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Lidando de Forma Correta com o Dinheiro - AD Londrina

Aula ministrada pela Professora Eliza Nantes para EBD da Asssembléia de Deus em Londrina.

Acesse: www.adlondrina.com.br

Lição 04 - 4T/2013

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Lidando de Forma Correta com o Dinheiro - Luciano de Paula Lourenço

4º Trimestre/2013
Texto Básico: Pv 6:1-5; Pv 30:8,9
“Compra a verdade e não a vendas; sim, a sabedoria, e a disciplina, e a prudência” (Pv 23:23)

INTRODUÇÃO

O dinheiro é o deus mais adorado atualmente. Ele deixou de ser apenas uma moeda para transformar-se num ídolo. Por ele, muitos se casam, divorciam-se, mentem, matam e morrem. Aqueles, entretanto, que pensam que o dinheiro é um fim em si mesmo, que correm atrás dele delirantemente, descobrem frustrados, e tarde demais, que seu brilho é falso, que sua glória se desvanece, que seu prazer é transitório. Aqueles que fazem do dinheiro a razão de sua vida caem em tentação e cilada e atormentam a sua alma com muitos flagelos. Porém, o dinheiro é bom; ele é necessário; é um meio e não um fim; é um instrumento por intermédio do qual podemos fazer o bem. O problema não é ter dinheiro, mas o dinheiro nos ter. O problema não é carregar dinheiro no bolso, mas entesourá-lo no coração. Por isso, devemos de forma correta lidar com o dinheiro.

I.  CUIDADO COM AS FINANÇAS E EMPRÉSTIMOS

1. O fiador. O fiador é aquele que dá garantias de que o devedor irá cumprir sua palavra e pagar suas dívidas; caso contrário, ele mesmo arcará com esse ônus. O fiador empenha sua palavra, sua honra e seus bens, garantindo ao credor que o devedor saldará seus compromissos a tempo e a hora. O fiador fica, assim, obrigado, mediante a lei, a pagar em lugar do devedor caso este não cumpra seu compromisso. Todavia, Provérbios nos aconselha a não assumirmos responsabilidades pelas dívidas de outrem. Se alguém que realmente estiver precisando vier lhe pedir para ser fiador, avalie, antes de assumir, se você terá condições de pagar, caso o devedor principal deixe de fazê-lo. Esta é a única situação legitima de fiança. Se você também não puder pagar, então não se torne fiador.
Muitos tomam esta decisão baseados no temor das pessoas - “ele vai ficar chateado comigo”; “se um dia eu precisar, não poderei contar com ele“, etc. Este é um laço que, se você cair nele, corre o sério risco de ficar sem meios de prover a si e a sua família - “Aquele que fica por fiador do estranho tira a sua roupa e penhora-a por um estranho” (Pv 20:16) -, e até mesmo ficar no olho da rua - “Não estejas entre os que dão as mãos e entre os que ficam por fiadores de dívidas. Se não tens com que pagar, por que tirariam a tua cama de debaixo de ti?” (Pv 22:26,27). Portanto, tenha muito cuidado em tomar essa decisão. Ficar por fiador de um companheiro já não é coisa boa, conforme Provérbios 6:1; e ficar por fiador de um estranho, é pior ainda. Leia Provérbios 11:15; 17:18; 22:26; 27:13.

2. Empréstimo. O rico domina sobre os pobres, e o que toma emprestado é servo do que empresta” (Pv 22:7). A dependência financeira gera escravidão. A dívida é uma espécie de coleira que mantém prisioneiro o endividado. É por isso que os ricos mandam nos pobres, pois detêm o poder econômico. Quem toma emprestado fica refém de quem empresta. No tempo de Neemias, governador de Jerusalém, os ricos que emprestaram dinheiro aos pobres já haviam tomado suas terras, vinhas, casas e até mesmo escravizado seus filhos para quitar uma dívida impagável. O profeta Miqueias denuncia essa mesma forma de opressão, dizendo que em seu tempo muitos ricos estavam comendo a carne dos pobres. Uma pessoa sábia é controlada em seus negócios e não cede à pressão nem à sedução do consumismo. Não se aventura em dívidas que crescem como cogumelo, pois sabe que o que toma empestado é servo do que empresta. (1)
Caro irmão, jamais faça empréstimos para adquirir coisas supérfluas. É preferível manter-se dentro de um padrão mais modesto de vida, somente com as coisas necessárias, do que tornar-se um endividado por causa dos artigos que são dispensáveis. Pense nisso!
II. O CUIDADO COM O LUCRO FÁCIL

