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As Pragas Divinas e as Propostas Ardilosas de Faraó - Rede Brasil de Comunicação

Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Aílton José Alves

Av. Cruz Cabug√°, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 Fone: 3084 1524

LI√á√ÉO 03 - AS PRAGAS DIVINAS E AS PROPOSTAS ARDILOSAS DE FARA√ď

1¬ļ TRIMESTRE 2014 - (√äx 3.19,20; 7.4,5; 8.8,25; 10.8,11,24)

INTRODUÇÃO

Nesta li√ß√£o examinaremos duas situa√ß√Ķes que ocorreram por ocasi√£o da presen√ßa dos israelitas no Egito: as pragas enviadas por Deus e as propostas de Fara√≥ no sentido de manter os israelitas cativos. O Senhor desejava mostrar atrav√©s destas pragas que os deuses eg√≠pcios n√£o eram nada. Analisaremos que cada praga enviada ao Egito estava relacionada com uma divindade adorada por eles, e que quando Fara√≥ viu que n√£o poderia deter os hebreus por muito tempo, tentou iludi-los com falsas e ardilosas promessas.

I - AS PROPOSTAS ARDILOSAS DE FARA√ď

Durante muito tempo pensava-se que esse Faraó fosse Ramsés II, mas hoje, as evidências arqueológicas confirmam Amósis I (1580 a.C.), que fundou a décima oitava dinastia do Egito e expulsou os hicsos (povo semita que governou o Egito nos dias de José, segundo alguns historiadores) do Egito. Isso levaria o êxodo para 1440-1400 a.C., que se harmoniza com os 480 anos de I Reis 6.1 (SOARES, 2003, p. 118).

Faraó era considerado um deus, por isso foi necessário que Moisés se apresentasse diante dele com sinais e maravilhas. Porém, endureceu o seu coração e não deixou o povo partir (Êx 7.13,14,22; 8.15,19,32; 9.7,34,35; 4.21; 7.3; 9.12; 10.1,27; 11.10; 14.4,8,17). Com receio das pragas que já estavam atingindo duramente o Egito, Faraó decide fazer algumas propostas ardilosas para Moisés e Arão. Vejamos estas quatro propostas deste líder ardiloso:

1.1 A 1¬™ PROPOSTA: “Ide, sacrificai ao vosso Deus nesta terra” (√äx 8.25). Esta atitude representava a falta de santidade, de separa√ß√£o das coisas deste mundo. Deus exige santidade do seu povo: “E ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor sou santo, e separei-vos dos povos, para serdes meus” (Lv 20.26). Esta proposta exigia que Israel cultuasse a Deus NO EGITO, em meio aos falsos deuses. O ecumenismo tamb√©m parte deste princ√≠pio. A proposta de Fara√≥ era para Israel servir a Deus sem qualquer separa√ß√£o do mundo. Um povo separado por Deus e para Deus, e ao mesmo tempo misturado com os √≠mpios eg√≠pcios, como sendo um s√≥ povo, seria uma abomina√ß√£o ao Senhor. Esta √© uma das causas de haver tantos crentes frios espiritualmente. O povo de Deus enfrenta “concess√Ķes eg√≠pcias” semelhantes hoje em dia, quando buscamos servir ao Senhor. O inimigo nos diz que n√£o precisamos ser separados do pecado, pois podemos servir a Deus “nesta terra”.

1.2 A 2¬™ PROPOSTA: “Somente que indo, n√£o vades longe” (√äx 8.28). Isto representava uma separa√ß√£o, parcial do Egito. Atualmente muitos j√° aceitaram esta proposta e querem viver um cristianismo sem compromisso com Deus e sem a cruz. A segunda proposta de Fara√≥ resultaria em o povo de Deus sair do Egito, mas o Egito n√£o sair deles (Tg 4.4,5; 1 Jo 2.15). Assim fez a mulher de L√≥, que saiu de Sodoma, mas n√£o tirou Sodoma do seu cora√ß√£o e da sua mente, e perdeu-se (Gn 19.17,26; Lc 17.32). “N√£o vades longe” significa para o crente hoje o rompimento PARCIAL COM O PECADO E COM O MUNDO. √Č a vida crist√£ sem profundidade, sem express√£o e por isso sempre vulner√°vel. Equivale ao crente viver sem compromisso com Deus, com a doutrina do Senhor, com a igreja, com a santidade. √Č a vida crist√£ superficial, sem consagra√ß√£o a Deus e ao seu servi√ßo.

1.3 A 3¬™ PROPOSTA: “Deixai ir os homens” (√äx 10.7). Isto fala de divis√£o familiar. Deus criou a fam√≠lia e deseja que ela viva unida, pois nenhum reino (ou institui√ß√£o) dividido pode estar de p√© (Mc 3.24), por√©m o Inimigo trabalha sempre para separ√°-la. Essa proposta atingia os chefes de fam√≠lia e demais adultos. Os demais membros da fam√≠lia ficariam no Egito (√äx 6.14,15,17,19). A fam√≠lia √© universalmente a unidade b√°sica da sociedade humana. A sa√≠da parcial do povo, como queria Fara√≥, resultaria no fracionamento e fragiliza√ß√£o das fam√≠lias, dividindo-as. O prop√≥sito de Deus √© sempre aben√ßoar toda a fam√≠lia, no sentido de que ela seja salva, unida, coesa, forte, feliz e saud√°vel. O Diabo quer a separa√ß√£o e a ru√≠na do casamento (√äx 1.16).

1.4 A 4¬™ PROPOSTA: “Ide, servi ao Senhor; somente fiquem ovelhas e vossas vacas” (√äx 10.24). Esta atitude representava a falta de sacrif√≠cios, de entrega ao Senhor e de adora√ß√£o. Evangelho sem a cruz de Cristo n√£o √© evangelho aut√™ntico. A quarta e √ļltima proposta. A ovelha e a vaca eram animais cerimonialmente “limpos” para oferendas de sacrif√≠cios a Deus na √©poca da Lei (1 Pe 2.25; Hb 13.15,16). Sem as ovelhas e vacas n√£o haveria sacrif√≠cios. N√£o haveria entrega ao Senhor.

II - AS DEZ PRAGAS DO EGITO E O FRACASSO DOS SEUS DEUSES

As dez pragas enviadas por Deus contra o Egito visavam ridicularizar os deuses do eg√≠pcios, e o prop√≥sito era dar provas do poder do Deus de Israel sobre esses falsos deuses. Repetidas vezes se declara que, por meio desses milagres, tanto Israel quanto os eg√≠pcios viriam a “…saber que o Senhor √© Deus” (√äx. 6.7; 7.5,17; 8.22; 10.2; 14.4,18). As pragas foram √† resposta de Deus √† pergunta de Fara√≥: “Quem √© o Senhor, cuja voz ouvirei?” (√äx 7.17). Cada praga foi, por outro lado, um desafio aos deuses eg√≠pcios e uma censura √† idolatria. Os eg√≠pcios prestavam culto √†s for√ßas da natureza tais como o rio Nilo, o Sol, a Lua, a Terra, o Touro e muitos outros animais.

Vejamos no quadro abaixo uma rápida exposição das dez pragas e seus falsos deuses:

AS DEZ PRAGAS E OS DEUSES EGIPIOS

1ª praga - aguas transformada em sangue (Ex 7.14-25). Foi um golpe contra o deus Hapi, segundo a crença o deus protetor das inundacoes do Rio Nilo. O Rio Nilo era considerado um deus e o deus Hapi intervia junto o deus Nilo nas inundacoes. Deus resolveu zombar dessas divindades que nao tiveram forcas para impedir que suas aguas apodrecessem e cheirassem mal.

2ª praga - a invasão de rãs (Ex 8.1-15). Heket, deusa com cabeça de sapo. Os egípcios relacionavam as rãs com a deusa da fertilidade Heket. Todos que queriam a fertilidade invocavam tal divindade. O Deus verdadeiro zombou também dessa divindade, pois ela não conseguiu impedir que o Egito fosse invadido por rãs.

3ª praga - a invasão de piolhos (Ex 8.16-19). Seti, deus do deserto. O pó da terra, considerado sagrado no Egito, converteu-se em piolhos importunadores. Os sacerdotes egípcios, não podiam entrar no templo se tivesse piolho, pois era uma abominação ao ministrarem nos lugares sagrados. Raspavam a cabeça e, antes de entrar para o lugar sagrado, examinavam minuciosamente, porque não podiam ter no seu corpo ou suas vestes qualquer inseto imundo. Devido a essa praga os sacerdotes egípcios ficaram impossibilitados de cumprirem seus rituais.

4ª praga - a invasão de moscas (Ex 8.20-32). Ra representado por uma mosca. Os egípcios tinham em deus chamado Belzebu, que na crença deles era poderoso para afugentar moscas. Enxames de moscas cobriram a terra do Egito. Perturbaram Farão e seu povo. Sacerdotes e magos clamaram a Belzebu e nada aconteceu. Mais um deus foi desmoralizado.

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As Pragas Divinas e as Propostas Ardilosas de Faraó - Francisco A. Barbosa

TEXTO √ĀUREO

“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Ef 6.11).

VERDADE PR√ĀTICA
Como salvos por Cristo, podemos pela fé vencer o Diabo em suas investidas contra nós.
HINOS SUGERIDOS

107, 212, 531.


LEITURA DI√ĀRIA

Segunda - 1Co 15.57Deus que nos dá a vitória
Terça - 2Co 2.14Deus nos faz triunfar em Cristo
Quarta - 2Co 11.14Satanás engana pela imitação
Quinta - 1Tm 4.1Doutrinas falsas v√™m de dem√īnios
Sexta - Jo 8.44A mentira procede do Diabo
S√°bado - 1Ts 2.18Satan√°s combate a obra de Deus

LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE

Êxodo 3.19,20; 7.4,5; 8.8,25; 10.8,11,24.

