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Lição 11 - O conceito messiânico na profecia de Oséias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Estudos: | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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- Jesus, o Messias divino | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| - Yeshua: A questão do Mashiach | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| - Como podemos saber se Jesus é o Messias? | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| - Quando virá o rei Mashiach? Parte 1 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| - Quando virá o rei Mashiach? Parte 2 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| - O Messias de Israel está chegando! | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| - Profecias sobre o Messias no Tenar | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| - Razões para crer que Jesus Cristo é o Messias de Israel | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| - A exclusividade de Cristo - entendendo a guerra atual | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| - O conceito messiânico | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| - Isaías, o profeta do Messias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| - O que é Messias? | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| - O homem mais indesejado do mundo! | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| - Quem é Jesus? | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| - Profecias messiânicas cumpridas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| - Jesus Cristo O Messias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| - O amor de Deus pelo homem | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| - Deus é Amor! | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Livros: | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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- Os Fatos sobre Jesus, o Messias - John Ankerberg e John Weldon - Chamada da Meia-Noite | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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- Revelação Messiânica no Velho Testamento - Gerard van Groningen - Editora Luz para o Caminho | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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- Evidência que Exige um Veredito - Josh McDowell - Editora Candeia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Complemento: | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Texto Áureo: “E todos os profetas, desde Samuel, todos quantos depois falaram,
também anunciaram estes dias” (At 3.24).
Nesta lição reconheceremos nas entrelinhas a representação de dois
filhos de DEUS. Um, o filho adotado, o pródigo, cheio de defeitos e digno
de repreensão severa; o outro, o filho de DEUS, JESUS CRISTO, o messias
prometido através das profecias dos servos de DEUS ao longo de toda a
história de Israel, para remir e salvar o povo de DEUS representado pelo
menino Efraim, ou Israel que se comportava como menino que não discernia
com clareza as coisas de DEUS que em sua infinita misericórdia decide que
o amor é superior a tudo e que não repreenderá para sempre o filho
rebelde. »HEBREUS 1,2 Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de
muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos
falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por
quem fez também o mundo; Verdade Prática: O Senhor Jesus Cristo é o centro de tudo, e principalmente das
Escrituras Sagradas. Vide Profecias e seu Cumprimento. Cl 1.17 Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as
coisas; Hb 1.3 sendo ele o resplendor da sua glória e a expressa imagem do
seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo
ele mesmo feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da
Majestade nas alturas,
Leitura Diária: Segunda At 10.43 Todos os profetas falaram da vinda do Messias.
A ele todos os profetas dão testemunho de que todo o que nele crê
receberá a remissão dos pecados pelo seu nome. Vide também: Is 53.11; Jr
31.34; Dn 9.24; Mq 7.18; etc... Terça Rm 1.2-4 As Escrituras Sagradas previam a vinda do Messias.
que ele antes havia prometido pelos seus profetas nas santas
Escrituras, acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi
segundo a carne, e que com poder foi declarado Filho de Deus segundo o
espírito de santidade, pela ressurreição dentre os mortos - Jesus Cristo
nosso Senhor. O ESPÍRITO DE SANTIFICAÇÃO. Esta expressão refere-se à terceira
pessoa da Santíssima Trindade. Sua santidade o separa totalmente do
espírito humano, do pecado e do mundo, e descreve tanto sua característica
preeminente, quanto a sua obra (cf. Gl
5.16-24). Quarta Mt 17.3-5 Elias e Moisés vieram pessoalmente testificar de
Jesus. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. Pedro,
tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres,
farei aqui três cabanas, uma para ti, outra para Moisés, e outra para
Elias. Estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu; e
dela saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me
comprazo; a ele ouvi. 1-Moisés representando a lei que revela o pecado e conseqüente
necessidade de um salvador. 2-Elias representando os profetas que vaticinaram a vinda do
MESSIAS e sua crucificação por nós. 3-JESUS CRISTO a revelação da salvação pela
graça. TRANSFIGUROU-SE. Na
sua transfiguração, Jesus foi transformado na presença de três discípulos,
que viram a sua glória celestial, conforme Ele realmente era: Deus em
corpo humano. A experiência da transfiguração foi: (1) um alento para
Jesus ante a sua iminente morte de cruz (cf. Mt 16.21); (2) um comunicado
aos discípulos de que Jesus teria de sofrer na cruz (v.31); e (3) uma
confirmação, por Deus, que Jesus era verdadeiramente seu Filho, todo
suficiente para redimir a raça humana (v.35). Quinta Jo 4.25 A vinda do Messias era a expectativa daquela
geração. (Não só em Israel como também em Judá)
Replicou-lhe a mulher: Eu sei que vem o Messias (que se chama o
Cristo); quando ele vier há de nos anunciar todas as coisas. ELA DESCOBRIU
O SEGREDO ATRAVES DA MANIFESTAÇÃO DE PODER. DOM DO ESPÍRITO SANTO:
Palavra De Conhecimento.(Jo
4.18,19) Jo 4.29 Vinde e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito;
porventura, não é este o Cristo? Lc 2.25-26 Ora, havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e
este homem, justo e temente a Deus, esperava a consolação de Israel; e o
Espírito Santo estava sobre ele.E lhe fora revelado pelo Espírito Santo
que ele não morreria antes de ver o Cristo do Senhor.
Lc 2.38 Ana também: Chegando ela na mesma hora, deu graças a Deus,
e falou a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de
Jerusalém. Sexta 1 Co 10.3-6 Jesus estava presente nos símbolos e figuras no
Antigo Testamento. E todos comeram do mesmo alimento espiritual; e beberam todos da
mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os
acompanhava; e a pedra era Cristo. Mas Deus não se agradou da maior parte
deles; pelo que foram prostrados no deserto. Ora, estas coisas nos foram
feitas para exemplo, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles
cobiçaram. 10.5 FORAM PROSTRADOS NO DESERTO. Os israelitas foram alvos da
graça de Deus no Êxodo. Foram libertos da escravidão (v. 1), batizados (v.
2), divinamente sustentados no deserto e tiveram íntima comunhão com
Cristo (vv. 3,4). Mesmo assim, a despeito dessas bênçãos espirituais,
deixaram de agradar a Deus e foram destruídos por Ele no deserto; perderam
a sua eleição divina e, portanto, deixaram de alcançar a Terra Prometida .
O argumento de Paulo é que, assim como Deus não tolerou a idolatria,
pecado e imoralidade de Israel, assim também Ele não tolerará o pecado dos
crentes da Nova Aliança 10.6 ESSAS COISAS... FEITAS EM FIGURA. O terrível juízo divino
sobre os israelitas desobedientes serve de exemplo e advertência aos que
estão sob a Nova Aliança, para não cobiçarem as coisas más. Paulo adverte
aos coríntios que se eles forem infiéis a Deus como Israel (vv. 7-10),
eles também serão julgados e não entrarão na pátria celeste
prometida. TABERNÁCULO - http://www.jesusnet.org.br/tabernaculo/materiais.htm Sábado At 3.22 O Profeta semelhante a Moisés.
