo quando seus dons contradiziam as verdades fundamentais do cristianismo, alguns estavam suficientemente espantados para acreditarem neles. É contra esse contexto cultural que Paulo desenvolveu ensinamentos sobre a verdadeira espiritualidade, dons espirituais e o exercício adequado dos dons de línguas.[1]

O texto de 1 Coríntios 12.1-3 denota uma escandalosa influência das religiões pagãs na liturgia de culto da igreja grega. O livre exercício dos dons espirituais em detrimento do “Fundamento dos apóstolos”[2] deixava claro que aquela igreja estava fadada a cair em um exibicionismo egoísta, ilógico e tolo.
Pode uma igreja cristã desenvolver práticas por influências de outras manifestações religiosas? Quando uma comunidade perde o foco do “Fundamento”, da “Comunhão”, da “Oração” e do “Serviço”, tudo contribui, como consequencia natural, Para o distanciamento dos princípios mais básicos e simples do evangelho.
Não há coincidência em o capítulo 13 de 1 Coríntios está inserido entre os capítulos 12 e 14 da mesma epístola. O apóstolo Paulo tem o objetivo de alertar a igreja de Corinto para o fato de a prática espiritual, desprovida do verdadeiro amor, ser caracterizada de pagã e egoísta. O uso dos dons espirituais, com os destaques das línguas e profecias, não tem outro objetivo que a Edificação, Exortação e Consolação do outro. Aquele irmão e/ou irmã, que em sua coletividade formam o “corpo místico de Cristo”, é a razão e o fim para qualquer manifestação do dom espiritual (Ef 4.11-14 cf. 1 Co 14.3).
O corpo é uma das figuras mais importantes na conceituação de Igreja. “… A necessidade de aproximação, relacionamentos interpessoais e fraternais são condições necessárias para o funcionamento dos dons espirituais”[3]. Como o corpo precisa do pleno funcionamento dos órgãos para a vitalidade de sua vida, a igreja precisa daquelas caracteríscas, descritas acima, no exercício de seus dons espirituais, para de fato, ser o “Corpo de Cristo”.
O uso das Línguas (com intérprete) e da Profecia participa de um contexto onde a instrução, o encorajamento e a consolação, são os objetivos centrais na construção de uma vida cristã sadia.
Prezado professor (a), explique ao aluno que onde há desordem, a importância do amor se distancia. Onde há desordem, o desejo egoísta fica patente. Onde, a importância do amor é rechaçada, o uso dos dons não cumpre o seu dever coletivo. A utilização dos dons, na igreja, deve ser exercida no contexto do Amor, visando sempre, a construção de uma vida cristã autêntica através da instrução e encorajamento, a fim de consolarmos uns aos outros.

Referências:
[1] RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse Capítulo por Capítulo. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 768.
[2] Atos 2.42.
[3] RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse Capítulo por Capítulo. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 768.

Publicado no site da CPAD

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TV EBD - O Tríplice Propósito da Profecia - Ev. Luiz Henrique

Assista os vídeos da TV EBD com a aula da Lição 12 - O Tríplice Propósito da Profecia. Para facilitar o download, o vídeo é dividido em 6 partes. Você pode assistir aqui mesmo, clicando nos vídeos, ou clicar nos links, acima dos vídeos para salvar; ao abrir a nova página, clique no botão Download. Os vídeos são produzidos pelo Ev. Luiz Henrique e também publicados no site Estudos Bíblicos EBD, ou no blog EBDnaTV.

1ª Parte - Lição 12 - 3T/2010

2ª Parte - Lição 12 - 3T/2010

3ª Parte - Lição 12 - 3T/2010

4ª Parte - Lição 12 - 3T/2010

5ª Parte - Lição 12 - 3T/2010

6ª Parte - Lição 12 - 3T/2010

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Questionário - O Tríplice Propósito da Profecia - Ev. Luiz Henrique

QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 12 – O TRIPLICE PROPÓSITO DA PROFECIA
RESPONDA CONFORME A REVISTA DA CPAD DO 2º TRIMESTRE DE 2010
Complete os espaços vazios e marque com “V” as respostas corretas e com “F” as falsas.

TEXTO ÁUREO
1- Complete:
“Mas o que ______________________ fala aos ___________________ para edificação, _____________________ e consolação” (1 Co 14.3).

VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
Através do dom de profecia, o ESPÍRITO SANTO ____________________ e ______________________ a fé dos crentes, despertando-os espiritualmente e confortando-lhes a ________________________.