1. Evitando a usura e a agiotagem. Segundo o dicionário Aurélio, usura significa lucro excessivo, exorbitante, exagerado. Esse tipo de lucro tornou-se o vetor que norteia os destinos das empresas e pessoas nestes tempos pós-modernos. O TER passou a ser mais importante que o SER. Os resultados valem mais do que as regras. Para alimentar o sistema e fazer essa máquina girar, somos empurrados para uma ciranda louca de consumismo. O comércio guloso, com sua bocarra aberta, gera a cada dia mais insatisfação dentro de nós, convencendo-nos de que a nossa felicidade está diretamente ligada aos produtos. Há aqueles que se capitulam a esse apelo e compram o que não precisam, com um dinheiro que não possuem, para impressionar pessoas que não conhecem.
Muitos indivíduos, seduzidos pela fascinação das riquezas, transigem com seus valores, amordaçam a consciência e se curvam aos apelos do lucro ilícito. A corrupção está incrustada na medula da nossa nação. Ela enfiou seus tentáculos em todos os setores da sociedade. Está presente nos poderes constituídos. Nos corredores do poder, há inúmeras ratazanas esfaimadas escondidas por trás de togas reverentes. Nos palácios e casas legislativas há muitos criminosos que assaltam o erário público, escondidos atrás de títulos pejados de honra. Nossa sociedade está levedada pelo fermento da corrupção. A causa precípua desse desatino moral é o amor ao dinheiro, a raiz de todos os males.
A prosperidade que vem de Deus é bênção; a que vem dos mecanismos da corrupção é maldição. Há indivíduos pobres que são prósperos e há homens ricos que são miseráveis. A verdadeira prosperidade não é tanto o quanto se ajunta com a ganância; mas, o quanto se distribui, apesar do pouco. A Bíblia diz que a piedade com contentamento é grande fonte de lucro (1Tm 6:6).
A agiotagem é uma prática criminosa. É uma forma injusta e iníqua de se aproveitar da miséria do pobre, emprestando-lhe dinheiro na hora do aperto, com altas taxas de juros, para depois mantê-lo como refém. Muitos ricos inescrupulosos e avarentos, movidos por uma ganância insaciável, aproveitam o sufoco do pobre para emprestar-lhe dinheiro em condições desfavoráveis, apenas para lhe tomar, com violência, seus poucos bens. Tenha cuidado com esses ratos de esgoto.

2. Evitando o suborno. ”O perverso aceita suborno secretamente, para perverter as veredas da justiça” (Pv 17:23). A sociedade brasileira vive a cultura do suborno. Com frequência perturbadora, vemos políticos inescrupulosos em conchavos vergonhosos com empresas cheias de ganância e vazias de ética. Esses trapaceiros recebem somas vultosas, a titulo de suborno, para favorecer empresários desonestos, dando-lhes informações e oportunidades privilegiadas, a fim de se apropriarem indebitamente dos suados recursos públicos que deveriam promover o progresso da nação e o bem do povo. Aqueles que aceitam suborno, e muitas vezes se escondem atrás de togas sagradas e títulos honoríficos, não passam de indivíduos perversos e maus, gente de quem deveríamos ter vergonha, pois fazem da vida uma corrida desenfreada para perverter as veredas da justiça. Não poderemos erguer as colunas de uma pátria honrada sem trabalho honesto. Precisamos dar um basta nessa politica hedonista do “levar vantagem em tudo”. Se quisermos ver nossa nação seguir pelos trilhos do progresso, precisamos andar na verdade, promover a justiça e praticar aquilo que é bom. Isso é o que Deus requer de nós (2).
Irmãos, evite o suborno! Pedro rejeitou - “E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo. Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus. Arrepende-te, pois, dessa tua iniquidade e ora a Deus, para que, porventura, te seja perdoado o pensamento do teu coração” (At 8:18-22).
Certo dia, um pastor participou-me uma prática clara de suborno. Ele disse: “irmão Luciano, na igreja em que me congrego não tem mais diácono, todos foram consagrados a ‘pastor’ para voltar no candidato indicado pelo pastor presidente, por ocasião da eleição do novo presidente da CGADB”. Eu pensei: isso é uma demonstração clara de prática de suborno; é simonia; isso é uma vergonha! Para esses que agiram desse modo, ele aplico as palavras de Pedro, supra.

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Lidando de Forma Correta com o Dinheiro - Sulamita Macêdo

Professoras e professores, observem estas orientações:

1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:

- Cumprimentem os alunos.

- Perguntem como passaram a semana.

- Escutem atentamente o que eles falam.

- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.

2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.

3 - Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email. Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.

4 - Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.

5 - Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associada a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!

6 - Agora, vocês iniciam o estudo da lição.

- Falem: A lição de hoje tem como título Lidando de Forma Correta com o Dinheiro”.
- Falem: Contrair dívidas de forma equilibrada e pagá-las, não há problema. Entretanto, o que vamos estudar hoje diz respeito ao consumo exagerado, sem limites, chegando ao endividamento, que pode causar sérios danos a pessoa e sua família, como perdas de bens, bom convívio familiar, perda da saúde etc.

- Em seguida, leiam: I Tm 6. 7 a 9.- Depois, apresentem um saco sem fundo, cortado de forma que os alunos não percebam essa retirada(aconselho aquele tipo de saco metalizado para presente, cortem a borda que fecha o saco - façam isto em casa, antes da aula).Peguem uma cédula de 20, 00 reais ou de outro valor, mostrem para a turma e solicitem que um aluno se ponha de pé diante da classe e coloquem a nota de 20,00 reais dentro do saco. Segurem o saco de forma que não apareça a parte de baixo aberta.  O que vai acontecer? A cédula vai cair no chão, passando pelo espaço aberto do saco(aquela parte retirada do fundo).Isto vai causar surpresa e alguns alunos vão achar que o dinheiro não foi colocado dentro do saco. Repitam a operação e depois leiam Ageu 1.6 “Semeais muito, e recolheis pouco; comeis, porém não vos fartais; bebeis, porém não vos saciais; vesti-vos, porém ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o num saco furado”.- Trabalhem o conteúdo proposto na lição de forma participativa e contextualizada.

- Para finalizar a aula, sugiro a utilização de uma das dinâmicas  “Eu quero!” ou ”Consumismo”. Façam a escolha de acordo com o tipo de aluno que você tem.Tenham uma excelente e produtiva aula!

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Lidando de Forma Correta com o Dinheiro - Pr. Geraldo Carneiro Filho

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 04- DATA: 27/10/2013
TÍTULO: “LIDANDO DE FORMA CORRETA COM O DINHEIRO”
TEXTO ÁUREO - Pv 23.23
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Pv 6.1-5
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/

I - INTRODUÇÃO:
Existem duas formas de se ficar rico:
(1) - GANHAR MUITO DINHEIRO; e
(2) - APRENDER A GASTAR MENOS DO QUE SE GANHA.

