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O Cuidado ao Falar e a Religião Pura - Rede Brasil de Comunicação

Igreja Evangélica Assembleia - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Aílton José Alves

Av. Cruz Cabugá, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000. Fone: 3084 1524

LIÇÃO 05 - O CUIDADO AO FALAR E A RELIGIÃO PURA - 3º TRIMESTRE 2014

(Tg 1.19-27)

INTRODUÇÃO

Estudaremos nesta lição o ensino do apóstolo Tiago sobre os perigos da falta de controle no uso da língua; veremos também que devemos ter o máximo de cuidado com nosso temperamento para não dar ocasião ao diabo inflamar uma ira excessiva em nosso coração; e por fim, concluiremos analisando que a verdadeira religião consiste não só em palavras, mais também em ação fraternal.

I - DEFINIÇÃO DA PALAVRA LÍNGUA

A língua é um órgão do corpo humano, cuja função principal está relacionada a fala. É em face dessa atribuição que esse membro do corpo aparece na Bíblia como uma poderosa força. Afirma-se que a morte e a vida estão no seu poder (Pv 18.21). Tiago elabora isso quando se refere à língua como indomável e um mal incontido, cheio de veneno mortal (Tg 3.8) e como fogo, um mundo de iniquidade (Tg 3.6). Paulo, por sua vez, refere-se à língua como um instrumento de engano (Rm 3.13), caracterizando o homem não regenerado. Jesus ensinou que os homens terão de prestar contas, finalmente, de sua vida na terra, incluindo “toda palavra frívola que proferirem” (Mt. 12.36). (MERRILL, sd, Vol. 3. p. 933).

II - ANALISANDO O TEXTO DE TIAGO: O CUIDADO AO FALAR

A sabedoria nem sempre consiste em ter algo a dizer. Ela envolve o ouvir cuidadosamente, o refletir piedosamente, e o falar mansamente, pois quando falamos demais é porque ouvimos pouco. Pessoas que falam muito tendem a errar muito e Tiago nos adverte sabiamente para revertermos este processo. Vejamos:

2.1 “Portanto, meus amados irmãos, todo o homem SEJA PRONTO PARA OUVIR…” Tg 1.19-a. A expressão “seja pronto para ouvir” é uma bela maneira de traduzir a ideia de uma audição sábia e ativa. Não devemos simplesmente deixar de falar; devemos estar prontos e dispostos mais para ouvir. Deus não nos impede de falar, mas pede que o façamos de forma coerente e com sabedoria. “o que guarda sua boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os lábios tem perturbação” (Pv 13.3). Já diz o adágio popular: “Temos dois ouvidos mas somente uma boca, assim podemos ouvir mais e falar menos”. Portanto, devemos ouvir duas vezes mais do que falar. Muitos de nós bem faríamos em esperar e ouvir mais, e falar menos (Sl 141.3; Pv 10.19; Pv 13.3; Pv 17.28; Pv 29.20) (BARCLAY, sd, p. 66). Quanto ao uso da fala e o uso apropriado da linguagem, podemos ver nos seguintes Salmos (Sl 5.9; 12.2; 15.3; 17.3; 34.12; 35.28; 36.3; 39.9; 55.21; 64.4; 66.17; 73.9; 94.1; 101.5; 109.2; 119.172; 120.3,4; 139.4 e 141.3). O filósofo grego Xenócrates que viveu em 396 - 314 a.C e que acompanhou Platão dizia: “Tenho-me arrependido muitas vezes por ter falado, mas nunca por ter guardado silêncio” (CHAMPLIN, 2004, p. 2501).

2.2 “…tardio para FALAR, tardio para se IRAR” Tg 1.19-b. O conselho de Tiago é que também deveríamos ser tardios para nos irarmos. Há uma conexão íntima entre o ouvir e o falar; também entre o falar e a ira. Aquele que ouve mais atentamente entende melhor o seu próximo; entender leva a um falar ponderado e a uma resposta branda que “desvia o furor” O falar impensado, por outro lado, com frequência produz a palavra pesada que “suscita a ira” (Pv 15.1). A ira é um profundo sentimento de ódio e rancor contra a outra pessoa. Uma vez descontrolada, ela não produz a justiça de Deus, mas uma justiça segundo o critério da pessoa que sofreu o dano: a vingança. Vejamos algumas verdades sobre este tema:

2.2.1 Podemos dizer que há dois tipos de ira: a justa (Ef 4.26) e a injusta (Ef 4.31). “A única ira que o homem pode ter é uma ira que Cristo sentiu” (Mc 3.5). Esse tipo de ira não é a expressão de uma petulância particular, mas de um ressentimento público contra o comportamento e as ações que levam outros a sofrer sem culpa da pessoa irada” (HARPER, 2008, Vol. 10. pp. 161-162). Em Efésios 4.26 o apóstolo Paulo também instrui sobre a ira que é dada no contexto de uma citação literal do Sl 4.4-a: “Perturbai-vos e não pequeis…” Com essas palavras Paulo lembra, em tom de exortação, a rápida transição da ira para o pecado.

2.2.2 A Bíblia não diz que não devemos nos irar, mas ela mostra que é importante controlarmos adequadamente este sentimento: “irai-vos e NÃO pequeis; NÃO se ponha o sol sobre a vossa ira. NÃO deis lugar ao diabo” (Ef 4.26,27). É interessante notarmos que Paulo qualifica sua expressão permissiva ao sentirmos ira com três advérbios negativos, a saber: Irar sem pecar; não conservar a ira no coração e não dar lugar ao Diabo. De acordo com o livro de Deuteronômio, o pôr-do-sol é a hora em que todo o mal contra Deus e contra os outros deve ser corrigido (Dt 24.13,15). Não devemos ceder aos nossos sentimentos de ira ou permitir que eles nos levem ao ódio. Jesus Cristo enfureceu-se com os mercadores no Templo, mas esta era uma ira justa, e por isso, não o levou a pecar (Mt 21.12,13; Mc 11.15,16; Lc 19.45-48).

2.3 “Porque a ira do HOMEM não opera a justiça de DEUS” Tg 1.20. Esses dois elementos citados “ira do homem e justiça de Deus” estão extremamente distantes um do outro. A ira do homem pode ser justa aos seus próprios olhos, mas isso não significa que ela é justa aos olhos de Deus. E um momento de indignação pode colocar muitas coisas a perder na vida de um cristão além de não garantir a bênção de Deus.

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O Cuidado ao Falar e a Religião Pura - Francisco A. Barbosa

TEXTO ÁUREO

“[…] Mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1.19). Embora a comunidade cristã dê muito valor ao talento da eloquência, Tiago coloca a ênfase sobre o ouvir. Aquele que ouve atentamente a palavra da verdade progride na vida.