√äxodo 319 - Eu sei, por√©m, que o rei do Egito n√£o vos deixar√° ir, nem ainda por uma m√£o forte.20 - Porque eu estenderei a minha m√£o e ferirei ao Egito com todas as minhas maravilhas que farei no meio dele; depois, vos deixar√° ir.√äxodo 74 - Fara√≥, por√©m, n√£o vos ouvir√°; e eu porei a m√£o sobre o Egito e tirarei os meus ex√©rcitos, o meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito com grandes ju√≠zos.5 - Ent√£o, os eg√≠pcios saber√£o que eu sou o SENHOR, quando estender a m√£o sobre o Egito e tirar os filhos de Israel do meio deles.√äxodo 88 - E Fara√≥ chamou a Mois√©s e a Ar√£o e disse: Rogai ao SENHOR que tire as r√£s de mim e do meu povo; depois, deixarei ir o povo, para que sacrifiquem ao SENHOR.25 - Ent√£o, chamou Fara√≥ a Mois√©s e a Ar√£o e disse: Ide e sacrificai ao vosso Deus nesta terra.√äxodo 108 - Ent√£o, Mois√©s e Ar√£o foram levados outra vez a Fara√≥, e ele disse-lhes: Ide, servi ao SENHOR, vosso Deus. Quais s√£o os que h√£o de ir?11 - N√£o ser√° assim; andai agora v√≥s, var√Ķes, e servi ao SENHOR; pois isso √© o que pedistes. E os lan√ßaram da face de Fara√≥.24 - Ent√£o, Fara√≥ chamou a Mois√©s e disse: Ide, servi ao SENHOR; somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas; v√£o tamb√©m convosco as vossas crian√ßas.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Analisar¬†as pragas deferidas e a primeira proposta de Fara√≥;
  • Saber¬†que assim como Fara√≥, Satan√°s n√£o desiste facilmente, e
  • Discutir¬†a proposta final de Fara√≥.

COMENT√ĀRIO
INTRODUÇÃO
Palavra Chave

Proposta: Aquilo que se prop√Ķe; sugest√Ķes de Fara√≥ ao povo de Deus.
Deus havia declarado que se Fara√≥ n√£o deixasse o seu povo sair do Egito, Ele feriria os eg√≠pcios com v√°rias pragas (√äx 3.19,20). Em √äxodo 7.4,5, Deus reiterou o envio de flagelos terr√≠veis sobre o Egito, os quais tinham como prop√≥sitos: julgar tanto o governo quanto o povo por seus atos, e tamb√©m apressar a sa√≠da dos hebreus e mostrar o poder de Deus sobre os deuses eg√≠pcios. A partir da ocorr√™ncia da segunda praga (a das r√£s, √äx 8.1-15), Fara√≥ passa a fazer uma s√©rie de propostas ardilosas e destruidoras a Mois√©s e Ar√£o. Na li√ß√£o de hoje estudaremos o ambiente e as circunst√Ęncias em que ocorreram as pragas e as propostas de Fara√≥ ao povo de Deus.¬†[Coment√°rio:¬†Fara√≥ (Hb Par??h, termo de origem eg√≠pcia que significava propriamente “casa elevada”), possu√≠a o status de “um deus vivo”, os eg√≠pcios acreditavam que estes governantes eram filhos diretos do deus Os√≠ris, portanto agiam como intermedi√°rios entre os deuses e a popula√ß√£o eg√≠pcia. Este homem n√£o demonstra nenhuma inten√ß√£o de libertar os hebreus, ainda mais quando foi intimado por um “outro Deus” que n√£o ele pr√≥prio. Diante da recusa, YAHWEH enviou v√°rias pragas ao Egito (√äx 3.19,20). Qual era o prop√≥sito divino ao enviar as pragas (chamadas em hebraico de Makot Mitzrayim, literalmente Pragas do Egito). Atrav√©s das Dez Pragas, o Eterno demonstrou n√£o apenas ser O Criador do Universo, mas Senhor √önico e Absoluto dos C√©us e da Terra, Juiz Supremo e For√ßa Regente da Natureza. No Egito, a contundente revela√ß√£o da Onipot√™ncia Divina fez com que mesmo os mais incr√©dulos entre os Filhos de Israel fossem obrigados a reconhecer o ilimitado Poder Divino. O principal objetivo das m√ļltiplas pragas foi, portanto, demonstrar a Israel que YAHWEH √© √önico, Senhor sobre a natureza e sobre as outras na√ß√Ķes, e que n√£o h√° outro al√©m Dele. Foi a partir da segunda praga (a das r√£s, √äx 8.1-15), que Fara√≥ passou a fazer uma s√©rie de propostas ardilosas e destruidoras a Mois√©s, e √© aqui, nessa linha de pensamento, que tra√ßaremos a nossa li√ß√£o. Precisamos de discernimento a fim de n√£o aceitar as ardilosas propostas de Satan√°s para n√≥s, igreja do Senhor]. Tenhamos todos uma excelente e aben√ßoada aula!
I. AS PRAGAS ENVIADAS E A PRIMEIRA PROPOSTA DE FARA√ď
1. Pragas atingem o Egito (√äx 7.19 - 12.33).¬†Deus ordenou que Mois√©s e Ar√£o fossem at√© o pal√°cio de Fara√≥ para pedir-lhe que deixasse o povo hebreu partir. Diante de Fara√≥ Mois√©s fez alguns milagres, para que este contemplasse uma amostra do poder do Alt√≠ssimo e liberasse o povo de Deus. Fara√≥ era considerado um deus, por isso foi necess√°rio que Mois√©s se apresentasse diante dele com sinais e maravilhas. Por√©m, Fara√≥ endureceu o seu cora√ß√£o e n√£o deixou o povo partir (√äx 7.13,14,22; 8.15,19,32; 9.7,34,35; 4.21; 7.3; 9.12; 10.1,27; 11.10; 14.4,8,17). Com receio das pragas que j√° estavam atingindo duramente o Egito, Fara√≥ decide fazer algumas propostas ardilosas para Mois√©s e Ar√£o.¬†[Coment√°rio:¬†A palavra de Mois√©s e os sinais que ele fez por orienta√ß√£o divina n√£o foram suficientes para tirar de Fara√≥ sua dureza de cora√ß√£o. Deus enviaria pragas por toda a terra do Egito, para mostrar com m√£o forte que a perman√™ncia de Israel naquelas terras seria extremamente custosa aos s√ļditos de Fara√≥. √Č curioso observar a capacidade que certas pessoas possuem de tentar negociar com Deus. Fara√≥ fora advertido de que deveria libertar os israelitas, mas preferiu resistir √† voz de Deus. Se analisarmos a forma com que Deus se utilizou para falar √†quele monarca, veremos que foi dada a ele oportunidade de reconhecer o poder de Deus antes que males terr√≠veis assolassem o Egito. As pragas serviram tamb√©m como o grande castigo pela escravid√£o, tortura e campanha de genoc√≠dio perpetrada pelos eg√≠pcios contra o Povo Judeu. As Dez Pragas s√£o relatadas na Tor√° n√£o como celebra√ß√£o da Justi√ßa Divina, mas como fonte de li√ß√Ķes espirituais. Depois dessa resposta direta de Fara√≥, de que n√£o conhecia a Deus e n√£o deixaria o povo de Israel sair do Egito, Deus trouxe a primeira praga √†quela na√ß√£o: o Nilo se transformou em sangue. O Nilo era considerado uma divindade para os eg√≠pcios, pois em uma regi√£o dependente do rio, sem d√ļvida ele era uma b√™n√ß√£o para as colheitas e para a vida como um todo. Mas o Rio Nilo n√£o era um deus. E foi isso que Deus mostrou aos eg√≠pcios. Deus estava demonstrando o Seu poder, exaltando o Seu nome, derrotando deuses falsos, instalando nos cora√ß√Ķes a verdadeira f√© e a espiritualidade, exibindo a Sua soberania, provocando uma revolu√ß√£o espiritual. Nada disso poderia ocorrer se 0 Fara√≥ tivesse recuado pronta e facilmente. Muitas li√ß√Ķes ainda seriam dadas. Estava em desdobramento um plano divino, e n√£o apenas a liberta√ß√£o da servid√£o no Egito.].

2. A primeira proposta (√äx 8.25).¬†Esta proposta exigia que Israel cultuasse a Deus no pr√≥prio Egito, em meio aos falsos deuses. O ecumenismo tamb√©m parte deste princ√≠pio, por√©m, a Palavra de Deus nos exorta: “E ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor, sou santo, e separei-vos dos povos, para serdes meus” (Lv 20.26). A proposta de Fara√≥ era para Israel servir a Deus sem qualquer separa√ß√£o do mal. Todavia, “sem santifica√ß√£o ningu√©m ver√° o Senhor” (Hb 12.14). Um povo separado por Deus e para Deus, e ao mesmo tempo misturado com os √≠mpios eg√≠pcios, como sendo um s√≥ povo, seria uma abomina√ß√£o ao Senhor. Deus requer santidade do seu povo. Nestes √ļltimos dias antes da volta de Cristo, o pecado sob todas as formas avoluma-se por toda a parte, como um rolo compressor. Esta √© uma das causas de haver tantos crentes frios espiritualmente: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriar√°” (Mt 24.12). Precisamos ser mais santos e consagrados a Deus!¬†[Coment√°rio:Quando Mois√©s tinha 80 anos, 40 anos depois de ter abandonado o Egito e ir para Midi√£, voltou e compareceu diante do Fara√≥ com seu irm√£o Ar√£o. A mensagem de Mois√©s em nome de Deus para o Fara√≥, na verdade, pode ser entendida assim: “permita que Israel deixe de servi-lo, porque devem servir a mim (o Senhor)“. A resposta do Fara√≥ foi hostil e blasfemadora. “N√£o conhe√ßo o Senhor, nem permitirei que o povo deixe de ser meu escravo“. O Eterno tinha como prop√≥sito levar o Seu povo para a Terra Prometida depois de um longo per√≠odo de escravid√£o em terra estranha. O prop√≥sito de Deus para o povo de Israel, logo ap√≥s a sua sa√≠da do Egito era de Lhe prestar sacrif√≠cio no deserto. Cada vez que uma praga afetava os eg√≠pcios, Fara√≥ satirizava a determina√ß√£o divina fazendo proposta indecente para Mois√©s. Quatro tentativas de modificar o plano original foram feitas, mas Mois√©s tinha colocado no seu cora√ß√£o o desejo de se manter fiel ao Todo-Poderoso. Podemos entender claramente a mesma resposta dada por Fara√≥ quando a humanidade √© confrontada com o Evangelho. “Ide, e sacrificai ao vosso Deus nesta terra” (Ex 8.25). Esta foi a primeira sugest√£o de Fara√≥ mediante a praga das moscas. Mois√©s recusou dizendo: “N√£o conv√©m que fa√ßamos assim, porque sacrificar√≠amos ao Senhor nosso Deus a abomina√ß√£o dos eg√≠pcios; eis que se sacrific√°ssemos a abomina√ß√£o dos eg√≠pcios perante os seus olhos, n√£o nos apedrejariam eles” (Ex 8.26). Mois√©s disse para Fara√≥ que o prop√≥sito de Deus para o seu povo era uma sa√≠da completa: “Deixa-nos ir caminho de tr√™s dias ao deserto, para que sacrifiquemos ao Senhor nosso Deus, como ele nos disser” (Ex 8.27). Deus quer que o sirvamos longe da terra do Egito, que hoje representa o mundo; que sigamos pelo deserto, representado pela nossa caminhada sem os rudimentos deste mundo e tenhamos como alvo a Terra Prometida, o c√©u a que almejamos.].