INTRODUÇÃO
3- Como é o dom de profecia?
( ) A profecia, em si mesma, é uma revelação divina, pois trata-se de um oráculo vindo da parte de DEUS.
( ) Quem profetiza está falando em nome do Senhor e, portanto, transmitindo ao povo a vontade divina.
( ) É para a edificação, exortação, consolação e santificação da Igreja.
( ) É uma transmissão de poder de crente para crente.

I- OS DONS ESPIRITUAIS
4- Qual era a situação da igreja em Corinto, quanto aos dons? Complete:
A manifestação dos dons já era bem __________________________ no meio do povo de DEUS (1 Coríntios 12 a 14). Mas, posto que ocorresse _______________________ na prática dos dons espirituais, devido à inexperiência daquela igreja, que ainda enfrentava problemas de ________________________ espiritual (4.7,18) e ________________________ (11.18), entre outros, o apóstolo foi constrangido e inspirado pelo ESPÍRITO a escrever aos irmãos coríntios, para que tais distorções fossem corrigidas. Paulo conscientiza a igreja que todos os que receberam dons espirituais do Senhor podem e devem _______________________________-los com sabedoria, prudência e humildade.

5- Qual é o Conceito (vv.4-6) para dons, em 1 Coríntios?
( ) No original grego quer dizer “manifestações humanas poderosas”.
( ) A expressão grega que aparece em 1 Coríntios 14.1 é traduzida como “as coisas espirituais”.
( ) No versículo 4, o apóstolo Paulo chama de charisma - dom - ou de ministério, no versículo 5, e de operação, no versículo 6.
( ) Uma diversidade dessas manifestações, todavia, sempre mostrando que a fonte é uma só: DEUS, o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO, que formam a Santíssima Trindade.
( ) As manifestações dos dons não devem ser usadas para ostentação, como vinha acontecendo em Corinto, pois “a manifestação do ESPÍRITO é dada a cada um para o que for útil”.

6- Quais são os nove dons do ESPÍRITO SANTO, como registrados em 1Co 12?
( ) Palavra da sabedoria, palavra da ciência, fé, dons de curar, operação de maravilhas, profecia, discernimento de espíritos, variedade de línguas e interpretação de línguas.
( ) Palavra da sabedoria, palavra da ciência, fé, dons de curar, operação de maravilhas, profecia, revelação, variedade de línguas e interpretação de línguas.

7- Dê uma ilustração sobre os dons: Complete:
A Bíblia ressalta que o ESPÍRITO opera segundo a sua ____________________ na distribuição desses dons (12.11). Ainda nesse mesmo capítulo (vv.12-27), o apóstolo ilustra o uso desses dons na Igreja, comparando a sua boa e ____________________________ utilização ao corpo humano, no qual cada membro tem uma função diferente e, mesmo assim, um depende do outro, sendo todos igualmente importantes. Na Igreja, que é o corpo de CRISTO - “vós sois o corpo de CRISTO e seus membros em particular” (v.27), não deveria ser diferente. O capítulo 12 encerra-se, ensinando aos crentes a buscarem os “__________________________ dons”. Nesse momento, Paulo introduz o tema do capítulo seguinte, o _____________________________, que ele chama de “caminho mais excelente” (12.31).

II- A IMPORTÂNCIA DO AMOR
8- Qual era o maior problema entre os coríntios, com relação ao uso dos dons?
( ) Como eles possuíam todos os dons, ficaram desestimulados a continuarem na igreja.
( ) A maneira como Paulo escreve parece indicar que havia em Corinto uma competitividade na busca e utilização dos dons espirituais entre os crentes desta igreja.
( ) O capítulo 14 inteiro Paulo trata de dois deles: línguas e profecia (Em torno de ambos, havia muita indisciplina no culto).
( ) Os coríntios tinham de entender que é DEUS quem concede os dons, e cada um desses tem a sua importância no Corpo de CRISTO. (Portanto, eles não tinham de que se gloriar).

9- Qual a relação entre a caridade e os dons (14.1)?
( ) A caridade é um sentimento humano passageiro, enquanto que os dons são uma manifestação superior, pois são de DEUS.
( ) Paulo incentiva os crentes a buscar os dons espirituais: “Segui a caridade e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar”.
( ) A busca pelos dons, porém, deve ser feita com amor, não tendo como motivação a disputa; tudo tem de ser feito com decência e ordem. Clique aqui para ler o texto completo »

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O Tríplice Propósito da Profecia - Ev. Luiz Henrique

Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

TEXTO ÁUREO

“Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação” (1 Co 14.3).