VERDADE PRÁTICA

As nossas palavras podem, ou não, evidenciar a sabedoria de Deus.

HINOS SUGERIDOS

101, 185, 376.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Êx 19.5
Ouçamos a voz do Senhor

Terça - Ec 3.7
Tempo de falar e de calar

Quarta - Ef 4.26,29
A ira é uma porta para o pecado

Quinta - 1 Pe 1.23-25
Gerados em amor pelo poder da Palavra

Sexta - Sl 68.5
Deus é Pai dos órfãos e juiz das viúvas

Sábado - Ef 1.3-6
Santos e irrepreensíveis em amor

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Tiago 1.19-27

19 Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.20 Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus.21 Por isso, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas.22 E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.23 Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural;24 Porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era.25 Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.26 Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã.27 A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Aprender sobre estar “pronto para ouvir” e “tardio para falar”.
  • Compreender a importância de ser praticante, e não só ouvinte.
  • Saber qual é a religião pura e verdadeira.

PALAVRA CHAVE

Religião: Geralmente caracteriza-se pela crença na existência de um poder ou princípio superior, sobrenatural, do qual depende o destino do ser humano e ao qual se deve respeito e obediência.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Na lição dessa semana vamos estudar a maneira adequada de o crente usar um instrumento maravilhoso, mas ao mesmo tempo, potencialmente perigoso: a fala. Este assunto está interligado à temática da verdadeira religião que agrada a Deus. O fenômeno da fala é uma das fontes de expressão do pensamento humano, como também é responsável pelo processo de comunicação e de formação da identidade cultural de uma sociedade. As pessoas querem falar às outras àquilo que pensam. O crente, todavia, tem o compromisso de não apenas falar o que pensa, mas agir como propõe o Evangelho. [Comentário: Dizendo “se alguém não tropeça em palavra“, Tiago focaliza um pecado especial que o preocupa: a língua solta. A necessidade de controlar a língua era bem conhecida no judaísmo e no cristianismo (Pv 10.19; 21.23; Ec 5.1). Tiago salienta aqui, como o fez em 1.26, a importância de controlar a língua, pois afirma a respeito de quem for capaz de domá-la: esse homem é perfeito, e capaz de refrear todo o corpo. Isto significa que tal pessoa é madura, tem caráter cristão completo (1.4) e, assim, capacitada a enfrentar todas as provações e tentações, e a controlar todos os impulsos maus (1.12-15). Tiago caminha um passo à frente dos rabinos. O controle dos maus impulsos é bom, concordando com o que diz Paulo em 1 Coríntios 9.24-27, mas os impulsos mais difíceis de controlar são os da língua. Mantenha pura a fala, e o resto será fácil; eis a marca do cristão maduro. Cristo ensinou que os homens terão de prestar contas, finalmente, de sua vida na terra, incluindo «toda palavra frívola que proferirem» (Mt 12.36). Tudo isso ilustra o quanto precisamos da graça de Deus. O uso da linguagem é uma questão importante. Esta enciclopédia contém um artigo intitulado Linguagem.]Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!
I. PRONTO PARA OUVIR E TARDIO PARA FALAR (Tg 1.19,20)
1. Pronto para ouvir. Para alguns crentes, a pessoa sábia é a que sempre tem algo a falar. Ouvir é um empreendimento trabalhoso e, por isso, ignorado por muitos. Diferentemente, as Escrituras admoestam-nos a ser prontos para ouvir. No versículo 19, Tiago introduz o seu ensino sobre o “ouvir” e o “falar” destacando a expressão sabei isto. Com essa expressão, ele demonstra a sua preocupação pastoral com os seus leitores. Outro termo no versículo 19 chama-nos a atenção: pronto. No grego, a palavra significa “rápido”, “ligeiro” e “veloz”. Ali, o escritor sacro incentiva-nos a estar disponíveis a ouvir. É uma atitude que depende de uma disposição e também da decisão em ouvir o outro. A exemplo do profeta Samuel, que desde a sua infância foi ensinado a ouvir a voz divina (1 Sm 3.10; 16.6-13), o povo de Deus deve persistir em escutar os desígnios do Pai, pois nesses últimos dias têm Ele falado através do seu Filho, o Verbo Vivo de Deus (Hb 1.1; cf. Jo 1.1). [Comentário: A expressão “seja pronto para ouvir” é uma bela maneira de traduzir a ideia de uma audição ativa. Não devemos simplesmente deixar de falar; devemos estar prontos e dispostos para ouvir. Este ouvir com “prontidão” obviamente é feito com discernimento. Devemos examinar o que ouvimos com a Palavra de Deus. Se não ouvirmos, tanto atentamente quanto prontamente, podemos ser levados a todos os tipos de falsos ensinos e enganos. Em outras palavras, ao invés de exibirem um mau temperamento, forçando sua vontade sobre os outros, os crentes deveriam estar prontos a ouvir e ver os pontos de vista dos outros - Paulo traça esse conceito em Rm 12.16. Deve haver uma atitude de mútua condescendência, o que é apenas outra maneira de se falar sobre o amor mútuo em operação. O amor cristão consiste em cuidarmos dos outros conforme cuidamos de nós mesmos. Aquele que segue essa regra não explode em ira nem anseia por impor sua vontade aos outros. O Comentário Esperança Carta De Tiago traz o seguinte comentário: “Se já entre humanos é importante ouvir corretamente, é duplamente necessário ser “rápido no ouvir” onde e quando acontece a palavra de DEUS, “a palavra da verdade” (v. 18). Ao ouvirmos sua palavra, DEUS semeia a nova vida em nós. É assim que ele a nutre, cria espaço para ela e afasta o “inço” que tenta impedir e sufocar essa “plantação” de DEUS em nós (Lc 8.11; Mt 13.7,22; 1Co 3.9). Desse modo ele fomenta a nova vida em nós e faz com que amadureça. Cumpre aqui ser sobretudo “rápido para ouvir” (com que nos ocupamos primeiro pela manhã, a Bíblia ou o jornal?) Para filhos de DEUS a palavra dele constitui o elemento vital (Lc 2.49). Contudo, “rápido para ouvir” significa para cristãos também que deem ouvidos a seres humanos: independentemente de se tratar do serviço de amar ou de testemunhar. Temos de saber o que falta ao outro e quais são suas indagações, pelo que devemos ouvi-lo atentamente. Pedro afirma: “Estai sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (1Pe 3.15). E Paulo escreve: “Sabei como deveis responder a cada um” (Cl 4.6). Ou seja, pergunta-se e são dadas respostas. Não um “disco” que simplesmente é posto para tocar. Cada cristão vivo é convocado a ser conselheiro espiritual em seu entorno. A premissa básica de todo serviço de aconselhamento é primeiro prestar atenção ao outro“.Fritz Grunzweig. Comentário Esperança Carta De Tiago. Editora Evangélica Esperança.