UM PROFETA. A predição de Moisés em Dt 18.17,18: Então o SENHOR me
disse: Bem falaram naquilo que disseram. Eis que lhes suscitarei um
profeta do meio de seus irmãos, como tu... , foi uma profecia a respeito
de Jesus Cristo. De que maneira foi Jesus semelhante a Moisés? (1) Moisés
foi ungido pelo Espírito (Nm 11.17); o Espírito do Senhor estava sobre
Jesus na pregação do evangelho (Lc 4.18,19). (2) Deus usou Moisés para
introduzir a antiga aliança; Jesus introduziu a nova aliança. (3) Moisés
conduziu Israel, tirando-o do Egito para o Sinai, e estabeleceu o pacto de
seu relacionamento com Deus; Cristo redimiu seu povo do pecado e da
escravidão de Satanás, e estabeleceu um novo e vivo pacto com Deus, por
meio do qual seu povo pudesse entrar na sua própria presença. (4) Moisés,
nas leis do AT, referiu-se ao sacrifício de cordeiros para prover em
figura a redenção; o próprio Cristo tornou-se o Cordeiro de Deus para
prover salvação a todos quantos o aceitarem. (5) Moisés conduziu o povo à
lei, mostrando-lhe a sua obrigação em cumprir seus estatutos para ter a
bênção divina; Cristo chamava o povo a si mesmo e ao Espírito Santo, como
a maneira de Deus cumprir a sua vontade, e dos fiéis receberem a bênção
divina e a vida eterna. Leitura Bíblica Em Classe: OSÉIAS 11.1-9 A ingratidão de Israel. Ameaças e promessas Mais uma vez, encontramos uma cena que se parece com algum
julgamento de natureza legal (cf. 4.18): Javé é ao mesmo tempo promotor e
juiz; Israel é o réu; e um auditório não identificado, talvez Oséias,
parece servir de testemunha e júri. Deus apresenta Seu caso a ele, exceto
quando, com muita paixão, expõe o veredicto ao povo julgado, a quem ama e
um dia irá restaurar (w. 8-9). Uma vez que a essência da acusação de Javé
é que Seu menino se afastou dEle (w. 2, 7), a despeito do cuidado e do
amor incansável dedicado a esse filho (w. l, 3-4), é possível encontrar o
contexto legal que ajudou a formar esse cenário em Deuteronômio 21.18-21.
A lei determinava que os pais de "um filho contumaz e rebelde" (quanto a
"contumaz", heb. sôrer, cf. Os 4.16; 9.15; quanto a "rebelde", heb. mrh,
cf. Os 13.16 [heb. v. 15]) levassem-no para ser julgado perante os
"anciãos da cidade". Caso a queixa deles contra o rapaz se comprovasse, o
castigo era morte por apedrejamento. Uma sociedade que não tinha
reformatórios nem juizes de menores, sendo que sua civilidade dependia do
respeito à autoridade dos pais, era forçada a empregar meios drásticos
para lidar com suas crianças incorrigíveis. Como ocorreu no caso do
adultério de Israel, a pena de apedrejamento, que pela lei deveria ter
sido invocada (Dt 22.22-24), foi suspensa, e em lugar disso o veredicto
foi a reconciliação com disciplina (c f. Os 3.1-5). O amor da aliança
suplantou a lei da aliança, e prometeu-se misericórdia após o juízo. Em
cada oferta de esperança, a linguagem de Oséias torna-se intensamente
pessoal e familiar. 1 Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu
filho. Deus refere-se à
ocasião em que os israelitas foram tirados do Egito para que viessem a
tornar-se uma nação independente. Ele chama Israel de "filho" (cf. Êx
4.22), mas este não demorou a tornar-se inconstante e desobediente (v. 2).
Mateus 2.14,15 aplica este versículo a Jesus, que foi levado ao Egito por
José e Maria, e chamado de volta à Palestina depois da morte de
Herodes. 2 Mas, como os chamavam, assim se iam da sua face; sacrificavam a
baalins e queimavam incenso às imagens de escultura.
Referência à Israel e o Êxodo. 3 Todavia, eu ensinei a andar a Efraim; tomei-os pelos seus braços,
mas não conheceram que eu os curava. Foi preciso DEUS puxar Israel para fora do Egito, senão ficariam
alí para sempre como escravos em troca de comida, sem conhecer o DEUS da
remissão ou libertação e salvação . 4 Atraí-os com cordas humanas, com cordas de amor; e fui para eles
como os que tiram o jugo de sobre as suas queixadas; e lhes dei
mantimento. CORDAS DE AMOR.
Percebe-se a solicitude de Deus pelo modo como Ele atrai os seus com
cordas de bondade e laços de amor e compaixão. Como Pai e Médico, cuida de
seus filhos, curando-lhes as enfermidades, e guiando-os em todo o caminho.
Os israelitas, porém, não reconheciam o seu amor, e desprezavam suas
bênçãos. Devemos ser continuamente gratos pelo amor de Deus. Esforcemo-nos
por cultivar corações agradecidos, que amem realmente a Deus. Cordas fala
de amarras e é isso mesmo que DEUS teve que fazer com o povo que a todo o
momento queria voltar ao egito e seus deuses, mesmo vendo os sinais e
maravilhas que o Senhor fazia por todo o caminho para a terra
prometida. 5 Não voltará para a terra do Egito, mas a Assíria será seu rei,
porque recusam converter-se. A ASSÍRIA SERÁ SEU REI. O "Egito" representa a escravidão (ver 9.3
nota). Esta seria representada, agora, pela Assíria, que levaria cativo o
impenitente Reino do Norte. O exílio começou quando Samaria foi destruída
em 722 a.C. O Reino do Norte jamais seria restaurado como nação, embora
tenha voltado à terra da promessa um remanescente (Ed 8.35; Ez 47.13).
Observe-se que o NT revela que Ana era de Aser (Lc 2.36), uma das tribos
do Norte. Portanto, a idéia das "dez tribos perdidas" é fictícia. Alguns
integrantes do Reino do Norte rejeitaram a idolatria de Israel, e
uniram-se a Judá, tanto antes quanto depois da queda de Samaria (cf. 2 Cr
15.9; 34.9; ver 2 Rs 17.18 nota), ao passo que outros se uniram por
matrimônio com pessoas de outras nações, como é o caso dos samaritanos
(ver 2 Rs 17.24 nota). 6 E cairá a espada sobre as suas cidades, e consumirá os seus
ferrolhos, e os devorará, por causa dos seus conselhos.
A invasão Assíria é eminente. Ainda confiavam nos ferrolhos dos
portões de suas cidades, mas estes seriam queimados e suas cidades
invadidas. 7 Porque o meu povo é inclinado a desviar-se de mim; bem que clamam
ao Altíssimo, nenhum deles o exalta. Ml 2.13 Ainda fazeis isto: cobris o altar do Senhor de lágrimas, de
choros e de gemidos, porque ele não olha mais para a oferta, nem a
aceitará com prazer da vossa mão. 8 Como te deixaria, ó Efraim? Como te entregaria, ó Israel? Como te
faria como Admá? Por-te-ia como Zeboim? Está mudado em mim o meu coração,
todos os meus pesares juntamente estão acesos.
