Wordpress Themes

O Tempo para Todas as Coisas - Sulamita Macêdo

Professoras e professores, observem estas orienta√ß√Ķes:

1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:

- Cumprimentem os alunos.

- Perguntem como passaram a semana.

- Escutem atentamente o que eles falam.

- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se h√° alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.

2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.

3 - Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email.Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.

4 - Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.

5 - Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associada a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!

6 - Falem: A partir de hoje at√© a 13¬™. li√ß√£o, passaremos a estudar sobre o livro de Eclesiastes.- Em seguida, fa√ßam uma panor√Ęmica sobre o livro de Eclesiastes de forma objetiva.

7 - Falem: A li√ß√£o de hoje tem como t√≠tulo¬†“O Tempo para todas as coisas”.
.

- Coloquem pela classe várias figuras de relógio ou mesmo relógios tipo de cabeceira, para representar o tempo(tema da aula).

- Falem: Atualmente, h√° uma grande pressa para realiza√ß√£o de qualquer coisa. Na internet, vemos que muitos se aborrecem porque a p√°gina ainda n√£o abriu. A um clique, j√° se espera que o que se procura j√° esteja ali de imediato. H√° uma urg√™ncia para tudo!Urg√™ncia, pressa para tudo? Nesta li√ß√£o aprenderemos que h√° tempo para todas as coisas.-¬†Agora, trabalhem os pontos levantados na li√ß√£o, sempre de forma participativa e contextualizada.- Para concluir o estudo do tema, utilizem a din√Ęmica¬†“O Tempo passa, o tempo voa”¬†ou¬†“Caixa das Preocupa√ß√Ķes”.

Tenham uma excelente e produtiva aula!
Din√Ęmica: O Tempo passa, o tempo voa!

Objetivo: Refletir sobre a organização do tempo com atividades produtivas.

Material:¬†01 desenho de rel√≥gio grande, 01 borracha e l√°pis grafite para cada aluno.01 quadro ou cartolina01 pincel para quadro branco, giz ou pincel at√īmico

Procedimento:

- Perguntem: Como estamos organizando o nosso tempo?

- Entreguem para cada aluno uma figura de um rel√≥gio para que escreva entre os intervalos das horas as atividades que est√£o executando.Perguntem: Quais as a√ß√Ķes que demandam mais tempo? Quais as a√ß√Ķes s√£o priorit√°rias?Qual o tempo destinado para os estudos, realiza√ß√£o de cursos, atividades f√≠sicas?Qual foi o tempo destinado para a leitura e estudo da Palavra de Deus? E para a ora√ß√£o? E para os cultos?- Agora, desenhem no quadro ou cartolina um rel√≥gio grande, escrevam no centro a palavra DEUS e falem:Este rel√≥gio representa o tempo e precisamos preench√™-lo com atividades produtivas tanto a n√≠vel pessoal, familiar, profissional e espiritual, tendo Deus como centro de nossas a√ß√Ķes.

- Ent√£o, comecem a preencher o rel√≥gio, colocando as atividades priorit√°rias e edificantes que os jovens devem observar. Busquem sugest√Ķes dos alunos.

- Agora, peçam para que cada aluno reflita sobre o que colocou no relógio do início da aula.

- Perguntem:¬† O que precisa ser¬† modificado no¬† rel√≥gio? Entreguem a borracha e o l√°pis grafite para os alunos e solicitem para que reorganizem o tempo, se necess√°rio com atividades proveitosas.- Para finalizar leiam Ec 3.1: “Tudo tem seu tempo determinado e h√° tempo para todo o prop√≥sito debaixo do c√©u”.

Por Sulamita Macedo.
Din√Ęmica: Caixa das Preocupa√ß√Ķes

Objetivo: oportunizar reflexão sobre o tempo destinado para as atividades do cotidiano, trabalho, estudo, descanso, lazer, devocional, Igreja.

Materiais:

01 caixa de sapato com tampa revestida com papel liso(sem estampas).

01 tesoura

01 tubo de cola

Figuras variadas que representem: trabalho, estudo, ocupa√ß√Ķes diversas, descanso, lazer, devocional, culto.
Procedimento:

- Apresentem para os alunos a caixa de sapatos com tampa e falem que ela representar√° o lugar e o tempo das nossas preocupa√ß√Ķes.

- Abram a caixa e mostrem que est√° vazia. Por qu√™?H√° uma fase longa de nossa vida que parece que o tempo n√£o passa, principalmente na inf√Ęncia. Mas, √† medida que entramos na fase adulta, assumimos ocupa√ß√Ķes, compromissos e obriga√ß√Ķes e¬† parece que o tempo n√£o d√° para tantas tarefas. E a caixa das preocupa√ß√Ķes vai ficando cada vez mais cheia.

- Ent√£o, convidem um aluno, que voluntariamente, participe da atividade.Tarefa: Preencher a caixa das preocupa√ß√Ķes.

-Orientem o aluno para colocar dentro da caixa as figuras que podem representar as tarefas que realiza durante a semana.

- Depois disto, separem junto com o aluno as tarefas que tomam mais tempo daquelas destinadas ao descanso, lazer, devocional, cultos.

- Deixem dentro da caixa, onde há mais espaço, aquelas que demandam mais tempo.

- Fechem a caixa e falem: Agora vamos colar na tampa (na parte de fora) as figuras que representam as atividades que demandam menos tempo.

- Perguntem: Por que estas atividades foram colocadas e coladas em cima da tampa?Algumas explica√ß√Ķes:. Porque n√£o devemos esquecer, devem estar vis√≠veis e “fixadas na nossa mente”.. Porque √© um espa√ßo menor, representando menos tempo, mas muito necess√°rio.. Porque deve ser entendido como algo que n√£o deve faltar, pois pode acarretar danos espirituais e f√≠sicos.

- Caso o aluno n√£o tenha escolhido figuras que representem tempo para o descanso ou lazer, orientem-no para repensar e tomar iniciativa de promover momentos para os fins citados, tendo em vista que isto promove seu bem estar¬† f√≠sico, social e mental, proporcionando-lhe sa√ļde. Pois, conforme a OMS (Organiza√ß√£o Mundial de Sa√ļde), sa√ļde √© “o estado de completo bem-estar f√≠sico, mental e social e n√£o simplesmente a aus√™ncia de doen√ßa ou enfermidade”.

- Para finalizar, leiam: Ec 3.01, I Co 3.16 e 17.- Ao final, entreguem a caixa para o aluno e solicitem que os demais alunos realizem esta din√Ęmica em suas casas e reflitam sobre o tempo e suas ocupa√ß√Ķes/preocupa√ß√Ķes.

Por Sulamita Macedo.

Texto Pedagógico

Como utilizar bem o tempo de aula da EBD

N√£o perca tempo!


Vamos pensar um pouco sobre o tempo de aula da Escola Bíblica Dominical. Nas escolas seculares, a hora/aula dos turnos matutino e vespertino tem 50 minutos de duração, enquanto no noturno 40m, com 5 aulas diárias. Na EBD, temos 01 aula semanal, geralmente, de 50 a 60 minutos. Considero que é este tempo é pouco, o ideal seria 1h30m. Mas, qualquer que seja o tempo destinado para a aula, deve ser bem utilizado.

Voc√™ j√° parou para pensar nesse tempo de aula da EBD, relacionando a totalidade de tempo semanal que seu aluno est√° exposto a muitas formas de informa√ß√£o e influ√™ncia? Com certeza √© um espa√ßo temporal m√≠nimo, ent√£o n√£o desperdice os minutos precisos destinados para o estudo da li√ß√£o. Mas, O que voc√™ tem feito com o tempo de aula da EBD?Uma das formas de utilizar bem o tempo da aula da EBD √© realizar o planejamento de ensino, para que o momento da aula seja ocupado com o estudo e com atividades importantes e consistentes para o tema a ser abordado. A outra forma √© execut√°-lo com sucesso.Ao iniciar a aula, mantenha um contato com os alunos, de forma breve. Na parte inicial das li√ß√Ķes que s√£o publicadas neste blog, coloco repetidamente algumas sugest√Ķes de como realiz√°-la, que deve acontecer antes de come√ßar o estudo da li√ß√£o. Com certeza, voc√™ j√° deve conhecer!
Em seguida, fa√ßa a introdu√ß√£o do tema, tamb√©m de forma r√°pida, situando o aluno no contexto da li√ß√£o, associando o tema com aulas anteriores, estimulando o aluno para o que vai ser estudado neste dia. Lembre-se de que a aula n√£o come√ßa aqui, pois j√° teve seu in√≠cio naquele momento inicial, j√° citado no par√°grafo anterior.Depois, utilize o tempo com o desenvolvimento da li√ß√£o, mantendo o foco da aula, com a explana√ß√£o do tema a ser estudado e execu√ß√£o de atividades relevantes. Utilize m√©todos variados e t√©cnicas adequados ao assunto e para os alunos.¬† Veja, no marcador “Textos Pedag√≥gicos” deste blog, textos sobre diferentes formas de dinamizar as aulas da EBD.