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O Cuidado ao Falar e a Religião Pura - Ev. Isaías de Jesus

TEXTO ÁUREO = Mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Tg 1: 19
VERDADE PRÁTICA = As nossas palavras podem, ou não, evidenciar a sabedoria de Deus.
LEITURA BIBLICA =TIAGO 1: 19-27
INTRODUÇÃO
Vivemos num tempo em que, para muitos, há uma grande distância entre o dizer e o fazer, pregar e praticar, falar e dar o exemplo. Mahatma Ghandi, diante de um líder cristão, disse: “Eu admiro o vosso Cristo, e não o vosso cristianismo”. Que Deus nos ajude a viver na prática a Palavra de Deus, para não cairmos no descrédito daqueles que nos rodeiam.
NO RELACIONAMENTO COM OS OUTROS
1. Pronto para ouvir (v.19b), A Bíblia dá mais valor a quem sabe ouvir do que a quem sabe falar. Quando falamos, sempre nos arriscamos a errar. E isso é natural. Mas, quando ouvimos, sempre podemos aprender com nossos interlocutores, tanto o que é certo quanto o que é errado. A Bíblia manda o filho ouvir a instrução de seu pai (Pv 1.8); ouvir as palavras dos sábios (Pv 22.17); e diz que é melhor “ouvir a repreensão do sábio do que a canção do tolo” (Ec 7.5).
2. Tardio para falar (v.19c). Tiago recomenda que todo homem deve ser “tardio para falar”. Aqui, há muita sabedoria, por trás desse pedacinho de frase. O velho adágio popular diz: “Quem muito fala, muito erra”. E a Bíblia assevera solenemente: “…o homem de entendimento cala-se”(Pv 11.12). E mais: “Até o tolo, quando se cala, será reputado por sábio; e o que cerrar os seus lábios, por sábio” (Pv 17.28).
3. Tardio para irar-se (v.19c). Por causa da ira, amizades são perdidas; muitos ficam doentes, deprimidos; acidentes ocorrem; crimes são perpetrados; e tantos outros males. A Bíblia tem razão, quando diz que todo o homem seja “tardio para se irar”. Ela, no seu realismo sábio, ensina: “Trai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4.26). Jesus, no templo, virou mesas, expulsou os cambistas e não pecou. Moisés, ao ver a idolatria com o bezerro de ouro, quebrou as tábuas da lei, puniu os idólatras e não pecou.

NO RELACIONAMENTO COM DEUS
1. Pronto para ouvir a Palavra de Deus. Muitos só querem ser ouvidos em suas prédicas. Mas é importante saber ouvir a Palavra. “Quem é de Deus ouve as palavras de Deus” (Jo 8.47). Ouvir, aqui, não é um mero escutar; é dar ouvidos, prestar atenção, com o objetivo de obedecer e praticar. Quem assim faz é comparado por Jesus a um homem prudente” (Mt 7.24), enquanto o que ouve e não pratica é comparado a um “homem insensato” (Mt 7.26b). Em Pv. 8.33, lemos: “Ouvi o ensino, sede sábios…”.
2. Rejeitando toda imundícia (v.21). Aqui, imundícia é sinônimo de pecado, iniqüidade, pensamentos maus, mentiras, adultérios, enganos, etc. Paulo ensina que devemos nos despojar do “velho homem” (Ef 4.22), deixando a mentira (Ef 4.25), e que devemos tirar de nós “toda amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias e toda a malícia” (Ef 4.3 1). Hoje, talvez o esgoto principal pelo qual a imundícia entra nos lares é a TV, com suas novelas imundas, filmes pornográficos, e a Internet, através da qual muitos estão degradando suas mentes e a de seus filhos. É melhor cumprir o que diz o Sl 101.3.
3. Recebendo a Palavra com mansidão (v.21). Tiago falava para crentes. Exortava-os a receber a palavra com mansidão (v.2l). Por quê? Certamente, havia alguém que não recebia a mensagem com alegria. Hoje, acontece a mesma coisa. Quando o pastor exorta, com base na Bíblia, combatendo os pecados, as atitudes ilícitas, há quem fique irado, e até procure mudar de igreja. É o espírito de carnalidade dominando.
CUMPRIDORES DA PALAVRA
1. Não somente ouvintes (v.22). Quem ouve a palavra de Deus e não a cumpre, como já vimos, é comparado por Jesus a “um homem insensato” (Mt 7.26). Tiago compara tal pessoa a um homem que se olha no espelho e, ao sair, não mais se lembra dos detalhes do seu rosto natural (vv.23,24). No tempo do apóstolo, os espelhos não tinham a nitidez e o brilho de hoje; eram feitos de metal. Quem ouve a Palavra e não a cumpre e não fixa seu sentido em sua mente está perdendo tempo.
2. Atentando bem para a lei da liberdade (v.25). Fomos chamados à liberdade cristã. Isto é: liberdade da servidão do pecado, para seguirmos a Cristo e servi-Lo de todo coração. Diante disso, Paulo nos exorta, dizendo que não devemos usar da liberdade para dar ocasião à carne (Gl 5.13). E desta forma que devemos cumprir a Palavra de Deus, com liberdade para fazermos o que agrada a Deus, e não aos homens ou a nós mesmos.
3. Sendo fazedor da obra (v.25). Tiago fala do cumpridor da Palavra como um “fazedor da obra” de Deus, sendo, assim, “bem-aventurado no seu feito”. E muito importante que pratiquemos a Palavra:
a) No lar. O verdadeiro crente é aquele que dá testemunho da fidelidade a Deus em casa, no trato com a esposa, com os filhos, com os vizinhos. E um teste difícil, mas genuíno, eficaz e incontestável.
b) Na igreja. Aqui, não é tão difícil cumprir a Palavra em termos exteriores. Só Deus conhece os corações. Mas, no templo, as pessoas, em geral, têm “cara de santo”. E indispensável que guardemos o nosso pé quando entrarmos na casa de Deus (Ec 5.la).
c) Em todos os lugares. Seja na escola, quartel, consultório, escritório, comércio, rua, ônibus, carro particular, ou em outra qualquer parte.
A RELIGIÃO PURA E IMACULADA
De acordo com o Dicionário Teológico (CPAD), a palavra religião vem do latimreligionis, que, por sua vez, deriva do verbo religare, que tem o sentido de “ligar outra vez”. Por trás desse conceito latino há a idéia de que o homem separou- se ou está separado de Deus e, através da verdadeira religião, o homem pode reatar sua ligação com Ele. Com base na Bíblia, porém, quem liga ou religa o homem com Deus não é religião, mas Jesus Cristo, o único “mediador entre Deus e os homens”(l Tm 2.5). Tiago emite três características da “religião pura e imaculada para com Deus, o pai”, que são:
1. Saber refrear a língua (v.26). Para alguém ser um verdadeiro religioso precisa saber dominar a língua. Do contrário, “a religião desse é vã”. É o tipo de religiosidade sem valor, sem vida, sem poder, sem salvação, visto que a pessoa é conhecida pelo que expressa com a língua, pois Jesus disse que “da abundância do coração fala a boca” (Lc 6.45). Daí, a importância do fruto do Espírito, que abrange a temperança (cf. Gl 5.22). Clique aqui para ler o texto completo »