11.8 COMO TE DEIXARIA, Ó EFRAIM? Este é um dos versículos mais
poderosos da Bíblia na demonstração do amor, compaixão e tristeza intensos experimentados
pelo Senhor por causa da situação dos pecadores. Demonstra claramente que seu amor e
compaixão assemelham-se aos sentimentos de um pai que se importa com os filhos (Jr 31.9). Ele
não quer desistir de seu povo desobediente, e fica entristecido ao ver-se obrigado a
castigá-lo. 9 Não executarei o furor da minha ira; não voltarei para destruir
Efraim, porque eu sou Deus e não homem, o Santo no meio de ti; eu não
entrarei na cidade. 11.9 NÃO EXECUTAREI... MINHA IRA. Israel não experimentaria a
totalidade da ira de Deus. Não seria totalmente destruído; pelo contrário,
Deus salvaria um remanescente por meio do qual reedificaria a
nação. Objetivos: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto
a: Reconhecer o Antigo Testamento como fonte profética de Deus para a
vinda do Messias. Identificar Cristo no profeta Oséias e nos demais escritos do
Antigo Testamento.
Valorizar o amor de Deus pelo seu povo.
Is 49.15 pode uma mulher esquecer-se de seu filho de peito, de
maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se
esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de
ti. INTRODUÇÃO Rm 5.8 Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando
éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.
Nesta lição vemos o amor de DEUS por um povo rebelde e
contradizente, amor este revelado à todos nós também que antes vivíamos em
tremendos pecados.
Ef 2.2 nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo,
segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos
filhos de desobediência, I. A ESPERANÇA MESSIÂNICA NO ANTIGO
TESTAMENTO 1. O Senhor Jesus e as Escrituras. "Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e
são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, não quereis vir a mim para
terdes vida." João 5:39-40. Lc 24.44 Depois lhe disse: São estas as palavras que vos falei,
estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de mim
estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos
Salmos. Lei = Torá = 5 livros de Moisés Profetas = Todos os profetas que falaram a seu respeito de Gênesis
a Malaquias e até João Batista.(Aqui inclui livros poéticos, históricos e
escritos diversos constantes das legítimas escrituras conservadas pelos
Judeus.) Salmos = escritos sagrados principalmente os escritos do rei
Davi. 2. Na lei de Moisés.
A promessa de um Libertador, redentor e rei estão presentes em todo
o pentateuco. 1-No filho da mulher que esmagaria a cabeça de Satanás,
2-Na arca que mantinha e guardava Noé da destruição.
3-Em Isaque que foi oferecido no altar.
4-Em José que foi fiel, líder, sustentador de sua família e
revelador de segredos de DEUS. 5-Em Moisés intercessor entre o povo e DEUS, bem como condutor do
povo até às promessas de DEUS, morrendo antes para que se cumprissem.
Todos eles profetizaram dos dias que viriam.
Hb 11.38-39 (dos quais
o mundo não era digno), errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e
cavernas da terra. E todos estes, embora tendo recebido bom testemunho
pela fé, contudo não alcançaram a promessa 3. Nos profetas.
Vide tabela de profecias cumpridas em
CRISTO. a) O profeta Isaías.
Chamado "Profeta Messiânico"
b) Os demais
profetas.
Seria executado 69
semanas de anos (483 anos), depois do decreto para restaurar a Jerusalém.
Foram dados três decretos. O de Artajerjes foi entre 454 a 444 a.C., o que
colocaria seu cumprimento entre o ano 29 a 39 da era Cristã ( Daniel
9:25,26 ). A cronologia
Bíblica comparada com a Historia secular da sua época estabelece que
Cristo foi crucificado aproximadamente no ano 30 d.C. 4. Nos Salmos.
II. O MESSIAS NA
PROFECIA DE OSÉIAS 1.O clima
messiânico em Oséias. 2. A profecia
messiânica.
III. “DO EGITO
CHAMEI O MEU FILHO” 1. O amor de Jeová
(v.1).
2. A parte
profética da história. IV. A MAIOR PROVA
DO AMOR DE JEOVÁ 1. A expressão do
amor de Jeová. O Calvário é a maior expressão do amor de Jeová pelo mundo
pecador. . 2. Amor exigente
(vv.3,4).
CONCLUSÃO A figura do Messias
está presente em Oséias. Veja o contraste amor e traição (vv.1,2). A palavra de DEUS
tem esta impressionante forma de interpretação. A nação judaica lê e
entende materialmente e a Igreja lê e entende espiritualmente. (tanto uma
como outra são verdadeiras pois são direcionadas a cada povo em separado
com um mesmo fim, ou seja a salvação em Jesus Cristo). DEUS fala de amor
ao povo que o trai continuamente: Os Israelitas sendo resgatados da
escravidão do Egito e a Igreja sendo resgatada da escravidão do pecado;
ambos devem valorizar esta dádiva sendo santos e vivendo de maneira a
glorificar ao nosso Pai eterno que nos amou primeiro. È IMPRESSIONANTE A
RELAÇÃO PAI E FILHO TRANSMITIDA POR OSÉIAS EM SUA PROFECIA. A RELAÇÃO
ENTRE Dt 21.23 e Gl 3.13 é explicativa para entendermos que fomos
resgatados, pois CRISTO morreu em nosso lugar, levou sobre ele nossa
maldição. Morreu nossas morte. Quando um filho
pecava contra seu pai ou alguém cometia um pecado grave era pendurado num
madeiro para servir de exemplo para todos. Dt 21.23 o seu
cadáver não permanecerá toda a noite no madeiro, mas certamente o
enterrarás no mesmo dia; porquanto aquele que é pendurado é maldito de
Deus. Assim não contaminarás a tua terra, que o Senhor teu Deus te dá em
herança.
