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O Comportamento dos Salvos em Cristo - Ev. Isaías de Jesus

CONDUTA DIGNA DO EVANGELHO

Filipenses 1.27—2.1-4

Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho. E em nada vos espanteis dos que resistem, o que para eles, na verdade, é indício de perdição, mas, para vós, de salvação, e isto de Deus. Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele, tendo o mesmo combate que já em mim tendes visto e, agora, ouvis estar em mim.

Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa. Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. (Fp 1.27—2.1-4)

A quebra da sequência dos versículos tem por objetivo destacar a importância do assunto inserido no texto. O texto indicado para este capítulo trata, como se vê, da conduta digna que o cristão deve viver em meio aos sofrimentos infligidos no contexto da vida cristã. Esses mesmos versículos destacam a perseverança como qualidade indispensável para suportar o sofrimento. Em todo o Novo Testamento, especialmente nas cartas de Paulo, o sofrimento esteve presente na vida dos cristãos. Ele mesmo lidava com o sofrimento com uma postura firme na esperança de que um dia não haveria mais sofrimento para os que estão em Cristo.

Neste final do capítulo 1 (Fp 1.27-30), Paulo faz de Cristo o exemplo supremo da vida dedicada. Esse exemplo se torna um consolo quando sofremos por amor a Cristo. Paulo chama a atenção dos filipenses para as aflições e perseguições que ele havia passado e que eles também experimentariam. Em outra carta, o apóstolo resume seu pensamento nesse sentido quando diz: “E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições” (2 Tm 3.12).

O apóstolo admoesta aos cristãos de Fiipos a que norteassem suas vidas pelo evangelho de Cristo, independentemente das adversidades que tivessem de enfrentar por causa do nome de Jesus. Por que aceitar sofrer pelo evangelho? A resposta simples e objetiva estava na convicção de que um dia esse sofrimento iria parar, e a presença do Espírito Santo na vida íntima de cada crente fortaleceria a esperança da glória. Na realidade, Paulo faz um convite aos cristãos para que sejam capazes de padecer pelo Senhor Jesus, porque o galardão da fidelidade estava garantido.

A Conduta de Cidadãos dos Céus

1. O significado de “portar-se dignamente” (1.27)

Ao exortar aos cristãos filipenses que se portassem dignamente, Paulo tinha em mente o estilo de vida da cidade e da sociedade de Filipos, como uma representação autêntica da vida romana. Ele entendia que a cidade que oferecia honras aos seus cidadãos e que levava uma vida politeísta poderia afetar a fé em Cristo. Ele, então, apela à consciência cristã dos membros da igreja a que tivessem cuidado em não corromper a fé recebida em Cristo. Paulo lembra nessa exortação o fato de que eles deveriam saber como viver numa sociedade comprometida com a cidadania imperial romana, sem se esquecer de que eles tinham uma cidadania celestial, cujo Rei era o Senhor Jesus Cristo. Esse fato é lembrado no texto de 3.20: “Mas a nossa cidade está nos céus”. O apóstolo apela para a conduta cristã que os filipenses deveriam ter em relação à vida da cidade política e social de Filipos.

A maior dificuldade do mundano está na palavra “conduta”, que é interpretada como um modo de cercear a liberdade de ser e de fazer o que quiser fazer. Entretanto, do ponto de vista da Bíblia, essa palavra cabe perfeitamente no estilo de vida cristã. A conduta requerida não é um cerceamento à liberdade; pelo contrário, é um modo de exercer liberdade com domínio sobre todos os ímpetos da natureza humana.

Note o que o texto diz: “somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo”. A palavra chave nesta frase é “portar-se” que melhor traduzida e de acordo com o contexto se refere ao comportamento de um cidadão. Portanto, como “cidadãos dos céus” os cristãos devem conduzir-se de um modo digno do evangelho. Esse modo digno de conduzir-se implica agir com firmeza e equilíbrio na vida cristã cotidiana.

A palavra “digno” está no texto grego do Novo Testamento como aksios (ou axios) e é usada por Paulo em outras cartas aos efésios (Ef 4.1), aos colossenses (Cl 1.10) e aos tessalonicenses (1 Ts 2.12). A palavra axios sugere, na sua etimologia, a figura de uma balança de dois pratos em que o fiel da balança determina a medida exata daquilo que está no prato. O valor ou dignidade é achado quando o fiel da balança fica na posição vertical central. Os pratos da balança que ficam em posição horizontal precisam ter o mesmo peso para equilibrar o fiel da balança. O cristão precisa ter uma vida equilibrada com o fiel da balança que é a vontade soberana de Deus para a sua vida. Em síntese, os privilégios de que gozamos na vida cristã devem condizer com nossa conduta de cidadãos dos céus.

2. O comportamento de cidadãos dos céus (1.27)

O texto diz literalmente “vivei” como “cidadãos dos céus” do mesmo modo como cada cidadão romano tinha que viver conforme as leis do Império Romano.

Muito mais, como cidadãos romanos, os cristãos deveriam viver de modo digno do evangelho, sem ofender a lei terrena, mas nunca negando a salvação recebida de Cristo Jesus. Por isso, um cidadão consciente sabia que deveria sempre respeitar as leis do império para ter privilégios de cidadãos (Rm 13.1-7). Do mesmo modo, o cristão devia comportar-se como cidadão dos céus, porque sua nova pátria é o Reino de Deus. Mais à frente, Paulo identifica bem esse novo estado de vida do cristão quando diz: “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3.20). O cristão deve, portanto, comportar-se de forma digna dessa cidadania. Todo aquele que for nascido de novo, é nova criatura e tem seu nome escrito no Livro da Vida do Cordeiro, por isso faz parte da família celestial (2 Co 5.17; Fp 4.3).

