
|
Lição 10 - O culto ao bezerro | |||||
|
| |||||
| Estudos: | |||||
|
- Midrash | |||||
| - Intercessão | |||||
| - Estudo sobre Idolatria | |||||
| - Cuidado com a idolatria! | |||||
| - Religião ou Evangelho | |||||
| - O culto ao bezerro | |||||
| - Idolatria no Sinai | |||||
| - Idolatria e Rebelião | |||||
| - Fetiche | |||||
|
Livros: | |||||
|
- Cristo Entre Outros Deuses - Erwin E. Lutzer - CPAD | |||||
|
Complemento: | |||||
|
| |||||
|
Texto Áureo:
"E converteram a sua glória na figura de um
boi que come erva" (Sl 106.20).
Na verdade a palavra Bezerro ou boi aqui nesta lição tem o
sentido de pequeno touro em sua iniciação à reprodução. Sempre foi
atrativo e fascinante aos homens a força, a coragem, a mansidão e a
capacidade reprodutiva do touro. Assim os israelitas fizeram uma imagem
bem ao estilo daquilo que gostariam de ser e de obter de DEUS.
DEUS adverte a Israel, por meio do profeta Oséias, que não se
esquecerá das iniqüidades por eles praticadas.
Aqui vimos:
1) Israel exige um Deus (32.1-6). 2) O pecado de Israel revelado a Moisés por Deus (32.7-14). 3) Moisés retorna ao acampamento (32.15-24). 4) O castigo dos idólatras (32.25-29). 5) A intercessão de Moisés pelo pecado de Israel (32.30-35). 6) Arrependimento e prova de Israel (33.4-11). No monte Sinai, onde Deus havia dado a lei, e o povo adorava ao bezerro de ouro. Mas, a música que cantavam ao bezerro era tão negativa, que Josué a confundiu com barulho da guerra (v.17). Era o culto ou adoração oferecida a Satanás e não a DEUS. Verdade prática: É dever nosso influenciar o mundo com nossa maneira de viver, e não sermos influenciados por ele. Os seres humanos são néscios a tal ponto, que identificam Deus com tudo o que o representa e, por isso, não pode acontecer outra coisa senão adorarem a essa representação de Deus! E supérfluo discutir se simplesmente se adora o ídolo ou se se adora a Deus no ídolo, pois, seja qual for o pretexto, quando se proporcionam honras divinas a um ídolo, é sempre idolatria. E pelo fato de Deus não querer ser cultuado de maneira supersticiosa, recusa-se a Ele aquilo que se oferece aos ídolos. Atentem para isto os que andam em busca de míseros pretextos para defender essa idolatria abominável, na qual a religião, por muitos séculos, tem estado afundada e subvertida. Embora digam que as imagens não são consideradas como seres divinos, Os próprios judeus não eram tão absurdamente obtusos, que não se lembrassem de que era Deus aquele por cuja mão tinham sido tirados do Egito (Lv 26,13), e isso antes de fazerem o bezerro de ouro (Ex 32.4). Ao contrário, afoitamente o povo concordou em proclamar, com Abraão, que aqueles que eram os deuses por meio dos quais tinham sido libertados da terra do Egito (Ex 32.4,8), querendo dizer, com não duvidoso sentido, que o Deus libertador lhes fosse conservado, contanto que pudessem contemplá-lo andando na frente, em forma de bezerro! Leitura Diária: Segunda Dt 9.16,21 Moisés destruiu o bezerro que o povo fez no Sinai "Olhei, e eis que havíeis pecado contra o Senhor vosso Deus; tínheis feito para vós um bezerro de fundição; depressa vos tínheis desviado do caminho que o Senhor vos ordenara." Terça Ne 9.18 O culto ao bezerro é idolatria e blasfêmia "Ainda mesmo quando eles fizeram para si um bezerro de fundição, e disseram: Este é o teu Deus, que te tirou do Egito, e cometeram grandes blasfêmias," Quarta At 7.40,41,42 Os filhos de Israel ofereceram sacrifício ao bezerro "dizendo a arão: Faze-nos deuses que vão adiante de nós; porque a esse Moisés que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu. Fizeram, pois, naqueles dias o bezerro, e ofereceram sacrifício ao ídolo, e se alegravam nas obras das suas mãos.Mas Deus se afastou, e os abandonou ao culto das hostes do céu, como está escrito no livro dos profetas: Porventura me oferecestes vítimas e sacrifícios por quarenta anos no deserto, ó casa de Israel?" Quinta 2 Cr 11.14,15 Jeroboão I fez bezerros de ouro "Pois os levitas deixaram os seus arrabaldes e a sua possessão, e vieram para Judá e para Jerusalém, porque Jeroboão e seus filhos os lançaram fora, para que não exercessem o ofício sacerdotal ao Senhor; e Jeroboão constituiu para si sacerdotes, para os altos, e para os demônios, e para os bezerros que fizera." Sexta Os 13.2 Os israelitas beijavam o bezerro no culto pagão. "E agora pecam mais e mais, e da sua prata fazem imagens fundidas, ídolos segundo o seu entendimento, todos eles obra de artífices, e dizem: Oferecei sacrifícios a estes. Homens beijam aos bezerros!" Hoje também vemos pessoas beijando as imagens, beijando artistas da música, beijando mão de Papa; é uma nojeira mesmo! Sábado Rm 1.23 Mudaram a