VERDADE PRÁTICA

Através do dom de profecia, o ESPÍRITO SANTO desenvolve e fortalece a fé dos crentes, despertando-os espiritualmente e confortando-lhes a alma.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - 1 Co 12.7 A manifestação do ESPÍRITO SANTO é para o que for útil

Terça - 1 Co 13.8-10 O dom de profecia cessará na vinda de JESUS

Quarta - 1 Co 14.6 A importância do dom de profecia

Quinta -1 Co 14.22-25 O dom de profecia é um sinal para os infiéis

Sexta - 1 Co 14.26 Os dons espirituais são para a edificação da Igreja

Sábado -  1 Co 14.31 O dom de profecia é para consolação

Clique aqui para ler o texto completo »

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O Tríplice Propósito da Profecia - Rede Brasil de Comunicação

Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Ailton José Alves

Av. Cruz Cabugá, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 - Fone: 3084 1524

LIÇÃO 12 O TRÍPLICE PROPÓSITO DA PROFECIA

INTRODUÇÃO

Nas lições anteriores estudamos sobre o ministério profético, tanto no Antigo quanto no NovoTestamento. Na aula de hoje vamos estudar o tríplice proposito da profecia, no que diz respeito ao dom de profecia mencionado entre os nove dons, relatado pelo apóstolo Paulo em 1 Co 12.8-10. Estudaremos também o dom de profecia no N.T. e, por fim, o significado dos termos: edificação, exortação e consolação (1 Co 14.3).

I - O DOM DE PROFECIA NO NT.

Existem diferenças entre as profecias pronunciadas pelos profetas do Antigo Pacto e as profecias oriundas dos dons do Espírito dado a Igreja do Novo Testamento. No Antigo Testamento, os profetas falaram inspirado por Deus e suas profecias são fonte de autoridade Divina (2 Pe 1.21) e que não cabe ao homem julga-las. Já no Novo Testamento, o Espirito Santo concede os dons como lhe apraz “repartindo particularmente a cada um como quer” (1 Co.12.11), porém, esta profecia é passível de julgamento para atestar sua autenticidade. “E falem dois ou três profetas, e os outros julguem” (1 Co.14.29).

Podemos observar o seguinte quanto ao dom profético como resultados da ação do Espírito Santo na vida do crente e da Igreja.

1. É um sinal que estamos nos últimos dias: “E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos terão sonhos.” (Jl 2.17);

2. Trata-se de um dom que capacita o crente a transmitir uma palavra ou revelação sob um impulso do Espírito Santo de Deus (I Co 12.4-6); Clique aqui para ler o texto completo »

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O Tríplice Propósito da Profecia - Luciano de Paula Lourenço

Texto Base: 1Coríntios 12.4-10; 14.1-5

“Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação” (1 Co 14.3).

