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Lição 11 - O batismo com o Espírito Santo e a obra Missionária | ||||||||||||||||||||
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| Estudos: | ||||||||||||||||||||
| - Repensando Fundamentos Bíblicos da Obra Missionária | ||||||||||||||||||||
| - Missões | ||||||||||||||||||||
| - Obra missionária de Paulo | ||||||||||||||||||||
| - Responsabilidade missionária da igreja | ||||||||||||||||||||
| - Base bíblica das missões | ||||||||||||||||||||
| - As quatro indispensáveis qualidades de uma igreja missionária | ||||||||||||||||||||
| - Preconceitos e conceitos sobre missões | ||||||||||||||||||||
| - Evangelismo | ||||||||||||||||||||
| - Atos | ||||||||||||||||||||
| - Evangelismo e Missões | ||||||||||||||||||||
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Livros: | ||||||||||||||||||||
- Paulo: um Homem de Coragem e Graça - Charles R. Swindoll - Editora Mundo Cristão | ||||||||||||||||||||
Complemento: | ||||||||||||||||||||
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Texto
Áureo:
“Mas
recebereis a virtude do ESPÍRITO SANTO, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis
testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos
confins da terra” (At 1.8)
RECEBEREIS
A VIRTUDE. O termo original para virtude é dunamis, que significa poder
real; poder em ação. Esse é o versículo-chave do livro de Atos. O
propósito principal do batismo no ESPÍRITO SANTO é o recebimento de poder
divino para testemunhar de Cristo, para ganhar os perdidos para Ele, e
ensinar-lhes a observar tudo quanto Cristo ordenou. Sua finalidade é que Cristo
seja conhecido, amado, honrado, louvado e feito Senhor do povo de DEUS (cf. Mt
28.18-20; Lc 24.49; Jo 5.23; 15.26,27).
(1)
Poder (gr. dunamis) significa mais do que força ou capacidade; designa aqui,
principalmente, o poder divino em operação, em ação. O batismo no ESPÍRITO
SANTO trará o poder pessoal do ESPÍRITO SANTO à vida do crente.
(2)
Note que neste versículo Lucas não relaciona o batismo no ESPÍRITO SANTO com a
salvação e regeneração da pessoa, mas com o poder celestial no interior do
crente para este testemunhar com grande eficácia .
(3)
A obra principal do ESPÍRITO SANTO no testemunho e na proclamação do evangelho
diz respeito à obra salvífica de Cristo, à sua ressurreição e à promessa do
batismo no ESPÍRITO (cf. 2.14-42).
SER-ME-EIS
TESTEMUNHAS. O batismo no ESPÍRITO SANTO não somente outorga poder para
pregar JESUS como Senhor e Salvador, como também aumenta a eficácia desse
testemunho, fortalecido e aprofundado pelo nosso relacionamento com o Pai, o
Filho e o ESPÍRITO SANTO por termos sido cheios do ESPÍRITO (cf. Jo 14.26;
15.26,27).
(1)
O ESPÍRITO SANTO revela e torna mais real para nós a presença pessoal de JESUS
(Jo 14.16-18). Uma comunhão íntima com o próprio JESUS CRISTO resultará num
desejo cada vez maior da nossa parte de amar, honrar e agradar nosso
Salvador.
(2)
O ESPÍRITO SANTO dá testemunho da justiça (Jo 16.8,10) e da verdade (Jo 16.13),
as quais glorificam a Cristo (Jo 16.14), não somente com palavras, mas também
no modo de viver e no agir. Daí, quem tem o testemunho do ESPÍRITO SANTO a
respeito da obra redentora de JESUS CRISTO, manifestará com certeza, à
semelhança de Cristo, o amor, a verdade e a justiça em sua vida (cf. 1 Co
13).
(3)
O batismo no ESPÍRITO SANTO outorga poder para o crente testemunhar de Cristo e
produz nos perdidos a convicção do pecado, da justiça e do juízo (ver Jo
16.8a). Os efeitos desta convicção se tornarão evidentes naqueles que proclamam
com sinceridade a mensagem da Palavra e naqueles que a recebem (2.39,40).
(4)
O batismo no ESPÍRITO SANTO destina-se àqueles cujos corações pertencem a DEUS
por terem abandonado seus maus caminhos (2.38; 3.26), e é mantido mediante a
mesma dedicação sincera a Cristo (ver 5.32).
(5)
O batismo no ESPÍRITO SANTO é um batismo no ESPÍRITO que é SANTO (cf. ESPÍRITO
de santificação , Rm 1.4). Assim, se o ESPÍRITO SANTO realmente estiver
operando em nós plenamente, viveremos em maior conformidade com a santidade de
Cristo. À luz destas verdades bíblicas, portanto, quem for batizado no ESPÍRITO
SANTO, terá um desejo intenso de agradar a Cristo em tudo o que puder. Noutras
palavras: a plenitude do ESPÍRITO complementa (i.e., completa) a obra salvífica
e santificadora do ESPÍRITO SANTO em nossa vida. Aqueles que afirmam ter a
plenitude do ESPÍRITO, mas vivem uma vida contrária ao ESPÍRITO de santidade,
estão enganados e mentindo. Aqueles que manifestam dons espirituais, milagres,
sinais espetaculares, ou oratória inspiradora, mas não têm uma vida de
verdadeira fé, amor e retidão, não estão agindo segundo o ESPÍRITO SANTO, mas
segundo um ESPÍRITO impuro que não é de DEUS (Mt 7.21-23; cf. Mt 24.24; 2 Co
11.13-15).
