Lição 11 - O conceito messiânico na profecia de Oséias


Estudos:

- Jesus, o Messias divino

- Yeshua: A questão do Mashiach
- Como podemos saber se Jesus é o Messias?
- Quando virá o rei Mashiach? Parte 1
- Quando virá o rei Mashiach? Parte 2
- O Messias de Israel está chegando!
- Profecias sobre o Messias no Tenar
- Razões para crer que Jesus Cristo é o Messias de Israel
- A exclusividade de Cristo - entendendo a guerra atual
- O conceito messiânico
- Isaías, o profeta do Messias
- O que é Messias?
- O homem mais indesejado do mundo!
- Quem é Jesus?
- Profecias messiânicas cumpridas
- Jesus Cristo O Messias
- O amor de Deus pelo homem
- Deus é Amor!

Livros:

- Os Fatos sobre Jesus, o Messias - John Ankerberg e John Weldon - Chamada da Meia-Noite

- Revelação Messiânica no Velho Testamento - Gerard van Groningen - Editora Luz para o Caminho

- Evidência que Exige um Veredito - Josh McDowell - Editora Candeia

Complemento:

Questionário Questionário da lição - Colaboração de Alexandre Sancho

Texto Áureo:

“E todos os profetas, desde Samuel, todos quantos depois falaram, também anunciaram estes dias” (At 3.24). 

 

Nesta lição reconheceremos nas entrelinhas a representação de dois filhos de DEUS. Um, o filho adotado, o pródigo, cheio de defeitos e digno de repreensão severa; o outro, o filho de DEUS, JESUS CRISTO, o messias prometido através das profecias dos servos de DEUS ao longo de toda a história de Israel, para remir e salvar o povo de DEUS representado pelo menino Efraim, ou Israel que se comportava como menino que não discernia com clareza as coisas de DEUS que em sua infinita misericórdia decide que o amor é superior a tudo e que não repreenderá para sempre o filho rebelde.

»HEBREUS 1,2 Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por quem fez também o mundo;

Verdade Prática:

O Senhor Jesus Cristo é o centro de tudo, e principalmente das Escrituras Sagradas.

Vide Profecias e seu Cumprimento.

Cl 1.17 Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas;

Hb 1.3 sendo ele o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo ele mesmo feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas,

Leitura Diária:

Segunda At 10.43 Todos os profetas falaram da vinda do Messias.

A ele todos os profetas dão testemunho de que todo o que nele crê receberá a remissão dos pecados pelo seu nome. Vide também: Is 53.11; Jr 31.34; Dn 9.24; Mq 7.18; etc...

Terça Rm 1.2-4 As Escrituras Sagradas previam a vinda do Messias.

que ele antes havia prometido pelos seus profetas nas santas Escrituras, acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne, e que com poder foi declarado Filho de Deus segundo o espírito de santidade, pela ressurreição dentre os mortos - Jesus Cristo nosso Senhor.

O ESPÍRITO DE SANTIFICAÇÃO. Esta expressão refere-se à terceira pessoa da Santíssima Trindade. Sua santidade o separa totalmente do espírito humano, do pecado e do mundo, e descreve tanto sua característica preeminente, quanto a sua obra (cf. Gl 5.16-24).

Quarta Mt 17.3-5 Elias e Moisés vieram pessoalmente testificar de Jesus.

E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três cabanas, uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias. Estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu; e dela saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi.

1-Moisés representando a lei que revela o pecado e conseqüente necessidade de um salvador.

2-Elias representando os profetas que vaticinaram a vinda do MESSIAS e sua crucificação por nós.

3-JESUS CRISTO a revelação da salvação pela graça.

TRANSFIGUROU-SE. Na sua transfiguração, Jesus foi transformado na presença de três discípulos, que viram a sua glória celestial, conforme Ele realmente era: Deus em corpo humano. A experiência da transfiguração foi: (1) um alento para Jesus ante a sua iminente morte de cruz (cf. Mt 16.21); (2) um comunicado aos discípulos de que Jesus teria de sofrer na cruz (v.31); e (3) uma confirmação, por Deus, que Jesus era verdadeiramente seu Filho, todo suficiente para redimir a raça humana (v.35).

Quinta Jo 4.25 A vinda do Messias era a expectativa daquela geração. (Não só em Israel como também em Judá)

Replicou-lhe a mulher: Eu sei que vem o Messias (que se chama o Cristo); quando ele vier há de nos anunciar todas as coisas. ELA DESCOBRIU O SEGREDO ATRAVES DA MANIFESTAÇÃO DE PODER. DOM DO ESPÍRITO SANTO: Palavra  De Conhecimento.(Jo 4.18,19)

Jo 4.29 Vinde e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito; porventura, não é este o Cristo?

Lc 2.25-26 Ora, havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem, justo e temente a Deus, esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.E lhe fora revelado pelo Espírito Santo que ele não morreria antes de ver o Cristo do Senhor.

Lc 2.38 Ana também: Chegando ela na mesma hora, deu graças a Deus, e falou a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.

Sexta 1 Co 10.3-6 Jesus estava presente nos símbolos e figuras no Antigo Testamento.

E todos comeram do mesmo alimento espiritual; e beberam todos da mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os acompanhava; e a pedra era Cristo. Mas Deus não se agradou da maior parte deles; pelo que foram prostrados no deserto. Ora, estas coisas nos foram feitas para exemplo, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram.

10.5 FORAM PROSTRADOS NO DESERTO. Os israelitas foram alvos da graça de Deus no Êxodo. Foram libertos da escravidão (v. 1), batizados (v. 2), divinamente sustentados no deserto e tiveram íntima comunhão com Cristo (vv. 3,4). Mesmo assim, a despeito dessas bênçãos espirituais, deixaram de agradar a Deus e foram destruídos por Ele no deserto; perderam a sua eleição divina e, portanto, deixaram de alcançar a Terra Prometida . O argumento de Paulo é que, assim como Deus não tolerou a idolatria, pecado e imoralidade de Israel, assim também Ele não tolerará o pecado dos crentes da Nova Aliança

10.6 ESSAS COISAS... FEITAS EM FIGURA. O terrível juízo divino sobre os israelitas desobedientes serve de exemplo e advertência aos que estão sob a Nova Aliança, para não cobiçarem as coisas más. Paulo adverte aos coríntios que se eles forem infiéis a Deus como Israel (vv. 7-10), eles também serão julgados e não entrarão na pátria celeste prometida.

TABERNÁCULO - http://www.jesusnet.org.br/tabernaculo/materiais.htm

Sábado At 3.22 O Profeta semelhante a Moisés.