Paulo tinha uma visão ética da vida cristã muito definida. Por isso, é frequente nas suas cartas o apelo ao padrão de conduta ética para as igrejas sob a sua orientação pastoral. Várias vezes nos deparamos com esse apelo paulino nas suas cartas. Aos Tessalonicenses, ele escreveu: “Assim como bem sabeis de que modo vos exortávamos e consolávamos, a cada um de vós, como o pai a seus filhos, para que vos conduzísseis dignamente para com Deus, que vos chama para o seu reino e glória” (1 Ts 2.12). Ao recomendar uma cristã chamada Febe, membro da igreja em Cencreia, Paulo escreveu aos romanos:
“Recomendo-vos, pois, Febe, nossa irmã, a qual serve na igreja que está em Cencreia, para que a recebais no Senhor, como convém aos santos” (Rm 16.1,2). Percebe-se que é o evangelho que estabelece a norma ética do comportamento cristão.

Uma Conduta Capaz de Fazer Frente à Oposição no Seio da Igreja (1.28)

1. A igreja enfrentava uma oposição de intimidação (1.28)

A versão bíblica Almeida Revista e Corrigida (ARC) apresenta o texto assim: “Em nada vos espanteis dos que resistem” (v. 28). A versão da Bíblia Viva esclarece ainda mais o texto com estas palavras:
“sem temor algum, não importa o que os seus inimigos possam fazer”.

Clique aqui para ler o texto completo »

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O Comportamento dos Salvos em Cristo - AD Londrina

Aula ministrada pelo Prof. Carlos Alberto para EBD da Assembleia de Deus em Londrina.

Acesse: www.adlondrina.com.br

Lição 3 - 3T/2013

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O Comportamento dos Salvos em Cristo - Pr. Geraldo Carneiro Filho

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 03- DATA: 21/07/2013
TÍTULO: “O COMPORTAMENTO DOS SALVOS EM CRISTO”
TEXTO ÁUREO – Fp 1.27
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Fp 1.27-30; 2.1-4
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/

I – INTRODUÇÃO:

A minha vida tem sido motivo de gargalhadas de Satanás diante de Deus? Na minha família, no meu trabalho, no meu dia-a-dia, como tem sido o meu comportamento? Tenho me comportado como um crente lavado pelo sangue do Cordeiro ou como pessoa mundana, comprometida com o pecado? Nosso comportamento mostrará ao mundo de quem nós somos e a quem servimos: Ou a Deus ou a Satanás! (Dn 1 cf At 27:23).

II - DEFINIÇÕES DAS PALAVRAS “CARÁTER”, “COMPORTAMENTO”, “DOUTRINA” e “COSTUMES”:

CARÁTER - Este termo significa DISTINTIVO; MARCA. Às vezes, caráter é entendido como a própria personalidade, o conjunto das qualidades (boas ou más) de um indivíduo. Vejamos, no caso do cristão (I Pe 2:11-17 cf Mt 5:16).

COMPORTAMENTO – O comportamento do cristão é o conjunto de ações que identifica o homem com a vontade de Deus e o faz ser reconhecido como uma pessoa que traz benefícios ao seu próximo (I Cor 10:31-33; Cl 3:12-17).

DOUTRINA - É o ensino bíblico de normas como regra de fé e prática de vida para a Igreja através de seus membros.

COSTUMES - É uma forma de expressão do porte, postura e comportamento social da pessoa ou congregação, confirmando ou comprometendo a doutrina bíblica, a moral e a ética cristã - I Cor 15:33.

Os padrões de porte, postura e comportamento social do mundo são todos antibíblicos - I Jo 5:19; 2:15-16.

III - O POVO DE DEUS DEVE SER DIFERENTE EM TUDO DO MUNDO:

Dt 7:6 – A expressão “POVO SANTO” significa “UM POVO SEPARADO” para posse e uso exclusivo de Deus; um povo que pertence a Deus; um povo que vive de modo diferente do mundo e isso inclui os costumes desse povo.

Tt 2:14 – “ESPECIAL” equivale a “DIFERENTE”.

I Pe 1:15 – A Palavra de Deus escrita deve transformar-se em Palavra de Deus viva dentro e fora de nós, pelo Espírito Santo, inclusive em nosso testemunho, o que inclui os costumes.

II Ts 3:6 – “TRADIÇÃO” tem a ver com os bons costumes recebidos dos antepassados na fé cf I Cor 11:2; II Ts 2:15.

IV – A LIBERTAÇÃO DOS BONS COSTUMES NA IGREJA:

Há um princípio fictício e ilusório de que “CADA CRENTE DARÁ CONTA DE SI MESMO A DEUS” – Vejamos algumas considerações:

(A) - Cada crente é uma ovelha do rebanho e, portanto, deve ser dirigido pelo seu pastor (I Pe 5:2-4; Pv 27:23; Ez 34:4).

(B) - Ocorrerá o mesmo que na época dos juízes em Israel: “Cada um fará o que achar certo e bom” (Jz 17:6; 21:25) – O resultado será espiritual: escravidão, sujeição ao inimigo, confusão, desvio da fé, decadência moral, incredulidade e derrota.