Verdade Prática: Para que o servo de DEUS possa obter êxito na obra missionária ante as perseguições e tribulações, é fundamental estar cheio do ESPÍRITO SANTO. Leitura Diária: Segunda At 2.37-41; 4.31,33 O efeito do Pentecostes At 2.37-41 37 Ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, varões irmãos?38E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de JESUS CRISTO para perdão dos pecados, e recebereis o dom do ESPÍRITO SANTO.39Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos DEUS, nosso Senhor, chamar.40E com muitas outras palavras isto testificava e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa.41De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se quase três mil almas. 2.38 ARREPENDEI-VOS, E CADA UM DE VÓS SEJA BATIZADO. O arrependimento, o perdão dos pecados e o batismo são condições prévias para o recebimento do dom do ESPÍRITO SANTO. Mesmo assim, o batismo em água antes do recebimento da promessa do Pai (cf. 1.4,8) não deve ser tido como condição prévia absoluta para a plenitude do ESPÍRITO SANTO; assim como o batismo no ESPÍRITO não é uma conseqüência automática do batismo em água. (1) Na situação em apreço, Pedro exigiu o batismo em água antes do recebimento da promessa, porque na mente dos seus ouvintes judaicos, o rito do batismo era pressuposto como parte de qualquer decisão de conversão. O batismo em água, contudo, não precedeu o batismo no ESPÍRITO nas ocasiões registradas em 9.17,18 (o apóstolo Paulo) e 10.44-48 (os da casa de Cornélio). (2) Cada crente, depois de se arrepender dos seus pecados e de aceitar JESUS CRISTO pela fé, deve receber (2.38; cf. Gl 3.14) o batismo pessoal no ESPÍRITO. Vemos no livro de Atos o dom do ESPÍRITO SANTO sendo conscientemente desejado, buscado e recebido (1.4,14; 4.31; 8.14-17; 19.2-6); a única exceção possível à regra, no NT, foi o caso de Cornélio (10.44-48). Daí, o batismo no ESPÍRITO não deve ser considerado um dom automaticamente concedido ao crente em Cristo. 2.39 A VÓS, A VOSSOS FILHOS E A TODOS. A promessa do batismo no ESPÍRITO SANTO não foi apenas para aqueles presentes no dia de Pentecoste (v.4), mas também para todos os que cressem em Cristo durante toda esta era: a vós os ouvintes de Pedro; a vossos filhos à geração seguinte; à todos os que estão longe à terceira geração e às subseqüentes. (1) O batismo no ESPÍRITO SANTO com o poder que o acompanha, não foi uma ocorrência isolada, sem repetição, na história da igreja. Não cessou com o Pentecoste (cf. v. 38; 8.15; 9.17; 10.44-46; 19.6), nem com o fim da era apostólica. (2) É o direito mediante o novo nascimento de todo cristão buscar, esperar e experimentar o mesmo batismo no ESPÍRITO que foi prometido e concedido aos cristãos do NT (1.4,8; Jl 2.28; Mt 3.11; Lc 24.49). 2.40 DESTA GERAÇÃO PERVERSA. Ninguém, pode ser salvo, se não abandonar a perversidade e a corrupção da sociedade contemporânea (cf. Lc 9.41; 11.29; 17.25; Fp 2.15). Todos os novos crentes devem ser ensinados a romper com todas as más companhias, renunciar o mundo ímpio, unir-se com Cristo e seu povo e dedicar-se à obra de DEUS (2 Co 6.14,17). Atos 4.31,33 = 31E, tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do ESPÍRITO SANTO e anunciavam com ousadia a palavra de DEUS.32E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns.33E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. 4.31 TODOS FORAM CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO. Várias verdades importantes destacam-se aqui. (1) A expressão batizados com ESPÍRITO SANTO (ver 1.5) descreve a obra de consagração do ESPÍRITO SANTO capacitando inicialmente o crente com poder divino para testemunhar. Os termos cheios , revestido e com autoridade descrevem essa sua capacitação para trabalhar (2.4; 4.8,31; 9.17; 13.9,52). Conforme a necessidade, o enchimento do ESPÍRITO pode ser renovado. (2) As expressões do meu ESPÍRITO derramarei (2.17,18; 10.45), veio sobre eles o ESPÍRITO SANTO (19.6), retratam de modo diferente a ocasião em que os crentes são cheios do ESPÍRITO SANTO (2.4; 4.31; 9.17). (3) Todos os crentes, inclusive os apóstolos anteriormente cheios (2.4), foram novamente cheios a fim de enfrentarem a oposição contínua dos juDEUS (v. 29). Novos enchimentos com o ESPÍRITO SANTO fazem parte da vontade e provisão de DEUS para todos os que receberam o batismo no ESPÍRITO SANTO (cf. 4.8; 13.52). Devemos esperá-los e buscá-los. (4) Aqui, o ESPÍRITO visita uma congregação inteira. Logo, para que seja cumprida a vontade de DEUS quanto a igreja, não somente indivíduos devem ser cheios do ESPÍRITO (4.8; 9.17; 13.9), mas também congregações inteiras (2.4; 4.31) devem experimentar visitações repetidas do ESPÍRITO SANTO face às necessidades e desafios especiais. (5) A atuação de DEUS sobre toda a congregação, com um novo enchimento do ESPÍRITO SANTO, resulta em ousadia e poder no testemunho dos crentes, em amor uns pelos outros e no recebimento de graça abundante sobre todos (vv. 31-33). 4.31 ANUNCIAVAM COM OUSADIA A PALAVRA DE DEUS O poder interior do ESPÍRITO e a realidade da presença de DEUS que vêm da plenitude do ESPÍRITO libertam o crente do medo doutras pessoas e aumenta grandemente a sua coragem e motivação para falar de DEUS 4.33 COM GRANDE PODER. Era poder divino manifesto no mais alto grau que operava nos apóstolos. O grego diz aqui mega dunamis. Grande poder é a característica distintiva da pregação e do testemunho apostólicos (cf. 1.8), por três razões: (1) O testemunho apostólico baseava-se na Palavra de DEUS (v. 29) e na convicção de que ela fora dada pela inspiração do ESPÍRITO SANTO. (2) Os discípulos tinham certeza de terem sido enviados e comissionados pelo próprio JESUS CRISTO, o Senhor ressurreto (v. 33). (3) O grande poder do ESPÍRITO SANTO operando nos discípulos (v. 31), efetuava grande convicção nos ouvintes do evangelho quanto ao pecado de cada um, a justiça de Cristo e o juízo divino (ver Jo 16.8). Hoje, o mesmo acontecerá em nossas igrejas se o ESPÍRITO operar poderosamente. Terça At 6.8-10 O mártir Estevão 8E Estevão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo.9E levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos Libertos, e dos cireneus, e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilícia e da Ásia, e disputavam com Estevão.10E não podiam resistir à sabedoria e ao ESPÍRITO com que falava 6.8 ESTEVÃO, CHEIO DE FÉ E DE PODER. O ESPÍRITO SANTO deu a Estevão poder para realizar prodígios e grandes sinais entre o povo (v. 8) e lhe deu grande sabedoria para pregar o evangelho de tal maneira, que seus oponentes não podiam contestar os seus argumentos (v. 10; cf. Êx 4.15; Lc 21.15). Quarta At 8.14-17 O evangelho em Samaria 14Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de DEUS, enviaram para lá Pedro e João,15os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o ESPÍRITO SANTO.16(Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido, mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus.)17Então, lhes impuseram as mãos, e receberam o ESPÍRITO SANTO. CRESSEM... DO NOME DE JESUS CRISTO. Os samaritanos já eram convertidos e salvos antes do ESPÍRITO vir sobre eles (ver o v. 17). (1) Creram e foram batizados. Dois fatos tornam claro que a fé dos