glória de Deus em semelhança de animais "e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis". Leitura Bíblica Em Classe: OSÉIAS 8.2-6; 2 E a mim clamarão: Deus meu! Nós, Israel, te conhecemos. É uma referência à Aliança. Conhecemos por que temos uma Aliança Contigo. Esqueceram-se de que quebraram a Aliança quando desobedeceram ao mandamento de Êx.20.3-5 (Não terás outro Deus além de mim). Quais são os ídolos do presente século? Jogadores de futebol, Atores e Atrises de TV, Políticos, Cantores,etc... 3 Israel rejeitou o bem; o inimigo persegui-lo-á. Clara referência à maldição imposta por quebra de Aliança em Dt 28.25 (Por sete caminhos fugirás de teus inimigos).Quantos estão sendo perseguidos e alcançados por Satanás por causa de sua idolatria? 4 Eles fizeram reis, mas não por mim; constituíram príncipes, mas eu não o soube; da sua prata e do seu ouro fizeram ídolos para si, para serem destruídos. Referência à troca do rei JESUS por rei dentre o povo para imitar nações pagãs. (At 13.21) O governo de DEUS é Teocracia e não Democracia. A prata e o ouro do Egito que era para construir o Templo de DEUS, serviu para construir bezerros de ouro. (Quantos estão usando o dinheiro de DEUS para dar aos ídolos, tais como loterias, shows, praias, Filmes pornográficos, ida à copa no Japão, etc...) 5 O teu bezerro, ó Samaria, foi rejeitado; a minha ira se acendeu contra eles; até quando serão eles incapazes de alcançar a inocência? O ídolo foi rejeitado como representação de DEUS. DEUS não dá sua honra a imagens de escultura ou a outro deus qualquer. Temos que buscar uma pura e santa consciência diante do Senhor. 6 Porque isso é mesmo de Israel; um artífice o fez, e não é Deus; mas em pedaços será desfeito o bezerro de Samaria. Mc 14.58 Nós o ouvimos dizer: Eu destruirei este santuário, construído por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, não feito por mãos de homens. Aqui há uma clara referência ao poder olítico de Samaria que será desfeito quando forem expulsos seus líderes para a Assíria. ÊXODO 32.3,4; 3 Então, todo o povo arrancou os pendentes de ouro que estavam nas suas orelhas, e os trouxeram a Arão, Aquele povo, como alguns crentes, estavam voltando ao passado de escravidão. Gl 5.1 Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jogo de escravidão. 4 e ele os tomou das suas mãos, e formou o ouro com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. Então, disseram: Estes são teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito. Tal como mais tarde Israel viria a desejar um rei humano em lugar do invisível rei divino (l Sm 8:4-8), assim desejavam aqui um deus que tivesse rosto, como todo mundo. Seu último desejo era ser diferente em seu novo relacionamento com Deus: no entanto, esse era o propósito de Deus (19:5,6). Este Moisés, o homem que nos tirou do Egito. A frase é deliberadamente empregada para mostrar a aspereza deste povo escravo. Eles ainda não consideravam sua libertação algo realizado por Deus: era simplesmente algo que Moisés havia conseguido. 2. As argolas de ouro. Presumivelmente estas argolas faziam parte do despojo exigido dos egípcios (12:36). A História registra que, ao contrário de seus primos midianitas, os homens israelitas, no futuro, não usariam ornamentos de ouro (Jz 8:24). Gn 35:4, todavia, menciona que ao tempo de Jacó tais ornamentos eram usados, e 11:2 menciona artigos de joalheria em relação tanto a homens quanto a mulheres. Êx 33:4-6 sugere que a origem deste futuro tabu foi o pecado cometido no Sinai. Em dias passados, portanto, é bem provável que os homens israelitas usassem tais ornamentos livremente. Alguns afirmam que a imagem de ouro deve ter sido pequena, se feita somente com o ouro de brincos. Isso depende, todavia, do número de israelitas, e do tamanho e do peso dos brincos (frequentemente consideráveis, como na Índia de hoje) e, sem dúvida, da construção da imagem."Queimar" significaria então "derreter em fogo aberto" (isto é, não um forno como o ourives). Uma simples alteração vocálica daria aqui o sentido de "fundir em um molde" ao invés de "trabalhou com buril": Usar imagens como símbolo de Deus é enganoso (20:23). Usar um touro como símbolo de Deus é ainda pior: além do mais é blasfémia chamar o "novo" deus de YHWH, como parece ter acontecido na ocasião. 1 REIS 12.28-32 28 Pelo que o rei tomou conselho, e fez dois bezerros de ouro, e lhes disse: Muito trabalho vos será o subir a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito. 29 E pôs um em Betel e colocou o outro em Dã. 30 E este feito se tornou em pecado, pois que o povo ia até Dã, cada um a adorar. 