SINOPSE DO T√ďPICO (I)

Diante das pragas que atingiram duramente o Egito, Fara√≥ apresentou algumas propostas ardilosas para Mois√©s e Ar√£o. Clique aqui para ler o texto completo »

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As Pragas Divinas e as Propostas Ardilosas de Faraó - Sulamita Macêdo

Professoras e professores, observem estas orienta√ß√Ķes:

1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:

- Cumprimentem os alunos.

- Perguntem como passaram a semana.

- Escutem atentamente o que eles falam.

- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se h√° alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.

2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.

3 - Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email.Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.

4 - Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.

5 - Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associada a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!

6 - Agora, vocês iniciam o estudo da lição 03.

7 - Falem: A li√ß√£o de hoje tem como t√≠tulo “As Pragas Divinas e as Propostas Ardilosas de Fara√≥”.Trabalhem o conte√ļdo da li√ß√£o de foram participativa e de forma contextualizada, vejam esta sugest√£o:

- Pe√ßam para os alunos citarem as 10 pragas. Anote-as no quadro ou cartolina. Complementem o nome de alguma praga, se necess√°rio.As 10 pragas: √Āguas tornam-se em sangue, R√£s, Piolhos, Moscas, Peste nos animais, √ölceras, Saraivas , Gafanhotos, Trevas, Morte dos primog√™nitos

- Analisem a situação vivenciada pelo povo através das pragas.- Em seguida, falem: Com certeza, nós não presenciamos nenhuma situação semelhante a que povo passou. Podemos imaginar a dimensão desses momentos difíceis, a grosso modo, partindo daquilo que vivenciamos, quando há:

Falta de energia(praga das trevas)

Medo de bichos, presença de insetos(praga das rãs, gafanhotos, moscas, piolhos)

Perda de entes queridos(praga da morte dos primogênitos)

Doen√ßas(praga de √ļlceras)

√Āgua polu√≠da(praga da √°gua em sangue)

Geadas, ventos fortes(praga de saraiva)

Doenças em animais(Peste nos animais)

- Falem: Quando estas situa√ß√Ķes acontecem ficamos incomodados, imaginem o que sentiram e sofreram as pessoas, tudo por causa de um homem de cora√ß√£o endurecido.

- Analisem biblicamente qual a raz√£o das 10 pragas.- Agora, analisem com os alunos as propostas de Fara√≥ e as atitudes de Mois√©s diante disto e como Deus agiu.- Em seguida, leiam o Texto de Reflex√£o¬†“Feridas e Ouvidos Abertos”.

- Para concluir a aula, utilizem a din√Ęmica¬†“O Que Voc√™ Tem em Suas M√£os?”.Tenham uma excelente e produtiva aula!
Din√Ęmica: O Que Voc√™ tem em Suas M√£os?

Objetivo: Refletir sobre as armas que usamos quando estamos em batalha e como agimos diante das lutas.

Material:Metade de uma folha de papel ofício para cada aluno

Procedimento:

- O que você tem suas mãos como instrumento de batalha e como tem se portado na luta? Ou o que você possui?Moisés tinha uma vara, o rei Jeoás tinha em suas mãos um arco e flecha, Davi tinha uma funda, Jacó tinha um cajado, Sansão tinha a queixada de um jumento.Estes instrumentos representam objetos de trabalho ou de luta ou de convencimento que estes personagens bíblicos possuíam.

- Entreguem para os alunos a metade de uma folha de papel ofício e peçam para que façam o contorno de uma das suas mãos.- Peçam para que eles escrevam dentro da mão quais as atitudes e as formas de luta ou de defesa diante das dificuldades que eles estão usando, podendo ainda acrescentar nomes de pessoas que ajudam em oração e conselhos.

- Solicitem para que os alunos socializem o que escreveram, de forma objetiva.

Por Sulamita Macedo.
Texto de Reflex√£o: Feridas e Ouvidos Abertos

Quando estamos passando por uma profunda tristeza ou por circunst√Ęncias dif√≠ceis, talvez nos sintamos ofendidos se algu√©m nos disser que algo bom pode emergir de nossa adversidade. Uma pessoa com boas inten√ß√Ķes, que procura nos encorajar a confiar nas promessas de Deus, pode ser vista por n√≥s como insens√≠vel ou at√© pouco realista.¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬† Isto aconteceu com os filhos de Israel quando Deus estava agindo para libert√°-los do Egito.

À medida que Faraó endurecia o seu coração não deixando o povo de Israel sair e não obedecendo às ordens de Deus, ele aumentou a carga de trabalho forçado dos escravos hebreus(Ex 5.10-11).  Eles ficaram tão desanimados que conseguiram aceitar as palavras de Moisés que lhes assegurava que Deus ouviu o seu o clamor e prometeu levá-los para uma terra que seria deles(6.9).
Há épocas nas quais nossas feridas e temores podem fechar nossos ouvidos às palavras de esperança de Deus. Mas o Senhor não deixa de nos falar quando temos dificuldades em ouvir. Ele continua a agir a nosso favor assim como fez com o povo de Israel o libertando do Egito.

Ao experimentarmos a compaix√£o de Deus e seu cuidado amoroso, podemos voltar a ouvir a voz de Deus novamente ainda que a dor n√£o tenha passado por completa. DCM
Fonte: Nosso P√£o Di√°rio( 22.04.2005).

Publicado no blog Atitude de Aprendiz

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As Pragas Divinas e as Propostas Ardilosas de Faraó - Pr. Geraldo Carneiro Filho

ESCOLA B√ćBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANG√ČLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITER√ďI - RJ
LI√á√ÉO N¬ļ 03- DATA: 03/01/2014
T√ćTULO: ‚ÄúAS PRAGAS DIVINAS E AS PROPOSTAS ARDILOSAS DE FARA√ď‚ÄĚ
TEXTO √ĀUREO ‚Äď Ef 6.11
LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE: Ex 3.19-20; 7.4-5; 8.8, 25; 10.8, 11, 24
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/

I ‚Äď INTRODU√á√ÉO:

As palavras hebraicas traduzidas na b√≠blia por ‚Äúpragas‚ÄĚ t√™m os seguintes sentidos:

(1) - ‚ÄúMAGGEPA‚ÄĚ - Ex 9:14 = GOLPE SEVERO ou PESADO;

(2) ‚Äď ‚ÄúNEGA‚ÄĚ - Ex 11:1 = UM TOQUE ou UM GOLPE PESADO;

(3) ‚Äď ‚ÄúNEGEP‚ÄĚ (Ex 12:13) = UM GOLPE SEVERO

As dez pragas foram dez ‚Äúpesados golpes‚ÄĚ desferidos por Deus contra satan√°s, contra fara√≥ (com sua pretens√£o de ser um deus), contra os deuses do Egito e todo o sistema religioso, e contra os sacerdotes-magos ou bruxos. Revelaram o conflito ou batalha que se travou entre Deus (por meio de Mois√©s) e o diabo (operando por meio de Fara√≥ e suas hostes).

II - A PRIMEIRA PRAGA: AS √ĀGUAS DO EGITO TORNAM-SE EM SANGUE :

Ex 17:19-25 - O Nilo era considerado sagrado pelos egípcios. Muitos de seus deuses eram associados direta ou indiretamente àquele rio e à sua produtividade. Por exemplo:

Khnum - “guardi√£o do Nilo”;

Hapi - “esp√≠rito do Nilo e sua ess√™ncia din√Ęmica” - acreditavam que ele se manifestava algumas vezes nos crocodilos do Nilo;

Os√≠ris - “deus do submundo ou mundo inferior‚ÄĚ; o Rio Nilo era a sua corrente sangu√≠nea;

Neith - “deusa guerreira que protegia o maior peixe (lates) do Rio Nilo”;

Hathor - “era protetor dos peixes pequenos (chromis)”;

Sobek ‚Äď ‚Äúdeus-crocodilo, muito venerado no Baixo Egito, pr√≥ximo √†s margens do Nilo‚ÄĚ.

O rio Nilo era um deus para os egípcios e suas águas eram consideradas águas da vida, em virtude de fertilizarem o solo. Agora, esse deus vai se transformar numa abominação simbolizadora da morte. Quando isso aconteceu, os egípcios começaram a cavar poços perto do rio, à procura de água boa, porquanto todas as águas do Egito tornaram-se sangue: todas as nascentes, todos os rios, lagoas, águas empoçadas, até mesmo as águas dos recipientes domésticos. De repente, o doador da vida se transformara numa grande ameaça de morte.

A incredulidade culta gosta de tentar destruir os milagres da b√≠blia. A respeito dessa primeira praga, int√©rpretes dizem tratar-se de um fen√īmeno natural que acontecia no Nilo todos os anos, um avermelhamento das √°guas, em virtude de grande quantidade de certo microorganismo, ou dilui√ß√£o de certos minerais. Pura tolice!!!

A bíblia registra que:

(1¬ļ) - O fen√īmeno ocorreu repentinamente, obedecendo √† ordem de Mois√©s: e

(2¬ļ) - O fen√īmeno atingiu todas as √°guas do Egito, at√© mesmo as √°guas que as fam√≠lias mantinham em recipientes dom√©sticos, que de modo algum poderiam ter sido alcan√ßadas pelas causas naturais aludidas.

De acordo com Êxodo 25, esta praga durou sete dias.

III - SEGUNDA PRAGA: MULTIPLICAÇÃO DE RÃS

Ex 8:1-15 - Na mitologia egípcia, as rãs eram a corporificação do poder vivificador. Em larga escala, representavam fartura, bênção e a certeza de boa colheita. Este conceito decorria do retorno do Rio Nilo ao seu leito normal, após o período de inundação, que deixava muitas piscinas e poças habitadas por rãs. Estas podiam ser ouvidas em coro nos campos egípcios.

Os agricultores acreditavam que o “som” das r√£s era uma evid√™ncia de que os deuses estavam controlando o Nilo (principalmente o deus Hapi - esp√≠rito do Nilo), fazendo com que a terra ficasse f√©rtil, para que pudessem completar o seu trabalho.

Essas associa√ß√Ķes levaram os eg√≠pcios a deificar a r√£ e fazer a teofania da deusa Heqt - “deusa r√£” -, esposa do deus Khnum, e s√≠mbolo de ressurrei√ß√£o e emblema de fertilidade.

H√° quem diga que os magos fizeram truques, empregando ilusionismo, transmitindo a impress√£o de terem produzido as duas primeiras pragas. Entretanto, a B√≠blia diz claramente que eles FIZERAM O MESMO QUE MOIS√ČS (Ex 7:22; 8:7). Satan√°s realizou atrav√©s de seus ministros dois sinais, com o fim de dissuadir o Fara√≥ da ideia de permitir a sa√≠da do povo.