II - AS FINANÇAS SÃO UM DOS MAIORES CAUSADORES DE “STRESS” NA VIDA FAMILIAR:
Esta é uma área no relacionamento familiar que exige muita conversa, sinceridade, equilíbrio e compreensão recíproca.

(1) - NÃO NOS DEIXEMOS ENGANAR PELA MENTIRA DE QUE O DINHEIRO TRAZ FELICIDADE - Correria, lutas, competições desenfreadas para obter “status” e posses, causam “stress”, conflitos e, não poucas vezes, sentimentos de culpa, pois, no caminho para o sucesso, ficam para trás amigos, familiares, companheiros machucados e, não raro, prejudicados pela sede de alguém que nada vê à frente, a não ser o ideal de vencer. (Lc 12:15)

(2) - NÃO ESTABELEÇAMOS NOSSO PRÓPRIO PADRÃO TOMANDO POR BASE O DE TERCEIROS - Devemos ter muito cuidado com a compulsão em querer adquirir algum bem semelhante ou melhor do que o do meu vizinho, do meu próximo. (Pv 28:22)

(3) - DEVEMOS TER MUITO CUIDADO COM O CARTÃO DE CRÉDITO - Nos cartões não existe escrita a expressão: “CRÉDITO”. Isso porque, quando compramos algo com o cartão, significa que fizemos uma dívida que pode causar prejuízos e sérios estragos em muitos lares.

Apesar de evitar a utilização de dinheiro vivo e o consequente risco de assalto, o cartão de crédito é uma opção ardilosa, pois facilita a compra desordenada.

O cartão de crédito produz, na verdade, riquezas para o distribuidor do cartão, empobrecendo o bolso do consumidor que não percebe que está se tornando escravo do “pequeno retângulo de plástico” - (Pv 22:7)

(4) - DEVEMOS PLANEJAR ELABORANDO UM ORÇAMENTO PARA CONTROLAR OS GASTOS - É preciso estar sempre de olho no orçamento, prestar atenção a quanto estamos gastando e decidir manter os gastos dentro dos limites do orçamento. Se alguém não se esforçar para controlar os gastos, nunca conseguirá eliminar as dívidas! (Pv 21:20).

Ao elaborar o orçamento, devemos nos comprometer a agir conforme o planejado. Caso haja necessidade de alterações, devemos conversar abertamente com os membros familiares sobre as razões de tais mudanças.

III - UM SÉRIO PROBLEMA ECONÔMICO-FINANCEIRO:
Leiamos Jo 6:5-12 :

“ONDE COMPRAREMOS PÃES PARA LHES DAR DE COMER?”

Esta pergunta de Jesus pode ser contextualizada para:

“ONDE HAVERÁ RECURSOS PARA OS MEUS PROBLEMAS?”

Dentre outras coisas, esta passagem bíblica nos ensina que:

(1) - OS PROBLEMAS DEVEM SER ENCARADOS E RESOLVIDOS, POIS ELES PODEM GERAR BENEFÍCIOS (Jo 6:6) - Jesus colocou diante dos Seus discípulos problemas para serem resolvidos. PROBLEMAS SÃO DESAFIOS NECESSÁRIOS! Jesus queria experimentar a fé de Felipe (Rm 5:1-3)

(2) - POR QUE DEUS NOS COLOCA DIANTE DE PROBLEMAS QUE PARECEM INSOLÚVEIS?:

(2.1) - Para revelar que nossos problemas, antes de serem nossos, são dEle. JESUS FOI O PRIMEIRO A VER O PROBLEMA (Jo 6:5);

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Lidando de Forma Correta com o Dinheiro - Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco

Aula prévia referente a Lição 4: Lidando de Forma Correta com o Dinheiro do 4º Trimestre de 2013: Sabedoria de Deus para uma vida vitoriosa — A atualidade de Provérbios e Eclesiastes, como preparação dos Professores da EBD durante a semana anterior a aula.

Lição 04 - 4T/2013

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Lidando de Forma Correta com o Dinheiro - Ev. José Roberto A. Barbosa

LIDANDO DE FORMA CORRETA COM O DINHEIRO

Texto Áureo: Pv. 10.22 - Leitura Bíblica: Pv. 3.9,10; 22.3; 24.30-34
Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

www.subsidioebd.blogspot.com

Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO

O livro de Provérbios apresenta vários conselhos a respeito do uso apropriado do dinheiro. Tais orientações são bastante práticas, e úteis para os cristãos dos dias modernos. Na lição de hoje trataremos justamente a respeito desse assunto tão controvertido, e pouco discutido nas igrejas, e quando é feito, nem sempre se considera a totalidade das Escrituras. Por isso, nesta aula, além de abordar a questão do dinheiro em Provérbios, nos voltaremos para algumas orientações práticas, com base no Novo Testamento, em relação às finanças.