(C) - Quando acontecerem os excessos, extravagâncias, mundanismo, provocações, desafios, licenciosidades e anarquia espiritual e ministerial, será tarde demais para os pastores tentarem reverter a situação; eles simplesmente não conseguirão.

(D) - A Igreja que permite seus membros procederem como quiserem poderá crescer muito em quantidade, da noite para o dia, mas não em qualidade, porquanto perderá espiritualidade e poder.

(E) - Uma liberação geral dos bons costumes na Igreja será uma oportunidade que estaremos oferecendo para que os crentes mais fracos, os carnais, os mornos, os modernistas, os humanistas, os liberais e os racionalistas ali permaneçam, retirando toda a santidade do povo de Deus.

NÃO NOS ESQUEÇAMOS: Há multidões de incrédulos que a única “Bíblia” que eles lêem É A VIDA DO CRENTE. Quer eles saibam ou não os assuntos da Bíblica, a “doutrina” que eles mais conhecem é OS HÁBITOS, AS PRÁTICAS, OS PROCEDIMENTOS e OS COSTUMES DO POVO DE DEUS! Por isso, há constantes ocasiões e situações na vida do crente em que a melhor maneira (e às vezes a única) de falar de Cristo é através da vida, do caráter, dos atos, do porte, dos costumes, ao invés de pregar, ensinar, cantar e orar. Clique aqui para ler o texto completo »

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O Comportamento dos Salvos em Cristo - CPAD

INTRODUÇÃO

I. O COMPORTAMENTO DOS CIDADÃOS DO CÉU (1.27)
II. O COMPORTAMENTO ANTE A OPOSIÇÃO (1.28-30)
III. PROMOVENDO A UNIDADE DA IGREJA (2.1-4)

CONCLUSÃO

Ética Cristã no culto

Por

Pr. Antonio Gilberto

A responsabilidade dos salvos na qualidade da adoração
Há dois célebres textos que falam da ética cristã no culto: “Guarda o teu pé, quando entrares na casa de Deus; e inclina-te mais a ouvir do que a oferecer sacrifícios de tolos”, Ec 5.1; “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”, Jo 4.24.

Ética é a ciência que nos ensina sobre o que somos obrigados a fazer, o que somos permitidos fazer e o que somos proibidos de fazer. Em suma, é a ciência que trata dos nossos deveres para com Deus, para com o próximo e para conosco mesmos. Apliquemos esses princípios no campo espiritual relacionado com o culto divino realizado no templo, ou seja onde for, e teremos um culto cristão de qualidade.

A adoração a Deus e o zelo

Toda adoração a Deus requer de nós um preço a pagar. Adoração sem preço, sem renúncia, não é verdadeira adoração. Veja o exemplo de Davi: “Porém o rei disse a Araúna: Não, porém por certo preço to comprarei, porque não oferecerei ao Senhor, meu Deus, holocaustos que me não custem nada. Assim, Davi comprou a eira e os bois por cinqüenta siclos de prata”, 2Sm 24.24.

Sempre existiram dois tipos de adoradores: os bons e os maus. Há muitos exemplos na Bíblia: Abel e Caim (Gn 4); Maria de Betânia e Judas Iscariotes (Jo 12); Abraão e Ló (Gn 18).

O assunto que passo a abordar relaciona-se ao melhoramento do culto divino, isto é, sua ordem, decência, reverência e espiritualidade, principalmente no templo. Todos os salvos têm uma parcela de responsabilidade na obra de Deus, e isso inclui a cooperação para a boa ordem no culto. Há necessidade de que cada um de nós sinta dores de coração, angústia e preocupação pelo estado de coisas por que passa o culto ao Senhor em nossas Casas de Oração atualmente. O que ocorre com este autor deve ocorrer com você também, que ama a Casa e a causa do Senhor. Que em nós se cumpra o que está escrito em João 2.17: “O zelo da tua casa me devorará”. Isto é, me consumirá.

A plataforma, o recinto do templo, o serviço de som, a música e os cantos

O exemplo quanto à conduta na Casa de Deus durante o culto deve partir dos pastores e demais obreiros que ocupam a plataforma. Aquele que conversa ou se comporta indevidamente no púlpito é irreverente, contraditório, intemperante, sem controle. Não se apercebe o tal que quem está na plataforma fica em destaque e que seus gestos, postura e atitudes são imediatamente notados pelos que estão em toda a nave do templo.

Também é reprovável o mau costume de certos obreiros ficarem subindo e descendo da plataforma sem uma imperiosa razão que justifique isso. O que poderão pensar os visitantes, crentes e descrentes? Quando um crente se comporta mal no culto, seja onde for, isso significa que ele não cresceu em sentido algum.
Precisamos de um culto mais solene, mais espiritual e mais pentecostal. O que está acontecendo em certos lugares é algo estranho, que nos leva a perguntar: “Que Deus é esse de vocês, que recebe esse tipo de culto, inferior, deturpado e misto?”

O templo não consiste apenas no seu recinto interior. O seu recinto exterior também é templo. Ali não deve haver mais desatenção, irreverência e conversa.

Não deve haver aglomeração desnecessária de pessoas antes do começo do culto, e quem estiver de fora na frente e nos corredores externos do templo por falta de lugar no seu interior deve manter-se em atitude reverente como quem está na presença do Senhor.