Deus permite que o diabo vá até certo ponto, mas não a mais do que isso na reprodução de sinais e maravilhas - Mt 24:24.

Os bruxos conseguiram realizar apenas as duas primeiras pragas, mas não conseguiram desfazê-las, o que é um sinal a mais da limitação dos poderes das trevas diante de Deus.

Depois que faraó chamou Moisés e Arão e eles oraram, as rãs morreram.

IV - TERCEIRA PRAGA: INVASÃO DE PIOLHOS

Ex 8:16-19 ‚Äď A palavra ‚Äúpiolhos‚ÄĚ (ken) aparece apenas no presente contexto (cf Sl 105:31; Is 51:8).

O filósofo Filo, de Alexandria, o maior judeu escritor da diáspora, indicou que era um inseto pequeno que não apenas penetrava nos ouvidos e narinas, mas picava a pele, deixando nela uma coceira intolerável. Em Êxodo 17, registra-se que esta praga irritava não só os homens, mas a todos os animais.

No Egito tamb√©m era adorado o deus Thoth (o deus da sabedoria e do mist√©rio). Era crido como o deus escrevente, o juiz, cuja sabedoria e autoridade eram marcantes sobre todos os outros deuses. Ele anotava todos os pensamentos, palavras e a√ß√Ķes dos homens durante a sua vida e as pesava na balan√ßa da justi√ßa divina. Atribu√≠am a ela a inven√ß√£o da magia ou das artes secretas, mas nem mesmo este deus pode ajudar os sacerdotes-magos a imitar a terceira praga. Tamb√©m pudera! Todo o p√≥ da terra foi usado por Deus; Ele n√£o deixou nenhum resqu√≠cio de p√≥ para os magos conseguir imitar o milagre da terceira praga.

Os magos reconheceram a derrota quando se viram incapazes de transformar o pó em borrachudos, por meio de suas artes secretas (Ex 8:16 a 19). O poder deles foi ultrapassado pelos representantes de Jeová.

V - QUARTA PRAGA: AS MOSCAS:

Ex 8:20-32 - A palavra hebraica AROBH, traduzida por moscas tem o sentido de vespas e escaravelhos. Na septuaginta essa palavra foi traduzida por KUN√ďIMA, que n√£o √© a simples mosca caseira, mas uma esp√©cie conhecida como MOSCA CANINA, esp√©cie que ataca principalmente os seres humanos, e que constitui uma terr√≠vel afli√ß√£o no Egito.

A praga das moscas não alcançou a terra onde estavam os hebreus, e isto deu um aspecto especial à manifestação de Deus, significando Sua providência em proteger Seu povo.

Fara√≥, exasperado, prop√īs a Mois√©s que oferecesse sacrif√≠cios ao seu Deus ali mesmo, no Egito.

Mois√©s alegou que os sacrif√≠cios a Deus eram, aos olhos dos eg√≠pcios, uma abomina√ß√£o, e isso os levaria a apedrejarem os hebreus. √Č que os animais que haveriam de ser sacrificados eram sagrados para os eg√≠pcios. A matan√ßa de ovelhas, bodes e bois encheria aquele povo de √≥dio. Mois√©s usou essa alega√ß√£o como um meio diplom√°tico de rejeitar a proposta do rei. Mas, em verdade, ele n√£o podia negociar; precisava cumprir uma ordem expressa de Deus: TIRAR O POVO DO EGITO.

Faraó deu permissão para a partida da terra, mas fez duas exigências:

(1ª) - Não deviam ir muito longe; e

(2ª) - Deviam orar por ele.

Moisés cumpriu a sua parte no acordo, mas Faraó, não. Uma vez livre da humilhação da praga, endureceu seu coração e mais uma vez proibiu que o povo de Israel partisse.

VI - QUINTA PRAGA: A MORTE DO GADO:

Ex 9:1-7 - As pragas no gado eram comuns no Egito e essa pestilência deve ter destruído não apenas a propriedade egípcia necessária para a vida, mas a santidade dos animais na teologia egípcia e a impotência de Faraó em intervir.

As vacas eram sagradas √† deusa √ćsis e √Āpis, este √ļltimo um dos principais deuses do Egito: Era um bezerro que vivia num pal√°cio, alimentado com aveia perfumada que era comida em pratos de ouro e ao som de m√ļsica.

A morte repentina do gado que estava no campo por ordem do Deus dos hebreus, foi um pesado golpe no prest√≠gio de √ćsis e √Āpis. Ainda mais que o gado dos hebreus nada sofreu.

A distin√ß√£o entre o gado dos eg√≠pcios e o dos hebreus aumenta o elemento de miraculosidade da praga. Era o poder de Deus que, em √ļltima an√°lise, se responsabilizava pela diferen√ßa entre os hebreus e os eg√≠pcios. Deus n√£o apenas julgou Fara√≥ e os deuses do Egito, mas tamb√©m poupou o Seu povo ao mesmo tempo.

VII - SEXTA PRAGA: √öLCERA:

Ex 9:8-12 ‚Äď Os eg√≠pcios eram conscientes da possibilidade de doen√ßas infecciosas e chagas. Isto era refletido no fato de Sekhmet (a deusa cabe√ßa de le√£o, que supostamente tinha o poder de criar e extinguir epidemias) e os deuses Tot, √ćsis e Ptah, considerados com habilidades curativas. Um sacerd√≥cio especial era devotado a ela, chamado Sunu.

Amuletos e outros objetos eram empregados pelos egípcios contra males em suas vidas.

A recusa de Fara√≥ em n√£o libertar o povo de Israel trouxe a sexta praga, sendo esta a terceira vinda sem an√ļncio.

Iniciou-se atrav√©s do lan√ßamento simb√≥lico de cinzas da fornalha por Mois√©s e Ar√£o, e tumores arrebentaram em √ļlceras nos homens e nos animais, por toda a terra do Egito.

A palavra √öLCERA significa P√öSTULA, FUR√öNCULO.

Os dicion√°rios definem uma p√ļstula com um fur√ļnculo ou borbulha, e sugerem que as p√ļstulas malignas s√£o caracter√≠sticas do antraz. A terminologia usada para descrever a doen√ßa identificada com a sexta praga sugere uma erup√ß√£o da pele de natureza violenta. Ela n√£o era leprosa ou maligna, mas devia ser igualmente temida, e, com toda a probabilidade, era mortal. Essa enfermidade feriu tanto os homens quanto os animais.

Os representantes de Fara√≥ n√£o apenas foram incapazes de duplicar os atos de Mois√©s, embaixador de Jeov√°, mas eles tamb√©m foram feridos. O arrogante Fara√≥ (que se considerava divino), os pr√≠ncipes, os sacerdotes-magos, todos se viram, de repente, desprotegidos de seus deuses dentro do pal√°cio, cheios de √ļlceras; e, l√° fora, todo o povo e tamb√©m os animais. Entretanto, os hebreus nada sofreram.

Esta praga culminou com grandes implica√ß√Ķes teol√≥gicas para os eg√≠pcios. Enquanto n√£o trazia mortes, buscavam ajuda dos muitos deuses respons√°veis por curas. Al√©m das j√° citadas, havia ainda os deuses Serafi e Imhotep (o deus da medicina e o guardi√£o da ci√™ncia da cura). A inabilidade desses deuses em agir em favor dos eg√≠pcios certamente proporcionou profundo desespero e frustra√ß√£o. M√°gicos, sacerdotes, pr√≠ncipes e plebeus estavam todos igualmente afetados pelas dores deste julgamento, fazendo-os saber que o Deus dos hebreus era o Deus Todo Poderoso e superior a todos os √≠dolos feitos por m√£os de homens.

Desta forma, o que podemos vislumbrar é o poder ilimitado do Senhor Deus, em cujas mãos os homens são como barro nas mãos do oleiro.

VIII - S√ČTIMA PRAGA: SARAIVA:

Ex 9:13-35 ‚Äď Antes de desferir mais este duro golpe, Deus mandou mensagem ao Fara√≥:

(1) - Ele podia ser facilmente destruído por Deus;

(2) - A sua vida estava sendo mantida pelo próprio Deus;

(3) - As pragas tinham o fim de lev√°-lo, bem como a todo o seu povo a compreenderem que nenhum de seus deuses tinha qualquer valor; nenhum poderia comparar-se a Jeov√°;

(4) - Através da obstinação do Faraó e das pragas, Deus estava mostrando Seu poder e anunciando Seu nome a toda a terra.

(5) - Faraó e seus servos poderiam evitar um grande prejuízo, se cressem em Deus, recolhessem seu gado do campo, para que não morresse com a saraiva.

Saraiva é o mesmo que chuva de pedras de gelo.

A vida e a economia do povo egípcio estavam diretamente ligadas ao sucesso nas colheitas. As grandes chuvas trouxeram prejuízos e desespero àqueles. Os adoradores de Nut (deusa do céu) avistaram não as bênçãos do sol rogadas a ela, mas a tragédia de tempestades e violência.

Esta praga tamb√©m humilhou √ćsis e Seth, (deuses respons√°veis pelas colheitas na agricultura). A forte saraivada envergonhou tamb√©m os deuses considerados como tendo controle sobre os elementos naturais.

Os eg√≠pcios tamb√©m acreditavam que o deus Reshpu controlava os raios, e o deus Tot possu√≠a poder sobre a chuva e os trov√Ķes.

A promessa dizia que no dia seguinte o Senhor traria uma grande tempestade sobre o Egito, devendo todos os animais, que estavam no campo, serem recolhidos para proteção. Esta recomendação foi obedecida por vários servos e seguidores de Faraó, irritando o rei do Egito.

De acordo com inscri√ß√Ķes, estes animais foram trazidos de pa√≠ses vizinhos, como S√≠ria e L√≠bia, ap√≥s a quinta praga, a qual exterminou todo o rebanho eg√≠pcio.

Os trov√Ķes e rel√Ęmpagos foram t√£o violentos que o fogo destruiu muitas planta√ß√Ķes. O aspecto miraculoso deste evento pode ser notado em Ex 9.26, onde encontramos que somente na terra de G√≥sen n√£o choveu.

A severidade da tempestade, a infrequ√™ncia desse fen√īmeno no Egito e a sincroniza√ß√£o da chuva de pedras em rela√ß√£o √† advert√™ncia de Mois√©s combinaram para criar a rea√ß√£o de Fara√≥ ‚Äď Ex 9.27.

Fara√≥ tamb√©m apelou para Mois√©s para rogar ao Senhor pedindo o fim da tempestade, e, o que √© mais importante, concordou com uma libera√ß√£o incondicional dos hebreus: ‚ÄúEu vos deixarei ir, e n√£o permanecereis mais aqui‚ÄĚ.