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O Cuidado ao Falar e a Religião Pura - Ev. José Roberto A. Barbosa

O CUIDADO AO FALAR E A RELIGIÃO PURA

Texto Áureo Tg. 1.19 - Leitura Bíblica Tg. 1.19-27
Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

www.subsidioebd.blogspot.com

Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO

O ser humano não é apenas homo sapiens, é também homo religiosus, além de ser capaz de conhecer, tem a necessidade de transcender. Existem muitas discussões a respeito do papel da religiosidade para a humanidade. Na aula de hoje, a partir de Tiago, veremos que a religião verdadeira diz respeito à prática do cotidiano, que se materializa de várias formas, especialmente no cuidado ao falar. Para tanto, faz-se necessário que consideremos a Palavra de Deus, não apenas como ouvintes, mas também como praticantes.

1. A VERDADEIRA RELIGIOSIDADE

Há um provérbio antigo a partir do qual se argumenta que “todos os caminhos levam a Roma”, e que geralmente é usado para defender a verdade em todas as religiões. O pensamento moderno, pautado no relativismo filosófico, assume que todos os posicionamentos, em relação a Deus, são corretos. Esse ponto de vista tende a agradar as pessoas, principalmente os intelectuais, que se negam a aceitar a exclusividade da fé cristã. Ainda que o caminho de Cristo seja considerado “politicamente incorreto”, não podemos deixar de defendê-lo, isso porque Ele é o único acesso ao Pai (Jo. 14.6). Ao contrário do que se costuma defender, esse caminho não é exclusivista, mas inclusivista, na medida em que todo aquele que nEle crê tem a vida eterna (Jo. 3.16). O fundamento dessa verdade se encontra na condição de perdição da humanidade, por causa do seu pecado, comumente denominada de Queda pelos teólogos (Rm. 3.23). A saída de Deus para tal condição se encontra em Cristo, o dom gratuito de Deus (Rm. 6.23), não na religião humana, que não passa de torre de Babel (Gn. 11). Jesus é o sim de Deus, por causa da revelação em Cristo a religião perde sua razão de ser para a salvação (II Co. 1.19-21). Por esse motivo, diante da multidão em Jerusalém, Pedro defendeu que há apenas um nome pelo qual importa que as pessoas sejam salvas,  e este é Jesus Cristo (At. 4.12). Paulo, ao escrever para Timóteo, reafirma essa doutrina, ao defender que há apenas um Mediador entre Deus e os homens (I Tm. 2.5). Essa é a confissão de fé do cristianismo bíblico, não podemos fazer concessões em relação ao evangelho de Cristo (Mt. 16.16). Mas o evangelho não é apenas isso, envolve uma atuação prática diante da vida. Tiago confirma essa premissa ao argumentar que mesmo entre aqueles que se dizem crentes há uma religiosidade falsa. Existem inclusive pessoas que pensam que estão salvas, mas que na realidade estão distantes de Deus (Mt. 7.22,23). Outras imaginam que são espirituais apenas por seguirem os procedimentos de uma igreja, mas isso não se sustenta à luz da Palavra de Deus (Ap. 3.17).

2. A RELIGIÃO PURA ALICERÇADA NA PALAVRA

A verdadeira religião não está fundamentada na mera subjetividade, não se trata de um mero “se sentir bem”. É chegada a hora de lembrar, no contexto evangélico, que enganoso é o coração do homem (Jr. 17.9). Existe uma ala nesse meio que condena o liberalismo teológico alicerçado no racionalismo. Tal crítica tem fundamento, pois não podemos deixar de acreditar no sobrenatural, conforme exposto nas Sagradas Escrituras. Mas precisamos atentar para outro tipo de liberalismo, fundamentado nas emoções. Os seres humanos foram criados por Deus tanto com capacidade de raciocínio quanto de sentir. Não podemos desconsiderar essa dádiva, devemos colocar nossos pensamentos e sentimentos diante de Deus. O movimento pentecostal clássico em seus primórdios estava fundamentado tanto no poder de Deus quanto na Palavra. Nesses últimos anos temos testemunhada uma derrocada nesse sentido, na medida em que os sentimentos, que podem resultar em subjetividade, são assumidos como determinantes na revelação de Deus. A religião cristã pura e verdadeira nasce na Palavra de Deus (Tg. 1.18), não apenas através do ouvir, mas de uma prática condizente com a mensagem revelada. A palavra de Deus deve ser recebida pelo crente (Tg. 1.21), sendo comparada a uma semente colocada no solo (Mt. 13.1-23). Uma característica destacada por Tiago é a mansidão (Tg. 1.19), sem essa o terreno do coração não pode acolher a Palavra de Deus. Há muitos que não se dobram diante da mensagem, parecem ter comichão nos ouvidos, buscam mestres para si, a fim de satisfazerem seus pecados (II Tm. 4.1-3). O movimento evangélico brasileiro se transformou em um restaurante self-service. As pessoas não querem ter compromisso com a Palavra, ao invés disso escolhem apenas o que lhes agradam. A religião de Jesus Cristo desagrada ao ser humano porque o confronta diante dos seus interesses. Sinceramente existem coisas que gostaríamos que Cristo não tivesse dito (Jo. 6.68). Mas não somos donos do evangelho, pois este é o poder de Deus para todo o que crer (Rm. 1.6), não temos motivos para nos envergonhar dele, mesmo que seja “politicamente incorreto”. Para agradar o pensamento moderno não podemos fazer concessões quanto ao teor do evangelho, sob pena de transformá-lo em outro evangelho, diferente daquele pregado por Cristo e Paulo (Gl. 1.9). A fé genuinamente evangélica impele à prática de vida obediente (Tg. 1.22-25), mais do que ler a Bíblia é preciso permitir que essa transforme as nossas vidas (Tg. 1.23,24), que nossos pecados sejam identificados por ela, e sejamos conduzidos ao arrependimento pelo Espírito Santo (Hb. 4.12). A sociedade não é o nosso espelho, por isso devemos nos pautar pela Palavra de Deus, é por meio dela que sabemos se estamos em conformidade com a vontade de Deus (Rm. 12.1,2).