O serviço de som, a música e os cantos

Se é costume da igreja a execução de música gravada ou não antes de o culto começar, que isto seja sob as ordens do pastor da igreja. Que a música seja em tom suave e apropriada para coadjuvar os momentos devocionais dos fiéis que estão chegando para o culto.

Deve haver um limite de números musicais a serem executados durante o culto pelos órgãos musicais da igreja e pelos cantores. Deixar essa definição por conta deles revela falta de sabedoria do dirigente do culto. Além disso, muita música hoje nas igrejas não é sacra, não é espiritual, não arrebata a alma, não fala ao coração, não edifica, não inspira, nem nos move a adorar a Deus. Não é “música de Deus”, como está escrito em 1 Crônicas 16.42. A música no culto deve ser um meio e um ministério para Deus revelar e manifestar a sua presença em nosso meio. Quando a música foi profanada nos primórdios da raça humana, como vemos em Gênesis 4.21-24 (essa passagem está em forma de cântico no original), veio mais tarde o julgamento divino.

Infelizmente, enquanto a congregação canta no máximo dois ou três hinos em todo o culto, solistas, conjuntos, corais e bandas cantam e tocam até 21 números (Como este autor sabe de casos!). Isso é também desequilíbrio, mau gosto, falta de discernimento.

Segundo as Escrituras, o incenso sagrado, o qual simboliza a oração e a adoração ao Senhor, era composto de vários ingredientes, mas todos de peso igual (Êx 30.34). O azeite vinha na frente (Êx 30.22-32) e depois vinha o incenso (Êx 30.34-38). O azeite fala do Espírito Santo. A predominância do Espírito de Deus na vida do crente e no ambiente do culto leva-o a uma profunda e santa adoração ao Senhor.

Os diáconos na igreja

O pastor ou dirigente do culto jamais poderá fazer tudo sozinho. Nem eles podem ver tudo sozinhos. No culto, os diáconos desempenham um papel muito importante. Uma de suas funções é acomodar o povo que vai adentrando o templo e, a seguir, ajudar a manter a boa ordem durante todo o culto, circulando discretamente, olhando discretamente, aproximando-se sabiamente de locais onde notar movimento e comportamento anormais.

Os diáconos escalados para o culto não devem ficar sentados. Seu trabalho é executado sempre em pé. Devem estar sempre atentos a qualquer sinal do púlpito para ajudar. Mesmo o diácono que não está escalado para o culto deve estar sempre atento para ajudar a sanar qualquer dificuldade que venha a surgir.

Uma das lembranças mais queridas da minha vida inicial na fé é a dos diáconos da minha igreja, empenhados com todo amor e boa vontade e sempre solícitos na boa manutenção do culto.

Recomendações para um culto mais solene e espiritual

Encerrando esta pequena série de artigos sobre ética cristão no culto, vejamos agora algumas recomendações gerais para que tenhamos um culto mais solene e espiritual:

1) Não entrar no santuário enquanto a congregação estiver orando coletivamente ou lendo a Palavra de Deus.

2) Não adentrar o templo apressadamente, nem pisando com força. Os descrentes não fazem isso no cinema, por exemplo, e a Casa de Senhor é um lugar santo em todo tempo. Ela foi consagrada a Deus.

3) Se você chegou um pouco cedo, não espere o culto começar  para entrar no templo. Se você não entra, sem uma razão que justifique isso, você está contribuindo para a desordem no culto sagrado. Antes de sentar-se, ore primeiro a Deus. Não faça uma oração por mera formalidade. Fale mesmo com Deus, orando pelo culto.

4) Procure sentar-se nos bancos ou assentos da frente (em relação ao púlpito). Deixe os bancos de trás para os retardatários etc.

5) Não frequente banheiro do templo. Você tem casa para ir ao banheiro. Clique aqui para ler o texto completo »

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O Comportamento dos Salvos em Cristo - Luciano de Paula Lourenço

Texto Básico: Filipenses 1:27-30; 2:1-4
 
“Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho”(Fp 1:27)

INTRODUÇÃO
Nesta aula trataremos acerca do comportamento dos cristãos. Uma vez que a pessoa convertida recebe a justificação por meio de Jesus Cristo, “deve andar como Ele andou” (1João 2:6). Isto será demonstrado através de sua conduta, do seu viver diário, independente das circunstâncias. A conduta do crente deve refletir a de uma pessoa transformada, que foi lapidada pelo poder do Espírito Santo. Somente por meio da Palavra de Deus é que iremos saber se o comportamento do crente é correto ou não. Somos exortados, pela Palavra de Deus, como deve ser a nossa conduta “para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo” (Fp 2:15). O crente deve manter um padrão exemplar de conduta, para que em tudo, Cristo venha a ser glorificado. A Palavra de Deus nos exorta a nos portarmos dignamente diante de Deus e dos homens - “Vivei, acima de tudo, por modo digno do Evangelho de Cristo” (Fp 1:27).
I. O COMPORTAMENTO DOS CIDADÃOS DO CÉU (Fp 1:27)
Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho” (Fp 1:27).