1. O DINHEIRO EM PROVÉRBIOS

Por se tratar de um livro de conselhos, Provérbios orienta seus leitores a fim de saberem lidar com situações práticas da vida. Conforme estudamos anteriormente, o autor de Provérbios destaca a importância de apresentar a Deus nossas primícias (Pv. 3.9). A recompensa de Deus, para os israelitas, estava condicionada a atitude de entregar a Ele os primeiros resultados da colheita (Pv. 3.10; 13.21). Como livro de sapiência, a sabedoria, e não o dinheiro, é muito mais importante, pois é a sabedoria que faz a riqueza durar (Pv. 8.18,21), o seu resultado é consideravelmente melhor (Pv. 8.20), somente a partir dela as pessoas poderão usá-lo adequadamente (Pv. 17.16), inclusive para não afadigar buscando riquezas (Pv. 23.4). Não apenas a sabedoria é mais importante que o dinheiro, também uma vida de retidão, atitudes de retidão. As pessoas justas vivem com maior tranquilidade que as desonestas (Pv. 15.16), por isso um homem pobre que não se envolve em negócios escusos é preferível ao rico que vive sem honestidade (Pv. 28.6). Deus geralmente recompensa os justos com dinheiro (Pv. 13.21), mas é melhor ter menos dinheiro e viver em retidão do que ter muito dinheiro resultante de injustiça (Pv. 16.18). Por conseguinte, temer a Deus é bem melhor do que ter dinheiro (Pv. 15.16), na verdade, a humildade, e o temor a Deus, leva o homem a adquirir riquezas (Pv. 22.4). Como já destacamos em outras lições, a diligência é uma característica fundamental para aqueles que querem ter êxito em suas vidas. Os que não se deixam conduzir pela indolência colherão os frutos da prosperidade (Pv. 10.4). A obtenção de dinheiro está atrelada ao trabalho, é através dele que as pessoas adquirem riquezas (Pv. 14.23). A diligência é concretizada em planejamento, não apenas em ações espontaneistas, que leva à ruina (Pv. 21.5). As pessoas que não conseguem controlar seus hábitos consumistas acabarão sem nada (Pv. 21.17).

2. PROVÉRBIOS E O USO DO DINHEIRO

O sábio destaca, a princípio, as limitações do dinheiro, definitivamente ele não pode comprar tudo, não pode livrar as pessoas da condenação (Pv. 11.4), não dura para sempre, tem um caráter efêmero (Pv. 23.5; 27.4), sequer é digno de confiança (Pv. 11.28), por isso devemos depositar nossa esperança em Deus (Pv. 28.25). Mas o dinheiro não necessariamente é algo ruim, na verdade, pode ser utilizado para fazer o bem. Quando corretamente utilizado, pode diminuir os estresses e evitar alguns problemas (Pv. 10.15). Ademais, os filhos, se forem sábios, poderão desfrutar da herança deixada pelos pais (Pv. 13.22), a esposa também exerce papel fundamental no bom uso dos recursos (Pv. 31.18). Mas é preciso ter cuidado, pois o dinheiro pode ser extremamente danoso para as pessoas, principalmente no que tange aos relacionamentos. Isso porque, infelizmente, existem favoritismos por causa do dinheiro, os ricos acabem sendo bem tratados, enquanto que os pobres são menosprezados (Pv. 14.20). As pessoas que têm dinheiro não conseguem identificar com facilidade quem são seus reais amigos, pois muitos se aproximam por interesse (Pv. 19.4). Aqueles que não têm dinheiro são abandonados justamente porque as pessoas se voltam para as que têm mais dinheiro (Pv. 19.4). Os que têm muito dinheiro não conseguem encontrar descanso, costumam viver no isolamento, pois comumente são perseguidos por ladrões ou sequestradores (Pv. 13.8). Aqueles que têm recursos financeiros são pessoas fúteis, não conseguem se interessar por conhecimentos valiosos. Os pobres com entendimento percebem a mediocridade dessas pessoas (Pv. 28.11). Além disso, não podemos deixar de destacar que muitas pessoas na verdade não têm dinheiro, apenas vivem uma mentira, como se tivessem, para agradar a sociedade (Pv. 13.7). Ao invés de querer dominar os mais pobres, e se assenhorarem sobre eles (Pv. 22.7), os ricos deveriam reconhecer que foi Deus quem criou tanto um quanto ao outro (Pv. 22.2). Ao invés de serem vaidosos, por causa do dinheiro, os ricos precisam pôr em prática a generosidade (Pv. 11.24,25). Deus é testemunha daqueles que oprimem os mais pobres, e querem tirar vantagem das suas necessidades, tais pessoas cairão em ruína (Pv. 22.16).

3. VISÃO CRISTÃ SOBRE O DINHEIRO

A abordagem de Jesus em relação ao dinheiro é radical, Ele se posiciona contra o acúmulo de riquezas na terra, orienta as pessoas a entesourarem no céu (Mt. 6.19-21). Essa é a resposta de Jesus a ansiedade que assola a sociedade moderna. Ao invés de estarem preocupados com muitas coisas, ansiosos pelas vicissitudes da vida, devemos aprender a confiar em Deus, na Sua providência (Mt. 6.24,25). Por isso, quando se encontrou com o jovem rico, orientou para que esse entregasse seus bens materiais aos pobres, mas ele foi incapaz de fazê-lo (Mt. 19.16-22). A conclusão de Jesus, em virtude do apego daquele jovem às riquezas foi a seguinte: “Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no reino dos céus. E ainda vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus” (Mt. 19.23,24). Ao invés de enfocar demasiadamente as riquezas, Jesus ensina que devemos buscar, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça e que as demais coisas - apresentadas no contexto, e não todas como dizem alguns - os serão acrescentadas (Mt. 6.33). Em suas epístolas, Paulo orienta os primeiros crentes em relação ao uso do dinheiro. Ao escrever aos Coríntios nos apresenta o modelo de Jesus em relação à riqueza e a pobreza. Diz ele: “pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que pela sua pobreza vos tornásseis ricos” (II Co. 8.9). A riqueza a respeito da qual trata o Apóstolo, nesse texto, não é material, tendo em vista que, ao escrever a Timóteo, alerta a respeito do perigo das riquezas (I Tm. 6.9,10). A orientação apostólica é a de que há maior felicidade em dar do que em receber (At. 20.35), por isso, Deus ama a quem dar com alegria (II Co. 9.7). A moeda mais valiosa para o cristão é o exercício da piedade, que a fonte de lucro (I Tm. 4.8).