Moisés não creu em sua declaração (Ex 9.28-32). Entretanto, levantou as mãos para o céu e a saraiva cessou. A oração de Moisés pode abrir e fechar os céus, mas não o coração de um homem voluntarioso. Não obstante, até mesmo a posição dos inimigos de Deus é obrigada a contribuir para Seu plano redentor.

Mais uma vez ficou demonstrado que não é Faraó quem controla a terra - nem mesmo os deuses do Egito. Jeová, o Deus de Israel, é o Senhor da criação - Sl 24:1.

IX - OITAVA PRAGA: OS GAFANHOTOS:

Ex 10:1-20 ‚Äď A praga de gafanhotos era muito temida no Egito, tanto que os camponeses tinham o h√°bito de orar a um deus gafanhoto e ao deus Min, que era encarado como protetor das colheitas.

Os gafanhotos são, talvez, o maior exemplo natural de força coletiva destrutiva de uma espécie. Um gafanhoto adulto pesa, no máximo, dois gramas e sua força destrutiva pode levar milhares de pessoas a passarem fome por anos.

Atrav√©s de um forte vento oriental, que soprou durante todo o dia e toda a noite, gafanhotos foram trazidos do norte da Ar√°bia em grande n√ļmero. Mais uma vez, nota-se a natureza miraculosa do evento, pois nunca se viu nada igual na terra do Egito (Ex 10:14). Os gafanhotos destru√≠ram, al√©m das planta√ß√Ķes, √°rvores frut√≠feras e de outras esp√©cies.

O horror e o desespero assolaram o cora√ß√£o dos eg√≠pcios quando o restante de suas lavouras foi destru√≠do por milh√Ķes de gafanhotos voadores. Seus recursos agr√≠colas eram considerados limitados e j√° tinham sofrido outras destrui√ß√Ķes causadas pelas pragas anteriores. Seus rebanhos tinham sido esgotados e muitos dos homens estavam incapazes de trabalhar, em decorr√™ncia das doen√ßas trazidas pelas pragas.

Buscando manter seu orgulho e dignidade e n√£o aparentar ser cego e obstinado quanto aos problemas em suas m√£os, Fara√≥ prop√īs a Mois√©s e Ar√£o um terceiro acordo: Liberar os adultos para partirem, mas que deixassem as crian√ßas (Ex 10:10 e 11).

Obviamente, esta oferta não foi aceita por Moisés, que saiu da presença de Faraó.

Talvez, não por profunda convicção espiritual, mas interessado em alívio imediato desta praga, Faraó convocou Moisés e Arão novamente à corte. A despeito de Faraó demonstrar obstinação e desonestidade, Moisés tornou da corte real e orou pedindo o fim da praga, que se findou com um forte vento ocidental.

X - NONA PRAGA: AS TREVAS:

Ex 10:21-29 ‚Äď A nona praga, assim como a terceira e a sexta, veio sem aviso pr√©vio. Mois√©s estendeu sua m√£o ao c√©u e as trevas cobriram a terra por tr√™s dias (Ex 10:21 e 22).

À luz da teologia e prática egípcia, esta praga foi muito significativa:

(A) - O deus-sol Rá era considerado um dos maiores deuses do Egito. Tinham grande alegria e prazer pela fé que possuíam a este deus que provia, dia após dia, sem falhar, o calor e a luz do sol.

(B) - Outro significado importante com respeito a esta praga era o prestígio do deus Amon-Rá, a maior divindade de Tebas e um deus-sol. No período do Novo Reinado, este era o deus nacional, parte da trindade de deuses que incluía Amon-Rá, sua esposa Mut, e seu filha Khons. Amon-Rá era comumente representado por animais sagrados, como a ovelha e o ganso.

(C) - In√ļmeras outras deidades eram associadas ao sol, c√©u e lua, como, por exemplo, Aten, o divino sol-disco. Este deus foi proclamado ser o √ļnico deus.

(D) - Atum era tamb√©m outro importante deus, adorado principalmente em Heli√≥polis. Era o deus do p√īr-do-sol e usualmente descrito em forma humana. Animais sagrados associados com este deus eram a cobra e o le√£o.

(E) - O deus Khepre, que sempre aparecia na forma de um besouro, era uma das formas do deus-sol R√°.

(F) - Outro muito importante deus era Hórus, sempre simbolizado por um disco de sol alado. Era considerado ser filho de Osíris e Isis, mas também o filho de Rá e o irmão de Seth.

(G) - Harakhte, outra forma de Hórus e identificado com o sol, era venerado principalmente em Heliópolis, a cidade do sol, e era representado por um falcão.

(H) - Entre as várias deidades afetadas por esta trágica escuridão estava Hathor, uma deusa do céu, além de deusa do amor e da alegria. Era a divindade titular da necrópole de Tebas, venerada particularmente em Denderah, e retratada com chifres de vaca ou como uma figura humana com chifres de vaca na cabeça.

(I) - A deusa do céu Nut também estava envolvida na humilhação desta praga.

(J) - E o que dizer do prestígio de Thoth, um deus-lua em Hermópolis? Ele também era o deus que escrevia e computava o tempo.

(K) - O prestígio do próprio Faraó também foi afetado, pois, dentre seus atributos divinos, ele era representante de Rá.

Existe uma enorme lista do grande n√ļmero de outras deidades relacionadas com o sol, estrelas e luz, mas a rela√ß√£o acima √© suficiente para indicar a tremenda import√Ęncia do sol e de sua luz para os eg√≠pcios. O deus R√Ā (o sol) havia sido derrotado pelo Deus dos hebreus.

Enquanto os eg√≠pcios n√£o podiam deixar suas casas, pois nada podiam ver de t√£o escuro, os israelitas tinham luz e continuavam suas vidas normalmente. Foi o pren√ļncio amedrontador do ju√≠zo de Deus que se abateria sobre Fara√≥ e seu povo, a saber, a morte de todos os primog√™nitos.

Em desespero de causa, Fara√≥ prop√īs que sa√≠ssem deixando todo o gado. Ante a insist√™ncia de Mois√©s, Fara√≥, ardendo em ira, o protestou de morte, se novamente viesse perante sua face.

Faraó decretara a sentença para si mesmo, sua corte e seu povo: em cada casa o filho mais velho morreria. Faraó não queria ter conhecimento que a praga das trevas é derrotada pela luz de Jeová e que a praga da morte é anulada pelo sangue do Cordeiro.

XI - D√ČCIMA PRAGA: A MORTE DOS PRIMOG√äNITOS:

Ex 11:1-10; 12:29-42 ‚Äď A √ļltima praga se baseia na a√ß√£o de Deus, sem depender de media√ß√£o de Mois√©s ou de Ar√£o. Omitindo Mois√©s e Ar√£o da narrativa, o escritor sugere que a situa√ß√£o havia alcan√ßado um ponto t√£o extremo que o pr√≥prio Senhor interveio mais diretamente na praga. O pr√≥prio Senhor iria atravessar a terra como Anjo da morte (Ex 11:4 cf 12:23, 27).

A morte dos primogênitos resultou na maior humilhação para os deuses egípcios:

(A) - Nekhbet, deusa-abutre, protegia com suas asas os soberanos do Alto Egito.

(B) - Os governantes do Egito realmente chamavam a si mesmos de deuses e filhos de R√° ou Amon-R√°.

(C) - Afirmava-se que R√° ou Amon-R√° tinham rela√ß√Ķes sexuais com rainha. O filho nascido era, portanto, considerado como um deus encarnado e era dedicado a R√° ou a Amon-R√° em seus templos. Assim, a morte do primog√™nito de Fara√≥ realmente significava a morte de um deus (Ex 12:29).

Somente este fato já teria sido um duro golpe na religião do Egito. A completa incapacidade de todas as deidades se evidenciou em seres incapazes de impedir que todos os primogênitos do Egito morressem de uma só vez.

De acordo com as palavras de Moisés, a morte dos primogênitos causaria tristeza e luto como nunca se vira no Egito (Ex 11:6).

Como apontado, à meia-noite o Senhor completou o que tinha prometido, subjugando os primogênitos na terra do Egito. Não houve respeito à classe social ou status civil nesta praga. Tanto o primogênito de Faraó, quanto o de qualquer homem na prisão, morreram. Importante também é a citação da morte dos primogênitos dos animais.

Fara√≥ pode encontrar escape para as pragas anteriores, ou talvez providenciar satisfat√≥ria racionaliza√ß√£o delas. Mas n√£o havia o que fazer agora. Seus efeitos e implica√ß√Ķes eram perfeitamente claros. Seu filho, sempre tratado com carinho, “nascido dos deuses”, agora jazia na cama, p√°lido e sem vida.

O cora√ß√£o e o desejo de Fara√≥ estavam quebrantados. Seu esp√≠rito agora mudou daquela arrog√Ęncia e resist√™ncia, para uma grande preocupa√ß√£o. Assim, chamou Mois√©s e Ar√£o no meio da noite e, sem discuss√£o ou di√°logo, simplesmente declarou que os filhos de Israel deveriam partir, sem imposi√ß√Ķes, condi√ß√Ķes ou exig√™ncias, nos termos de Mois√©s.

O reconhecimento do poderio do Senhor pode ser conclu√≠do com o pedido de Fara√≥ a Mois√©s, contida na √ļltima frase do verso 32 do cap√≠tulo 12 de √äxodo: “…aben√ßoai-me tamb√©m a mim.” Ao Deus cuja exist√™ncia e poder foram diversas vezes questionadas (Ex 5:2) ele agora rogava que o aben√ßoasse.

XII ‚Äď CONSIDERA√á√ēES FINAIS:

Deus abate os soberbos, mas d√° gra√ßa aos humildes. Esta √© a grande li√ß√£o que aprendemos nos epis√≥dios das Dez Pragas do Egito. Todos os homens que quiserem endurecer seus cora√ß√Ķes contra o Todo-Poderoso ser√£o implacavelmente abatidos, pois o Senhor n√£o se deixa escarnecer. Se agirmos como o Fara√≥ desta li√ß√£o, com certeza seremos abatidos e, talvez, n√£o haja qualquer esperan√ßa de cura. Por este motivo, temos que nos mostrar sempre humildes e, quando o Senhor falar conosco, respondamos como o menino Samuel: - ‚ÄúFala, Senhor, que o Teu servo ouve‚ÄĚ.