Paulo escrevia de Roma, o centro do Império Romano. Foi o fato de ser cidadão romano que o conduziu à capital do império. Filipos era uma colônia romana, uma espécie de miniatura de Roma. Nas colônias romanas, os cidadãos jamais esqueciam que eram romanos: falavam o latim, usavam vestimentas latinas, davam a seus magistrados os títulos latinos. Desse modo, Paulo está dizendo aos crentes de Filipos que assim como eles valorizavam a cidadania romana, deveriam também valorizar, e ainda mais, a honrada posição que ocupavam como cidadãos do céu - “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3:20).
1. O crente deve “portar-se dignamente”. Os crentes de Filipos deviam viver como pessoas convertidas tanto dentro da igreja quanto fora, no mundo. A fé que abraçamos precisa moldar o nosso caráter. O Rev. Hernandes Dias Lopes, citando Juan Carlos Ortiz, diz que a vida do cristão é o quinto evangelho, a página da Bíblia que o povo mais lê. Precisamos viver de modo digno para não sermos causa de tropeço para os fracos. Precisamos viver de modo digno para não baratearmos o evangelho que abraçamos. Precisamos viver de modo digno para ganharmos outros com o nosso testemunho.
2. Para que os outros vejam. Neste texto de Fp 1:27, Paulo deixa transparecer sua preocupação com a unidade na Obra de Deus. Havia um pequeno foco de cizânia naquela igreja. A igreja de Filipos estava sendo atacada numa área vital, a quebra da comunhão (Fp 2:1-4; 4:1-3). Seus membros estavam fazendo a obra de Deus, mas divididos. Paulo os exorta a estarem firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica. Por isso ele escreve num tom de exortação: “…para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho“.
Não podemos ter nenhuma dúvida, todos aqueles que fazem a igreja local devem lutar juntos, não por modismos, doutrinas de homens, mas pela unidade da fé em Cristo Jesus, pela unidade doutrinária. A igreja não é apenas um amontoado de gente vivendo num parque de diversão, mas um grupo de atletas trabalhando juntos pelo mesmo objetivo. Paulo diz que os crentes devem trabalhar como atletas de um time, todos com a mente focada no mesmo alvo: o avanço do evangelho. A desunião trás escândalos à Obra de Deus, inibe o progresso do evangelho. Pense nisso!
II. O COMPORTAMENTO ANTE A OPOSIÇÃO (Fp 1:28-30)
E em nada vos espanteis dos que resistem, o que para eles, na verdade, é indício de perdição, mas, para vós, de salvação, e isto de Deus. Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer  por ele,  tendo o mesmo combate que já em mim tendes visto e, agora, ouvis estar em mim”.
1. O ataque dos falsos obreiros. Paulo havia enfrentado uma oposição severa em muitas cidades, incluindo Filipos. Se ele foi perseguido por causa de sua fé, os cristãos deveriam esperar o mesmo tratamento. Os inimigos do cristianismo incluíam o império romano, a população filipense pagã(a quem Paulo havia enfrentado - At 16:16-24) e falsos obreiros que haviam se infiltrado em muitos círculos cristãos e a quem Paulo censurou em muitas de sua cartas. A igreja precisaria ser forte dentro da comunhão, a fim de suportar as investidas dos inimigos da obra de Cristo. É triste perceber que muito tempo e esforço são perdidos em algumas igrejas, pelas brigas de umas pessoas contra as outras, em vez de se unirem contra a verdadeira oposição! É necessário que uma igreja corajosa resista à luta corpo a corpo e mantenha o propósito comum de servir a Cristo.
2. Padecendo por Cristo. “E em nada vos espanteis… Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele…”. A igreja de Filipos estava enfrentando uma ameaça interna (a quebra da comunhão) e uma ameaça externa (a perseguição). Paulo os exorta a trabalharem unidos e também a enfrentarem os adversários sem temor, sabendo que o padecimento por Cristo é uma graça (Fp 1:29), pois até mesmo a perseguição à igreja vem da parte de Deus. É bem verdade que somente pela fé, que vem pela graça, pode o sofrimento ser considerado um privilégio.

O rev. Hernandes Dias Lopes, citando Ralph Martin, diz que os planos de Deus incluem o sofrimento das igrejas (Fp 1:29), visto que a natureza da vocação cristã recebeu o seu modelo do próprio Senhor encarnado que sofreu e foi humilhado até à morte e morte de cruz (Fp 2:6-11). A vida da igreja deriva daquele que exemplificou o padrão do “morrer para viver”. Dessa forma, não há absolutamente nada incoerente, nem inconsistente, no “destino dos cristãos como comunidade perseguida, inserida em um mundo hostil” (Fp 2:15). Enquanto muitos pregam que a glória é a insígnia de todo cristão, Paulo afirma que a marca distintiva do crente é a cruz. O sofrimento por causa do evangelho não é acidental, mas um alto privilégio, nada menos do que um dom da graça de Deus! A cruz dignifica e enobrece.
III. PROMOVENDO A UNIDADE DA IGREJA (Fp 2:1-4)
Concordo com o rev. Hernandes Dias Lopes quando diz que  a unidade espiritual da igreja é uma obra exclusiva de Deus. Não podemos produzir unidade, mas apenas mantê-la. Todos aqueles que creem em Cristo, em qualquer lugar, em qualquer tempo, fazem parte da família de Deus e estão ligados ao corpo de Cristo pelo Espírito. Essa unidade não é externa, mas interna. Ela não é unidade denominacional, mas espiritual. Só existe um corpo de Cristo, uma Igreja, um rebanho, uma noiva. Todos aqueles que nasceram de novo e foram lavados no sangue do Cordeiro fazem parte dessa bendita família de Deus.
Essa unidade é construída sobre o fundamento da verdade. Fora da verdade, não há unidade (Ef 4:1-6). Por isso, a tendência ecumênica de unir todas as religiões, afirmando que a doutrina divide enquanto o amor une, é uma falácia.
Muitos cristãos fraquejam, ensarilham as armas e fogem do combate na hora da tribulação. Outros se distanciam não da obra, mas dos irmãos, e rompem a comunhão fraternal. Paulo os exorta a estarem juntos e firmes, lutando pela fé evangélica.
1. O desejo de Paulo pela unidade - “Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo  uma mesma coisa” (Fp 2:1,2).