samaritanos era fé genuína salvífica. (a) Tanto Filipe (v. 12) quanto os apóstolos (v. 14) consideravam válida a fé que eles tinham. (b) Os samaritanos assumiram um compromisso público com Cristo mediante o batismo em água (v. 12). As Escrituras afirmam que Quem crer e for batizado será salvo (Mc 16.16). Sendo assim, eram regenerados e o ESPÍRITO SANTO habitava neles (Rm 8.9). (2) O recebimento do ESPÍRITO SANTO por eles, vários dias mais tarde (v. 17), não era para salvação. Era o recebimento do ESPÍRITO SANTO como os discípulos o receberam no dia de Pentecoste, i.e., para dotá-los de poder para o serviço e o testemunho para DEUS (1.8). Lucas emprega aqui a expressão recebereis a virtude do ESPÍRITO , primeiramente no sentido de revestir de poder divino (1.8; 2.38; 8.17; 10.47; 19.2), e não no sentido do novo nascimento ou da regeneração. (3) Alguns têm ensinado que a fé dos samaritanos não era uma fé salvífica e regeneradora. É uma incoerência crer que Filipe, um homem cheio de fé, de sabedoria e do ESPÍRITO SANTO (6.3-5), batizasse, curasse e expulsasse demônios de pessoas, cuja fé não considerasse genuína 8.16 SOBRE NENHUM DELES TINHA AINDA DESCIDO. O ESPÍRITO ainda não tinha descido sobre nenhum deles, da mesma maneira que descera sobre os crentes no dia de Pentecoste (2.4). Ainda não descera sobre eles de conformidade com a promessa do Pai (1.4) e conforme Cristo predissera: vós sereis batizados com o ESPÍRITO SANTO (1.5; ver vv. 5-24 nota; v. 18 nota). 8.17 RECEBERAM O ESPÍRITO SANTO. Mediante a imposição das mãos dos apóstolos, os samaritanos recebem o ESPÍRITO SANTO de modo idêntico ao batismo do dia de Pentecoste (1.8; 2.4). A experiência dos samaritanos em duas etapas, ou seja: primeiramente crer e depois ser cheio do ESPÍRITO, demonstra que a experiência em duas etapas dos crentes, do dia de Pentecoste não foi anômala. As experiências tanto de Paulo em 9.5-17, como a dos discípulos efésios em 19.1-6, foram iguais à dos samaritanos. Aceitaram Cristo como Senhor e depois foram cheios do ESPÍRITO. Não tem que haver um longo tempo de espera entre a salvação e o batismo no ESPÍRITO, conforme demonstra o caso dos gentios em Cesaréia (cap. 10). Quinta At 11.22-24 O evangelho em Antioquia 22E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé até Antioquia,23o qual, quando chegou e viu a graça de DEUS, se alegrou e exortou a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor.24Porque era homem de bem e cheio do ESPÍRITO SANTO e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor. 11.23 QUE... PERMANECESSEM NO SENHOR. Os discípulos do NT não aceitavam o ensino que aquele que recebesse a graça de DEUS permaneceria automaticamente leal ao Senhor, visto que o pecado, o mundo e as tentações de Satanás podiam levar um novo crente a desviar-se do caminho da salvação em Cristo. Barnabé nos oferece um exemplo de como os novos convertidos devem ser tratados: que nosso interesse principal seja ajudá-los e animá-los a permanecerem na fé, no amor e na comunhão com Cristo e com sua igreja (cf. 13.43; 14.22). Sexta At 16.6-10 O ESPÍRITO SANTO e a obra missionária 6E, passando pela Frigia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo ESPÍRITO SANTO de anunciar a palavra na Ásia.7E, quando chegaram a Mísia, intentavam ir para Bitínia, mas o ESPÍRITO de JESUS não lho permitiu.8E, tendo passado por Mísia, desceram a Trôade.9E Paulo teve, de noite, uma visão em que se apresentava um varão da Macedônia e lhe rogava, dizendo: Passa à Macedônia e ajuda-nos!10E, logo depois desta visão, procuramos partir para a Macedônia, concluindo que o Senhor nos chamava para lhes anunciarmos o evangelho. 16.6 IMPEDIDOS PELO ESPÍRITO SANTO. Toda a iniciativa no evangelismo e na atividade missionária, especialmente no caso das viagens missionárias registradas em Atos, deve ser orientada pelo ESPÍRITO SANTO, como vemos em 1.8; 2.14-41; 4.8-12,31; 8.26-29,39,40; 10.19,20; 13.2; 16.6-10; 20.22. A orientação aqui, pode ter ocorrido em forma de uma revelação profética, de um impulso interior, de circunstâncias externas, ou visões (vv. 6-9). Pelo impulso do ESPÍRITO, avançavam para levar o evangelho aos não salvos. Quando o ESPÍRITO os impedia de ir numa direção, iam noutra, confiando nEle para aprovar ou desaprovar seus planos de viagem. Sábado At 20.20-27; 1 Ts 1.5 O ESPÍRITO SANTO na vida do apóstolo Paulo At 20.20-27 20 como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar e ensinar publicamente e pelas casas,21testificando, tanto aos juDEUS como aos gregos, a conversão a DEUS e a fé em nosso Senhor JESUS CRISTO.22E, agora, eis que, ligado eu pelo ESPÍRITO, vou para Jerusalém, não sabendo o que lá me há de acontecer,23senão o que o ESPÍRITO SANTO, de cidade em cidade, me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações.24Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de DEUS.25E, agora, na verdade, sei que todos vós, por quem passei pregando o Reino de DEUS, não vereis mais o meu rosto.26Portanto, no dia de hoje, vos protesto que estou limpo do sangue de todos;27porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de DEUS. 20.20 NADA... DEIXEI DE VOS ANUNCIAR. Paulo pregava tudo que era útil ou necessário à salvação de seus ouvintes. O ministro do evangelho deve ser fiel ao anunciar toda a verdade de DEUS à sua congregação. Não deve procurar agradar aos desejos dos ouvintes, nem satisfazer o gosto deles, nem promover sua própria popularidade. Mesmo se tiver que falar palavras de re-preensão e de reprovação, ensinar contrariamente a preconceitos naturais, ou pregar padrões bíblicos opostos aos desejos da natureza carnal; o pregador fiel entregará a verdade plena por amor ao rebanho (e.g., Gl 1.6-10; 2 Tm 4.1-5). 20.22 LIGADO EU PELO ESPÍRITO. O ESPÍRITO de Paulo, sob o controle do ESPÍRITO SANTO, sentia-se compelido a ir até Jerusalém. Sabia que aflições e sofrimentos o aguardavam (v. 23), mas confiou em DEUS, não sabendo se isso redundaria em vida ou em morte para ele (ver 21.4). 20.23 O ESPÍRITO SANTO... ME REVELA. A revelação do ESPÍRITO SANTO a Paulo de que prisões e tribulações o esperavam provavelmente veio-lhe através dos profetas, nas igrejas por onde ele ia passando (cf. 1 Co 12.10). 20.24 EM NADA TENHO A MINHA VIDA POR PRECIOSA. A preocupação principal de Paulo não era preservar a sua própria vida. O mais importante para ele era cumprir o ministério para o qual DEUS o chamara. Seja qual fosse o fim em vista, mesmo em se tratando do sacrifício da sua vida, ele, com alegria, iria até o fim da sua carreira com esta confiança: Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte (Fp 1.20). Engrandecermos a Cristo estando vivos é fácil entender; mas engrandecê-lo por nossa morte é difícil para todos entender e aceitar. Para Paulo, a vida e o serviço para Cristo são representados como uma carreira ou corrida que se deve correr com absoluta fidelidade ao seu Senhor (cf. 13.25; 1 Co 9.24; 2 Tm 4.7; Hb 12.1). 20.26 ESTOU LIMPO DO SANGUE DE TODOS. A palavra sangue é empregada normalmente no sentido de derramamento de sangue, ou seja: o crime de provocar a morte dalguma pessoa (cf. 5.28; Mt 23.35; 27.25). (1) Aqui significa que se alguém ali morresse espiritualmente e se perdesse para sempre, Paulo estaria isento de culpa. (2) Se os pastores não quiserem ser considerados culpados pela perdição de pessoas que eles pastoream, deverão declarar-lhes toda a vontade de DEUS (v. 27). 