UM PROFETA. A predição de Moisés em Dt 18.17,18: Então o SENHOR me disse: Bem falaram naquilo que disseram. Eis que lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu... , foi uma profecia a respeito de Jesus Cristo. De que maneira foi Jesus semelhante a Moisés? (1) Moisés foi ungido pelo Espírito (Nm 11.17); o Espírito do Senhor estava sobre Jesus na pregação do evangelho (Lc 4.18,19). (2) Deus usou Moisés para introduzir a antiga aliança; Jesus introduziu a nova aliança. (3) Moisés conduziu Israel, tirando-o do Egito para o Sinai, e estabeleceu o pacto de seu relacionamento com Deus; Cristo redimiu seu povo do pecado e da escravidão de Satanás, e estabeleceu um novo e vivo pacto com Deus, por meio do qual seu povo pudesse entrar na sua própria presença. (4) Moisés, nas leis do AT, referiu-se ao sacrifício de cordeiros para prover em figura a redenção; o próprio Cristo tornou-se o Cordeiro de Deus para prover salvação a todos quantos o aceitarem. (5) Moisés conduziu o povo à lei, mostrando-lhe a sua obrigação em cumprir seus estatutos para ter a bênção divina; Cristo chamava o povo a si mesmo e ao Espírito Santo, como a maneira de Deus cumprir a sua vontade, e dos fiéis receberem a bênção divina e a vida eterna.

Leitura Bíblica Em Classe:

OSÉIAS 11.1-9

A ingratidão de Israel. Ameaças e promessas 

Mais uma vez, encontramos uma cena que se parece com algum julgamento de natureza legal (cf. 4.18): Javé é ao mesmo tempo promotor e juiz; Israel é o réu; e um auditório não identificado, talvez Oséias, parece servir de testemunha e júri. Deus apresenta Seu caso a ele, exceto quando, com muita paixão, expõe o veredicto ao povo julgado, a quem ama e um dia irá restaurar (w. 8-9). Uma vez que a essência da acusação de Javé é que Seu menino se afastou dEle (w. 2, 7), a despeito do cuidado e do amor incansável dedicado a esse filho (w. l, 3-4), é possível encontrar o contexto legal que ajudou a formar esse cenário em Deuteronômio 21.18-21. A lei determinava que os pais de "um filho contumaz e rebelde" (quanto a "contumaz", heb. sôrer, cf. Os 4.16; 9.15; quanto a "rebelde", heb. mrh, cf. Os 13.16 [heb. v. 15]) levassem-no para ser julgado perante os "anciãos da cidade". Caso a queixa deles contra o rapaz se comprovasse, o castigo era morte por apedrejamento. Uma sociedade que não tinha reformatórios nem juizes de menores, sendo que sua civilidade dependia do respeito à autoridade dos pais, era forçada a empregar meios drásticos para lidar com suas crianças incorrigíveis. Como ocorreu no caso do adultério de Israel, a pena de apedrejamento, que pela lei deveria ter sido invocada (Dt 22.22-24), foi suspensa, e em lugar disso o veredicto foi a reconciliação com disciplina (c f. Os 3.1-5). O amor da aliança suplantou a lei da aliança, e prometeu-se misericórdia após o juízo. Em cada oferta de esperança, a linguagem de Oséias torna-se intensamente pessoal e familiar.

1 Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu filho.

 Deus refere-se à ocasião em que os israelitas foram tirados do Egito para que viessem a tornar-se uma nação independente. Ele chama Israel de "filho" (cf. Êx 4.22), mas este não demorou a tornar-se inconstante e desobediente (v. 2). Mateus 2.14,15 aplica este versículo a Jesus, que foi levado ao Egito por José e Maria, e chamado de volta à Palestina depois da morte de Herodes.

2 Mas, como os chamavam, assim se iam da sua face; sacrificavam a baalins e queimavam incenso às imagens de escultura.

Referência à Israel e o Êxodo.

3 Todavia, eu ensinei a andar a Efraim; tomei-os pelos seus braços, mas não conheceram que eu os curava.

Foi preciso DEUS puxar Israel para fora do Egito, senão ficariam alí para sempre como escravos em troca de comida, sem conhecer o DEUS da remissão ou libertação e salvação .

4 Atraí-os com cordas humanas, com cordas de amor; e fui para eles como os que tiram o jugo de sobre as suas queixadas; e lhes dei mantimento.

 CORDAS DE AMOR. Percebe-se a solicitude de Deus pelo modo como Ele atrai os seus com cordas de bondade e laços de amor e compaixão. Como Pai e Médico, cuida de seus filhos, curando-lhes as enfermidades, e guiando-os em todo o caminho. Os israelitas, porém, não reconheciam o seu amor, e desprezavam suas bênçãos. Devemos ser continuamente gratos pelo amor de Deus. Esforcemo-nos por cultivar corações agradecidos, que amem realmente a Deus. Cordas fala de amarras e é isso mesmo que DEUS teve que fazer com o povo que a todo o momento queria voltar ao egito e seus deuses, mesmo vendo os sinais e maravilhas que o Senhor fazia por todo o caminho para a terra prometida.

5 Não voltará para a terra do Egito, mas a Assíria será seu rei, porque recusam converter-se.

A ASSÍRIA SERÁ SEU REI. O "Egito" representa a escravidão (ver 9.3 nota). Esta seria representada, agora, pela Assíria, que levaria cativo o impenitente Reino do Norte. O exílio começou quando Samaria foi destruída em 722 a.C. O Reino do Norte jamais seria restaurado como nação, embora tenha voltado à terra da promessa um remanescente (Ed 8.35; Ez 47.13). Observe-se que o NT revela que Ana era de Aser (Lc 2.36), uma das tribos do Norte. Portanto, a idéia das "dez tribos perdidas" é fictícia. Alguns integrantes do Reino do Norte rejeitaram a idolatria de Israel, e uniram-se a Judá, tanto antes quanto depois da queda de Samaria (cf. 2 Cr 15.9; 34.9; ver 2 Rs 17.18 nota), ao passo que outros se uniram por matrimônio com pessoas de outras nações, como é o caso dos samaritanos (ver 2 Rs 17.24 nota).

6 E cairá a espada sobre as suas cidades, e consumirá os seus ferrolhos, e os devorará, por causa dos seus conselhos.

A invasão Assíria é eminente. Ainda confiavam nos ferrolhos dos portões de suas cidades, mas estes seriam queimados e suas cidades invadidas.

7 Porque o meu povo é inclinado a desviar-se de mim; bem que clamam ao Altíssimo, nenhum deles o exalta.

Ml 2.13 Ainda fazeis isto: cobris o altar do Senhor de lágrimas, de choros e de gemidos, porque ele não olha mais para a oferta, nem a aceitará com prazer da vossa mão.

8 Como te deixaria, ó Efraim? Como te entregaria, ó Israel? Como te faria como Admá? Por-te-ia como Zeboim? Está mudado em mim o meu coração, todos os meus pesares juntamente estão acesos.

11.8 COMO TE DEIXARIA, Ó EFRAIM? Este é um dos versículos mais poderosos da Bíblia na

demonstração do amor, compaixão e tristeza intensos experimentados pelo Senhor por causa da

situação dos pecadores. Demonstra claramente que seu amor e compaixão assemelham-se aos

sentimentos de um pai que se importa com os filhos (Jr 31.9). Ele não quer desistir de seu povo

desobediente, e fica entristecido ao ver-se obrigado a castigá-lo.

9 Não executarei o furor da minha ira; não voltarei para destruir Efraim, porque eu sou Deus e não homem, o Santo no meio de ti; eu não entrarei na cidade.