Paulo queria a unidade na Igreja filipenses para que eles pudessem dar continuidade ao ministério do Evangelho; mas tal unidade só seria possível se eles estivessem unidos a Cristo, para que houvesse relacionamentos harmoniosos entre os próprios crentes.

Os filipenses haviam dado a Paulo grande alegria (Fp 1:4). Contudo, Paulo estava ciente de uma falta de unidade na igreja filipense. Por exemplo, os crentes estavam demonstrando um falso senso de superioridade espiritual sobre os outros (Fp 2:3), e alguns não estavam trabalhando harmoniosamente com outros (Fp 4:2). Paulo sabia que até mesmo o inicio de uma divisão poderia causar grandes problemas, a menos que as “rachaduras” fossem consertadas rapidamente.

Por causa de sua experiência comum em Cristo e sua comunhão comum com o Espírito Santo, eles deveriam concordar sinceramente uns com os outros. Isto não significa que os crentes tenham que ter a mesma opinião em tudo; em vez disso, cada crente deve ter a mente (ou atitude) de Cristo, que Paulo descreve com detalhes em Fp 2:5-11.
Paulo também queria que os membros da Igreja estivessem amando uns aos outros. O amor de Cristo o trouxe do Céu, em uma situação humana humilde, para morrer em uma cruz em favor dos pecadores. Embora os crentes não possam fazer o que Cristo fez, eles seguem o exemplo de Cristo quando expressam o mesmo amor no seu trato com os outros (veja Gl 5:22). Clique aqui para ler o texto completo »

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O Comportamento dos Salvos em Cristo - Ev. Natalino das Neves

Aula ministrada pelo Ev. Natalino das Neves - Projeto IEADSJP_EBDTV.

Projeto da IEADSJP - Igreja Evangélica Assembleia de Deus de São José dos Pinhais

Baixe, também, os slides da aula, clicando aqui.

Publicado no Blog do Ev. Natalino das Neves

Lição 3 - 3T/2013

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O Comportamento dos Salvos em Cristo - Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco

Aula prévia referente à Lição 2: O Comportamento dos Salvos em Cristo, como preparação dos Professores da EBD durante a semana anterior a aula.

Lição 3 - 3T/2013

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O Comportamento dos Salvos em Cristo - Sulamita Macêdo

Professoras e professores, para esta lição, apresento as seguintes sugestões:

- Iniciem a aula, cumprimentando os alunos, perguntem como passaram a semana. Escutem atentamente as falas dos alunos e observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração. Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email.

Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.Compreendem a importância desse ato?Vocês realmente estão fazendo isto?

- Falem: Esta lição trata de 03 temas: a conduta do cristão, os falsos mestres e a unidade da Igreja.

- Trabalhem o conteúdo proposto na lição, buscando sempre a participação dos alunos.Para estudar o tema, indico 04 dinâmicas, mas cuidado,  é interessante escolher somente uma delas para realizar com sua turma:

Para exemplificar a conduta do cristão, utilizem a dinâmica”O Lápis, o Apontador e a Borracha”.

Para iniciar o estudo sobre os falsos mestres, utilizem uma das dinâmicas “Verdadeiro ou Falso?”  ou “O Guia”.Para exemplificar a unidade da Igreja, utilizem a dinâmica ”O Boneco”.

Tenham uma excelente e produtiva aula!


Texto Pedagógico:


Como abordar o tema da Avalição da Aprendizagem

Parte I

A avaliação da aprendizagem muitas vezes é encarada como algo difícil de ser realizada, devido sua complexidade, muitas vezes o professor não sabe como utilizá-la a favor da aprendizagem, ou até mesmo pela forma como a  concebemos, sendo possível associá-la a afirmações e imagens negativas, tanto por parte do aluno ou como professor.Estas atitudes e afirmações refletem, na maioria das vezes, experiências negativas em relação à avaliação, principalmente quando se é avaliado. É pois necessário analisar estas imagens, para entender o motivo de tais medos e refletir sobre a necessidade de superá-las, pois na verdade avaliação não deve ser encarada como um  ”bicho de sete cabeças”.Vejam algumas imagens e o significado atribuído a elas:

Bola de praia Lembra um zero bem grande
Caçador e caça Professor armado, aluno não escapa
Casamento Difícil saber se vai dar certo
Pacote econômico É sempre pior do que se espera
Raposa Tem que ser astuto para descobrir o que o professor vai avaliar
Túnel Claro na sua abertura e incerto na sua profundida
Pedrada Você recebe sem pedir
Bicho de sete cabeças Dificuldade que não tem solução simples
Cobra Traçoeira, sempre pronta para dar o bote
Leão Assustador: causa medo e nos deixa indefesos
Caixa de surpresa Não se sabe o que poderá acontecer
Gaveta Cada vez que se abre aparece uma coisa diferente
Bomba atômica Quando não destrói, deixa sérias consequências
Formigueiro Todos trabalham, mas quem avalia é a rainha(o professor)
Urubu Uma sombra que assusta a todos

Fonte: HOFFMANN, Jussara M. L.. Avaliação, Mito e desafio uma perspectiva construtivista. 12 ed. Porto Alegre: Mediação, 1997.