1 Tessalonicenses 1.5 = porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no ESPÍRITO SANTO, e em muita certeza, como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós. 1.5 EM PODER... NO ESPÍRITO SANTO. A pregação apostólica do evangelho consistia em quatro elementos essenciais. (1) Os apóstolos pregavam aos outros a Palavra de DEUS (2.8) e de Cristo (3.2). (2) Pregavam a Palavra de DEUS no poder do ESPÍRITO SANTO (Mt 3.11; At 1.5-8; 2.4). Esse poder resultava na convicção do pecado, na libertação da escravidão de Satanás e na operação de milagres e curas (ver At 4.30, nota; 1 Co 2.4, nota). (3) A mensagem era proclamada com profunda convicção. Porque tinham fé em Cristo e o ESPÍRITO SANTO operando nele; possuíam em seus corações a plena certeza da veracidade e do poder da mensagem (cf. Rm 1.16). (4) Aqueles que criam na mensagem obedeciam à Palavra e a praticavam; eram SANTOs e justos diante de todos. Sem esses quatro elementos para acompanhar a proclamação do evangelho, a plena redenção em Cristo não será experimentada nas igrejas. Leitura Bíblica Em Classe: ATOS 1.6-8 = 6Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?7E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder.8Mas recebereis a virtude do ESPÍRITO SANTO, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra. RECEBEREIS A VIRTUDE. O termo original para virtude é dunamis, que significa poder real; poder em ação. Esse é o versículo-chave do livro de Atos. O propósito principal do batismo no ESPÍRITO SANTO é o recebimento de poder divino para testemunhar de Cristo, para ganhar os perdidos para Ele, e ensinar-lhes a observar tudo quanto Cristo ordenou. Sua finalidade é que Cristo seja conhecido, amado, honrado, louvado e feito Senhor do povo de DEUS (cf. Mt 28.18-20; Lc 24.49; Jo 5.23; 15.26,27). (1) Poder (gr. dunamis) significa mais do que força ou capacidade; designa aqui, principalmente, o poder divino em operação, em ação. O batismo no ESPÍRITO SANTO trará o poder pessoal do ESPÍRITO SANTO à vida do crente. (2) Note que neste versículo Lucas não relaciona o batismo no ESPÍRITO SANTO com a salvação e regeneração da pessoa, mas com o poder celestial no interior do crente para este testemunhar com grande eficácia . (3) A obra principal do ESPÍRITO SANTO no testemunho e na proclamação do evangelho diz respeito à obra salvífica de Cristo, à sua ressurreição e à promessa do batismo no ESPÍRITO (cf. 2.14-42). SER-ME-EIS TESTEMUNHAS. O batismo no ESPÍRITO SANTO não somente outorga poder para pregar JESUS como Senhor e Salvador, como também aumenta a eficácia desse testemunho, fortalecido e aprofundado pelo nosso relacionamento com o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO por termos sido cheios do ESPÍRITO (cf. Jo 14.26; 15.26,27). (1) O ESPÍRITO SANTO revela e torna mais real para nós a presença pessoal de JESUS (Jo 14.16-18). Uma comunhão íntima com o próprio JESUS CRISTO resultará num desejo cada vez maior da nossa parte de amar, honrar e agradar nosso Salvador. (2) O ESPÍRITO SANTO dá testemunho da justiça (Jo 16.8,10) e da verdade (Jo 16.13), as quais glorificam a Cristo (Jo 16.14), não somente com palavras, mas também no modo de viver e no agir. Daí, quem tem o testemunho do ESPÍRITO SANTO a respeito da obra redentora de JESUS CRISTO, manifestará com certeza, à semelhança de Cristo, o amor, a verdade e a justiça em sua vida (cf. 1 Co 13). (3) O batismo no ESPÍRITO SANTO outorga poder para o crente testemunhar de Cristo e produz nos perdidos a convicção do pecado, da justiça e do juízo (ver Jo 16.8 nota). Os efeitos desta convicção se tornarão evidentes naqueles que proclamam com sinceridade a mensagem da Palavra e naqueles que a recebem (2.39,40). (4) O batismo no ESPÍRITO SANTO destina-se àqueles cujos corações pertencem a DEUS por terem abandonado seus maus caminhos (2.38; 3.26), e é mantido mediante a mesma dedicação sincera a Cristo (ver 5.32). (5) O batismo no ESPÍRITO SANTO é um batismo no ESPÍRITO que é SANTO (cf. ESPÍRITO de santificação , Rm 1.4). Assim, se o ESPÍRITO SANTO realmente estiver operando em nós plenamente, viveremos em maior conformidade com a santidade de Cristo. À luz destas verdades bíblicas, portanto, quem for batizado no ESPÍRITO SANTO, terá um desejo intenso de agradar a Cristo em tudo o que puder. Noutras palavras: a plenitude do ESPÍRITO complementa (i.e., completa) a obra salvífica e santificadora do ESPÍRITO SANTO em nossa vida. Aqueles que afirmam ter a plenitude do ESPÍRITO, mas vivem uma vida contrária ao ESPÍRITO de santidade, estão enganados e mentindo. Aqueles que manifestam dons espirituais, milagres, sinais espetaculares, ou oratória inspiradora, mas não têm uma vida de verdadeira fé, amor e retidão, não estão agindo segundo o ESPÍRITO SANTO, mas segundo um ESPÍRITO impuro que não é de DEUS (Mt 7.21-23; cf. Mt 24.24; 2 Co 11.13-15). ROMANOS 1.14-17 = 14 Eu sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes. 15 E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar o evangelho, a vós que estais em Roma. 16 Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de DEUS para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego. 17 Porque nele se descobre a justiça de DEUS de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé. 1.17 DE FÉ EM FÉ. "De fé em fé" significa literalmente "fé do começo ao fim". O justo deve viver sempre pela fé, e, assim fazendo, continua a viver uma vida, espiritualmente cada vez mais rica (ver 8.12,13; 14.13-23; Hb 10.38). Objetivos: Após esta aula, o aluno deverá estar apto a: 1- Estabelecer a correlação entre fruto do ESPÍRITO e obra missionária. 2- Enumerar os motivos que impulsionaram Paulo a realizar a obra missionária. 3- Descrever como o ESPÍRITO SANTO se manifesta na vida do crente. Comentários: INTRODUÇÃO I. MOTIVOS QUE LEVARAM PAULO A REALIZAR A OBRA MISSIONÁRIA O MUNDO, DEPOIS DE PAULO, AINDA NÃO VIU UM HOMEM TOTALMENTE ENTREGUE NAS MÃOS DE DEUS COMO ESTE. BASTAVA A NÓS HOJE 10 PAULOS E O EVANGELHO JÁ TERIA ALCANÇADO TODO O MUNDO. Fl 1.21 Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro.