11.9 NÃO EXECUTAREI... MINHA IRA. Israel não experimentaria a totalidade da ira de Deus. Não seria totalmente destruído; pelo contrário, Deus salvaria um remanescente por meio do qual reedificaria a nação.

Objetivos:

Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:

Reconhecer o Antigo Testamento como fonte profética de Deus para a vinda do Messias.

Identificar Cristo no profeta Oséias e nos demais escritos do Antigo Testamento. 

Valorizar o amor de Deus pelo seu povo.

Is 49.15 pode uma mulher esquecer-se de seu filho de peito, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de ti.

INTRODUÇÃO

Rm 5.8 Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.

 

Nesta lição vemos o amor de DEUS por um povo rebelde e contradizente, amor este revelado à todos nós também que antes vivíamos em tremendos pecados.

 

Ef 2.2 nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos de desobediência,

I. A ESPERANÇA MESSIÂNICA NO ANTIGO TESTAMENTO

1. O Senhor Jesus e as Escrituras.

"Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida." João 5:39-40.

Lc 24.44 Depois lhe disse: São estas as palavras que vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.

Lei = Torá = 5 livros de Moisés

Profetas = Todos os profetas que falaram a seu respeito de Gênesis a Malaquias e até João Batista.(Aqui inclui livros poéticos, históricos e escritos diversos constantes das legítimas escrituras conservadas pelos Judeus.)

Salmos = escritos sagrados principalmente os escritos do rei Davi.

2. Na lei de Moisés. 

 

A promessa de um Libertador, redentor e rei estão presentes em todo o pentateuco.

1-No filho da mulher que esmagaria a cabeça de Satanás,

2-Na arca que mantinha e guardava Noé da destruição.

3-Em Isaque que foi oferecido no altar.

4-Em José que foi fiel, líder, sustentador de sua família e revelador de segredos de DEUS.

5-Em Moisés intercessor entre o povo e DEUS, bem como condutor do povo até às promessas de DEUS, morrendo antes para que se cumprissem.

 

Todos eles profetizaram dos dias que viriam.

Hb 11.38-39  (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra. E todos estes, embora tendo recebido bom testemunho pela fé, contudo não alcançaram a promessa

3. Nos profetas.

 

                    Vide tabela de profecias cumpridas em CRISTO.

a) O profeta Isaías. 

Chamado "Profeta Messiânico" 

Nasceria de uma virgem.

Isaías 7:14

Mateus1:18-25

Anunciaria seu nascimento

Isaías 60:3

Mateus 2:9,10

Seria ungido pelo Espírito

Isaías 61:1

Mateus 3:16  Lucas 4:17-21

Milagres de cura no seu reino

Isaías 35:5,6

Mateus 11:4,5

Seria desprezado pelos judeus

Isaías 53:1-3

João 1:11

Pedra de tropeço para Israel

Is 8:14,15 Is 28:16

1Pedro 2:6-8

O cuspiriam no rosto

Isaías 50:6

Mateus 26:27 Marcos 14:65

Seria executado, não por sua própria maldade

Isaías 53:5

João 19:6

Seria contado com os transgressores

Isaías 53:12

Marcos 15:27,28

b) Os demais profetas. 

Seria da linhagem de Davi

2Sm 7:12,13

Lucas 1:27,32 Mateus 1:1-16

Nasceria em Belém

Miquéias 5:2

Mateus 2:1

Uma estrela apareceria

Num. 24:17

Mateus 2:2

Seria chamado do Egito

Oséias 11:1

Mateus 2:15

Seria Profeta como Moisés,suas palavras julgariam o povo

Dt. 18:15-19

João 7:15,16 João 12:47,48

Entrada triunfal em Jerusalém montado em um jumento

Zacarias 9:9

Mateus 21:1-11

Seria preso,seus seguidores o abandonariam e se dispersariam

Zacarias 13:7

Mateus 26:31

Seria vendido por trinta moedas de prata, que logo seriam jogadas no templo

Zacarias 11:12,13

Mateus 27:9,10

O golpeariam no queixo

Miquéias 5:1

Lucas 22:63,64

Seu corpo seria traspassado

Zacarias 12:10

João 19:34-37

Seria executado 69 semanas de anos (483 anos), depois do decreto para restaurar a Jerusalém. Foram dados três decretos. O de Artajerjes foi entre 454 a 444 a.C., o que colocaria seu cumprimento entre o ano 29 a 39 da era Cristã ( Daniel 9:25,26 ).

 A cronologia Bíblica comparada com a Historia secular da sua época estabelece que Cristo foi crucificado aproximadamente no ano 30 d.C.

4. Nos Salmos. 

Seria adorado pelos magos

Salmos 72:11

Mateus 2:11

Seria aborrecido sem causa

Salmos 35:19

João 15:24,25

Seria traído por um amigo

Salmos 41:9

João 13:18,19

Se juntariam judeus e gentios contra o Messias

Salmos 2:1-3

Atos 4:26,27

Suas mãos e pés atravessados

Salmos 22:16

João 20:24-27

Escarnecido por seus inimigos

Salmos 22:7

Marcos 15:29,30

Lhe dariam fel e vinagre

Salmos 69:21

Mateus 27:34,48

Lançariam sorte sobre sua roupa

Salmos 22:18

Mateus 27:35

Seus ossos não seriam quebrados

Salmos 34:20

João 19:33,36

Ressuscitaria dos mortos

Salmos 16:10

Atos 2:25-32

Ascenderia ao céu

Salmos 68:18

Atos 1:9  Efésios 4:8

Se sentaria a destra de Deus

Salmos 110:1

Atos 7:55,56

II. O MESSIAS NA PROFECIA DE OSÉIAS

1.O clima messiânico em Oséias.

2. A profecia messiânica. 

III. “DO EGITO CHAMEI O MEU FILHO” 

1. O amor de Jeová (v.1). 

2. A parte profética da história.

IV. A MAIOR PROVA DO AMOR DE JEOVÁ

1. A expressão do amor de Jeová. O Calvário é a maior expressão do amor de Jeová pelo mundo pecador. .

2. Amor exigente (vv.3,4). 

CONCLUSÃO

A figura do Messias está presente em Oséias. Veja o contraste amor e traição (vv.1,2).

 

A palavra de DEUS tem esta impressionante forma de interpretação. A nação judaica lê e entende materialmente e a Igreja lê e entende espiritualmente. (tanto uma como outra são verdadeiras pois são direcionadas a cada povo em separado com um mesmo fim, ou seja a salvação em Jesus Cristo). DEUS fala de amor ao povo que o trai continuamente: Os Israelitas sendo resgatados da escravidão do Egito e a Igreja sendo resgatada da escravidão do pecado; ambos devem valorizar esta dádiva sendo santos e vivendo de maneira a glorificar ao nosso Pai eterno que nos amou primeiro.

 

È IMPRESSIONANTE A RELAÇÃO PAI E FILHO TRANSMITIDA POR OSÉIAS EM SUA PROFECIA. A RELAÇÃO ENTRE Dt 21.23 e Gl 3.13 é explicativa para entendermos que fomos resgatados, pois CRISTO morreu em nosso lugar, levou sobre ele nossa maldição. Morreu nossas morte.

 

Quando um filho pecava contra seu pai ou alguém cometia um pecado grave era pendurado num madeiro para servir de exemplo para todos.