Analisando estas imagens e seus significados, observamos que revelam temor, dificuldade diante da avaliação. Há necessidade que sejam discutidas com o grupo de professores, para que a ideia sobre avaliação seja mudada tanto pelo professor como pelo aluno.

Para isto, utilizem dinâmica “Avaliação! Que bicho é esse?”

Dinâmica: Avaliação! Que bicho é esse?

Objetivo: Refletir sobre a ideia de avaliação que o professor tem enquanto ser que foi avaliado(aluno)  e  dele enquanto professor, aquele que avalia.

Material:½ folha papel ofício para cada aluno para dois momentos distintosCaneta para cada aluno02 folhas de papel madeira01 tubo de cola01 rolo de fita adesiva

Procedimento:- Entreguem para cada pessoa  ½ folha de papel ofício e 01 caneta. Clique aqui para ler o texto completo »

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O Comportamento dos Salvos em Cristo - Ev. José Roberto A. Barbosa

Texto Áureo: Fp. 1.27 - Leitura Bíblica: Fp. 1.27-30; 2.1-4
Prof. José Roberto A. Barbosa

www.subsidioebd.blogspot.com

Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO

Os salvos em Cristo não podem se comportar de qualquer maneira, isso porque a vida do crente demanda um procedimento ético. Na lição de hoje trataremos a esse respeito, destacaremos, a princípio, a consistência, a cooperação e a confiança como características do verdadeiro cristão. Em seguida, mostraremos as marcas espirituais com vistas à unidade do Corpo de Cristo.

1. A CONDIÇÃO DOS SALVOS EM CRISTO

Os seguidores de Jesus são chamados discípulos e devem carregar a cruz do discipulado (Mt. 16.24). Reconhecemos a condição de membros da família de Cristo, filhos do mesmo Pai (Fp. 1.1-11), e de servos com a responsabilidade de partilhar o evangelho (Fp. 1.12-26), mas somos também soldados, em uma batalha espiritual, em defesa da fé. A esse respeito destacou Judas, em sua Epístola, exortando os crentes a pelejarem pela “fé que uma vez foi entregue aos santos” (Jd. 3). Estejamos alerta, pois, conforme advertiu Paulo a Timóteo, a apostasia dos últimos dias da igreja já é evidente (I Tm. 1.11). A resposta da igreja a essa secularização é guardar o tesouro espiritual que fora confiado a Paulo, e que posteriormente ele o repassou a Timóteo (I Tm. 6.20), tendo este a responsabilidade de levá-lo adiante (II Tm. 2.2). Esse tesouro espiritual não é apenas uma tradição humana, mas o próprio evangelho, que deve ser ensinado às próximas gerações, a fim de que essas permaneçam fieis aos princípios revelados na Palavra de Deus (II Tm. 3.16). Não podemos abrir mão da “sã doutrina”, isto é, a ortodoxia, pois é a partir desta que surge o bom comportamento, a ortopraxia. Há quem defenda, inclusive nas igrejas evangélicas, um evangelho prático, destituído da doutrina bíblica. Esses pragmáticos argumentam: “não importa no que você acredita, contanto que faça o que é correto”. Mas essa premissa não tem qualquer fundamentação escriturística, pois os cristãos devem viver a partir daquilo que aprenderem, um discípulo não pode se basear em outro ensinamento senão o de seu Mestre (Jo. 15.12-14). O pragmatismo evangélico está conduzindo muitos a “fazerem o que dá certo”, não o que “é certo”. Nessa guerra espiritual precisamos recorrer às armas cristãs, que são poderosas em Deus (II Co. 10.4), mais especificamente a Palavra de Deus (Hb. 4.12) e a oração (Ef. 6.11-18).