Gl 3.13 13 Cristo
nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está
escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Vide: http://www.armazemnadia.com.br/henrique/profeciaseseucumprimento.htm http://www.jesusvoltara.com.br/sermoes/sermao48.htm http://www.christiananswers.net/portuguese/q-eden/edn-r004p.html http://www.bbie.org/portuguese/07/0701.html http://www.asd-mr.org.br/sermoes/ser21.htm http://www.cidadegospel.com.br/profecias.asp http://www.familyradio.com/international/ministry/portuguese/book/offiles/especial/basic/bq-25.htm http://www.uol.com.br/biblia/revista/edicao4/divina.htm http://home.sprintmail.com/~agccarmona/html/profecias_messianicas.html http://www.beth-shalom.com.br/artigos/pqmeoponho.shtml http://www.jesusnet.org.br/tabernaculo/materiais.htm Veja também no
quebra cabeças o plano para salvação. http://www.armazemnadia.com.br/henrique/quebra-cabeças.htm Estudos afins: OSÉIAS 11.1-11 Andersen, p. 561)
ou o destinatário da ameaça (NEB; NIV). O que está claro, por ser
reforçado por uma repetição da palavra, é a atrocidade da malícia (lit. "a
malícia da vossa malícia") que Deus estava castigando. O chamado de Israel
deixou de ser cumprido, não por omissão, mas por malícia ("perversidade",
BJ) intencional e violenta (heb. ra'â; 7.1, 2, 3; 9.15). Essa palavra, o
termo hebraico mais genérigo e abrangente para pecado, serve para embalar
os capítulos 7-10, num pacote que engloba os registros da rebeldia de
Israel. De fato, nesta seção de imagens agrícolas, o vocabulário de Oséias
acerca de atos pecaminosos faz lembrar um dicionário de sinónimos:
malícia, 9.15; 10.15; culpados, 10.2; pecado, 10.8-9; perversidade, 10.9;
transgressão, 10.10; "iniquidade" (IBB), 10.13; injustiça (RSV), 10.13;
mentira, 10.13. "Ao amanhecer" (BJ;
não há necessidade de emendar para "na tempestade"; cf. RSV; JB) indica o
momento logo antes do início da batalha, quando as tropas, aguardando os
alvores, rumavam para o campo. Essa expressão prediz um rápido embate. Com
o rei totalmente destruído (heb. nidmâ; cf. 4.5-6; 10.7), as tropas não
terão condições de oferecer resistência. Talvez rei seja o bezerro-ídolo
(cf. comentário sobre o v. 7), mas é mais provável que seja o monarca cuja
morte foi prevista no versículo 3. A intensidade com que se descreve sua
morte (o infinitivo absoluto ressalta a força do verbo) está à altura da
intensidade com que se descreve o mal cometido por Israel. A
correspondência entre crime e castigo é uma prova da perfeição e da
equidade da justiça divina. iv. O filho amado (11.1-11). A série de imagens por
meio das quais Deus reflete sobre Suas expectativas e sobre o fracasso de
Israel chega ao clímax: (l) a figura de linguagem torna-se pessoal — já
não é mais Javé, o lavrador, cuidando de Israel como se fossem uvas
(9.10), vide (10.1) ou bezerra (10.11), mas Javé, o pai, entristecendo-se
por causa de Israel, o filho rebelde: (2) o quadro da graça divina é
ampliado (w. l, 3-4); (3) a queixa divina manifestada nas perguntas
autodirecionadas expõe a intensidade do amor da aliança em termos
insuperáveis em todo o Antigo Testamento (v. 8); (4) a conclusão de toda
essa retrospectiva da história é que existe esperança por trás do juízo
(uma observação que não se vê nas metáforas precedentes) — esperança
baseada na natureza singular de Deus, o Santo (v. 9); e (5) a forma dessa
esperança é transmitida em um símile leonino, que retraia uma reversão do
exílio, com o rugido de Javé chamando Israel de volta à sua própria terra
como um grupo de leõezinhos ariscos (w. 10-11). Este discurso encerra a
segunda grande divisão do livro, 197 que começou em 4.1. Suas palavras
finais de esperança (w. 10-11) relembram a promessa de 3.5: "Depois
tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao Senhor seu Deus". Elas também
antecipam o retorno penitente de Israel predito em 14.3: "A Assíria já não
nos salvará, não iremos montados em cavalos... por ti o órfão alcançará
misericórdia". O livro de Oséias trata de juízo e esperança, de esperança
por trás do juízo, e os grandes discursos nos capítulos 4-11 desenvolvem
essa mensagem em todo seu impacto e pungência. Deus é o orador principal
dos versículos 1-11, como aconteceu ao longo da maior parte dos capítulos
4-11. Contudo, Ele só Se dirige diretamente ao povo nos versículos 8 e 9.0
relato do tratamento bondoso que Ele lhes dispensou no passado (w. l,
3-4), as acusações de pecado (w. 2, 7), os anúncios de juízo (w. 5-7) e a
promessa de salvação futura (w. 10-11) — tudo isso trata Israel na
terceira pessoa. Mais uma vez, encontramos uma cena que se parece com
algum julgamento de natureza legal (cf. 4.18): Javé é ao mesmo tempo
promotor e juiz; Israel é o réu; e um auditório não identificado, talvez
Oséias, parece servir de testemunha e júri. Deus apresenta Seu caso a ele,
exceto quando, com muita paixão, expõe o veredicto ao povo julgado, a quem
ama e um dia irá restaurar (w. 8-9). Uma vez que a essência da acusação de
Javé é que Seu menino se afastou dEle (w. 2, 7), a despeito do cuidado e
do amor incansável dedicado a esse filho (w. l, 3-4), é possível encontrar
o contexto legal que ajudou a formar esse cenário em Deuteronômio
21.18-21. A lei determinava que os pais de "um filho contumaz e rebelde"
(quanto a "contumaz", heb. sôrer, cf. Os 4.16; 9.15; quanto a "rebelde",
heb. mrh, cf. Os 13.16 [heb. v. 15]) levassem-no para ser julgado perante
os "anciãos da cidade". Caso a queixa deles contra o rapaz se comprovasse,
o castigo era morte por apedrejamento. Uma sociedade que não tinha
reformatórios nem juizes de menores, sendo que sua civilidade dependia do
respeito à autoridade dos pais, era forçada a empregar meios drásticos
para lidar com suas crianças incorrigíveis. Como ocorreu no caso do
adultério de Israel, a pena de apedrejamento, que pela lei deveria ter
sido invocada (Dt 22.22-24), foi suspensa, e em lugar disso o veredicto
foi a reconciliação com disciplina (c f. Os 3.1-5). O amor da aliança
suplantou a lei da aliança, e prometeu-se misericórdia após o juízo. Em
cada oferta de esperança, a linguagem de Oséias torna-se intensamente
pessoal e familiar: em 2.14-23 e 3.1-5, Deus é um marido que disciplina
mas perdoa; em 14.1-8, Ele é um amante que cura e reconcilia; em 11.1-11,
Ele é um pai autoritário, mas 198 também compassivo e paciente. Quaisquer
que sejam as metáforas que descrevem o cuidado do Senhor para com Israel,
quando o assunto é a restauração futura — sua forma ou suas razões — só as
expressões pessoais da vida familiar guardam intimidade suficiente para
expressar a mensagem de Oséias acerca do amor de Deus para com Seu povo.