 

Dt 21.23 o seu cadáver não permanecerá toda a noite no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia; porquanto aquele que é pendurado é maldito de Deus. Assim não contaminarás a tua terra, que o Senhor teu Deus te dá em herança. 

 

Gl 3.13 13 Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;

Vide: http://www.armazemnadia.com.br/henrique/profeciaseseucumprimento.htm

http://www.jesusvoltara.com.br/sermoes/sermao48.htm

http://www.christiananswers.net/portuguese/q-eden/edn-r004p.html

http://www.bbie.org/portuguese/07/0701.html

http://www.asd-mr.org.br/sermoes/ser21.htm

http://www.cidadegospel.com.br/profecias.asp

http://www.familyradio.com/international/ministry/portuguese/book/offiles/especial/basic/bq-25.htm

http://www.uol.com.br/biblia/revista/edicao4/divina.htm

http://home.sprintmail.com/~agccarmona/html/profecias_messianicas.html

http://www.beth-shalom.com.br/artigos/pqmeoponho.shtml

http://www.jesusnet.org.br/tabernaculo/materiais.htm

Veja também no quebra cabeças o plano para salvação. http://www.armazemnadia.com.br/henrique/quebra-cabeças.htm

Estudos afins:

OSÉIAS 11.1-11

 

Andersen, p. 561) ou o destinatário da ameaça (NEB; NIV). O que está claro, por ser reforçado por uma repetição da palavra, é a atrocidade da malícia (lit. "a malícia da vossa malícia") que Deus estava castigando. O chamado de Israel deixou de ser cumprido, não por omissão, mas por malícia ("perversidade", BJ) intencional e violenta (heb. ra'â; 7.1, 2, 3; 9.15). Essa palavra, o termo hebraico mais genérigo e abrangente para pecado, serve para embalar os capítulos 7-10, num pacote que engloba os registros da rebeldia de Israel. De fato, nesta seção de imagens agrícolas, o vocabulário de Oséias acerca de atos pecaminosos faz lembrar um dicionário de sinónimos: malícia, 9.15; 10.15; culpados, 10.2; pecado, 10.8-9; perversidade, 10.9; transgressão, 10.10; "iniquidade" (IBB), 10.13; injustiça (RSV), 10.13; mentira, 10.13.

"Ao amanhecer" (BJ; não há necessidade de emendar para "na tempestade"; cf. RSV; JB) indica o momento logo antes do início da batalha, quando as tropas, aguardando os alvores, rumavam para o campo. Essa expressão prediz um rápido embate. Com o rei totalmente destruído (heb. nidmâ; cf. 4.5-6; 10.7), as tropas não terão condições de oferecer resistência. Talvez rei seja o bezerro-ídolo (cf. comentário sobre o v. 7), mas é mais provável que seja o monarca cuja morte foi prevista no versículo 3. A intensidade com que se descreve sua morte (o infinitivo absoluto ressalta a força do verbo) está à altura da intensidade com que se descreve o mal cometido por Israel. A  correspondência entre crime e castigo é uma prova da perfeição e da equidade da justiça divina.