Para conclus√£o da aula, reserve um tempo para fazer o fechamento da li√ß√£o, enfatizando os pontos mais importantes, levando o aluno a refletir sobre estes ensinamentos para sua vida pr√°tica. Da√≠, a necessidade de contextualizar o tema da aula com o tipo de aluno que voc√™ tem, desde a o desenvolvimento da li√ß√£o, para que neste momento de finalizar a aula, o aluno possa tamb√©m fazer suas pr√≥prias conclus√Ķes.N√£o h√° necessidade de uma rigidez temporal cronometrada pelo rel√≥gio de forma exagerada, para a execu√ß√£o das 03 partes da aula - a introdu√ß√£o, o desenvolvido e a conclus√£o. √Č necess√°rio apenas um olhar atento e cuidadoso para que n√£o haja perda de tempo. Veja esta sugest√£o, para uma aula de 60 minutos: reserve 10 minutos para a introdu√ß√£o, 40 minutos para o desenvolvimento, 10 minutos para a conclus√£o, aproximadamente.H√° professores que n√£o planejam a li√ß√£o, nem t√™m cuidado com o tempo de aula e pode achar que 50 a 60 minutos √© um grande intervalo temporal para a aula. Ent√£o, come√ßa a contar hist√≥rias pessoais ou de outrem, divaga pelo assunto sem objetivo, quando percebe o tempo j√° passou e resta pouco tempo para coisas importantes. Dessa forma, o professor manteve o tempo de aula ocupado, mas foi mal utilizado. Da√≠, a import√Ęncia de ler a li√ß√£o, destacando os pontos mais importantes para trabalhar primeiro, depois os outros pontos ser√£o abordados. Planeje a aula, n√£o improvise.O professor, tendo conhecimento de como dividir o tempo de aula, n√£o desperdi√ßar√° este momento precioso de ensino da Palavra de Deus, saber√° o que vai realizar dentro da organiza√ß√£o previamente feita e o tempo ser√° ocupado e bem utilizado.”Tudo tem o seu tempo determinado, e h√° tempo para todo o prop√≥sito debaixo do c√©u”(Ec 3:1), inclusive ministrar uma boa aula, utilizando bem o tempo!
Por Sulamita Macedo.

Publicado no blog Atitude de Aprendiz 

converter em pdf.

O Tempo para Todas as Coisas - Ev. José Roberto A. Barbosa

Texto √Āureo: Ec. 3.1 - Leitura B√≠blica: Ec. 3.1-8
Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

www.subsidioebd.blogspot.com

Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO

A partir desta lição estudaremos alguns temas extraídos do livro de Eclesiastes, um tratado filosófico judaico, cujo fundamento é a vida com Deus. O Coelet, ou homem da assembleia, Salomão em sua idade avançada, reflete a respeito do sentido da vida, e dos valores que permanecem diante do Senhor. Na aula de hoje aprenderemos sobre o tempo, considerando a cosmovisão bíblica, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, ao final, mostraremos a necessidade de reconhecermos que o Deus é o Senhor do tempo, e que devemos viver para Ele, buscando sempre a Sua glória.

1. A DEFINIÇÃO DE TEMPO

O tempo na cosmovis√£o judaica √© diferente da experimentada no contexto ocidental. Para os hebreus o tempo era percebido inicialmente como uma sucess√£o de ciclos com eventos recorrentes. Tal perspectiva estava fundamentada na observa√ß√£o dos ciclos naturais, como o dia e a noite, e tamb√©m no calend√°rio religioso, com base nos s√°bados, festas anuais, anos sab√°ticos, e jubileus. Deus, nessa percep√ß√£o, √© o Senhor do tempo (et em hebraico), pois a Ele esse pertence. No Antigo Testamento o tempo est√° atrelado a alguns eventos espec√≠ficos, e por meio do et, palavra hebraica para tempo, √© poss√≠vel expressar quando um evento ocorre (Em. 8.11; I Sm. 20.12; II Sm. 11.1; Jr. 8.7). O substantivo hebraico paam tamb√©m carrega o sentido de sequ√™ncia de eventos (Ex. 23.17; Lv. 4.6), o encontramos pela primeira vez em Gn. 2.23, em que essa palavra √© traduzida, em algumas b√≠blias, como “agora”. Nessa passagem, Ad√£o destaca que, muito embora estivesse no tempo, e cumprisse sua responsabilidade, dando nome aos animais, somente em um momento espec√≠fico ele encontrou satisfa√ß√£o, quando Deus lhe deu uma companheira. No Novo Testamento, o tempo pode ser descrito pelas palavras aion, kair√≥s e chronos. Aion indica um tempo prologado, tal como a eternidade, uma era no mundo. Kair√≥s, por sua vez, √© usado como um indicador temporal, designado um tempo espec√≠fico de Deus (Mt. 11.25; 12.1; 13.30; 14.1). Esse termo geralmente est√° relacionado ao tempo da salva√ß√£o do Senhor, tal como o tempo do nascimento de Moises, que conduziu o povo do Egito (At. 7.20), ou como ao do pr√≥prio Cristo, que realizou o segundo √äxodo, livrando os crentes da perdi√ß√£o eterna (Mt. 26.18; Mc. 1.15; Lc. 19.44; Jo. 7.6,8; Rm. 5.6; Ef. 1.10). Pedro destacou que a vinda de Cristo marcou o tempo a respeito do qual trataram os profetas (I Pe. 1.10-12). Paulo, por sua vez, revela que no devido kairos, Jesus retornar√° para arrebatar a igreja (I Tm. 6.15), e posteriormente, para o julgamento final (Ap. 1.3; 11.18; 22.10). Chronos √© o tempo no sentido cronol√≥gico (At. 13.18), √© nesse sentido que Paulo destaca a vinda de Cristo como a plenitude do tempo (Gl. 4.4), e Pedro dos √ļltimos tempos (I Pe. 1.17).

2. O TEMPO NO ECLESIASTES

No cap√≠tulo 3 de Eclesiastes, Salom√£o apresenta v√°rias ¬†declara√ß√Ķes sobre o tempo de Deus na vida das pessoas. De modo que h√° tempo para todo prop√≥sito debaixo do c√©u, isso porque tempos e esta√ß√Ķes s√£o uma parte normal da vida, independentemente de onde as pessoas vivem. A vida humana cumpre uma sequ√™ncia de ciclos: 1) nascer e morrer (v. 2) - o nascimento e a morte n√£o s√£o conting√™ncias humanas, mas determina√ß√Ķes do pr√≥prio Deus, que est√° no comando de todas as coisas (Gn. 29.31-30.24; 22.5; Js. 24.3; I Sm. 1.9-20; Sl. 113.9; 139.16; Jr. 1.4,5; Lc. 1.5-25; Gl. 1.15; 4.4); 2) matar e curar (v. 3) - mesmo com todos os cuidados da ci√™ncia moderna, existem epidemias na terra, que ceifam as vidas de v√°rias pessoas (I Sm. 2.6), mas Deus pode realizar milagres, e curar os enfermos (Is. 38); 3) espalhar pedras e ajuntar pedras (v. 5) - Israel √© uma terra pedregosa, por isso, antes de plantar, √© preciso limpar os campos antes de ar√°-lo, algu√©m poder√° fazer o mal a outrem enchendo sua terra de pedras (II Rs. 3.19,25); 4) abra√ßar e afastar de abra√ßar (v. 5) - existe o tempo de encontrar, de fazer novas amizades, mas infelizmente, tamb√©m de deix√°-las para tr√°s, de se distanciar at√© mesmo dos entes queridos; 5) buscar e perder (v. 6) - todos n√≥s perdemos coisas, e de vez em quando precisamos procur√°-las, mas existem momentos em que necessitamos aprender a perd√™-las, a aceitar que elas simplesmente n√£o far√£o mais parte de n√≥s; 6) rasgar e coser (v. 7) - os israelitas rasgavam as veste como sinal de arrependimento (II Sm. 13.1; Ed. 9.5), portanto, existe o momento de chorar pelos pecados, mas tamb√©m de se alegrar com o perd√£o que vem do Senhor; 7) amar e aborrecer (v. 8) - existem coisas que podemos gostar, mas outras devem ser aborrecidas, pois n√£o agradam a Deus (II Cr. 19.2; Sl. 97.10; Pv. 6.16-19; Ap. 2.6,15)