CONCLUSÃO

A partir do Livro de Provérbios, e do Novo Testamento, destacamos algumas orientações práticas quanto ao uso do dinheiro: 1) não devemos confiar nas riquezas, mas em Deus, que é nosso Provedor (Mt. 6.24); 2) diante de uma sociedade consumista, devemos pedir sabedoria a Deus, para saber usar corretamente o dinheiro (Tg. 1.5); 3) a honestidade é uma prática cristã, não apenas diante de Deus, mas também dos homens (II Co. 8.21); 4) não devemos esquecer que um dia prestaremos contas a Deus, inclusive do modo como gastamos nosso dinheiro (Rm. 14.10; 5) sejamos cuidadosos em relação ao dinheiro, aprendamos a exercitar a piedade com contentamento (I Tm. 6.6-10); 6) a utilizar os recursos em coisas benéficas, principalmente para a obra do Senhor  (Fp. 4.14); 7) em uma sociedade individualista, sejamos generosos, atentos às necessidades dos outros (II Co. 9,6,7); 8) o dinheiro do cristão deve ser ganho com honestidade, no temor do Senhor, e gasto com sabedoria (At. 24.16; II Ts. 3.7-9); 9) é preciso ter cuidado para não se deixar dominar pela ganância, e pelo consumismo (Ef. 5.3); e 10) o segredo é aprender a viver em contentamento, para não contrair dívidas desnecessárias, que comprometerão a renda familiar (Hb. 13.5).

BIBLIOGRAFIA

KIDNER, D. Provérbios: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1980.

ORTLUND JR. R. C. Proverbs: wisdom that works. Illinois: Crossway, 2012.

Publicado no blog Subsídio EBD

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Trabalho e Prosperidade - Rede Brasil de Comunicação

Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Aílton José Alves

Av. Cruz Cabugá, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 Fone: 3084 1524

LIÇÃO 03 - TRABALHO E PROSPERIDADE - 4º TRIMESTRE 2013

(Pv 3.9,10; 22.13; 24.30-34)

INTRODUÇÃO

Nesta lição definiremos as palavras “trabalho e prosperidade”. Destacaremos que o trabalho foi criado por Deus antes do pecado para ser uma benção na vida do homem e que este imita ao seu Criador quando trabalha, ciente de que Deus o abençoa. Veremos também exortações bíblicas quanto aqueles que são preguiçosos; pontuaremos ainda a diferença entre ser rico e ser próspero; e, por fim, analisaremos quais os obstáculos que impedem o cristão de prosperar.

I - DEFINIÇÃO DA PALAVRA TRABALHO E PROSPERIDADE

O Aurélio define a palavra “trabalho” como “aplicação das forças e faculdade humanas para alcançar um determinado fim”; atividade coordenada, de caráter físico e/ou intelectual, necessária à realização de qualquer tarefa, serviço ou empreendimento”. No hebraico a palavra “ãmãl” é usada para se referir a “trabalho, labuta” (Gn. 41.51; Sl.105.44). Já a expressão “prosperidade” vem da palavra “prosperar” que por sua vez significa: “tornar-se próspero; progredir; desenvolver-se”. No contexto da nossa lição o trabalho é a causa e a prosperidade é a consequência na vida daquele que trabalha e agradece a Deus entregando-lhe o dízimo, as primícias da sua renda (Pv 3.9,10).

II - TRABALHO: UMA BENÇÃO DADA POR DEUS AO HOMEM

O trabalho é uma bênção de Deus e é necessário aos homens Pois comerás do trabalho das tuas mãos, FELIZ SERÁS, e te irá bem” (Sl 128.2). “Em todo trabalho há proveito” (Pv. 14.23-a).

2.1 O trabalho veio antes do pecado do homem. Diferente do que algumas pessoas imaginam, o trabalho não é o julgamento de Deus por causa do pecado de Adão (Gn 3.17-19). Se examinarmos corretamente as Escrituras, veremos que Deus colocou o homem no jardim do Éden para o “lavrar e o guardar”, ou seja, para trabalhar antes mesmo da desobediência ao Senhor (Gn 2.15). Adão já trabalhava antes de pecar, cuidando do jardim. Uma das consequências do pecado, além da morte, foi que o trabalho seria “penoso e suado” (Gn 3.19), e isso não significa que ele seja amaldiçoado por Deus. “Não é, pois, bom para o homem que coma e beba e que faça gozar a sua alma do bem do seu trabalho? Isto também eu vi que vem da mão de Deus” (Ec. 2.24).

2.2 O trabalho não foi o resultado do pecado. Desde a criação de Deus que o homem foi colocado no jardim para “trabalhá-lo, “cultivá-lo” (Gn 2.15) do hebraico “âbad”. A maldição (Gn 3.16-17) era apenas “a dor e a fadiga” que haviam de acompanhar o trabalho, não o trabalho em si. Isso é destacado quando Lameque diz, por ocasião do nascimento de Noé, que este “nos consolará dos nossos trabalhos e das fadigas de nossas mãos, nesta terra que o Senhor amaldiçoou” (Gn 5.29).

2.3 O homem “imita” seu Criador quando trabalha. Ao trabalhar seis dias e descansar ao sétimo, Israel imitava a Deus ao criar o “kosmos” (Gn 2.1-2). O profeta Isaías disse que Deus trabalha “Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera” (Is 64.4). Jesus fez também a seguinte declaração: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (Jo 5.17).