iv. O filho amado (11.1-11). A série de imagens por meio das quais Deus reflete sobre Suas expectativas e sobre o fracasso de Israel chega ao clímax: (l) a figura de linguagem torna-se pessoal — já não é mais Javé, o lavrador, cuidando de Israel como se fossem uvas (9.10), vide (10.1) ou bezerra (10.11), mas Javé, o pai, entristecendo-se por causa de Israel, o filho rebelde: (2) o quadro da graça divina é ampliado (w. l, 3-4); (3) a queixa divina manifestada nas perguntas autodirecionadas expõe a intensidade do amor da aliança em termos insuperáveis em todo o Antigo Testamento (v. 8); (4) a conclusão de toda essa retrospectiva da história é que existe esperança por trás do juízo (uma observação que não se vê nas metáforas precedentes) — esperança baseada na natureza singular de Deus, o Santo (v. 9); e (5) a forma dessa esperança é transmitida em um símile leonino, que retraia uma reversão do exílio, com o rugido de Javé chamando Israel de volta à sua própria terra como um grupo de leõezinhos ariscos (w. 10-11). Este discurso encerra a segunda grande divisão do livro, 197 que começou em 4.1. Suas palavras finais de esperança (w. 10-11) relembram a promessa de 3.5: "Depois tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao Senhor seu Deus". Elas também antecipam o retorno penitente de Israel predito em 14.3: "A Assíria já não nos salvará, não iremos montados em cavalos... por ti o órfão alcançará misericórdia". O livro de Oséias trata de juízo e esperança, de esperança por trás do juízo, e os grandes discursos nos capítulos 4-11 desenvolvem essa mensagem em todo seu impacto e pungência. Deus é o orador principal dos versículos 1-11, como aconteceu ao longo da maior parte dos capítulos 4-11. Contudo, Ele só Se dirige diretamente ao povo nos versículos 8 e 9.0 relato do tratamento bondoso que Ele lhes dispensou no passado (w. l, 3-4), as acusações de pecado (w. 2, 7), os anúncios de juízo (w. 5-7) e a promessa de salvação futura (w. 10-11) — tudo isso trata Israel na terceira pessoa. Mais uma vez, encontramos uma cena que se parece com algum julgamento de natureza legal (cf. 4.18): Javé é ao mesmo tempo promotor e juiz; Israel é o réu; e um auditório não identificado, talvez Oséias, parece servir de testemunha e júri. Deus apresenta Seu caso a ele, exceto quando, com muita paixão, expõe o veredicto ao povo julgado, a quem ama e um dia irá restaurar (w. 8-9). Uma vez que a essência da acusação de Javé é que Seu menino se afastou dEle (w. 2, 7), a despeito do cuidado e do amor incansável dedicado a esse filho (w. l, 3-4), é possível encontrar o contexto legal que ajudou a formar esse cenário em Deuteronômio 21.18-21. A lei determinava que os pais de "um filho contumaz e rebelde" (quanto a "contumaz", heb. sôrer, cf. Os 4.16; 9.15; quanto a "rebelde", heb. mrh, cf. Os 13.16 [heb. v. 15]) levassem-no para ser julgado perante os "anciãos da cidade". Caso a queixa deles contra o rapaz se comprovasse, o castigo era morte por apedrejamento. Uma sociedade que não tinha reformatórios nem juizes de menores, sendo que sua civilidade dependia do respeito à autoridade dos pais, era forçada a empregar meios drásticos para lidar com suas crianças incorrigíveis. Como ocorreu no caso do adultério de Israel, a pena de apedrejamento, que pela lei deveria ter sido invocada (Dt 22.22-24), foi suspensa, e em lugar disso o veredicto foi a reconciliação com disciplina (c f. Os 3.1-5). O amor da aliança suplantou a lei da aliança, e prometeu-se misericórdia após o juízo. Em cada oferta de esperança, a linguagem de Oséias torna-se intensamente pessoal e familiar: em 2.14-23 e 3.1-5, Deus é um marido que disciplina mas perdoa; em 14.1-8, Ele é um amante que cura e reconcilia; em 11.1-11, Ele é um pai autoritário, mas 198 também compassivo e paciente. Quaisquer que sejam as metáforas que descrevem o cuidado do Senhor para com Israel, quando o assunto é a restauração futura — sua forma ou suas razões — só as expressões pessoais da vida familiar guardam intimidade suficiente para expressar a mensagem de Oséias acerca do amor de Deus para com Seu povo. Quase não há dúvida de que o próprio sofrimento de Oséias com a sorte de Gômer e seus filhos contribuiu para a compreensão única do coração de Javé que ele nos transmite. No entanto, todo o texto de Oséias não nos diz nada sobre a vida íntima do profeta. O centro das atenções repousa inteiramente nos atos e feitos do profeta, não em suas reações emocionais. A razão disso parece clara: o livro de Oséias não é sobre Oséias; é sobre Deus. A vida do profeta foi o registro pelo qual a  palavra de Deus (cf. 1.1-2) veio ao povo. A essência dessa palavra não dizia respeito à reação humana diante da traição e do sofrimento, mas ao comportamento humano perverso e à reação divina — no sofrimento, no ultraje e na compaixão — perante tal deslealdade. 1-4. O clima de nostalgia que caracterizou todo o discurso, começando em 9.10 — "Achei a Israel como uvas no deserto" — passando pelo capítulo 10 — "Israel é vide luxuriante" (10.1) e "Efraim era ...domada" (10.11) — chega aqui ao clímax, onde é recontada a história do êxodo e a natureza pessoal do relacionamento ali estabelecido (cf. 2.14-15). Menino (heb. na'ar, "menino pequeno", "garoto") sugere uma imaturidade próxima à impotência, a incapacidade de arcar com as responsabilidades da vida adulta (cf. a vulnerabilidade de Isaque, em Gn 22.12; a necessidade que Samuel tinha de ser amamentado, em l Sm 1.24; a falta de habilidade ou experiência militar de Davi, em l Sm 17.33; a inabilitação de Jeremias para servir como profeta, em Jr 1.6). Em contraste, meu filho descreve tanto o relacionamento íntimo com Deus quanto o senso de propósito que tal relacionamento deveria dar a Israel. O versículo ressoa a graça, não apenas nos substantivos que descrevem Israel, mas também nos verbos — amei (cf. comentário sobre 3.1-2) e chamei, que pode ter aqui o sentido de "convocar", sendo mais provável, porém, que reflita o conhecido uso que Oséias faz do verbo para dar nome a alguém (cf. 1.4, 6, 9; 2.16); do Egito (a ênfase provavelmente está no ato de resgatar, não na época "[desde os dias] do Egito") chamei-o (pronome objeto tirado de o amei) pelo nome de meu filho (cf. Êx 4.22-23 quanto ao uso de filho antes do êxodo e Jr 31.20 acerca da continuidade de seu uso após Oséias). Tudo isso atesta o relacionamento especial, dentro da aliança — como uma adoção — que foi selado no êxodo e no Sinai (cf. 12.9; 13.4), Apesar da tendência de emendar a palavra inicial do versículo 2 para eu os chamava, acompanhando a LXX (cf. ARA; IBB; BJ; PIB; BLH; Wolff, p. 190; Mays; Nõtscher, p. 31), é fácil aceitar o TM se virmos no versículo 2 uma segunda referência a um incidente como a sedução diante de Baal em Peor (cf. 9.10b). Os registros consecutivos do êxodo e da apostasia no deserto (Nm 25) estão de acordo com a tradição do Pentateuco e com a técnica literária de Oséias em 9.10 — 11.11, onde à metáfora (ou símile) da bênção passada se contrapõe uma figura da traição contra Javé (9.10; 10.1; 10.11-13; 11.1-2). A paráfrase do versículo seria: "Elas ("as filhas dos moabitas", Nm 25.1, 2; ou os cananeus em geral) os chamavam (pelo nome; a construção está em paralelo com o versículo