3. O TEMPO NA PERSPECTIVA DA ETERNIDADE

Quando olhamos para o tempo na perspectiva meramente humana, acabamos frustrados, pois o tempo passa, principalmente quando reconhecemos que nada h√° de novo debaixo do sol (Ec. 3.9). Felizmente podemos olhar al√©m, e saber que a vida do ser humano √© uma d√°diva de Deus (Ec. 3.10). Somente assim poderemos perceber o tempo de maneira positiva, aceitarmos a vida com boa vontade, mesmo diante das adversidades. O homem foi criado imagem e semelhan√ßa de Deus, por isso est√° ligado a Ele pela eternidade (Ec. 3.11). O pr√≥prio Deus colocou a eternidade no cora√ß√£o do homem, este tem sede do c√©u e nada o satisfaz, a n√£o ser a presen√ßa do Eterno. A vida n√£o precisa ser vista como um fardo, mas como um presente do Senhor (Ec. 3.13; I Tm. 6.17). Quando cremos em Jesus, nos tornamos filhos de Deus, passamos a fazer parte de um lar eterno (Jo. 14.1-6; II Co. 4). Dessa perspectiva, a morte n√£o √© o fim, apenas uma parte da eternidade, pois Deus est√° no comando dos ciclos da vida (Ec. 3.15). Em Cristo Deus entrou na hist√≥ria, Ele morreu e ressuscitou, rompendo o ciclo de vida e morte, colocando-nos em uma no rela√ß√£o com o tempo (II Co. 5.17-21). Por esse motivo os salvos em Cristo que estiverem no corpo por ocasi√£o do arrebatamento ser√£o transformados, e aqueles que tiverem morrido no Senhor ressuscitar√£o (I Ts. 4.13-18; I Co. 15.35). Essa seguran√ßa nos dar firmeza necess√°ria para enfrentar o dia-a-dia, vivendo cada momento na depend√™ncia de Deus, remindo o tempo (Ef. 5.15-17). Remir, em grego, √© exagorazo, trata-se de uma met√°fora comercial, afinal, como se costuma dizer “tempo √© dinheiro”. Como crist√£os precisamos aprender a usar bem o tempo, a investi nele de modo a dar gl√≥ria a Deus, diferentemente daqueles que n√£o conhecem a Deus (Cl. 4.5), ciente sobretudo que os dias s√£o maus. Somos mordomos do tempo que nos foi dado, um dia prestaremos contas a Deus sobre como o utilizamos. Portanto, n√£o podemos ser pregui√ßosos ou indolentes (Pv. 6.6-11; 19.15), principalmente se tratando da miss√£o urgente que a n√≥s foi delegada (Jo. 9.4).

CONCLUSÃO

O tempo √© precioso, dele somos feitos, por isso nosso futuro depende de como o utilizamos (Rm.¬† 2.7-10). Devemos ter cuidado para n√£o desperdi√ßar o tempo em coisas f√ļteis, como faziam os atenienses (At. 17.21). O investimento no tempo √© uma quest√£o de prioridade, e essa deve ser posta no reino de Deus (Mt. 6.33). A partir das considera√ß√Ķes de Salom√£o, aprendemos que h√° tempo para todo prop√≥sito, mas que esse tempo terreno √© limitado, por isso, devemos, com sabedoria, discernir quanto ao uso apropriado do tempo, buscando a gl√≥ria de Deus em tudo que fazemos (I Co. 10.31).

BIBLIOGRAFIA

KIDNER D. A mensagem de Eclesiastes. São Paulo: ABU, 2004

WEIRSBE, W. W. Ecclesiastes: be satisfied. Colorado Springs: David Cook, 2010.

Publicado no blog Subsídio EBD 

converter em pdf.

TV EBD - A Mulher Virtuosa - Ev. Luiz Henrique

Assista os vídeos da TV EBD com a aula da Lição 08 - A Mulher Virtuosa. Para facilitar o download, o vídeo é dividido em 5 partes. Você pode assistir aqui mesmo, clicando nos vídeos, ou clicar nos links, acima dos vídeos para salvar; ao abrir a nova página, clique no botão Download. Os vídeos são produzidos pelo Ev. Luiz Henrique e também publicados no site Estudos Bíblicos EBD, ou no blog EBDnaTV.

1ª Parte - Lição 08 - 4T/2013

2ª Parte - Lição 08 - 4T/2013

3ª Parte - Lição 08 - 4T/2013

4ª Parte - Lição 08 - 4T/2013

5ª Parte - Lição 08 - 4T/2013

converter em pdf.

Question√°rio - A Mulher Virtuosa - Ev. Luiz Henrique

Questionário da Lição 8 - A Mulher Virtuosa

Responda conforme a revista da CPAD do 4¬ļ Trimestre de 2013 - Prov√©rbios e Eclesiastes

Complete os espa√ßos vazios e marque com “V” as respostas verdadeiras e com “F” as falsas

TEXTO √ĀUREO
1- Complete:

“Mulher __virtuosa__, quem a achar√°? O seu __valor__ muito excede o de __rubins__” (Pv 31.10).

VERDADE PR√ĀTICA
2- Complete:

O __comportamento__ e a sabedoria de uma mulher s√£o os √ļnicos __crit√©rios__ capazes de a definirem como __virtuosa__.

Introdução

3- Que valores a mulher virtuosa prioriza?

(    ) A estética e a cultura em geral.

(    ) Valores interiores e faz de DEUS a fonte de tudo o quanto ela é e representa.

(    ) DEUS e a beleza.

I- A MULHER VIRTUOSA COMO ESPOSA

4- Quais s√£o as bases do relacionamento conjugal?

(¬†¬†¬† ) A confian√ßa e o respeito m√ļtuo.

(    ) Sexo e prazer.

(    ) Amizade e sexo.

5-  O que faz o casamento fracassar?

(    ) A falta de dinheiro.

(    ) A falta de uma casa própria.

(    ) A desconfiança e o desrespeito.

6- Cite uma das formas de se demonstrar o amor, no casamento:

(    ) Dando um fogão de presente para a esposa.

(¬†¬†¬† ) Reconhecer a import√Ęncia e o valor do c√īnjuge.

(¬†¬†¬† ) Dando o sustento, vestimeneta e casa para moradia ao c√īnjuge.

7- Como esse reconhecimento deve ser expresso?

(    ) Por atitudes e palavras.

(    ) Por presentes.

(    ) Por sustento.

II- A MULHER VIRTUOSA COMO M√ÉE Clique aqui para ler o texto completo »

converter em pdf.

A Mulher Virtuosa - Ev. Luiz Henrique

Complementos, ilustra√ß√Ķes, question√°rios e v√≠deos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

N√ÉO DEIXE DE ASSISTIR AOS V√ćDEOS DA LI√á√ÉO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICA√á√ēES DETALHADAS DA LI√á√ÉO

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm

TEXTO √ĀUREO
“Mulher virtuosa, quem a achar√°? O seu valor muito excede o de rubins” (Pv 31.10).