2.4 Deus honra aquele que trabalha. Temos vários exemplos na Bíblia, de homens que sempre trabalharam para se manterem e não serem “pesados aos seus irmãos”, como por exemplo: Davi era pastor de ovelhas (1Sm 16.19, 2Sm 7.8), Amós ganhava a vida como boieiro (Am 1.1), Jesus era carpinteiro (Mt. 13.55; Mc. 6.3), Paulo era fabricante de tendas (At. 18.1-3). “Vós mesmo sabeis que, para o que me era necessário, a mim e aos que estão comigo, estas mãos me serviram” (At 20.34). “Trabalhando com nossas próprias mãos” (1Co 4.12-b). “Porque bem vos lembreis, irmãos, do nosso trabalho e fadiga; pois, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós…” (1Ts 2.9). “…nem, de graça, comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós” (2Ts 3.8).

III - EXORTAÇÃO BÍBLICA AQUELE QUE É PREGUIÇOSO

O livro de Provérbios é o livro bíblico que mais faz alusões ao defeito da preguiça, ou indolência, descreve o preguiçoso como “indivíduo que gosta de dormir”. O preguiçoso não cuida de suas propriedades, nem de suas plantações, pelo que também está sujeito a padecer fome, em contra partida aquele que trabalha prospera (Pv 6.6,9; 13.4; 15.9; 24.30; 26.13-16). A condição do preguiçoso é tão lamentável que mesmo tendo alimento para comer, ele tem preguiça de levá-los a boca (Pv 19.24). Vive criando desculpas esfarrapadas para nada fazer, como aquele que diz que há um leão solto nas ruas, o que o impede de ir ao trabalho (Pv 22.13). Ele se dá por sábio ao evitar trabalhar dizendo que está evitando o desgaste físico, preferindo as fantasias do que o trabalho, que na sua concepção é cansativo e difícil (Pv 13.4; 21.25). Fazendo assim o preguiçoso não somente cai em desgraça mas também leva a ruína aquele a quem tiver de prestar algum serviço (Pv 10.26).

IV - A DIFERENÇA ENTRE SER RICO E SER PRÓSPERO

A verdadeira prosperidade não é sinônimo de riqueza material, como muitos pensam. Nem sempre um homem rico pode ser considerado como próspero e, da mesma maneira, não podemos dizer que um homem pobre não possa ser próspero. A diferença consiste em possuir a benção de Deus sobre o que se tem (Dt 11.27; 16.17; 28.2,8; Ef 1.3). Nas Sagradas Escrituras, ser próspero não significa, necessariamente, possuir riqueza e bens materiais. José, por exemplo, era próspero, mesmo quando estava como escravo, ou até mesmo na prisão (Gn 39.2,3; 39.23); Daniel e os três jovens hebreus prosperaram em Babilônia, mesmo na condição de cativos (Dn 3.30; 6.28). A prosperidade depende, principalmente, da obediência a Deus, e à Sua Palavra (Nm 14.41; Dt 29.9; Js 1.8; I Rs 2.3; II Cr 24.20; Sl 1.1-3)

V - OBSTÁCULOS PARA QUE O CRENTE NÃO PROSPERE

5.1 A negligência quanto ao dízimo. O Dízimo, é uma oferta entregue voluntariamente à obra de Deus, constituindo-se da décima parte da renda do servo de Deus. Antes da Lei, já encontramos alguns exemplos de entrega dos dízimos: Abraão (Gn 14.18-20; Hb 7.4); e Jacó (Gn 28.18-22). Mas, foi na Lei que Deus estabeleceu princípios para a entrega dos dízimos. O Senhor Jesus não apenas reconheceu a importância da prática do dízimo, mas também recomendou (Mt 23.23); e, o apóstolo Paulo, escrevendo aos coríntios, fez referência ao dízimo para extrair o princípio de que o obreiro é digno do seu salário (I Co 9.9-14 cf Lv 6.16,26; Dt 18.1). Eis alguns princípios que estão envolvidos na prática do dízimo: (1) OBEDIÊNCIA, pois é um mandamento do Senhor (Nm 18.21-32; Dt 12.1-14; 14.22-29; Ml 3.10); (2) GRATIDÃO reconhecendo que tudo o que temos é porque Ele tem nos dado (I Cr 29.14; Sl 103.5; Mt 11.6; Rm 11.36); (3) SERVIÇO, pois entregando o dízimo estamos contribuindo na manutenção da obra do Senhor (Ml 3.10). Logo, não dizimar é ser desobediente, ingrato e negligente com a obra de Deus. E sendo assim o crente sofrerá a punição do Senhor (Ml 3.7-9).

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Trabalho e Prosperidade - Ev. Isaías de Jesus