1. A convicção de que JESUS é o único meio de salvação (Jo 14.6; At 4.12). At 4.12 EM NENHUM OUTRO HÁ SALVAÇÃO. Os discípulos tinham convicção de que a maior necessidade de cada indivíduo era a salvação do pecado e da ira de DEUS, e pregavam que esta necessidade não poderia ser satisfeita por nenhum outro, senão JESUS CRISTO. Isto revela a natureza exclusiva do evangelho e coloca sobre a igreja a pesada responsabilidade de pregar o evangelho a todas as pessoas. Se houvesse outros meios de salvação, a igreja poderia ficar despreocupada. Mas, segundo o próprio Cristo (Jo 14.6), não há esperança para ninguém, fora da salvação em Cristo (cf. 10.43; 1 Tm 2.5,6). Este é o fundamento do imperativo missionário. A Chamada de DEUS é inconfundível àqueles que se entregam totalmente nas mãos do todo poderoso. 2. O impacto da realidade de que os gentios não conhecem a DEUS. Paulo tinha o coração quebrantado para com a necessidade dos povos sem salvação (Rm 3.17; Ef 2.12). Nos capítulos 1,2, Paulo demonstrou que todo mundo, seja gentio ou judeu, é escravo do pecado. Em 3.9-18, ele explica o porquê disso e ensina que todo ser humano tem uma natureza pecaminosa, que o instiga ao pecado e ao mal (ver vv. 10-18). Disso resulta que todos são culpados e estão sob a condenação divina (v. 23). A solução de DEUS, para essa situação trágica, é oferecer perdão, ajuda, graça, justiça e salvação a todos, mediante a redenção que há em Cristo JESUS (vv. 21-26). O desejo de ajudar aos outros a encontrarem o verdadeiro caminho para DEUS é uma constante na vida de um missionário. 3. A certeza de que JESUS ordenou: “Ide por todo o mundo”. "Tanto em Jerusalém como em Samaria..." (Tanto quer dizer ao mesmo tempo, não quer dizer primeiro em Jerusalém, mas sim ao mesmo tempo que é pregado em Jerusalém deve ser pregado também em outras partes do mundo). Mt 28.28.19 IDE... ENSINAI... BATIZANDO. Estas palavras constituem a Grande Comissão de Cristo a todos os seus seguidores, em todas as gerações. Declaram o alvo, a responsabilidade e a outorga da tarefa missionária da igreja. (1) A igreja deve ir a todo o mundo e pregar o evangelho a todos, de conformidade com a revelação no NT, da parte de Cristo e dos apóstolos (ver Ef 2.20). Esta tarefa inclui a responsabilidade primordial de enviar missionários a todas as nações (At 13.1-4). (2) O evangelho pregado centraliza-se no arrependimento e na remissão (perdão) dos pecados (Lc 24.47), na promessa do recebimento de o dom do ESPÍRITO SANTO (At 2.38), e na exortação de separar-nos desta geração perversa (At 2.40), ao mesmo tempo em que esperamos a volta de Jesus, do céu (At 3.19,20; 1 Ts 1.10). (3) O propósito da Grande Comissão é fazer discípulos que observarão os mandamentos de Cristo. Este é o único imperativo direto no texto original deste versículo. A intenção de Cristo não é que o evangelismo e o testemunho missionário resultem apenas em decisões de conversão. As energias espirituais não devem ser concentradas meramente em aumentar o número de membros da igreja, mas, sim, em fazer discípulos que se separam do mundo, que observam os mandamentos de Cristo e que o seguem de todo o coração, mente e vontade (cf. Jo 8.31). (4) Note-se, ainda, que Cristo nos ordena a concentrar nossos esforços para alcançar os perdidos e não em cristianizar a sociedade ou assumir o controle do mundo. Aqueles que crêem em Cristo devem abandonar o presente sistema mundano maligno e separar-se da sua imoralidade (Rm 13.12; 2 Co 6.14; ), e ao mesmo tempo expor a sua malignidade (Ef 5.11). (5) Os que crêem em Cristo e no evangelho devem ser batizados em água. Este ato representa o compromisso que assumiram, de renúncia à imoralidade, ao mundo e à sua própria natureza pecaminosa e de se consagrar sem reservas a Cristo e aos propósitos do seu reino (ver At 22.16). (6) Cristo estará com seus seguidores obedientes, através da presença e do poder do ESPÍRITO SANTO (cf. v. 20; 1.23; 18.20). Devem ir a todas as nações e testemunhar somente depois que do alto sejam revestidos de poder (Lc 24.49; ver At 1.8) 4. A convicção da responsabilidade pessoal de anunciar o evangelho. "ai de mim se não anunciar o evangelho!" 1 Co 9.16 At 9.16 PADECER PELO MEU NOME. A conversão de Paulo incluiu não somente uma ordem para pregar o evangelho, mas também uma chamada para sofrer por amor a Cristo. Paulo foi informado desde o início que ele sofreria muito pela causa de Cristo. No reino de Cristo, sofrer por amor a Ele é um sinal do mais alto favor de DEUS (14.22; Mt 5.11,12; Rm 8.17; 2 Tm 2.3) e o meio de ter um ministério frutífero (Jo 12.24; 2 Co 1.3-6); resulta em recompensas abundantes no céu (Mt 5.12; 2 Tm 2.12). A morte precisa atuar no crente para que a vida de DEUS flua dele para os outros (Rm 8.17,18,36,37; 2 Co 4.10-12). Para outros textos sobre os sofrimentos de Paulo, ver 20.23; 2 Co 4.8-18; 6.3-10; 11.23-27; Gl 6.17; 2 Tm 1.11,12; ver também 2 Co 1.4; 11.23). O Senhor Jesus Cristo é o conteúdo do evangelho: sua vinda, seu ministério terreno, seu sofrimento, morte e ressurreição (Rm 1.1-7). É a mensagem de Cristo que salva o pecador (Jo 3.16; Rm 1.16). É o meio empregado por Deus para a salvação de todo aquele que crer (1 Co 15.2). Só através do evangelho é que o homem conhece a salvação na pessoa de Jesus. O evangelho de Cristo é a única resposta para este mundo que perece em conseqüência do pecado. II. PAULO, O GRANDE MISSIONÁRIO Missão não quer dizer dirigir Igreja, mas abrir Igrejas, treinar obreiros e coloca-los para dirigir as Igrejas abertas; talvez este seja o principal problema das missões modernas que querem colocar pastores para serem missionários e não missionários para abrirem Igrejas e passarem a direção para os que se convertem. At 14.23 E, havendo-lhes feito eleger anciãos em cada igreja e orado com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido. 1. O ESPÍRITO SANTO encheu Paulo do amor de DEUS. O amor pelas almas é a base de toda a nossa existência e de nossa permanência na terra. Quem coloca esse amor em nossos corações é o ESPÍRITO SANTO. Rm 5.5 e a esperança não desaponta, porquanto o amor de DEUS está derramado em nossos corações pelo ESPÍRITO SANTO que nos foi dado. 2. O ESPÍRITO SANTO capacitou Paulo para dar sua vida em sacrifício vivo a DEUS. O que custa para nós dar a vida por alguém que já deu a sua por nós? A vida do filho de DEUS é muito mais preciosa do que a nossa Só teremos tudo de DEUS, quando pudermos dar para DEUS tudo o que é nosso, inclusive nossa própria vida. Gl 2.20 Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de DEUS, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. At 21.13 Então Paulo respondeu: Que fazeis chorando e magoando-me o coração? Porque eu estou pronto não só a ser ligado, mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus. 3. O ESPÍRITO SANTO, ESPÍRITO de poder, operou poderosamente na vida de Paulo. Paulo tinha "O Miraculoso" como credenciais de seu apostolado, é a confirmação de DEUS à sua obra, os sinais são poderosas armas de evangelização em massa, com resultados espantosos, podem mudar toda uma cidade de uma vez só. At 19.11 E DEUS pelas mãos de Paulo fazia milagres extraordinários,12 de sorte que lenços e aventais eram levados do seu corpo aos enfermos, e as doenças os deixavam e saíam deles os ESPÍRITOs malignos. 4. O ESPÍRITO SANTO operou na vida de Paulo uma total dependência de DEUS. Lembrarmos de que DEUS é quem opera todas as coisas é primordial, pois os planos fazemos, mas a resposta vem de DEUS. Estaremos sempre na dependência da vontade de DEUS, seja ela permissiva ou perfeita; lembrar de perguntar a DEUS qual é sua vontade é dever de todo crente, DEUS sabe o futuro e sabe o resultado de tudo o que queremos fazer, por isso é melhor confiarmos em sua direção. At 13.2 Enquanto eles ministravam perante o Senhor e jejuavam, disse o ESPÍRITO SANTO: Separai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. At 16.6 Atravessaram a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo ESPÍRITO SANTO de anunciar a palavra na Ásia;7 e tendo chegado diante da Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o ESPÍRITO de JESUS não lho permitiu. 