INTRODUÇÃO
A profecia, como um dom espiritual de expressão verbal, mostrada no Novo Testamento(1Co 12:10), não tem a mesma autoridade canônica das Escrituras (2 Pe 1.20), que são infalíveis. Portanto, deve ser julgada (1Co 14.29). A autêntica profecia é uma revelação divina, pois trata-se de um oráculo vindo da parte de Deus; porém, em nossos dias muitas pessoas falam de si mesmas palavras boas como se estas fossem verdadeiras profecias, e ainda motivam outras pessoas a fazerem o mesmo. Escutamos frequentemente: “Eu profetizo sobre a tua vida!”; “Profetize pra seu irmão”. A Bíblia ensina que a profecia não depende do “EU” querer: “… porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirado pelo Espírito Santo”(2Pe 1:21). É bom observarmos que os profetas autênticos de Deus não usaram esse famigerado clichê; ao contrário, quando profetizavam, diziam: “Assim veio a mim a palavra do Senhor…” (Jr 1:4); “Assim diz o Senhor…” (Jr 2:5; Is 56:1; 66:1); “Ouví a palavra do Senhor…” (Jr 2:4); “E veio a mim a palavra do Senhor”(Jr 2:1; 16:1). Portanto, desejar uma bênção para o próximo ou ter palavras de vitória jamais poderá invocar o dom de profecia sob pena de não estar falando inspirado por Deus. Os verdadeiros profetas falavam o que recebiam do Senhor: “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”(2Pe 1:21). Portanto, à luz da Bíblia, nem todas as pessoas são profetas (1Co 12:29), e a vontade do homem, por mais bondosa que seja, não pode originar uma profecia verdadeira.
I. OS DONS ESPIRITUAIS
Os Dons de natureza Espiritual são destinados aos homens espirituais, ou seja, aqueles que receberam vida espiritual através do Novo Nascimento. As pessoas, lá fora, possuem os Dons Naturais, porém, os espirituais são destinados à Igreja. Diríamos que a condição para o uso dos Dons Espirituais é a apresentação do corpo “em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”, ou seja, uma vida colocada no altar, uma vida de consagração a Deus, uma vida de santificação. O Senhor Nosso Deus usa vasos limpos, ou purificados, vasos que não estejam em conformidade com o mundo.
1. O que são os Dons espirituais. São dotações e capacitações sobrenaturais que o Senhor Jesus, por intermédio do Espírito Santo, outorga à sua Igreja, visando a expansão universal da sua obra e a edificação dos santos. O crente que crê na operação ainda hoje do Espírito Santo como agente transmissor de poder divino na pregação do Evangelho é um crente que crê no Evangelho completo, pois a pregação do evangelho abrange não só a notícia de que Jesus é o Senhor e Salvador do mundo e que é preciso nEle crer para alcançar o perdão dos pecados e a salvação da alma, obtendo, assim, a vida eterna, como também esta mensagem é confirmada da parte de Deus mediante a operação do Seu poder, através dos dons espirituais, cuja recepção se torna possível em virtude do revestimento de poder, do mergulho, da imersão do ser do crente no fogo do Espírito de Deus, no seu completo envolvimento com a terceira Pessoa da Trindade Divina.
2. Conceito. Os Dons espirituais são chamados, no original grego, de “charismata”, palavra que significa “graças”, ou seja, os Dons espirituais são dádivas, são favores imerecidos que Deus concede aos homens que estão dispostos a servi-lo. A verificação do significado da palavra “charismata” é muito importante, pois demonstra, de forma cabal, que os dons espirituais são concessões divinas, decorrem do exercício da Sua infinita misericórdia, não havendo, portanto, qualquer merecimento, qualquer mérito por parte daqueles que são aquinhoados pelo Espírito Santo com um dom espiritual.
O dom espiritual é concedido não porque alguém seja mais espiritual ou melhor do que outro, mas em virtude da soberana vontade do Senhor. Quem o diz não somos nós, mas a própria Palavra de Deus: “Mas um só mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer”(1Co.12:11). Muitos são os que acham que os portadores de Dons espirituais são crentes superiores aos demais, que têm um nível maior de espiritualidade e que, em razão disto, desfrutam de uma posição diferenciada no meio da comunidade. Este pensamento, inclusive, tem feito com que muitos crentes andem à procura destes irmãos a fim de que obtenham curas divinas, maravilhas, sinais ou profecias, num comportamento totalmente contrário ao que determina a Palavra de Deus, que ensina que os sinais seguem os crentes e não os crentes correm atrás de sinais (Mc.16:17,20). Jesus não aprovou esta conduta, típica dos judeus formalistas e descrentes (Mt 12:38,39). Nenhum outro sinal deve-se buscar, como disse nosso Senhor e Salvador, senão a Sua ressurreição, que é a garantia da aceitação do Seu sacrifício e do perdão dos nossos pecados.
3. O falso ensino dos cessacionistas. Uma corrente da teoria cessacionista deduz, erradamente, que os Dons espirituais cessaram após a era apostólica, pois o Evangelho, de acordo com a geografia daqueles dias, já havia chegado aos confins da terra (At 1.8; 13.47). Afirma que os Dons do Espírito são habilidades naturais, santificadas e aperfeiçoadas por Deus após a conversão do indivíduo. Uma outra corrente acredita que os Dons espirituais não são para os tempos hodiernos, mas estiveram restritos ao período apostólico. No entanto, ao lermos as Sagradas Escrituras, não encontramos qualquer evidência de que os Dons do Espírito tenham cessado com a morte dos apóstolos e muito menos de que se trata de talentos humanos santificados. O argumento antipentecostal é fundamentado na hermenêutica naturalista, que nega qualquer elemento sobrenatural nas Escrituras. Portanto, a dedução dos cessacionistas não é possível e nem necessária como método de interpretação do Novo Testamento. Clique aqui para ler o texto completo »

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