A FAMÍLIA E O SEU PAPEL NA EDUCAÇÃO

Prof. Márcia Cristina Leite Braz

Quando pretendemos falar sobre família, instantaneamente vem à nossa mente a questão da sua finalidade, sua estreita relação com a educação e o seu compromisso com Deus, criador desta instituição.

Primeiramente, concebemos a família como uma célula viva, alvo das bênçãos de Deus e, também, das investidas do inimigo. Ela tem seu início quando, debaixo da vontade de Deus, duas pessoas que se gostam, concordam em partilhar suas vidas, futuro e expectativas, dando continuidade à sua espécie. Tal decisão supõe, sem dúvida, que essas pessoas se sintam identificadas uma com a outra o bastante para assumirem o compromisso de construir uma vida em comum, baseada na direção de Deus.

Acreditamos que o sistema familiar propicia o crescimento do indivíduo durante o período formativo da personalidade e, se este for coerente e equilibrado, teremos um indivíduo mais integrado à sociedade, mais seguro, capaz de superar dificuldades e adaptar-se às mudanças e exigências do meio em que vive. Sua relação com a educação caracteriza-se exatamente por ser esta a ponte entre a família e a sociedade, abarcando todos os processos ativos e interativos de construção de conhecimento, de forma sistematizada.

Observamos pela experiência profissional, que as crianças participantes de um contexto familiar equilibrado e sadio, e tendo os seus pais amorosamente engajados e dispostos no investimento da sua educação, são bem sucedidas na escola, seguras no relacionamento com os outros, dotadas de uma boa auto-estima, e cumpridoras dos seus deveres de forma responsável e prazerosa.

Conferimos no dia a dia, que as famílias estão perdendo seu referencial, e os valores bíblicos que constituem nosso parâmetro de uma filosofia cristã de vida. Até mesmo as famílias evangélicas passam por um momento de conflito de indefinição de papéis, de inversão de valores que a mídia nos impõe, como se todas as dificuldades conseqüentes das crises sócio-econômicas que atravessamos, nos cegassem, desvirtuando-nos do compromisso com Deus, referentemente à família. Em Deuteronômio 29:18, lemos o seguinte: "Para que entre vós não haja homem, mulher, nem família, nem tribo, cujo coração hoje se desvie do Senhor nosso Deus e vá servir aos deuses destas nações; para que entre vós não haja raiz que dê fel e absinto".

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