5. O ESPÍRITO SANTO deu a Paulo a visão da vitória que sempre acompanha o evangelho. A confiança na providência divina nas oras mais difíceis é o segredo dos vencedores, mesmo que as circunstâncias externas sejam desesperadoras, pois não vivemos por vista, mas pela fé no filho de DEUS. 2Co 1.8 Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira oprimidos acima das nossas forças, de modo tal que até da vida desesperamos;9 portanto já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em DEUS, que ressuscita os mortos;10 o qual nos livrou de tão horrível morte, e livrará; em quem esperamos que também ainda nos livrará. AS DIVERSAS ESTRATÉGIAS 1. Nas casas. Paulo fundou igrejas não somente usando as sinagogas e através de campanhas evangelísticas. Ele usou muitas outras estratégias. Em Corinto, começou por uma sinagoga (18.4), em seguida encontrou abrigo na casa de Tito Justo, e depois teve o apoio de Crispo, líder da sinagoga, que logo se converteu (18.7,8). Da mesma forma, fundou a igreja de Filipos, na casa de uma empresária de nome Lídia (At 16.14,15), e em Éfeso, começando por uma sinagoga (18.19), continuou nas casas (20.20). Até hoje, a maioria das igrejas nasce nas casas dos crentes. Essa estratégia continua a ser usada em nossos dias. 2. Nas praças. A pregação nas ruas e praças tem dado origem a muitas igrejas locais. Há muitas localidades onde esse trabalho não é permitido; em outros lugares não dá resultado. O apóstolo Paulo usou essa estratégia em Atenas (At 17.17). Esse método foi, no princípio, usado por nossos pioneiros Daniel Berg e Gunnar Vingren. Em muitos lugares, continua surtindo resultados. O modelo é bíblico; cabe a cada um ter o necessário discernimento para aplicá-lo na hora e na localidade adequadas. As praças de sua cidade podem ser uma terra fértil para semear a semente. 3. Nos centros acadêmicos. A igreja de Atenas nasceu de um trabalho do apóstolo Paulo entre os acadêmicos (At 17. 19, 22, 34). O Senhor Jesus tem muitas testemunhas entre os universitários, professores e eruditos de todo o mundo. Muitos destes organizam trabalhos programados para alcançar os seus pares para Jesus. Muitos conseguem espaço físico na própria instituição de ensino para reuniões, além de cultos em ação de graças em eventos como formaturas. É um trabalho promissor, e tem suas bases na Bíblia. 4. Os grandes centros urbanos. O apóstolo procurava os grandes centros urbanos fundando neles igrejas. Ele passou por inúmeras cidades em suas viagens, mas sua meta era alcançar as de maior porte. Depois, as igrejas das grandes cidades encarregam-se de evangelizar as cidades menores vizinhas. Éfeso era o centro das sete igrejas da Ásia; Paulo, portanto, foi o fundador delas através da cidade de Éfeso. III. O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO DÁ VISÃO E CAPACITAÇÃO MISSIONÁRIAS É com o BATISMO com o ESPÍRITO SANTO que o crente sente o poder para testificar de DEUS, mesmo que para isso tenha que arriscar a vida, é uma força propulsora, é um vento favorável na vela da vontade missionária. 1. A despedida de JESUS e seu assunto central. As últimas palavras de JESUS ficaram gravadas no subconsciente de Paulo, mesmo que as não tenha ouvido pessoalmente. O Desejo missionário invadiu-lhe todo o ser e nesta hora não importa o conforto, a família, o trabalho, os estudos, os amigos, nada enfim é motivo suficiente para apagar esta chama que queima dia e noite em nosso coração, os sonhos são invadidos por multidões que clamam por socorro; não há como parar esta locomotiva de paixão pelas almas. Uma ordem e não uma recomendação. Fazer missões é mandamento bíblico. Trata-se de uma ordem bíblica imperativa e não meramente um parecer ou uma recomendação. É algo que não depende mais de mandamento específico ou de receber uma visão especial da parte de Deus para iniciar a obra missionária. Essa ordem, como vimos, já está na Bíblia (1 Co 9.16). Essa mensagem de salvação é para ser pregada a “todo o mundo” (Mc 16.15), até aos confins da terra, mediante a atuação do Espírito Santo (At 1.8). Essa incumbência foi dada à Igreja. O que é necessário é buscar a direção do Espírito para saber como realizar tal tarefa. 2. O ESPÍRITO SANTO conferiu aos discípulos a visão missionária. Já no dia do pentecostes os discípulos viram e participaram de um evangelismo gigantesco planejado, organizado e executado pelo ESPÍRITO SANTO. Aquelas almas estavam sedentas por salvação e por bênçãos de DEUS, ao ouvirem a pregação da Palavra de DEUS foram convencidos do pecado, da justiça e do juízo, além disto já estavam desejando receber a bênção do BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO. IV. O ESPÍRITO SANTO CONTINUA CHAMANDO CRENTES PARA A OBRA MISSIONÁRIA AS CAMPANHAS OU CRUZADAS EVANGELÍSTICAS A. Campanha de Chipre. A primeira viagem missionária do apóstolo Paulo durou cerca de dois anos, 48 e 49 d.C. O verbo grego dierchomai, “atravessar”, usado nesta expressão: “atravessado a ilha até Pafos” (13.6), dá a idéia de campanha evangelística. O Dr. Sir William Ramsay, arqueólogo que investigou o livro de Atos, constata que Lucas não cometeu nenhum erro ao mencionar os 32 países, as 54 cidades e as 9 ilhas em Atos. Ele diz que o referido verbo significa “uma turnê evangelística em toda a ilha”. B. Em Listra e Derbe. O texto sagrado diz: “Ali pregavam o evangelho” (14.7). O contexto mostra que Paulo e Barnabé fizeram uma cruzada evangelística entre os gentios. Constata-se isso em decorrência do movimento provocado pelos moradores da região em virtude da cura do coxo de nascença, e por haverem confundido Paulo e Barnabé com divindades romanas, Mercúrio e Júpiter (14.8-14). C. As campanhas da atualidade. Há os que criticam as campanhas ou cruzadas evangelísticas. Esse método de evangelização é usado em muitas partes do mundo com resultados extraordinários. Via de regra, os evangelistas usam ginásios de esportes, estádios de futebol, locais de grandes concentrações com resultados extraordinários. Os resultados, entretanto, podem ser desastrosos para a igreja promotora do evento, quando o pregador não preenche os requisitos espirituais exigidos pela Bíblia ou quando não há organização adequada. O problema não está nessas campanhas em si, pois o modelo é bíblico; pode estar no propósito e no método utilizados. 