FONTES DE CONSULTA:

Li√ß√Ķes B√≠blicas CPAD ‚Äď 4¬ļ Trimestre de 1991 ‚Äď Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima
A B√≠blia Livro por Livro ‚Äď JUERP ‚Äď Delcyr de Souza Lima
Estudo B√≠blico ‚Äď ‚ÄúAs Dez Pragas do Egito‚ÄĚ ‚Äď de L√≠dia Pereira Gon√ßalves Correia e Marcellus Gon√ßalves Correia

Publicado no Blog Escola Bíblica Dominical para Todos 

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As Pragas Divinas e as Propostas Ardilosas de Faraó - Ev. Natalino das Neves

Aula ministrada pelo Ev. Natalino das Neves - Projeto IEADSJP_EBDTV.

Projeto da IEADSJP - Igreja Evangélica Assembleia de Deus de São José dos Pinhais

Baixe, também, os slides da aula, clicando aqui.

Publicado no Blog do Ev. Natalino das Neves

Lição 3 - 1T/2014

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As Pragas Divinas e as Propostas Ardilosas de Faraó - Luciano de Paula Lourenço

Texto Básico: Êxodo 3:19,20;7:4,5;8:8,25;10:8,11,24

 

“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Ef 6:11)

INTRODUÇÃO

Israel foi libertado do cativeiro mediante atos miraculosos do Senhor (√äx cap.7-11). Os relatos b√≠blicos descrevem as dez pragas enviadas contra Fara√≥, em sua pretens√£o de ser deus, e contra todo sistema religioso dos eg√≠pcios, cuja adora√ß√£o voltava-se aos elementos da natureza, como o rio Nilo, o Sol e tamb√©m os animais. Ao fim dessas manifesta√ß√Ķes de poder, tanto israelitas quanto eg√≠pcios precisaram reconhecer tr√™s verdades fundamentais: (a) todos os √≠dolos do Egito eram falsos; (b) somente Jeov√° √© o √ļnico e verdadeiro Deus; (c) Jeov√° √© Deus tremendo, n√£o apenas da terra e do povo hebreu, mas de todo o universo e de todos os povos.

Nesta Aula, examinaremos duas situa√ß√Ķes que ocorreram por ocasi√£o da presen√ßa dos hebreus no Egito: as pragas enviadas por Deus e as propostas ardilosas e destruidoras de Fara√≥ no sentido de manter os hebreus cativos. A partir da ocorr√™ncia da segunda praga (a das r√£s, √äx 8:1-15), Fara√≥ passa a fazer uma s√©rie de propostas ardilosas e destruidoras a Mois√©s e Ar√£o. Precisamos de discernimento a fim de n√£o cairmos nos ardis de Satan√°s.

I. AS PRAGAS ENVIADAS E A PRIMEIRA PROPOSTA DE FARA√ď

As dez pragas foram todas de car√°ter judicial. Abateram-se sobre o Egito ap√≥s cada recusa do Fara√≥ em permitir a partida de Israel. A¬†√ļltima dessas pragas foi a morte dos primog√™nitos, que atingiu at√© mesmo a pr√≥pria fam√≠lia do Fara√≥. Cada praga era uma afirma√ß√£o da superioridade de Jeov√° sobre a divindade (ou deuses) respons√°vel pela √°rea da natureza que estava sendo particularmente atingida. Elas eram aut√™nticos derramamentos da ira de um soberano Deus que desejou mostrar, paro todo o Egito e tamb√©m para o seu povo, que Ele √© o Senhor de toda Terra e C√©u, o √ļnico perfeitamente capaz de resgatar o seu povo da penosa escravid√£o no Egito, fazendo com eles uma alian√ßa, tornando-os seus servos. Quando sobreveio a √ļltima praga, havendo Jeov√° destru√≠do toda autoconfian√ßa humana, Fara√≥ rendeu-se e permitiu que Mois√©s e seu povo partissem (Ex 12:31,32). Deus poderia simplesmente retirar Ele mesmo o povo da escravid√£o, mas preferiu usar Mois√©s como instrumento para aquela obra. Isso nos deve fazer lembrar de que Deus tem todo o poder, e pode fazer o que desejar, mas ainda assim, em muitas situa√ß√Ķes, prefere se valer de instrumentos humanos para executar sua vontade.

1. Pragas atingem o Egito (√äx 7:19-12:33).¬†Segundo Paul Hoff, as pragas foram a resposta de Deus √† pergunta de Fara√≥: “Quem √© o SENHOR, cuja voz eu ouvirei?”¬†(veja 7:17). Cada praga foi, por outro lado, um desafio aos deuses eg√≠pcios e uma censura √† idolatria. Os eg√≠pcios prestavam culto √†s for√ßas da natureza tais como o rio Nilo, o Sol, a Lua, a Terra, o touro e muitos outros animais. Com o ju√≠zo de Deus sobre o Egito, as divindades eg√≠pcias davam evidente demonstra√ß√£o de sua impot√™ncia perante o Senhor, n√£o podendo proteger os eg√≠pcios nem intervir a favor de ningu√©m.

Calcula-se que o período das pragas tenha durado pouco menos de um ano. As primeiras três pragas - sangue, rãs e piolhos -, caíram em todo o Egito, ou seja, tanto o povo hebreu como os egípcios foram atingidos, pois Deus quis ensinar a ambos os povos quem era o Senhor. Mas as sete seguintes castigaram somente os egípcios, para que soubessem que o Deus que cuidava de Israel era também o soberano do Egito e mais forte do que seus deuses (Ex 8:22; 9:14). As pragas foram progressivamente mais severas até que quase destruíram o Egito (Ex 10:7).

Os feiticeiros eg√≠pcios imitaram as duas primeiras pragas, mas, quando o Egito foi ferido de piolhos, confessaram que o poder de Deus era superior ao deles e que essa praga era realmente sobrenatural (Ex 8:18,19). Os magos n√£o poderiam reproduzir a praga de √ļlceras porque eles pr√≥prios estavam cheios delas desde os p√©s at√© a cabe√ßa. N√£o puderam livrar a si mesmos dos terr√≠veis ju√≠zos, muito menos a todo o Egito.

Em resumo, as pragas cumpriram os seguintes propósitos:

- Demonstraram que o Senhor é o Deus supremo e soberano. Tanto os israelitas como os egípcios souberam quem era o Senhor.

- Derrotaram as divindades do Egito.

- Castigaram os egípcios por haverem oprimido aos israelitas e por lhes haverem amargado tanto a vida.

- Efetuaram o livramento de Israel e o prepararam para conduzir-se em obediência e fé.

A ordem das pragas é a seguinte:

a)¬†A √°gua do Nilo converteu-se em sangue (√äx 7:14-25).¬†Foi um golpe contra¬†Hapi,¬†o deus das inunda√ß√Ķes do Nilo.

b)¬†A praga das r√£s (√äx 8:1-15).¬†A terra ficou infestada de r√£s. Os eg√≠pcios relacionavam as r√£s com os deuses¬†Hapi e Ekte. “Hapi”, o deus do Nilo, portador da fertilidade; “Hekt”, a deusa da fecundidade com cabe√ßa de sapo.¬†Em √äxodo 12:12, vemos o Senhor dizendo: “e sobre todos os deuses do Egito farei ju√≠zos”.

c) A praga dos piolhos (talvez mosquitos, Êx 8:16-19). O pó da terra, considerado sagrado no Egito, converteu-se em insetos muito importunadores.

d)¬†Praga das moscas (√äx 8:20-32).¬†Enormes enxames de moscas encheram o Egito. Deve ter sido um tormento para os eg√≠pcios. Foi um ju√≠zo de Deus sobre o deus “kheper”.¬†Este deus eg√≠pcio tinha a forma de um besouro.

e)¬†Morte do gado dos eg√≠pcios (√äx 9:1-7).¬†Amom,¬†rei dos deuses e protetor de fara√≥s, era adorado em todo o Egito. Ele era representado por uma figura masculina com cabe√ßa de carneiro ou como carneiro com uma tr√≠plice coroa. No Baixo Egito eram adoradas diversas divindades cujas formas eram de carneiro, de bode ou de touro. A deusa¬†√ćris, rainha dos deuses, era representada com chifres de carneiro ou vaca na cabe√ßa.

f)¬†A praga das √ļlceras (Ex 9:8-12).¬†As cinzas que os sacerdotes eg√≠pcios espalhavam como sinal de b√™n√ß√£o causaram √ļlceras dolorosas. Deus estava avisando os eg√≠pcios de que Seus julgamentos n√£o tinham limites.

g)¬†A tempestade de trov√Ķes, raios e saraiva¬†devastou a vegeta√ß√£o, destruiu as colheitas de cevada e de linho e matou os animais do Egito (Ex 9:13-35). Esse tipo de tempestade era quase desconhecido no Egito. O termo “trov√£o” em hebraico significa literalmente “vozes de Deus”, e aqui se insinua que Deus falava em ju√≠zo. Os eg√≠pcios que escutaram a advert√™ncia misericordiosa de Deus, salvaram seu gado (Ex 9:20). Os hebreus n√£o foram atingidos (cf. √äx 9:26).

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As Pragas Divinas e as Propostas Ardilosas de Faraó - Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco

Aula pr√©via referente a Li√ß√£o 3: As Pragas Divinas e as Propostas Ardilosas de Fara√≥ do 1¬ļ Trimestre de 2014: Uma jornada de f√© ‚ÄĒ A forma√ß√£o do povo de Israel e sua heran√ßa espiritual, como prepara√ß√£o dos Professores da EBD durante a semana anterior a aula.

Lição 03 - 1T/2014

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As Pragas Divinas e as Propostas Ardilosas de Faraó - Ev. José Roberto A. Barbosa

Texto √Āureo EF. 6.11 - Leitura B√≠blica Ex. 3.19,20; 7.4,5; 8.25,26; 10.8,11,24
Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

www.subsidioebd.blogspot.com

Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO

Moisés finalmente aceitou a missão e assumiu a posição de libertador, mas essa não seria uma tarefa fácil. Conforme estudaremos na lição de hoje, Faraó não considerou as palavras do Senhor, ordenando para que deixasse o povo ir. Pelo contrário, apresentou algumas propostas ardilosas, a fim de enganar o líder do Senhor. Mas a rejeição de Faraó serviu para que o povo israelita atestasse o poder do Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Pretendemos, com esta aula, mostrar o poder de Deus, e ao mesmo tempo, a desmascarar as sutilizas do Inimigo.