TEXTO ÁUREO = “A bênção do Senhor é que enriquece, e ele não acrescenta dores” (Pv 10.22).
VERDADE PRÁTICA = A Bíblia condena a inércia e a preguiça, pois é através do trabalho e da bênção de Deus que prosperamos.
LEITURA BIBLICA = Prov. 3:9,10 = 22:13 = 24: 30-34
INTRODUÇÃO
A Bíblia apresenta o trabalho como fruto da vontade de Deus. Desde o início Ele desejou que o ser humano trabalhasse e em Salmos 104,19-24; Isaías 28,23-29 se diz que o trabalho é uma instituição da sabedoria divina. O terceiro mandamento também mostra o trabalho como parte constituitiva do plano divino para a humanidade.
O pecado muda a perspectiva do trabalho e sobretudo as suas condições. Depois do pecado o trabalho não é mais alegria, mas fatiga (veja Gênesis 3,16-19); é um peso e não uma bênção. Parece quase que perdeu, depois do pecado, o seu valor, mesmo se em si não é um mal. Tornou-se ocasião de pecado e, quando é finalizado em si mesmo, pode tornar-se até mesmo uma idolatria (Eclesiastes 2,4-11.20-23; Lucas 12,16-22). Em alguns casos transforma-se em instrumento de exploração e opressão (Êxodo 1,11-14; 2,23; Juízes 5,4).
Com Cristo, graças à redenção, o trabalho é restabelecido como uma benção divina, realização da pessoa na comunidade humana, um ‘fazer’ que imita o ‘fazer criativo’ de Deus.
É importante lembrar como a Bíblia condena a preguiça, a ausência de trabalho (1Tessalonicenses 4,11; Efésios 4,28; 1Timóteo 5,13). O próprio Jesus trabalhou como carpinteiro. Paulo era orgulhoso de dizer que se sustentava trabalhando com as suas mãos, até mesmo para servir como exemplo (Atos dos Apóstolos 18,3). É célebre o que ele diz em 2Tessalonecenses 3,10: Quem não quer trabalhar, não coma. Com isso o apóstolo das nações quer afirmar um princípio de igualdade e de respeito do ser humano e da sua dignidade. A este propósito também em Lucas 10,7 está escrito: O operário merece o seu salário.
A Bíblia diz que Deus trabalhou por um período de tempo e depois descansou da Sua obra de criação, e ao observar tudo quanto tinha feito, viu que era muito bom (Gn 2.2; 1.81). Da mesma forma, o homem deve trabalhar e sentir-se realizado na execução de seu trabalho diário.

O ENSINO BÍBLICO ACERCA DO TRABALHO
Se analisarmos cuidadosamente as Escrituras Sagradas, encontraremos, por certo, orientação para todos os nossos problemas, porquanto Deus se preocupou com a vida do homem em todos os seus aspectos. Mesmo sem trazer detalhes ou minúcias acerca das profissões que devem ser exercidas pelos seus servos, Deus tratou do assunto de maneira que se pode compreender que Ele se interessa também nesse sentido, dotando o homem de raciocínio, de poder, de livre escolha.
Outro fato importante, também, é que Deus dotou o homem de instintos de preservação e de aquisição; dessa forma o homem sente necessidade de trabalhar para satisfazer suas múltiplas exigências de vida.
1. O trabalho executado por Deus. O trabalho foi instituído pelo próprio Deus quando Ele mesmo se propôs criar todas as coisas. Ele executou uma obra grandiosíssima e a Bíblia diz que ao terminá-la, descansou das suas obras (Gn 2.2).
Depois de tudo terminado viu Deus que toda a obra que havia feito era muito boa. Nisso compreendemos que há dignidade no trabalho. Não foi somente por ocasião da criação que Deus trabalhou. O próprio Jesus ao referir-se ao assunto disse: “Meu pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (Jo .5.17).
2. O homem e suas relações com o trabalho. E digno de observação o fato de Deus ter concedido poder e senhorio ao homem para governar todas as coisas na terra, isto é, deu-lhe função, trabalho a ser executado.
Ao criar o Jardim do Éden, o Senhor colocou ali o primeiro casal, Adão e Eva, para cuidar daquela imensa propriedade, ordenando-lhe lavrá-lo e guardá-lo (Gn 2.15), dando assim as profissões de lavrador e vigia ao primeiro homem criado.
a. O que diz o Antigo Testamento acerca do assunto. Constatamos no Antigo Testamento que desde o principio da existência do homem ele sempre foi levado a ocupar-se em trabalhos diversos, de acordo com a sua época, porquanto está ligado à sua própria natureza instinto de sobrevivência.
b. O ensino de Jesus. Jesus não somente deu ensinos acerca do assunto, como podemos notar em suas parábolas que sempre falavam de homens ocupados nesse ou naquele trabalho (por exemplo: Mt 18.23- 35; 20.1-14; 25.15-30), como também deu exemplo com a sua própria vida diária. O Senhor sempre estava ocupado: quer ensinando à multidão (Mc 9.11-13; Lc 5.15) ou ao aos seus discípulos (Mt 24) ou mesmo a uma só pessoa (Jo 4), quer libertando os oprimidos (Mc 5.1.14) ou curando enfermos (Mt 9.1,2); sempre Jesus estava executando algum trabalho que o dignificasse não só como homem, mas também como Filho de Deus.
c. O pensamento do apóstolo Paulo. Ele deixou um grande exemplo de homem que não gostava de abusar dos benefícios alheios (At 18.1-3; 1 Ts 2.9; 1 Co 4.12). Paulo trabalhava como tecelão (fazia tendas) e com o seu trabalho ganhava o suficiente para se manter. Não que ele achasse errado rêceber ofertas de irmãos pelo seu trabalho na Obra do Senhor, porque ele mesmo ensinou ás igrejas a cuidarem dos seus pastores cujo trabalho é realizado unicamente em prol do Evangelho (1 Tm 5.18) mas que assim praticava porque, como ele mesmo disse, queria dar o bom exemplo (2 Ts 3.7-9).
OS PROPÓSITOS DO TRABALHO
Tudo o que Deus faz tem propósitos definidos. Quando Ele criou o homem e deu-lhe tarefas que deveriam ser cumpridas com satisfação, é porque o Senhor achava oportuno e necessário que assim acontecesse para o bem do próprio homem. Muitos pensam que o trabalho foi instituído depois da queda do homem, em conseqüência do pecado, o que não é correto. Deus não criou o homem para viver ocioso ou preguiçoso. Ele ordenou a Adão que trabalhasse no Jardim do Éden (Gn 2.15); no entanto esse trabalho tornou-se penoso, difícil e até mesmo às vezes insuportável em conseqüência do pecado, que trouxe dificuldades para o homem (Gn 3.16-19).
Os homens devem trabalhar com o fim de satisfazer suas necessidades físicas e espirituais.
I. O trabalho dignifica o homem. O trabalho tem por finalidade principal dignificar o homem, pois no trabalho o individuo alcança várias formas de satisfação de suas necessidades, daí sentir-se realizado na vida.
a. O trabalho dá condições de sobrevivência. O homem precisa de trabalhar para sobreviver. Isso é uma necessidade de sua própria natureza humana. Por esse motivo há uma constante competição entre as pessoas e um constante aprimoramento por parte de cada indivíduo.
b. O trabalho usado como expressão de amor ao próximo. Quando a pessoa consegue satisfazer suas necessidades, isto é, quando consegue manter um padrão de vida mais adequado, começa também a ter um relacionamento humano menos conflitante, sente necessidade de ajudar mais ao seu próximo e, tendo condições de fazê-lo, certamente sentirá satisfação, pois a Bíblia ensina que “mais coisa é dar do que receber” (At 20.33)
c. O trabalho promove a realização pessoal. Uma das necessidades primárias do homem é sentir-se seguro. A verdadeira segurança vem através de um encontro pessoal com Jesus.  Em seguida, o bom cristão procura sempre ser um profissional exemplar, sendo cumpridor dos seus deveres, honesto, pontual, amigo de todos, pronto para executar suas tarefas, podendo, assim; contar com a garantia de um emprego que lhe dá segurança de sobrevivência (Pv 10.9) Clique aqui para ler o texto completo »