3. A RELIGIÃO PURA E O CUIDADO AO FALAR.

A religião pura, no dizer de Tiago, é uma decisão de obedecer (Tg. 1.15), em consonância com a palavra de Cristo, que nos interpela à permanência na Palavra (Jo. 8.34). A ausência de sujeição tem causado transtornos à fé evangélica. O Senhor nos insta ao cuidado com a língua, há crentes que falam de demais, além do necessário. Fazendo eco às palavras do autor dos Provérbios, devemos lembrar que a morte e a vida estão no poder da língua (Pv. 18.21). O salmista também sabia desse risco, por isso orava para que o Senhor pusesse uma guarda nos seus lábios (Sl. 141.3). Há pessoas que se apressam a falar, e isso geralmente traz danos à sua existência, sobretudo à vida espiritual. Quantos problemas poderiam ter sido evitados se não nos adiantássemos no falar? O livro de Provérbios traz lições preciosas a esse respeito, para isso devemos nos distanciar da perversidade dos lábios (Pv. 4.24), e demonstrar prudência, calando-nos quando necessário (Pv. 11.12). Quanto mais se semeia a contenda, mais a situação se complica, por isso devemos ouvir mais e falar menos (Pv.12.,18,25). Nunca é demais lembrar que Deus nos deu dois ouvidos e apenas uma boca. Muitas pessoas estão arruinadas porque falaram demais, quando deveriam ter calado (Pv. 13.2,3). Aprendamos, pois, a mansidão, tenhamos cuidado para não nos exceder, até mesmo quando provocados (Pv. 15.1-4). Ao invés de semear a contenda na igreja, devemos ser brandos e falar apenas o que resulta em edificação (Pv. 15.26,28; 16.21,24; 18.6,7). A moderação cristã é caracterizada pelo controle, o domínio próprio, que é um aspecto do fruto do espírito (Gl. 5.22), precisa ser cultivada (Pv. 16.32). Jesus advertiu que seremos julgados pelas palavras que pronunciamos, portanto tenhamos cuidado (Mt. 12.36,37), fujamos da maledicência (Pv. 6.19).

CONCLUSÃO

As pessoas falam demais e por não calcularem as consequências do que dizem estão sendo destruídas. Tiago nos adverte quanto ao perigo de uma falsa religiosidade, desvinculada de uma prática cristã revelada na Palavra. A religião pura e verdadeira é demonstrada através do controle da língua, mas não somente isso, também pelo interesse comunitário. A fé cristã é vã se não nos envolvermos em atitudes que diminuam o sofrimento daqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade (Tg. 1.27).

BIBLIOGRAFIA

MOTYER, J. A. The message of James. Downers Grove, Inter Versity Press, 1985.

WIERSBE, W. W. Be mature: James. Colorado Springs: David C. Cook, 2008.

Publicado no Blog Subsídio EBD 

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O Cuidado ao Falar e a Religião Pura - Luciano de Paula Lourenço

Texto Base: Tiago 1.19-27
“…. Mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1:19).
 