1.Quando a igreja orava, o ESPÍRITO falava (At 13.1-4). Oração e Jejum eis a fórmula mágica do sucesso do crente na vida espiritual, sempre que o crente entra num período de jejum e oração recebe revelações de DEUS e fica mais íntimo do ESPÍRITO SANTO. É um carregar de bateria, é um abastecimento de poder para lutar as lutas de DEUS. 2. O ESPÍRITO SANTO move o crente a entregar-se inteiramente na mão do Senhor para fazer a Sua obra. QUANTO MAIS O CRENTE ORA, MAIS O ESPÍRITO SANTO TRABALHA EM SUA VIDA PARA QUE O MESMO EVANGELIZE AOS QUE ESTÃO CAMINHANDO PARA A MORTE. V. O ESPÍRITO SANTO CONFIRMA O TRABALHO DE SEUS SERVOS Os sinais seguem os que vão à luta (Mc 16.17-20), DEUS confirma sua obra com sinais e prodígios, pois as credenciais de DEUS sempre foram "O Miraculoso", o "Poderoso" O SOBRENATURAL NA IGREJA A. Igreja sem o sobrenatural está morta. A Igreja do primeiro século era pentecostal. Ainda hoje a doutrina entecostal dá muita ênfase às experiências pessoais do cristão com o Senhor Jesus. Uma das características da dispensação da graça é o fato de Deus se comunicar com cada crente individualmente, com pessoas de todos os sexos e de todas as idades por meio de sonhos, visões, profecias e até pelas pequenas coisas naturais do dia-a-dia (At 2.17,18). Esses privilégios eram restritos aos profetas ou a alguém escolhido por Deus para uma obra específica nos tempos do Antigo Testamento (Nm 12.6), mas agora é privilégio de todos os crentes. B. Jesus deu poder à sua Igreja. Os sinais que Jesus prometeu (Mc 16.16-20) acompanharam a Igreja, e o livro de Atos é um registro histórico dessas promessas de Jesus. O ministério de Jesus foi acompanhado do sobrenatural. Ele deu poder aos seus discípulos para a realização de milagres, poder sobre o poder das trevas: “Eis que vos dou poder para pisar serpentes, e escorpiões, e toda a força do Inimigo, e nada vos fará dano algum” (Lc 10.19); e poder sobre as enfermidades: “Curai os enfermos, limpai leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça daí” (Mt 10.8); é por isso que “muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos” (2.43). C. Os sinais sobrenaturais hoje. Os milagres atraem as pessoas e muitas vezes levam-nas à fé cristã. Os sinais que se seguiram (Mc 16.20) estão presentes nos dias atuais. O Senhor Jesus dotou a sua Igreja dos dons espirituais para que tenha poder de levar o evangelho a todo o mundo. Nós somos a continuação daqueles irmãos; os sinais devem continuar na vida da igreja da atualidade. CONCLUSÃO “Mas recebereis a virtude do ESPÍRITO SANTO, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8) RECEBEREIS A VIRTUDE. O termo original para virtude é dunamis, que significa poder real; poder em ação. Esse é o versículo-chave do livro de Atos. O propósito principal do batismo no ESPÍRITO SANTO é o recebimento de poder divino para testemunhar de Cristo, para ganhar os perdidos para Ele, e ensinar-lhes a observar tudo quanto Cristo ordenou. Sua finalidade é que Cristo seja conhecido, amado, honrado, louvado e feito Senhor do povo de DEUS (cf. Mt 28.18-20; Lc 24.49; Jo 5.23; 15.26,27). "Tanto em Jerusalém como ..." significa que enquanto estamos pregando em nossa cidade, estamos também pregando em outras partes, portanto o evangelho não pode esperar que uma cidade se converta para que saiamos a evangelizar outra, lançamos o pão sobre as águas, mas não sabemos qual vai prosperar, se toda a cidade vai aceitar ao evangelho ou se alguns poucos; o que importa é pregar o evangelho a todas as criaturas e deixar para DEUS escolher os que estão com o coração aberto para a salvação. O ÚNICO MOTIVO PORQUE ESTAMOS NO MUNDO AINDA É PARA A SALVAÇÃO DAS ALMAS, PORTANTO, OS DONS DO ESPÍRITO SANTO, NOSSOS TALENTOS E HABILIDADES NATURAIS, NOSSA VIDA, DEVEM SER DEDICADOS À SALVAÇÃOS DAS ALMAS. O Senhor Jesus Cristo é divisor de águas de nossas vidas e da História Universal. Ele é o único cuja história afeta a vida humana. Ninguém pode ficar alheio à sua vida e obra. É o nosso modelo em tudo; a Bíblia diz que em tudo foi perfeito; é nEle que devemos nos inspirar. Ele é o missionário por excelência. O LIVRO DE ATOS 1. O propósito de Atos. O propósito de Lucas, em seu Evangelho, foi escrever tudo o que Jesus “começou não só a fazer, mas a ensinar” (v.1). No livro de Atos, o propósito foi registrar o que Jesus continuou a fazer e a ensinar, agora, pelo Espírito Santo, através dos apóstolos, dando ênfase a ressurreição de Jesus, que “se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas” (v.3). 2. Visão geral de Atos. O livro de Atos começa com o aparecimento de Jesus já ressuscitado, reunindo-se com os seus discípulos durante 40 dias. Jesus, ao ascender ao céu reafirma a promessa do Espírito Santo, a fim de que os seus discípulos se encham do poder de Deus para pregar e fazer missões. A trajetória da Igreja começa em Jerusalém (1.1–6.7); em seguida, temos a extensão do Cristianismo na Palestina (6.8–9.31) e conversão de Saulo de Tarso até a introdução do evangelho em Antioquia da Síria (9.1–11.19). Depois vem a campanha de Paulo na Galácia (13.14–16.6); a proclamação do evangelho na Europa (At 16.8–18.18); e a chegada de Paulo a Roma, a capital do Império Romano (19.21–28.31). 3. O valor de Atos. Sem o livro de Atos é impossível entender as epístolas paulinas. A origem da Igreja estaria envolta em mistério, e não teríamos a garantia do cumprimento das promessas de Jesus sobre a vinda do Consolador e nem saberíamos qual a experiência dos apóstolos com o Espírito Santo, como foi a obra missionária, como a Igreja se expandiu pelo mundo. Essas narrativas são de inestimável valor para todas as gerações de cristãos. A PRIMEIRA VIAGEM 1. Partindo de Antioquia. Barnabé foi o companheiro de Paulo na sua primeira viagem missionária, que durou cerca de dois anos (entre 46 e 48 d.C.) O objetivo deles era fundar igrejas. Começaram na ilha de Chipre; logo entraram no continente, passando por Perge e Panfília, indo imediatamente para Antioquia da Pisídia, na Galácia do Sul. 2. Antioquia da Pisídia. Nessa cidade Paulo e Barnabé começaram a pregar numa sinagoga (13.14). Uns creram e receberam a palavra, insistindo que Paulo retornasse no sábado seguinte para continuar o assunto. O número dos assistentes foi grande no sábado seguinte, e isso causou inveja nos judeus, resultando em perseguição. Paulo e Barnabé foram expulsos da cidade (13.42-46). 3. Listra, Icônio e Derbe. A cura de um coxo em Listra serviu como ponto de apoio para a pregação do evangelho (14.8-10). Depois disso Paulo e Barnabé foram para Derbe (14.20), e retornaram para o ponto de partida, visitando as igrejas em Listra, Icônio e Antioquia da Pisídia (14.22) e estabelecendo obreiros nativos, frutos do trabalho missionário. A SEGUNDA VIAGEM 1. Objetivo da segunda viagem. Na Segunda viagem, Silas foi companheiro de Paulo. O objetivo era duplo, revisitar as igrejas da Galácia do Sul, que Paulo fundara juntamente com Barnabé na primeira viagem (15.36; 16.1-6; Gl 1.2), e abrir novas frentes de trabalho, ou seja, fundar mais igrejas locais (v.6). O apóstolo não pretendia ir para a Europa; sua intenção era ir para Ásia: “foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a Palavra na Ásia” (16.6). Depois Paulo intentou ir para a Bitínia, mas novamente foi impedido (16.7), sendo em seguida impulsionado a rumar para Trôas. 2. As igrejas européias. O apóstolo Paulo visitou muitas cidades européias do mundo grego, durante a sua segunda viagem. Aqui mencionamos apenas as cidades em que ele fundou igrejas. Em Filipos, começou a igreja na casa de Lídia (16.14,15,40); em Tessalônica, começou pregando numa sinagoga (17.1,2) e da mesma forma em Beréia (17.10-12). Em Atenas o trabalho começou numa sinagoga, e depois continuou nas praças e no centro acadêmico da cidade, o areópago (17.17-19). Em Corinto teve início na sinagoga, como sempre, depois teve de sair dela, e foi para a casa de Tito Justo, recebendo apoio de Crispo, principal da sinagoga, que creu no Senhor Jesus (18.4-8). Essa viagem durou cerca de três anos (entre 49 e 52 d.C.). TERCEIRA E QUARTA VIAGENS 1. A igreja de Éfeso. Seu propósito era visitar as igrejas para confirmar e fortalecer os discípulos (At 18.22,23). Fez o mesmo caminho da segunda viagem: Galácia do Sul, região frígio-gálata, chegando a Éfeso, onde havia estado no fim de sua segunda viagem, ainda que tenha permanecido não mais que três dias na cidade (18.19-21). Na terceira viagem encontrou um grupo de 12 novos convertidos, que conheciam apenas o batismo de João (19.1-7). Por essa cidade havia passado Apolo (18.24) que fora instruído por Áqüila (18.26). Nessa oportunidade, o apóstolo ficou três anos na cidade (20.31). A viagem durou cerca de quatro anos (entre 53 e 57 d.C.). 