VERDADE PR√ĀTICA
O comportamento e a sabedoria de uma mulher s√£o os √ļnicos crit√©rios capazes de a definirem como virtuosa

LEITURA DI√ĀRIA
Segunda - Pv 31.11 A mulher virtuosa é esposa fiel
Terça - Pv 31.25,28 A mulher virtuosa é respeitada
Quarta - Pv 31.27 A mulher virtuosa trabalha
Quinta - Pv 31.16 A mulher virtuosa empreende
Sexta - Pv 31.23 A mulher virtuosa recebe testemunhos
S√°bado - Pv 31.30 A mulher virtuosa teme ao Senhor

LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE - Prov√©rbios 31.10-21,23-29

10 √Ālefe. Mulher virtuosa, quem a achar√°? O seu valor muito excede o de rubins. 11 Bete. O cora√ß√£o do seu marido est√° nela confiado, e a ela nenhuma fazenda faltar√°. 12 Gu√≠mel. Ela lhe faz bem e n√£o mal, todos os dias da sua vida. 13 D√°lete. Busca l√£ e linho e trabalha de boa vontade com as suas m√£os. 14 H√™. √Č como o navio mercante: de longe traz o seu p√£o. 15 Vau. Ainda de noite, se levanta e d√° mantimento √† sua casa e a tarefa √†s suas servas. 16 Zain. Examina uma herdade e adquire-a; planta uma vinha com o fruto de suas m√£os. 17 Hete. Cinge os lombos de for√ßa e fortalece os bra√ßos.
18 Tete. Prova e v√™ que √© boa sua mercadoria; e a sua l√Ęmpada n√£o se apaga de noite. 19 Jode. Estende as m√£os ao fuso, e as palmas das suas m√£os pegam na roca. 20 Cafe. Abre a m√£o ao aflito; e ao necessitado estende as m√£os. 21 L√Ęmede. N√£o temer√°, por causa da neve, porque toda a sua casa anda forrada de roupa dobrada. Clique aqui para ler o texto completo »

converter em pdf.

A Mulher Virtuosa - Rede Brasil de Comunicação

Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Aílton José Alves

Av. Cruz Cabug√°, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 Fone: 3084 1524

LI√á√ÉO 08 - A MULHER VIRTUOSA - 4¬ļ TRIMESTRE 2013

(Pv 31.10-21,23-29)

INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos acerca da mulher virtuosa com todas as suas qualidades descritas no capítulo 31 do livro de Provérbios. Este capítulo é uma poesia em estilo acróstico, em que a primeira letra de cada verso corresponde à primeira letra do alfabeto hebraico. Veremos que a mulher virtuosa se destaca como serva de Deus, como esposa e como mãe, que trabalha arduamente para prover o sustento e para promover o bem-estar de seu lar, por isso o seu valor excede o de rubis.

I - A MULHER VIRTUOSA COMO ESPOSA

O primeiro aspecto da virtude da mulher descrita pelo rei Lemuel diz respeito à sua postura como esposa. Tal postura reflete o alto padrão a ser seguido por todas as mulheres que servem a Deus.

1.1 O privil√©gio do marido (31.10). O s√°bio compara a alegria, a exulta√ß√£o de algu√©m que acha uma joia de valor, com o privil√©gio de algu√©m que encontrou uma mulher virtuosa. Numa outra vers√£o, o texto de Pv 31.10 est√° assim descrito: “Se voc√™ encontrar uma esposa fiel e dedicada, achou um tesouro mais valioso que ouro e pedras preciosas”. Interessante que na Vers√£o Corrigida de Almeida, aparece o termo “rubins”. O rubi natural √© uma pedra rara e bastante cara, diferente dos rubis artificiais, que s√£o bem mais comuns e baratos. A mulher virtuosa √© comparada ao rubi por ser dif√≠cil de encontrar, tal como uma joia rara o √©, e tamb√©m por ter um valor inestim√°vel. Chega-se a afirmar tamb√©m que o rubi somente √© ultrapassado pelo diamante em termos de dureza, o que nos mostra que aquele que casar com uma mulher virtuosa ter√° um casamento firme e duradouro.

1.2 A seguran√ßa do marido (31.11). Este vers√≠culo diz que o cora√ß√£o do marido est√° confiado na mulher virtuosa. O termo hebraico para “confiado”, nesse texto √© “batah”, que significa “correr em busca de ref√ļgio, estar seguro, confiante, protegido, sem temor”. A continua√ß√£o do vers√≠culo tamb√©m vai nos mostrar que essa despreocupa√ß√£o do marido est√° relacionada √† provis√£o que a mulher lhe traz: “…pois ela nunca deixar√° faltar nada para ele” (Pv 31.1b - NTLH - A B√≠blia da Nova Tradu√ß√£o da Linguagem de Hoje). Ela de fato pode ser comparada a um rubi, pois ela traz riquezas ao seu marido.

1.3 O bem-estar do marido (31.12). A palavra hebraica traduzida como “bem”, √© tobh. Quando o s√°bio diz que a mulher virtuosa faz bem ao seu marido, est√° dizendo, √† luz do original, que ela procura agradar-lhe, fazendo o que √© melhor a ele, sendo generosa com ele, fazendo-o prosperar, conduzindo-o a uma vida de contentamento. Essa mulher vai dedicar os seus cuidados, as suas for√ßas e o seu amor ao esposo, e isso durante toda a sua vida. Podemos afirmar que a mulher virtuosa estabelece como meta para a sua vida, promover o bem-estar do seu marido.

1.4 O louvor do marido (31.29). O marido fica maravilhado com a excel√™ncia de sua esposa. Ela havia ultrapassado a todas as demais mulheres de sua gera√ß√£o, ainda que estas tamb√©m fossem virtuosas. Com essa declara√ß√£o, o marido, al√©m de elogi√°-la, tamb√©m demonstra intenso afeto. √Č como se ele s√≥ tivesse olhos para a sua amada.

II - A MULHER VIRTUOSA COMO MÃE TRABALHADORA

Depois de observarmos a virtuosidade desta mulher descrita em Pv 31 no que diz respeito ao seu casamento, podemos ver agora um outro aspecto de sua virtuosidade. Ela era uma excelente m√£e.

2.1 Ela √© trabalhadora. Em Pv 31.13, o rei Lemuel diz que a mulher virtuosa busca l√£ e linho e trabalha de boa vontade. O termo hebraico para trabalhar √© asah, e significa: “fazer, executar, realizar, completar”. O detalhe √© que esta mulher n√£o apenas trabalhava, ela trabalhava de boa vontade. A express√£o boa vontade √© a tradu√ß√£o do termo hebraico hephes, que significa: “prazer, desejo, coisa valiosa, agrad√°vel, deleitosa, bom grado”. Para esta mulher, o trabalho era algo deleitoso, prazeroso, valioso, algo que ela realizava de bom grado. Esse termo √© usado para descrever o prazer de Deus no seu trabalho (Is 46.10; 48.14). Essa mulher era bem diferente dos pregui√ßosos, contra os quais h√° muitas advert√™ncias e repreens√Ķes no livro de prov√©rbios (Pv 6.6,9; 13.4; 19.24; 21.25; 22.13). A prova de sua disposi√ß√£o para trabalhar, est√° no fato dela se levantar “ainda de noite”. O termo hebraico para noite nos leva a entender que se est√° falando da madrugada. Ela se levantava cedo para trabalhar. O texto de Pv 31.17 diz: “Ela est√° sempre disposta e n√£o foge do trabalho” (NTLH).

2.2 Ela √© boa administradora. A mulher virtuosa sabe exatamente como prosperar e como administrar da forma correta tudo o que tem. O texto de Pv 31.16 nos leva a entender que ela sabe negociar. Certamente depois de economizar, ela compra um terreno e planta uma horta com o dinheiro do seu pr√≥prio trabalho. Ent√£o, al√©m de conseguir economizar, ela sabe administrar o que tem de tal forma que n√£o se assusta nem mesmo diante de crises futuras (Pv 31.21,25). Por isso, √© comparada a um navio mercante que traz mantimentos de longe (Pv 31.14). O vers√≠culo 18 vai nos mostrar que ela ajuda no sustento de sua casa, trabalhando at√© altas horas da noite. Al√©m disso, ajuda aos necessitados com o seu dinheiro (31.19,20). A mulher virtuosa de Pv 31.10 acorda muito cedo e dorme tarde, pois a sua l√Ęmpada ou lamparina n√£o se apaga de noite (31.18). Isso pode se referir a um costume de manter as l√Ęmpadas acesas a noite inteira. O significado √© que ela tem abund√Ęncia de azeite, isso a faz ser uma mulher prudente (Mt 25.4).

2.3 Ela governa bem a sua casa. Em Pv 31.27 est√° escrito: “Olha pelo governo de sua casa e n√£o come o p√£o da pregui√ßa”. O termo hebraico traduzido como “olha”, √© saphah e significa: “investigar a dist√Ęncia, observar, estar sobre, vigiar, espiar, ficar esperando, estar de guarda, atalaia”. A mulher virtuosa foi posta como atalaia de sua casa. Ela tem a capacidade de observar cada membro da fam√≠lia e perceber antecipadamente quando algum perigo ou amea√ßa os rodeiam, assim como faziam os atalaias em Israel (II Rs 9.17,18,20). Temos no pr√≥prio Deus e em alguns profetas, exemplos de atalaias (Sl 121; 127.1; Ez 3.17; 33.2,6,7). Que sejamos atalaias de nossos lares.