31 Também fez casa dos altos e fez sacerdotes dos mais baixos do povo, que não eram dos filhos de Levi. 32 E fez Jeroboão uma festa no oitavo mês, no dia décimo-quinto do mês, como a festa que se fazia em Judá, e sacrificou no altar; semelhantemente, fez em Betel, sacrificando aos bezerros que fizera; também em Betel estabeleceu sacerdotes dos altos que fizera. Provavelmente festa dos tabernáculos ou pentecostes. Objetivos: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a: 1- Descrever os pecados de Israel que provocaram a ira de Deus. . As tábuas quebradas falam da aliança quebrada. A idolatria e os pecados sexuais foram os principais motivos da ira de DEUS. 2- Conscientizar-se de que Deus não aceita dividir sua glória com ninguém. Falsos Profetas - Adoração a Ídolos, Santos... Existem, hoje em dia, muitos conceitos sobre a forma como a Bíblia expõe a devoção e adoração a ídolos, imagens, "santos"... Algumas religiões e seitas, como a Igreja Católica, com o propósito de defender suas teses, de forma a confundir o povo de Deus, tentaram justificar biblicamente essas heresias, e difundiram essas heresias como doutrinas Espirituais, mas que não podemos considerar assim, pois é totalmente contrário aos dogmas bíblicos. Um dos textos bíblicos que ressaltam essa veracidade se encontra no livro de Isaías 42.8,9: "Eu sou o Deus Eterno (JAVÉ) : este é o meu Nome, e não permito que as imagens recebam o louvor que somente eu mereço. As coisas que prometi no passado já se cumpriram, e agora vou lhes anunciar coisas novas, para que vocês as saibam antes mesmo que elas aconteçam." Existem dois pontos muito fortes neste texto. Primeiramente, Deus (Javé, no texto original, quer dizer "Eterno" ou "O Deus Eterno") simplifica toda uma dúvida. Ele, e só Ele é digno de todo louvor e glória. Inacreditável como ainda em algumas preces de algumas religiões expõem-se claramente a glória a suas imagens e ídolos. Deus que não divide sua glória com ninguém. O outro ponto que deve ser respeitado é o fato de Deus revelar que primeiro anunciaria o que vai acontecer, e, logo então, aconteceria. Muitos podem não atentar para a profundidade do texto, mas tem uma grande lição. Todas as coisas que acontecem hoje (falo das coisas espirituais), a menos que sejam biblicamente citadas, é profano aos olhos do Senhor, afinal, foi a sua própria pessoa que o disse! Por isso sempre usamos o termo: "Pois a Bíblia diz assim..." ou "A Palavra de Deus cita isso em...". 3- Citar os padrões para a escolha de líderes, descritos na Bíblia. Ex 19: 6 - "E vós sereis para mim reino sacerdotal e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel." O ministérios de adoração deveria ter sido exercido pela nação toda. Eles, porém, falharam logo no início, pois enquanto Moisés recebia as tábuas da lei a nação adorou o bezerro de ouro. Daí em diante, Deus declarou que só a tribo de LEVI exerceria o ministério sacerdotal, e a família de Arão (também desta tribo) seria para Sumo-sacerdócio: Ver: http://www.armazemnadia.com.br/henrique/A_ADORAÈ.HTM At 6.3 Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarreguemos deste serviço. 1 Tm 3.1-13; 2 Tm 4.5; 2 Tm 2.15; Tt 1.7-9; ETC... INTRODUÇÃO A nação de Israel havia se corrompido pela idolatria de seus vizinhos e principalmente do Egito, de onde tinham saído. A adoração ao Bezerro provavelmente era uma imitação da adoração a Ápis, deus dos egípcios em forma de um pequeno touro. DEUS os condena devido aos seus pecados de idolatriae sexuais. Seus Sacerdotes ao invés de ensinarem o verdadeiro culto racional e espiritual, os ensinava a substituir DEUS por divindades pagãs. I. A REBELIÃO DO SINAI 1. Moisés no monte Sinai. ISRAEL ( as 10 tribos do norte) desviaram-se totalmente de Deus a ponto de adorar 2 bezerros de ouro e constituir sacerdotes que não eram levitas. Nunca mais estas tribos voltaram à adoração correta a Deus. Estamos assistindo hoje também à consagração de obreiros por puro interesse material. É devido a isso mesmo que não temos mais em nossos cultos a legítima adoração a DEUS; trocada por música, puramente música sem sentido de adoração em espírito e em verdade, mas apenas louvor, muitas vêzes músicas sensuais ou músicas para emocionar e não para edificar. 