l), isto é, os israelitas (aqui descritos no plural, apesar do singular no versículo l; cf. v. 3); como conseqüência, eles se desviaram (heb. hlk; lit., se iam ou "andavam", cf. 2.5, 13; 7.11) da minha presença} O que Deus quer mostrar é que o chamado pagão revelou-se mais forte do que o Seu, levando a uma total capitulação diante dos ardis dos Baalins (cf. 2.13 quanto a queimavam incenso, e 4.13-14; 8.13 quanto a sacrificavam). O tempo imperfeito dos dois verbos no versículo 2b talvez esteja apontando para o início de uma prática que, em diferentes graus de intensidade, havia persistido até a época de Oséias: "Aos Baalins começaram a oferecer sacrifícios, e às imagens esculpidas (heb. pasíl, única ocorrência em Oséias; cf. Is 42.8; Jr 8.19; Mq 5.12), a queimar incenso". O eu com que se inicia o versículo 3 em hebraico é enfático. Contrasta com o "eles" do versículo 2. A estrutura parece ser intencional: o relato da apostasia é inserido entre descrições de cuidado. A figura da imaturidade de Israel (v. l) é desenvolvida por aquilo que deve ser entendido como um quadro ampliado da terna paternidade de Deus (w, 3-4). Aqui, Efraim provavelmente é sinónimo de Israel (v. l), designando todo o reino do norte, não apenas o estado remanescente que se apegou à semi-independência em relação à Assíria, depois da invasão de Tiglate-Pileser em 733 a. C. É certo que Oséias está recordando o passado, a história da redenção, e não as atuais crises políticas. A forma verbal incomum, construída a partir da palavra que significa "pé" (heb. tirgaltí, l.  A leitura da minha presença envolve uma nova divisão das palavras, em que mippe^têhem, "da presença deles", uma tradução difícil de encaixar neste contexto, passa a ser mippenay hem, "eles (um sujeito enfático) da minha presença [se afastaram]". Para leituras próximas a esta, veja TB; Andersen, p. 574. de regei), é geralmente traduzida por eu ensinei a andar (ARA; IBB; ARC; TB; BJ; PIB; BLH; Wolff, p. 191; Mays, p. 150; Nõtscher, p. 31), mas também poderia significar "eu andei à frente de", de modo a guiar e proteger (cf. Andersen, p. 579); tal sentido poderia explicar a preposição hebraica F, que liga o verbo a Efraim. A segunda oração do versículo 3 parece estar diretamente ligada à primeira; não se encontra nenhum "e" no hebraico. As versões são quase unânimes em apresentar Javé tomando Efraim em seus braços (ARA; IBB; TB; BJ; PIB; BLH; Wolff, p. 191; Mays, p. 150). As palavras mais usuais correspondentes a esse gesto seriam "erguer" (heb. ns") ou "recolher do chão" (heb. qbs), ambas empregadas em Isaías 40.11. Tomar (a forma é incomum, talvez um infinitivo absoluto, qh), forma abreviada de Iqh, "tomar", "apanhar", "agarrar", provavelmente explica a maneira como Deus guiou Efraim — "segurando-o pêlos braços", isto é, pêlos braços de Efraim, para apoiá-los ou protegê-los enquanto andavam. Mais uma vez, pronomes no singular e no plural alternam-se de modo estranho a nossos ouvidos, mas isso não destoa com o que acontece em Oséias. A última oração do versículo 3 indica o quanto Israel se tornou intransigente. De modo sistematicamente erróneo, interpretaram a intenção divina de tratá-los de maneira carinhosa, para curar suas feridas e, assim, demonstrar Seu amor (quanto acurava, heb. rp', cf. 5.13; 6.1; 7.1; quanto à relação entre amor e cura, veja 14.4). Aqui, atinaram significa admitir a verdade que deveria ser óbvia, reconhecer os motivos puros e a graça insubstituível do Senhor (cf. comentários sobre 2.8; 5.4) no livramento do êxodo e na providência do deserto. A questão levantada no versículo 4 é se a metáfora de pai-fílho muda para a de domador-animal (cf. 4.16; 10.11). As chaves para a resposta são os significados de cordas (heb. hablê; cf. Am 7.17; Is 5.18), laços (heb. "boto f, cf. Êx 28.14; Is 5.18) e a palavra traduzida muitas vezes por jugo (heb. 'ol; cf. Dt 21.3; Jr 27.8). Se começarmos com o último termo, encontramos à disposição um grupo de palavras que designam "criança de peito" ou "criança que está aprendendo a andar", que, devido a uma semelhança na raiz (heb. ï), podem facilmente explicar a inclusão úejugo (heb. 'ül, Is 49.15; 65.20; heb. •°w7, Jó 19.18; 21.11; heb. 'ôlël, l Sm 15.3; Os 13.16 [heb. 14.1]; heb. 'ôlal, SI 137.9; Jr 6.11; Jl 2.16). Se escolhermos uma delas, por exemplo, 'úl, cuja grafia é mais próxima de 'õl, podemos derivar um sentido como este para a terceira e quarta orações: "E eu me tornei para eles como pessoas que levantam até o rosto uma criança que está aprendendo a andar. E eu lhe estendi a mão e [lhe] dei [alimento] para comer". Se essa leitura da passagem estiver certa {cf. BJ; PIE; BLH; Wolff, p. 191; Mays, p. 150; Nõtscher, p. 31), as duas orações iniciais do versículo 4 devem descrever o tratamento amoroso (laços de amor, cf. comentário sobre 11.1) e humano (lit., "cordas de um homem") com que Deus ensinou e guiou Seu povo (v. 3). Mesmo quando era necessário reorientar e restringir, isso era feito com bondade, tendo em mente o bem-estar deles. Nos versículos l, 3-4 Deus fez a defesa mais contundente de Seu direito de suscitar um juízo completo e final sobre seu filho rebelde. 1 Mateus emprega Oséias 11.1 em sua narrativa da primeira infância de Jesus (Mt 2.15), pois encontra nesse texto muitos fatores que reforçam seu entendimento da função messiânica. O versículo (l) é revelado num contexto de conflito em que o Egito desempenha um papel primordial, (2) contém um chamado divino para um serviço pré-determinado, conforme aconteceu com o chamado de Deus a Israel, (3) apresenta uma relação singular de filiação entre Deus e Seu ungido, (4) insinua a graça pela qual o Pai alimentou tanto Israel quanto o menino Jesus, (5) recapitula o êxodo e, ao fazê-lo, faz do Cristo-menino o novo e verdadeiro Israel, e (6) visto que Moisés esteve envolvido na primeira saída do Egito (cf. comentário sobre Os 12.13), Jesus é destacado como o Moisés maior.2 A relação da profecia do Antigo Testamento com o cumprimento no Novo é igual à da semente com a flor. O que é potencial na semente torna-se real na flor; temas latentes no Antigo Testamento desabrocham plenamente no Novo. Uma corrida de revezamento proporciona outra ilustração. Os escritores do Antigo Testamento, como Oséias, tomam seus temas da graça e da promessa divina e os passam adiante, como se passassem bastões aos corredores que os sucedem; os escritores do Novo Testamento, como Mateus, estendem a mão para trás e tomam aqueles temas que atendem a seus propósitos, seguram-nos com firmeza e correm adiante, carregando-os de forma a esclarecer e fortalecer a igreja. 