Quase não há dúvida de que o próprio sofrimento de Oséias com a sorte de
Gômer e seus filhos contribuiu para a compreensão única do coração de Javé
que ele nos transmite. No entanto, todo o texto de Oséias não nos diz nada
sobre a vida íntima do profeta. O centro das atenções repousa inteiramente
nos atos e feitos do profeta, não em suas reações emocionais. A razão
disso parece clara: o livro de Oséias não é sobre Oséias; é sobre Deus. A
vida do profeta foi o registro pelo qual a palavra de Deus (cf. 1.1-2) veio ao
povo. A essência dessa palavra não dizia respeito à reação humana diante
da traição e do sofrimento, mas ao comportamento humano perverso e à
reação divina — no sofrimento, no ultraje e na compaixão — perante tal
deslealdade. 1-4. O clima de nostalgia que caracterizou todo o discurso,
começando em 9.10 — "Achei a Israel como uvas no deserto" — passando pelo
capítulo 10 — "Israel é vide luxuriante" (10.1) e "Efraim era ...domada"
(10.11) — chega aqui ao clímax, onde é recontada a história do êxodo e a
natureza pessoal do relacionamento ali estabelecido (cf. 2.14-15). Menino
(heb. na'ar, "menino pequeno", "garoto") sugere uma imaturidade próxima à
impotência, a incapacidade de arcar com as responsabilidades da vida
adulta (cf. a vulnerabilidade de Isaque, em Gn 22.12; a necessidade que
Samuel tinha de ser amamentado, em l Sm 1.24; a falta de habilidade ou
experiência militar de Davi, em l Sm 17.33; a inabilitação de Jeremias
para servir como profeta, em Jr 1.6). Em contraste, meu filho descreve
tanto o relacionamento íntimo com Deus quanto o senso de propósito que tal
relacionamento deveria dar a Israel. O versículo ressoa a graça, não
apenas nos substantivos que descrevem Israel, mas também nos verbos — amei
(cf. comentário sobre 3.1-2) e chamei, que pode ter aqui o sentido de
"convocar", sendo mais provável, porém, que reflita o conhecido uso que
Oséias faz do verbo para dar nome a alguém (cf. 1.4, 6, 9; 2.16); do Egito
(a ênfase provavelmente está no ato de resgatar, não na época "[desde os
dias] do Egito") chamei-o (pronome objeto tirado de o amei) pelo nome de
meu filho (cf. Êx 4.22-23 quanto ao uso de filho antes do êxodo e Jr 31.20
acerca da continuidade de seu uso após Oséias). Tudo isso atesta o
relacionamento especial, dentro da aliança — como uma adoção — que foi
selado no êxodo e no Sinai (cf. 12.9; 13.4), Apesar da tendência de
emendar a palavra inicial do versículo 2 para eu os chamava, acompanhando
a LXX (cf. ARA; IBB; BJ; PIB; BLH; Wolff, p. 190; Mays; Nõtscher, p. 31),
é fácil aceitar o TM se virmos no versículo 2 uma segunda referência a um
incidente como a sedução diante de Baal em Peor (cf. 9.10b). Os registros
consecutivos do êxodo e da apostasia no deserto (Nm 25) estão de acordo
com a tradição do Pentateuco e com a técnica literária de Oséias em 9.10 —
11.11, onde à metáfora (ou símile) da bênção passada se contrapõe uma
figura da traição contra Javé (9.10; 10.1; 10.11-13; 11.1-2). A paráfrase
do versículo seria: "Elas ("as filhas dos moabitas", Nm 25.1, 2; ou os
cananeus em geral) os chamavam (pelo nome; a construção está em paralelo
com o versículo l), isto é, os israelitas (aqui descritos no plural,
apesar do singular no versículo l; cf. v. 3); como conseqüência, eles se
desviaram (heb. hlk; lit., se iam ou "andavam", cf. 2.5, 13; 7.11) da
minha presença} O que Deus quer mostrar é que o chamado pagão revelou-se
mais forte do que o Seu, levando a uma total capitulação diante dos ardis
dos Baalins (cf. 2.13 quanto a queimavam incenso, e 4.13-14; 8.13 quanto a
sacrificavam). O tempo imperfeito dos dois verbos no versículo 2b talvez
esteja apontando para o início de uma prática que, em diferentes graus de
intensidade, havia persistido até a época de Oséias: "Aos Baalins
começaram a oferecer sacrifícios, e às imagens esculpidas (heb. pasíl,
única ocorrência em Oséias; cf. Is 42.8; Jr 8.19; Mq 5.12), a queimar
incenso". O eu com que se inicia o versículo 3 em hebraico é enfático.
Contrasta com o "eles" do versículo 2. A estrutura parece ser intencional:
o relato da apostasia é inserido entre descrições de cuidado. A figura da
imaturidade de Israel (v. l) é desenvolvida por aquilo que deve ser
entendido como um quadro ampliado da terna paternidade de Deus (w, 3-4).
Aqui, Efraim provavelmente é sinónimo de Israel (v. l), designando todo o
reino do norte, não apenas o estado remanescente que se apegou à
semi-independência em relação à Assíria, depois da invasão de
Tiglate-Pileser em 733 a. C. É certo que Oséias está recordando o passado,
a história da redenção, e não as atuais crises políticas. A forma verbal
incomum, construída a partir da palavra que significa "pé" (heb. tirgaltí,
l. A
leitura da minha presença envolve uma nova divisão das palavras, em que
mippe^têhem, "da presença deles", uma tradução difícil de encaixar neste
contexto, passa a ser mippenay hem, "eles (um sujeito enfático) da minha
presença [se afastaram]". Para leituras próximas a esta, veja TB;
Andersen, p. 574. de regei), é geralmente traduzida por eu ensinei a andar
(ARA; IBB; ARC; TB; BJ; PIB; BLH; Wolff, p. 191; Mays, p. 150; Nõtscher,
p. 31), mas também poderia significar "eu andei à frente de", de modo a
guiar e proteger (cf. Andersen, p. 579); tal sentido poderia explicar a
preposição hebraica F, que liga o verbo a Efraim. A segunda oração do
versículo 3 parece estar diretamente ligada à primeira; não se encontra
nenhum "e" no hebraico. As versões são quase unânimes em apresentar Javé
tomando Efraim em seus braços (ARA; IBB; TB; BJ; PIB; BLH; Wolff, p. 191;
Mays, p. 150). As palavras mais usuais correspondentes a esse gesto seriam
"erguer" (heb. ns") ou "recolher do chão" (heb. qbs), ambas empregadas em
Isaías 40.11. Tomar (a forma é incomum, talvez um infinitivo absoluto,
qh), forma abreviada de Iqh, "tomar", "apanhar", "agarrar", provavelmente
explica a maneira como Deus guiou Efraim — "segurando-o pêlos braços",
isto é, pêlos braços de Efraim, para apoiá-los ou protegê-los enquanto
andavam. Mais uma vez, pronomes no singular e no plural alternam-se de
modo estranho a nossos ouvidos, mas isso não destoa com o que acontece em
Oséias. A última oração do versículo 3 indica o quanto Israel se tornou
intransigente. De modo sistematicamente erróneo, interpretaram a intenção
divina de tratá-los de maneira carinhosa, para curar suas feridas e,
assim, demonstrar Seu amor (quanto acurava, heb. rp', cf. 5.13; 6.1; 7.1;
quanto à relação entre amor e cura, veja 14.4). Aqui, atinaram significa
admitir a verdade que deveria ser óbvia, reconhecer os motivos puros e a
graça insubstituível do Senhor (cf. comentários sobre 2.8; 5.4) no
livramento do êxodo e na providência do deserto. A questão levantada no
versículo 4 é se a metáfora de pai-fílho muda para a de domador-animal
(cf. 4.16; 10.11). As chaves para a resposta são os significados de cordas
(heb. hablê; cf. Am 7.17; Is 5.18), laços (heb. "boto f, cf. Êx 28.14; Is
5.18) e a palavra traduzida muitas vezes por jugo (heb. 'ol; cf. Dt 21.3;
Jr 27.8). Se começarmos com o último termo, encontramos à disposição um
grupo de palavras que designam "criança de peito" ou "criança que está
aprendendo a andar", que, devido a uma semelhança na raiz (heb. ï), podem
facilmente explicar a inclusão úejugo (heb. 'ül, Is 49.15; 65.20; heb. •°w7, Jó 19.18; 21.11;
heb. 'ôlël, l Sm 15.3; Os 13.16 [heb. 14.1]; heb. 'ôlal, SI 137.9; Jr 6.11; Jl 2.16). Se escolhermos
uma delas, por exemplo, 'úl, cuja grafia é mais próxima de 'õl, podemos
derivar um sentido como este para a terceira e quarta orações: "E eu me
tornei para eles como pessoas que levantam até o rosto uma criança que
está aprendendo a andar. E eu lhe estendi a mão e [lhe] dei [alimento]
para comer". Se essa leitura da passagem estiver certa {cf. BJ; PIE; BLH;
Wolff, p. 191; Mays, p. 150; Nõtscher, p. 31), as duas orações iniciais do
versículo 4 devem descrever o tratamento amoroso (laços de amor, cf.