2. O bezerro de ouro. Quando Moisés voltou do Monte Sinai com as primeiras tábuas da Lei e viu como o povo dançava de maneira auto-destrutiva e pecaminosa ao redor do bezerro de ouro, ele despedaçou as tábuas de pedra diante dos olhos do povo. Bem entendido, tratava-se das tábuas da Lei que o próprio Deus havia feito e escrito com Seu dedo, mas estas foram destruídas por causa do pecado. (A aliança que acabava de ser promulgada estava desfeita). Entretanto, os primeiros homens que Deus havia feito e nos quais Ele colocara a Sua imagem, que, entretanto, sujaram essa imagem santa pelo pecado, não foram destruídos. Essa teria sido a possibilidade mais simples para Deus, porque dessa maneira Ele poderia limpar a Sua própria imagem santa de qualquer contaminação e desonra. Porém, Deus não destruiu a Sua criação, principalmente devido à intercessão de Moisés. Ele procurou uma possibilidade para reparar o estrago. Havia somente um único caminho: O CALVÁRIO 3. O paganismo atual. Construíram então um bezerro de ouro e quebraram o acordo na aliança (Dt 5,8; Êx 20,23). Tinham no seu meio um deus visível, isto é, a imagem do bezerro e lhe atribuíram poderes sagrados (Êx 32,4). Eles queriam ter alguém que fosse a sua frente, que os conduzissem pelo itinerário, que os "leve à terra que mana leite e mel (. . .) O bezerro é, portanto, uma imagem de Iahweh, ou pelo menos assim o entende Aarão (. . .). O bezerro não é imagem do Baal (. . .) O povo não pretendeu nomear outros deuses além de Iahweh, e Aarão não pretendeu com a imagem criar outros deuses" . O texto relata, portanto, não a negação de Deus, mas a manipulação de Javé. Neste sentido esclarece Jung Mo Sung: "Na verdade Iahweh manipulado já não é mais Iahweh, mas é um ídolo que tem o mesmo nome de Deus. (. . .) A raiz deste pecado contra a esperança é a idolatria (. . .) um pecado contra a transcendência de Javé. É a falta de esperança num Deus que transcende, não ao visível e material, mas à impossibilidade humana de vencer a opressão do sistema e a própria morte. A conseqüência dessa idolatria é a rejeição da libertação e da liberdade, e a busca de 'segurança' no interior do sistema opressivo" . Disso decorre que a idolatria está sempre ligada à opressão. Não se trata de um deus falso, mas de um falso culto ou manipulação de símbolos religiosos que servem para manter a opressão, porém aparecem disfarçadamente. Neste sentido, Hugo Assmann afirma: "Os ídolos que matam reelaboram as suas promessas enganosas de vida" . A presença do bezerro ameaçava negar toda a caminhada do povo junto com Javé. Era apenas uma imagem, uma festa (Êx 32,6), mas era um exemplo concreto do povo se alienando do processo histórico, pois a idolatria é a perda de identidade e da vida do povo, chamado por Deus a viver a aliança.. Em outras palavras, era o povo delegando ao ídolo, ao fetiche, o processo de libertação, ou seja, as coisas virando sujeito e os sujeitos se coisificando. Em síntese, pode-se dizer como Jung Mo Sung: "a idolatria consiste num deus fabricado pelo sistema opressor que, ao sacralizar o fundamento do sistema e, com isso, o próprio sistema, tira das pessoas a esperança da possibilidade de transcender o sistema opressor vigente, tirando do povo a sua subjetividade, a sua capacidade de desejar e de construir uma sociedade mais humana. Desta forma, assassina-se em nome de deus e apresenta-se a morte e o sacrifício como únicos caminhos da salvação, caminhos queridos por deus" 5. Quando o líder cede às pressões do povo. Buscando ganhar tempo e contentar a Israel, Arão deixa de ser homem de Deus e faz-se homem do povo. Que triste papel para um sacerdote! De intercessor que era reduz-se a um pobre santeiro! Dos pendentes e arrecadas de ouro que possuíam os hebreus, forma ele um bezerro de fundição. Da idolatria, a congregação israelita passa rapidamente à apostasia: "Estes são teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito" (Ex 32.4). 1. Jeroboão, filho de Nebate. I Rs 12: 26,29 - "Disse Jeroboão no seu coração: Agora tornará o reino para a casa de Davi. Se este povo subir para fazer sacrifícios na casa do Senhor, em Jerusalém, o seu coração se tornará para o seu senhor, Roboão, rei de Judá; e, matando-me, voltarão para Roboão, rei de Judá. Pelo que o rei, tendo tomado conselho, fez dois bezerros de ouro; e disse ao povo: Basta de subires a Jerusalém; eis aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito. E Pôs um em Betel, e o outro em Dã." 2. Dã e Betel. Foram colocados dois Bezerros para adoração, um em Dã ao norte e um em Betel ao sul. Assim quando o povo queria sair dos termos de Israel para irem adorar a DEUS ou na Síria ao norte ou em Jerusalém ao sul, tinham que passar primeiro em uma dessas cidades e ficavam por lá substituíndo sua adoração legítima pela idolatria. Também é claro deixavam lá seu dinheiro e suas ofertas de cereais e animais; o que muito alegrava seus príncipes. Será que tem lugar por aí que estão fazendo o mesmo? Estão dando ao povo o que eles querem, profecias e bastante música, numa clara imitação das Igrejas Pentecostais, para que não saiam de sua Igreja e se convertam e deixem de sustentar sua vida mansa. 3. Os bezerros de hoje.