5-7.0 processo de Javé contra o filho desobediente (w. 1-4) resultou num veredicto de condenação. Agora, a sentença está para ser pronunciada: invasão (v. 6), exílio (v. 5) e cativeiro penoso (v. 7). O lõ' (não) com que o TM principia o versículo 5 deve ser lido como "certamente" (cf. PIB; BLH), uma nota afirmativa de reforço e ênfase, mostrando como o castigo é merecido. Deve-se entender Egito como um símbolo do exílio na Assíria, embora indubitavelmente alguns fugitivos tenham se dirigido para o Egito a fim de evitar um destino mais cruel nas mãos dos assírios, contra os quais se rebelaram em 734 e 727 a. C. Egito e Assíria formam um par fixo em Oséias; é quase inevitável que a menção de um chame o outro, como parte do paralelismo poético (c/ 7.11; Assíria, 5.13, no início da passagem, combinando com Egito, 7.16, no final; 9.3; Assíria, dividindo espaço com Egito, 9.6; 11.11; 12.1). Seu rei, que agora será a Assíria, transmite o drama anterior da ruína de seus líderes políticos - "não temos rei" (10.3; cf. 10.15) — e de seu bezerro-ídolo, a quem honravam como se fosse rei — "o rei de Samaria será como lasca de madeira" (isto é, perecerá; 10.7). E tudo isso por causa da rebelião de Israel contra seu verdadeiro rei. Deve-se assinalar a alternativa de Andersen (p. 584): "seu próprio rei" (lit. "ele mesmo seu rei") torna-se o sujeito do verbo voltarão (o verbo em hebraico está no singular), tendo o Egito e a Assíria como os possíveis destinos. A ordem das palavras parece favorecer a leitura tradicional. Recusam (heb. m'n), termo que em Oséias aparece só aqui, tornou-se favorito de Jeremias para descrever a relutância de Judá em buscar a face de Deus e fazer Sua vontade (cf. Jr 3.3; 5.3; 8.5; 9.9; 11.10; 13.10; 15.18; 25.28; 31.15; 38.21; 50.33). Quanto a voltarão, veja o comentário sobre 3.5. Anunciado o tema mais geral do exílio, Oséias passa a descrever a assolação que se instala nas cidades de Israel (v. 6). Parece que elas foram escolhidas para a destruição militar (espada) por duas razões: suas fortificações haviam se tornado símbolos detestáveis da autoconfiança (8.14; 10.14) e seus palácios eram centros de maquinações religiosas e políticas (heb. mo'asôt_; cf. Mq 6.16; Jr 7.24) ou de elaboração de planos. Espada parece ser o sujeito dos três verbos: (l) halâ pode derivar de hwl, "contorcer-se" ou "rodopiar" (assim interpretam NASB; NIV; Wolff, p. 192; Mays, p. 150) ou de hlh, "estar doente, fraco"; Andersen (p. 585) aceita  essa última possibilidade, lendo-a como uma forma intensiva que se traduz por "causará dano" ou "danificará"; (2) klh, na forma intensiva, significa aqui "dar fim", "acabar com" (cf. Jr 9.15; 10.25; 14.2; Am 7.2); e (3) 'kl, literalmente "comer" (cf. o uso positivo da raiz em 11.4) e, daí, "consumir" ou "devorar", em passagens que fazem lembrar juízo (cf. 2.12; 5.7; 7.7,9; 8.14; 13.8). A palavra intrigante é o substantivo que serve como objeto do segundo verbo, muitas vezes traduzido por seus ferrolhos (heb. baddayw) ou algo assim. Intérpretes recentes afirmam que ele indica pessoas, não coisas: (l) "sacerdote de oráculos" (Mays, p. 150; NEB; cf. Is 44.25 [ARA, "profetizadores de mentiras"]; Jr 50.36 [BJ, "adivinhos"]); (2) "gabarola" (Jr 50.36 [ARA]; Wolff, p. 192); cf. Is 16.6; e (3) "homens fortes", "heróis" (Andersen, p. 585). Como ocorre muitas vezes com palavras obscuras ou ambíguas, a escolha depende do contexto. Andersen (p. 585) enfatiza as nuanças militares nesse versículo e em Jeremias 50.36, onde baddïm ocorre em paralelo comgibbôrím, "valentes" (cf. Os 10.13). No entanto, a última palavra de Jeremias 50.35 é "sábios", termo também encontrado junto com baddïm em Isaías 44.25, onde o contexto não é de ação militar, mas de adivinhação e conselho oracular. O emprego da palavra em passagens militares pode ser facilmente explicado: sacerdotes de oráculos ou profetas-adivinhos eram parte essencial dos grupos que planejavam as batalhas de Israel e desempenhavam um papel fundamental na decisão sobre quando, como e por que enfrentar o inimigo em combate (cf. 2 Sm 16.23; l Rs 22.6). Tal interpretação de "sacerdote de oráculos" (c/ W, Holiaday, CHALOT, p. 33) harmonizaria todos os três empregos (Is 44.25; Jr 50.36; Os 11.6) e também ajudaria a explicar o alvo final da devastação pela espada no versículo 6, "estratagemas" ou "maquinações" (cf. ARC; TB; BLH; BJ; a IBB emenda para "fortalezas"; cf. também PIB; a ARA traz caprichos), isto é, os planos fatais na área política e militar, que, tendo omitido a Deus, estavam fadados ao fracasso. As escolhas erradas de Israel, que podem ter recebido a contribuição dos adivinhos (cf. comentário sobre 4.11-12), eram parte de um padrão persistente de apostasia.10 hebraico rrTsüba (desviar-se) parece significar o oposto daquilo que Deus requeria, a "volta" ou "retorno" (heb.íüí) para Inclinado (ARA; IBB; ARC) descreve esse padrão de comportamento. O hebraico (/' significa "pendurar", como os filisteus suspenderam, à vista de todos, os corpos de Saul e Jônatas (2 Sm 21.12). A voz passiva em Oséias 11.7 sugere "estar firmemente ligado a", "estar pendurado"; daí, inclinado ou "obstinado" (BJ). Deus (cf. v. 5). A palavra tem a conotação de voltar para velhas práticas pagãs e dar as costas para Javé e Sua verdade (cf. Jr 2.19; 3.6,22; 5.6; 8.5; 14.7; Ez 37.33). O rótulo divino meu povo mostra a perversidade da escolha deles. Também relembra o nome do terceiro filho de Oséias (1.9) e prepara para a queixa divina do versículo 8, que suscita as derradeiras perguntas sobre a restauração do relacionamento entre Deus e Israel. O versículo 7b-c parece descrever toda profundidade de sua apostasia: "A seu suposto deus altíssimo, isto é, Baal, chamaram, e ele é totalmente incapaz de levantá-los". Quanto a "deus altíssimo" (cf. TB; Andersen, p. 587), veja o comentário sobre 7.16, onde o hebraico 'ai também parece designar Baal. Esta leitura retira toda menção de "jugo" (RSV) e torna o versículo 7b-c parte de uma acusação sumária e não um anúncio de juízo. Ela também dispensa a necessidade de emendar a palavra 'ai, como é muito comum (cf. JB; Wolff, p. 192; Mays, p. 160; Nõtscher, p. 32). "Chamaram" (cf. BJ) liga esta passagem aos versículos l e 2, que trabalham com o contraste entre o chamado de Javé e os apelos sedutores dos Baalins.1 8-9. Pela primeira vez no capítulo 11, Deus Se dirige a Efraim/Israel (os dois devem ser sinônimos aqui; cf.  comentários sobre os w. l, 3) na segunda pessoa do singular; todo o reino do norte é tratado como uma única entidade pessoal. Mais do que isso, é-lhe permitido, como réu no julgamento da criança rebelde (veja acima em 11.1-11), ouvir a comoção com que Deus em parte lamenta (quanto ao uso de como, heb. 'êk, para expressar lamentação, cf. 2 Sm 1.19, 25, 27; Mq 2.4) o julgamento que já ordenou e em parte decide (quanto a como para introduzir uma pergunta retórica de auto-advertência, cf. SI 137.4; Jr 9.6, cujo pensamento e linguagem estão próximos daqueles de Oséias 11.8) as implicações da destruição irreparável de Israel. Aqui, essa devastação é expressa numa linguagem pessoal. O objeto não é as cidades (v. 6), mas o povo inteiro, e l, O "ele" que serve de sujeito da oração final provavelmente é enfático e ressalta a importância de seu suposto deus altíssimo. Essa interpretação baseia-se na emenda adotada por Wolff, pp. 192-193, que separa o sufixo hú do verbo "chamam" (cf. BJ), transformando-o num pronome independente que funciona como sujeito, hú'. "Levanta-os" (o heb. rwm é uma forma intensiva) significa "resgatar" ou "elevar a um lugar seguro", como no salmo 27.5. "De modo algum" (PIB) reflete a combinação enfática negativa no hebraico deyahad, que tanto aqui como no versículo 8 e no salmo 33.15 parece significar "totalmente", "completamente" — um sentido derivado de seus significados mais comuns, "comunidade" e "todos juntos" — e Io', "não".