INTRODUÇÃO
Zenão - um pensador antigo - disse: “temos dois ouvidos, mas apenas uma boca; assim podemos escutar mais e falar menos”. Tiago adverte: “Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar” (Tg 1:19). Quanto menos falar, menos risco a pessoa tem de tropeçar. Alerta o sábio Salomão: “No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente” (Pv 10:19). Falar é uma necessidade básica, e ouvir é uma responsabilidade vital para aqueles que desejam construir relacionamentos saudáveis e maduros.Todavia, precisamos falar o necessário, na hora certa e de forma eficaz, sem “jogar conversa fora”.
I. PRONTO PARA OUVIR TARDIO PARA FALAR (Tg 1:19,20)
“Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus”.
A comunicação é a chave para um relacionamento saudável. Dependendo da maneira como nos comunicamos, podemos dar vida ou matar um relacionamento. Portanto, esteja pronto para ouvir e prudente no falar.
1. Pronto para ouvir (1:19). “Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir…”. Aqui, trata-se de uma ordem incomum, dada quase em tom de humor. É como dizer: “apressem-se em ouvir!”. O termo “pronto“, no grego, é “táxys”, de onde vem nossa palavra táxi (rápido). O táxi é um carro de serviço. Ele deve estar sempre disponível. Seu objetivo é atender o cliente, sempre. Se vamos usar um táxi, é porque temos pressa. Não podemos esperar. Assim ocorre também com a comunicação. Devemos ter rapidez para ouvir. Significa que devemos estar prontos para ouvir a Palavra de Deus, bem como todo conselho e admoestação justos. Devemos nos sujeitar ao ensino do Espírito Santo.
O rev. Hernandes Dias Lopes - em seu livro “Tiago (transformando provas em Triunfo)” - disse que é preciso que estejamos prontos para ouvir a voz de Deus, a voz da consciência, a voz de nosso próximo. Hoje estamos perdendo o interesse em ouvir, e o resultado disso é a família em desarmonia, é a sociedade fragmentada. Se nós estivéssemos prontos para ouvir, com a mesma disposição que estamos prontos a falar, certamente haveria menos ira e mais encontros abençoadores e saudáveis entre nós.
Hoje, estamos substituindo relacionamentos por coisas. Os pais já não têm mais tempo para os filhos. Eles estão muito ocupados e não podem mais ajudar os filhos nos deveres da escola, nem ouvir o que os filhos têm a dizer sobre suas fantasias de criança ou suas angústias da adolescência.
O diálogo está morrendo entre marido e mulher. Os casamentos estão acabando, o índice de divórcio está crescendo espantosamente, porque os cônjuges estão correndo atrás do urgente e deixando o que é importante de lado; estão valorizando coisas e não relacionamentos; estão substituindo pessoas por coisas.
Temos de ouvir com os ouvidos, com os olhos e com o coração. Precisamos disponibilizar tempo e atenção para os outros. As pessoas são mais importantes que as coisas.
2. Tardio para falar (1:19). É surpreendente como Tiago insiste em tratar do nosso modo de falar! Adverte-nos a ser cuidadosos em nossas conversas. O que Tiago quer dizer com “tardio” é que devemos refletir primeiro, e não falar de imediato. É preciso saber a hora de falar e também o que falar. O que temos a dizer é verdadeiro? É oportuno? Edifica? Transmite graça aos que ouvem? Geralmente falamos antes de pensar, de ouvir, de orar, de medir as consequências. Devemos ter muito cuidado com isso, pois: “a morte e a vida estão no poder da língua…” (Pv 18:21). As palavras podem dar vida ou matar.
Salomão teria concordado plenamente com Tiago. Ele disse: “O que guarda a boca conserva a sua alma. Mas o que muito abre os lábios a si mesmo se arruína” (Pv 13:3). Por isso, Davi orava a Deus e pedia: “Põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca; vigia a porta dos meus lábios!” (Sl 141:3). Muito transgride quem fala para depois pensar, fala sem refletir e fala mais do que o necessário. Diz o sábio Salomão: “Na multidão de palavras não falta transgressão, mas o que modera os seus lábios é prudente” (Pv 10:19); “Até o tolo, quando se cala, é tido por sábio” (Pv 17:28). Quem fala demais acaba caindo em pecado. Precisamos, pois, estar atentos sobre o que falamos, como falamos, quando falamos, com quem falamos e por que falamos.
3. “Tardio para se irar” - Controle a sua ira. ”Mas todo o homem seja… tardio para se irar. Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus”. O verdadeiro crente deve saber se controlar tanto verbal quanto emocionalmente, deve saber lidar com a palavra e também com a ira.
Quem se irrita com facilidade não produz a justiça que Deus espera de seus filhos. Quem perde a calma transmite uma impressão equivocada do cristianismo. A maior demonstração de força está no autodomínio, e não no domínio sobre os outros. Diz Salomão: “Melhor é o longânimo do que o valente, e o que domina o seu espírito do que o que toma uma cidade” (Pv 16:32). Em geral, a ira humana é desgovernada, destruidora e pecaminosa; é obra da carne, e não opera a justiça de Deus. A Palavra de Deus não proíbe o crente de ficar indignado, irado, contra o pecado, a injustiça (Lc 19:45), entretanto, estabelece limites para o nosso temperamento não se achar descontrolado, deixando-nos impulsivamente irados - “irai-vos e não pequeis…” (Ef 4:26). Diz o sábio Salomão:“Retém as suas palavras o que possui o conhecimento, e o homem de entendimento é de precioso espírito” Pv 17:27).
Caim não soube controlar suas emoções, sua tempestividade, por isso cometeu grave crime - “…E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante” (Gn 4:5). Caim irou-se, não dominou sua ira, e esta o levou à prática do homicídio - “…e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel e o matou” (Gn 4:8). Caim, um homem descontrolado pela ira!
Precisamos aprender a lidar com nossos sentimentos. Um indivíduo temperamental provoca grandes transtornos na família, no trabalho, na igreja e na sociedade. O cristão, que é templo do Espírito Santo, tem de levar a sua mente cativa a Cristo (2Co 10:5) e manifestar o fruto do Espirito Santo: o domínio próprio (Gl 5:22).
II. PRATICANTE E NÃO APENAS OUVINTE DA PALAVRA (Tg 1:21-25)
1. Enxertai-vos da Palavra (Tg 1:21). “Pelo que, rejeitando toda imundícia e acúmulo de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar a vossa alma”.
Para que a Palavra de Deus seja enxertada efetivamente no coração do crente, primeiramente é necessária que ele desaposse de seu coração toda impureza e maldade - “ despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade …“(ARA). A Palavra de Deus é comparada a uma semente, e o coração do homem, a um solo. Antes de lançarmos a semente precisamos preparar a terra. Jesus falou de quatro tipos de solo: o solo endurecido, o superficial, o congestionado e o frutífero (Mt 13:3-9). Antes de acolhermos a Palavra, precisamos remover a erva daninha da impureza e da maldade. Também é requerida uma atitude correta para receber a Palavra: “… recebei commansidão a palavra em vós enxertada…”. A mansidão é o oposto da ira (Tg 1:19). É necessário adubar o terreno para que a semente frutifique. A Palavra deve ter raízes profundas em nossa vida; senão, seremos destruídos quando as tempestades derem de ímpetos contra nós. Tiago fala ainda acerca do resultado da recepção da Palavra: “… a qual pode salvar a vossa alma“. Quando nascemos da Palavra, ouvimos a Palavra, recebemos a Palavra e praticamos a Palavra, podemos ter garantia da salvação.
2. Praticai a Palavra (Tg 1:22-24). ”E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante ao varão que contempla ao espelho o seu rosto natural; porque se contempla a si mesmo, e foi-se, e logo se esqueceu de como era“.
Não basta receber a Palavra enxertada; é preciso também obedecer-lhe. De nada adianta ter uma Bíblia ou mesmo lê-la como um livro qualquer. Devemos traduzir a Bíblia em ações. Suas palavras devem se materializar em nosso modo de viver. Ao ler as Escrituras, devemos sempre permitir que elas mudem nossa vida para melhor. Professar grande amor pela Palavra de Deus ou considerar-se um grande estudioso da Bíblia não passará de um modo de se enganar se o conhecimento crescente não nos tornar cada vez mais semelhante a Jesus.
Quem é “ouvinte da Palavra”, mas não muda seu comportamento, “é semelhante ao varão que contempla ao espelho o seu rosto natural”. Ou seja, vê a própria imagem de relance no espelho toda a manhã e depois se esquece completamente do que viu. Ele não tirou proveito nenhum do espelho e do fato de ter se olhado nele. Claro que alguns elementos de nossa aparência não podem ser mudados, mas pelo menos podem nos tornar mais humildes! E, quando o espelho nos diz que é hora de lavar o rosto, fazer a barba, pentear os cabelos, ou escovar os dentes, devemos atender. De outro modo, é inútil ter o espelho.
É fácil ler a Bíblia de forma descuidada ou por obrigação sem nos tocarmos pela leitura. Vislumbramos o ideal de Deus para nós, mas nos esquecemos rapidamente dEle e continuamos a viver como se já fôssemos perfeitos. Nossa presunção impede o progresso espiritual. (1)
3. Persevere ouvindo e agindo (Tg 1:25). ”Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar” (ARA).
Neste texto, Tiago mostra aquele que considera, atentamente, a Palavra de Deus e tem por hábito colocá-la em prática. Para ele, a Bíblia é a lei perfeita, a lei da liberdade, porque é somente obedecendo à lei de Deus que a verdadeira liberdade pode ser encontrada (compare com João 8:31,32). Ao obedecer, esse indivíduo descobre a verdadeira libertação do modo de pensar carnal. A verdade o liberta. Esse indivíduo colhe os benefícios das Escrituras. Não se esquece daquilo que leu. Antes, procura colocar a leitura em prática na vida diária. Como cristãos, nós somos salvos pela graça de Deus, e a salvação nos liberta do controle do pecado. Como crentes, nós somos livres para viver como Deus nos criou para viver. Naturalmente, isso não quer dizer que somos livres para fazer o que quisermos (cf 1Pe 2:16; Gl 5:13) - agora somos livres para obedecer a Deus. A obediência simples como a de uma criança traz bênçãos inestimáveis para a alma. O indivíduo será bem-aventurado no que realizar.
III. A RELIGIÃO PURA E VERDADEIRA (Tg 1:26,27)
Em Tiago 1:26,27, vemos um contraste entre a falsa religião e a religião pura e sem mácula. O termo “religião” representa os padrões de comportamento associados à crença religiosa e diz respeito às manifestações exteriores, e não ao espírito interior. Refere-se às expressões da crença no culto e no serviço, e não à doutrina em que a pessoa crê.
1. A falsa religiosidade. ”Se alguém entre vós cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes, engana o seu coração, a religião desse é vã” (Tg 1:26).
A religião pura e verdadeira vai muito além de doutrinas e ritos. Hoje há um grande abismo entre o que professamos e o que vivemos; entre o que dizemos e o que fazemos; entre a nossa profissão de fé e a nossa prática de vida; entre o cristianismo teórico e o cristianismo prático. Esse distanciamento entre verdades inseparáveis, essa falta de consistência e coerência, dá à luz uma religião esquizofrênica e farisaica. Clique aqui para ler o texto completo »

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O Cuidado ao Falar e a Religião Pura - AD Londrina

Aula ministrada pelo Pr. Euclides de Olivo para EBD da Asssembléia de Deus em Londrina.