1. Reis e príncipes sem a unção de Deus (v.4). Monarquia: projeto que atrai os idólatras Após a experiência do tribalismo o projeto alternativo passou por uma crise profunda. No meio desta crise foi ventilada a hipótese de adotar-se um governo monárquico. A opção pelo regime monárquico foi vista como o que resolveria todos os problemas dos privilegiados, os defensores das desigualdades e dos privilégios. Todos os povos vizinhos tinham um rei que legitimava as desigualdades. É importante frisar, que um grupo significativo do povo pobre manipulado pela elite opta pelo sistema monárquico. Idolatra-se um regime de governo, um sistema político atribuindo-lhe poderes salvíficos. Assim a idolatria se tornou historicamente verdadeira, porque a realidade idolatrizada funciona segundo as leis do ídolo. No livro de Samuel percebemos um posicionamento contrário a monarquia, este sistema não era do agrado de Javé (1 Sm 8,7-8). A opção pela monarquia implicava no não reconhecimento de Javé como guia. O rei assumiria o posto de líder guia. Samuel procurava esclarecer o povo, ou seja, os mais abastados e os ludibriados pelos falsos pastores, sobre o papel do rei (1 Sm 8,10-18). Estes não ouviram-o. Queriam um rei para serem como as outras nações (2 Sm 8,20). Portanto, no meio da crise do sistema tribal, emergiu a idolatria do rei. O ídolo era, em última instância, o rei. O projeto alternativo ficou como "bandeira de luta"dos movimentos populares, especialmente dos profetas. Pois a farsa "o rei então resolveria todos os problemas" ou "o rei e a monarquia não teriam falhas", não tinha consistência. 2. O bezerro de Samaria (v.5). Profecia de Oséias Oséias atuou no final do reino do Norte, Israel (750-722 a.C.). Era, igualmente, o final de uma época de grande ascensão do comércio, do Estado e da economia para alguns setores, mas funesto para os pobres e, por conseguinte, para a fé em Javé . Oséias denunciou a manipulação religiosa capitaneada pelos sacerdotes (4,7), Javé foi reduzido a um Deus qualquer no meio de outros deuses adorados pelo povo (13,1-2) Mais ainda: "Teu bezerro, Israel não é um Deus. Foi construído por um escultor (. . .) Porque semeia vento, colherão tempestade! O teu trigo não dará espigas, a espiga não dará farinha, e esta se resultar em alguma coisa, vai ser comida pelos estrangeiros"(8,6-7). A religião vivida não tinha presente a história e o sofrimento dos pobres. O culto implicava em idolatria aos falsos deuses(4,10-14). Ao abandonar o Deus de Israel e assumir deuses estrangeiros, Israel deixou de ser povo chamado a viver a Aliança com Javé. Por isso, perde a subjetividade e, portanto, a capacidade de ser sujeito histórico que busca consolidar a vida do povo em torno do direito e da justiça (cf. Os 10,11-15) . O processo de idolatrização era profundo. A eira, outrora lugar do culto, da alegria, da celebração da vida tornou-se o lugar da idolatria, da prostituição (4,10-14), negação do Deus Javé, negação da vida do povo. " Oséias também nos mostra através de suas pala-vras como o povo era explora-do(...), mas o especifico de Oséias não está na denún-cia social e, sim, na sua visão teo-lógica da si-tuação. Usa o ter-mo 'prosti-tuição' para qua-lificar a situa-ção do povo. É 'pros-ti-tuí-do' -pela religião, por sacerdotes e ri-tos de fertilidade. 'Pros-titui-ção' é justamente isto: domina-ção do povo por ritos religio-sos em que se diz ao povo que o pro-duto do campo e até as pessoas de su-cesso pertencem a Baal, o deus da chuva, da fertili-dade. Se perten-cem a Baal, pertencem aos sacer-dotes e ao Estado que se espe-cia-li-zou em dar culto a Baal (em Samaria havia um tem-plo a Baal!). 'Pros-ti-tui-ção' é o modo que facili-tou a ex-ploração do povo campo-nês, de seus produtos (ali-mentos e pessoas) através de gestos sim-bó-li-cos, re-ligio-sos. Isto afeta antes de tudo as mulhe-res. Elas eram pros-titu-ídas, isto é, simbolicamente forçadas a entregar mais pro-du-tos às festas e pro-criar mais em favor do exér-cito e do Esta-do. Portanto, Oséias nos apresenta a situação da mulher campone-sa, de mulheres como Go-mer. A culpa por esta deformação adúltera é, antes de tudo, do rei, do sacerdócio, do templo. Oséias é radicalmente anti monárquico. Anuncia o 'fim do reina-do'(1,4), não só do rei e proclama que Javé não quer sa-cri-fícios, templos, porém 'so-li-darie-dade'/hesed (6,6)". Oséias, como os demais profetas, tem muito claro que a idolatria é sempre culto fácil ao deus que serve para manter a opressão. Isto se efetiva através da manipulação dos conceitos religiosos, símbolos e imagens de Deus para manter e continuar a opressão. Neste sentido, que a luta contra a idolatria é fundamental . CONCLUSÃO O culto estabelecido por Jeroboão I é conhecido como monolatria. Ensinava adorar a Jeová, usando a imagem de fundição do bezerro. Estudos afins