OSÉIAS 11.8-9

o destino não é uma espada brandindo, mas um ato de rendição total, Deixaria (cf. Gn 14.20, onde se louva El Elyon por entregar os inimigos nas mãos de Abraão) e entregaria (cf. l Rs 14.16, onde Deus promete abandonar Israel por causa dos pecados de Jeroboão) são palavras com uma longa história nas negociações político-militares. Elas significam dar a um inimigo pleno direito de fazer o que bem lhe aprouver: matar, exilar, escravizar, vender como escravo. Alusões históricas na forma de topônimos são novamente introduzidas para reforçar a argumentação. A ênfase recai em lugares que foram destruídos de modo completo e irremediável devido à insistente apostasia do povo. Nem mesmo suas ruínas sobraram, só a lembrança. Admá e Zeboim (c f. Dt 29.23; Gn 14.2,8) são alistadas junto com Sodoma e Gomorra (cf. Gn 10.19; 19.24-29) como cidades da planície, varridas pelo juízo divino nos dias de Abraão. O discurso de Moisés adverte sobre uma maldição tão temível que estrangeiros achariam "toda a... terra abrasada com enxofre e sal, de sorte que não será  semeada, e nada produzirá, nem crescerá nela erva alguma", e compara a aridez da devastação com as quatro cidades desaparecidas. É possível que o local dessas cidades, que ainda não foi descoberto, esteja sob as águas, na extremidade ao sul do Mar Morto.1 Meu coração fala da aflição da escolha de Deus (cf. coração em 4.11); enquanto Ele enfrenta a grave decisão, Seus  pensamentos e sentimentos "agitam-se" (está comovido) dentro dEle (c/ os pensamentos angustiados pela devastação de Jerusalém, Lm 1.20; a mesma raiz hpk foi empregada para a destruição das cidades ímpias; cf. Gn 19.25,29; Dt 29.23); contudo, mais do que isso, Ele revela que "meu sentimento de compaixão (cf. Is 57.18; Zc 1.13; a raiz nhm sugere um desejo de confortar e consolar) vem se excedendo cada vez mais (veja acerca de yahad no comentário sobre o versículo 7) em afeto (se acendem; quanto ao heb. kmr, cf. as descrições dos sentimentos afetuosos de José ao ver Benjamim, Gn 43.30; o anseio da prostituta pelo bem-estar de seu bebé, l Rs 3.26; e a pele febril do povo faminto, Lm 5.10).  O conflito dilacerante termina com o veredicto do versículo 9, cuja primeira palavra é não: o veredicto é negativo. Não que o coração de Deus tenha mudado em relação ao pecado de Israel. O furor da minha ira (a expressão tornou-se uma das favoritas de Jeremias, e. g., 4.26; 12.13; 25.37; l.  Veja J. P. Harland, IDB, IV, pp. 395-397. 25.38; 51.45; Is 13.9, 13) é a maneira como Ele descreve a ira reprimida, que opta por nào executar. Já vimos essa ira antes (8.5), e tornaremos a encontrá-la (13.11; cf. Jl 2.13; Am 4.10). Mas seu alvo derradeiro não é Israel; os atos restauradores do amor de Deus irão afastá-la deles (14.4). Assim que o juízo necessário se cumprir pelas mãos da Assíria, Deus não tornará ("não farei novamente"; esse é o sentido que o hebraico súh, "retornar", tem aqui; cf. BDB, p. 998; BLH) para (a) destruir (heb. sht na raiz intensiva; cf. 9.9 quanto à destruição moral e espiritual de Israel em Gibeá, e o comentário sobre 13.9 quanto à devastação de Israel por ordem de Javé; cf. também Am l. 11, onde Edom destruiu sua própria clemência) Efraim, isto é, Israel, todo o povo do norte. A explicação divina (porque; heb. kí) de seu compromisso de dar continuidade à aliança após o juízo é ao mesmo tempo arrebatada e profunda: ^.santidade singular que caracteriza Sua divindade. A disposição e o comportamento de Deus distinguem-se (heb. qados, "separado", "incomparável", "único") daquilo que seria o padrão humano normal, seja de vingança perversa (cf. a canção de Lameque, onde ele fala de retaliação em massa, em Gn 4. 23-24) ou mesmo àalextalionis, sempre determinando um castigo proporcional ao crime. Entender a diferença fundamental entre Deus e um homem (heb. 'ël e 'is) é absolutamente essencial para uma compreensão bíblica da realidade, seja em relação à criação, à providência, à soberania ou à salvação. Em cada uma dessas esferas, Deus tem feito e pode fazer o que nenhum ser humano ousa alegar ou tenta fazer. O obscurecimento dessa distinção espalhou um medo desnecessário das outras nações — "os egípcios são homens, e não Deus" (Is 31.3) — ou uma arrogância inútil em relação ao Deus vivo — "[tu], príncipe de Tiro... não passas de homem e não és Deus, ainda que estimas o teu coração como se fora o coração de Deus" (Ez 28.2).

O Santo no meio de ti é uma síntese notável da transcendência e imanência de Deus. Sendo o Santo, Ele tem todo o poder, toda a glória e aquele caráter aterrador que Isaías sentiu por ocasião de seu comissionamento (Is 6.3) e que os cidadãos de Jerusalém deviam celebrar quando voltaram do exílio (Is 40.25). Contudo, esse Ser Incomparável está presente, ativo no meio de Seu povo rebelde, revelando-lhes Seus sentimentos mais íntimos, garantindo Sua compaixão (v. 8), apesar da deslealdade deles (v. 7). Ele define Sua dessemelhança, Sua singularidade divina, não em termos de poder, sabedoria ou soberania, mas em termos de amor — constante, certo, inabalável.  Essa revelação da santidade lançou luz no longo caminho do entendimento bíblico em todo o Novo Testamento e dentro do coração da igreja. Atos da graça de Deus foram vistos como demonstrações de santidade divina (Is 41.17-20). O santo nome do Pai celeste revelou-se não apenas na vinda do reino, mas em sua provisão do pão, promessa de perdão, proteção na tentação e livramento do maligno (Mt 6.9-13). O apóstolo Paulo orou para que seus amigos cristãos fossem abundantes no amor, para que tivessem corações "irrepreensíveis em santidade" (IBB; ARC; TB; l Ts 3.12-13). João captou a essência do Ser divino na frase "Deus é amor" (l Jo 4.16). Amor santo, santidade amorosa — essas são as expressões que nos proporcionam a mais nítida compreensão da natureza divina. Com exceção de Jesus, o Cristo, ninguém nos ensinou mais a respeito disso do que Oséias.  A palavra final do versículo 9 faz com que nos seja difícil afirmar como termina essa passagem crucial. As três leituras mais frequentes são:

(l) derivar a palavra bd'ír da raiz b'r, "queimar", "consumir" (cf. 7.4, 6; Mays, p. 151); (2) ler uma raiz cognata b'r, "remover", "destruir", especialmente na forma intensiva (cf. Is 6.13; Nõtscher, p. 32; BLH); ou (3) entender o b como a preposição "com" e ler 'ir como um substantivo que significa "comoção" ou ira (cf. Jr 15.8; Wolff, p. 193; ARA; IBB; BJ). Uma quarta possibilidade é ficar com o TM e traduzir a oração final simplesmente como "... não entrarei [de novo] na cidade" (cf. LXX; Vulg.;  ARC; TB). O juízo divino sobre a cidade é um tema conhecido em Oséias (8.14; 10.14), e bem pode ser que o profeta tivesse em mente um padrão de inclusio, em que a ameaça de juízo (v. 6) e a promessa de esperança após o juízo ficam parenteticamente unidas pela palavra cidade; sugerindo, assim, que o alvo principal da espada brandida por Deus já não precisava temer a ameaça de uma intrusão tão terrível.1

CONSULTAS:

                    CD da BEP - CPAD

                    Pequena Encicopédia Bíblica - Orlando Boyer - IBAD

                    www.estudosbiblicos.com

                   Oséias Introdução e Comentários - David A.Hubbard - S.R.E. Vida Nova e A.R.E.Mundo Cristão.

Sites p/estudo:

http://www.eucreio.com/alim/estudos_biblicos/arquivo/est0423TomazG_Cristo_Revelacao.htm

Colaboração Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

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