2.4 Ela √© uma excelente m√£e. A mulher virtuosa desempenha de tal forma o seu papel de m√£e que os seus filhos a louvam, dizendo que ela √© “bem-aventurada” (Pv 31.28). Essa express√£o no hebraico √© asar ou aser, que significa “ser equilibrado, correto, feliz, pr√≥spero, aben√ßoado”. Al√©m de reconhecer que sua m√£e era muito feliz, os seus filhos reconheciam a sua retid√£o, o seu car√°ter √≠ntegro. Ela era admirada e respeitada pelos filhos. O marido tamb√©m a louvava (31.28,29).

III - CONTRASTE ENTRE A MULHER VIRTUOSA E A MULHER AD√öLTERA

Ao lermos o cap√≠tulo 31 de Prov√©rbios, ficamos admirados com a excel√™ncia de car√°ter manifestada pela mulher virtuosa. S√£o in√ļmeras as suas qualidades, as suas virtudes. Ela √© bem diferente da mulher descrita principalmente nos cap√≠tulos 6 e 7 deste livro, cujo car√°ter √© totalmente deformado. Vejamos o contraste entre elas:

MULHER VIRTUOSA

MULHER AD√öLTERA

Tem a natureza inclinada a fazer o bem (Pv 31.12,20) Tem a natureza m√° (Pv 6.24)
Veste-se de força e glória (Pv 31.25) Veste-se de forma indecente e é astuta (Pv 7.10)
√Č √≠ntegra e tem a confian√ßa do marido (Pv 31.11,12) √Č sedutora (Pv 7.25)
Usa palavras s√°bias (Pv 31.26) Usa de palavras enganosas (Pv 6.24; 7.5,21)
√Č respeitada pelo marido, filhos e sociedade(Pv 31.23,28,29) √Č descarada (Pv 7.13-17)
√Č bondosa e misericordiosa (Pv 31.19,20) √Č covarde (Pv 23.27,28)

 

IV - ALGUMAS CARACTER√ćSTICAS DA MULHER VIRTUOSA

  • Cuidam da fam√≠lia como Rute (Rt 1.14-18);
  • S√£o altru√≠stas como rainha Ester (Et 4.16);
  • S√£o submissas ao marido como Sara (I Pe 3.1-6);
  • S√£o instrumentos de Deus como D√©bora (Jz 4.4);
  • S√£o s√°bias como Abigail (I Sm 25.3);
  • S√£o humildes como Maria (Lc 1.48);
  • S√£o santas como Isabel (Lc 1.5,6);
  • Criam seu filho no temor do Senhor como Eunice (II Tm 1.5; 3.15).
  • Fazem boas obras como Dorcas (At 9.36)

CONCLUSÃO

Depois de mencionar tantos relatos negativos em relação às mulheres, o livro de Provérbios encerra com uma descrição de uma mulher virtuosa, um ideal raro e extremamente incomum. Esse texto é um espelho para todas as mulheres. Ela alcançou o respeito e admiração de todos: marido, filhos e sociedade. Quem a achará?

REFERÊNCIAS

  • B√≠blia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. CPAD;
  • CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado vers√≠culo por vers√≠culo. vol. 5. HAGNOS;
  • KIDNER, Derek; Prov√©rbios: Introdu√ß√£o e Coment√°rio. VIDA NOVA;
  • STAMPS, Donald C. B√≠blia de Estudo Pentecostal. CPAD;

Publicado no site da Rede Brasil de Comunicação

converter em pdf.

A Mulher Virtuosa - Pr. Altair Germano

Preconceito e discriminação. Tais palavras refletem com precisão algumas condutas, palavras e preceitos, dirigidos e relacionados com a participação da mulher na sua vida em família, e em sociedade no Antigo Testamento. A mulher é forte. A prova disso encontra-se nos registros bíblicos, que nos revela a força com que superou as adversidades e a opressão  numa sociedade patriarcal e machista.
O termo “mulher virtuosa” de Prov√©rbios 31.10, poderia ser traduzido por “mulher de for√ßa”, do hebraico¬†esheth hail, conforme tamb√©m Pv 12.4 e Rt 3.11.

FORÇA PARA VENCER OS PRECONCEITOS
No¬†Pentateuco¬†(G√™nesis a Deuteron√īmio), as mulheres s√£o quase sempre identificadas por meio dos homens que s√£o seus pais, maridos, filhos, etc.
- Sara, Mulher de Abraão (Gn 16);- Rebeca, a esposa de Isaac (Gn 25);- Tamar, a nora de Judá (Gn 38);- Asenate, filha de potífera e mulher de José (Gn 41);- Zípora, filha de Jetro, mulher de Moisés, mãe de Gérson (Ex 2);- Eliseba, filha de Aminadabe, mulher de Arão(Ex 6);- Miriam, irmã de Arão (Ex 15);- Joquebede, a mãe de Moisés (Nm 26).
Nos¬†Livros Hist√≥ricos¬†(Josu√© a Ester), al√©m de continuarem sendo identificadas pelos homens, a quem est√£o ligadas, elas tornam-se an√īnimas:
- A concumbina an√īnima de Gede√£o (Jz 8);- A filha an√īnima de Jeft√© (Jz 11);- A esposa an√īnima de Manu√° (Jz 13-14);- A esposa an√īnima de Sans√£o (Jz 14);- A m√£e an√īnima de Mica (Jz 17);- A esposa an√īnima de Fin√©ias (1Sm 4);- A serva an√īnima que salvou Davi (2Sm17);- A esposa an√īnima de Jerobo√£o (IRs 14);- A vi√ļva an√īnima de Serepta (1Rs 17);- A sunamita an√īnima (2Rs 4);- A empregada an√īnima e a esposa an√īnima de Naam√£ (2Rs 5).
O valor de uma mulher era geralmente associado a sua capacidade de gerar filhos. Quando isto n√£o acontecia, eram rejeitadas pela sociedade (2Sm 6.23, etc.).
As mulheres só podiam ter um marido (1Sm 25.44), enquanto um homem podia normalmente possuir muitas mulheres (Gn 16; 25; 29; Jz 8.30; 2Sm 1.2; 1Sm 18.27;25.42-43; 2Sm5.13; 1Rs 3.1; 11.3).
As mulheres eram consideradas propriedades dos homens (Nm 31.9; Dt 21.11-13; 1Sm 14.49-50; 2 Sm 3.2-5; 1 Rs 4.11-15; 2Rs 12.2).A mulher n√£o podia decidir com quem se casaria. A decis√£o era tomada pelos homens interessados (Jz 14.20; I Sm 25.44; 2Sm 3.15-16).
As mulheres eram as maiores vítimas da violência sexual (Gn 34.1-2; Jz 19; 2 Sm13).
Uma filha poderia ser vendida como escrava (Ex 21.7).
O pedido de divórcio era exclusividade dos homens (Dt 24.1-4), que segundo as escolas dos Rabinos Akkiba e Hillel, poderia pedi-lo por qualquer motivo, banal que fosse.
No caso de uma mulher ser estéril, poderia ceder uma escrava para dar filhos ao seu marido (Gn 16.1, 2). No caso de um marido estéril, o mesmo não acontecia.
As mulheres só herdavam propriedades e bens dos maridos ou pais, na ausência de um herdeiro masculino (Nm 27.7-8).
O voto de uma moça ou de uma mulher casada não tem validade, a não ser pelo consentimento do pai ou do marido, que podem também anulá-lo (Nm 30.4-17).
A mulher vi√ļva, visto que n√£o se encontrava ligada a qualquer homem, era marginalizada pela sociedade (Sl 109.9). Seus filhos, apesar de terem m√£e, eram considerados √≥rf√£os (J√≥ 24.9).
As mulheres não comiam com os homens, mas ficavam em pé servindo-os à mesa.
Era impróprio para um israelita falar com uma mulher na rua (Jo 4.27).
No s√©culo II d.C. o Rabi Meir criou a seguinte ora√ß√£o “te agrade√ßo √≥ Senhor, por n√£o ter-me feito um gentio, um escravo, ou uma mulher”.
FOR√áA PARA INTERFERIR NA HIST√ďRIA B√ćBLICA DE MANEIRA DECISIVA
Os preconceitos oriundos de uma cultura exclusivamente patriarcal e por vezes machista, n√£o foram suficientemente capazes de ofuscar as brilhantes interven√ß√Ķes de mulheres, que protagonizaram v√°rios momentos da hist√≥ria do povo de Deus:
- Sifrá e Puá, as parteiras corajosas (Ex 1.15-17);- Joquebede, fé e objetivos claros (Ex 2.1-10);- Raabe, decisão firme e certa (Js 2);- Mical, livrando Davi da morte (1Sm 19.11-12);- Ester, beleza, inteligência e prudência a serviço do seu povo (Livro de Ester);- Ana, confiança e perseverança na oração (I Sm 1.10-18).
FORÇA PARA FAZER A OBRA DE DEUS
As mulheres foram, e continuam sendo usadas por Deus na realização das mais diversas atividades:
- Profetisas. Miriam (Ex 15.20), Débora (Jz 4.4) e  Hulda(2Rs 22.14);- Musicista. Miriam (Ex 15.20);- Líder Nacional. Débora (Jz 4.4-9);- Intercessoras. Ana (1Sm 1.27) e Ana (Lc 2.36-37).
FORÇA NO DESEMPENHO DE SUAS TAREFAS COTIDIANAS
Essa força é claramente notada, pela maneira como ela cuida:
- Dos negócios (Pv 31.13-19, 24);- Da sua casa (Pv 31.15; 27);- Dos seus filhos (Pv 31.21, 28);- Do seu marido (Pv 31.11-12, 23);- De si mesma (Pv 31.22, 25, 26)
A mulher virtuosa, enquanto cuida da est√©tica (apar√™ncia) e da auto-estima (valor pr√≥prio), n√£o descuida de sua ess√™ncia, de “ser” segundo o espelho da palavra, para que “sendo”, tenha o louvor e o respeito que lhe √© devido:
Assim tamb√©m voc√™, esposa, deve obedecer ao seu marido a fim de que, se ele n√£o cr√™ na mensagem de Deus, seja levado a crer pelo modo de voc√™ agir. N√£o ser√° preciso dizer nada porque ele ver√° como a conduta de voc√™ √© honesta e respeitosa. N√£o procure ficar bonita usando enfeites, penteados exagerados, j√≥ias ou vestidos caros. Pelo contr√°rio, a beleza de voc√™ deve estar no cora√ß√£o, pois ela n√£o se perde; ela √© a beleza de um esp√≠rito calmo e delicado, que tem muito valor para Deus. Porque era assim que costumavam se enfeitar as mulheres do passado, as mulheres que eram dedicadas a Deus e que punham a sua esperan√ßa nele. Elas eram obedientes ao seu marido. 3.6¬†¬†Sara foi assim; ela obedecia a Abra√£o e o chamava de “meu senhor”. Voc√™ ser√° agora sua filha se praticar o bem e n√£o tiver medo de nada.¬†(1 Pe 3.1-6, NTLH)
Em tempos em que parecer vale mais do que o ser, o cuidado com a beleza interior n√£o deve ser negligenciado pela mulher de Deus.
* Artigo publicado no¬† livro “Uma Igreja com Sa√ļde”