1. FARA√ď DESCONSIDERA OS MILAGRES

A na√ß√£o eg√≠pcia adorava muitos deuses, alguns deles cultuados pelos israelitas, que acabaram aderindo √† f√© daquele povo (Ez. 12.12). Esse foi um dos motivos pelos quais Deus precisou intervir, e demonstrar o Seu poder, n√£o apenas para que os eg√≠pcios reconhecessem, mas tamb√©m para que os israelitas se dobrassem perante a palavra do Senhor. Mesmo assim, os descendentes de Abra√£o, Isaque e Jac√≥ n√£o atentaram para as maravilhas de Deus (Sl. 106.7). Dentre essas maravilhas, destacamos os sinais da serpente, a transforma√ß√£o da √°gua em sangue, e a invas√£o das r√£s. Fara√≥, ao inv√©s de se dobrar diante daquelas maravilhas, tratou-as com desd√©m, incitando seus magos a reproduzirem tais feitos. Isso mostra que desde muito tempo Satan√°s tem o poder de realizar sinais e prod√≠gios da mentira (II Ts. 2.9,10; Mt. 24.24; Ap. 13.11-15). Paulo nomeia esses magos, “Janes e Jambres”, e os caracterizam entre aqueles que resistem √† verdade, substituindo-a pelo engano (II Tm. 3.8). Satan√°s imita o evangelho de Cristo (Gl. 1.6-9), utilizando-se dos falsos mestres (II Co. 11.13-15). A transforma√ß√£o da √°gua em sangue foi a primeira praga que Deus enviou sobre os eg√≠pcios. Na propor√ß√£o que Fara√≥ desconsiderava as calamidades elas iam se tornando cada vez mais graves. Os magos do Egito fizeram o mesmo utilizando √°gua de um po√ßo, mas se mostraram incapazes de reverter a praga divina. Diante da relut√Ęncia de Fara√≥, o Senhor enviou abund√Ęncia de r√£s (Sl. 105.30), mostrando que Ele, e n√£o Hecate, o deus da fertilidade eg√≠pcio, estava no comando. O cora√ß√£o de Fara√≥ continua endurecido, principalmente depois que os magos imitaram os sinais (Ex. 8.19-22). Uma pessoa de cora√ß√£o endurecido se expressa como Fara√≥: “Quem √© o Senhor para que lhe ou√ßa eu a voz?” (Ex. 5.2).

2. AS PRAGAS DIVINAS DIANTE DA DUREZA DE FARA√ď

Diante da dureza de cora√ß√£o de Fara√≥ Mois√©s anuncia que Deus enviaria uma grande peste sobre os animais do Egito (Ex. 9.1-7). A mensagem prof√©tica se cumpriu e todos os animais morreram, escaparam somente os animais pertencentes aos hebreus, que viviam na terra de G√≥sen. Mesmo assim Fara√≥ n√£o permitiu que o povo seguisse adiante, ele se negou a temer a Palavra de Deus, a consequ√™ncia, como sempre, foi o mal (Pv. 28.14). A praga seguinte n√£o teve qualquer aviso, Mois√©s e Ar√£o se dirigiram aos fornos de cal, e jogaram cinzas no ar, transformando-as em √ļlceras, que atingiu os eg√≠pcios e seu gado (Ex. 9.8-12). Mas Fara√≥ mostrava-se insens√≠vel ao sofrimento do povo, pensava apenas em suas regalias, e na manuten√ß√£o do seu poder. Em seguida, Deus envia uma praga mais terr√≠vel, uma chuva grande de pedras, como nunca houve no Egito (Ex. 9.18). Posteriormente, Deus envia trov√Ķes e chuvas, granizo e raios, que corriam pelo ch√£o (Ex. 9.33). As consequ√™ncias foram dr√°sticas, os animais morreram, e a planta√ß√£o destru√≠da. Como qualquer governante ardiloso, Fara√≥ mandou chamar Mois√©s e Ar√£o, e demonstrou arrependimento, em virtude da destrui√ß√£o da sua terra (Ex. 10.17). Mois√©s sabia que aquele homem n√£o temia a Deus, estava apenas tirando proveito da situa√ß√£o. Essa √© uma li√ß√£o para a qual devemos atentar, principalmente nos dias que antecedem as elei√ß√Ķes. Os pol√≠ticos se aproximam das igrejas, a fim de agradarem os pastores, e seduzirem os incautos. Alguns deles, querem demonstrar identifica√ß√£o com os evang√©licos, sa√ļdam como se fossem crentes, leem trechos das Escrituras, tudo para causarem boa impress√£o. Esses, no entanto, n√£o temem ao Senhor, n√£o t√™m compromisso com o povo de Deus, nem mesmo com a comunidade, querem se eleger apenas para garantirem suas regalias.

3. AS PROPOSTAS ARDILOSAS DE FARA√ď

A fim de manter o povo de Israel cativo no Egito Fara√≥ apresenta algumas propostas ardilosas a Mois√©s. Isso mostra como Satan√°s, com suas ast√ļcias, tenta desvencilhar os servos de Deus do plano do Senhor. Tais propostas tamb√©m revelam a ast√ļcia dos governantes a fim de manter o povo cativo em seus interesses. Os discursos de muitos pol√≠ticos da atualidade ecoam as falas daquele l√≠der eg√≠pcio. A primeira proposta de Fara√≥ estava fundamentada em um sincretismo religioso, o povo poderia adorar o Deus de Israel, e ao mesmo tempo, os deuses eg√≠pcios (Ex. 8.28). Mas o Deus de Israel n√£o divide a sua gl√≥ria com outros deuses, principalmente porque Ele mesmo havia separado aquele povo para ador√°-Lo (Lv. 26.26). Essa tem sido uma pr√°tica evidente no cristianismo contempor√Ęneo, muitos l√≠deres est√£o fazendo concess√Ķes em rela√ß√£o ao engano a fim de serem aceitos na sociedade. Jesus √© o √ļnico caminho, √© a verdade e a vida, ningu√©m pode se aproximar de Deus se n√£o for por Ele (Jo. 14.6). Como bem lembrou Pedro, em seu discurso em Jerusal√©m em nenhum outro h√° salva√ß√£o, somente em Jesus (At. 4.12). Como diz o ditado, todos os caminhos levam √† Roma, mas h√° apenas um que conduz ao c√©u, e esse √© Jesus Cristo. A segunda proposta de Fara√≥ foi a de que o povo n√£o fosse muito longe (Ex. 8.28). As estrat√©gias de Satan√°s, e de alguns l√≠deres tiranos, √© a de que n√£o nos afastemos dos seus interesses. Eles n√£o se importam em fazer concess√Ķes, abrem m√£os do sup√©rfluo, mas n√£o do que consideram mais importante. Satan√°s detesta mudan√ßas significativas, ele n√£o admite mudan√ßas dr√°sticas (Tg. 4.4,5; I Jo. 2.15). A mulher de L√≥ √© um exemplo de algu√©m que sai do lugar, mas n√£o deixa que o lugar saia dela. Ela abandonou geograficamente a cidade de Sodoma, mas em seu cora√ß√£o os prazeres daquele local a acompanhavam (Gn. 19.17,26; Lc. 17.32). Na terceira proposta Fara√≥ sugeriu uma divis√£o nas fam√≠lias, apenas os mais velhos partiriam, os mais novos permaneceriam no Egito (Ex. 10.7). Isso mostra que as fam√≠lias hebreias eram organizadas, e viviam em harmonia (Ex. 6.14-19). A fragmenta√ß√£o familiar seria uma estrat√©gia utilizada por Fara√≥ para atingir os valores daquele povo. Nos dias atuais as fam√≠lias t√™m sido solapadas por valores sat√Ęnicos que est√£o sendo repassados pelas m√≠dias, e patrocinados pelos governantes. As fam√≠lias crist√£s, mesmo diante dos ataques, devem permanecer alicer√ßadas dos fundamentos exarados na Palavra de Deus (Ef. 6.10-18). A quarta proposta de Fara√≥ tinha a ver com a aceita√ß√£o da calamidade, o l√≠der eg√≠pcio admitia a trag√©dia, contanto que o povo permanecesse (Ex. 10.21-23). Muitos governantes agem de igual modo, principalmente no per√≠odo das elei√ß√Ķes, ao inv√©s de socorrer o povo, tiram vantagem da desgra√ßa. H√° aqueles que acham que quanto pior melhor, para cooptarem o povo na manuten√ß√£o dos seus interesses. Por fim, Fara√≥ prop√īs a ida do povo hebreu, mas se ficassem as ovelhas e as vacas (Ex. 10.24). Essa proposta reflete o foco em mercadoria, e menos nas pessoas, bastante comum nessa sociedade que somente ver bens, e n√£o o bem das pessoas. Mamom, o deus deste s√©culo, est√° destruindo muitas vidas, o deus-mercado √© quem determina as regras e os relacionamentos (Mt. 6.24).

CONCLUSÃO

Faraó, como alguns governantes que conhecemos, despreza a Palavra de Deus, a menos que essa satisfaça seus interesses. Satanás tem usado vários desses para seduzirem a igreja, com suas propostas ardilosas, substituindo a verdade pelo engano. Mas nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra as potestades do Inimigo, por isso, devemos permanecer firmes, com toda, para resistir no dia mau (Ef. 6.10-12). E como fez Faraó, não devemos endurecer nosso coração, antes ouvir a voz do Senhor (Hb. 3.7,8), pois dura coisa é cair nas mãos do Deus vivo (Hb. 10.31).

BIBLIOGRAFIA

MOTYER, J. A. The message of Exodus. Leiscester/Downers Grove, IVP, 2005.

WEIRSBE, W. W. Exodus: be delivered. Colorado Springs: David Cook, 2010.

Publicado no blog Subsídio EBD 

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Um Libertador para Israel - Luciano de Paula Lourenço

Texto Básico: Êxodo 3:1-17; 5:1-5; 6:1,2
“E disse Deus a Mois√©s: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dir√°s aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a v√≥s” (Ex 3:14).

INTRODUÇÃO

Moisés figura junto a Abraão e Davi como um dos três maiores personagens do Antigo Testamento. Libertador, dirigente, mediador, legislador, profeta, foi sobretudo um grande homem de Deus. Nesta Aula, veremos a sua vocação e sua preparação graduada, dia a dia, por Deus a fim de que se tornasse o líder do seu povo e o conduzisse rumo à Terra Prometida. Deus vocaciona e chama líderes para sua obra, porém aqueles que forem chamados precisam fazer a sua parte preparando-se. Se você tem um chamado de Deus em sua vida, prepare-se. Faça a sua parte e deixe que o Senhor faça a dEle. Moisés é preparado para se tornar o libertador (Êx 3:1-22).