comentário sobre 11.1) e humano (lit., "cordas de um homem") com que Deus
ensinou e guiou Seu povo (v. 3). Mesmo quando era necessário reorientar e
restringir, isso era feito com bondade, tendo em mente o bem-estar deles.
Nos versículos l, 3-4 Deus fez a defesa mais contundente de Seu direito de
suscitar um juízo completo e final sobre seu filho rebelde. 1 Mateus
emprega Oséias 11.1 em sua narrativa da primeira infância de Jesus (Mt
2.15), pois encontra nesse texto muitos fatores que reforçam seu
entendimento da função messiânica. O versículo (l) é revelado num contexto
de conflito em que o Egito desempenha um papel primordial, (2) contém um
chamado divino para um serviço pré-determinado, conforme aconteceu com o
chamado de Deus a Israel, (3) apresenta uma relação singular de filiação
entre Deus e Seu ungido, (4) insinua a graça pela qual o Pai alimentou
tanto Israel quanto o menino Jesus, (5) recapitula o êxodo e, ao fazê-lo,
faz do Cristo-menino o novo e verdadeiro Israel, e (6) visto que Moisés
esteve envolvido na primeira saída do Egito (cf. comentário sobre Os
12.13), Jesus é destacado como o Moisés maior.2 A relação da profecia do
Antigo Testamento com o cumprimento no Novo é igual à da semente com a
flor. O que é potencial na semente torna-se real na flor; temas latentes
no Antigo Testamento desabrocham plenamente no Novo. Uma corrida de
revezamento proporciona outra ilustração. Os escritores do Antigo
Testamento, como Oséias, tomam seus temas da graça e da promessa divina e
os passam adiante, como se passassem bastões aos corredores que os
sucedem; os escritores do Novo Testamento, como Mateus, estendem a mão
para trás e tomam aqueles temas que atendem a seus propósitos, seguram-nos
com firmeza e correm adiante, carregando-os de forma a esclarecer e
fortalecer a igreja. 5-7.0 processo de Javé contra o filho desobediente
(w. 1-4) resultou num veredicto de condenação. Agora, a sentença está para
ser pronunciada: invasão (v. 6), exílio (v. 5) e cativeiro penoso (v. 7).
O lõ' (não) com que o TM principia o versículo 5 deve ser lido como
"certamente" (cf. PIB; BLH), uma nota afirmativa de reforço e ênfase,
mostrando como o castigo é merecido. Deve-se entender Egito como um
símbolo do exílio na Assíria, embora indubitavelmente alguns fugitivos
tenham se dirigido para o Egito a fim de evitar um destino mais cruel nas
mãos dos assírios, contra os quais se rebelaram em 734 e 727 a. C. Egito e
Assíria formam um par fixo em Oséias; é quase inevitável que a menção de
um chame o outro, como parte do paralelismo poético (c/ 7.11; Assíria,
5.13, no início da passagem, combinando com Egito, 7.16, no final; 9.3;
Assíria, dividindo espaço com Egito, 9.6; 11.11; 12.1). Seu rei, que agora
será a Assíria, transmite o drama anterior da ruína de seus líderes
políticos - "não temos rei" (10.3; cf. 10.15) — e de seu bezerro-ídolo, a
quem honravam como se fosse rei — "o rei de Samaria será como lasca de
madeira" (isto é, perecerá; 10.7). E tudo isso por causa da rebelião de
Israel contra seu verdadeiro rei. Deve-se assinalar a alternativa de
Andersen (p. 584): "seu próprio rei" (lit. "ele mesmo seu rei") torna-se o
sujeito do verbo voltarão (o verbo em hebraico está no singular), tendo o
Egito e a Assíria como os possíveis destinos. A ordem das palavras parece
favorecer a leitura tradicional. Recusam (heb. m'n), termo que em Oséias
aparece só aqui, tornou-se favorito de Jeremias para descrever a
relutância de Judá em buscar a face de Deus e fazer Sua vontade (cf. Jr
3.3; 5.3; 8.5; 9.9; 11.10; 13.10; 15.18; 25.28; 31.15; 38.21; 50.33).
Quanto a voltarão, veja o comentário sobre 3.5. Anunciado o tema mais
geral do exílio, Oséias passa a descrever a assolação que se instala nas
cidades de Israel (v. 6). Parece que elas foram escolhidas para a
destruição militar (espada) por duas razões: suas fortificações haviam se
tornado símbolos detestáveis da autoconfiança (8.14; 10.14) e seus
palácios eram centros de maquinações religiosas e políticas (heb.
mo'asôt_; cf. Mq 6.16; Jr 7.24) ou de elaboração de planos. Espada parece
ser o sujeito dos três verbos: (l) halâ pode derivar de hwl,
"contorcer-se" ou "rodopiar" (assim interpretam NASB; NIV; Wolff, p. 192;
Mays, p. 150) ou de hlh, "estar doente, fraco"; Andersen (p. 585)
aceita
essa última possibilidade, lendo-a como uma forma intensiva que se
traduz por "causará dano" ou "danificará"; (2) klh, na forma intensiva,
significa aqui "dar fim", "acabar com" (cf. Jr 9.15; 10.25; 14.2; Am 7.2);
e (3) 'kl, literalmente "comer" (cf. o uso positivo da raiz em 11.4) e,
daí, "consumir" ou "devorar", em passagens que fazem lembrar juízo (cf.