Publicado no Blog do Pr. Altair Germano 

converter em pdf.

A Mulher Virtuosa - AD Londrina

Aula ministrada pela Professora Eliza Nantes para EBD da Asssembléia de Deus em Londrina.

Acesse: www.adlondrina.com.br

Lição 08 - 4T/2013

converter em pdf.

A Mulher Virtuosa - Ev. Isaías de Jesus

TEXTO √ĀUREO¬†=¬†¬†”Mulher virtuosa, quem a achar√°? O seu valor muito excede o de rubins” (Pv31.1O).
VERDADE PR√ĀTICA¬†= O comportamento e a sabedoria de uma mulher s√£o os √ļnicos crit√©rios capazes de a definirem como virtuosa.
LEITURA BIBLICA = Prov. 31:10-21,23-29
INTRODUÇÃO
Vez por outra cito alguma poesia nos meus escritos. Sou admirador dos poetas porque eles são sensíveis à realidade da vida e conseguem expressar isso como ninguém. Davi foi rei, profeta e também poeta. Com certeza seu filho Salomão sofreu a influência benéfica dessa herança. O livro de Provérbios é de natureza sapiencial e também poética. Uma das mais belas poesias é essa registrada no capítulo 31 dc Provérbios onde as qualidades de uma mulher virtuosa são exaltadas.

A MULHER VIRTUOSA COMO ESPOSA
Acerca da Mulher Virtuosa, Prov√©rbios 31.11 (ARA) diz: “O cora√ß√£o do seu marido confia nela, e n√£o haver√° falta de ganho”. Um dos pilares de todo relacionamento duradouro √© a confian√ßa. Sem confian√ßa n√£o existe casamento equilibrado. O texto de Prov√©rbios destaca que o marido da mulher virtuosa confia nela. Observamos que o voc√°bulo hebraico batach, traduzido como confiar mant√©m o significado de sentir-se seguro, estar despreocupado.
A pr√°tica pastoral nos mostra que um dos grandes problemas enfrentados por casais est√° na falta de confian√ßa por parte dos c√īnjuges. Em muitos casos trata-se apenas de um ci√ļme possessivo, mas em outros percebe-se que um dos c√īnjuges permitiu que intrus√Ķes externas provocasse esse sentimento.
O que deve ser dito √© que os c√īnjuges devem ser sinceros um com o outro e n√£o admitir que se criem situa√ß√Ķes que provoquem desconfian√ßa no outro. O melhor √© detectar o problema ainda no in√≠cio e pedir ajuda ao parceiro. Geralmente as mulheres s√£o mais sens√≠veis no relacionamento e percebem quando h√° algum elemento amea√ßador ao relacionamento. Nesse caso elas d√£o o alerta.
A escritora Cristiane Cardoso em seu livro A Mulher “V”- moderna √† moda antiga, comentando sobre a mulher virtuosa de Prov√©rbios 31, destaca:
O marido da Mulher V confia nela porque ele sabe que pode confiar. Uma mulher confiável não precisa convencer as pessoas de que podem confiar nela; o seu comportamento diário diz praticamente tudo. Você é capaz de dizer se uma pessoa é madura ou não apenas pelo seu jeito de falar.
Ela tem seguran√ßa para olhar nos seus olhos enquanto fala. Pode at√© ser t√≠mida, mas sempre faz aquilo que precisa ser feito; √© respons√°vel com os seus afazeres. √Č por isso que a Mulher V n√£o tem necessidade de coisa alguma, e nem deixa que sua fam√≠lia tenha. Ela pensa em si e na sua fam√≠lia como se fossem um s√≥. Se a sua fam√≠lia est√° enfrentando dificuldades financeiras, ela n√£o fica apenas esperando que as coisas melhorem - ela providencia para a sua fam√≠lia.
Seus planos, seus desejos, sua pr√≥pria vida n√£o s√£o a sua prioridade. E, por causa disso, seu marido confia nela. Ele se sente seguro por estarem ambos no mesmo barco e por ele estar n√£o remando sozinho. Sua esposa n√£o apenas p√Ķe as necessidades de sua fam√≠lia em primeiro lugar como economiza - o que, para muitas mulheres, √© coisa de outro mundo.
A NECESSIDADE DE SER ADMIRADA
O texto de Prov√©rbios 28.29 diz: “Seu marido a louva, dizendo: Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas”. A psicologia vai nos mostrar que homens e mulheres s√£o diferentes n√£o apenas quanto ao corpo, mas tamb√©m na personalidade. Vejamos algumas dessas diferen√ßas:
NECESSIDADES AMOROSAS PRIMORDIAIS DE HOMENS E MULHERES