Acesse: www.adlondrina.com.br

Lição 5 - 3T/2014

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O Cuidado ao Falar e a Religião Pura - Ev. Natalino das Neves

Aula ministrada pelo Ev. Natalino das Neves - Projeto IEADSJP_EBDTV.

Projeto da IEADSJP - Igreja Evangélica Assembleia de Deus de São José dos Pinhais

Baixe, também, os slides da aula, clicando aqui.

Publicado no Blog do Ev. Natalino das Neves

Lição 5 - 3T/2014

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O Cuidado ao Falar e a Religião Pura - Sulamita Macêdo

Professoras e professores, observem estas orientações:

1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:

- Cumprimentem os alunos.- Perguntem como passaram a semana.- Escutem atentamente o que eles falam.- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.

2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.

3 - Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email.Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.

4 - Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.

5 - Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associada a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!

6 - Agora, iniciem o estudo da lição. Observem as seguintes sugestões:

- Falem sobre o título da lição “O Cuidado ao falar e a Religião Pura”.

- Trabalhem o conteúdo da lição sempre de forma participativa e contextualizada. Dessa forma, a aprendizagem será mais significativa.

- Iniciem o estudo do tema, lendo o texto “Penas ao Vento”, que proporcionará a reflexão sobre o cuidado ao falar.

- Depois, utilizem a dinâmica “Diante do Espelho”.

- Depois, Escrevam no quadro o que caracteriza a Religião Pura apontada por Tiago no capítulo 1, versículos 26 e 27, para melhorar a retenção do que está sendo explanado, através da visualização.Tenham uma excelente e produtiva aula!

Dinâmica: Diante do Espelho!

Objetivo: Refletir sobre a alegoria que Tiago usa do homem que se olha no espelho e logo não se lembra do seu rosto.

Material:01 espelho01 quadro ou cartolina

Procedimento:

- Apresentem para a turma um espelho.

- Falem: Como é bom um espelho!

- Passem o espelho para os alunos e peçam para que se olhem.

- Perguntem:Quais as razões que nos movem a nos olhar no espelho?Aguardem as respostas e anotem no quadro ou cartolina.

- Perguntem, ainda: Qual tem sido a relação que construímos com o espelho?Será que somos daqueles que gostamos de nos olhar no espelho e passamos alguns minutos diante dele, pois gostamos do que vemos?Ou será que nos olhamos no espelho de forma rápida, porque não gostamos do que vemos?Ou quem sabe nos olhamos uma vez, depois voltamos, olhamos outra vez e ainda retornamos?

- A partir das respostas, vocês trabalhem as seguintes ideias:O espelho mostra a face externa, ao acharmos alguns defeitos visíveis na roupa, no sapato, no cabelo, na pele, na maquiagem etc, procuramos corrigi-los.A alegoria que Tiago usa do homem que se olha no espelho e logo não se lembra do seu rosto mostra o cuidado que devemos ter diante da Palavra de Deus, como praticantes e não somente ouvintes.Depois, leiam: Tiago 1:23-24:”Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural; porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era”.Cuidado! Quem ouve e não cumpre a Palavra, não atentou, não fixou, não aprendeu para praticá-La. Daí, a necessidade de olhar para a Palavra com atenção, para que na nossa “face interna” haja mudanças.

Clique aqui para ler o texto completo »

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O Cuidado ao Falar e a Religião Pura - Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco

Aula prévia referente a Lição 5: O Cuidado ao Falar e a Religião Pura do 3º Trimestre de 2014: Fé e obras — ensinos de Tiago para uma vida cristã autêntica, como preparação dos Professores da EBD durante a semana anterior a aula.

Lição 5 - 3T/2014

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Gerados pela Palavra da Verdade - Thiago Santos