2.12; 5.7; 7.7,9; 8.14; 13.8). A palavra intrigante é o substantivo que
serve como objeto do segundo verbo, muitas vezes traduzido por seus
ferrolhos (heb. baddayw) ou algo assim. Intérpretes recentes afirmam que
ele indica pessoas, não coisas: (l) "sacerdote de oráculos" (Mays, p. 150;
NEB; cf. Is 44.25 [ARA, "profetizadores de mentiras"]; Jr 50.36 [BJ,
"adivinhos"]); (2) "gabarola" (Jr 50.36 [ARA]; Wolff, p. 192); cf. Is
16.6; e (3) "homens fortes", "heróis" (Andersen, p. 585). Como ocorre
muitas vezes com palavras obscuras ou ambíguas, a escolha depende do
contexto. Andersen (p. 585) enfatiza as nuanças militares nesse versículo
e em Jeremias 50.36, onde baddïm ocorre em paralelo comgibbôrím,
"valentes" (cf. Os 10.13). No entanto, a última palavra de Jeremias 50.35
é "sábios", termo também encontrado junto com baddïm em Isaías 44.25, onde
o contexto não é de ação militar, mas de adivinhação e conselho oracular.
O emprego da palavra em passagens militares pode ser facilmente explicado:
sacerdotes de oráculos ou profetas-adivinhos eram parte essencial dos
grupos que planejavam as batalhas de Israel e desempenhavam um papel
fundamental na decisão sobre quando, como e por que enfrentar o inimigo em
combate (cf. 2 Sm 16.23; l Rs 22.6). Tal interpretação de "sacerdote de
oráculos" (c/ W, Holiaday, CHALOT, p. 33) harmonizaria todos os três
empregos (Is 44.25; Jr 50.36; Os 11.6) e também ajudaria a explicar o alvo
final da devastação pela espada no versículo 6, "estratagemas" ou
"maquinações" (cf. ARC; TB; BLH; BJ; a IBB emenda para "fortalezas"; cf.
também PIB; a ARA traz caprichos), isto é, os planos fatais na área
política e militar, que, tendo omitido a Deus, estavam fadados ao
fracasso. As escolhas erradas de Israel, que podem ter recebido a
contribuição dos adivinhos (cf. comentário sobre 4.11-12), eram parte de
um padrão persistente de apostasia.10 hebraico rrTsüba (desviar-se) parece
significar o oposto daquilo que Deus requeria, a "volta" ou "retorno"
(heb.íüí) para Inclinado (ARA; IBB; ARC) descreve esse padrão de
comportamento. O hebraico (/' significa "pendurar", como os filisteus
suspenderam, à vista de todos, os corpos de Saul e Jônatas (2 Sm 21.12). A
voz passiva em Oséias 11.7 sugere "estar firmemente ligado a", "estar
pendurado"; daí, inclinado ou "obstinado" (BJ). Deus (cf. v. 5). A palavra
tem a conotação de voltar para velhas práticas pagãs e dar as costas para
Javé e Sua verdade (cf. Jr 2.19; 3.6,22; 5.6; 8.5; 14.7; Ez 37.33). O
rótulo divino meu povo mostra a perversidade da escolha deles. Também
relembra o nome do terceiro filho de Oséias (1.9) e prepara para a queixa
divina do versículo 8, que suscita as derradeiras perguntas sobre a
restauração do relacionamento entre Deus e Israel. O versículo 7b-c parece
descrever toda profundidade de sua apostasia: "A seu suposto deus
altíssimo, isto é, Baal, chamaram, e ele é totalmente incapaz de
levantá-los". Quanto a "deus altíssimo" (cf. TB; Andersen, p. 587), veja o
comentário sobre 7.16, onde o hebraico 'ai também parece designar Baal.
Esta leitura retira toda menção de "jugo" (RSV) e torna o versículo 7b-c
parte de uma acusação sumária e não um anúncio de juízo. Ela também
dispensa a necessidade de emendar a palavra 'ai, como é muito comum (cf.
JB; Wolff, p. 192; Mays, p. 160; Nõtscher, p. 32). "Chamaram" (cf. BJ)
liga esta passagem aos versículos l e 2, que trabalham com o contraste
entre o chamado de Javé e os apelos sedutores dos Baalins.1 8-9. Pela
primeira vez no capítulo 11, Deus Se dirige a Efraim/Israel (os dois devem
ser sinônimos aqui; cf. comentários sobre os w. l, 3) na
segunda pessoa do singular; todo o reino do norte é tratado como uma única
entidade pessoal. Mais do que isso, é-lhe permitido, como réu no
julgamento da criança rebelde (veja acima em 11.1-11), ouvir a comoção com
que Deus em parte lamenta (quanto ao uso de como, heb. 'êk, para expressar
lamentação, cf. 2 Sm 1.19, 25, 27; Mq 2.4) o julgamento que já ordenou e
em parte decide (quanto a como para introduzir uma pergunta retórica de
auto-advertência, cf. SI 137.4; Jr 9.6, cujo pensamento e linguagem estão
próximos daqueles de Oséias 11.8) as implicações da destruição irreparável
de Israel. Aqui, essa devastação é expressa numa linguagem pessoal. O
objeto não é as cidades (v. 6), mas o povo inteiro, e l, O "ele" que serve
de sujeito da oração final provavelmente é enfático e ressalta a
importância de seu suposto deus altíssimo. Essa interpretação baseia-se na
emenda adotada por Wolff, pp. 192-193, que separa o sufixo hú do verbo
"chamam" (cf. BJ), transformando-o num pronome independente que funciona
como sujeito, hú'. "Levanta-os" (o heb. rwm é uma forma intensiva)
significa "resgatar" ou "elevar a um lugar seguro", como no salmo 27.5.
"De modo algum" (PIB) reflete a combinação enfática negativa no hebraico
deyahad, que tanto aqui como no versículo 8 e no salmo 33.15 parece
significar "totalmente", "completamente" — um sentido derivado de seus
significados mais comuns, "comunidade" e "todos juntos" — e Io', "não".