Oséias Introdução e Comentários - David A.Hubbard - OSÉIAS 8.1-9.9 e contra minha instrução se rebelaram — [embora] para mim continuem clamando, "Meu Deus, nós te conhecemos, nós Israel" — Israel rejeitou o bem, um inimigo começará a persegui-lo. A aliança está no âmago dessas palavras: (l) para estabelecer o tom, ela é mencionada primeiro na acusação (cf. 6.7); (2) está implícita na lá ("instrução"; heb. tora; cf. 4.6), que tem como centro a história e as exigências da aliança (quanto ase rebelaram, veja comentário sobre 7.13); (3) o forte grito (cf. 7.14, onde o clamor não tem entendimento), te conhecemos, indica uma declaração de lealdade à aliança, sendo coerente com o emprego que Oséias faz do verbo "conhecer" (heb. yd'; cf. 2.20; 4.1, 6; 5.4; 6.3, 6); (4) o bem que Israel rejeitou (um modo antitético de descrever a mesma atitude expressa em "maquinam o mal contra mim" [IBB; 7.15]), na afirmação principal desta passagem, pode ser uma expressão da cordialidade dentro da aliança;1 e (5) a ameaça de perseguição inimiga é exatamente a forma de juízo que um tratado (aliança) rompido exigiria — a proteção do soberano é retirada, e o vassalo rebelde fica à mercê dos ataques hostis. Não se declara a identidade do inimigo (v. 3b). A coerência sugere que inimigo e "águia" (v. Ia; cf. He 1.8; Lm 4.19, quanto à agilidade que a águia ou o "abutre" têm para devorar — o hebraico nsr pode indicar qualquer um deles) devem estar descrevendo a mesma entidade.1 A ausência de verbos no versículo Ia condensa de tal maneira a linguagem que pouco podemos fazer além de especular quanto a seu sentido pleno. Parece ser uma convocação ao profeta a fim de tocar o alarme para o povo, como uma sentinela tocaria a trombeta de chifre de carneiro (cf. 5.8; Am 3.6, embora o verbo "tocar" esteja faltando em Ia). Ainda que versões modernas empreguem boca, a palavra hebraica é "palato", que ocorre com frequência em paralelo com "lábios" ou "boca" (Pv 5.3; 8.7; Ct 5.16; 7.10). O motivo do alarme é anunciado na frase seguinte: "[algo] como o abutre [está] sobre a casa de Javé". Uma linha de interpretação antiga como o Targum vê o inimigo-abutre como sendo a Assíria. O contexto parece apoiar essa interpretação: por exemplo, a violência que derruba os príncipes em 7.16; o fato de Israel ser devorado por estrangeiros em 8.7-8; amenção específica da Assíria em 8.9; a derrota militar e o exílio implícitos em 8.14 e 9.5-6. Quanto a "abutre" como figura das agressões, tanto da Babilónia como do Egito, veja a alegoria de Ezequiel (17.1-24). Pode-se reforçar esta interpretação com o jogo de palavras entre inimigo (v. 3) e amores (v. 9; heb. 'ôyeb e 'õheb): os "amantes" (aliados) a quem Israel cortejou voltaram-se contra ele e irão devorá-lo do mesmo modo como um "abutre" devora uma carniça.2 O local de tal glutonaria é a casa do Senhor (v. Ia), que provavelmente não significa o templo de Jerusalém nem um santuário de Baal (a menos que a frase seja totalmente sarcástica); antes, abrange toda a terra de Israel (cf. 9.3-4), dada por Deus a Seu povo. Oséias 8.4-6 Governantes ilícitos e ídolos condenados (8.4-6). A acusação genérica dos versículos 1-3 torna-se agora mais específica. Seu alvo inicial são os reis e os príncipes (v. 4ab), mantidos somente pela ambição cruel e mudados só pela traição acompanhada de violência (2 Rs 14.23-17.2; Os 7.3-7). Não se buscou Sua orientação nem se procurou obter Sua aprovação (quanto a "saber", "conhecer", com o sentido de "importar-se com" ou "aprovar", veja SI 1.6) em nenhuma dessas mudanças dinásticas, Os governantes e, portanto, todas suas principais autoridades (príncipes; cf. 7.3,16) foram escolhidos segundo critérios que nada tinham a ver com os propósitos de Deus para Seu povo. É marcante o contraste entre esse processo de seleção arbitrária e a escolha de Davi, feita por Deus pelas mãos de Samuel (l Sm 16.1-13). O segundo alvo da acusação são os ídolos que abundavam no culto (w. 4c-6; cf. 2.8 quanto a prata e ouro). Toda a empreitada religiosa que havia se degenerado na adoração de bezerros (cf. 10.5, 6; 13.2) estava condenada à destruição (w. 4d, 6d). Embora a proibição da idolatria na lei da aliança (Èx 20.3-6; Lv 19.4) com certeza estivesse em vista (cf. v. l), aqui é a loucura dos idólatras, e não sua desobediência à lei, que atraia atenção de Oséias (c/. Is 40.18-20; 41.29; 42.8, 17; 44.9-20; He 2.18-19), Será que pode existir algo mais insensato do que adorar aquilo que é inferior a nós, algo que não é deus (cf. 7.16), nossa criação, não nosso Criador? À semelhança de qualquer outra coisa fabricada, um ídolo esculpido em madeira e vestido com metais preciosos (ídolos, não o povo, é o sujeito do verbo destruir ou "eliminar"; v. 4d) pode ser destruído^, 4d) ou despedaçado (v. 6d; cf. Êx 32.20). Com toda certeza, o bezerro de Samaria