2. A cidade de Éfeso. Capital da província romana da Ásia, era a cidade mais importante da região e cruzamento de rotas comerciais. Nela estava o templo da deusa Diana (19.35), chamada pelos romanos de Ártemis, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Atualmente a cidade está em ruínas, e encontra-se localizada na região da Anatólia, Turquia. 3. A viagem para Roma. Paulo partiu de Cesaréia Marítima como prisioneiro, pois havia apelado para César (At 25.11; 26.32). Foi uma viagem muito conturbada, por causa do mau tempo, e o apóstolo não perdeu a oportunidade: evangelizou os demais presos e a tripulação do navio que, em Malta, naufragou. Apesar dos danos materiais, ninguém pereceu. Nessa ilha, o apóstolo fundou uma igreja. Depois embarcou para Roma, onde chegaria em 62 d.C. A viagem está registrada em Atos 27 e 28. 4. Paulo em Roma. Enquanto aguardava a audiência com Nero, o apóstolo atendia os irmãos em casa alugada (At 28.30). A história de Paulo não termina aqui. O que se sabe, além da interrupção que Lucas faz de sua narrativa, são alguns detalhes que o apóstolo dá em suas cartas ou então por intermédio dos escritos dos Pais da Igreja. Seu caso foi examinado e ele foi absolvido. Nessa ocasião, se diz que ele cumpriu seu desejo de pregar na Espanha (Rm 15.28). Nas redondezas de Roma, fez um grande trabalho. MISSÕES MUNDIAIS 1. O campo missionário é o mundo. Jesus disse: “o campo é o mundo” (Mt 13.38). Ele não disse que o campo é Jerusalém, nem a Judéia, nem Roma, nem minha cidade e a tua. Infelizmente há ainda os que pensam que o “campo” é a sua cidade e por isso mostram-se não somente apáticos às missões, mas também posicionam-se contra elas. Outros não são contra, mas não se esforçam, são acomodados. É dever de cada crente incentivar missões, orar pelos missionários e pelos que estão sendo enviados e contribuir financeiramente para o sustento dos missionários. 2. “Tanto em Jerusalém como em toda a Judéia” (v.8). Jesus não disse para primeiro pregar em Jerusalém, depois na Judéia, depois em Samaria e só então ser testemunha até “os confins da terra”, mas mandou pregar “tanto em Jerusalém como em toda Judéia, Samaria e até os confins da terra”. Isso fala de simultaneidade, do contrário o evangelho estaria ainda em Israel, confinado entre os judeus, pois Jesus mesmo disse: “porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que venha o Filho do Homem” (Mt 10.23). Questionário da Lição 11 - O Batismo Com O ESPÍRITO SANTO E A Obra Missionária Ev.Luiz Henrique www.henriqueestudos.cjb.net Texto Áureo: 1- O que aconteceria com os discípulos após vir sobre eles a virtude do ESPÍRITO SANTO? ( ) Ficariam em Jerusalém até evangelizá-la toda ( ) Evangelizariam todo o mundo Verdade Prática: 2- O que é necessário e fundamental para que o servo de DEUS possa ter êxito na obra missionária? ( ) Ter muito dinheiro ( ) Ser muito conhecido ( ) Ser Cheio do ESPÍRITO SANTO INTRODUÇÃO 3- Por que estamos na última hora ou oportunidade missionária? ( ) Porque o mundo vai acabar já ( ) Porque a vinda de JESUS se aproxima com rapidez 4- Qual a maior necessidade da obra missionária? ( ) Pessoas Diplomadas ( ) Pessoas cheias do ESPÍRITO SANTO ( ) Teólogos I. MOTIVOS QUE LEVARAM PAULO A REALIZAR A OBRA MISSIONÁRIA 5- O que está escrito em 1 Tm 2.5 ? Complete: "Porque há um só __________________ e um só ______________________ entre DEUS e os homens, __________________________, homem". 6- A quem os gentios (povos não crentes) sacrificam em suas religiões? ( ) A DEUS ( ) Ao ESPÍRITO SANTO ( ) A demônios 7- A quem pregar o evangelho, segundo Mc 16.15 ? ( ) Somente aos JuDEUS ( ) Somente aos Gentios ( ) A toda a criatura 8- Complete: "Ai de mim se não ________________________ o evangelho" 1Co 9.16 9- Qual a obrigação de Paulo? ( ) Anunciar o Evangelho ( ) Proteger os seguidores do evangelho ( ) Confrontar os Romanos II. PAULO, O GRANDE MISSIONÁRIO 10- Quem se manifesta em toda a vida missionária do apóstolo Paulo? ( ) A experiência religiosa de Paulo ( ) O ESPÍRITO SANTO ( ) Os ensinos de Gamaliel 11- O que torna o crente disposto a entregar a própria vida pelas almas perdidas? ( ) O Salário Episcopal ( ) A posição social daquele que é pastor ( ) O Amor de DEUS em nós 12- De quem era Paulo e a quem servia, segundo ele mesmo testificava? ( ) De Gamaliel ( ) De DEUS ( ) Da Lei 13- Cite alguns dons do ESPÍRITO SANTO que operavam na vida de Paulo: Dom Palavra de S___________________, Dom Palavra de _______________________, Dis___________________ de ESPÍRITOs, _____________, Operação de _______________________, Dons de C_____________, etc... 14- Tudo o que operava no ministério de Paulo era entendido por ele sendo uma operação de que? ( ) De sua força física ( ) De sua sabedoria Bíblica ( ) Da graça de DEUS 15- O que é o evangelho de CRISTO? ( ) Salvação de todos. ( ) Histórias Bíblicas ( ) Poder de DEUS para a salvação de todo aquele que crê. III. O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO DÁ VISÃO E CAPACITAÇÃO MISSIONÁRIAS 16- Por onde continua a expandir o evangelho de JESUS CRISTO, segundo suas últimas palavras antes de ser assunto ao céu? ( ) Por todos os locais ( ) Por todos os locais onde ainda não foi pregado 17- O que relata o livro de Atos? ( ) Conta como foi a implosão do evangelho no princípio da Igreja, logo após a descida de JESUS do céu. ( ) Conta como foi a expansão do evangelho no princípio da Igreja, logo após a ascensão de JESUS ao céu. IV. O ESPÍRITO SANTO CONTINUA CHAMANDO CRENTES PARA A OBRA MISSIONÁRIA 18- Quem separou Paulo e Barnabé para a obra missionária, dizendo isto à Igreja que estava em Antioquia? ( ) O ESPÍRITO SANTO ( ) A Igreja ( ) Os apóstolos 19- Como o ESPÍRITO SANTO move o crente a entregar-se inteiramente na mão do Senhor para fazer a sua obra? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso ( ) O amor de CRISTO pelas almas ( ) Obriga-o a servir a DEUS, sem pensar nas conseqüências ( ) Faz que o crente se sinta pecador ( ) Faz com passe a sentir que só deste modo a vida tem valor ( ) Convence-o a entregar sua vida a serviço do evangelho ( ) Faz que o crente se sinta devedor V. O ESPÍRITO SANTO CONFIRMA O TRABALHO DE SEUS SERVOS 20- Quem comunica poder à Palavra pregada? ( ) O Pregador ( ) O ESPÍRITO SANTO ( ) O Pastor 21- O que tem aberto as portas do evangelho por muitos lugares? ( ) A ira dos crentes ( ) A manifestação do dons do ESPÍRITO SANTO ( ) A riqueza dos crentes Ajuda da BEP da CPAD www.cpad.com.br Colaboração do Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva. | ||||||||||||||||||||
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