OSÉIAS 11.8-9 o destino não é uma
espada brandindo, mas um ato de rendição total, Deixaria (cf. Gn 14.20,
onde se louva El Elyon por entregar os inimigos nas mãos de Abraão) e
entregaria (cf. l Rs 14.16, onde Deus promete abandonar Israel por causa
dos pecados de Jeroboão) são palavras com uma longa história nas
negociações político-militares. Elas significam dar a um inimigo pleno
direito de fazer o que bem lhe aprouver: matar, exilar, escravizar, vender
como escravo. Alusões históricas na forma de topônimos são novamente
introduzidas para reforçar a argumentação. A ênfase recai em lugares que
foram destruídos de modo completo e irremediável devido à insistente
apostasia do povo. Nem mesmo suas ruínas sobraram, só a lembrança. Admá e
Zeboim (c f. Dt 29.23; Gn 14.2,8) são alistadas junto com Sodoma e Gomorra
(cf. Gn 10.19; 19.24-29) como cidades da planície, varridas pelo juízo
divino nos dias de Abraão. O discurso de Moisés adverte sobre uma maldição
tão temível que estrangeiros achariam "toda a... terra abrasada com
enxofre e sal, de sorte que não será semeada, e nada produzirá, nem crescerá
nela erva alguma", e compara a aridez da devastação com as quatro cidades
desaparecidas. É possível que o local dessas cidades, que ainda não foi
descoberto, esteja sob as águas, na extremidade ao sul do Mar Morto.1 Meu
coração fala da aflição da escolha de Deus (cf. coração em 4.11); enquanto
Ele enfrenta a grave decisão, Seus pensamentos e sentimentos "agitam-se"
(está comovido) dentro dEle (c/ os pensamentos angustiados pela devastação
de Jerusalém, Lm 1.20; a mesma raiz hpk foi empregada para a destruição
das cidades ímpias; cf. Gn 19.25,29; Dt 29.23); contudo, mais do que isso,
Ele revela que "meu sentimento de compaixão (cf. Is 57.18; Zc 1.13; a raiz
nhm sugere um desejo de confortar e consolar) vem se excedendo cada vez
mais (veja acerca de yahad no comentário sobre o versículo 7) em afeto (se
acendem; quanto ao heb. kmr, cf. as descrições dos sentimentos afetuosos
de José ao ver Benjamim, Gn 43.30; o anseio da prostituta pelo bem-estar
de seu bebé, l Rs 3.26; e a pele febril do povo faminto, Lm 5.10). O conflito
dilacerante termina com o veredicto do versículo 9, cuja primeira palavra
é não: o veredicto é negativo. Não que o coração de Deus tenha mudado em
relação ao pecado de Israel. O furor da minha ira (a expressão tornou-se
uma das favoritas de Jeremias, e. g., 4.26; 12.13; 25.37; l. Veja J. P.
Harland, IDB, IV, pp. 395-397. 25.38; 51.45; Is 13.9, 13) é a maneira como
Ele descreve a ira reprimida, que opta por nào executar. Já vimos essa ira
antes (8.5), e tornaremos a encontrá-la (13.11; cf. Jl 2.13; Am 4.10). Mas
seu alvo derradeiro não é Israel; os atos restauradores do amor de Deus
irão afastá-la deles (14.4). Assim que o juízo necessário se cumprir pelas
mãos da Assíria, Deus não tornará ("não farei novamente"; esse é o sentido
que o hebraico súh, "retornar", tem aqui; cf. BDB, p. 998; BLH) para (a)
destruir (heb. sht na raiz intensiva; cf. 9.9 quanto à destruição moral e
espiritual de Israel em Gibeá, e o comentário sobre 13.9 quanto à
devastação de Israel por ordem de Javé; cf. também Am l. 11, onde Edom
destruiu sua própria clemência) Efraim, isto é, Israel, todo o povo do
norte. A explicação divina (porque; heb. kí) de seu compromisso de dar
continuidade à aliança após o juízo é ao mesmo tempo arrebatada e
profunda: ^.santidade singular que caracteriza Sua divindade. A disposição
e o comportamento de Deus distinguem-se (heb. qados, "separado",
"incomparável", "único") daquilo que seria o padrão humano normal, seja de
vingança perversa (cf. a canção de Lameque, onde ele fala de retaliação em
massa, em Gn 4. 23-24) ou mesmo àalextalionis, sempre determinando um
castigo proporcional ao crime. Entender a diferença fundamental entre Deus
e um homem (heb. 'ël e 'is) é absolutamente essencial para uma compreensão
bíblica da realidade, seja em relação à criação, à providência, à
soberania ou à salvação. Em cada uma dessas esferas, Deus tem feito e pode
fazer o que nenhum ser humano ousa alegar ou tenta fazer. O obscurecimento
dessa distinção espalhou um medo desnecessário das outras nações — "os
egípcios são homens, e não Deus" (Is 31.3) — ou uma arrogância inútil em
relação ao Deus vivo — "[tu], príncipe de Tiro... não passas de homem e
não és Deus, ainda que estimas o teu coração como se fora o coração de
Deus" (Ez 28.2). O Santo no meio de
ti é uma síntese notável da transcendência e imanência de Deus. Sendo o
Santo, Ele tem todo o poder, toda a glória e aquele caráter aterrador que
Isaías sentiu por ocasião de seu comissionamento (Is 6.3) e que os
cidadãos de Jerusalém deviam celebrar quando voltaram do exílio (Is
40.25). Contudo, esse Ser Incomparável está presente, ativo no meio de Seu
povo rebelde, revelando-lhes Seus sentimentos mais íntimos, garantindo Sua
compaixão (v. 8), apesar da deslealdade deles (v. 7). Ele define Sua
dessemelhança, Sua singularidade divina, não em termos de poder, sabedoria
ou soberania, mas em termos de amor — constante, certo, inabalável. Essa
revelação da santidade lançou luz no longo caminho do entendimento bíblico
em todo o Novo Testamento e dentro do coração da igreja. Atos da graça de
Deus foram vistos como demonstrações de santidade divina (Is 41.17-20). O
santo nome do Pai celeste revelou-se não apenas na vinda do reino, mas em
sua provisão do pão, promessa de perdão, proteção na tentação e livramento
do maligno (Mt 6.9-13). O apóstolo Paulo orou para que seus amigos
cristãos fossem abundantes no amor, para que tivessem corações
"irrepreensíveis em santidade" (IBB; ARC; TB; l Ts 3.12-13). João captou a
essência do Ser divino na frase "Deus é amor" (l Jo 4.16). Amor santo,
santidade amorosa — essas são as expressões que nos proporcionam a mais
nítida compreensão da natureza divina. Com exceção de Jesus, o Cristo,
ninguém nos ensinou mais a respeito disso do que Oséias. A palavra
final do versículo 9 faz com que nos seja difícil afirmar como termina
essa passagem crucial. As três leituras mais frequentes são: (l) derivar a
palavra bd'ír da raiz b'r, "queimar", "consumir" (cf. 7.4, 6; Mays, p.
151); (2) ler uma raiz cognata b'r, "remover", "destruir", especialmente
na forma intensiva (cf. Is 6.13; Nõtscher, p. 32; BLH); ou (3) entender o
b como a preposição "com" e ler 'ir como um substantivo que significa
"comoção" ou ira (cf. Jr 15.8; Wolff, p. 193; ARA; IBB; BJ). Uma quarta
possibilidade é ficar com o TM e traduzir a oração final simplesmente como
"... não entrarei [de novo] na cidade" (cf. LXX; Vulg.; ARC; TB). O
juízo divino sobre a cidade é um tema conhecido em Oséias (8.14; 10.14), e
bem pode ser que o profeta tivesse em mente um padrão de inclusio, em que
a ameaça de juízo (v. 6) e a promessa de esperança após o juízo ficam
parenteticamente unidas pela palavra cidade; sugerindo, assim, que o alvo
principal da espada brandida por Deus já não precisava temer a ameaça de
uma intrusão tão terrível.1 CONSULTAS:
CD da BEP - CPAD
Pequena Encicopédia Bíblica - Orlando Boyer - IBAD
Oséias Introdução e Comentários - David A.Hubbard - S.R.E. Vida
Nova e A.R.E.Mundo Cristão. Sites p/estudo: http://www.eucreio.com/alim/estudos_biblicos/arquivo/est0423TomazG_Cristo_Revelacao.htm Colaboração Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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