2. CONSISTÊNCIA, COOPERAÇÃO E CONFIANÇA

Paulo dá aos crentes filipenses algumas estratégias a fim de que esses sejam exitosos nesse combate. A primeira delas é a consistência, eles deveriam se portar “dignamente conforme o evangelho de Cristo” (Fp. 1.27). Não podemos nos esquecer de que somos “cidadãos do céu”, e como tais devemos nos comportar. Por isso, enquanto estivermos na terra, devemos agir como pessoas que pertencem ao céu (Fp. 3.20). A igreja é embaixadora do Reino de Cristo na terra, por isso deve agir em conformidade com o seu chamado (Ef. 4.1), agradando ao Senhor em tudo (Cl. 1.10). Nossas vidas devem ser um livro aberto, mais precisamente, cartas abertas, que ninguém tenha do que nos acusar (II Co. 3.2). Devemos usar as palavras para pregar, mas também as nossas vidas. Nossas expressões devem ser endossadas pelo nosso comportamento. Esse é o princípio cristão para que não haja discrepância entre a ortodoxia e a ortopraxia. Em Fp. 1.27 Paulo faz uso de uma metáfora atlética para ressaltar o valor do comportamento cristão. Ele admoesta aos irmãos para que combatam “com o mesmo ânimo pela fé do evangelho”. Conforme identificamos em Fp. 4.2, havia desavenças na igreja de Filipos. Esses partidarismos também existiam na igreja de Corinto, resultando em divisão (I Co. 3.4-6). O Apóstolo usa, nesse trecho da epístola, o sufixo syn, que em grego dá ideia de trabalho em conjunto. O termo é synathleo, considerando que os crentes deveriam permanecer juntos, como fazem os atletas em uma disputa olímpica. Os jogos de revezamento ilustram bem essa verdade, pois o último esportista somente poderá completar sua missão se os outros da sua equipe cooperarem. É problemática quando uma igreja sofre da síndrome de Diótrefes, as pessoas querem sempre ser umas maiores do que as outras (III Jo. 9). Existem crentes que não querem fazer os trabalhos menos visados da igreja. Eles adoram, como os fariseus, serem vistos pelos homens (Mt. 23.5). Devemos também ser confiantes, não nos espantar diante daqueles que resistem o evangelho (Fp. 1.18). O Senhor está do nosso lado, ainda que não nos isente de aflições, pois nos “foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele” (Fp. 1.29). A mensagem contemporânea, propagada na mídia, inclusive a pseudoevangélica, é a seguinte: “pare de sofrer”. Mas Paulo nos mostra que fomos chamados para sofrer por amor a Cristo (Jo. 16.33; Fp. 3.10; II Tm. 3.12). O Apóstolo revela sua identificação com os crentes filipenses, destacando que se encontra, com eles, no mesmo combate. A palavra em grego é agonia, fazendo alusão aos sofrimentos pelos quais passam aqueles que seguem a Cristo.

3. MARCAS DA UNIDADE CRISTÃ

Paulo chama os crentes filipenses à unidade, não à uniformidade, algo totalmente diferente. Deus não nos chamou para sermos todos iguais, a diferença é normal no corpo de Cristo. A unidade é uma atuação espiritual, que vem de dentro. Enquanto que a uniformidade é uma atuação humana, que vem de fora. Alguns líderes não suportam a diferença na igreja, querem que todos os membros sejam iguais a eles. De vez em quando aparecem na televisão pregadores que imitam até o tom da voz dos seus líderes. A igreja deve investir na unidade espiritual, a uniformidade eclesiástica pode ser uma doença, uma falta de espiritualidade. Paulo avalia se há realmente unidade na igreja de Filipos, por isso identificamos quatro “ses” em Fp. 2.1. Esses “ses” revelam as condições para a verdadeira unidade eclesiástica, pois sem conforto - paraklesis (Jo. 14.16), consolação - paramuthion (Rm. 5.5), comunhão - koinonia (At. 2.42), afetos - slanchma (II Co. 7.13-15) e compaixões - oiktirmos (II Ts. 2.16) não há unidade. A verdadeira unidade é consequência do fruto do Espírito, não existe unidade em uma igreja local na qual predominam as obras da carne (Gl. 5.17-22). O individualismo está destruindo a unidade em muitas igrejas locais, há comunidades em que a premissa é: “cada um por si e o diabo contra todos”. Paulo convoca os crentes filipenses a agirem de modo diferenciado, a viverem tendo “o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentido uma mesma coisa” (Fp. 2.2). Isso é unidade, não uniformidade, ninguém faz coisa alguma por “contenda ou por vanglória, mas por humildade” (Fp. 2.3), pautados no amor-agape (I Co. 13), concretizado na humildade. A falta desta traz sérios danos à igreja local, pois quando a vanglória assume o primeiro lugar, o resultado é cada um querendo ser maior do que o outro. Os discípulos de Jesus sofriam dessa doença espiritual (Mt. 18.1-4). Mas o Senhor os repreendeu, e foi mais além, dando-lhes um exemplo radical de humildade (Jo. 13.16,17).

CONCLUSÃO

O comportamento dos salvos em Cristo deve ser pautado pela humildade, cada um deve considerar “os outros superiores a si mesmo” (Fp. 2.3). O individualismo não pode predominar no corpo de Cristo, para tanto, cada um deve atentar não para o “que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros” (Fp 2.4). Ao invés de destruir-nos mutuamente, devemos carregar as cargas uns dos outros, fazendo assim estaremos cumprindo a lei de Cristo (Gl. 6.2).

BIBLIOGRAFIA

MACARTHUR, J. Philippians. Chicago: Moody Publishers, 2001.

WIERSBE, W. W. Philippians: be joyfull. Colorado: David Cook, 2008.

Publicado no blog Subsídio EBD 

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TV EBD - Esperança em meio à Adversidade - Ev. Luiz Henrique

Assista os vídeos da TV EBD com a aula da Lição 2 - Esperança em meio à Adversidade. Para facilitar o download, o vídeo é dividido em 5 partes. Você pode assistir aqui mesmo, clicando nos vídeos, ou clicar nos links, acima dos vídeos para salvar; ao abrir a nova página, clique no botão Download. Os vídeos são produzidos pelo Ev. Luiz Henrique e também publicados no site Estudos Bíblicos EBD, ou no blog EBDnaTV.

1ª Parte - Lição 2 - 3T/2013

2ª Parte - Lição 2 - 3T/2013

3ª Parte - Lição 2 - 3T/2013

4ª Parte - Lição 2 - 3T/2013

5ª Parte - Lição 2 - 3T/2013

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