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EDUCAÇÃO NO NOVO MILÊNIO João Martins Ferreira |
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O governo de São Paulo está enfrentando grandes dificuldades com o aumento da violência no Estado. Como solução está propondo a imediata construção de 22 novas cadeias de segurança máxima, para aliviar o congestionado sistema carcerário e a superlotação das cadeia acopladas aos distritos policiais da capital e interior. Não é preciso ser "expert" para entender que a simples ampliação do espaço físico não trará a propalada solução para o problema da violência do Estado ou mesmo do País. Isto não passa de um paliativo e um velado projeto político demagógico. Num recente debate em televisão, políticos, educadores, policiais e líderes religiosos relacionavam dezenas de propostas e sugestões para solucionar este e outros problemas ligados à escalada de violência nas grandes cidades. Percebi que alguns defendiam ardorosamente suas propostas, julgando ser a melhor entre tantas outras, profetizando que até o final da primeira década do novo milênio, alguns dos mais graves problemas sociais estariam erradicados das nossas preocupações. Puro engano, a natureza humana é sempre a natureza humana, em todo lugar e em todo tempo. Não podemos entretanto ignorar que neste final de milênio o mundo está caminhando para um caos progressivo, fruto do distanciamento de Deus e das coisas espirituais. Os problemas que nos cercam, a partir deste, a violência, ponto de partida desta reflexão e tantos outros que estrapolam todos os padrões de ética moral e social, nestes tempos de transição, por certo não serão debelados com facilidade, porque temos constatado a ineficácia das propostas apresentadas. Deus não vai fazer o que está a nosso alcance para ser feito. Ele tem nos dado inteligência e outras provisões para executarmos projetos que corroborem para conforto material e espiritual do ser humano. Estudiosos dos problemas sociais que afetam a humanidade, apontam o problema econômico como a raiz de todos os males que existem no mundo, propondo a reestruturação de modelos diferentes desses que aí estão, como caminho para amenizar os males da humanidade. Outros apontam a crise moral como sendo a causadora da desordem em que o mundo se vê mergulhado neste início de milênio. De fato preocupa-nos o aviltamento da moralidade nacional, especialmente quando estamos diante de intricadas questões que envolvem a dignidade e a honra de pessoas que ocupam posições em várias esferas sociais. Então, compete a nós, crentes em Jesus, depositários das vitoriosas promessas divinas, profissionais conscientes de nossa missão, intervir no processo de transição do calendário, preparando homens novos, para os novos tempos que se aproximam, a partir, é claro, da transformação que Cristo proporciona. Mas como educadores cristãos temos diante de nós a proposta educacional e cremos que ela pode contribuir para a construção destes homens novos para os novos tempos. Projetar a educação deste novo milênio não é uma tarefa fácil, há de se estabelecer uma linha planificada com obtenção de resultados modificadores do atual sistema. Nosso ponto de partida é a realidade educacional na qual estamos inseridos e, lamentavelmente, todas as vezes que nos reportamos a ela, somos tomados de uma reflexão crítica sobre sua estruturação, práticas e expectativas. Neste sentido corremos o risco de deixar de lado aspectos fundamentais registrados pela história da educação do país ao longo destes passados cinco séculos de Brasil. Entretanto nossa análise é futurística, é uma proposta de perspectivas e expectativas para melhorar o que existe, num futuro que velozmente se aproxima de nós. Em nosso país existe um aparente sistema educacional adequado e organizado, em funcionamento. No século vindouro deve ser mudado para atender as reais necessidades do nosso povo. |
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