estava localizado em Betei, instalado no santuário real (cf. l Rs 12.28-30 quanto à sua construção sob Jeroboão I e Am 7.13 quanto à sua importância para Jeroboão II). Oséias vincula claramente o bezerro de Betei com os cidadãos de Samaria, ao descrever o pranto deles quando da partida do bezerro (10.5-6). O sujeito lógico de "ele rejeitou o teu bezerro" (TB; PIB mg., v. 5) e Deus, embora a mudança da terceira para a primeira pessoa na linha seguinte, a minha ira, seja um pouco abrupta, a não ser que entendamos esse trecho como uma citação direta introduzida por um "dizendo" implícito (cf. NASB: "Ele rejeitou o teu bezerro, ó Samaria, dizendo: A minha ira arde contra eles"). Também é possível ler minha ira como o sujeito das duas frases: "minha ira rejeitou o teu bezerro, ó Samaria, te ardeu contra eles".1 Tais leituras amenizam a necessidade de emendarei verbo para "rejeitei" (PIB; cf. também BLH), "rejeita" (imperativo; Niv) ou e rejeitado (çf. ARA; IBB; ARC; Mays). Andersen (p. 482), com certa plausibilidade, liga a última linha do versículo 4 à primeira oração do versículo 5: "Para que isso seja eliminado, ele rejeita o bezerro de Samaria". A rejeição é a reação de Deus ao fato de Samaria rejeitar a aliança divina (v. 3) e transferir sua lealdade, tirando-a de Javé e dando-a ao bezerro, que simbolizava para eles a fertilidade de Baal. Esses samaritanos, que são os sujeitos dos verbos no versículo 4, devem ser aqueles (eles) contra quem se acende a ira de Deus (cf. Is 5.25 quanto a essa ira, que em Isaías está lado a lado com a mão estendida de Deus, pronta para despedaçar em juízo; cf. 9.12,17,21; 10.4). Essa ira ardente, e não o amor perdoador, na atitude de Javé aqui, deve-se tanto à falta de arrependimento por parte de Israel quanto à intensidade de seu pecado. A honra do Deus zeloso foi objeto de concessão cruel na adoração do bezerro (cf. Êx 32.10, 11, 19, onde tanto Javé como Moisés ardem de ira diante do bezerro de ouro), e todo Seu semblante (ira e "nariz" são a mesma palavra hebraica 'ap) inflamou-se com uma justa chama, que só o retorno absoluto de Israel apagará (11.9; 14.4). A segunda metade do versículo 5 é uma queixa (cf. SI 4.2; 6.3). Até quando não suscita uma pergunta de natureza cronológica, mas lamenta que a falta de pureza de Israel (cf. Gn 20.5; SI 26.6; 73.13, onde a palavra hebraica descreve mãos inocentes, isentas de culpa) tenha se tornado uma prática permanente. A primeira expressão do versículo 6, literalmente "porque (ou de fato) da parte de Israel", parece estar ligada ao versículo 5, mas seu sentido exato é tão difícil que, mais uma vez, o texto tem dado origem a diversas emendas. A tradução de Wolff(p. 132), "mas eles provêm de Israel", talvez seja a melhor a que podemos chegar. Assim mesmo, o significado é ambíguo. O tom poderia ser comovente: "Isso mesmo, eles parecem incapazes de pureza, mas são de Israel e podem retornar" (como entende Wolff, p. 141); ou talvez sarcástico: "Mas eles são de Israel, com sua história maculada pela rebeldia, e não retornarão". Oséias 8..5,6 Livro de Ezequias 1. O bezerro de Samaria. O teu bezerro, ó Somaria, foi rejeitado... (v.5). Uma leitura cuidadosa no livro do profeta Oséias parece mostrar que tudo o que havia de ruim estava em Israel. Tudo quanto é maldade, violência, mentira, prostituição, idolatria estava no Reino de Norte. O baalismo campeava no mundo religioso da casa de Israel. Diante de um sincretismo religioso desse, é claro que o bezerro estava também presente. O culto que havia começado em Dã e Betei, os extremos norte e sul de Israel, desde os dias de Jeroboão I, estava sendo cultuado na capital Samaria. O touro era muito usado no antigo Oriente para simbolizar a divindade por causa de sua força e fecundidade. Era comum nesses povos pagãos, cuja economia era essencialmente agrícola, esse tipo de culto. O boi Ápis, uma das principais divindades do Egito, era o touro sagrado. Os israelitas viram esse tipo de culto quando estiveram no Egito. As estátuas das divindades cananéias de Baal e também do deus Hadade eram colocadas sobre touros. 2. O bezerro do deserto.... a minha ira se acendeu contra eles... (v.5). Moisés conduziu do povo do Egito até ao Sinai para receber a lei de Deus. Ele esteve 40 dias e 40 noites no monte quando recebeu as tábuas da lei (Ex 34.28). O povo achava que era tempo demais e que não havia esperança de Moisés retornar. Partindo desse princípio queriam agora uma representação visível de Jeová. Não viam a possibilidade de Jeová, seu Deus, levantar outro homem, se porventura as suspeitas do povo se confirmassem. Lembraram-se logo do Egito, seus costumes e sua religião (Êx 32.2). Fazia pouco tempo que o povo havia saído do Egito, mas parece que o Egito ainda não havia saído do coração do povo. Qualquer dificuldade encontrada nessa jornada reacendia neles o desejo de voltar ao Egito. Chegaram a considerar o pão de Deus inferior ao o do Egito (Nm 11.5,6). É típico do crente que sente saudade do mundo, de onde veio, quando enfrenta alguma dificuldade na Igreja ou no relacionamento com os irmãos (Mt 13.20, 21). Muito cedo o povo se rebelou contra Deus se desviando dos caminhos do Senhor e violando, logo de início, os dois primeiros mandamentos do Decálogo que Moisés ainda estava recebendo no monte. Jeová se indignou com eles (Êx 20.2-5; 32.7,8). D''nnü"3 wn cmbfsi ^i irroy enn wm ^'CT "s 6 Porque isso é mesmo de Israel; um artífice o fez, e não é Deus; mas em pedaços será desfeito o bezerro de Samaria (8,6). 