I. MOIS√ČS - SUA CHAMADA E SEU PREPARO (√äx 3:1-17)

1. Deus chama o seu escolhido -¬† “E agora, eis que o clamor dos¬†filhos de Israel¬†chegou a mim, e tamb√©m tenho visto a opress√£o com que os eg√≠pcios os oprimem. Vem agora, pois, e eu te enviarei a Fara√≥, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito¬†(√äx 3:9,10).Quando Deus quer realizar os seus des√≠gnios Ele escolhe qualquer pessoa. Ele √© o Criador e administrador de todo o Universo, de todas as criaturas. Ele levantou Ciro (Is 45:1-5); Nabucodonosor (Dn 4:1-3); escolheu Mois√©s para libertar os descendentes de Abra√£o no Egito. N√£o adianta resistir, Deus n√£o aceita um “n√£o” por parte da pessoa que Ele designou para cumprir o seu prop√≥sito. Mois√©s, chamado para libertar Israel, receber a Lei e selar a Alian√ßa, “resiste” o quanto pode a essas tarefas (√äx 3:10-13; 4:1,10,13), mas acaba se rendendo ao chamado de Deus. Mois√©s torna-se uma refer√™ncia ao seu povo Israel e √† humanidade. A ele √© atribu√≠da a autoria do Pentateuco, que √© o comp√™ndio devocional basilar do¬†povo judeu.Mois√©s foi chamado por Deus quando estava vivendo em Midi√£, com o seu sogro Jetro. Ele chegara a Midi√£ aos 40 anos, fugido do Egito, e agora, aos 80 anos, quando cuidava das ovelhas do sogro, tem um encontro com Deus. Observe que Mois√©s era j√° idoso quando foi escolhido. Aos 80 anos de idade muitas pessoas s√≥ pensam em se aposentar e aproveitar os¬†poucos anos¬†que lhe restam sem se aborrecer. Mas aqui reside um princ√≠pio divino: Deus n√£o depende de nossa¬†faixa et√°riapara nos convocar a ser √ļteis para Ele. Com certeza havia pessoas mais jovens e mais dispostas a fazer o que Mois√©s faria, mas Deus escolheu Mois√©s para aquela miss√£o. Deus n√£o apenas o escolheu para realizar t√£o grande obra, mas tamb√©m o convocou. Como Deus fez tudo de forma perfeita, Ele mesmo se encarregou de falar com Mois√©s de modo sobrenatural e convincente. Esse √© o nosso Deus.Amado irm√£o, se Deus te escolheu e te chamou para realizar sua Obra n√£o adianta resistir, √© voc√™ quem Ele quer. Como Mois√©s, precisamos aprender que Deus pode fazer grandes coisas sem utilizar ningu√©m, mas em diversas situa√ß√Ķes Ele se utiliza de pessoas como eu e voc√™, limitadas, para cumprir seus prop√≥sitos.

2. O preparo de Moisés (Êx 3:10-15). Deus se utiliza de diversos recursos para treinar aqueles a quem escolheu. Com Moisés não foi diferente. Ele passou por pelo menos três estágios em sua vida, onde fora colocado por Deus para exercer seu ministério futuro como libertador, legislador e líder de um povo que deixaria uma vida de escravidão para entrar em uma terra própria e se tornar uma nação.

- Em primeiro lugar,¬†Mois√©s foi criado em um lar piedoso, pelo menos durante os primeiros cinco ou sete anos de sua vida. Neste ambiente, aprendeu a ter n√£o somente f√© em Deus, mas tamb√©m simpatia e amor por seu povo oprimido. Joquebede, m√£e de Mois√©s, inculcou-lhe de tal maneira, em sua inf√Ęncia, as origens e tradi√ß√Ķes de seu povo, que todos os atrativos do pal√°cio pag√£o jamais puderam apagar aquelas primeiras impress√Ķes. Que m√£e impressionante!

- Em segundo lugar,¬†foi educado no pal√°cio do Egito.¬†O Senhor preservou Mois√©s logo no seu nascimento, colocando-o sob a prote√ß√£o da filha de fara√≥, o qual ordenou a morte de todos os meninos hebreus rec√©m-nascidos (√äx 1:16). Pela provid√™ncia divina, Mois√©s ficou sob os cuidados de sua pr√≥pria m√£e (√äx 2:7-9), at√© ser recebido pela casa de fara√≥ (√äx 2:10). Ali recebeu a melhor educa√ß√£o que o maior e mais culto imp√©rio daquele tempo oferecia. A perman√™ncia no pal√°cio n√£o somente contribuiu para faz√™-lo “poderoso em suas palavras e obras” (At 7:22), mas tamb√©m o livrou do esp√≠rito covarde e servil de um escravo.A filha do fara√≥ que o adotou como filho era possivelmente Hatchepsute que, segundo Eugene H. Merrill, era esposa do fara√≥ Tutmose II (1512-1504). Hatchepsute n√£o tinha filhos e desejava ardentemente ter um. Se, de fato, Mois√©s foi seu filho de cria√ß√£o, h√° probabilidade de haver ele sido uma forte amea√ßa ao jovem Tutmose III (sucessor de Tutmose II) - que era filho de uma concubina e tinha se casado com sua meia-irm√£, filha de Hatchepsute e Tutmose II - visto que Hatchepsute n√£o tinha filhos naturais. Isso significa que Mois√©s era um candidato a ser Fara√≥, tendo apenas como obst√°culo sua origem sem√≠tica. Parece-nos que houve uma real animosidade entre Mois√©s e o Fara√≥ Tutmose III. Isto fica claro em virtude de Mois√©s, ap√≥s matar um eg√≠pcio, ter sido for√ßado a fugir para salvar a vida. O fato de ter o pr√≥prio Fara√≥ considerado a quest√£o - que, em outra situa√ß√£o, seria pouco relevante - sugere que este Fara√≥ especificamente tinha interesses pessoais em se livrar de Mois√©s.Mois√©s teve uma educa√ß√£o primorosa no pal√°cio de Fara√≥. O texto b√≠blico de Atos 7:22 declara que ele foi “instru√≠do em toda a ci√™ncia dos eg√≠pcios”. O conhecimento adquirido por Mois√©s muito o ajudou como l√≠der do seu povo, profeta, escritor e legislador.Assim como Deus tinha um prop√≥sito definido ao chamar Mois√©s, Ele tamb√©m tem um prop√≥sito definido na vida de qualquer servo dEle. Por√©m, muitos n√£o querem assumir um compromisso com Deus e a sua obra. Voc√™ deseja assumir um compromisso com o Todo-Poderoso?

- Em terceiro lugar, Moisés adquiriu experiência no deserto. O chamado de Moisés ocorreu em Midiã, durante os anos em que esteve exilado. De acordo com Êxodo 2:11,12, aos 40 anos Moisés resolveu deixar o palácio e visitar seu povo. Irado com a violência de um feitor de escravos do Egito, matou-o e, por isso, teve que fugir, com medo da reação do faraó, provavelmente Tutmose III, o qual ordenaria sua execução (Êx 2:15; At 7:29). Em Midiã, Moisés experimentou o silêncio e a solidão do deserto através do qual guiaria Israel em sua peregrinação de quarenta anos. Além disso, teve comunhão com Deus e chegou a conhecê-lo pessoalmente. Ali aprendeu a confiar nele e não em sua própria força.Portanto, o preparo de Moisés durou muitos anos, cerca de 80 anos, e mesmo que ele não o soubesse, Deus o estava preparando como instrumento para uma grande missão.

3. O objetivo da chamada divina (√äx 3:8-10).¬†Ao chamar Mois√©s, Deus foi bem enf√°tico quanto ao seu prop√≥sito: “Para que tires o meu povo do Egito” (√äx 3:10). Deus desejava redimir o seu povo e organiz√°-lo como na√ß√£o a fim de que todas as fam√≠lias da terra fossem aben√ßoadas. O Senhor precisava de um √ļnico homem, Mois√©s, para redimir seu povo da escravid√£o. Na Nova Alian√ßa, Deus tamb√©m necessitava de um √ļnico homem, por√©m este deveria ser perfeito. Ent√£o o Todo-Poderoso enviou seu pr√≥prio Filho, Jesus Cristo. Jesus atendeu ao Pai, se fez homem e habitou entre n√≥s para nos libertar da escravid√£o do pecado (Jo√£o 3:16). Gl√≥rias sejam dadas a Deus pelo seu grande amor e miseric√≥rdia para conosco!

II. AS DESCULPAS DE MOIS√ČS E A SUA VOLTA PARA O EGITO

1. O receio de Mois√©s e suas desculpas.¬†”Ent√£o, Mois√©s disse a Deus: Quem sou eu, que v√° a Fara√≥ e tire do Egito os filhos de Israel?” (√äx 3:11). Aquele Mois√©s impulsivo e vigoroso, que queria resolver os problemas √† sua maneira e de imediato, j√° n√£o existia mais. Ap√≥s 40 anos na escola do deserto, ele havia sido mudado e moldado pelo Senhor, e agora precisava crer n√£o no seu potencial, mas no Deus de Abra√£o, Isaque e Jac√≥.“Quem sou eu, que v√° a Fara√≥ e tire do Egito os filhos de Israel?”.¬†Aos seus pr√≥prios olhos, Mois√©s n√£o tinha capacidade de enfrentar Fara√≥. √Č prov√°vel que ele estivesse pensando em seu passado, no crime que havia cometido, no preju√≠zo que teria se retornasse ao Egito e algu√©m se lembrasse do que ele fizera. Mesmo se essa possibilidade fosse remota, o certo √© que Mois√©s n√£o estava disposto a obedecer √† voz de Deus, e deixou claro que n√£o era qualificado para falar com Fara√≥.Mois√©s apresentou as seguintes desculpas:¬†(a) “N√£o sou capaz” (√äx 3:11); (b) “N√£o tenho autoridade” (√äx 3:13); (c) ” N√£o crer√£o em mim” (√äx 4:1); (d) “N√£o sei falar em p√ļblico” (√äx 4:10); (e) ” Sinceramente, n√£o quero ir, envia outro” (√äx 4:13).¬† Em Sua grande paci√™ncia, Deus proveu assist√™ncia para ele, com o envio de Ar√£o (√äx 4:14), o qual fez o papel de porta-voz de seu irm√£o (√äx 7:1). Desta vez, ele n√£o teria mais alternativas a n√£o ser obedecer (√äx 4:13-17).Quantos, ao serem chamados pelo Senhor para alguma obra j√° n√£o apresentaram uma lista vasta de desculpas? Precisamos nos conscientizar de que Deus √© o nosso Criador e Senhor. Ele nos conhece melhor do que n√≥s mesmos. As escusas de Mois√©s, assim como as nossas, n√£o v√£o impressionar o Senhor. Confie naquele que est√° chamando voc√™ e n√£o queira perder tempo com desculpas. Permita que Ele use seus dons e talentos para que muitos sejam libertos da escravid√£o do pecado.

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Um Libertador para Israel - Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco

Aula pr√©via referente a Li√ß√£o 2: Um Libertador para Israel do 1¬ļ Trimestre de 2014: Uma jornada de f√© ‚ÄĒ A forma√ß√£o do povo de Israel e sua heran√ßa espiritual, como prepara√ß√£o dos Professores da EBD durante a semana anterior a aula.

Lição 01 - 1T/2014

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