INTRODUÇÃO
I - RELAÇÕES ENTRE OS POBRES E OS RICOS DA IGREJA (TG 1.9-11)
II - DEUS SÓ FAZ O BEM (TG 1.16,17)
III - PRIMÍCIAS ENTRE AS CRIATURAS (TG 1.18)
CONCLUSÃO
A PERSPECTIVA DO EVANGELHO DE CRISTO PARA A SUA IGREJA. (TG 2.5)
A pregação de Cristo atraía as multidões que buscavam ouvir o que o humilde Nazareno ensinava em seus sermões. Muitos ficavam admirados ao escutar palavras de uma sabedoria jamais vista. O evangelista Mateus informa que isto se dava, porque o Senhor “os ensinava com autoridade e não como os escribas” (Mt 7.28-29). Era comum encontrar Cristo cercado de pessoas que o seguiam por conta de um milagre, para estar mais perto do “messias” ou mesmo por causa da comida (Jo 6.26,27). De modo geral, os evangelhos apresentam o “Messias” com características peculiares de um “Reino que não é deste mundo”, com propósitos e ensinamentos totalmente diferentes daqueles apresentados pela liderança judaica que dominava a religião em Israel naquela época. Nesse sentido, é importante refletirmos acerca do propósito da mensagem de Cristo no período em que desenvolveu o seu ministério terreno. Que perspectiva Jesus trazia em seu discurso? Qual a base de sua mensagem? Qual o maior interesse de Jesus em sua pregação? Estas são algumas questões que devem ser consideradas pela igreja ao anunciar a Mensagem do Reino. Para isso, a igreja deve refletir se está compreendendo corretamente o propósito do Evangelho de Cristo e se a mensagem anunciada atualmente corresponde à perspectiva do anúncio do Reino Divino.
Para entendermos o discurso de Jesus, é importante destacarmos que a compreensão de reino messiânico aguardada pelos judeus estava deturpada. Israel havia deixado de honrar a Deus para honrar aos homens. A Torá, ensinada por Moisés, já não tinha a mesma significância. Os escritos do Pentateuco haviam sido alterados em seu sentido original para dar lugar a uma nova interpretação que satisfazia os interesses do Concílio Sacerdotal. De acordo com Lawrence O. Richards, em o Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento, entre os textos utilizados pelos fariseus estão “a ‘Tradição’, ou paradosis, e se refere à lei oral, ou ao conjunto de comentários e interpretações que até mesmo no século I haviam sido transmitidos de geração a geração com autoridade”; faziam uso também da “Halakah (regras para o estilo de vida); e do Mishnah, que é um importante código de leis dividido em seis partes que tem a intenção de regulamentar a vida diária e a adoração do povo judeu. Está na forma de declarações de rabinos dos séculos I e II d.C., e reflete a perspectiva dos mestres da Lei na época de Jesus” (CPAD, 2007, pp. 48-49).
Estes ensinamentos foram adquirindo ao longo do tempo determinada autoridade de ensino no meio judaico e foram confrontados por Cristo, pois eram constituídos por mandamentos de ordem humana, superficiais e de falsa espiritualidade tratados por Jesus como “fardos pesados colocados sobre os ombros dos homens” (Mt 23.4). Sem contar a total corrupção dos sacerdotes e levitas que buscavam a troca de favores políticos junto ao Governo Romano (Jo 11.47-48). Nesse contexto, o povo andava cego, “como ovelhas que não tem Pastor” (cf. Mt 9.36; 10.6), vivendo em extrema decadência espiritual. A nação de Israel não esperava um reino sobrenatural, mas um reino terreno, onde o “messias” tão esperado traria a libertação do domínio romano e instituiria o reino messiânico formado por um forte exército, levando todas as nações a se prostrarem ante a supremacia israelita (Jo 4.25; 12.12-13; 18.36-37).
Contudo, não foi nesta perspectiva terrena que Cristo “veio para os que eram seus” (cf. Jo 1.11). O humilde Nazareno pregou o “Evangelho do Reino” da forma mais simples possível, convidando a todos para que “se arrependessem de seus pecados, pois era chegado o Reino de Deus”. A mensagem messiânica apresentada aos judeus não tinha como objetivo reinstituir uma nova dinastia, tal como a davídica, tomando o governo de Roma e descartando a liderança judaica a fim de instituir um domínio terreno. Antes, o propósito do Senhor foi trazer a salvação às nações por meio de Israel, “extirpando” o pecado e ensinando o amor de Deus em uma nova perspectiva quando, finalmente, seria possível o domínio divino sobre o coração de todos os homens. Esta mensagem não foi bem compreendida pelos judeus, que rejeitaram a Cristo e mataram o Filho de Deus, pendurando-o numa cruz.
Uma peculiaridade do ministério terreno do Senhor Jesus, era o fato de os seus ensinamentos serem práticos. Ele tratava com grande valor a obediência a Deus, o amor ao próximo e uma vida santificada diante do Criador e dos homens. Seus ensinos não eram propagados com superficialidade e aparência de religiosidade, mas objetivavam em tornar conhecido o próprio Deus, amoroso, compassivo e misericordioso, disposto a perdoar e restaurar os corações daqueles que estavam presos no pecado e distantes da salvação. O discurso de Jesus indicava um novo caminho a ser trilhado por aqueles que recebiam a mensagem do Reino de bom grado (Jo 14.6).
Em observação a estes preceitos, a igreja de Atos deu início à grande missão de pregar a “Palavra da salvação”. Podemos observar que a igreja estava fundamentada em, ao menos, quatro pilares: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações (At 2.42). Vemos que estes princípios estavam de acordo com os ensinos de Jesus apresentados nos evangelhos (Mt 5-7; Lc 6.17-49). Dessa forma, a boa, agradável e perfeita vontade de Deus era experimentada por todos os irmãos daquela igreja que estava surgindo (At 2.40,41; Rm 12.1,2). Pois “em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos” (v.43). O “fruto do Espírito” era abundante entre todos, a ponto de “venderem as suas posses e repartirem conforme as necessidades de cada um” (v.45). Entre outras palavras, a identidade daquela igreja estava plenamente moldada não a uma perspectiva terrena, e sim, à perspectiva do Reino de Deus, onde “não há diferença entre judeu ou grego, servo ou livre, macho ou fêmea, porque todos são de Cristo Jesus” (Gl 3.28); “porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam” (Rm 10.12). Assim, não havia acepção de pessoas e todos trabalhavam em prol do bem comum da comunidade.
É esta perspectiva do Reino de Deus que a Igreja atual precisa ter. A pregação do evangelho foi revestida de várias faces de acordo com a época em que a igreja atravessou e conforme a visão adotada pelos diversos cleros que surgiram ao longo da Igreja Cristã, bem como resultante do período pós-Reforma Protestante. Todos se apropriaram da Verdade conforme o contexto em que estavam inseridos. A igreja evangélica atual, com sua grande diversidade denominacional, possui muitos ensinamentos que precisam ser analisados se estão de acordo com o Evangelho de Cristo e se possui, em sua essência, a perspectiva do Reino de Deus. Notamos que a atenção maior de Cristo nos evangelhos estava justamente nas pessoas. São estas, e não os protocolos institucionais, a razão do ministério de Jesus. Com efeito, boa parte da pregação de Cristo era voltada para as classes sociais mais baixas que eram desprezadas e desprovidas até mesmo de recursos básicos para a própria subsistência. Em Jesus, as multidões encontravam o retorno à fé e à comunhão com Deus através de um “jugo suave e de alívio para as suas almas cansadas por conta dos pecados” (Mt 11.28-30). O reflexo daquele evangelho era a unanimidade presente na comunidade de Atos, exemplo para os dias atuais onde o cenário encontra-se carente de uma profunda reflexão quanto aos princípios e valores expostos por Cristo para que a fé pura e verdadeira seja renovada.
Desta forma, o evangelho de Cristo alcança os corações em todas as ordenações humanas sem haver qualquer acepção por parte dAquele que chama e quer que todos venham alcançar a salvação (1 Tm 2.3-4). Portanto, como afirma Tiago em sua epístola, as relações no seio da igreja devem ser legítimas sem qualquer distinção entre pobres e ricos, pois “Deus escolheu aos pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam” (Tg 2.5). Sendo gerados pela palavra da verdade, os “nascidos de novo” possuem valores que estão em contraste com os valores egocêntricos do mundo, cuja preocupação encontra-se em tudo o que é carnal e terreno. Para o Evangelho do Reino, o amor de Deus se mostra interessado pelas pessoas, não por aquilo que elas possuem, e sim, por aquilo que elas são. Este Evangelho está fundamentado no amor a Deus, seguido pelo amor ao próximo que devem reger a igreja para uma perspectiva de vida cristã, onde aquilo que cremos é inerente ao que praticamos.

Publicado no Portal CPAD 

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