3. Jeroboão, filho de Nebate. Porque isso é mesmo de Israel; um artífice o fez,... {v.6). Depois do bezerro do deserto, da época de Moisés, surgiu o bezerro de Jeroboão I, filho de Nebate. Jeroboão foi escolhido por Deus para reinar sobre as Dez Tribos. Deus prometeu ser com ele assim como o foi com Davi (l Rs 11.37,38). Mas ele se desviou estabelecendo o culto do bezerro, fundou escolas idolátricas em Israel, como o refrão que se tomou em dito proverbial, que durou até ao penúltimo rei, Peca, filho de Remalias, que: "nunca se apartou de nenhum dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar a Israel" (2 Rs 15.28). 4. Da e Betei. Jeroboão I temia que nas peregrinações para Jerusalém, por ocasião das festas, o povo ficasse encantado com a beleza do templo e não reconhecesse mais a sua autoridade como rei. Essa falta de fé nas promessas de Deus levou o rei a inventar algo para atrair ao povo de modo que ninguém se interessasse mais por Jerusalém: o culto do bezerro (l Rs 12.16-28). Fez dois bezerros de ouro, colocou um em Da e o outro em Betei, e apresentou ao povo da mesma forma como fez Arão, no deserto: "Vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito" (cf l Rs 12.28, 29; Êx 32.4). 5. Os bezerros de hoje. Devemos tomar muito cuidado com as inovações. O segredo para o crescimento da igreja são oração, jejum, humildade, evangelização e discipulado. Ultimamente muitas invenções têm surgido nas igrejas na tentativa de atrair o povo, mas fora do nosso padrão. Às vezes, são pessoas cheias de boas intenções, mas que estão desonrando a Deus. Quando são apenas os ventos de doutrinas, esses movimentos vêm e vão, causando estragos espirituais (Ef 4.12-14). Mas às vezes não existe retorno. Não precisamos de recursos extra-bíblicos para o crescimento da igreja e nem de fogo estranho para atrair o povo. É só manter o modelo bíblico (Is 8.20). 6. O paganismo atual. A expressão "faze-nos deuses" (Êx 32.1), no hebraico, é asse-lanu elohim, que seria "faze-nos elohim". Como Elohim é um dos nomes de Deus, isso significa que o bezerro seria uma representação visível de Jeová. A intenção era erigir o bezerro para servir como símbolo ou representação de Jeová. Era pecado grave, visto que Jeová proibiu fazer imagens de escultura e de se encurvar diante delas (Êx 20.2-5). O argumento de que a imagem é apenas representativa, usado por muitos hoje, não atenua em nada a gravidade do pecado. Se não é pecado imagens hoje não seria também na antigüidade, pois eram representativas também. O Bezerro do Senhor Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito. Se, pois, não vos tornastes fiéis na aplicação das riquezas de origem injusta, quem vos confiará a verdadeira riqueza? Lucas 16:10 e 11. Conta-se a história de um fazendeiro que informou alegremente à esposa e aos filhos que a melhor vaca da família havia parido dois bezerros gêmeos, um marrom e outro branco. Ele disse que estava tão agradecido que resolvera dedicar um dos bezerros ao Senhor. – Vamos criá-los juntos e quando chegar a hora vamos vender um deles e ficar com o lucro, e vamos vender o outro e doar o dinheiro para a obra do Senhor. – Mas qual deles é o do Senhor? – quis saber a esposa. – Não precisamos nos aborrecer com isso agora – respondeu ele. – Vamos criá-los da mesma maneira até que estejam prontos para a venda. Alguns meses depois o fazendeiro voltou para casa parecendo muito deprimido e infeliz. Quando a esposa lhe perguntou o motivo do desânimo, ele lhe contou que o bezerro do Senhor havia morrido. – Mas – exclamou ela – você ainda não havia resolvido qual deles era o do Senhor! – Oh, sim – disse ele – eu resolvera algum tempo atrás que era o branco, e foi o branco que morreu. Bem, podemos até sorrir com essa história singela. Mas não ria demais, ou você poderá estar rindo de você mesmo. Para muitos de nós, quem sempre morre é o bezerro do Senhor. Quando as coisas ficam difíceis, um dos primeiros setores que escolhemos para fazer economia são as nossas contribuições para com a obra do Senhor. O bezerro do Senhor é sempre o primeiro. Colaboração Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva | |||||
|