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TV EBD - Trabalho e Prosperidade - Ev. Luiz Henrique

Assista os vídeos da TV EBD com a aula da Lição 03 - Trabalho e Prosperidade. Para facilitar o download, o vídeo é dividido em 5 partes. Você pode assistir aqui mesmo, clicando nos vídeos, ou clicar nos links, acima dos vídeos para salvar; ao abrir a nova página, clique no botão Download. Os vídeos são produzidos pelo Ev. Luiz Henrique e também publicados no site Estudos Bíblicos EBD, ou no blog EBDnaTV.

1ª Parte - Lição 03 - 4T/2013

2ª Parte - Lição 03 - 4T/2013

3ª Parte - Lição 03 - 4T/2013

4ª Parte - Lição 03 - 4T/2013

5ª Parte - Lição 03 - 4T/2013

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Questionário - Trabalho e Prosperidade - Ev. Luiz Henrique

Questionário da Lição 3 - Trabalho e Prosperidade

Responda conforme a revista da CPAD do 4º Trimestre de 2013 - Provérbios e Eclesiastes

Complete os espaços vazios e marque com “V” as respostas verdadeiras e com “F” as falsas

 

TEXTO ÁUREO
1- Complete:

“A ____________________________ do Senhor é que ____________________________, e ele não acrescenta __________________________” (Pv 10.22).

VERDADE PRÁTICA
2- Complete:

A Bíblia __________________________ a inércia e a ________________________________, pois é através do _______________________________ e da bênção de Deus que prosperamos.

 

COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
3- Qual a linguagem utilizada para expressar real significado no provérbio bíblico?

(    ) Linguagem Sinédoque.

(    ) Linguagem Catacrética.

(    ) Linguagem metafórica.

 

4- Qual o significado da palavra hebraica machal traduzida em nossas Bíblias como provérbio?

(    ) Parábola, comparação, alegoria.

(    ) Fábula, provérbio, dito enigmático.

(    ) Substituição, denotação, conotação.

(    ) Símbolo, argumentação ou apologia.


I. A METÁFORA DO CELEIRO E DO LAGAR (Pv 3.9,10)
5- Qual a dádiva que faz prosperar, como funciona e o que isso tem a ver com o celeiro?

(    ) Em Provérbios está escrito que devemos honrar ao Senhor com nossas posses e com o melhor de nossa renda.

(    ) Vemos isso nas maldições inscritas em Deuteronômio 28.

(    ) Tal atitude, segundo o sábio, fará com que os nossos “celeiros” se encham abundantemente e que trasbordem de mosto os nossos “lagares”.

(    ) O celeiro e o lagar transbordantes são metáforas que representam uma vida abundante!

(    ) O celeiro, tradução do hebraico asam, é o lugar onde se deposita a produção de grãos.

(    ) Quando transbordava era sinal de casa farta!

(    ) Vemos isso nas bênçãos decorrentes da obediência.

(    ) Mas o conselho do sábio mostra que isso só é possível quando há generosidade em fazermos a vontade de Deus.


6- O que Salomão fala dos bens e da renda adquiridos como fruto do trabalho?

(    ) O celeiro e o lagar serão sempre cheios e trasbordarão para aqueles que têm DEUS no coração, independente de seu trabalho.

(    ) A verdadeira prosperidade não vem apenas de nosso esforço, mas principalmente do resultado direto da bênção do Senhor.

(    ) É exatamente isso o que diz o sábio em Provérbios.
(    ) O celeiro e o lagar somente se encherão e trasbordarão quando a bênção de Deus estiver neles.

(    ) É a bênção divina que faz a distinção entre ter posses e ser verdadeiramente próspero, pois é possível ser rico, mas não ser feliz.

(    ) A prosperidade integral só é possível com a presença de Deus em nossa vida.

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