O quadro acima revela que a mulher é bem diferente do homem em seu lado emocional. Ela precisa de afeto, amor, compreensão e carinho (1 Pe 3.7).
AOS MARIDOS: FORMAS DE DEMONSTRAR AMOR E RESPEITO POR SUAS ESPOSAS
Para que possamos valorizar nossas esposas, John Gray, psicólogo e respeitado conselheiro matrimonial, mostra como os maridos devem marcar pontos com a esposa.
1. Ao chegar em casa, encontre-a antes de fazer qualquer outra coisa e dê-lhe um abraço.
2. Faça-lhe perguntas específicas sobre o dia dela que indiquem que você sabe o que ela estava planejando fazer. Por exemplo: como foi o seu dia hoje no trabalho?
3. Traga-lhe flores de surpresa, bem como em ocasi√Ķes especiais.
4. Ofereça-se para ajudar no jantar ou prepare o café da manhã.
5. Faça elogios à aparência dela.
6. Quando você se atrasar, ligue para ela e avise.
7. Ofereça-se para jogar o lixo fora.
8. Quando ela falar com você, abaixe a revista ou desligue a televisão e dê-lhe sua atenção.
9. Se ela geralmente lava a louça, ocasionalmente ofereça-se para lavar a louça, especialmente se ela estiver cansada.
10. Quando sair, pergunte se tem alguma coisa qu ela quer que você compre.
11. Dê-lhe quatro abraços por dia.
12. Ligue do trabalho para perguntar como ela est√° ou partilhar alguma coisa que demonstre intimidade ou dizer:”Eu te amo!”
13. Diga-lhe “eu te amo” pelo menos duas vezes ao dia.
14. Faça a cama e arrume o quarto.
15. Fique do lado dela quando ela estiver aborrecida com alguém.
16. Ofereça-se para dar-lhe uma massagem nas costas, nos pescoço ou nos pés (ou todas as três).
17. Faça questão de acariciar ou ser afetuoso algumas vezes sem ser sensual.
18. Não aperte o controle remoto para canais diferentes quando ela estiver assistindo com você.
19. Mostre afeto p√ļblico.
20. Seja compreensivo quando ela se atrasar ou decidir trocar de roupa.
21. Preste aten√ß√£o mais nela do que nos outros em p√ļblico.
22. Faça com que ela seja mais importante do que as crianças. Deixe que as crianças a vejam recebendo sua atenção primeiro e antes de tudo.
23. Compre-lhe pequenos presentes - como caixas de chocolates ou perfume.
24. Tire fotos dela em ocasi√Ķes especiais.
25. Deixe que ela veja que você carrega uma foto dela na sua carteira e atualize-a de vez em quando.
26. Escreva um recado ou fa√ßa um cartaz em ocasi√Ķes especiais como anivers√°rios.
27. Dirija devagar e com segurança, respeitando as preferências dela. Afinal de contas, ela está impotentemente sentada no banco da frente.
28. Surpreenda-a com um bilhete de amor ou um poema.
29. Trate-a como você fazia no começo do relacionamento.
30. Ofereça-se para afiar as facas da cozinha.
31. Leia em voz alta ou recorte se√ß√Ķes no jornal que interessariam a ela.
32. Mantenha o chão do banheiro limpo e enxugue-o logo após o banho.
33. Abra a porta para ela.
34. Quando ela preparar uma refeição, elogie sua culinária.
35. Quando estiver ouvindo-a falar, use contato visual.
36. Toque-a com sua m√£o algumas vezes quando conversar com ela.
37. Mostre interesse pelo que ela faz durante o dia, pelos livros que lê e pelas pessoas com quem se relaciona.
38. Se ela esteve doente de alguma forma, pergunte como ela est√° se sentindo.
39. Se ela estiver cansada, ofereça-se para fazer um chá para ela.
40. Apronte-se para dormir junto com ela e v√° para a cama ao mesmo tempo.
41. Dê-lhe um beijo e se despeça quando você sair.
42. Ria das piadas e do humor dela.
43. Diga obrigado verbalmente quando ela faz coisas para você.
44. Observe quando ela faz o cabelo e faça um comentário reafirmador.
45. Deixe a tampa do vaso sanit√°rio abaixada.

A MULHER VIRTUOSA COMO MÃE
A mulher tem sua participa√ß√£o na cria√ß√£o de valores dos filhos, mas essa miss√£o n√£o √© somente dela. Educar tomando por base os valores √© uma miss√£o do casal. Em seu livro Quem Ama Educa, o psiquiatra e educador I√ßami Tiba escreve sobre a “miss√£o √©tica” que o casal tem em rela√ß√£o aos filhos:
“Quando o filho n√£o respeita os pais e estes nada fazem, ele se sente autorizado a desrespeit√°-los. Isso d√° poder ao filho, desencadeando a invers√£o de valores.Quando os pais fazem, mesmo por amor, os deveres do filho, s√£o anti√©ticos. Quem est√° sendo enganado? Quem √© o principal prejudicado? Clique aqui para ler o texto completo »

converter em pdf.

A Mulher Virtuosa - Luciano de Paula Lourenço


Texto Básico: Provérbios 31:10-21,23-2924/11/2013
“Mulher virtuosa, quem a achar√°? O seu valor muito excede o de rubins” (Pv 31.10).

INTRODUÇÃO

O Cap√≠tulo 31 de Prov√©rbios √© como que uma homenagem √† mulher virtuosa. Ele cont√©m um acr√≥stico do alfabeto hebraico. Do vers√≠culo 10 a 31, cada vers√≠culo come√ßa com uma letra do alfabeto Hebraico. Este Cap√≠tulo se tornou necess√°rio visto que a mulher apareceu muitas vezes no Livro como um instrumento pecaminoso, contra quem, especialmente os jovens, foram advertidos a n√£o ca√≠rem nos seus la√ßos. O Livro falou de “mulher insensata”, da “mulher perversa”, da “mulher rixosa”, da “mulher imoral”, por√©m, no fim apresenta a mulher virtuosa, aquela que teme ao Senhor -¬†“… mas a mulher que teme ao Senhor essa ser√° louvada“(Pv 31:30).O que √© ser uma mulher virtuosa? Ser√° que √© aquela que vive para o lar e n√£o trabalha fora e que tem sempre uma atitude servil? Por muitos s√©culos a mulher foi exclu√≠da, colocada √† margem da sociedade, vivendo sob o jugo do preconceito, da indiferen√ßa.¬†No Antigo Testamento, as mulheres ficavam √† parte quando havia visitantes (Gn 18:9). Segundo o Dicion√°rio B√≠blico Wycliffe, “na sociedade hebraica a mulher era considerada parte da propriedade de um homem” (Gn 31:14,15; Rt 4:5,10). O texto de Ju√≠zes 19:24 mostra um pouco do abuso e da viol√™ncia a que as mulheres eram submetidas (Jz 19:24,29).¬†No Novo Testamento,¬†no Templo de Herodes, elas ficavam separadas em um local chamado de “p√°tio das mulheres”. Por√©m, o Criador sempre amou e honrou as mulheres. Jesus Cristo quebrou v√°rios paradigmas ao ensinar e evangelizar as mulheres (Jo√£o 4:10-26; 11:20-27). Ele abriu as portas das pris√Ķes sociais e valorizou a mulher como ningu√©m nunca o fez ou far√° (Is 61:1) - “Nisto n√£o h√° judeu nem grego; n√£o h√° servo nem livre; n√£o h√° macho nem f√™mea; porque todos v√≥s sois um em Cristo Jesus” (Gl 3:28).

I. A MULHER VIRTUOSA COMO ESPOSA

1. Tem a confian√ßa e o respeito do marido.¬†A B√≠blia diz que a primeira caracter√≠stica da mulher virtuosa √© exatamente a confian√ßa e credibilidade que tem junto ao seu marido (Pv 31:11), que √© o pressuposto para que realize tudo aquilo que est√° descrito naquele texto. Se a mulher n√£o tivesse a credibilidade do marido, poderia administrar a casa, como ali √© descrito? Poderia comprar e vender? Produzir e conservar a sua resid√™ncia? Muitas mulheres n√£o despertam confian√ßa em seus maridos e, por isso, n√£o t√™m esta liberdade que tinha a mulher virtuosa, inclusive no aspecto econ√īmico-financeiro.Um dos compromissos assumidos no casamento √© a fidelidade conjugal. √Č, sem d√ļvida, um dos maiores pilares de sustenta√ß√£o do casamento. Segundo o pastor Elinaldo Renovato, a seguran√ßa espiritual e emocional do casal depende da fidelidade que cada um devota ao outro. Sem fidelidade, o casamento desaba. As estruturas do casamento n√£o s√£o preparadas para suportar a infidelidade. Esta tem efeito devastador no matrim√īnio, no lar e na fam√≠lia. Mas, infelizmente, nestes √ļltimos dias da Igreja, Satan√°s tem se utilizado desta arma contra o casamento. “Ningu√©m √© de ningu√©m”,¬†costuma-se dizer e se propaga a toler√Ęncia e a admiss√£o de “aventuras extraconjugais” por parte de marido e mulher, chegando mesmo a se dizer que tal comportamento refor√ßa a “sexualidade” e o “afeto” entre os c√īnjuges. Mentiras sat√Ęnicas que t√™m por objetivo t√£o somente a dissemina√ß√£o da impureza sexual. A B√≠blia √© bem clara a este respeito: “N√£o erreis: nem os devassos, nem os id√≥latras, nem os ad√ļlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladr√Ķes, nem os avarentos, nem os b√™bados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdar√£o o Reino de Deus” (1Co 6:10) e, ainda, “aos que se d√£o √† prostitui√ß√£o e aos ad√ļlteros Deus os julgar√°” (Hb 13:4b). Por fim, “Ficar√£o de fora os c√£es e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os id√≥latras, e qualquer que ama e comete a mentira” (Ap 22:15). Em outras palavras, quem preterir a fidelidade conjugal, caminhar√° para a perdi√ß√£o eterna.

2. Tem a admira√ß√£o e o reconhecimento do marido.¬†”A mulher virtuosa √© a coroa do seu marido, mas a que procede vergonhosamente √© como apodrecimento nos seus ossos“(Pv 12:4). Uma mulher virtuosa √© uma mulher nobre, graciosa, diligente e amorosa. Ela agrada e honra o seu marido fielmente. Ele √© grato e se regozija na bondade de Deus para com ele atrav√©s dela. Mas uma mulher odiosa envergonha o seu marido, e lentamente o mata de dentro para fora pela sua estupidez, ego√≠smo, teimosia ou infidelidade. A “coroa” citada no texto √© simplesmente uma met√°fora. Uma coroa honra a pessoa. Reis recebem coroas pela honra do seu of√≠cio, e atletas s√£o coroados para honrar as suas realiza√ß√Ķes esportivas. Uma grande mulher honra o seu marido pelo prazer e pela admira√ß√£o que ela traz para ele, e ela coroa a autoridade dele atrav√©s da sua submiss√£o e pelo que ela exige dos seus filhos. A coroa √© uma bela pe√ßa de j√≥ias e a mulher virtuosa √© assim, tamb√©m, para com o seu marido!

II. A MULHER VIRTUOSA COMO MÃE

1. √Č educadora.¬†”Toda mulher s√°bia edifica sua casa, mas a tola derruba-a com a suas m√£os”(Pv 14:1). A mulher s√°bia √© a “mulher virtuosa” de que fala prov√©rbios 31:10. Ela tem capacidade de edificar a sua casa, como adjutora do seu esposo, ao lado dos filhos. A primeira e grande tarefa que a esposa tem como adjutora, na edifica√ß√£o do lar √© na cria√ß√£o dos filhos ao lado do marido. Isso n√£o √© pouca coisa. Diz um prov√©rbio: “Quem educa um homem, educa uma esposa. Quem educa uma mulher, educa uma na√ß√£o“. Explicando: Uma m√£e, quando c√īnscia do seu dever, contribui com parcela ponder√°vel de sua vida na edifica√ß√£o moral e espiritual dos seus filhos que, no futuro, ser√£o cidad√£os √ļteis √† na√ß√£o.2. √Č afetuosa.¬†¬†Em Prov√©rbios 31:28 est√° escrito: “Levantam-se seus filhos, e chamam-na bem-aventurada…”.¬†Este texto nos induz a entender que, como m√£e, esta mulher virtuosa tratava a sua fam√≠lia com bastante afeto e aten√ß√£o. Como diz o pr. Jos√© Gon√ßalves, afeto gera afeto! Atualmente, afeto √© um “produto” em extin√ß√£o; quando isto √© manifestado faz-se √† dist√Ęncia, por meios virtuais(facebook, por exemplo), e outros n√£o demonstram carinho algum pelos seus filhos, s√£o brutos e ego√≠stas; o indiferentismo √© implac√°vel! Como ser√° o futuro das fam√≠lias daqui a 15 anos? Nem quero imaginar! √Č bom ressaltar que uma das grandes causas da delinqu√™ncia juvenil pode ser encontrada na aus√™ncia de afetividade na inf√Ęncia por parte dos seus pais.

III. A MULHER VIRTUOSA COMO TRABALHADORA

Uma das caracter√≠sticas da mulher virtuosa √© o fato de n√£o ser pregui√ßosa, mas trabalhadora - “Busca l√£ e linho e trabalha de boa vontade com as suas m√£os”(Pv.31:13). Sabemos que a ida da mulher ao mercado de trabalho n√£o √© uma op√ß√£o pessoal e volunt√°ria, na maior parte das vezes, mas √© consequ√™ncia dos baixos sal√°rios, do crescente desemprego e uma decis√£o de sobreviv√™ncia. No entanto, mesmo quando for inevit√°vel esta solu√ß√£o, que implicar√° em preju√≠zos inafast√°veis na educa√ß√£o e cria√ß√£o dos filhos, tudo deve ser feito de modo a reduzir, ao m√°ximo, os malef√≠cios e o crit√©rio a ser utilizado dever√° ser, sempre, o da busca do realmente necess√°rio e fundamental para a fam√≠lia, n√£o se deixando levar pelas quimeras da suntuosidade, do luxo ou da manuten√ß√£o de um “status” social totalmente incompat√≠vel com a realidade do cotidiano familiar. Se a fam√≠lia se orientar pelos valores consumistas, fatalmente estar√° fadada a amar o dinheiro e, a partir deste amor ao dinheiro, trar√° para si enormes dores e dificuldades (2Tm 6:8-10).

1. √Č dona de casa.¬†”Ainda de noite, se levanta e d√° mantimento √† sua casa e a tarefa √†s suas servas”(Pv 31:15); “Olha pelo governo de sua casa e n√£o come o p√£o da pregui√ßa” (Pv 31:27). Aqui, a mulher virtuosa ama administrar sua casa. √Č fundamental que a mulher execute as tarefas que lhes s√£o cometidas dentro do lar, entre os quais, destacam-se a provis√£o da alimenta√ß√£o e das demais necessidades. O modelo tradicional de fam√≠lia, j√° hoje quase inexistente, cometia ao marido o trabalho fora de casa, e √† mulher o trabalho dentro de casa. Hoje em dia, em virtude da necessidade de ambos os c√īnjuges trabalharem, para que haja o m√≠nimo de conforto na vida da fam√≠lia, √© preciso que haja uma distribui√ß√£o de tarefas entre os c√īnjuges, o que n√£o √© biblicamente condenado, como alguns “machistas” t√™m entendido. De qualquer modo, o controle das tarefas dentro de casa tem de ser da mulher, pois, como dizem as Escrituras, a mulher virtuosa “ainda de noite se levanta, e d√° mantimento √† sua casa e a tarefa √†s suas servas” (Pv 31:15). √Č imperioso que a mulher tenha sob seu controle estas atividades dom√©sticas, pois isto faz parte da sua sensibilidade e intui√ß√£o e √© fundamental para que o marido possa bem desempenhar as suas atividades, bem assim os filhos. A imagem social do marido est√° vinculada a isto (Pv 31:23), bem assim o da pr√≥pria mulher (Pv 31:28,29).

2. √Č empreendedora.¬†Algumas pessoas pensam que a mulher ideal √© aquele que vive no lar e tem uma atitude bastante abnegada e servil. Mas a mulher descrita no cap√≠tulo 31 de Prov√©rbios √© uma mulher que est√° √† frente do seu tempo; ela √© vista como algu√©m que cuida bem da casa, do marido e dos filhos, mas ela √© tamb√©m uma mulher de neg√≥cios, uma empreendedora; al√©m de ser uma excelente dona de casa, esposa e m√£e zelosa, fabrica, importa e vende produtos, faz tapetes e confecciona roupas para sua fam√≠lia, gerencia seus recursos financeiros, compra e vende im√≥veis, planta e colhe sua lavoura (Pv 31:10-31). A mulher virtuosa √© descrita como algu√©m que tem excelentes habilidades, e que √© s√°bia. Sem sabedoria n√£o h√° virtudes. Por√©m, sua for√ßa e dignidade n√£o v√™m de suas surpreendentes realiza√ß√Ķes, s√£o o resultado de sua rever√™ncia a Deus.

Clique aqui para ler o texto completo »

converter em pdf.